Uma quase-carta para um quase-Reitor (3ª versão), por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Quase-Magnífico Reitor Sylvio Puga, Saudações,

Ainda inspirado em Waldick Soriano, escrevo outra carta (já são três versões, mas não repare os senões), para felicitá-lo e a seus eleitores pela eleição para reitor da UFAM. Conhecido o resultado, começo desde já as cobranças ou quase-cobranças das promessas de campanha, não por birra, mas pela saúde da universidade. Essa é versão modificada da que vai publicada na edição impressa do Diário do Amazonas (02/04) escrita antes da contagem dos votos. Agora, mais do que nunca, parece apropriado continuar com o tratamento de quase-reitor. Depois da posse, a gente elimina o “quase”. (mais…)

Ler Mais

A literatura viva no curso de Hãtxa Kui

Por: Rafael Castro* – Crônicas Indigenistas

Em 24 de novembro de 2016 embarquei em um avião rumo ao Acre. Nesse mesmo dia, algumas horas mais tarde, eu pisaria pela primeira vez o solo desse estado que antes me parecia muito mais longínquo do que os pouco mais de dois mil e quinhentos quilômetros que separam sua capital, Rio Branco, da capital mineira, Belo Horizonte. “É um estado mítico! O Acre não existe!”, diz a “sabedoria” popular da classe média das grandes metrópoles do sudeste. De fato, para nós que aqui estamos, o Acre parece não existir. Até que, de repente, se está lá. Foi o que aconteceu comigo. (mais…)

Ler Mais

Coveiros da esperança (Aos parlamentares ditos católicos), por Roberto Malvezzi (Gogó)

No seu blog

É difícil saber se há algum parlamentar católico que se oriente politicamente pelos princípios da Doutrina Social da Igreja de justiça, equidade e respeito pelos mais pobres. Mas, há muita gente ali que se declara católico.

Nem vamos falar da Bancada da Bíblia, aliada da Bancada do Boi e da Bala. Esses são os adoradores do dinheiro, do poder e da violência. (mais…)

Ler Mais

Moro determina coercitiva e apreende laptop de blogueiro para descobrir fontes

Por Pedro Canário, no Conjur

Como o Judiciário não pode obrigar jornalistas a revelar suas fontes, o juiz Sergio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães para que ele diga, em depoimento à Polícia Federal, quem passa informações ao seu blog.

Para garantir, Moro também determinou “a apreensão de quaisquer documentos, mídias, HDs, laptops, pen drives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, arquivos eletrônicos pertencentes aos sistemas e endereços eletrônicos utilizados pelos investigados [sic], agendas manuscritas ou eletrônicas, aparelhos celulares, bem como outras provas encontradas  relacionadas aos crimes de violação de sigilo funcional e obstrução à investigação policial”. (mais…)

Ler Mais

Abobrinhas: a Reforma Política

Por Rui Cezar dos Santos

No “país do futebol” temos uma produção perene de máximas, quase sempre de origem popular como as do famoso Neném Prancha, fanático torcedor do Botafogo. Algumas se perdem no desgaste do uso, clichês ocos, mas as circunstâncias às vezes produzem o milagre da ressurreição. Vamos empregar duas. A primeira é a célebre, “em time que está ganhando não se mexe”. A segunda é o chamado “gol espírita”, tipo a folha-seca do Didi na “heroica” vitória por um a zero contra o Peru, que classificou o Brasil para a copa de 1958. Didi cobrou uma falta e a trajetória da bola foi caprichosa, caindo abruptamente e traindo o golpe de vista do guarda-metas. Um gol que acontece e ninguém sabe como, talvez por mágica, talvez por uma intervenção mediúnica, ou divina (mas não tem nada a ver com “la mano de Dios” de Maradona). (mais…)

Ler Mais

Quando o rato vira morcego…

Por: Jairo Lima – Crônicas Indigenistas

Tô te dizendo Yube, rato não vira morcego!

Vira sim! Claro que vira.

É impossível! Você está enganado, nunca um rato viraria um morcego, pois são animais diferentes! Essa é uma verdade estabelecida pela ciência. Essa tua idéia aí é superstição!

Tá certo. Você diz isso, mas se passar um tempo na minha aldeia você vai ver que o rato vira morcego.

Não seja por isso, vou mesmo, e tenho certeza que mesmo que eu passe uma vida lá, ainda assim o rato não vai virar morcego. (mais…)

Ler Mais

Malária, poesia e outros bichos, por José Ribamar Bessa Freire

“Ah! a poesia aqui, / meu filho, / é uma doença tropical”.
(Aldísio Filgueiras – Malária e outras canções malignas)

No Taqui Pra Ti

Numa linguagem delirante e febril que explode termômetros, o poeta Aldísio Filgueiras diagnostica ironicamente a poesia como uma patologia local. Essa relação da literatura e doença já havia sido explorada de outra forma, em 1910, pelo jornal The Porto Velho Marconigram, publicado em inglês, destinado aos trabalhadores estrangeiros da Madeira-Mamoré – a “ferrovia do diabo”. O pequeno semanário trazia sob o titulo a frase em espanhol: (mais…)

Ler Mais

Cora Coralina, 1977

Por Mouzar Benedito, no blog da Boitempo

“Meus doces são melhores do que meus poemas”, me falou Cora Coralina, quando a conheci, em meados de 1976, levado por uma estudante de Serviço Social que trabalhava no Sesc de Goiânia. Eu estava fazendo uma pesquisa sobre cultura popular.

Os doces dela eram realmente muito bons. Ela ficou famosa como doceira. Mas muito mais como poetisa, revelada quando tinha mais de setenta anos de idade. (mais…)

Ler Mais

Brasília: A ilha de Marapatá, por José Ribamar Bessa Freire

“Vá logo deixando / Senhor forasteiro / A sua vergonha / em Marapatá”.
Anibal Beça (1946-2009), poeta amazonense

No Taqui Pra Ti

Dizem que foram instalados dois balcões informatizados da ilha de Marapatá no edifício circular do aeroporto de Brasília: um na área de embarque e outro no desembarque. De uso exclusivo das autoridades, até agora eram mantidos em segredo, mas foram revelados nesta semana para explicar os recentes atos despudorados de senadores, deputados, ministros, inclusive do STF, que ultrapassaram todos os limites do decoro, da vergonha e da moral, fazendo coisas que até o diabo duvida. (mais…)

Ler Mais