Como resistir à doutrina do choque de Donald Trump, por Naomi Klein

No The Intercept Brasil

“Choque”. Essa palavra tem aparecido muito no noticiário desde novembro – por motivos óbvios.

Estudei a questão do choque durante muito tempo. Dez anos atrás, publiquei o livro A Doutrina do Choque, uma análise do fenômeno ao longo de quatro décadas: de 1970, com o golpe de Pinochet no Chile – apoiado pelos EUA –, a 2005, com o Furacão Katrina. (mais…)

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SP quer varrer Cracolândia, não acolher usuários de crack, diz especialista, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Uma solução rápida para a Cracolândia significará que adotamos o higienismo como política, removendo, internando à força ou mandando de volta para suas regiões de origem as pessoas que sofrem com a dependência de drogas. A avaliação é de Maurício Fiore, coordenador científico da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). (mais…)

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500 barragens ameaçam sufocar o Amazonas

Estudo publicado na revista científica Nature afirma que o impacto sobre os rios amazônicos será “irreversível” se todas as represas planejadas forem construídas

Por Miguel Ángel Criado, em El País

Ao longo do Amazonas existem 140 barragens hidrelétricas em funcionamento ou em construção e outras 428 estão planejadas. Mesmo que no final apenas uma parte delas saia efetivamente do papel, os cientistas acreditam que seu impacto sobre os rios amazônicos será “desastroso”. Um estudo global sobre as consequências de tantas barragens aponta que elas alterarão o curso do rio, retendo a maior parte dos sedimentos e nutrientes fluviais que não produzirão seus efeitos benéficos na planície amazônica, sufocando a vida que depende do rio e do oceano onde acaba. (mais…)

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O caminho do Povo Munduruku [manifesto]

O documento abaixo expressa tomada de posição dos Munduruku a partir da operação realizada pelo Ibama e Polícia Federal -com base em denúncia feita por lideranças do Povo- para desarticular garimpos em seu território e notícias a ela concernentes (aqui). (TP)

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Na luta encontramos forças pra seguirmos nosso caminho. Nós munduruku defendemos que a floresta do rio Tapajós é nossa garantia de vida. A floresta e o rio sofrem com o garimpo já sofremos muitas violências do governo que quer construir barragens em nossos rios. (mais…)

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‘Falando com’, ‘falando por’ ou ‘falando de’: as nada sensíveis diferenças na comunicação e a invisibilidade de quem deveria ser protagonista

Por Raial Orotu Puri, no Crônicas Indigenistas

Quero começar este texto com uma pequena narrativa sobre um fato que testemunhei tempos atrás. Não pretendo nomear pessoas, e não por algum tipo de receio sobre o que e de quem estou falando. É que minha intenção aqui é destacar não tanto a situação e seus envolvidos em particular, mas o comportamento percebido. Talvez alguns dos que leem reconheçam o evento. E talvez outros tantos reconheçam nesse caso particular um espelho de outros vários. Provavelmente! Afinal de contas, eu ando cada vez mais incerta sobre a existência dessa coisa que chamam ‘fato isolado’. (mais…)

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De Canudos à Providência, mais de 120 anos de memória

Por Claire Jones, no Rio On Watch

É uma velha história para alguém familiarizado com as favelas do Rio: a primeira favela denominada como tal foi fundada em 1897, quando os veteranos da Guerra de Canudos, a maioria ex-escravos, estabeleceram uma comunidade em um morro com vista para o Centro do Rio, depois que o governo não cumpriu a promessa de dar-lhes em troca terras por terem lutado. O assentamento, inicialmente chamado “Morro da Favela” –devido a uma planta resistente que cresce no sertão nordestino onde Canudos se encontra– hoje em dia é conhecido como Providência, a favela mais antiga do Rio, que este ano está comemorando 120 anos desde a sua fundação. Boa parte da história, tanto antes como depois da data de fundação, no entanto, permanece no esquecimento no Rio e no Brasil. “Morro da Favela à Providência de Canudos” uma exposição do fotógrafo Maurício Hora, em exibição no Espaço Cultural BNDES até 14 de julho, busca mudar essa percepção. (mais…)

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“Absurdos jurídicos” alegados pelo MPF para pedir a condenação de Lula

No Justificando

Nenhuma prova e muita convicção. Assim podem ser resumidas as alegações finais de Deltan Dallagnol entregues no início do mês ao juiz Sérgio Moro. Apesar de não ter presenciado nenhum dos depoimentos, bem como ter faltado ao interrogatório do ex-presidente Lula, o Procurador, cuja atuação pública tem sido voltada para elaboração de posts em Facebook, peças de Power Points e empreitadas legislativas, pediu a condenação em regime fechado e ao pagamento de multa de mais de 87 milhões de reais. Leia na íntegra as alegações finais. (mais…)

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