Projetos Olímpicos e Destruição: Ramos Deixado de Lado Sem Espaços Públicos, Calçadas, Árvores e Mais #QueLegado

Hugo Costa – RioOnWatch

Faz um ano desde que apresentei aqui no RioOnWatch uma visão do legado negativo, ou o legado suburbano das Olimpíadas do Rio de Janeiro, e muito se evoluiu nas pesquisas sobre o tema, embora a recuperação urbana desta parte da cidade em nada tenha sido tratada. Atualmente, as discussões sobre o legado Olímpico do Rio ocorrem em todas as esferas (federal, estadual e municipal) e em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário), sobre o que fazer com as estruturas construídas ou reformadas para as Olimpíadas: os prédios, estádios, campos e piscinas, mas somente tratando destas áreas que juntas somam meio milhão de quilômetros quadrados dentro de um município com 1200 milhões de quilômetros quadrados no total. (mais…)

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São Sepé, o Tiarajú, e o apagamento dos indígenas da memória da formação do RS

IHU On-Line

“O que fica como resquício da relação com o ancestral parece ser sempre o que fazer com a herança e de que esses destinos, enquanto aquilo que terá sido feito com a herança, são determinados pela forma como cada descendente se constrói a partir de sua fantasia em relação à sua filiação (…) Na medida em que os antepassados cometeram um genocídio, os descendentes frente a esse ato narcisisticamente insuportável, paradoxalmente o repetem através da não-conexão entre as duas fundações e da repetição do traço dos discurso colonizador. Nessa região, os imigrantes italianos e alemães não se encontram, subjetivamente, na posição de colonos, mas sim de colonizadores, reeditando em outras partes do país a conquista de terras e a luta contra índios e posseiros” (Mario Fleig e Conceição Beltrão, “Herança e Mecanismos Psíquicos”, in “Imigração e Fundações” (Artes e Ofícios, Porto Alegre, 2000) (mais…)

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Ainda é 1500

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

A cena é tocante. Na beira do asfalto, um grupo de indígenas olha, entre estupefato e triste, outro grupo de gente, branca, postado em cima da passarela. Os brancos estendem faixas, denunciando uma “invasão” dos indígenas e dizendo que a demarcação das terras ameaça o seus lares. São moradores da comunidade Enseada de Brito, que fica próxima à terra Guarani, no Morro dos Cavalos. Vê-se que são “bem-nascidos” e poderiam estar no rol das chamadas “pessoas de bem”. Um deles ostenta a camisa amarela da CBF, de triste papel no Brasil atual.  Na verdade, um pequeno grupo organizado por políticos da região ligados ao DEM. De longe, eles se olham. Os Guarani, como sempre, no silêncio circunspecto. Esperam, tranquilos, mas não mansos. (mais…)

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A fome no Brasil é uma das facetas das desigualdades. Entrevista especial com Francisco Menezes

Patricia Fachin – IHU On-Line

Para compreender as razões que podem fazer o Brasil retornar ao Mapa da Fome, é preciso olhar a situação do país “do ponto de vista da política”, diz o economista Francisco Menezes à IHU On-Line, ao comentar o relatório de entidades da sociedade civil que alerta para esse risco. “O desemprego atinge um enorme contingente da população em condições de trabalhar e isto é fruto dos equívocos de políticas que não enfrentam os verdadeiros motivos de nossas dificuldades. Portanto, o risco é real”, afirma. (mais…)

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Catando piolhos: entre Jadelvone e Amazonino, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Supunhetemos que dia 27 de agosto aconteça um provável segundo turno da eleição para o mandato tampão de governador do Amazonas. Supunhetemos ainda que sobrem dois improváveis candidatos: Jadelvone Deltrudes (PPL vixe vixe) e Amazonino Mendes (PDT ex-PFL vixe vixe). Um dilema: em quem votar? Quem é politicamente mais digno do nosso voto: o cabeleireiro Jadelvone, um desconhecido da mídia, cuja convenção do partido tinha quatro pessoas, ou o ex-governador Amazonino – um notório finório cujas pilantragens ocupam as manchetes dos jornais do Amazonas há meio século? (mais…)

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