Guerrilha do MBL mira arte e sexo, espalha o caos e quer vender a “solução”

Por Tomás Chiaverini, no The Intercept Brasil

“Vídeo polêmico mostra criança interagindo com homem nu”, diz a manchete. Diante dela, a tendência natural é imaginar o pior. “Interagir” certamente teria a ver com alguma prática sexual bizarra. O temor é reforçado pela presença insistente da palavra “pedofilia” nos comentários que repercutem o assunto. Apesar do receio, tomamos coragem, respiramos fundo e clicamos. (mais…)

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Os cães de guarda e a Caravana

Por Luna de Oliveira Sassara, Natasha Bachini e João Feres Júnior, no Manchetômetro/Lemep*

A maior parte dos estudos sobre mídia e política tem como objeto a cobertura dos meios de comunicação sobre temas, eventos e personagens. Não é razoável supor que veículos de comunicação lidos nacionalmente, como os jornais analisados no Manchetômetro, possam dar conta de cobrir a totalidade de eventos que sucedem todos os dias no território brasileiro. Evidentemente, editores de jornais selecionam determinados assuntos e descartam outros todos os dias. Esse processo de seleção, conhecido como agendamento, é parte fundamental da atividade jornalística. A tarefa de identificar problemas no agendamento, no entanto, é complexa: além de indicar o objeto que está sendo deixado de fora da agenda, é necessário também demonstrar a relevância daquele objeto. É o que pretendemos fazer neste ensaio. (mais…)

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População votaria até no demônio se ele garantir segurança e emprego, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Ao contrário do que prega o preconceito do senso comum, de que a massa da população é irracional e não sabe votar, o eleitor pode ser bastante pragmático em seus cálculos políticos. Por exemplo, em diversas ocasiões acabou por escolher aquele que o convenceu de que era capaz de garantir empregos e um mínimo de condições para os trabalhadores e suas famílias. (mais…)

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A história de Izabel Garcia e a vassoura de piaçaba, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Em Rashomon vivia o diabo que de lá fugiu porque
 tinha medo dos homens” (Akira Kurosawa – 1950).

Ninguém ali naquela sala do prédio da Urca, no Rio, conhecia Izabel Garcia, ex-moradora do igarapé Poné. Nem mesmo Geraldo Andrello que perambulou anos pelo rio Negro e seus afluentes, observando o cotidiano dos índios do Uaupés. Só agora, setembro de 2017, é que o antropólogo Márcio Meira nos apresentou essa mulher que, no desespero, planejou se suicidar junto com os filhos. Mas sequer isso lhe foi permitido. O patrão dela, Diogo Gonçalves, dono da vida e da morte, se adiantou: estuprou-a, acorrentou-a ao tronco e mandou surrá-la até a morte, “libertando-a” do sofrimento. (mais…)

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Livro descreve como empresas alemãs usaram repressão e corrupção para atuar no Brasil; veja vídeo

Autor do livro “Empresas alemãs no Brasil: o 7×1 na economia”, Christian Russau lembra, por exemplo, que a empresa de automóveis Volkswagen forneceu informações sobre trabalhadores para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social)

No Opera Mundi

“Como a Volkswagen era na época da ditadura militar uma das maiores empresas da América Latina, tinha a condição logística e financeira de vigiar os seus trabalhadores e também trabalhadores de outras empresas do Brasil”. A afirmação é do jornalista alemão Christian Russau, autor do livro “Empresas alemãs no Brasil: o 7X1 na economia”, que em entrevista a Opera Mundi, conta como fez sua pesquisa sobre as empresas alemãs no Brasil – e como elas usaram artifícios como a corrupção e a colaboração com a repressão para atuar no país. (mais…)

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As mulheres na preservação das florestas. Um fundo internacional foi criado para apoiá-las

As comunidades tradicionais e terras indígenas onde as mulheres atuam guardam as florestas mais preservadas do mundo. Um novo fundo na Suécia foi criado para apoiá-las.

Na DW

Nas florestas onde Myrna Cunningham cresceu, na Nicarágua, as mulheres sempre foram as maiores vigilantes das árvores. De lá vinham os frutos e remédios para a comunidade, e a água sempre corria por perto. O que Cunningham, líder indígena e primeira médica de sua vila, percebia desde a infância, publicações científicas começaram a dar mais atenção na década de 1990: as mulheres são protagonistas na preservação das florestas. (mais…)

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A resistível ascensão do “novo” MBL

O movimento veste a máscara do moralismo mas, nos bastidores, negocia com os banqueiros e a oligarquia financeira. Suas contradições revelam: há espaço para uma nova esquerda

Por Antonio Martins | Vídeo: Gabriela Leite, no Outras Palavras

Há uma importantíssima aula de política contemporânea na reportagem O Grupo da Mão Invisívelproduzida pelo jornalista Bruno Abbud e publicada há dias, no site da revista Piauí. Bruno infiltrou-se num grupo de Whatspp que reúne líderes do MBL e mais de 150 executivos do mercado financeiro. Acompanhou as discussões por dois meses (entre 25 de julho e 27 de setembro). Ao fim, produziu um relato essencial, que ajuda a compreender – e, portanto, desmistificar – as razões para a força surpreendente dos novos grupos de direita. Não, ela não provém de um suposto endireitamento geral da sociedade brasileira, em que muitos parecem agora acreditar. Está muito mais relacionada a um cenário político caótico, em que as antigas formas de construção de consenso tornaram-se ineficazes; e em que pequenos grupos, articulados e com vasta rede de relações, podem tornar-se muito influentes e poderosos. (mais…)

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Ser ou não ser mercadoria – Eis a questão!

O debate sobre a “descomoditização” é antigo. Começou bem antes da fundação do Movimento Via Campesina (1992) e do slogan cunhado pelo ativista campesino José Bové — “O mundo não é uma mercadoria” (1999).

Por Amyra El Khalili*, na Diálogos do Sul

Essa discussão desenvolveu-se em fins da década de 80 e início da década de 90 entre alguns operadores de  commodities e de futuros desde a adoção pelos banqueiros e políticos da teoria neoliberal de Milton Friedman, da escola de Chicago. (mais…)

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Estúdio África em Salvador, Bahia

Por Goli Guerreiro, no Buala

Inspirado na história e nas práticas da fotografia africana, o projeto Estúdio África promove uma série de ações voltadas para uma experiência estética original em Salvador. Ao longo do século XX, os africanos se apropriaram da técnica da fotografia e criaram uma estética própria, atualmente exposta nos mais importantes museus do mundo. A ideia é recriar estes espaços de experiência fotográfica como forma de aproximar os baianos da cultura do continente através da arte, simulando uma espécie de estúdio ao ar livre. (mais…)

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