A revolta de Garibaldi e o pesadelo dos Barros

É quase certo, por outro lado, que muitos repudiam a manifestação em momento tão sagrado. Principalmente os escribas e suas penas digitais

Manolo Ramires – Pinga Fogo e Crônicas Curitibanas / Terra Sem Males

Era uma vez, uma bela jovem, cujo sonho era se casar de princesa em um lindo palácio. Seu sonho se concretizaria quando sua mãe fosse alçada ao cargo de duquesa das Araucárias, tornando-se parte do ducato dos Richas, e seu pai conquistasse o título de Dom Ministro da Saúde, patrono das empresas privadas, na Era Temer, um monarca voltado para agradar a aristocracia Cisnes Amarelos. (mais…)

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Abaeté, que presidente Brasil tem?, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A pergunta, feita agora na Alemanha pelos governantes da reunião de cúpula do G20, já havia sido a manchete da edição de junho do Vossa Senhoria – “o menor jornal do mundo” (3,5 x 2,5 cm), segundo o Guiness. Criado em 1935 pelo jornalista Leônidas Schwindt, em Goiás, o jornal nanico, que cabe na palma da mão, foi relançado em agosto de 2016 pelo engenheiro Milton Nogueira na Festa Literária de Divinópolis (MG), inaugurando sua nova fase, agora com 26 páginas em português e 4 em inglês. Ou seja, até Donald Trump, se gostasse de jornais e não fosse iletrado, podia lê-lo. (mais…)

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Sobre realidades que escapam às palavras

Ou sobre palavras que não podem comportar a vida…

Por: Raial Orotu Puri – Crônicas Indigenistas

Para entender esse texto, gostaria de propor uma pequena analogia: se você tem em suas mãos apenas um filete de palha, você só consegue riscar o chão. Agora se você junta uma quantidade considerável de filetes, e o ata em um feixe, e depois junta outros mais em número adequado, e então faz uma vassoura, e com ela você pode varrer um terreiro. Pois bem, o processo dessa reflexão que aqui proponho é parecido com este, visto que com ele, tenho intenção de fazer uma pequena faxina na minha cabeça, limpando-a de certa quantidade de ideias que, no fim, podem ser atadas em um conjunto, visto que estão ligadas a uma mesma questão problemática para mim, qual seja, a impossibilidade de decodificação de certas coisas da vida em palavras, sobretudo em textos, mais ainda em textos acadêmicos. (mais…)

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Brasília: a Sodoma e Gomorra de Pindorama, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) soltou o deputado Rocha Loures (PMDB, vixe vixe) e negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB vixe vixe), o Criador do Universo, escoltado por um querubim e um serafim, apareceu a Dom Pedro Casaldáliga, de 89 anos. O bispo emérito de São Félix do Araguaia descansava às margens do rio Xingu, na área alagada da Cachoeira do Limão, debaixo da última árvore que sobreviveu ao desmatamento da Hidrelétrica de Belo Monte. Levantou os olhos e prostrou-se descalço sobre a terra vermelha diante da face divina: (mais…)

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Nossa Cidade

Cândido Grzybowski – Ibase

Minhas reflexões sobre paradigmas alternativos ao exacerbado capitalismo, com suas regras de livre mercado para vencer e acumular individualmente riquezas – verdadeira lei da selva de tudo para os tais 1% considerados os mais competentes, fortes, agressivos, corruptores até –, me têm levado a pensar mais e mais nos bens comuns nas nossas vidas. Nisto tem se destacado a intrigante questão das cidades como bens comuns. Afinal, falamos em nossa cidade naturalmente, em todas as ocasiões, todo tempo. O incrível é que afirmamos que a cidade é nossa mesmo em pleno capitalismo selvagem como este que nos está sendo restituído pela dupla Temer-Meireles. Será apenas uma contradição a mais no conjunto de contradições que constituem nosso viver no mundo de hoje? (mais…)

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O céu de diamantes: Quando encontramos nossa ‘isla’ numa aldeia indígena…

Por: Jairo Lima – Crônicas Indigenistas

“Fiquei deitada olhando para o céu. Estava cheio estrelas, e a todo momento eu via uma estrela cadente…”

Estava no trabalho quando recebi estas palavras enviadas por minha esposa, que está participando da festa de demarcação da Terra Indígena do Povo Ashaninka, na aldeia Apiwtxa*. Palavras que chegaram via ‘zap zap’, uma das facilidades da tecnologia virtual que aproxima – e por vezes separa – as pessoas no nosso mundo globalizado. (mais…)

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Sobre o ódio cego que assassina e a vida que insiste em resistir

“Meus ancestrais foram mortos por vocês! Eu sei, eu vejo. Nós sabemos. Nós lembramos! Desde o maldito dia em que as caravelas se desenharam no horizonte, a morte chegou com seus ancestrais. E depois trouxeram acorrentados milhares, escravizados, desterrados também. E assassinaram muitos. E mancharam de sangue este solo sagrado para nós. E fizeram sobre nossos túmulos suas lavouras, suas cidades, sua riqueza. Construíram uma pátria sobre estupro e assassinato, e ainda querem ter orgulho disso.”

Por Raial Orotu Puri* – Crônicas Indigenistas (mais…)

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