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	<title>Combate ao Racismo Ambiental &#187; Mídia e Poder</title>
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	<description>Dedicado por Tania Pacheco ao GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas</description>
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		<title>MST realiza 1ª Oficina de Assessoria e de Comunicação Popular no Paraná</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 14:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">A mídia corporativa controlada pela elite burguesa há muito tempo vem massacrando a classe trabalhadora por meio da distorção e manipulação da realidade. Sabendo disso, e sentindo a necessidade de ter mais pessoas qualificadas na área da comunicação, o MST realizou durante os dias 7 a 9 de maio a 1º Oficina de Assessoria de Imprensa, em Curitiba (PR).</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Geani Paula Souza, coordenadora da frente de assessoria de imprensa no estado, a oficina aconteceu pela preocupação do Setor de Comunicação em cobrir e divulgar as ações que o Movimento vem desenvolvendo, o que se torna muitas vezes difícil, já que são cerca de 24 mil famílias em áreas do MST no estado, e apenas três responsáveis pela assessoria.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sentiu-se a necessidade de fazer uma oficina para formar pessoas nessa área, para que elas possam divulgar ações nas suas regiões, e também entender a imprensa.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia foi garantir a participação de uma pessoa por regional e uma por cooperativa. “Tivemos seis jovens participando. Sabemos que um curso de apenas três dias é muito pouco, precisamos garantir a formação continuada, o acompanhamento e o envolvimento deles nas atividades do Movimento”, acrescenta Paula.<span id="more-53885"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Jaqueline Boeno D&#8217;avila que participou do curso e é integrante da equipe de comunicação do MST da região centro sul, onde está sendo desenvolvido o Jornal Terra Vermelha &#8211; distribuído para 5 mil famílias assentadas -, diz que o curso veio para somar no processo de construção da comunicação da região.</p>
<p style="text-align: justify;">“O curso veio nesse encontro de conseguir se aprofundar de conceitos teóricos, e na prática, em saber elaborar release, nota e matéria”, salienta.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunicadora acrescenta ainda que esse momento de formação serviu para entender melhor a comunicação e seus veículos. “Até então eu tinha pouco conhecimento da comunicação, não era um conhecimento profundo, agora pude entender como se utilizar dessas ferramentas. Além disso, ficou claro que precisamos ter o cuidado de como a mídia burguesa trata nossas ações .”</p>
<p style="text-align: justify;">Durante os três dias de oficina foram trabalhados tantos os aspectos técnicos da escrita quanto a parte teórica, possibilitando aos comunicadores do Movimento, uma melhor compreensão do funcionamento da mídia hegemônica e a maneira como ela retrata as lutas dos movimentos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1º Curso Estadual de Comunicação Popular<br />
</strong><br />
Dando continuidade na formação, os comunicadores participaram do 1º Curso Estadual de Comunicação Popular, entre os dias 9, 10 e 11 de maio, tendo como lema “Comunicação como direito humano e ferramenta de mobilização popular”.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade teve como objetivo fortalecer as iniciativas de comunicação popular que já existem, além de fortalecer o debate em torno da democratização da comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">A iniciativa que foi do Jornal Brasil de Fato, do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), do MST, da produtora QuemTV, entre outras organizações, teve a participação de aproximadamente 100 pessoas, entre comunicadores populares, lideranças comunitárias, estudantes, jornalistas e diretores de sindicatos e entidades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Igor Felippe, da coordenação do setor de comunicação do MST, fez parte da mesa do segundo dia, podendo contar como é feita a comunicação no Movimento. Além do Igor, também fizeram parte das mesas Vito Gianotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação (RJ), Elaine Tavares, do Instituto de Estudos Latino-Americanos e da Revista Pobres e Nojentas, Beto Almeida, da Tele Sur, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.mst.org.br/MST-realiza-1-Oficina-de-Assessoria-e-de-Comunicacao-Popular-no-Parana#.T7hc3NDHFxQ.gmail. Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>Gianni Carta: Civita, o nosso Murdoch</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[direito à informação]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação midiática]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_52200" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/Murdoch_Rupert.jpg"><img class="size-full wp-image-52200" title="Murdoch_Rupert" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/Murdoch_Rupert.jpg" alt="" width="300" height="215" /></a><p class="wp-caption-text">Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita? Foto: Pool/AFP</p></div>
