Exu baixou na UERJ, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“A ciência precisa de uma dose de anarquismo teórico, porque
 regras excessivamente rígidas impedem seu desenvolvimento”.
(Paul Feyerabend – “Contra o Método” – UNESP, 2011)

Meus camaradinhas, ninguém me contou. Eu vi. Nesta quinta-feira (01) à tarde, Exu baixou na Uerj. Eu estava lá e ouvi o som dos tambores e o arfar do sopro dos encantados. Vi o senhor dos caminhos chutar o pau da barraca, escoltado por mandingueiros, macumbeiros, jongueiros, capoeiras, poetas feiticeiros e rezadeiras, com a benção de todos os orixás. Se a mídia não ignorasse a universidade, teria enviado repórteres, locutores de rádio, câmeras e tv para cobrir fato tão relevante não só para os iniciados no baticundum, mas para toda a sociedade brasileira. Se não o fez, faço-o eu, dando notícia aqui neste Diário do Amazonas. (mais…)

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10ª Assembleia Terena ocorre em terra alvo do marco temporal e onde Oziel Gabriel foi assassinado

Por Renato Santana, no Cimi  

Há exatos quatro anos, a reintegração de posse de uma fazenda incidente sobre a Terra Indígena Burity, no município de Sidrolândia (MS), terminou fracassada diante da resistência do povo Terena. Todavia, um tiro de arma de fogo disparado do meio das forças policiais atingiu e matou Oziel Gabriel Terena. Ninguém foi punido, o inquérito acabou arquivado. A Polícia Militar alegou ter usado apenas balas de borracha; já a Polícia Federal, não negou aquilo que chamou de revide. O delegado que chefiou a operação, Alcídio de Souza Araújo, virou vedete dos ruralistas e o caso estopim para a criminalização de indígenas e indigenistas.   (mais…)

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Rubens Casara: combate à corrupção não pode levar à corrupção da própria democracia

A opinião pública não autoriza o afastamento das regras democráticas

Em O Globo

As democracias do pós-guerra se caracterizam, para além da efetiva participação popular na tomada de decisões, pela existência de limites intransponíveis ao exercício do poder, de qualquer poder. Nem mesmo a vontade de maiorias de ocasião, muitas vezes forjada na desinformação, permite o afastamento dos limites impostos ao poder pela Constituição. Nem mesmo em nome das “melhores intenções” dos agentes estatais, esses limites podem ser ignorados. Nas democracias constitucionais, os fins não justificam os meios, as ilegalidades não podem ser combatidas com ilegalidades, a opinião pública não autoriza o afastamento das regras democráticas e o combate à corrupção não pode levar à corrupção da própria democracia. (mais…)

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Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Há dois tipos de reclamações estranhas que aparecem com frequência em caixas de comentários de reportagens bem apuradas e equilibradas que circulam pela rede. Uma é a falta de uma ”conclusão”. Não um arremate ou um fechamento, mas uma espécie de grand finale mostrando como os elementos apresentados no texto refutam ou defendem uma tese. (mais…)

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PUC sedia debate sobre ‘Branquitude’ na experiência universitária

No Rio On Watch

No dia 23 de maio, o Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) realizou uma mesa redonda para discutir o racismo e “branquitude” no ambiente universitário. O evento foi mediado pela estudante de Relações Internacionais Bruna Silva, e foi realizado em uma sala de aula no campus das 15 às 17h. Os palestrantes do evento incluíam Lourenço Cardoso, professor adjunto na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Natany Luiz, estudante de Relações Internacionais da PUC-Rio e membro do Coletivo Nuvem Negra (CNN); e Fransérgio Goulart, historiador e membro do Fórum Social de Manguinhos. (mais…)

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Milton Nascimento lembra como o preconceito racial despertou sua consciência política

Compositor traz ao Rio o show ‘Semente da Terra’, no qual revê a carreira pela ótica da política

Em O Globo

Em 2010, Milton Nascimento foi batizado pelos índios Guarani Kaiowá como Ava Nheyeyru Iyi Yvy Renhoi — ou Semente da Terra. Sete anos depois, o nome indígena — que, acredita-se, sintetiza a essência de quem o carrega — é dado ao show que artista apresenta hoje no Rio, no Km de Vantagens Hall. (mais…)

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O Ministério Público é muito mais do que a Lava Jato, defende Ela Wiecko

Candidata à lista tríplice para determinar o novo chefe da PGR defende retomada da missão do MPF na promoção dos direitos difusos

Por Luís Nassif, no GGN

Desde os anos 1990, o lado da atuação penal do Ministério Público Federal passou a ser superdimensionado, sobretudo pela repercussão de importantes casos dados pela imprensa, reduzindo, por outro lado, o real papel da instituição consagrada pela Constituição Federal de 1988 como uma estrutura fora dos demais poderes da República, com total autonomia e independência para conseguir garantir a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais previstos na Constituição. (mais…)

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