Violência: Brasil e Colômbia têm alto índice de assassinatos de lideranças sociais

Pulsar Brasil

O aumento do número de assassinatos contra lideranças de direitos humanos e a impunidade dos crimes foram temas que estiveram presentes  na maioria dos espaços de diálogo do oitavo Fórum Social Pamanazônico (FOSPA 2017).

Durante coletiva de imprensa realizada no domingo (30), Ruben Siqueira, da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra,  apontou que  os conflitos agrários no Brasil estão ligados à políticas implementadas pelos governos que, desde a ditadura, entregam terras públicas da Amazônia para empresários.

Siqueira  afirmou que este tipo de política, baseada na corrupção e troca de favores,  tem sido responsável pela violência no campo. Dados apresentados pelo coordenador da CPT apontam que só em 2016, 61 lideranças do campo foram assassinadas. Desses casos, 47 ocorreram na Amazônia brasileira.

A situação não é diferente na Colômbia. O acordo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias (FARC) não tem sido promissor para os pequenos agricultores e indígenas.

Olga Suárez é integrante de uma organização que luta em defesa dos direitos humanos chamada Associação Minga. Ela destacou que entre os anos de 2009 a 2017 já foram contabilizados 485 assassinatos de lideranças sociais na Colômbia. Segundo Suárez, as investigações são mal conduzidas e muitos casos permanecem impunes.

Siqueira e Suárez apontaram ainda a corrupção como uma das principais causas dos conflitos no campo. O reflexo da Operação Lava Jato nos países onde Odebretch e Petrobras atuavam também foi comentado pelos entrevistados.

O coordenador da CPT destacou ainda a necessidade urgente de democratizar a comunicação no Brasil. Siqueira afirmou que muitas empresas de comunicação atuam também no agronegócio e realizam lobby com outros setores econômicos em defesa dos seus interesses, como é o caso da Rede Globo, que tem uma expressiva atuação no setor agropecuário.  Segundo ele, se não houver uma democratização das concessões públicas de comunicação, jamais terá uma consciência anticorrupção no Brasil.

A coletiva contou também com a participação Rómulo Torres, do Comitê Internacional do FOSPA, que comentou sobre o acesso à informação nos casos de corrupção em megaprojetos na Amazônia e a importância da consulta prévia às populações locais antes da implantação de um grande empreendimento.

Audios:

Ruben Siqueira, coordenador nacional da CPT (foto: Comunicação FOSPA)

Comments (3)

  1. APRENDER COM JESUS

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    “Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara sempre, e estarás agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.” (Emmanuel, no livro Fonte Viva, capítulo 139, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

