Jornalismo deve fazer mediação qualificada entre acontecimentos e a sociedade. Entrevista especial com Felipe de Oliveira

Vitor Necchi – IHU On-Line

A disseminação das redes sociais digitais obrigou a imprensa a repensar suas dinâmicas. Para o doutor em Ciências da Comunicação Felipe de Oliveira, “o jornalismo tem sido, potencialmente, beneficiado pelas redes sociais”. Mas há uma tensão nesse processo, porque o jornalismo “ainda lida com perplexidade com fluxos comunicacionais do ambiente digital; reage de forma meramente instintiva”. Ao mesmo tempo, “as redes sociais digitais têm se constituído como uma espécie de extensão das redações”, e isso se refere “não apenas para a descoberta de pautas”, mas também para apuração de informações.

A repercussão de determinado acontecimento no âmbito das redes sociais acaba gerando um novo acontecimento. Nestas situações, “é preciso que, da primeira à última ‘vida’ do acontecimento, a cobertura respeite os princípios éticos e deontológicos do campo, de modo que a notícia, finalmente, não seja frágil”, afirma em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. No entanto, observa-se que o jornalismo tenta disputar com as redes sociais no que tange à velocidade e à abundância de informações que circulam. Para Oliveira, nesse cenário, há um debate fulcral acerca do que caberia ao jornalismo. No seu entendimento, parte da resposta refere-se à noção de curadoria, “habilidade que se espera do jornalista”.

Frente à crise que o jornalismo enfrenta em razão das “novas formas de intervenção social no espaço público contemporâneo”, Oliveira aponta que “sai o verbo transmitir, entra mediar”. No seu entendimento, “o jornalismo ocuparia um lugar de mediação qualificada entre os acontecimentos públicos e a sociedade”. Este seria o papel do jornalismo no espaço público contemporâneo.

Felipe de Oliveira é doutor e mestre em Ciências da Comunicação e graduado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. Em sua tese, discute processos sociais e suas implicações sobre o jornalismo contemporâneo a partir de incursões às redações dos jornais Folha de S. Paulo (Brasil), El País (Espanha) e The New York Times (EUA). Leciona na Faculdade São Francisco de Assis – Unifin.

*Entrevista foi publicada originalmente na Revista IHU On-Line, edição 502, de 10 de abril de 2017.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O jornalismo tem se beneficiado das redes sociais?

Felipe de Oliveira – Eu diria que uma afirmação mais precisa indicaria que o jornalismo tem sido, potencialmente, beneficiado pelas redes sociais. Isso quer dizer que não se trata de um benefício estimulado pelo próprio jornalismo, que ainda lida com perplexidade com fluxos comunicacionais do ambiente digital; reage de forma meramente instintiva. Por outro lado, as redes sociais digitais têm se constituído como uma espécie de extensão das redações. E não apenas para a descoberta de pautas, mas também de apuração de informações. Estive na redação da Folha de S. Paulo, em 2013, acompanhando a cobertura das Jornadas de Junho, por exemplo, quando fora perceptível a atenção que as chefias de reportagem davam a esse novo espaço de articulação e interação social. Ora para saber quando e onde ocorreriam manifestações, ora para investigar quem as promovia. O passo seguinte é que é preciso pensar: como sistematizar processos que contribuam para uma narrativa mais complexa dos acontecimentos.

IHU On-Line – A repercussão de determinado acontecimento no âmbito das redes sociais acaba gerando um novo acontecimento. As notícias que decorrem disso não são frágeis demais?

Felipe de Oliveira – Prefiro pensar a questão na perspectiva de teorias que concebem uma “segunda vida” do acontecimento no espaço midiático. É o caso do sociólogo francês Louis Quéré [1], que defende que o acontecimento, ao afetar “a” alguém, dispara sentidos e revela campos problemáticos; demanda explicações de causa e efeito que dependem do contexto ao qual é associado. Na sua histórica necessidade de rápida contextualização, o jornalismo encerrou o acontecimento em representações que não ultrapassam a sua epiderme. Quando esse acontecimento ganha, então, a “segunda vida” nas redes sociais digitais, revela outros sentidos, num movimento de característica viral. E o jornalismo se vê compelido, sob pena de perder em credibilidade, a se ocupar novamente dele, incorporando sentidos que, eventualmente, omitiu na representação inicial. Numa tentativa de responder objetivamente à pergunta, é preciso que, da primeira à última “vida” do acontecimento, a cobertura respeite os princípios éticos e deontológicos do campo, de modo que a notícia, finalmente, não seja frágil.

IHU On-Line – Denúncias feitas em redes sociais têm pautado a imprensa que, com frequência, publica a própria denúncia, sem antes proceder a uma apuração criteriosa que deveria subsidiar a decisão de publicar ou não uma reportagem sobre o assunto. O jornalismo virou refém das redes sociais?

