Nossa Cidade

Cândido Grzybowski – Ibase

Minhas reflexões sobre paradigmas alternativos ao exacerbado capitalismo, com suas regras de livre mercado para vencer e acumular individualmente riquezas – verdadeira lei da selva de tudo para os tais 1% considerados os mais competentes, fortes, agressivos, corruptores até –, me têm levado a pensar mais e mais nos bens comuns nas nossas vidas. Nisto tem se destacado a intrigante questão das cidades como bens comuns. Afinal, falamos em nossa cidade naturalmente, em todas as ocasiões, todo tempo. O incrível é que afirmamos que a cidade é nossa mesmo em pleno capitalismo selvagem como este que nos está sendo restituído pela dupla Temer-Meireles. Será apenas uma contradição a mais no conjunto de contradições que constituem nosso viver no mundo de hoje? (mais…)

Ler Mais

O céu de diamantes: Quando encontramos nossa ‘isla’ numa aldeia indígena…

Por: Jairo Lima – Crônicas Indigenistas

“Fiquei deitada olhando para o céu. Estava cheio estrelas, e a todo momento eu via uma estrela cadente…”

Estava no trabalho quando recebi estas palavras enviadas por minha esposa, que está participando da festa de demarcação da Terra Indígena do Povo Ashaninka, na aldeia Apiwtxa*. Palavras que chegaram via ‘zap zap’, uma das facilidades da tecnologia virtual que aproxima – e por vezes separa – as pessoas no nosso mundo globalizado. (mais…)

Ler Mais

Sobre o ódio cego que assassina e a vida que insiste em resistir

“Meus ancestrais foram mortos por vocês! Eu sei, eu vejo. Nós sabemos. Nós lembramos! Desde o maldito dia em que as caravelas se desenharam no horizonte, a morte chegou com seus ancestrais. E depois trouxeram acorrentados milhares, escravizados, desterrados também. E assassinaram muitos. E mancharam de sangue este solo sagrado para nós. E fizeram sobre nossos túmulos suas lavouras, suas cidades, sua riqueza. Construíram uma pátria sobre estupro e assassinato, e ainda querem ter orgulho disso.”

Por Raial Orotu Puri* – Crônicas Indigenistas (mais…)

Ler Mais

KAMBÔ: Um caso de polícia?

Por: Jairo Lima – Crônicas Indigenistas

Na semana que passou estive às voltas com um caso bem interessante. Participei da análise de um processo envolvendo denúncias de lideranças indígenas quanto ao uso e propaganda indiscriminada das medicinas tradicionais indígenas, em especial o kambô, estrela entre as medicinas, que, juntamente com a ayahuasca e o rapé, formam a tríade de produtos de origem indígena mais buscados. Depois de mais de quinze anos o kambô volta ao foco das denúncias e incômodos dos povos indígenas. (mais…)

Ler Mais

Exu baixou na UERJ, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“A ciência precisa de uma dose de anarquismo teórico, porque
 regras excessivamente rígidas impedem seu desenvolvimento”.
(Paul Feyerabend – “Contra o Método” – UNESP, 2011)

Meus camaradinhas, ninguém me contou. Eu vi. Nesta quinta-feira (01) à tarde, Exu baixou na Uerj. Eu estava lá e ouvi o som dos tambores e o arfar do sopro dos encantados. Vi o senhor dos caminhos chutar o pau da barraca, escoltado por mandingueiros, macumbeiros, jongueiros, capoeiras, poetas feiticeiros e rezadeiras, com a benção de todos os orixás. Se a mídia não ignorasse a universidade, teria enviado repórteres, locutores de rádio, câmeras e tv para cobrir fato tão relevante não só para os iniciados no baticundum, mas para toda a sociedade brasileira. Se não o fez, faço-o eu, dando notícia aqui neste Diário do Amazonas. (mais…)

Ler Mais

Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Há dois tipos de reclamações estranhas que aparecem com frequência em caixas de comentários de reportagens bem apuradas e equilibradas que circulam pela rede. Uma é a falta de uma ”conclusão”. Não um arremate ou um fechamento, mas uma espécie de grand finale mostrando como os elementos apresentados no texto refutam ou defendem uma tese. (mais…)

Ler Mais

Rapé: Pó com whisky e um pouco de Jurema Preta…

Por: Jairo Lima – Crônicas Indigenistas

Sinceramente, o Brasil perdeu as estribeiras, de maneira escancarada nesta funesta semana que quase não termina. Fotos de corpos ensanguentados na chacina de sem-terra no Pará misturavam-se a cenas grotescas de prédios queimando no Planalto Central, saltando da tela fria do meu computador como partes de um horrendo filme Classe B.

(mais…)

Ler Mais

Dez desculpas esfarrapadas de quem compartilha boatos e notícias falsas, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Todo mundo erra. Mas há quem goste de persistir no erro, transformando a difusão de conteúdo falso na internet um hobby ou, pior, profissão. E, ao invés de admitir a falha, publicar uma correção e procurar formas de identificar o que é falso na rede, enfia a cabeça no buraco ou faz a egípcia. A maioria, quando cobrada pelos amigos, dá uma péssima desculpa, não raro com aquele tom de arrogância típico de quem sabe que fez besteira, mas não dá o braço a torcer. (mais…)

Ler Mais