
Carajás
O superblog “Os amigos do Presidente Lula” – tocado com vigor pelo Zé Augusto e pela Helena e detestado pela Dra. Sandra Cureau – pegou no pulo o ato falho do porta-voz da grande mídia, o Instituto Millenium (o IBAD do século 21) revelando uma parte das razões pelas quais colunistas e jornalões fizeram toda esta onda para transformar Roger Agnelli, o destronado da Vale, em vítima de um estatismo feroz.
Em artigo publicado no blog do Instituto (hospedado pela editora abril), diz-se que a substituição de Agnelli “busca aumentar a influência do governo dentro da empresa, para, possivelmente, ocupar cargos de interesse do governo, contratar empresas próximas ao governo e, até mesmo, aumentar a influência do governo nos meios de comunicação.”
Opa! Como assim? O que tem a ver o sr. Agnelli com os meios de comunicação? A Vale é um órgão de imprensa?
Ou será que a Vale é uma mina para a imprensa? Continue lendo… 'A Vale é uma mina para a mídia?'»
Flavia Bernardes
O Ministério Público Estadual (MPES) vai encaminhar ao Parlamento Europeu os documentos que denunciam, em Ação Civil Pública, a ArcelorMittal de cometer racismo ambiental no Espírito Santo. Segundo o promotor Gustavo Sena, autor da ação, em entrevista à Rádio CBN, na quarta-feira (30), a transnacional não adota medidas capazes de minimizar a poluição que emite, conforme é feito em suas plantas industriais na Europa.
O promotor Gustavo Sena apontou na entrevista, que há estudos que demonstram a ligação da poluição com a morte de 1,6 bilhão de pessoas, o que comprova o que especialistas afirmam há anos: “a siderurgia é uma atividade industrial pesada e inegavelmente impactante”.
Senna fez questão de deixar claro que a ArcelorMittal não vem sendo utilizada como bode expiatório, explicando que outras empresas poluidoras instaladas no Estado já se propuseram a instalar novas tecnologias em suas plantas, porém, após dois anos de diálogo, não se chegou a um entendimento com a transnacional. Continue lendo… 'MPES: investigação sobre ArcelorMittal será encaminhada a parlamento Europeu'»

Renato lamenta a ocorrência de ofensas racistas (Foto: Fábio Borges / Vipcomm)
Roberto Carlos, Marcelo e Neymar foram discriminados nas últimas semanas. Meia do Flamengo relembra caso de 2005, em São Paulo
Por Janir Júnior e Richard Souza
As duas últimas semanas foram marcadas por manifestações racistas contra jogadores de futebol brasileiros na Europa. Os laterais Roberto Carlos, do Anzhi, da Rússia, e Marcelo, do Real Madrid, foram hostilizados por torcedores do Zenit e do Atlético de Madri, respectivamente, com atos discriminatórios. No último domingo, um adolescente alemão jogou uma banana na direção de Neymar, durante o amistoso entre Brasil e Escócia, em Londres.
Logo depois da partida, o atacante do Santos classificou o gesto como racismo e reclamou.
- Esse clima de racismo é totalmente triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui e acontece isso. Prefiro nem tocar no assunto, para não virar uma bola de neve. Continue lendo… 'Vítima de racismo, Renato condena ofensas a brasileiros na Europa'»
“Tive enjoo físico, isso não aconteceu nem na gravidez”, diz atriz sobre deputado
Taís Araújo comentou as declarações racistas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), dadas na segunda-feira (28) em resposta a uma pergunta de Preta Gil, durante o programa CQC(Band).
- Foi uma das coisas mais bárbaras que já ouvi na minha vida. Depois das declarações dele, tive um enjoo físico, algo que não tive nem na gravidez. Fui ler os comentários no dia seguinte, inclusive os do filho dele, que defende o pai, e parei porque aquilo estava me fazendo mal.
A atriz assegura que o deputado não se enganou, como Marcelo Tas, um dos apresentadores do CQC, chegou a sugerir em tom irônico, diante da resposta de Bolsonaro.
- O Tas mostrou a resposta dele [Bolsonaro] e, depois daquele absurdo, ele falou “Esperamos que ele não tenha entendido”. Tenho certeza de que ele entendeu, sim. A pergunta era simples, não era nada complexo. Ele respondeu aquilo porque pensa daquela forma. Continue lendo… 'Taís Araújo defende Preta Gil contra racismo'»
A União dos Negros pela Igualdade Racial organizará uma manifestação na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro (RJ), às 17 horas de terça-feira (5), em protesto contra as declarações racistas e homofóbicas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Na última segunda, em depoimento ao programa CQC, da TV Bandeirantes, Bolsonaro declarou que seus filhos não correm o “risco” de namorar negras porque são “educados”.
Foi uma resposta à cantora Preta Gil, que lhe perguntou se ele aceitaria o relacionamento dos filhos com mulheres negras. “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja”, afirmou o deputado. “Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu.”
