CE – Nota do MCP em repúdio à demissão por motivos políticos de jornalista do DN

Por , 31/10/2010 16:34
Democracia significa, essencialmente, o exercício do poder pelo povo. Hoje, é uma palavra de ordem para legitimar o atual sistema político. O poder é exercido por poucos. Os campos do conhecimento e da informação são tratados como verdadeiras trincheiras pelas elites dominantes para impedir que as massas cidadãs exerçam poder de fato.

A recente demissão do jornalista Dawton Moura pelo jornal Diário do Nordeste mostra como os chefes da mídia empresarial exercem seu poder de controle sobre os meios de comunicação com mão de ferro para negar ao povo fatos e idéias consideradas perigosas para os seus interesses de classe. O crime do jornalista: conceder ao público, subsidiado por professores do Departamento de História da UFC, a visão de fatos históricos que, ao longo de dois séculos, influenciaram o desenvolvimento político da humanidade. A matéria foi baseada principalmente nas reflexões que o sociólogo brasileiro radicado na França Michael Löwy apresentou recentemente em Fortaleza. Apesar de ser um pensador prestigiado no mundo inteiro com dezenas de livros publicados em vários países, a empresa o definiu “democraticamente” como proscrito. Continue lendo… 'CE – Nota do MCP em repúdio à demissão por motivos políticos de jornalista do DN'»

HIP HOP contra o genocídio da juventude

Evento na Câmara Municipal de São Paulo debaterá o encarceramento de mulheres.

O Fórum de Hip Hop Municipal SP promoverá seminário para discutir o encarceramento das mulheres no Brasil. Muita coisa é revelada sobre a precariedade do sistema carcerário no aprisionamento de homens. Entretanto o questionamento que os integrantes do Fórum de Hip Hop Municipal SP fizeram durante a organização deste evento é com relação a esse sistema masculinizado que é precário no atendimento aos homens e que fica muito distante em atender necessidades básicas da mulher.

Nos presídios temos a abstração do machismo, inserido na sociedade brasileira, visivelmente e sensivelmente concreto, seja na vestimenta ou na ação de secretarias de seguranças com politicas de negação de visitas intimas.

As maiores reclamações dessas mulheres, retiradas do convívio em sociedade pela justiça, estão relacionadas a dois tópicos chaves:

•         Estrutura física do sistema penitenciário. Existem 31 mil mulheres presas em locais com capacidade para 16 mil, conforme dados do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional);
•         Não garantia de direitos básicos, em busca da reinserção a sociedade, como, por exemplo, maternidade, relações familiares, saúde e sexualidade. Além do acesso aos utensílios de extrema necessidade, como sabonetes, xampus, papel higiênico, absorventes, entre outros. Continue lendo… 'HIP HOP contra o genocídio da juventude'»

Sem caça, índio krahô quer ser vaqueiro

Leilane Marinho*

Quando os caciques Krahô escolheram o nordeste do estado do Tocantins para se fixarem, a abundância relativa à população de animais silvestres foi o quesito mais importante na demarcação dos 302 mil hectares que compreende a Terra Indígena Kraolândia – localizada nos municípios de Goiatins e Itacajá (TO). Naquela época, a população não chegava a mil índios e a fartura de caça garantia a segurança alimentar deste povo.

Hoje, 70 anos depois, cerca de três mil índios vivem em 26 aldeias espalhadas na reserva. Em tempos de seca, as tradicionais caçadas só são revividas nas histórias contadas pelos anciãos.  O desmatamento ao redor da área e o choque entre as aldeias por conta das regiões delimitadas para a caça e a alta taxa de natalidade  – em 1989 eram 1.198 índios (Funasa) – resultaram no declínio de animais silvestres. Com a caça cada vez mais rara, os índios discutem a possibilidade de introduzir a criação de gado “curraleiro” e outras espécies que garantam o alimento nas comunidades. De grandes caçadores, um sonho antigo renasce entre os krahô: o de serem vaqueiros. Continue lendo… 'Sem caça, índio krahô quer ser vaqueiro'»

Cinep lança livro “Olhares Indígenas Contemporâneos” com temas sobre educação, lingüística, mobilização, resistência e direitos indígenas

Por , 30/10/2010 13:40
O Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (Cinep) lança o livro *Olhares Indígenas Contemporâneos*, uma coletânea que reúne seis artigos de autoresindígenas produzidos a partir de teses de doutorado e dissertações de mestrado, defendidas entre 2008 e 2010, e de uma pesquisa sobre o perfil dos estudantes universitários indígenas no Brasil.