<p style="text-align: justify;">Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista<em> Veja </em>em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de <em>CartaCapital</em> em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.</p>
<p style="text-align: justify;">O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a <em>Veja </em>não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.<span id="more-52199"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Através de seus jornais – <em>Times</em>, <em>Sunday Times</em>,<em> Sun</em> e <em>News of the World</em> – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês <em>Le Monde, </em>por exemplo<em>,</em> sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide <em>News of the World </em>foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “<em>American Dream</em>”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.</p>
<p style="text-align: justify;">Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o <em>Wall Street Journal.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cartacapital.com.br/politica/civita-o-nosso-murdoch/</p>
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		<title>Maurício Dias: Veja, um caso sério</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_52208" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/lula-300x211.jpg"><img class="size-full wp-image-52208" title="lula-300x211" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/lula-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Antes e depois. Lula eleito, a mídia mergulhou na oposição</p></div>
<p style="text-align: justify;">Desde 1996, Marcus Figueiredo investiga os processos eleitorais a partir da cobertura feita pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. Nesse período, Figueiredo, agora coordenador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reuniu evidências sólidas para poder afirmar com segurança: “Há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia. Os próprios meios dedicam pouco espaço ao tema”.</p>
<div id="attachment_76436" style="text-align: justify;">
<p>Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.<span id="more-52196"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A imprensa brasileira</strong>, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.</p>
<p style="text-align: justify;">A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>No exercício diário, semanal ou semestral, porém, essa propaganda se esfuma. Figueiredo fez um flagrante em 2006:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“</strong>(…) o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários”.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível recolher na história das redações inúmeros exemplos de desvios éticos provocados pela busca da informação exclusiva. Mas tudo, em geral, provocado pelo afã de profissionais em busca do “furo” sensacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa prática se mantém, mas sustentada muitas vezes em parceria criminosa e não em investigação jornalística.</p>
<p style="text-align: justify;">Certas reportagens de Veja nos põem diante de um caso assim. A informação chega à redação de mãos beijadas. No caso, as mãos de Carlinhos Cachoeira.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cartacapital.com.br/politica/veja-um-caso-serio/</p>
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		<title>Mino Carta: Trevas ao meio-dia</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_52204" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/Veja-300x196.jpg"><img class="size-full wp-image-52204" title="Veja-300x196" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/Veja-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">Momento épico. Um daqueles atingidos pela Veja. E onde ficam os porões, caras-pálidas?</p></div>