Felipe de Oliveira – Mais do que refém das redes sociais, o jornalismo tem sido atravessado pelas lógicas de uma nova espacialidade – em sentido de tempo e espaço – constituída pela incidência do ambiente digital em todos os seus processos de produção. Isso implica em procedimentos empreendidos por portais de notícias, por exemplo, que determinam dois minutos como tempo padrão entre o acontecimento e uma primeira representação dele na forma da notícia. Há uma clara tentativa do jornalismo de concorrer com a velocidade e abundância de informações que circulam nas redes sociais. Esse me parece ser um problema mais grave do que a descoberta de eventuais denúncias no ambiente digital. A possibilidade de denúncias que afetam o jornalismo, e por ele são potencializadas, especialmente a partir do recurso que o denunciante faz do que o professor Ronaldo Henn, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, chama de ciberacontecimento (acontecimentos cujo “acontecer” se dá no ambiente digital), me parece, inclusive, um elemento importante com vistas à superação dos conflitos sociais. A própria pergunta, contudo, já indica o caminho para o jornalismo: apuração. Ou investe nesse princípio, ou perderá a legitimidade que alcançou ao longo da história no espaço público.

IHU On-Line – Grande parte da leitura de conteúdos publicados em sites de jornais ocorre a partir de links compartilhados em redes sociais. O que isso impacta nas rotinas jornalísticas?

Felipe de Oliveira – Se é verdade a afirmação que dá lastro à pergunta, também é verdade que essa leitura, majoritariamente, tem base em conteúdos produzidos pelo jornalismo hegemônico. Tomando novamente como exemplo as Jornadas de Junho, em 2013, chegamos a dados do site Topsy que revelam que 80% do conteúdo compartilhado durante as manifestações era oriundo de portais de jornais brasileiros de referência. Mais: apenas 5% eram de blogs independentes. Decorre disso uma demanda crescente sobre os jornais por narrativas que atendam às dinâmicas do ambiente digital. O risco que se corre, pois, na relação com a pergunta anterior, é que tenhamos notícias que prezem mais pela lógica do consumo rápido – que, a propósito, não é novidade; é típica da Indústria Cultural que se estabeleceu em meados do século passado – em detrimento da qualidade do conteúdo.

IHU On-Line – As redes sociais tomaram um espaço que era próprio dos jornais, no que se refere à circulação de notícias?

Felipe de Oliveira – Não. Definitivamente, não. Por mais assertiva que seja a resposta, dá conta de demarcar um lugar de fala a partir do qual o entendimento é menos objetivo, porém convicto: as redes sociais tensionam o espaço próprio do jornalismo na circulação de notícias no espaço público. É o que denota, por exemplo, a fala do editor-chefe da versão digital do jornal El País, da Espanha, a quem entrevistei em 2015. “As pessoas estão nas redes sociais. Nós temos que estar. Temos que extrair informações, mas, ao mesmo, ampliar as regras do nosso jornalismo. Temos que entender o que é importante para as pessoas”, é o que diz Bernardo Marín, em diálogo com a ideia do ambiente digital como extensão das redações. A questão reside nessa ampliação das regras, em sentido de sobrevivência no espaço público mesmo.

IHU On-Line – As redes sociais são um filtro precário?

Felipe de Oliveira – Na minha avaliação, as redes sociais não são um filtro. Pelo contrário, elas rompem com a lógica dos filtros no espaço público. São, na verdade, um ambiente de profusão de sentido, muitas vezes antagônicos aos produzidos pelo jornalismo; se constituem no locus em que se concretiza uma intensa disputa de sentidos entre os atores sociais. O jornalismo deixa de ostentar a chave de acesso aos debates públicos. Caberia a ele, como concebe o sociólogo alemão Jürgen Habermas [2], ao definir seu conceito de esfera pública, escrutinar a força do melhor argumento, a partir da outorga que lhe é conferida pela sociedade e da formação como campo social e profissional, entre aqueles que circulam em abundância nas redes sociais digitais – tendo sempre o bem-comum habermasiano como fim teleológico.

IHU On-Line – Há muito a se ler, sem necessariamente estar preservada a qualidade e a credibilidade da informação. Neste sentido, a ideia de curadoria de informação ganha força no jornalismo?