Rita Gomes do Nascimento, da etnia Potiguara, abre o volume com o artigo“Performances e experiências de etnicidade: práticas pedagógicas Tapeba”, em que discorre sobre as razões da proeminência dos professores indígenas como mediadores políticos e representantes das comunidades indígenas junto àsociedade envolvente.

Edilson Martins Melgueira, da etnia Baniwa, investiga os classificadores nominais da língua baníwa, do rio Içana, buscando discutir conjuntamente léxico, morfossintaxe e contexto discursivo, bem como refletir a maneiraAruák Baníwa de ver, sentir e organizar os elementos que constituem seu universo. Continue lendo… 'Cinep lança livro “Olhares Indígenas Contemporâneos” com temas sobre educação, lingüística, mobilização, resistência e direitos indígenas'»

Aterro da Caximba dará adeus sem deixar saudades

Prefeitura marca para as 8 horas de segunda-feira o encerramento definitivo do antigo depósito de resíduos de Curitiba e região metropolitana

Gazeta do Povo – Publicado em 30/10/2010 | Vinicius Boreki

O aterro sanitário da Caximba, que por 21 anos armazenou o lixo de Curitiba e mais 17 municípios da região metropolitana, será oficialmente encerrado às 8 horas da próxima segunda-feira. Depois disso, os caminhões levarão os resíduos para os aterros provisórios da Estre Ambiental, em Fazenda Rio Grande, e da Essencis, na divisa entre a capital e Araucária.

Das 2,4 mil toneladas coletadas todos os dias, 2,3 mil irão para a Estre e as outras cem toneladas à Essencis. Se conseguir a licença de operação junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Cavo também deve receber parte dos resíduos em um terreno em Mandirituba. Depois de fechado, o aterro da Caximba receberá monitoramento constante e, segundo José Antônio Andreguetto, secretário do Meio Ambiente de Curitiba, deve ser transformado em parque no futuro. Continue lendo… 'Aterro da Caximba dará adeus sem deixar saudades'»

Também quero opinar em eleição para papa

Há semanas as campanhas eleitorais vêm bombardeando os brasileiros com imagens de seus candidatos beijando estátuas de santos ou rezando o Pai-nosso. Particularmente, tenho a certeza de que os dois são ateus ou, no máximo, no máximo, agnótiscos não-praticantes. Mas vá lá, este é um período especial e já discutimos exaustivamente neste blog sobre até onde vai a insanidade por um Dois-Dígitos-Confirma, o Santo Graal da política.

Mas, ontem, em um discurso a bispos brasileiros, o ex-cardeal Joseph Ratzinger condenou o aborto e a eutanásia e, implicitamente, a pesquisa com embriões para obtenção de células-tronco. Ou seja, o que era esperado dele. Mas foi além, e afirmou que “os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. Em plenas eleições brasileiras, Bento 16 pede para que os representantes de sua igreja orientem politicamente os fiéis.

Conversei com uma pessoa da comunidade do Jardim Pantanal (aquele bairro da capital paulista que se esvaiu em lama nas últimas enchentes) sobre isso e, apesar de ser extremamente religiosa, discorda da avaliação de Ratzinger. “Na Bíblia, está escrito para dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. A gente tem que separar o que é política do que é religião, senão não dá certo.” É a gente simples da periferia de São Paulo ensinando bons modos para o Vaticano. Continue lendo… 'Também quero opinar em eleição para papa'»

Vale morrer?

