Categoria: Mídia e Poder

COIAB envia carta de protesto ao New York Times

Por racismoambiental, 25/08/2010 14:51
“Prezados senhores,

O jornalista Alexei Barrionuevo, em sua matéria sobre a hidrelétrica de Belo Monte no Brasil (15 de agosto de 2010) cometeu equívocos sobre a resistência indígena a este mega-projeto desastroso. Nós representamos um grande número de etnias indígenas da Bacia do Xingu, cuja sobrevivência e cujos direitos serão gravemente impactados pela usina de Belo Monte, violando a Constituição brasileira e vários acordos e convenções internacionais.

Diferente do que afirmou o senhor Barrionuevo, no encontro indígena que ocorreu na última semana em Altamira, Pará (no qual o jornalista não esteve presente), foi tomada uma decisão unânime e inequívoca por lideranças locais dos povos Juruna e Arara ameaçados por Belo Monte, e outras 31 etnias indígenas de toda a Amazônia, de continuar na luta contra a construção da usina. A resistência das populações indígenas  contra grandes projetos hidrelétricos começou há 30 anos sob liderança do cacique Raoni Metuktire, do povo Kayapó, que afirmou no encontro de Altamira que continuará combatendo Belo Monte. De fato, o evento da última semana reafirmou e fortaleceu a aliança entre indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores na luta contra Belo Monte.

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IPEA desmonta farsa do jornal “O Globo”

Por racismoambiental, 22/08/2010 13:16

Carta Maior – O IPEA está entalado na garganta das organizações Globo desde setembro de 2007, quando a diretoria comandada por Marcio Pochmann tomou posse. A partir daquela data, o Instituto aprofundou seu caráter público, realizou um grande concurso para a contratação de mais de uma centena de pesquisadores, editou dezenas livros e abriu seu raio de ação para vários setores da sociedade, em todas as regiões do país. O jornal O Globo enviou esta semana uma série de perguntas ao IPEA para, supostamente, esclarecer irregularidades na instituição. Temendo manipulação, a direção do instituto decidiu divulgar as perguntas e as respostas à toda sociedade.

O jornal ‘O Globo’ procurou a diretoria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nesta semana, para supostamente esclarecer irregularidades na conduta da instituição. Trata-se de manobra pré eleitoral. Sem a menor noção de como levar a disputa presidencial para um segundo turno, as Organizações Globo tentam o tapetão da calúnia contra qualquer área do governo. Se colar, colou.

O IPEA está entalado na garganta dos Marinho desde setembro de 2007, quando a diretoria comandada por Marcio Pochmann tomou posse. A partir daquela data, o Instituto aprofundou seu caráter público, realizou um grande concurso para a contratação de mais de uma centena de pesquisadores, editou dezenas livros e abriu seu raio de ação para vários setores da sociedade, em todas as regiões do país. O IPEA é hoje uma usina de idéias sobre as várias faces do desenvolvimento.

‘O Globo’ e a grande imprensa não perdoaram a ousadia. Deflagraram uma campanha orquestrada, acusando a nova gestão de perseguir pesquisadores e de estimular trabalhos favoráveis ao governo. Uma grossa mentira.

O Globo deve publicar a tal “matéria”, repleta de “denúncias” neste domingo. O questionário abaixo foi remetido para a diretoria do IPEA. Sabendo das previsíveis manobras do jornal da família Marinho, o instituto decidiu responder na íntegra às perguntas, diretamente em seu site. Se a “reportagem” do jornal quiser, acessa www.ipea.gov.br e pega lá as respostas. Aqui vão elas na íntegra para Carta Maior. Continue lendo… 'IPEA desmonta farsa do jornal “O Globo”'»

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Agronegócio prepara ofensiva publicitária para reverter imagem negativa

Por racismoambiental, 21/08/2010 15:28
Grandes empresas e entidades ligadas aos produtores rurais, às agroindústrias e à cadeia de insumos da agropecuária preparam uma milionária ofensiva de marketing institucional, incluindo campanhas em horário nobre na televisão estreladas por atores da Rede Globo. A notícia é do Boletim – Por um Brasil Ecológico, Livre de Transgênicos e Agrotóxicos nº 503, 20-08-2010, a partir de informações do sítio da Monsanto, 05-08-2010.