<p style="text-align: justify;">Por que a mídia nativa fecha-se em copas diante das relações entre Carlinhos Cachoeira e a revista<em>Veja</em>? O que a induz ao silêncio? O espírito de corpo? Não é o que acontece nos países onde o jornalismo não se confunde com o poder e em vez de servir a este serve ao seu público. Ali os órgãos midiáticos estão atentos aos deslizes deste ou daquele entre seus pares e não hesitam em denunciar a traição aos valores indispensáveis à prática do jornalismo. Trata-se de combater o mal para preservar a saúde de todos. Ou seja, a dignidade da profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">O Reino Unido é excelente e atualíssimo exemplo. Estabelecida com absoluta nitidez a diferença entre o sensacionalismo desvairado dos tabloides e o arraigado senso de responsabilidade da mídia tradicional, foi esta que precipitou a CPI habilitada a demolir o castelo britânico de Rupert Murdoch. Isto é, a revelar o comportamento da tropa murdoquiana com o mesmo empenho investigativo reservado à elucidação de qualquer gênero de crime. Não pode haver condão para figuras da laia do magnata midiático australiano e ele está sujeito à expulsão da ilha para o seu bunker nova-iorquino, declarado incapaz de gerir sua empresa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Brasil não é o</strong> Reino Unido, a gente sabe. A mídia britânica, aberta em leque, representa todas as correntes de pensamento. Aqui, terra dos herdeiros da casa-grande e da senzala, padecemos a presença maciça da mídia do pensamento único. Na hora em que vislumbram a chance, por mais remota, de algum risco, os senhores da casa-grande unem-se na mesma margem, de sorte a manter seu reduto intocado. Nada de mudanças, e que o deus da marcha da família nos abençoe. A corporação é o próprio poder, de sorte a entender liberdade de imprensa como a sua liberdade de divulgar o que bem lhe aprouver. A distorcer, a inventar, a omitir, a mentir. Neste enredo vale acentuar o desempenho da revista Veja. De puríssima marca murdoquiana.<span id="more-52202"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não que os demais não mandem às favas os princípios mais elementares do jornalismo quando lhes convém. Neste momento, haja vista, omitem a parceria Cachoeira-Policarpo Jr., diretor da sucursal de <em>Veja</em> em Brasília e autor de algumas das mais fantasmagóricas páginas da semanal da Editora Abril, inspiradas e adubadas pelo criminoso, quando não se entregam a alguma pena inspirada à tarefa de tomar-lhe as dores. <em>Veja</em>, entretanto, superou-se em uma série de situações que, em matéria de jornalismo onírico, bateram todos os recordes nacionais e levariam o espelho de Murdoch a murmurar a possibilidade da existência de alguém tão inclinado à mazela quanto ele. E até mais inclinado, quem sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">O jornalismo brasileiro sempre serviu à casa-grande, mesmo porque seus donos moravam e moram nela. Roberto Civita, patrão abriliano, é relativamente novo na corporação. Sua editora, fundada pelo pai Victor, nasceu em 1951 e <em>Veja</em> foi lançada em setembro de 1968. De todo modo, a se considerarem suas intermináveis certezas, trata-se de alguém que não se percebe como intruso, e sim como mestre desbravador, divisor de águas, pastor da grei. O sábio que ilumina o caminho. Roberto Civita não se permite dúvidas, mas um companheiro meu na <em>Veja</em>censurada pela ditadura o definia como inventor da lâmpada Skuromatic, aquela que produz a treva ao meio-dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Indiscutível é que</strong> a <em>Veja</em> tem assumido a dianteira na arte de ignorar princípios. A revista exibe um currículo excepcional neste campo e cabe perguntar qual seria seu momento mais torpe. Talvez aquele em que divulgou uma lista de figurões encabeçada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apontados como donos de contas em paraísos fiscais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lista fornecida pelo banqueiro Daniel Dantas, especialista no assunto, conforme informação divulgada pela própria <em>Veja</em>. O orelhudo logo desmentiu a revista, a qual, em revide, relatou seus contatos com DD, sem deixar de declinar-lhes hora e local. A questão, como era previsível, dissolveu-se no ar do trópico. Miúda observação: Dantas conta entre seus advogados, ou contou, com Luiz Eduardo Greenhalgh e Márcio Thomaz Bastos, e este é agora defensor de Cachoeira. É o caso de dizer que nenhuma bala seria perdida?</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, sim, mesmo os mais eminentes criminosos merecem defesa em juízo, assim como se admite que jornalistas conversem com contraventores. Tudo depende do uso das informações recebidas. Inaceitável é o conluio. A <em>societas sceleris</em>. A bandidagem em comum.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cartacapital.com.br/sociedade/trevas-ao-meio-dia/</p>
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		<title>As redes sociais e os jornalistas</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 16:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[direito ao conhecimento e à informação]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Num tempo de multiplicação infinita (e benvinda) das informações, ainda valem os antigos critérios na seleção de fontes Por Ana Paula Bessa, no Observatório Mídia &#38; Política Uma pesquisa realizada pela PR Oriella Network revelou que muitos jornalistas brasileiros buscam mais informações nas mídias sociais do que nas assessorias de imprensa. Cerca de 66,67% dos entrevistados disseram utilizar o Twitter como [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Num tempo de multiplicação infinita (e benvinda) das informações, ainda valem os antigos critérios na seleção de fontes</em></p>