Outubro de 2010. A Vale celebra um lucro histórico: mais de 10 bilhões somente num trimestre. Nos mesmos dias, morre debaixo das rodas do trem da Vale mais um homem. Com os seus 74 anos, Joaquim Madeira viu seu filho morrer atropelado pelos vagões carregados de minério e recebeu a mesma condenação, oito anos depois.

Corre, o trem da Vale, sem conhecer obstáculos e sem dar-se conta das vítimas que provoca. A revolta do povo é grande e em vários casos se faz ação: os moradores do assentamento Palmares, em Parauapebas, gritam contra a morte do companheiro Joaquim e bloqueiam a ferrovia.

Já tinha acontecido em 2007, aproximadamente por um mês: a ferrovia bloqueada deu um prejuízo grande para a empresa, se calculamos que o valor bruto do ferro transportado a cada dia corresponde pelo menos a 20 milhões de reais! Há perdas e perdas, mas o que não pode acontecer é a interrupção do mercado do ferro, especialmente agora que a Vale aumentou de 253% sua produção. Continue lendo… 'Vale morrer?'»

Sirinhaém: Juíz anuncia despejo de Nazareth

Por , 29/10/2010 17:10

Na manhã de ontem, dia 28, no município de Sirinhaém, foi realizada a audiência para negociar os termos do despejo de uma das últimas famílias de pescadoras tradicionais, que há décadas vive nas Ilhas de Sirinhaém. Como resultado da audiência, a pescadora Maria de Nazareth terá até o p?oximo dia 04 de novembro para aceitar as propostas impostas pela Usina: sair das Ilhas e morar na periferia da cidade. Caso não aceite o acordo, o Juiz que acompanha o caso, Luíz Mário de Miranda, afirmou que executará a reintegração de posse, expulsando Nazareth e seus filhos das Ilhas. Maria de Nazareth garantiu que não aceitará nenhum acordo e  que permanecerá nas Ilhas.

“ A Usina quer me tirar de lá para destruir o manguezal”, afirmou Nazareth durante a audiência. A pescadora ressaltou ainda que, desde o ínicio do processo de expulsão das famílias, a Usina já fez várias promessas aos antigos moradores e moradoras, mas hoje, depois de expulsos, todos vivem na miséria. As famílias encontram-se vivendo na periferia de Sirinháem, proibidas de pescar no estuário e submetidas a condições sub-humanas por não terem de onde tirar seu sustento e não poderem exercer seu modo de vida tradicional. “Se a gente for pra rua a gente vai fazer o que? Morrer de fome. Muitos dos que sairam daqui estão passando fome hoje, vivem de barriga vazia. Eles só viviam bem dentro dos manguezais”, afirmou Nazareth.
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Perú: Indígenas y pobladores continúan en pie de protesta por contaminación de río Marañón

Imagen tomada de Radio Oriente

Servindi – Continúa el bloqueo del río Marañón pese a la reunión sostenida entre autoridades regionales de Loreto con indígenas y pobladores. Hasta el momento siguen varados más de 2 mil pasajeros.

En el transcurso de las horas se prevé que una comitiva conformada por autoridades regionales llegue a la boca  del río Tigre, en Nauta, con el objetivo de verificar la situación en la zona de bloqueo y persuadir a los manifestantes para normalizar el tránsito.

Integran la comisión Edmundo Espíritu, gobernador de Iquitos, Mario Gallo Zamudio, presidente de la Junta de Fiscales, Norman Lewis del Alcázar, vicepresidente regional y miembros de la Policía Nacional y del Instituto de Investigación de la Amazonía Peruana (IIAP).

Además se envió a médicos y enfermeras de Essalud para que evalúen el estado de salud de las poblaciones indígenas con la finalidad de evitar brotes de enfermedades.
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Bolivia: CEPOS propone obligatoriedad de la educación bilingüe

Servindi – Un proyecto de ley para la obligatoriedad de la educación bilingüe en los pueblos de tierras altas y bajas de Bolivia, propuso el Consejo Educativo de Pueblos Originarios (CEPOS).