    Com frequência, a criatura humana, pensando em fazer algo que lhe ateste possibilidade de engrandecimento espiritual, procura por um modelo de virtude a ser seguido.
    Dentre as personalidades que mais se destacaram no mundo, sem dúvida Jesus, com a máxima autoridade, é quem devemos tomar como guia e modelo, visando direcionar nossos passos rumo ao progresso moral, que tanta falta nos tem feito.
    O Cristo, para trazer a Boa Nova à Terra, não precisou de títulos, aparato bélico, agitações sociais, movimentos reivindicatórios ou outra espécie de recursos ostensivos, apenas utilizou de superioridade natural, decorrente de sua evolução espiritual, como governador da Terra, contando com alguns discípulos, para que a humanidade conhecesse as lições imorredouras de seu Evangelho.
    Dispensou a construção de templos e não fez quaisquer exigências quando espalhou os notáveis ensinamentos que se caracterizam, ainda hoje, como exemplares regras de boa conduta e convivência social.
    Junto ao público que o acompanhava, destacavam-se pobres, estropiados, paralíticos, prostitutas, desiludidos, desequilibrados, idosos indefesos, mulheres famintas, que bebiam suas inquestionáveis e alvissareiras lições revestidas de alento e esperanças.Jesus nunca procurava ostentação, nem tampouco se aproximava, por interesses escusos, de pessoa alguma que pudesse lhe atestar prestígio, fama ou poder. Estava sempre a servir ao irmão do caminho, fosse quem fosse e viesse de onde viesse, de forma totalmente desinteressada.
    Suas vestes simples e seus gestos amorosos evidenciavam um comportamento humilde, embora fosse, sem duvida, a maior autoridade espiritual vivendo no mundo. Foi tão grande que soube colocar-se ao nível do povo para poder cooperar com todos.
    Nunca disse que tal religião seria melhor que outra e nem que Deus preferiria mais esse ou aquele. Com vigor pregava a igualdade entre senhores e escravos, ricos e pobres, fortes e fracos, chegando a dizer que não viera para os sãos, mas sim para os doentes, para aqueles que dele precisavam.
    Esse, naturalmente, deve ser o nosso guia e modelo.
    Observando Jesus não teremos qualquer dúvida sobre como pautar a nossa vida, buscando viver no mundo de forma a se caracterizar como um verdadeiro cristão.
    Libertemo-nos das grossas algemas do egoísmo, que enormes prejuízos têm nos causado e nos preocupemos em prestar serviços à humanidade, usando os talentos que a Divina Providência nos agraciou.
    Público idêntico ao que seguiu o Cristo, há dois mil anos, ainda continua de mãos estendidas, carregando no íntimo as mesmas dores, as mesmas aflições e amarguras. O que estamos fazendo por ele?
    Como estamos utilizando o nosso tempo, os nossos recursos, as nossas potencialidades? A humanidade é a nossa família, pois que, enquanto existir uma única criatura em sofrimento, na verdade, a dor é de todos nós e o trabalho ainda está por fazer.
    Estudemos, com afianço e dedicação, o Evangelho do Cristo e não teremos dúvidas de como deveremos seguir pela vida, tornando os nossos dias repletos de ações que redundem no bem do próximo.
    Em verdade, no mundo, o que há de mais moderno são as lições de Jesus Cristo. Conhecê-las, estudá-las e colocá-las em prática: essa deve ser a nossa urgente e inadiável preocupação, se realmente estamos interessados na paz e na felicidade nossa e daqueles que caminham conosco.
    Waldenir A. Cuin
    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/aprender-com-jesus/#ixzz4riirz7xM