Felipe de Oliveira – Também no contexto da questão anterior, esse me parece ser o debate fulcral que se impõe ao jornalismo em meio ao ambiente digital. O que caberia ao jornalismo em meio à abundância de informações no ambiente digital? Entendo a curadoria como parte da resposta; habilidade que se espera do jornalista. Em entrevista que também realizei em 2015, dessa vez com Michel Roston, editor de Mídias Sociais do jornal The New York Times, dos Estados Unidos, essa ideia fica muito evidente: “Os jornalistas são mais capazes de contar a história como ela é, e não como eles querem que ela seja. Um manifestante pode estar dizendo parte da verdade, mesmo em seu favor. Mas suspeito que não está dizendo tudo”. É absolutamente legítimo, e alvissareiro do ponto de vista do exercício da democracia, que os cidadãos possam se expressar, em seu favor, nas redes sociais. Ao jornalismo cabe, retomando Habermas e em perspectiva de um projeto ideal, escrutinar (como sinônimo da ação de curadoria) aquilo que mais atenderia ao bem-comum na esfera pública.

IHU On-Line – Qual a relevância do jornalismo em tempos de instantaneidade e volatilidade da informação?

Felipe de Oliveira – Tenho defendido, num esforço de compreensão da crise que o jornalismo enfrenta face a novas formas de intervenção social no espaço público contemporâneo, uma reflexão, de natureza dialética, sobre o seu principal ofício. Sai o verbo transmitir, entra mediar. O jornalismo ocuparia um lugar de mediação qualificada entre os acontecimentos públicos e a sociedade. É um exercício que implica um deslocamento da objetividade, hoje princípio deontológico. O fim da atividade (social e profissional) não seria meramente transmitir o acontecimento à sociedade – o que pelas perspectivas da linguagem com as quais trabalho é, inclusive, impossível. Seria, sim, representar o acontecimento numa notícia que contenha o que é dele mais essencial; singular, na definição de Adelmo Genro Filho [3]. A objetividade, nessa proposta, por um movimento epistemológico, comporia a dimensão metodológica do estatuto do jornalismo. A objetividade como método, não como fim. É uma função, pois, que só o jornalismo, por força de um investimento profícuo em formação, poderia cumprir. A mediação qualificada se constituiria, metaforicamente, na toga que caracteriza o campo jurídico ou na tribuna, no caso do campo político, como exemplos com os quais trabalha o professor Adriano Rodrigues, da Universidade Nova de Lisboa.

IHU On-Line – O governo alemão está discutindo uma legislação severa contra empresas que não coíbam notícias falsas ou a disseminação de ódio. A produção de notícias falsas está relacionada a uma fragilidade da imprensa ou, antes disso, a uma crise mais ampla da sociedade?

Felipe de Oliveira – Antes de começar uma resposta mais objetiva, convém dizer que ainda não me apropriei suficientemente do debate sobre “notícias falsas” – do termo em inglês “fake news”, famoso desde a eleição de Donald Trump [4] nos Estados Unidos, pelo menos. Entretanto, antecipo uma tendência a considerá-lo ontologicamente inadequado, na medida em que as mais clássicas definições de notícia demandam relação com acontecimentos da ordem da realidade. Em relação à pergunta propriamente dita, me parece, sim, que a crise é mais ampla. Ao mesmo tempo em que as redes sociais digitais são espaço de concretização de debates com fins legítimos, com vistas à superação de conflitos sociais, também são espaço de circulação de sentidos conservadores, proliferação de ódio e preconceito. Numa aproximação com a ideia de “memórias subterrâneas” do historiador austríaco Michael Pollak [5], o recrudescimento do fascismo é expressão desse movimento, exemplificado na popularidade que alcançam nas redes sociais figuras como o deputado federal Jair Bolsonaro. As redes sociais aproximam seguidores, os encorajam; possibilitam que suas ideias ganhem em visibilidade.

IHU On-Line – Em tempos de self e de autopromoção, há jornalistas que usam redes sociais para enaltecer seus trabalhos e relatar suas rotinas. Isso não denota perda de foco ou de papel?

Felipe de Oliveira – Não é exatamente um tema sobre o qual tenho me dedicado nas pesquisas que empreendo atualmente, mas arrisco uma resposta – provavelmente, decorrente desse contexto, não das mais precisas. Sim, teríamos, nos exemplos que a pergunta se refere, desvio de foco em relação ao que defendo ser o papel do jornalismo no espaço público contemporâneo.

Lembremos: exercer uma mediação qualificada entre os acontecimentos públicos e a sociedade. Isso porque jornalistas que atuam com base na autopromoção acabam por se constituir em mais um agente que disputa sentidos. Inviabiliza, com isso, a tarefa de escrutinar a força do melhor argumento, ao passo que o que fazem é, justamente, produzir argumentos em torno dos acontecimentos. Manifestações de colunistas de política no Brasil ante o golpe midiático-civil-parlamentar que vivemos, com implicações diárias concretizadas na subtração de direitos sociais, são pródigas em exemplos desse movimento.