<p style="text-align: justify;">Por <strong>Ana Paula Bessa</strong>, no <em>Observatório Mídia &amp; Política</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma pesquisa realizada pela PR Oriella Network revelou que muitos jornalistas brasileiros buscam mais informações nas mídias sociais do que nas assessorias de imprensa. Cerca de 66,67% dos entrevistados disseram utilizar o Twitter como fonte de informação. Os outros 40% disseram utilizar o Facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de a notícia ser positiva para as redes sociais, a pesquisa também mostrou que os jornalistas costumam ter o hábito de confirmar as informações recebidas nessas redes com a assessoria de fontes oficiais, ou até mesmo, com as próprias fontes. Pode-se concluir que, mesmo que os jornalistas acessem com frequência as redes sociais para buscar informações, são as fontes oficiais ou assessorias que ditam a veracidade das informações.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante dos números, pode-se perceber que as rotinas das redações de jornais mudaram no que tange à busca de fonte de informações e seu relacionamento com elas. Houve uma ressignificação do campo de atuação do jornalista. O acesso direto a fontes alterou o processo de apuração para a maioria dos jornalistas brasileiros, como mostra a pesquisa. O trabalho de apuração em si não mudou, ainda é necessário analisar as fontes de informações, porém foram acrescentadas novas ferramentas que modificam e reconfiguram a rotina de busca por fontes.<span id="more-52142"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Neste cenário, onde o fluxo de informação é maior e a produção do conteúdo não é feita somente pelo jornal, é cada vez mais pertinente a pergunta que há anos vem sido feita pelos pesquisadores do jornalismo no ciberespaço: toda pessoa é uma fonte de informação, que atende aos critérios de confiabilidade? Com a descentralização da informação há uma inversão no fluxo de notícias que antes eram muito dependentes de fontes oficiais (MACHADO, 2002). Isso não significa que se tenha perdido a preferência pelas fontes oficiais e oficiosas, mas ampliou o leque de informações e o acesso a elas.</p>
<p style="text-align: justify;">O advento das informações produzidas e repercutidas nos sites de redes sociais acabou dando maior acesso a um sem número de fontes espalhadas em todo o mundo. Mas como será o relacionamento do jornalista com esse número de fontes disponíveis nessa rede? Como é feita a seleção das fontes? Usam-se as antigas ferramentas de valores-notícia e escolha de fontes da época do surgimento da teoria construcionista<br />
(TRAQUINA, 1999) ou essas redes alteraram o processo de escolha do “gatekeeper”?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As fontes no ciberespaço</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A principal ferramenta de trabalho do jornalista é a fonte e tudo o que ela representa para certificar que um ato aconteceu, não aconteceu, está para acontecer ou como ele irá acontecer. Sem o testemunho, as aspas ou a denúncia de sua fonte de informação, o jornalista não tem notícia, não tem trabalho. Com disse Wolf (1999) “as fontes são um fator determinante para a qualidade da informação produzida pelo <em>mass mídia</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrando os ensinamentos de Traquina (2003) há critérios que são utilizados no jornalismo para avaliar a “fiabilidade da informação”. Sabe-se que se uma informação veio de uma autoridade e se seu cargo for prestigiado, maior é a confiança dos leitores na informação cedida. Esses critérios foram criados numa tentativa de rotinizar o trabalho, sem que haja falhas na notícia divulgada.</p>
<p style="text-align: justify;">No tempo do ciberespaço, algumas dessas rotinas foram modificadas ou até mesmo adequadas (MACHADO 2002). Com a disposição de novas tecnologias para o trabalho dos jornalistas, vieram consequências no que tange a pesquisa de apuração, produção e difusão da informação. No ciberespaço são feitas todas as etapas de produção da notícia, desde a pesquisa e apuração até a circulação. Neste modelo, há uma estrutura mais descentralizada da informação o que acaba multiplicando fontes de informação.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção de conexões nos sites de rede sociais tomou proporções mundiais, acarretando um grande leque de informações geradas, publicadas e difundidas neste meio. É neste cenário que o jornalista está inserido atualmente. Há uma porção de informações que atendem grupos sociais distintos com todo o tipo de fonte– desde a menos preparada até grandes especialistas e pesquisadores do assunto – e com o mesmo tempo de <em>deadline</em> disponibilizado há anos atrás na formulação da rotina básica de uma redação de jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Recuero (2009) há três tipos de relações das redes sociais formadas na Internet com a produção jornalística:</p>