    ABENÇOADA ESCOLA

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    Muitas crianças na época de iniciarem a sua caminhada até a escola apresentam resistências variadas. Umas apenas negam viver essa nova experiência. Outras choram e protestam. Outras se negam peremptoriamente a obedecer aos pais nessa nova empreitada em que eles se empenham junto aos filhos.
    As razões desse comportamento são muito variadas. A criança irá deixar o ambiente conhecido do lar e adentrar um novo e desconhecido lugar. Terão que aprender a viver e a conviver com os coleguinhas dividindo espaço, respeitando o direito do outro. Na escola terão deveres a cumprir. Lições para serem estudadas. Provas a realizar. Aulas que a manterão por determinada cota de tempo dentro de uma sala, ou seja, é uma situação totalmente nova do ambiente conhecido, dominado e tranquilo do lar. Mas precisam dessa nova experiência e terão de vivenciá-la para o próprio bem. Evidentemente que os psicólogos e pedagogos podem elencar muitas outras razões.
    Mas por que será que temos medo da escola da Terra como Espíritos imortais? É. Medo! Alguns até mesmo repulsa, pois já ouvi muita gente dizer que se tiver que renascer, aqui nesse planeta, não voltarão! Mal sabem essas pessoas o quanto terão que lutar para merecer o retorno à abençoada escola que nos abriga hoje no planeta Terra!
    E por que será que muitas pessoas consideram a jornada terrestre um peregrinar em um vale de lágrimas?
    Por acaso foi Deus quem colocou as guerras fratricidas no mundo? Será que foi Ele quem introduziu corruptos e corruptores na sociedade com toda as consequências negativas desse posicionamento? Foi o Pai quem criou os crimes hediondos? É a Providência Divina que está poluindo os rios e tornando a atmosfera cada vez mais comprometida? Os presídios, os orfanatos, os asilos, os hospitais existem como locais de punição que uma Divindade sedenta de sofrimentos criou?
    Vejamos a opinião de Emmanuel na página Terra – Bênção Divina, do livro Palavras De Vida Eterna: “Não amaldiçoes o mundo que te acolhe.
    Nele encontras a Bênção Divina, envolvente e incessante, nas bênçãos que te rodeiam.
    O regaço materno…
    O refúgio do corpo…
    O calor do berço…
    O conforto do lar…
    O privilégio da oração…
    O apoio do alfabeto…
    A alegria do trabalho…
    O amparo das afeições…
    Do mundo recebes o pão que te alimenta e o fio que te veste.
    O Criador não no-lo ofertou por exílio ou prisão, mas por escola regenerativa e abrigo santo, qual divino jardim a pleno céu, esmaltado de sol durante o dia, e envolvido de estrelas durante a noite.
    Se algo nele existe que o tisna de lágrimas e empesta de inquietação, é a dor de nossos erros…”
    Mas retornando à pergunta sobre a razão de reclamarmos tanto da escola da Terra, não seria porque gostaríamos de realizar uma viagem de turismo “por essas bandas”?
    Dinheiro farto! Moradia luxuosa! Saúde perene! Posição social de relevo! Propriedades a perder de vista, mesmo que ficassem no mundo após a nossa partida! Mulher perfeita! Filhos exemplares! Marido que fosse a representação do príncipe encantado! Aposentadoria polpuda após um dia de trabalho! Direitos sem limites mesmo que invadíssemos o direito alheio! Encontros com antigos amores e desencontros com os desafetos!
    Não seria mais ou menos por aí que protestamos quando a Providência Divina, por misericórdia, nos matricula na escola da Terra? Agimos e reagimos como aquelas crianças que não entendem as razões por que os pais as levam para aprender a ler e a escrever embora protestem!
    Se Deus amou o mundo a tal ponto de permitir que Jesus aqui estivesse para nos ensinar o Caminho da Verdade e da Vida, julgamos que fomos “matriculados” em lugar errado?!
    Mal sabem os que assim se posicionam o quanto terão que produzir para repetir a dose!
    E para aqueles que realmente não desejam mais voltar à face desse planeta, a solução é simples: saldem todas as dívidas que aqui contraíram e aprendam tudo o que essa escola tem a ensinar, em apenas uma existência, e estarão dispensados de realizar nova matrícula nesse educandário bendito!
    Eu estou à espera de que abram novas “matrículas” para ver se consigo um lugar por aqui mesmo!

    Ricardo Orestes Forni
    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/abencoada-escola/#ixzz4oENLNeZO

  2. DOMESTICAÇÃO DOS INSTINTOS AGRESSIVOS

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    À medida que o ego se faz consciente dos valores ínsitos no
    Self, torna-se factível uma programação saudável para o comportamento Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. –
    Allan Kardec[1]

    Estudando a história dos povos, não ficará difícil concluir que a gênese dos instintos agressivos – à solta nos dias atuais – se mescla à gênese do próprio homem, portanto, perde-se na noite dos tempos!… Na frase em epígrafe, observemos que Kardec usou o verbo “domar”. E ele estava, (como sempre!), coberto de razão, porque para revertermos os instintos agressivos em “atitudes educadas”, há que se empregar ingentes esforços de autodomesticação. E caso não venhamos a tomar a iniciativa por nós mesmos, os mecanismos divinos passarão a agir tal como ensina Lázaro ao nos admoestar[2]:“(…) ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Pois nós, que somos os guias da humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora”.
    A psicoterapia ante os instintos agressivos

    Joanna de Ângelis[3] leva-nos a uma viagem às abissais e ignotas profundezas do “Self”, onde estão firmemente implantadas as raízes dos instintos agressivos, mostrando-nos como extirpá-los.