IHU On-Line – Costuma-se dizer que as bolhas podem ser negativas, pois acabam reduzindo o alcance de interações e de novas perspectivas. Mas isso não pode ser positivo também, na medida em que as bolhas criam zonas de diálogo e amparo em tempos de tanto ódio e belicosidade?

Felipe de Oliveira – Eu não faria juízo de valor sobre a repercussão social das chamadas “bolhas” que se constituem nas redes sociais. Não por me furtar da questão, mas porque entendo que pode ser positiva ou negativa. Por outro lado, me parecem ser, as bolhas, um dos elementos que geram disruptura sobre o ethos do jornalismo contemporâneo. Pesquisa publicada no ano passado pelo Knight Center apresentou ao campo o conceito de “notícia incidental”. O consumo de notícias pelas novas gerações atende justamente à lógica das bolhas; não é mais hierarquizada pela capa do jornal, pela escalada do telejornal, tampouco pela primeira página dos portais. Se dá pelo compartilhamento que se desenrola nas suas bolhas. Caberia ao jornalismo, nesse cenário, encontrar formas de alcançar esses públicos de modo que estimulasse o debate em torno dos temas que considera os mais importantes no tempo presente – como pretendeu fazer historicamente. Por que aciono novamente o jornalismo para esta resposta? Porque entendo, fundamentalmente, que é também seu papel oferecer as condições para as zonas de diálogo em tempos de ódio a que a pergunta faz referência. O problema, no entanto, é que o que ele mais tem feito é exatamente o inverso: contribuir para o crescimento da belicosidade.

Notas:

[1] Louis Quéré (1947): nascido na França, é sociólogo, professor e pesquisador do Centre d’Études des Mouvements Sociaux – CEMS da École des Hautes Études en Sciences Sociales – EHESS de Paris. Em suas reflexões, trata da teoria dos problemas públicos de Jürgen Habermas, a etnometodologia de Harold Garfinkel, a hermenêutica narrativa de Paul Ricoeur e o pragmatismo norte-americano de George Herbert Mead, John Dewey e Charles Sanders Peirce. Dedica-se aos estudos da teoria do acontecimento desde o início da década de 1990. Escreveu vários livros, destacando-se Des miroirs équivoques (1982). (Nota da IHU On-Line)

[2] Jürgen Habermas (1929): filósofo alemão, principal estudioso da segunda geração da Escola de Frankfurt. Herdando as discussões da Escola de Frankfurt, Habermas aponta a ação comunicativa como superação da razão iluminista transformada num novo mito, o qual encobre a dominação burguesa (razão instrumental). Para ele, o logos deve se construir pela troca de ideias, opiniões e informações entre os sujeitos históricos, estabelecendo-se o diálogo. Seus estudos voltam-se para o conhecimento e a ética. (Nota da IHU On-Line)

[3] Adelmo Genro Filho (1951-1988): jornalista, teórico e político brasileiro. Jornalista pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Sua dissertação resultou na publicação do livro O Segredo da Pirâmide: Para uma teoria marxista do jornalismo, uma das principais referências sobre teoria do jornalismo na América Latina. Lecionou na UFSC, onde o centro acadêmico do curso de Jornalismo é batizado com seu nome. (Nota da IHU On-Line)

[4] Donald Trump (1946): Donald John Trump é um empresário, ex-apresentador de reality show e atual presidente dos Estados Unidos. Na eleição de 2016, Trump foi eleito o 45º presidente norte-americano pelo Partido Republicano, ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton no número de delegados do colégio eleitoral; no entanto, perdeu no voto popular. Trump tomou posse em 20 de janeiro de 2017 e, aos 70 anos de idade, é a pessoa mais velha a assumir a presidência. Entre suas bandeiras estão o protecionismo norte-americano, por onde passam questões econômicas e sociais, como a relação com imigrantes nos Estados Unidos. Trump é presidente do conglomerado The Trump Organization e fundador da Trump Entertainment Resorts. Sua carreira, exposição de marcas, vida pessoal, riqueza e modo de se pronunciar contribuíram para torná-lo famoso. (Nota da IHU On-Line)

[5] Michael Pollak (1948-1992): sociólogo natural da Áustria e radicado na França. Foi pesquisador do Centre National de Recherches Scientifiques – CNRS, ligado ao Institut d’Histoire du Temps Present e ao Groupe de Sociologie Politique et Morale. Estudou as relações entre política e ciências sociais. Também desenvolveu pesquisas sobre sobreviventes dos campos de concentração e sobre a aids. Em seu doutorado, orientado por Pierre Bourdieu na École Pratique des Hautes Études, estabeleceu uma reflexão teórica sobre o problema da identidade social em situações limites. Esteve no Brasil entre outubro e dezembro de 1987 como professor visitante do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional. (Nota da IHU On-Line)

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