A equipe do Museu Antropológico e da Faculdade de Ciências Sociais que realizou pesquisa etnográfica sobre as bonecas Karajá, recentemente registradas como patrimônio cultural imaterial brasileiro, vem a público manifestar sua preocupação com as recentes mortes de jovens Karajá, ocorridas especialmente na aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, TO.
Consideramos a situação como de extrema gravidade, por se tratar de sucessivos suicídios de jovens do sexo masculino de até 22 anos, em geral, associados ao uso de bebidas alcoólicas e também de casos suspeitos de consumo de outras drogas, como o crack. Segundo informes de uma liderança indígena de Santa Isabel do Morro e de familiares das vítimas, nos últimos meses, sete jovens morreram depois de se enforcarem, além de duas outras tentativas.
Entendemos que é urgente a constituição de uma força-tarefa composta por integrantes da Associação Brasileira de Antropologia, FUNAI, FUNASA, Ministério Público, Ministério da Saúde, Ministério dos Esportes, em parceria com as lideranças tradicionais e de jovens indígenas que atuam nas aldeias – como é o caso dos professores e dos agentes de saúde – para juntos discutirem e proporem medidas contínuas a curto, médio e longo prazos. Continue lendo… 'TO – Nota sobre mortes de jovens Karajá'»
Esta manhã publicamos a notícia com o título em negrito É pra rir? “Paulo Henrique Amorim é condenado por racismo contra jornalista“. A informação não estava correta, e o próprio Terra publicou nova versão, que postamos em seguida. A correção do Terra foi publicada às 11:49 de hoje, e atualizada às 16:26, com o título acima. Em seguida a ela, mantemos a informação original que havíamos postado pela manhã, assim como os dados relativos à sua fonte. TP.
O jornalista Paulo Henrique Amorim se comprometeu a depositar uma doação a uma instituição de caridade no valor de R$ 30 mil e se retratar publicamente por uma publicação considerada racista em seu blog Conversa Afiada. A ação movida pelo jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, questionava a análise feita por Amorim, na qual chamava o colega de profissão de “negro de alma branca” e insinuava que Heraldo fosse empregado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A decisão é fruto de um acordo firmado entre os dois jornalistas em audiência realizada no dia 15 de fevereiro.
A sentença, proferida pelo juiz Daniel Felipe Machado, homologou que Amorim deverá “publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de S.Paulo, nos cadernos de política, economia ou variedades”, no prazo de 20 dias, um texto com o título “Retratação de Paulo Henrique Amorim Concernente à Ação 010.01.1.043464-9″. Continue lendo… '“CORREÇÃO: Jornalista terá que se retratar por declaração considerada ofensiva”'»
Natasha Pitts, Adital
“As colombianas, sobretudo as indígenas, continuam sendo violentadas, assediadas, sequestradas, aliciadas e usadas como estratégia de guerra no contexto do conflito armado interno que o país enfrenta desde o início de 1960.
Mesmo cientes desta realidade os tomadores de decisão não têm mostrado interesse em assegurar uma vida digna e segura para elas. Por isso, a Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (Caoi) denuncia as investidas criminosas contra as indígenas e exige o fim da impunidade.
De acordo com a Caoi, a violência sexual é o crime que predomina. E não apenas os membros de grupos ilegais, mas também de Forças Públicas são culpados por tirar a paz de mulheres indígenas. As incursões em terras indígenas sempre vêm acompanhas de crimes como prostituição forçada, violações, escravidão sexual e ‘namoro como tática de cooptação da população por meios de suas mulheres’. Continue lendo… 'Colômbia: Persiste utilização do corpo de mulheres e meninas no contexto do conflito armado'»
A carta vai publicada exatamente como foi escrita. Não há nada mais a dizer, exceto agradecer a Mayron Régis por tê-la enviado. TP.
São Pedro 3 do 2 de 2012
“Senhora Presidenta Dilma enviaremos esa carta somenti para li pedir a sua ajuda. Senhora presidenta na nossa comunidade Quilombola di São Pedro município de São Luiz Gonzaga do Maranhão senhora presidenta somos crianças umildi e muito sofrida não temos escola, não temos energia elétrica por que o fazendeiro que si dis dono das terra de Quilombo impede todos os programa do governo federal xegar até a comunidade. Senhora Presidenta nois somos crianças i presisamos di escola estamos sofrendo através desse fazendeiro Jozé de Souza de Oliveira proprietário da fazenda Caxuxanese mesmo município, gostaremos que a senhora mandasi alguém da sua confiança para nos visitar para ver o nosso sofrimento de perto, poderemos contar a sua ajuda?”
Assina:
Isnoyane Silva Santos, Luzia silva Ferreira, Maria Raimunda Silva dos Santos, Clemilda Silva Sousa, Ricardo Silva dos Santos, Rogério Silva dos Santos, Guilherme da Silva Barros, Maria Aparecida da Silva Souza, Joao Vitor Alves da Silva, Gustavo Alves da Silva, Josiane da Silva Sousa, Thiago Alves de Oliveira, Larisa Alves da Silva, Leticia Alves da Silva, Mayara Silva Santos, Francilene Rejane Rabelo da Silva, Francisca Samara da Silva Santos, Francisco Ronylson Ribeiro, Caludioroberto Sousa Silva Filho, Raissa Viana, Antonio Viana.