<p style="text-align: justify;">a) as redes sociais como fontes produtoras de informação;</p>
<p style="text-align: justify;">b) redes sociais como filtros de informação;</p>
<p style="text-align: justify;">c) redes sociais como espaços de reverberação dessas informações.</p>
<p style="text-align: justify;">No primeiro tipo, fica claro que o acesso aos sites de redes sociais por pessoas de várias idades e distintos grupos sociais, é capaz de tecer pequenos relatos sobre o seu cotidiano ou acontecimentos importantes do grupo a que pertence que, dependendo da quantidade e qualidade de suas conexões, podem difundir a informação de forma que se chegue a grandes canais formais de veiculação de notícia. Logo, essas redes sociais são grandes produtoras de informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em pesquisa que realizei na editoria “Super Esportes” do jornal <em>Correio Braziliense</em>, principal jornal do Distrito Federal, em 2011, levantei algumas dessas questões para avaliar o quanto as redes sociais alteraram a produção da notícia e o relacionamento com fonte. Adotando métodos de etnografia (CABRERA ET AL 2008) foi realizada entrevista com sete jornalistas da editoria, metade da equipe devido ao rodízio de jornalistas de plantão. Mesmo com equipe reduzida, foi visível o método e a rotina adotados no uso das redes sociais para buscar fontes de informação e como ferramenta de relacionamento com a fonte.</p>
<p style="text-align: justify;">No início da rotina de trabalho, todos os jornalistas acessaram seus perfis pessoais nos sites de redes sociais – preferencialmente Twitter e Facebook – e também os perfis da própria editoria, cuja presença está mais concentra no Twitter. Três profissionais possuíam a opção de carregamento automático desses perfis em seus browsers de navegação. Para esses profissionais, ao acessar o computador e clicar no link de navegação da internet, as redes sociais carregavam automaticamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste dia de observação, um dos jornalistas teve um problema de comunicação com um ginasta olímpico que não possuía o celular em funcionamento e estava com uma série de problemas para conseguir dar a entrevista. Por sugestão da própria assessoria do atleta, a jornalista adicionou o ginasta no Facebook para uma tentativa de entrevista por meio de mensagem. Em questão de minutos o atleta já havia aceitado a jornalista como “amigo” e logo a entrevista foi feita. Ao passar para o seu editor as circunstâncias em que a entrevista aconteceu, não houve nenhum tipo de retaliação ou repreensão pela prática, muito pelo contrário, o próprio editor chegou a comentar com a jornalista que se a assessora não tivesse sugerido esta opção, ele mesmo o iria fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Após entrevistar os profissionais e observar suas rotinas de trabalho foi possível concluir que há, sim, o uso de redes sociais para buscar fontes de informação, e isso é feito de forma frequente uma ou mais vezes ao dia, de acordo com a demanda de matéria que deve ser entregue no dia. Há também o uso das redes sociais para manter contato e relacionamento com fontes, mas normalmente não são fontes “usuários comuns”, mas atletas, técnicos e produtores de eventos de esportes que, geralmente, conhecem o jornalista pessoalmente e aprecia o trabalho realizado por ele. A busca e o uso de fontes de informação que são de usuários comuns acontecem na editoria, porém são menos constantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Também por meio da entrevista e utilizando perguntas referentes ao uso preferencial das redes sociais e não das assessorias de imprensa, todos os sete profissionais responderam que, se há o contato direto da assessoria ou do próprio telefone ou celular do atleta, a apuração é feita desta forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso não haja conhecimento de fontes, muito menos do contato de cada uma delas, é utilizado sites das redes sociais. Porém, durante a observação não foi esse o comportamento: quatro, dos sete jornalistas, ao receberem uma matéria para apurar, consultavam informações sobre o tema ou a pessoa nas redes sociais, caso houvesse uma fonte em potencial o contato era feito de imediato. Essa dissonância de informação pode ser devida à rotina específica do dia, visto que era feriado e poucas assessorias de imprensa estavam trabalhando normalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversando com cada repórter, foi possível compreender que há sim