Em nota, a direção estadual da Unegro do Rio de Janeiro repudiou as declarações. Segundo a entidade, “está havendo por parte da direita de nosso país uma tentativa de impor uma correlação de forças desfavorável às ações afirmativas e conscientização do povo contra o racismo e as demais formas de discriminação”. Continue lendo… 'RJ – Unegro convoca protesto na Cinelândia, dia 5, contra racismo de Bolsonaro'»
Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As ações afirmativas para a população negra não são apoiadas no Congresso Nacional, porque os negros não têm representatividade política. A afirmação é da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Eliana Graça. Segundo ela, os parlamentares brasileiros reconhecem que existe uma falha no sistema de representação, porém acham que é algo natural para a sociedade.
“Os congressistas não concordam com nenhuma proposta de ação afirmativa para que essa população negra, que está subrepresentada, possa alcançar uma representatividade mais condizente. E não é só na questão do negro, é na questão dos indígenas e das mulheres”, disse Eliana, hoje (31), durante o seminário Racismo, Igualdade e Políticas Públicas, em Brasília.
Uma pesquisa da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revelou que a representação negra na nova composição do Congresso Nacional aumentou. O número de deputados que se autodeclaram negros passou de 25 (5%), em 2007, para 43 (8,5%) na atual legislatura. No Senado, a bancada continua reduzida a apenas dois senadores, Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta (PR-ES). Continue lendo… 'Racismo, igualdade e políticas públicas são debatidos em seminário organizado em Brasília'»
Por Rádio ONU
Grupo reunido em Genebra, até esta sexta-feira, formulará recomendações a governos; integrante brasileiro diz que indicadores de seu país demonstram desafios enfrentados pelos negros na sociedade.
Combate é desafio
Especialistas em combate ao racismo estão reunidos em Genebra, na Suíça, para a 10ª. sessão do Grupo de Trabalho de Peritos sobre Afrodescendentes. O professor do Instituto de Economia da Ufrj, Marcelo Paixão, está participando da reunião. Nesta entrevista à Rádio ONU, de Genebra, ele falou sobre o combate ao racismo no Brasil.
Taxa de Homicídios
“No Brasil, nós temos sempre o desafio do tal mito da democracia racial. E o que a gente vai apresentar aqui são estudos que não caminham neste sentido. Com base nos indicadores sociais, o salário médio de uma pessoa negra no Brasil é pouco menos da metade do salário de uma pessoa branca. A taxa de homicídios que incide sobre homens negros no Brasil é mais do que o dobro do que incide sobre os homens brancos. Então não faz sentido dissociar estes dados de uma discussão mais específica do que significam os padrões brasileiros de relações raciais”, afirmou. Continue lendo… 'Peritos da ONU debatem medidas de combate ao racismo'»
Entre as manifestações estão maior empenho e celeridade na demarcação das terras indígenas e garantia de recursos para implantação da Sesai
A bancada indígena e indigenista entregou hoje pela manhã, 31, carta ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com reivindicações relacionadas à política indigenista do país. A entrega aconteceu durante a 16ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI). Entre as manifestações apresentadas pelas lideranças indígenas que compõem a bancada estão: criação de comissão especial na Câmara para analisar o PLN 2057/91, visando à aprovação do novo Estatuto dos Povos Indígenas; cumprimento, por meio do órgão indigenista, Funai, da obrigação de demarcar, proteger e desintrusar todas as terras indígenas; e garantia de recursos financeiros suficientes para a implementação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), entre outras.
Ao ouvir as demandas apresentadas, o ministro Cardozo, prometeu celeridade e envolvimento do governo na formulação de uma política pública que garanta os direitos das populações indígenas. De acordo com ele, o governo fará o que for necessário para acelerar a aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas no Congresso Nacional. “É urgente ver a questão do Estatuto e as estratégias de ação para fazer caminhar isso. Agora, é importantíssimo estar unido e agir em conjunto e organizados para convencer os parlamentares da importância e necessidade desse projeto”, disse. Continue lendo… 'Bancada indígena e indigenista entrega reivindicações ao ministro da Justiça'»
DECLARACION PARA LA PAZ
Considerando que la militarización extranjera en América Latina sigue siendo un asunto muy preocupante para nuestros pueblos.
Considerando que:
- En México ya son 34.000 las personas asesinadas producto de la política de “Guerra al Narcotráfico” implementada por el gobierno y en colaboración con Estados Unidos.
- En Colombia se han incremento las bases militares extranjeras en su territorio y el último informe de Medicina Legal denuncia que se han registraron 38 mil 255 personas desaparecidas en los últimos tres años. – La ocupación en Haití de soldados de la MINUSTAH no ha resuelto los problemas de fondo de este pueblo.
- Que en Panamá y Costa Rica se permitirá el uso de sus puertos para operaciones de la Marina estadounidense. Continue lendo… 'No más militarización extranjera en America Latina, no más Escuela de las Americas'»
Mais que um filme. Muito mais que uma expedição por 4 estados brasileiros. O projeto Rota do Sal Kalunga é uma viagem pela mais longa rota histórica, econômica e cultural do país.