“(…) a prefeitura deu a professora mais não temos escola então é poiso que estamos le escrevendo esta carta. Enfim da Senhora da uma força pra nois. Somo criança umildi e muito pobre não temos condição de estuda na cidade. Contaremos com a sua ajuda Senhora Presidenta”.

Flagrante da execução de um vereador em Alagoas (foto: Bandnews)
Odilon Rios, Terra Magazine
“A vinda do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a Alagoas pela segunda vez em um ano – neste mês de março – pode iniciar uma discussão sobre a onda de violência no Brasil, um dos países em que mais se mata e também um dos mais impunes para os seus criminosos.
Alagoas é o Estado mais violento do Brasil, segundo o ministério. Em 1980 – de acordo com dados coletados pela Union Nations Office on Drugs and Crime baseados em números do próprio ministério de Cardozo – a taxa de mortes, por 100 mil habitantes, era de 14,12; em 2007, 59,48. Um salto de 4,2 vezes.
Poderia-se imaginar que o Estado mais violento do Brasil não recebeu recursos em áreas sociais ou nas polícias.
Afinal, segundo os dados do IBGE, Alagoas é o terceiro Estado com maior número de miseráveis no Brasil: 20,3% de sua população.
Perdemos para o Maranhão (25,7%) e o Piauí (21,3%). Continue lendo… 'Federalizar crimes de pistolagem pode reduzir impunidade no Brasil'»
Por João Previattelli, Da Página do MST
Logo após a reintegração de posse realizada em Pinheirinho – região de São José dos Campos (SP) – no dia 22 de janeiro, por meio de uma ação repressiva e violenta da Polícia Militar, se formou na cidade de Ribeirão Preto um comitê para se discutir os problemas relacionados às reintegrações de posse, com a participação de diversas organizações e movimentos sociais.
Nesse sentido, o comitê organiza um ato para este sábado (25) na cidade de Ribeirão Preto, em solidariedade às famílias do Pinheirinho e contra a criminalização dos movimentos sociais, repudiando as formas como estão ocorrendo às reintegrações de posse.
MST doa caminhões de alimentos para a população de Pinheirinho
É esperada grande participação das mulheres, já que o ato também visa a conscientização e preparação para as mobilizações que acontecem no dia 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres. Continue lendo… 'MST participa de ato em solidariedade à Pinheirinho em Ribeirão Preto, 25/02'»
São Paulo – O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe avalia que toda o processo judicial que resultou no despejo de milhares de pessoas da comunidade ocupada do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, tinha como objetivo beneficiar o megaespeculador Naji Nahas e, por isso, o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandados de prisão contra Nahas e o governador Geraldo Alckmin, além do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori.
Felippe analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta, de Nahas, proprietária do terreno e beneficiária da reintegração de posse efetivada de forma violenta pela PM paulista no dia 22 de janeiro, com apoio da Guarda Civil Metropolitana de São José dos Campos.
Para o representante do ministério público, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, o trio deve responder por crimes cometidos contra a humanidade.
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/02/alckmin-e-nahas-podem-responder-por-crime-contra-humanidade-diz-procurador
Ação movida pelo povo Ashaninka argumenta que acordo energético viola direitos humanos e causará desastre socioambiental na Amazônia peruana
Uma ação civil pública ajuizada na quinta-feira passada por uma organização indígena peruana contra o Congresso e o Ministério das Relações Exteriores daquele país demanda a suspensão do acordo energético entre Brasil e Peru assinado em junho de 2010 pelos ex-presidentes Lula e Alan Garcia. A Central Ashaninka del Rio Ene (CARE) entrou com a ação no Superior Tribunal de Justiça em Lima com pedido de liminar contra o acordo que prevê a construção de uma série de grandes hidrelétricas na Amazônia peruana pela Eletrobras e empreiteiras brasileiras, afirmando que os empreendimentos violam os direitos de populações indígenas.
“Os direitos à vida, à integridade, à liberdade, à terra e ao consentimento livre, prévio e informado são ameaçados, considerando que o acordo jamais foi objeto de consulta com os povos indígenas”, disse David Velasco, advogado da Fundação Ecumênica para o Desenvolvimento e Paz (FEDEPAZ), ONG peruana de assessoria jurídica. “A legislação peruana e internacional estabelece a obrigatoriedade de consultas prévias com povos indígenas no caso de projetos de desenvolvimento que afetem seus territórios, e isso não aconteceu.” Continue lendo… 'Acordo Energético entre Peru e Brasil é contestado por organização indígena em tribunal peruano'»
No início da audiência pública promovida nesta quinta-feira (23) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) sobre denúncias de violência policial na desocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP) tiveram uma áspera discussão sobre o propósito do debate.
A ação ocorreu em janeiro, quando a Polícia Militar (PM) retirou as famílias que viviam na área desde 2004 depois de uma decisão judicial. O terreno pertence à massa falida do grupo Selecta, do investidor Naji Nahas. A reintegração desalojou do local 1.600 famílias, num total de 6.000 pessoas.