    Segundo a nobre Mentora, “uma psicoterapia eficiente libera o paciente não só dos conflitos, mas também das paixões primitivas, que passam a ser direcionadas com equilíbrio, trans¬formando os impulsos inferiores em emoções de harmonia. As imagens arquetípicas que emergem do in¬consciente pessoal, heranças algumas dos instintos agressivos que predominam em a natureza humana, resultantes do processo antropossociopsicológico, tornam-se diluídas pela razão, em um trabalho de conscientização das suas inclinações más e imediata superação, conforme acentua Allan Kardec, o ínclito Codificador do Espiritismo.

    Essas inclinações más ou tendências para atitudes primitivas, rebeldes, perturbadoras do equilíbrio emocional e moral, são heranças e atavismos insculpidos no Self, em razão da larga trajetória evolutiva, em cujo curso experienciou o primarismo das formas ancestrais, mais instinto que razão, caracterizadas pelos impulsos automáticos do que pela lógica do discernimento. Impregnando o ego com a sua carga de paixões asselvajadas, necessitam ser trabalhadas com afinco, a fim de que abandonem os alicerces do inconsciente, no qual se encontram, e possam ser dissolvidas, substituídas pelos mecanismos dos sentimentos de amor, de compaixão, de solidariedade…

    À medida que o ego se faz consciente dos valores ínsitos no Self, torna-se factível uma programação saudável para o comportamento, trabalhando cada dificuldade, todo desafio, mediante a reconciliação com a sua realidade eterna. Os fenômenos que parecem obstar o processo de maturação psicológica, cedem lugar aos estímulos pelas conquistas que se operam, emulando a novas realizações edificantes que enriquecem de alegria os relacionamentos familiares, sociais e humanos em geral. É uma forma de o paciente desencarcerar-se dos impulsos perniciosos, que somente contribuem para asselvajar-lhe os sentimentos e emparedar-lhe as aspirações no estreito espaço das ambições tormentosas.
    A necessidade de trabalhar as tendências primárias, os instintos dominantes e primitivos, torna-se imprescindível em todos os indivíduos. Todo esse patrimônio psicológico ancestral que nele permanece, constitui-lhe patamar inicial do processo para a aquisição da consciência, que não pode ser violentado, sem graves prejuízos, no que diz respeito a outras manifestações que fazem parte da realidade dos próprios instintos. Essa batalha íntima se faz possível graças aos estímulos que decorrem dos primeiros resultados, quando são vencidas as etapas iniciais da luta interna que se processa com naturalidade. Como não se podem preencher espaços ocupados, faz-se imperioso substituir cada impulso perturbador por um sentimento enobrecido, ampliando a área de compreensão da vida e disputando a harmonia no cometimento da saúde.

    Deixando de lado os impulsos instintivos…
    Merece seja evocada, novamente aqui, a já analisada sábia proposta de Krishna ao discípulo Arjuna, conforme narrada no Baghavad Gita, quando o primei¬ro lhe refere que, na sua condição de príncipe pândava, terá que lutar com destemor contra os familiares do grupo kuru, mesmo que esses sejam numericamente maiores. Não obstante o jovem candidato à plenitude desejasse a paz, foi tomado de temor por considerar que lhe seria impossível combater os demais membros da sua família, gerando uma tragédia de grande porte.
    Ademais, ignorava onde seria essa batalha vigorosa. Mas o mestre, compassivo e sábio, admoestou-o, informando que se tratava de familiares, sim, porque procedentes da mesma raiz, mas que os pândavas eram as virtudes enquanto os kurus eram os vícios, nesse inter-relacionamento que se estreitava na causalidade dos fenômenos, mas que a vitória, sem dúvida, seria daqueles valores nobres enquanto que a luta teria que ser travada no campo da consciência… Esse momento do despertar da consciência para a realidade do Si, também significa a alegria de reconhecer a necessidade de libertar-se das paixões dis¬solventes, geradoras de tormentos.
    Indubitavelmente, o passado programou no ser as necessidades da sua evolução, apontando-lhe uma finalidade, um objetivo que deve ser alcançado medi¬ante todo o empenho da sua inteligência e do seu discernimento. Deixando de lado os impulsos meramente instintivos que o vêm guiando através dos milênios, agora desperta para a razão, descobrindo a essencialidade da vida, que nele próprio se encontra como tendência inapelável — o seu destino — que é a harmonia, a plenitude ambicionada… É inevitável que, durante essa trajetória, repontem as dificuldades, hoje ameaçadoras, que fizeram parte das conquistas pretéritas, e, no seu momento, foram os mecanismos de sobrevivência e de vitória do ser em relação ao meio hostil e aos semelhantes primitivos que o buscavam dizimar.
    Vencendo as impressões que permanecem do ontem, o seu vir-a-ser desenha-se atraente e enriquece¬dor, por propiciar-lhe metas idealistas que irão desenvolver os sentimentos e a inteligência, encarregados de selecionar os recursos que o podem impulsionar para a conquista da saúde integral e do equilíbrio social”.

