‘Mas você levaria seu filho a essa exposição?’

Rita Lisauskas – Estadão

Desde que eu declarei meu repúdio ao cancelamento a exposição de arte “A Queer Museu – Cartografia da Diferença na América Latina”, no Santander Cultural, em Porto Alegre, minhas redes sociais começaram a ser atacadas, claro. Como uma mãe não se revolta contra obras que mostram pedofilia, zoofilia, homossexualidade e ‘crianças viadas’? “Você levaria seu filho a essa exposição?”, perguntou um dos internautas mais educados. Mas antes que eu pudesse responder à pergunta, super legítima, aliás, a polidez foi embora porque ele mandou eu “me catar” e me chamou de “jornalista fracassada”! Fui também chamada de ignorante, “esquerdista” e sugeriram, claro, que meu apoio à exposição era “falta de rola”. (Que tristeza essa cultura que acha que se uma mulher não concorda com um homem é porque lhe falta sexo, não é mesmo?) (mais…)

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Artigo: Não há arte possível para a gente de bem

A autocensura transformada em censura pelo Santander Cultural é um sinal dos dias sombrios que atravessamos

Por Daniela Name, em O Globo

Uma exposição que inflamou aquela cidade fria. Os cidadãos de bem comentavam, mesmo sem ter visto. As mães protegiam seus filhos daquelas telas, esculturas, fotografias e objetos, consideradas uma ameaça à família, ao espírito nacional, aos altos valores. Cada obra como um ataque premeditado à ordem; cada defensor desse tipo de arte como um pervertido, pedófilo, bandido ou prevaricador — talvez todos os atributos combinados. Uma patrulha civil, milícia da moral, de plantão do lado de fora, abordando e intimidando as pessoas. Afinal de contas, quem não é pelo bem compactua com o mal. Porto Alegre? MBL? Mostra queer? Não. Este texto começou em Munique, onde, há exatos 80 anos, em 1937, um certo Adolf Hitler transformou a mostra “Arte degenerada” em uma de suas principais peças de propaganda ideológica. (mais…)

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Por pressão de conservadores, Santander cancela exposição LGBT

No Justificando

O Santander Cultural de Porto Alegre (RS) informou, neste domingo (10), que a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” foi cancelada. Em cartaz desde agosto, a mostra deveria ficar aberta ao público até outubro, mas foi encerrada por conta da pressão de grupos de direita, que dispararam um virulento ataque nas redes sociais contra a exposição. (mais…)

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Pesquisadores descobrem 6 sítios arqueológicos em território indígena em MT

Expedição durou 4 dias e contou com a participação de caciques da etnia Apiaká. Foram encontradas cerâmicas de ancestrais da etnia Apiaká e cavernas com pinturas rupestres.

No G1 MT

Seis sítios arqueológicos foram descobertos no município de Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá, durante uma expedição realizada por pesquisadores no mês passado. A viagem foi organizada pelo Instituto Ecuman e pelo Museu Vale do Arinos após índios da aldeia indígena Matrinxã e moradores informarem sobre a existência de cavernas com gravuras rupestres naquela região. (mais…)

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Povo Paumari realiza sua primeira narrativa digital ilustrada

Por Oiara Bonilla, da UFF, para Combate Racismo Ambiental

Na semana passada, o Museu do Índio acolheu pela primeira vez dois jovens estudantes Paumari para um novo tipo de oficina sobre línguas indígenas: a Oficina de Desenho Digital nas línguas Desano e Paumari. A iniciativa surgiu do encontro entre projetos de dois povos amazônicos: o projeto de animação em língua Desano (coordenado pelo Prof. Wilson Silva, linguista do Rochester Institute of Technology (RIT) dos Estados Unidos), que já vem produzindo desenhos e animações digitais em língua desano, e o projeto do Campeonato da Língua Paumari concebido e realizado por este povo desde 2014, com apoio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e da Federação das Organizações e das Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) e cujo objetivo final é a transformação das histórias vencedoras em animações gráficas faladas em Paumari, na ótica de revalorizar a língua nativa. O Campeonato da Língua Paumari faz parte de um conjunto de iniciativas destinadas a revitalizar a língua e das quais também faz parte o Programa Sou Bilíngue Intercultural, programa de aulas de língua Apurinã e Paumari ministradas para a população indígena da cidade de Lábrea (AM). (mais…)

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Livro traz em cordel biografias de 15 mulheres negras que fizeram história

Histórias de Antonieta de Barros, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Laudelina de Campos, Luísa Mahin e outras heroínas negras brasileiras estão em novo livro da cordelista Jarid Arraes

Por Nina Fideles, para Revista do Brasil

Com a intenção de misturar a tradição do cordel com novos elementos, a escritora e cordelista Jarid Arraes, 26 anos, rompe com o estereótipo do produtor de cordéis do Nordeste. Tanto na aparência quanto nos temas que são tratados pelos folhetos publicados por ela, que já são mais de 60 títulos. Nada de chapéus de couro ou vestidos de chita, como ela mesma diz, nem de personagens caricatos ou cômicos para contar histórias. Seus folhetos tratam questões raciais, de gênero, LGBT, lendas da África e temas para o público infantil. (mais…)

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Chico machista?, por Maria Rita Kehl

Da página de Maria Rita Kehl

Ouvi falar que algumas meninas da nova geração feminista (bravas lutadoras contra o abuso, contra o estupro, do lema “respeita as mina” e tantos outros) andam criticando Chico Buarque pelo verso “largo mulher e filhos e vou correndo pra te buscar” (ou te encontrar, não me lembro).

Gostaria de fazer uma defesa, não do Chico individualmente, mas da autonomia de qualquer obra de arte. E sobretudo, do livre direito ao uso da ironia. (mais…)

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Exposição em São Paulo questiona o racismo, o sexismo e provoca: ‘Agora Somos Todxs Negrxs?’

Com abertura nesta quinta-feira (31), mostra apresenta um recorte da produção contemporânea de artistas negras e negros

por Junião, Ponte Jornalismo

Estreia nesta quinta-feira, 31 de agosto, em São Paulo, a exposição “Agora Somos Todxs Negrxs?”, que reúne produção contemporânea de artistas negras e negros reconhecidos no cenário das artes no Brasil. (mais…)

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Teatro Amazonas recebe pela primeira vez show de Djuena Tikuna: ‘Me senti em uma maloca’, diz

Show aconteceu na noite desta quarta-feira (23)

Por G1 AM

Em 120 anos de história, o Teatro Amazonas recebeu pela primeira vez um show musical indígena. A cantora Djuena Tikuna subiu aos palcos do teatro, na quarta-feira (23), ao lado de dezenas de outros indígenas em uma apresentação histórica. Emocionada, ela contou ao G1 sobre o sentimento de se apresentar no monumento símbolo de Manaus: “Me senti na minha aldeia”, disse. (mais…)

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Para compreender a Sociedade do Espetáculo

Uma estudiosa de Guy Debord propõe pistas para acessar o pensamento do filósofo. Sua obra central, que completa 50 anos, vasculhou as lógicas de dominação do capitalismo contemporâneo

Por Iná Camargo Costa, no Outras Palavras

Arte política

Logo depois de publicar seu livro A sociedade do espetáculo (1967), Guy Debord fez um filme com o mesmo nome (1973) no qual retoma todos os procedimentos do cinema de agitprop desenvolvido na Rússia revolucionária por gente como Eisenstein, ao mesmo tempo em que faz avançar tanto as propostas dos seus antecessores quanto as que enunciou no livro, que foi pensado entre outras coisas como uma intervenção no debate estético-político francês. (mais…)

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