El presidente de la Comisión de Naciones y Pueblos Indígenas Originarios Campesinos de la Cámara de Diputados, Bienvenido Zacu, dijo que el borrador de la iniciativa legislativa es revisado por el Comité de Culturas, para su respectivo debate la próxima semana.

“Este proyecto de ley lo presentó el CEPOS y sigue en el Comité de Culturas. Creemos que es una demanda importante para priorizar la enseñanza de nuestros hijos en nuestro idioma”, expresó el legislador indígena.
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Manifesto de arquitetos e urbanistas em apoio à candidatura de Dilma Roussef presidente

Para as cudades brasileiras seguirem mudando

O Governo Lula, com a criação do Ministério das Cidades e o apoio à implementação do Estatuto das Cidades, trouxe avanços significativos no tratamento dos problemas que atingem nossas cidades. Desde 1986 com a extinção do Banco Nacional de Habitação não se via a magnitude dos investimentos realizados desde 2003 até o momento.

A criação do Ministério das Cidades sinalizou a prioridade da questão urbana do País, com destaque para a política habitacional. O PAC da Habitação investiu R$ 174,7 bilhões até junho de 2010 no setor (10º Balanço do PAC). O financiamento habitacional para pessoa física envolveu R$ 44,9 bilhões.

O programa Minha Casa, Minha Vida entrou em operação em abril de 2009. Trata-se do mais ambicioso programa de habitação já lançado no País. Com meta de investir R$ 34 bilhões na contratação para a construção de 1 milhão de moradias até 2010, pretende-se atacar de uma só vez 17,8% do déficit habitacional, que está na ordem de 5,6 milhões de moradias (PNAD 2008). A prioridade é a faixa de renda de até cinco salários mínimos, que concentra mais de 90% do déficit. Cerca de 70% das moradias serão destinadas para essa faixa de renda. Continue lendo… 'Manifesto de arquitetos e urbanistas em apoio à candidatura de Dilma Roussef presidente'»

Manifesto das lideranças e entidades do movimento social negro em apoio à candidata Dilma Roussef

Dilma é a garantia de avanços para a questão racial

Nós, lideranças e entidades do movimento social negro, que representamos 50,6% da população brasileira, manifestamos nosso integral apoio à candidatura de Dilma à Presidência da República, pelas razões que se seguem: O Brasil produziu em oito anos políticas públicas que alcançaram de maneira muito especial a população negra brasileira, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, Bolsa Família, Brasil Quilombola, Saúde da População Negra, Ensino da História e da Cultura Afro-brasileira, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a valorização do Salário Mínimo, o aumento de trabalhadores com carteira assinada e o ProUni, dentre outros.

O crescimento econômico sustentável adotado pelo Governo Lula garantiu mobilidade social, possibilitando a ascensão de 36 milhões de pessoas à classe média, com resultados expressivos para toda a nação e em especial para a população negra brasileira. Continue lendo… 'Manifesto das lideranças e entidades do movimento social negro em apoio à candidata Dilma Roussef'»

Manifesto Mulheres com Dilma por um Brasil soberano, justo e igualitário

Nós formamos uma onda, nós somos um movimento que se espalha pelo país. Nós somos Mulheres com Dilma Para Presidenta do Brasil. Somos negras, somos brancas, somos trabalhadoras, somos indígenas, somos mães, somos lésbicas, somos rurais, somos urbanas, de todas as regiões, com diferentes credos e convicções políticas. E, assim como Dilma, somos mulheres que sempre lutaram pela Democracia e por um país com justiça social.

Nestas eleições, queremos dizer ao mundo que não podemos abrir mão de todas as conquistas sociais e do trabalho, construídas nos oito anos do Governo Lula. Não queremos retrocessos. Queremos avançar na construção de um Estado democrático, com soberania nacional. Queremos um Estado que respeite todas as religiões, mas que não seja controlado por nenhuma delas. Continue lendo… 'Manifesto Mulheres com Dilma por um Brasil soberano, justo e igualitário'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.