Corforme Aloysio Nunes, teria sido feito um acordo para que o debate não tratasse apenas de Pinheirinho, mas incluísse outras desocupações semelhantes apontadas por ele, também com denúncias de abuso da Polícia Militar, realizadas no Distrito Federal, no Acre e no Piauí.
“Isso me dá ideia de que nós estamos diante de uma operação política e que o PT terceiriza o radicalismo de outros para promover seus interesses eleitorais. Estamos diante de uma operação política visando atacar politicamente o governo de São Paulo”, protestou o senador tucano. O senador argumentou que a força policial de São Paulo “agiu cumprindo ordem judicial” e também afirmou haver “muita mentira” sobre mortes e violência durante a operação de desocupação. Continue lendo… 'Discordância entre senadores marca audiência sobre Pinheirinho'»
Em relatório parcial divulgado pelo Observatório da Discriminação Racial, Violência Contra a Mulher e LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de Salvador, os dados apontam a força do preconceito nesta que é considerada a capital negra da América Latina. Somente neste carnaval foram registrados 412 casos de agressões contra minorias entre racismo, sexismo e homofobia.
Das ocorrências, a que apresentou maior número foi o de racismo contra negros que contabilizou 256 casos. Na sequência foram registrados 138 de violência contra a mulher (sexismo) e 18 de homofobia. O resultado ultrapassa o do carnaval 2011, que registrou 350 casos. As informações servirão de subsídios para a formulação e implantação de políticas voltadas para a prevenção de discriminações e desigualdades.
Estratégia – Durante toda a folia 120 observadores trabalharam na observação e apuração das ocorrências. Eles ficaram distribuídos em pontos estratégicos dos circuitos da festa e nos seis postos instalados em vários pontos da capital baiana (Cruzeiro do São Francisco – SPD; Ladeira de São Bento; Lapa; Camarote Casa dos Bailes – Casa d´Itália; Assufba e Faculdade Social da Bahia – Ondina). Continue lendo… 'Capital negra das Américas registra 412 casos de agressões a minorias no carnaval'»

Desalojados de suas terras pela Polícia Federal, no início de fevereiro, eles iniciam um movimento de resistência.
Pela Comissão Organizadora do Seminário de História Indígena Caboclo Marcelino
Em 11 de fevereiro, realizamos o Ato de Apoio aos Tupinambás no Acuípe – divisa entre Ilhéus e Una, Bahia. Lembrando: aquela comunidade indígena foi expulsa com violência e preconceito de suas terras tradicionais (01/02/2012) pelo estado, justiça e policia federal. Segundo os relatos, os policiais foram agressivos com crianças, anciãos, mulheres e homens. De acordo com as narrativas, os que efetuaram a ação humilharam um dos pajés da comunidade Tupinambá, deixando o mesmo de joelhos na lama e com as mãos na cabeça por cerca de duas horas. Os invasores satirizaram o Porancy – ritual sagrado – que foi realizado pela comunidade durante a invasão.
Esta invasão (alguns chamam de “reintegração de posse”) quebrou um acordo que não haveria ações como esta em terras indígenas retomadas de longa data (com no mínimo dois anos de ocupação), até o julgamento do relatório da FUNAI que demarcou as terras Tupinambá. Aliás, o relatório é de 2009 e até agora a justiça federal não julgo o mesmo, aumentando o clima de tensão em Olivença e região. Parece que não existe interesse político e social daqueles que detém o poder no estado da Bahia e no governo federal. Isso significa que todo o povo Tupinambá, além de sofrer com o processo de criminalização, preconceito e violência policial, agora também fica com receio do estado e da justiça porque, a qualquer momento, novas reintegrações podem ocorrer. Continue lendo… 'Tupinambás resistem no Sul da Bahia'»
Não é a primeira vez que acontece. Agora, é na Ucrânia que se levantam vozes de carácter racista, pelo fato de a representante do País no festival eurovisão da canção, não ser quimicamente pura.
Gaitante, a cantora em causa, é filha de um congolês e de uma ucraniana. Esta mistura nota-se na cor da pele e o partido nacionalista Svoboda preferia alguém mais eslavo, mais louro e de olho azul. Gaitante diz que não é ela a única atingida: “Isto não é apenas comigo, é com todas as pessoas do mundo que querem ser livres. É realmente uma vergonha que o Svoboda faça do racismo a sua ideologia. Eles têm má reputação na Ucrânia, na Europa e no resto do mundo”.
Uma das figuras maios populares da Ucrânia o antigo boxer Vitaly Klynchko já falou do assunto: “Isto começou por ser uma especulação, a nível nacional, com questões de linguagem. Eles não têm nenhuma perspectiva. Talvez queiram tirar dividendos políticos, mas não têm nenhuma perspectiva”.
Um porta-voz do Svoboda disse, entre outras coisas, que milhões de espectadores vão ver o espectáculo e reparar que a Ucrânia não é representada por “alguém da nossa raça” – a expressão é dele. Continue lendo… 'Racistas ucranianos rejeitam cantora de ascendência africana'»