O projeto Rota do Sal Kalunga pretende refazer a saga fluvial dos negros do Quilombo Kalunga. Durante séculos, eles precisavam navegar de seu território na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, até Belém do Pará para trocar produtos produzidos no Quilombo por sal, item essencial para a sobrevivência.
A partir do levantamento histórico de toda a extensão da Rota do Sal Kalunga, os realizadores André Portugal e Cardes Amâncio, realizarão uma expedição cinematográfica descendo o rio em caiaques. Tal como os navegantes negros, eles vão percorrer 2.400 quilômetros e atravessar 4 estados brasileiros (Goiás, Tocantins, Maranhão, Pará). Porém, fazem uma ressalva: “percorreremos apenas uma parte do caminho, uma vez que os kalungas tinham de retornar rio acima e com suas embarcações em carga máxima”.
O registro audiovisual da aventura e todas as histórias colhidas ao longo da jornada pelo Rio Tocantins darão origem ao documentário de longa -metragem. O projeto é realizado através da lei Rouanet de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Eletrobrás.
Continue lendo… 'Rota do Sal refaz uma trajetória histórica desbravada pelo povo Kalunga no Rio Tocantins'»
“Nas próximas décadas, as mudanças climáticas irão fazer com que centenas de milhões de pessoas, na sua maioria as mais pobres e marginalizadas, fiquem cada vez mais vulneráveis a enchentes, deslizamentos de terra e outros desastres naturais. Esta é a previsão que fazemos baseados na melhor ciência que temos disponível”, alerta Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, no prefácio do relatório Cidades e Mudanças Climáticas, produzido pelo UN-Habitat.
Fabiano Ávila – Instituto Carbono Brasil
Se os cálculos das emissões de gases do efeito estufa das cidades englobarem processos como o consumo e geração de energia, os transportes e a produção industrial, as áreas urbanas aparecerão como as grandes vilãs mundiais, ficando responsáveis por 70% das emissões sendo que ocupam apenas 2% do território do planeta.
É justamente como protagonistas das mudanças climáticas que o relatórioCities and Climate Change: Global Report on Human Settlements 2011 (Cidades e Mudanças Climáticas: Relatório Global sobre as Ocupações Humanas 2011) apresenta as cidades. Produzido pelo UN-Habitat, programa da ONU direcionado para promover o desenvolvimento social e ambiental das cidades, o documento afirma que o modelo atual de urbanização está seguindo um rumo de alto risco devido às transformações no clima. Continue lendo… 'Cidades não estão prontas para as mudanças climáticas'»
Egydio Schwade
Presidente Figueiredo, Amazonas, 1992: estávamos construindo a Casa da Cultura do Urubuí. Doroti, eu e as crianças ajudávamos na cobertura de cavaco. Há nossa frente, pela BR-174, roncavam caminhões carregados de minério procedentes da mina do Pitinga. Oficialmente as carretas levavam apenas cassiterita ou estanho. Em verdade, carregavam diversos minérios estratégicos, todos bem mais caros do que o estanho: ítrio, tântalo, colúmbio, urânio, criolita, ouro. A BR-174 tornou-se mais uma “veia aberta da America Latina”. O diretor do setor mineral do Mercado Comum Europeu garantia em reunião em Duisburg / Alemanha / 1991 que todo o minério do Pitinga estava sendo vendido no mercado negro, confirmando conclusão a que o geógrafo e pesquisador da UFAM, José Aldemir de Oliveira chegou em sua tese de doutorado intitulada: “Cidades na Selva”.
A área da mina do Pitinga, 526.000 hectares, foi invadida pela Paranapanema em 1979 e roubada pelo Governo Figueiredo do povo indígena Waimiri-Atroari em 1981. Da maracutaia nasceu o nome de batismo de nosso município: Presidente Figueiredo. Continue lendo… 'O Minério Radioativo do Amazonas e as Usinas Atômicas Japonesas'»
Por Wevergton Brito Lima*
Certa vez, em conversa com uma amiga, ela me relatava em cores vivas exemplos de preconceitos que atingem a mulher negra.
De classe média alta, executiva, casada com um professor universitário branco, quando se dirige ao setor reservado aos clientes exclusivos de um banco privado é comum aparecer um funcionário com a advertência de que aquele espaço é para clientes especiais. Em uma dessas ocasiões, ao mostrar o cartão que provava sua condição de cliente especial, ouviu que “não pode ser cartão de terceiros”.
Por ocasião de sua lua de mel na Bahia, ao voltar da praia para o quarto em que estava hospedada (o marido não quis descer naquela manhã) foi parada por um segurança que a acusou de ser “garota de programa”. Ao contrário de outras mulheres negras que sofrem esse tipo de agressão e reagem à altura, minha amiga tem uma reação de pânico. Começa a tremer e sente uma imensa fragilidade.
Esses dois exemplos são até suaves para as pequenas e grandes humilhações cotidianas que sofrem as mulheres negras, atingindo sua auto-estima, e muitas vezes provocando depressão, angústia, síndrome do pânico, etc. Continue lendo… 'As mulheres negras e a impunidade de um canalha'»