Os objetivos são reverter a imagem negativa junto à população dos grandes centros e transmitir a ideia de um setor moderno, sustentável e essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nomes como Bunge, Monsanto, Syngenta e associações como Abag (do agronegócio), Bracelpa (papel e celulose), Abef (frango), Unica (cana-de-açúcar), Fiesp (indústrias paulistas), CitrusBR (suco de laranja), Abrasem (sementes) e Sindirações (nutrição animal) fazem parte de um grupo de trabalho criado formalmente no início do ano para debater o projeto. Continue lendo… 'Agronegócio prepara ofensiva publicitária para reverter imagem negativa'»

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Elifas Andreato – Quando o pincel é uma arma

Por racismoambiental, 29/07/2010 18:33
Elifas_Andreato_expo
Mostra em São Paulo reúne cerca de 100 trabalhos, entre capas de disco, capas de revista e cartazes de peças criadas pelo artista Elifas Andreato nos últimos 45 anos, tendo como foco a resistência à ditadura civil-militar

Aldo Gama, da Redação de Brasil de Fato


Embora nunca tenha se filiado a nenhum partido político, Elifas encara sua postura de oposição ao regime como uma decisão pessoal que o levou a colaborar com uma série de publicações da imprensa alternativa, como Jornal Momento e Opinião, criar cenários e cartazes de peças, como Mortos sem sepultura, e a capa de O Livro Negro da Ditadura Militar.

Artista gráfico, cenógrafo e jornalista, Elifas revolucionou, ou elevou a status de arte, a criação de capas de discos no Brasil. Como exemplo, pode-se citar a ilustração do disco Nervos De Aço, gravado por Paulinho da Viola em 1973. “A capa trazia uma nova informação, era uma declaração pública de como o artista se sentia. Foi feita com o consentimento do Paulinho e acabou virando um marco”, conta o artista que, nos anos de chumbo, tinha a censura e a opressão como inimigos. Hoje, tem o mercado. A seguir uma entrevista exclusiva com o artista. Continue lendo… 'Elifas Andreato – Quando o pincel é uma arma'»

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Censura e truculência contra jornalistas. Onde está a ANJ?

Por racismoambiental, 23/07/2010 08:50
As demissões de jornalistas na TV Cultura de São Paulo e o silêncio dos grandes meios de comunicação sobre as causas destas demissões evidenciam mais uma vez um preocupante comportamento cínico, submisso e hipócrita. Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. Entidades como a Associação Nacional de Jornais, supostamente comprometidas com a defesa da liberdade de expressão, exibem um silêncio ensurdecedor.

Editorial – Carta Maior

O comportamento cínico e hipócrita da maioria das grandes empresas de comunicação do Brasil ficou mais uma vez evidenciado esta semana, e de um modo extremamente preocupante. Não se trata apenas de valores ou sentimentos, mas sim de fatos objetivos e de silêncios não menos objetivos. O relato sobre demissões na TV Cultura de São Paulo, causadas pelo interesse de jornalistas no tema dos pedágios, justifica plenamente essa preocupação. Um desses relatos, feito nesta sexta-feira pelojornalista Luis Nassif, chega a ser assustador. Em apenas uma semana, dois jornalistas perderam o emprego, escreve Nassif, em função de uma matéria sobre pedágios. Ele relata: Continue lendo… 'Censura e truculência contra jornalistas. Onde está a ANJ?'»

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La invasión de nuestro imaginario

Por racismoambiental, 20/06/2010 08:40

La estrategia de gobernantes y de poderosas multinacionales de armas, de hidrocarburos, de alimentos y de extracción de minerales consiste en propiciar e implementar la guerra como una forma de control y apropiación de los recursos naturales de distintos países. Esto lo logran a través de diversas  maniobras, algunas ágiles otras perversas.

Muchas estrategias han sido recopiladas durante el desarrollo de las  guerras mundiales y de conflictos armados entre países. Éstas las han perfeccionado mediante mecanismos más sofisticados como el uso de tecnologías y espionaje, hasta métodos psicológicos de presión, represión y tortura. También mediante inteligencia que permite conocer y realizar análisis profundos a los territorios utilizando mecanismos  psicológicos y de propaganda.

La difamación y el desprestigio, por ejemplo, han permitido a los EEUU aumentar su presencia militar e invadir a otros estados. Hay diversidad de ejemplos, cabe mencionar la invasión a Irak bajo la excusa de existencia de armas de destrucción masiva, una mentira que disfrazó los verdaderos intereses encaminados al robo de las reservas de petróleo. Lo mismo pasó en Afganistán donde se precipitó la invasión militar con el fin de “exterminar el terrorismo”. En realidad lo que se ha hecho es acabar con pueblos enteros, si no físicamente sí con su dignidad y su soberanía.

