O papa Francisco, as cinzas e o menino morto na porta do Habib’s

Por Patrícia Zaidan, na Claudia

Ao final do dia de cinzas, o que ficou em mim foi: “proteger a vida frágil”. O papa argentino não brinca em serviço. Seu contundente apelo, feito ontem (1/3), na defesa dos que não têm nada, extrapola a mensagem religiosa: é um alerta de urgência dado à humanidade. Ou ouvimos ou nos rendemos à barbárie. Na abertura da Quaresma – que os não-católicos podem entender como o tempo de fazer meia-volta e limpar o que todos nós sujamos –, li o discurso de Chico segundos depois de engolir a notícia da morte de um garoto na porta do Habib’s, da Vila Nova Cachoeirinha, zona Norte paulistana. (mais…)

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A água é vida, não é um negócio!, por Cândido Grzybowski

No Ibase

Em plena semana de Carnaval, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que autoriza a privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro – CEDAE. Este processo é revelador do total descalabro político em que nos encontramos. A decisão majoritária na Assembleia pode ser legal, mas totalmente ilegítima, como quase todas as mudanças políticas que estão sendo implementadas no Rio e no país inteiro após o golpe institucional do impeachment. Decidiu-se pela autorização de privatizar a água, sem nenhuma discussão mais profunda, sem participação cidadã, sob proteção de forte esquema policial-militar e sob o comando do Picciani, verdadeiro coronel de clã político familiar, clã que se reproduz no poder prestando favores e sendo muito subserviente no plano político local, estadual e nacional. (mais…)

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Indonésia passa o manejo florestal para as mãos indígenas

Por Alice Branco, em Green Me

Na Indonésia acontece uma revolução – a gestão das florestas foi confiada às comunidades indígenas, um projeto do presidente do país, Joko Widodo que marca um ponto decisivo de mudança e desenvolvimento.

Depois de décadas de conflito interno para preservar e supervisionar as belezas ambientais do país, serão 9 comunidades indígenas as responsáveis por cuidar das florestas. A mudança de atitude, radical não só para a Indonésia, se apoia na compreensão de que são os povos indígenas que mais sabem preservar as matas e ecossistemas de onde tiram sua subsistência há milênios. (mais…)

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Falando sério…

Por Rui Cezar dos Santos

… e empregando a definição #3 do Dicionário Houaiss para GENOCÍDIO, temos: “aniquilamento de grupos humanos, o qual, sem chegar ao assassínio em massa, inclui outras formas de extermínio, como a prevenção de nascimentos, o sequestro sistemático de crianças dentro de um determinado grupo étnico, a submissão a condições insuportáveis de vida etc.” (ênfase minha) (mais…)

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Pesquisa com geoglifos indica que Amazônia teve uso sustentável há milhares de anos

Por Peter Moon, na Agência FAPESP

O desmatamento no leste do Acre para a expansão da pecuária tem revelado, nos últimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geométricas de terra construídas por povos pré-colombianos.

Tais estruturas são chamadas de geoglifos. O fato de terem sido construídas pelo homem implica a existência de um grande povoamento na região há milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arqueóloga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de pós-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado – defendido na University of Exeter, no Reino Unido – qual teria sido o impacto ambiental das populações pré-históricas decorrente da construção dos geoglifos. (mais…)

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Transposição, a hora da verdade, por Roberto Malvezzi (Gogó)

Roberto Malvezzi (Gogó), em seu blog

Há uma certa euforia a respeito da reta final da Transposição de águas do São Francisco para o chamado Nordeste Setentrional. Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, disse que a “Transposição de Lula é um sucesso”. É compreensível também a euforia da população receptora. Nós aqui às margens do São Francisco, que somos obrigados a olhar a floresta e não só a árvore, mantemos nosso olhar crítico sobre essa obra. (mais…)

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Corrupção e reforma da Previdência elevam rejeição a Temer a 89% nas redes sociais

Levantamento da empresa de inteligência digital Veto capta rechaço ao Governo superior ao de Dilma às vésperas do impeachment

Carla Jiménez e Marina Rossi – El País

Que o Brasil está rachado num movimento de polarização política não é novidade para ninguém. Desde 2014 as brigas reais e virtuais entre os que se julgam mais à direita e os que se definem mais à esquerda estão ao alcance de um clique. Mas, há um tema que aproxima simpatizantes dos dois polos, embora suas respectivas bolhas não interajam a respeito: a rejeição ao Governo do presidente Michel Temer. Um levantamento da empresa de inteligência digital Veto, feito com exclusividade para o EL PAÍS, mostra que durante todo o mês de fevereiro 89% das manifestações relacionadas a Temer no Facebook e Twitter foram negativas para ele, independentemente do perfil político do usuário. Segundo a análise da Veto, quando assumiu como interino em maio de 2016, a imagem do presidente era positiva para 30% dos usuários. Agora, somente 11% promovem mensagens de apoio a Temer nas redes sociais. (mais…)

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‘Divórcio entre cidadão e políticos é sem volta e País precisa de uma repactuação’, diz economista

Economista Renato Meirelles revela, em pesquisa, que 84% veem o País ‘no rumo errado’, que o povo pouco espera do Estado  e que os políticos não perceberam como a internet revolucionou a vida social 

Sonia Racy – Estadão

Não é fácil entender um país onde 64% acham que a democracia é o melhor regime e 51% afirmam que as coisas estariam melhor se não existisse partido nenhum. Onde 47% dos que se dizem de esquerda sustentam que “direitos humanos não devem valer para bandidos” e 64% dos ditos direitistas aprovam um governo com estatais fortes. E tudo num cenário onde 84% dizem que o País “está no rumo errado” mas, ao mesmo tempo,  a política é relegada, nas percepções individuais,ao oitavo ou nono lugar entre as coisas que o pesquisado considera importantes. (mais…)

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Saneamento precisa ser inserido na agenda política do país. Entrevista especial com Roberval Tavares de Souza

Vitor Necchi – IHU On-Line

A lei que prevê a universalização do saneamento básico até 2033 completou dez anos em janeiro e, no ritmo atual, isso não será alcançado. O prognóstico negativo é do presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Abes, Roberval Tavares de Souza. Para atingir a meta, seria necessário investir cerca de R$ 15 bilhões por ano até 2033, mas a média de investimento é de R$ 8 bilhões, ou seja, quase a metade. “Se continuar neste ritmo, não conseguiremos universalizar no prazo estipulado”, afirmou Souza em entrevista concedida por telefone para a IHU On-Line. (mais…)

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