    Rogério Coelho
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  3. A IGNORÂNCIA DO HOMEM

    Estamos aqui, respirando, pensando, existindo. Nasce o sol, vem a noite, o frio, o calor, desfrutamos, sofremos e passamos por tantas coisas…
    Mas, o que é isso que denominamos vida? Isso que denominamos morte? Por que estamos aqui? Onde estávamos? E, para onde vamos? Podemos ir-nos quando quisermos? Podemos pedir para vir ou para ir? A quem? Temos como ou a quem nos queixar se estivermos aqui contra nossa vontade ou sofrendo?
    Tudo é um tremendo mistério. Nossa ignorância sobre isso é total. Como viemos a isto que chamamos de existência? O que é isso a que damos o nome de ‘eu’? O que sou eu? Haverá alguma razão para tudo isso? Fomos criados por uma inteligência superior? Como o universo surgiu um dia? De um ‘big bang’, explica a ciência de hoje. Mas, o que deu origem ao ‘big bang’? Uma singularidade, um ponto infinitamente pequeno no qual estariam concentradas todas as possibilidades. E desse ponto surgiu uma força dotada de tanto poder que, bilhões de anos após seu advento, ainda está em expansão, movendo um sem número de sóis, estrelas e galáxias?! Será que, vamos compreender algum dia? Haverá um plano, um objetivo a ser atingido? Ou eventos, fenômenos, tudo está fluindo aleatoriamente, sem qualquer finalidade? Quantas interrogações que ninguém sabe responder!
    Nós não sabemos nada! Nossa mente não é sequer capaz de imaginar um universo ou qualquer coisa que seja infinita; ou mesmo de imaginar um universo finito; ou algo eterno, isto é, que não teve começo e que não terá fim no tempo.
    Homens sábios deixaram recomendações sobre como proceder para encontrar essas respostas. Mas, seus ensinamentos chegaram até nós de modo a não deixar dúvidas? Sabemos que não! É provável que aqueles que interpretaram suas palavras o fizeram de forma imperfeita. Senão, como explicar a existência de teorias, crenças e suposições tão diferentes? Pontos de vista tão conflitantes que têm provocado até guerras? Qual o significado de tudo isso que está aí, à nossa frente, em torno de nós, isso que dizemos ser nosso mundo, nossa vida?
    E por que alguns possuem essa enorme vontade de encontrar respostas a essas questões? Porque essas perguntas, que ninguém sabe responder, perturbam tanto alguns e não outros?
    É verdade que quando tudo está transcorrendo sem qualquer problema, ou quando tudo está muito mal, o homem nem reflita acerca desses assuntos. Para quê, se tudo vai bem? E se tudo vai mal, haverá tranqüilidade para procurar os porquês de tudo isso?
    O fato é que estamos aqui, e aqui, presos. Se observarmos o que ocorre em torno e dentro de nós, vamos perceber que a vida traz para a maioria, se não para todos, muito mais desgostos, e sofrimentos, do que alegrias. Todos estamos cansados de saber que é assim. Os fatos estão aí, à nossa volta, nas conversas de todos, em toda a historia do ser humano, nos noticiários, em nossa própria família, em nós mesmos.