La combinación de presión psicológica y propaganda  incita  a estados y sociedades  que no hacen parte de los conflictos a que se involucren en la guerra. Son métodos aplicados a través de ideologías ficticias y confusas para crear escenarios de “compromisos” aparentes por la seguridad. Esto supuestamente busca la defensa  del bien común para obtener el apoyo y respaldo a políticas implementadas  por gobiernos y por empresas transnacionales. Continue lendo… 'La invasión de nuestro imaginario'»
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Tribuna do Norte também “alega”. E mal.

Por racismoambiental, 16/06/2010 07:20

Tania Pacheco

Uma das primeiras lições para a formação de um bom jornalista é o valor diferenciado a ser dado aos verbos, quando se quer induzir uma opinião. Ensina-se, por exemplo, que há uma grande diferença quando o leitor lê que João da Silva afirma, declara, se justifica, diz, se defende, explica, reitera, ratifica ou, no caso em questão, “alega” alguma coisa. Dependendo do verbo utilizado, a “declaração” tem ou não valor, deve ou não ser aceita ou sumariamente posta em dúvida ou desprezada.

Ao escrever que o “Advogado alega que a prisão de índio em Mossoró é ilegal”, a Tribuna do Norte, jornal ligado à rede Globo no Rio Grande no Norte, começa, pois, por desqualificar as declarações do advogado em questão. E não só dele. Ao usar a palavra “índio”, em lugar do nome de Babau, cujo caso já ultrapassou as fronteiras nacionais, dá mais um passo na tentativa de sua invisibilização.

Finalmente, todo o cunho tendencioso da matéria é claramente desnudado quando a TN decide “praticar bom jornalismo” e “oferecer” a seus leitores uma breve síntese do caso. E escreve:

“Rosivaldo, conhecido como o “Cacique Babau”, foi preso pela PF no dia 10 de março, no município de Buerarema, a 451 quilômetros de Salvador, na Bahia. Ele responde a, no mínimo, dez inquéritos, que incluem acusações de sequestro, furto, invasão de propriedade privada, incêndio criminoso, porte ilegal de armas, ameaça e formação de quadrilha. Cacique Babau estava preso na Superintendência da Polícia Federal na Bahia.

Ele é um dos líderes do grupo de três mil pessoas que se dizem pertencentes à tribo Tupinambá, que habitava a Bahia na época da chegada de Pedro Álvares Cabral. Ele é acusado pela polícia baiana de aterrorizar a região onde vive, usando a violência. A justificativa dos índios para as ações violentas seria a retomada das terras pertencentes à tribo, que são particulares. Sua prisão resultou em protestos de defensores dos índios, que descrevem a ação como racismo”.

Não vou abusar da inteligência de ninguém justificando os negritos que coloquei no texto. Eles falam por si. E são tendenciosamente revoltantes.

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Como demonizar populações vulneráveis

Por racismoambiental, 18/05/2010 21:18
Washington Araújo *

Adital – Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja nº 2193, de 5/5/2010), seus autores realizam uma proeza e tanto. Conseguem colocar de pé verdadeiros totens em adoração à ignorância acadêmica, ao capitalismo redentor de todas as mazelas humanas, ao agronegócio-bóia de salvação da economia brasileira. E também à tendenciosidade.

Ao longo de sete páginas (154 a161) com 13 parágrafos totalizando 1.466 palavras e adicionais nove boxes, com direito a nove fotos e nove mapas, a reportagem dirige sua bateria de mísseis, pela ordem, aos (1) índios em geral, (2) antropólogos, (3) negros em geral, (4) quilombolas em particular, (5) padres católicos, (6) dirigentes e funcionários de organizações não-governamentais, (7) agentes públicos e (8) ativistas políticos. E é farta em números, números que fariam matemáticos se arrepiar ante a ginástica apresentada para dar conta que “áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil. Se a conta incluir também os assentamentos de reforma agrária, as cidades, os portos, as estradas e outras obras de infraestrutura, o total alcança 90,6% do território nacional.”

