Na coletiva da CNBB, bispo de Viana, MA, denuncia: Polícia tirou flechas e facas dos Gamela, antes do ataque

Tania Pacheco

O bispo de Viana, Maranhão, denunciou, na coletiva de imprensa que encerrou o Encontro da CNBB, que a Polícia confiscou as flechas e as “armas brancas” dos Gamela, antes que ocorresse o ataque dos jagunços que incluiu até mesmo mãos de indígenas decepadas.

Dom Sebastião Lima Duarte menciona a história do povo Gamela, da perda de sua terras – reconhecidas pelo Império e tomadas ao longo dos tempos- e da atual luta pelos direitos garantidos pela Constituição mas negados na prática.

O bispo enaltece ainda a história de Inaldo Serejo, padre que se reconheceu indígena, assumiu o nome de Kum’tum Gamela e é uma das vítimas do ataque dos jagunços, em estado grave.

A fala pode ser vista no vídeo abaixo, entre os minutos 18 e 27:

Em sites ruralistas, o ataque genocida de ontem está sendo noticiado como se os indígenas fossem os atacantes. E, conforme noticiamos mais cedo, a nota do Ministério da Justiça e o tuíter do governador do Maranhão tratam os Gamela como “supostos” índios.

Enquanto isso, o deputado federal Aluisio Mendes (PTN), do Maranhão, divulga vídeo no qual afirma que vai a Brasília dar 15 dias ao Ministro da [in]Justiça para resolver a questão com os Gamela:

Há diversas notícias neste blog, hoje, sobre a questão. Vale a garimpagem. E a revolta!

Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana, MA.

Notícias enviadas para Combate Racismo Ambiental, respectivamente, por Iris Morais Araújo e Diogo Cabral.

 

 

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