Urgente: Casal de idosos é pressionado no Cajueiro; pesquisador também na mira

No Vias de Fato

Uma “manifestação” inusitada aconteceu nesta sexta-feira, 5, em frente à casa do “Seu Joca”, 84 anos, morador de Cajueiro há 37 anos, juntamente com sua esposa, Dona Diná, hipertensa, 74 anos: um grupo autointitulado “Comissão de Trabalhadores Desempregados da Construção Civil Pesada” (CTDCCP) levou vários homens para a frente da residência do casal a fim de pressioná-lo a deixar sua casa para que a WPR, subsidiária da corporação WTorre prossiga com obras de construção do porto na comunidade. (mais…)

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Em manifesto, MST denuncia a criminalização e a violência no campo

Ato político-cultural foi realizado na noite da última sexta-feira (5), no Parque da Água Branca, em São Paulo, onde é realizada até o próximo domingo a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária.

Por Gustavo Marinho, da Página do MST

Chovia em São Paulo quando jovens do MST e do Levante Popular da Juventude, em coro, repetiram diversas vezes: “é um tempo de guerra, é um tempo sem sol”, tomando a frente do palco principal da Feira Nacional da Reforma Agrária. A intervenção serviu para lançar um manifesto contra a criminalização dos movimentos sociais e contra a violência no campo, que foi lindo pelo cantor Tico Santa Cruz na noite desta última sexta-feira (5). (mais…)

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Lula em Curitiba: monta-se um ringue [e com “Interdito Proibitório”], por Marcelo Auler

Em seu blog

Pode-se dizer que são dois pesos e duas medidas? De um lado, autoridades do Paraná fizeram vista grossa aos 30 outdoors que apareceram misteriosamente na cidade com provocações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados, como mostrou Bajonas Teixeira, em O Cafezinho.

Paralelamente, no mesmo 5 de maio em que os cartazes apareceram na mídia, a Prefeitura de Curitiba, hoje sob o comando de Rafael Greca (PMN), certamente em comum acordo com a Secretaria de Segurança do Estado, recorreu à Justiça e obteve um “Interdito Proibitório” limitando os passos e as atividades das caravanas que rumarão para a capital paranaense nos próximos dias. (mais…)

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“Gostaria que todos pudessem aprender o que eu aprendi com eles”, diz missionária que passou 30 anos com índios

Por Juliana Bencke, na Folha do Mate

Um trabalho de três décadas entre indígenas de Mato Grosso e Amazonas deu à agricultora Teresinha Weber, 63 anos, um entendimento diferente sobre a vida. Moradora de Vila Santa Emília, a aposentada atuou como missionária, entre 1976 e 2006, com cerca de dez povos indígenas, em um trabalho que incluía desde o tratamento de gripes até a orientação sobre os direitos dos índios e a relação com o homem branco. (mais…)

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Desgastes do Supremo independem de ação externa, por Janio de Freitas

Na Folha

A vez é do Supremo. Não é sua estreia no processo de degradação dos Poderes a partir das respectivas cúpulas. Também não é menos nem mais grave do que os episódios corrosivos que se sucederam no Supremo dos últimos anos.

Em se tratando do Supremo, uma vírgula vadia já é grave. Peculiar nos desgastes do Supremo é que sejam autoinfligidos, sem depender de ação externa, como se passa entre Legislativo e Executivo. (mais…)

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Índios Kariri-Xocó utilizam projeto educacional para preservar história

Culminância da ação atraiu indígenas e outras comunidades à escola da aldeia, em Porto Real do Colégio

No Primeira Edição

A manhã da última sexta-feira (5) foi festiva para a comunidade indígena Kariri-Xocó, em Porto Real do Colégio. Com o intuito de resgatar e valorizar a sua história e tradições, estudantes da Escola Estadual Indígena Pajé Francisco Queiroz Suira desenvolveram o projeto “A resistência do povo Kariri-Xocó”. (mais…)

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De faxineira a juíza, a história de uma mulher pobre e negra no Brasil

Adriana Queiroz pagou parte dos seus estudos como limpadora de um hospital e escreveu um livro

Por María Martín, no El País

A luz do quarto de Adriana Queiroz estava sempre acessa nas madrugadas. Ela trabalhava durante o dia, estudava às noites e rezava para que quem apenas a via como uma mulher negra, pobre e filha de analfabetos não quebrasse seu sonho. Adriana não queria ser o que os outros esperavam dela, ela queria ser juíza em um país onde a taxa de analfabetismo das mulheres negras (14%) mais que duplica a das brancas (5,8%), segundo o IBGE. (mais…)

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Trabalhador queima metade do corpo após Justiça liberar máquina interditada

Outro funcionário já havia queimado 70% da pele em caldeira semelhante. Juiz suspendeu a interdição feita por auditor fiscal do trabalho, colocando os trabalhadores em risco

Por Piero Locatelli, no Repórter Brasil

No início de março, Joel Valdemiro de Borba teve 70% do corpo queimado em uma máquina de pintar tecidos na Nobre Indústria Têxtil, em Gaspar, Santa Catarina. Dez dias depois do acidente, um auditor fiscal do trabalho interditou essa e outras máquinas devido ao risco de novos acidentes acontecerem. Mas a Justiça liberou o funcionamento alegando que o auditor não interditou imediatamente as máquinas (portanto, não haveria risco), que a empresa demonstrava “certa boa vontade” em corrigir o problema e que sua interrupção traria prejuízos financeiros à empresa e aos trabalhadores. (mais…)

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Contra o poder, exercite sua memória, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento”.
(Milan Kundera, 1979)

O escritor tcheco Milan Kundera já estava exilado em Paris, em 1979, vagabundando pelo Quartier Latin, quando publicou aos 50 anos “O livro do riso e do esquecimento”, dividido em sete narrativas, que discutem, entre outras coisas, o esquecimento que o poder nos impõe e que acabamos aceitando. O direito de lembrar não está incluído na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU, onde a palavra “memória” sequer é citada. Esse direito, frequentemente, nos é negado. O esquecimento, que gera impunidade, é o que leva uma nação inteira a reeleger delinquentes e assaltantes dos cofres públicos. (mais…)

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