E, como habitual em matérias cuidadosamente planejadas para demonizar populações vulneráveis do país – aqui, entram indígenas e afrodescendentes – e aqueles que se atrevem a levantar a voz em sua defesa, não faltam unidades de medida no mínimo curiosas: “Isso equivale a São Paulo e Minas Gerais”, ou aquilo será como perder “todo um Pernambuco”. Continue lendo… 'Como demonizar populações vulneráveis'»

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Belo Monte no Fantástico: o desaparecimento dos especialistas

Por Rodolfo Salm

No dia 16 de abril, quatro dias antes do fictício leilão da hidrelétrica de Belo Monte, um produtor do Fantástico telefonou-me, marcando uma entrevista com a repórter Sônia Bridi para a semana seguinte. Assim, recebemos no feriado de Tiradentes a equipe do programa na Faculdade de Ciências Biológicas da UFPA, em Altamira, e gravamos à beira do rio Xingu. Temos aqui três representantes do Painel de Especialistas, que é um grupo de 40 cientistas de renomadas instituições de pesquisa (USP, UNICAMP, ITA, UNB, UFRJ, UFPA, UFPE, UFSC, INPA e Museu Goeldi, dentre outras) responsável pela leitura crítica do Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte, que atestou sua inviabilidade. Eu e o professor Hermes de Medeiros da Faculdade de Biologia esforçamo-nos ao máximo para falar à jornalista sobre os vários aspectos desta possível tragédia: as mentiras segundo as quais se trata de uma “energia limpa”; que produziria muita energia; que é viável economicamente; e que não destruiria o Xingu ou a Amazônia.

Perguntado sobre o que Belo Monte precisaria para ser viável, respondi que um projeto de barrar o Xingu seria desastroso sob quaisquer circunstâncias e que esta obra, se levada a cabo, poderia resultar na destruição de metade da floresta Amazônica, num efeito dominó marcado pela profunda intensificação da força de todos os principais agentes de desmatamentos: a pecuária, os madeireiros, as invasões de florestas públicas e de terras indígenas etc. A jornalista nos adiantou que não haveria muito tempo disponível para nós na matéria que iria ao ar, que conseguira apenas cinco minutos para tratar do assunto e que ainda entrevistaria um representante do Consórcio Belo Monte, organização local que defende a construção da usina.

No domingo 25 de abril, o Fantástico, para minha decepção, além de não incluir na edição da reportagem nem uma frase nossa, com a exceção das falas dos índios, deu todo o espaço para a manifestação dos defensores da obra. E, pior, deixou truncada a única e isolada frase em referência ao Painel de Especialistas, possivelmente criando uma confusão para o telespectador médio e não sintonizado com a guerra que se trava em torno desta obra. Neste trecho, o responsável pelo projeto, Maurício Tolmasquim, garante “uma vazão que seja condizente com a manutenção da piscicultura, a manutenção da navegação, com a manutenção da vida das comunidades que vivem do rio”. Continue lendo… 'Belo Monte no Fantástico: o desaparecimento dos especialistas'»

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‘Veja foi indispensável para construir o neoliberalismo’, afirma pesquisadora

Por racismoambiental, 14/05/2010 09:22
[Unisinos] - A professora do curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Carla Luciana Silva passou meses dedicando-se a leitura paciente de pilhas de edições antigas da revista Veja. A análise tornou-se uma tese de doutorado, defendida na Universidade Federal Fluminense, e agora, em livro. “Veja: o indispensável partido neoliberal (1989-2002)” (Edunioeste, 2009, 258 páginas) é o registro do papel assumido pela principal revista do Grupo Abril na construção do neoliberalismo no país.

A hipótese defendida pela professora Carla é que a revista atuou como agente partidário que colaborou com a construção da hegemonia neoliberal no Brasil. Carla deixa claro que a revista não fez o trabalho sozinha, mas em consonância com outros veículos privados. Porém, teve certo protagonismo, até pelo número médio de leitores que tinha na época – 4 milhões, afirma Carla em seu livro.

“A revista teve papel privilegiado na construção de consenso em torno das práticas neoliberais ao longo de toda a década. Essas práticas abrangem o campo político, mas não se restringem a ele. Dizem respeito às técnicas de gerenciamento do capital, e à construção de uma visão de mundo necessária a essas práticas, atingindo o lado mais explícito, produtivo, mas também o lado ideológico do processo”, afirma trecho do livro.

A entrevista foi concedida a Lia Segre do Observatório do Direito à Comunicação e reproduzida pelo Brasil de Fato, 13-05-2010. Eis a entrevista. Continue lendo… '‘Veja foi indispensável para construir o neoliberalismo’, afirma pesquisadora'»

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EM NOTA, SBPC REPUDIA REPORTAGEM DE ‘VEJA’

Por racismoambiental, 13/05/2010 11:55
“A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem a público hipotecar inteira solidariedade a sua filiada, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que em notas de sua diretoria e da Comissão de Assuntos Indígenas repudiou cabalmente matéria publicada pela revista ‘Veja’ em sua edição de 5 de maio do corrente, intitulada “Farra da Antropologia Oportunista”.

