MPF: cortes e mudanças na Funai fragilizam políticas públicas indígenas

Em ofícios encaminhados ao Ministério da Justiça e ao órgão indigenista, o MPF lista os prejuízos trazidos pela redução de orçamento e de efetivo

MPF

A Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF) cobrou explicações ao Ministério da Justiça e à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre os recentes cortes na estrutura da fundação, conforme Decreto nº 9.010, publicado no Diário Oficial da União, especialmente em relação à extinção de 51 Coordenações Técnicas Locais (CTLs). (mais…)

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Vende-se o patrimônio da cidade… a portas fechadas

No blog da Raquel Rolnik

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou na última terça-feira (9) o Projeto de Lei 270/2017, que cria o Conselho Municipal de Desestatização, mais um passo na direção da montagem do arcabouço legal e administrativo para implementar  uma das propostas centrais da campanha de João Doria ao cargo de prefeito,  que consiste em vender bens públicos para  a iniciativa  privada ou estabelecer concessões e parcerias com ela para gerir equipamentos e serviços públicos. (mais…)

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Alien, o passageiro perdido de uma nave sem futuro, por Eliane Brum

Hoje, nos despedimos da criatura de Ridley Scott na saída do cinema e vamos comer uma pizza. Antes, ele nos fecundava na poltrona do cinema e voltava pra casa com a gente. O que aconteceu?

No El País Brasil

(Aviso de Spoiler: se não assistiu ao recém lançado Alien Covenant e quer assistir, não leia este texto antes disso.

É numa poesia do início do século 19 que está a chave para a tragédia, a da humanidade e a do criador de Alien, o oitavo passageiro.

“…E no pedestal tais palavras aparecem:

‘Meu nome é Ozymandias, o rei dos reis:

Vejam minhas obras, ó fortes – desesperem-se!’

Nada resta: junto à ruína decadente

e colossal, de ilimitada aridez,

areias, lisas e sós, ao longe se estendem.” (mais…)

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Não podemos aceitar a barbárie como único caminho, por Cândido Grzybowski

No Ibase

Estamos tão mergulhados no nosso cotidiano de crise, com evidentes indícios de barbárie em curso, que um olhar mais holístico sobre processos e possibilidades de outro amanhã fica automaticamente descartado. Está difícil se desvencilhar de fatos e acontecimentos conjunturais potencializados pela onda política de intolerância a princípios e valores democráticos e de desmonte de direitos e políticas, tudo em nome da “ordem e progresso” do governo Temer, necessário para a restauração do capitalismo selvagem e submisso às grandes corporações globais. Num clima de liberou geral e que vença o mais forte, a violência está em toda parte, com o convívio e a solidariedade totalmente esgarçados.  Os sonhos e os projetos que dão sentido à vida em coletividade estão sendo deixados de lado devido às premências do dia a dia. Sem dúvida, é muito grave o momento do país. No entanto, em nossas trincheiras de resistência precisamos urgentemente recuperar nossa capacidade de pensar para além da onda destrutiva do momento. Claro, ainda o pior pode acontecer. Por isto, desde aqui e agora, devemos criar condições para que a barbárie não seja a única alternativa no horizonte. (mais…)

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Boaventura: procuram-se horizontes, urgente

A barbárie pós-moderna alastra-se. Como alternativa, proporemos apenas a diversidade? Talvez as epistemologias do Sul — outras maneiras de pensar, sentir e conhecer — nos sugiram uma saída

Por Boaventura de Sousa Santos, Outras Palavras

As oito pessoas mais ricas do mundo têm tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial (3,5 bilhões de pessoas). Destroem-se países (do Iraque ao Afeganistão, da Líbia à Síria, e as próximas vítimas tanto podem ser o Irã como a Coreia do Norte) em nome dos valores que deviam preservá-los e fazê-los prosperar, sejam eles os direitos humanos, a democracia ou o primado do direito internacional. Nunca se falou tanto da possibilidade de uma guerra nuclear. Os contribuintes norte-americanos pagaram milhões de dólares pela bomba não nuclear mais potente desde sempre, lançada contra túneis no Afeganistão construídos nos anos de 1980 com o próprio dinheiro deles, gerido pela CIA, para promover os radicais islâmicos em sua luta contra os ocupantes soviéticos do país, os mesmos radicais que agora são combatidos como terroristas. (mais…)

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Indígenas Krikati são atacados a tiros enquanto pescavam em açude da terra tradicional demarcada

Cimi Regional Maranhão – Equipe Imperatriz (MA)

Os indígenas Otávio Filho Krikati e Daniel Filho Krikati, ambos da aldeia Arraia, ao sul da Terra Indígena Krikati, sudoeste do Maranhão, pescavam no açude de uma das fazendas incidentes na área demarcada, na noite do dia 11 de maio, quando escutaram disparos de arma de fogo na direção em que estavam. Por sorte, não foram atingidos. Temendo novos disparos, os indígenas se deitaram no chão e esperaram. (mais…)

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Nota de Solidariedade – Falecimento da matriarca Wapichana Maria Madalena Ambrósio “Vovó Madalena”

O Conselho Indígena de Roraima – CIR, em nome dos Tuxauas, Coordenadores Regionais, Mulheres, Jovens e demais lideranças indígenas de Roraima vem prestar solidariedade aos familiares e amigos da matriarca Wapichana, Maria Madalena Ambrósio, 97 anos, que foi a óbito na final da tarde deste domingo, 14 de maio, no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista/RR. (mais…)

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O advogado da PM que mata

O ex-PM da Rota Celso Vendramini já defendeu mais de cem policiais acusados de homicídio e atuou em casos como o Carandiru e a Favela Naval, em São Paulo; “o policial não tem esperar o marginal puxar a arma para atirar”, diz

por Andrea Dip, da Agência Pública

As 25 pessoas convocadas para a seleção do júri que iria condenar ou absolver o policial militar Djalma Aparecido do Nascimento Júnior ainda aguardavam o sorteio que definiria os sete jurados definitivos naquela quinta feira, 4 de maio, quando o advogado de defesa do réu apareceu informalmente no plenário. Demoraria cerca de uma hora para o início do julgamento e o silêncio imperava na sala no IV Tribunal do Júri, na Barra Funda, em São Paulo. Ouvia-se no máximo uma reclamação de canto de boca sobre a obrigação de estar ali, e eventuais bufadas solitárias enchiam o ar da sala bege com cadeiras estofadas azuis e luz fluorescente. “Camarão é a mãe, vou logo avisando!”, brada Celso Vendramini em tom de brincadeira, aproximando-se da pequena barreira de madeira que separa o plenário da plateia, enquanto ajeita a toga. A piada faz referência ao apelido que ganhou nos tempos em que foi advogado/jurado do show de calouros do Programa do Ratinho, no SBT. (mais…)

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