    Tragédias trazidas pelas forças da natureza ou pelas ações dos homens, doenças e epidemias, violências e guerras, discórdias e incompreensões, ignorância, perdas, dores morais ou físicas, inveja, preocupações, ansiedade, medo, ambição, cobiça, miséria, fome, injustiça, dúvidas, desejos de toda espécie que não se concretizam e muito mais. Talvez, só não perceba que é assim aquele que ainda não chegou à idade da reflexão, de observar aquilo que está acontecendo em torno e dentro dele mesmo; ou aquele que está fechado no que diz respeito apenas ao seu próprio ego.Mas, mais dia, menos dia, o sofrimento chega para todos. A perda de um ser querido, a dor, a doença, a falência, a demissão, o amor não correspondido; o medo de não conseguir o que desejamos e, se o conseguimos, o medo de perdê-lo; a luta pela subsistência, o receio de não darmos conta de nossas obrigações, o fracasso, a cruel competição entre todos, a violência, a traição, a luta para conservar a saúde, a juventude, a beleza, o que amamos, o que conseguimos a duras penas, as injustiças e tantas coisas mais.
    Os momentos de alegria e tranqüilidade, comparados a isso, são tão poucos!
    É provável que, desde sempre, o homem tenha procurado explicações para essas coisas que o acometiam e que o perturbavam. No início, deve ter-lhe nascido o medo daqueles fenômenos e coisas que não compreendia, mas que o inquietavam: o escuro e estranho firmamento repleto de pontos luminosos, o sol aquecendo e espantando a escuridão da noite cheia de medo e de predadores, o frio e o calor, a fúria das tempestades, terremotos, vulcões, inundações; fome, doenças, dores, etc.
    Primeiro, deve ter sentido medo; depois, deve ter mostrado respeito, chegando a reverenciar aquilo que desconhecia, mas que era tão poderoso.
    A imaginação, as crenças sem fundamento devem tê-lo perturbado por muito tempo. Tentou agradar e chegou até a … CONTINUA …
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    … Tentou agradar e chegou até a endeusar aquelas forças que não compreendia; não há como duvidar que sempre, por trás de tudo isso, estava o medo nascido de sua absoluta impotência frente àquelas poderosas forças. Assim, viveu longas eras, cheio de ansiedade e angústia.
    A submissão, adorações e súplicas, não traziam a tranqüilidade de que necessitava. As superstições, com certeza nascidas da imaginação, dominaram o homem. Surgiram crenças e, com elas, a suposição de que os ‘deuses’ deveriam ser agradados. Criaram-se, então, rituais e cerimônias para isso e, depois, locais para a realização dessas cerimônias. Deve ter sido assim que nasceram os templos. Sacrificou animais e humanos iguais a si mesmo, e se martirizou na tentativa de apaziguar ‘a ira dos deuses’. Mas o homem continuou sofrendo. As ações dos ‘deuses’ eram implacáveis e continuavam.
    Com o correr do tempo, homens de mais apurada percepção obtiveram vislumbres do porquê de todo esse medo e ignorância. Do que falaram nasceram outras crenças e as muitas religiões que temos hoje. Suas palavras chegaram até nós, trazidas pelas tradições e pelos relatos daqueles que tentaram nos transmitir o que julgavam ser a verdade. Mas, as interpretações foram muitas e conflitantes. Por isso esse grande número de crenças, tradições, escrituras, costumes, doutrinas e religiões, que estão aí aceitas pelas diferentes culturas do mundo.
    Mas, porque interpretações tão desiguais? Talvez porque tudo aquilo que o homem tentou nos comunicar não foi fruto de sua experiência pessoal. Nasceu do que lhe disseram os antepassados, das tradições respeitadas pelos costumes e culturas. E não é a mesma coisa que, hoje, acontece conosco? Ouvimos, lemos, aprendemos através de discursos e sermões, escrituras, tradições, costumes e culturas, aquilo que julgamos sejam as respostas sempre procuradas; respostas que, cremos, sejam a verdade sobre a razão de nossa existência e do que nos sucede. Mas tudo é de ‘segunda mão’! Nada é fruto de nossa experiência pessoal!