critérios que são utilizados para a seleção de fontes de informação nas redes sociais. Todos os profissionais responderam que os atletas são as fontes privilegiadas, ou seja, todas as informações relevantes postadas por eles possuem credibilidade e não há restrições quanto ao uso dessas fontes nas matérias. Em segundo lugar vêm as organizações como clubes, assessorias, associação e entidades desportivas. Apenas para um jornalista a preferência de informação é para usuários comuns que postam notícias relevantes sobre o esporte local. Este jornalista é responsável pelo blog de basquete e precisa desse tipo de interatividade e relacionamento para postar no blog. Em último lugar, para os seis jornalistas estão os usuários comuns que são usados, mas não com tanta frequência. Dessa forma, podemos concluir que houve a migração dos critérios do jornalismo clássico para o jornalismo feito no ciberespaço e principalmente na utilização dos sites de redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Novas fontes velhos critérios?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este cenário de multiplicação de difusores de informação altera a relação do jornalista com a fonte, visto que quaisquer usuários do ciberespaço e de sites de rede socais podem ser potenciais fontes de informação. Esta mesma multiplicação ajuda os jornalistas a rastrear dados importantes e significativos para a elaboração de matérias, pois tudo o que é postado no ciberespaço e nos sites de redes sociais ficam armazenados. Logo, este novo cenário beneficia a produção jornalista ao mesmo tempo em que complicam o seu trabalho devido ao maior número de informações, podendo prejudicar o tempo de apuração.</p>
<p style="text-align: justify;">Se antes existia uma série de critérios na hora da escolha da fonte, agora não se tem nenhum que diga respeito à escolha dessas fontes nas redes sociais. E é por conta desta falta de critérios que, em alguns casos, passam a valer os antigos critérios nas novas ferramentas de busca de fontes de informação, o que faz com que tornemos à estaca zero. São os velhos métodos em um novo cenário.</p>
<p style="text-align: justify;">Independente deste cenário, ainda pouco estudado e cercado de dúvidas, a rotina de trabalho do jornalista está sendo montada e é preciso documentar como ela está acontecendo e quais são os critérios que tem sido adotado para minimizar as falhas e melhorar a apuração. Realmente hoje qualquer pessoa pode ser fonte potencial para o jornalista, mas as redações ainda não têm confiança nem critérios de escolha que viabilizem o uso dessas fontes em matérias, exceto em casos fortemente repercutidos nesses espaços. Porém, o uso dessas redes sociais na Internet é ainda muito recente e há ainda muito para os jornalistas e suas redações evoluírem com a exploração dessa ferramenta. O que não se pode deixar acontecer é adotar os mesmos critérios e mesmo tipos de relacionamento num cenário completamente mais aberto e flexível que é o ciberespaço. E esta opção parece que está sendo a mais comumente aceita nas redações de jornais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CAVRERA et al. “Métodos y técnicas de investigación para el estúdio de la profesión em las rutinas productivas em ciberperiodismo”. In: <em>Metodologia para o Estudo dos Cibermeios: Estado da arte e perspectiva</em>, Org. NOCI, J.G; PALACIOS. Salvador: EDUFBA, 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">MACHADO, Elias. <em>O ciberespaço como fonte para os jornalistas</em>. Biblioteca Online de Ciências da Comunicação, Universidade Beira Interior, 2002.<a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/machado-elias-ciberespaco-jornalistas.pdf">Disponível aqui</a>, acesso em: 26/06/2011.</p>
<p style="text-align: justify;">RECUERO, Raquel. “Redes Sociais na Internet, Difusão de Informação e Jornalismo: Elementos para discussão”. In: SOSTER, Demétrio de Azeredo; FIRMINO, Fernando.(Org.). <em>Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma</em>. Santa Cruz do Sul: UNISC, 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">TRAQUINA, Nelson. 2ª Parte: As Teorias. IN: TRAQUINA, Nelson (org.).<em>Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”</em>. 2ª Ed. Lisboa: Ed. Vega, 1999.</p>
<p style="text-align: justify;">TRAQUINA, Nelson. <em>O estudo do jornalismo no século XX</em>. São Leopoldo: Ed. Unisinus, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">WOLF, Mauro. <em>Teorias da Comunicação</em>. 5ª Ed. Lisboa: Ed. Editorial Presença, 1999.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">[Ana Paula Bessa é jornalista e trabalha como Consultora em Mídias Sociais no Grupo Máquina da Notícia. Esta pesquisa foi realizada enquanto cursava como aluno-especial a disciplina Jornalismo Digital do Mestrado em Comunicação Social na Universidade de Brasília (UnB)]</p>