Registra, também, que a referida matéria vem sendo objeto de repulsa por parte de cientistas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, os quais inclusive registram precedentes de jornalismo irresponsável por parte da referida revista, caracterizando assim um movimento de indignação que alcança o conjunto da comunidade científica nacional.

Por outro lado, a maneira pela qual foram inventadas declarações, o tratamento irônico e preconceituoso no que diz respeito às populações indígenas e quilombolas e a utilização de dados inverídicos evidenciam o exercício de um jornalismo irresponsável, incitam atitudes preconceituosas, revelam uma falta total de consideração pelos profissionais antropólogos – cuja atuação muito honra o conjunto da comunidade científica brasileira – e mostram profundo e inconcebível desrespeito pelas coletividades subalternizadas e o direito de buscarem os seus próprios caminhos.

Tudo isso indo em direção contrária ao fortalecimento da democracia e da justiça social entre nós e à constituição de uma sociedade que verdadeiramente se nutra e se orgulhe da sua diversidade cultural.

Adicionalmente, a SBPC declara-se pronta a acompanhar a ABA nas medidas que julgar apropriadas no campo jurídico e a levar o seu repúdio ao âmbito da 4ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que se realizará no final deste mês de maio em Brasília.”

http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_05_13&pagina=noticias&id=05532

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Abril demite editor que criticou matéria da revista Veja no Twitter

Por racismoambiental, 12/05/2010 05:19
Felipe Milanez

Repórter-fotográfico Felipe Milanez

A National Geographic Brasil, da Editora Abril, demitiu no final desta terça-feira (11), o editor-assistente Felipe Milanez pelas críticas que fez no Twitter dele à revista Veja, da Abril, por causa da reportagem “A farra da antropologia oportunista”, que trata de delimitação de reservas indígenas e quilombos no país.

- A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso – disse Milanez.

Bastante conhecedor da Amazônia, especialmente das tribos indígenas, o repórter-fotográfico estava com viagem marcada para o Amazonas na quinta-feira (13). Ele iria percorrer durante 15 dias a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Vellho (RO), acompanhando uma equipe da Embratel que dá suporte às torres de telefonia.

Ele usou o Twiter para avisar aos seus seguidores sobre a demissão:

- To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual

Milanez havia se manifestado no Twitter a respeito da nota do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, citado por Veja na reportagem, mas que nega ter dado entrevista para a revista.

- Eduardo Viveiros de Castro achou um bom adjetivo pra definir a matéria da Veja: “repugnante” – escreveu. Continue lendo… 'Abril demite editor que criticou matéria da revista Veja no Twitter'»

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Revista Veja é lixo, produto do sub-jornalismo marrom, que desinforma

Por racismoambiental, 11/05/2010 18:16
Por José Ribamar Bessa Freire*

Supunhetamos, leitor (a), que você é jornalista e recebe pelo Correio um dossiê com comprovantes indicando que o ex-governador Paulo Maluf (ou o prefeito de uma capital do norte do país) roubou US$ 50 milhões e depositou tudo num paraíso fiscal. Os documentos -você percebe logo- foram grosseiramente falsificados. O que você faz? Joga tudo no lixo ou, ignorando a fraude, publica seu conteúdo como se fosse informação correta?

Essa pergunta feita no primeiro dia de aula sempre gerava polêmica no Curso de Jornalismo entre alunos da disciplina Ética e Legislação na Mídia que ministrei durante anos seguidos na Universidade Federal do Amazonas e, depois, na UERJ.

De um lado, estudantes mais afoitos justificavam: “O dossiê é falso, mas nos faz chegar a uma conclusão verdadeira: a de que Maluf é ladrão. Portanto, devemos publicá-lo, porque assim estaremos escrevendo certo por linhas tortas. No frigir dos ovos, o uso dessa mentira acaba deixando o leitor com a informação certa”.

Embora igualmente antimalufistas, outros alunos mais escrupulosos discordavam. Diziam: “se existe desconfiança de que Maluf é um ladrão de casaca -e as evidências são muitas- o repórter deve procurar provas do delito. Esse é o trabalho do jornalismo investigativo, que deve apresentar fato por fato e não vender fato por lebre. Inventar ou aceitar provas forjadas mesmo contra o pior crápula não é jornalismo. Quem renuncia à apuração dos fatos, engana os leitores, é um profissional incompetente e imoral.” Continue lendo… 'Revista Veja é lixo, produto do sub-jornalismo marrom, que desinforma'»

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