    Aqueles que entreviram o que julgaram fosse a ‘verdade’, movidos pela compaixão despertada ante o sofrimento nascido do medo e da ignorância dos homens, tentaram trazer paz aos semelhantes e não se calaram. Mas suas palavras estiveram sujeitas a muitas traduções e diferentes interpretações em face do entendimento variável dos homens.
    E o que temos hoje? Teorias que deram origem a crenças, doutrinas e religiões, todas diferentes entre si. Conhecimentos contraditórios que, para aqueles que conseguem se livrar dos preconceitos e investigam as religiões e crenças que aí estão, os deixam cheios de dúvidas e suspeitas. Qual estará certa? Qual aquela em que devemos crer? Alguém tem condições de responder a estas perguntas? O profeta, o filósofo, o sacerdote, o pastor, o médium, o guru, o ‘santo’ ou aquele que ‘ouviu’, ‘viu’ ou ‘sentiu’, por suas sensibilidades além dos sentidos, procuraram nos transmitir o que lhes pareceu ser a explicação da verdade. A ciência nenhuma resposta nos dá. Tudo o que nos diz refere-se ao ‘como’ são as coisas, ao ‘como’ chegamos até aqui, ao ‘como’ ocorre isto ou aquilo; mas nunca nos explica os ‘porquês’ de tudo isso. Portanto, o que sabemos, continua sendo de ‘segunda mão’. E, assim mesmo, muitos têm ‘fé’ nisso que aí está, sem qualquer prova e sem sequer questionar o fato de existirem enormes divergências entre as doutrinas e crenças que se dizem, cada uma, ‘a única certa’.
    O homem nem sabe o que ele é; não passa de uma tremenda interrogação para si mesmo. Porque eu existo? Porque eu sou feliz e você é infeliz? Porque um vem à vida no Ocidente e outro no Oriente, ambos sujeitos a sofrer devido aos diferentes problemas dessas regiões? Um tem sua consciência aqui e outro lá? Porque um é homem e o outro é mulher? Um é branco, outro é negro? Alto ou baixo, sadio ou doente, rico ou pobre? Criminoso ou honesto? Corrupto ou íntegro? Uns têm fé e outros não? Porque alguns estão passando a vida em alegrias e festas, outros estão nos leitos dos hospitais, nas prisões ou na miséria, sofrendo e vendo os seus sofrerem? Enfermidades fisiológicas ou mentais? Inteligência, discernimento, percepções totalmente desiguais? Há explicações para tudo isso?
    Algumas filosofias, abraçadas por doutrinas religiosas, dizem que sim; que o homem sofre as conseqüências de atos errados que cometeu no passado. Outras afirmam que nem mesmo devemos questionar, que nunca saberemos as respostas, pois os ‘desígnios de Deus são insondáveis’. Mas, todas elas, ao mesmo tempo em que nos apresentam tais explicações, parece que se esquecem de que ‘aquele’ que criou todas as coisas, do infinito universo à mais ínfima partícula é, conforme suas próprias crenças, onisciente, onipotente, onipresente, sabedoria e infinito amor.
    E não há dúvidas de que viemos, à existência, ignorantes, imperfeitos e simples; que muitas filosofias e doutrinas há que tentam nos ensinar regras e leis para vivermos melhor, num relacionamento ideal que envolva, não somente os humanos, mas todos os seres vivos. Mas, qual a razão porque alguns seguem essas regras e outros não? Porque, conforme elas, seremos penalizados e sofreremos tanto pelo fato de não segui-las?
    CONTINUA …
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