<p style="text-align: justify;">http://ponto.outraspalavras.net/2012/05/05/redes-sociais-os-jornalistas/</p>
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		<title>&#8220;Latifúndio Midiota&#8221; será lançado no Rio no auditório da CUT-RJ no dia 11/5</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação midiática]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->No próximo dia 11 de maio, sexta-feira, às 17h, a CUT-RJ lançará no Rio o livro do jornalista da CUT Nacional, Leonardo Severo, sobre a atuação da chamada “grande mídia” em vários episódios importante da história recente do nosso país. Com um título criativo e politicamente irônico, “Latifúndio Midiota: crime$, crise$ e trapaça$” reúne “assuntos [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">No próximo dia 11 de maio, sexta-feira, às 17h, a CUT-RJ lançará no Rio o livro do jornalista da CUT Nacional, Leonardo Severo, sobre a atuação da chamada “grande mídia” em vários episódios importante da história recente do nosso país. Com um título criativo e politicamente irônico, “Latifúndio Midiota: crime$, crise$ e trapaça$” reúne “assuntos e pautas que foram solenemente ignorados ou mascarados pela ‘grande’ mídia”, nas palavras do próprio autor, que estará no auditório da CUT-RJ (Av. Presidente Vargas, 502/15º, Centro do Rio) para o lançamento seguido de debate sobre o livro.<span id="more-51863"></span></p>
<p style="text-align: justify;">“Escrevi o livro convicto de que sua divulgação contribuirá, ainda que modestamente, para, através da denúncia, proporcionar o debate e a reflexão sobre as razões do seu silêncio”, explica Severo. O evento será aberto e os interessados em garantir um exemplar do livro pode fazer o pedido antecipado pelo e-mail leonardowsevero@yahoo.com.br. As entidades sindicais que quiserem encomendar uma quantidade maior de livros para distribuir aos trabalhadores sindicalizados também podem fazer o pedido com antecedência. O lançamento é da Editora Papiro, inaugurando o selo Barão de Itararé, e custa R$ 20,00.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Leonardo Wexell Severo integra o coletivo de comunicação da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), assessora a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e é membro fundador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Formado em Radialismo e Televisão pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Foi membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão que comandou as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor.</p>
<p style="text-align: justify;">Integrou brigadas internacionais para a colheita do café na Nicarágua Sandinista e de solidariedade à Cuba Socialista. Representou o Brasil na delegação em apoio ao povo palestino, durante a segunda intifada, quando entrevistou o presidente Yasser Arafat, em Gaza, tendo contribuído com artigo no livro “O Apartheid de Israel”, de Nathaniel Braia. Nos últimos anos acompanhou a delegação cutista na cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar) e, em 2008, na fundação da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (Panamá). É autor do livro “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” (Editora Limiar, 2008) e editor, em parceria com Valdo Albuquerque, do livro “A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania” (Editora Papiro, 2010), publicado conjuntamente pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fonte: Imprensa CUT-RJ</em></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Olavo Brandão Carneiro.</p>
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		<title>Jornal Nacional aterroriza a população com ameaça mentirosa</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/04/jornal-nacional-aterroriza-a-populacao-com-ameaca-mentirosa/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 14:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação midiática]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Enquanto o país inteiro se alegra com a redução nas taxas de juros, o Jornal Nacional toma as dores dos únicos que lamentam essa queda, bancos e seus acionistas, especialmente o Bradesco, principal anunciante do telejornal da Globo Antônio Mello, em seu sítio Em reportagem que abriu edição desta semana, o JN buscou aterrorizar a população [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Enquanto o país inteiro se alegra com a redução nas taxas de juros, o Jornal Nacional toma as dores dos únicos que lamentam essa queda, bancos e seus acionistas, especialmente o Bradesco, principal anunciante do telejornal da Globo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Mello, em seu sítio</p>
<p style="text-align: justify;">Em reportagem que abriu edição desta semana, o JN buscou aterrorizar a população com uma ameaça sinistra. Segundo a reportagem, a queda dos juros vai levar o governo a mexer na caderneta de poupança, o que seria, na opinião editorializada da reportagem, a única forma de manter atrativos os rendimentos da renda fixa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso, procurou opinião de dois especialistas favoráveis à tese, um economista da FGV e o indefectível ex-ministro Maílson da Nóbrega.</p>
<p style="text-align: justify;">Para dar um ar de isenção, a reportagem coloca um depoimento da presidenta Dilma espremido entre os dois especialistas. Mas, repare as palavras de Dilma, que deveriam derrubar a tese da matéria de uma vez por todas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dilma:</strong> “<em>O Brasil tem de buscar um patamar de juros similar ao praticado internacionalmente. Tecnicamente, fica muito difícil o Brasil diante do que ocorre no mundo justificar spreads tão elevados. Eu acredito que isso será um processo de amadurecimento do país, que vai nos encaminhar progressivamente para nós termos juros mais condizentes com a nossa realidade</em>”, declarou a presidente.<span id="more-51225"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida a Dilma, entra Maílson, um eterno devedor das Organizações Globo, pois só foi efetivado ministro no governo do presidente Sarney porque Roberto Marinho aprovou, como Maílson mesmo reconhece:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maílson:</strong> – <em>A Globo tinha um escritório, em Brasília, no Setor Comercial Sul. Fui lá e fiquei mais de duas horas com o doutor Roberto Marinho. Ele me perguntou sobre tudo, parecia que eu estava sendo sabatinado. Terminada a conversa, falou: “Gostei muito, estou impressionado”. De volta ao Ministério, entro no gabinete e aparece a secretária: “Parabéns, o senhor é o ministro da Fazenda”. Perguntei: “Como assim?” E ela: “Deu no plantão da Globo”</em> [o Plantão do Jornal Nacional].</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao JN de anteontem. Depois da sonora de Dilma, a matéria segue defendendo sua tese da inevitável mexida na poupança, para fechar com o ex-ministro de Roberto Marinho:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O ex-ministro da fazenda Maílson da Nóbrega diz que é necessário, mas muito difícil mexer na regra da poupança.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“<em>É uma questão delicadíssima do ponto de vista político. A caderneta de poupança é a forma mais popular de economizar dinheiro no Brasil. Tem mais de 50 anos, sem problema, sem calote. É fácil de entender. Então, mudar a caderneta de poupança tem que ser de forma muito bem feita, muito bem preparado, bem esclarecido</em>”, avalia.</p>
<p style="text-align: justify;">Repararam? A matéria fala pelo ministro, como destaquei em negrito.</p>
<h3 style="text-align: justify;">No entanto, ontem, reportagem da Folha mostra a real intenção do governo, já expressa nas palavras da presidenta, mas boicotada na matéria do JN.</h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a Folha:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O governo Dilma vai pressionar mais uma vez os bancos privados. A expectativa é que eles reduzam as taxas de administração de seus fundos de investimentos para torná-los mais lucrativos, permanecendo mais rentáveis que a poupança.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja: o governo<strong> não cogita mexer na caderneta de poupança</strong>. Quer que os bancos diminuam suas taxas e tenham “juros mais condizentes com a nossa realidade”, como disse a presidenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Esquece a Globo que hoje quem define a política econômica é o governo da presidenta Dilma e não Roberto Marinho.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/04/jornal-nacional-aterroriza-a-populacao-com-ameaca-mentirosa.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+PragmatismoPolitico+%28Pragmatismo+Pol%C3%ADtico%29</p>
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		<title>Blogueiro da Veja defende Silas Malafaia dos homossexuais</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/04/blogueiro-da-veja-defende-silas-malafaia-dos-homossexuais/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 13:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Colunista de Veja, Reinaldo Azevedo escreveu três artigos defendendo o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, do que chamou de ‘ataque do movimento gay’ Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro do site da Veja, escreveu três artigos acusando o movimento gay de querer censurar Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. No dia [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_49465" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/reinaldo-azevedo-malafaia-300x198.jpg"><img class="size-full wp-image-49465" title="reinaldo-azevedo-malafaia-300x198" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/reinaldo-azevedo-malafaia-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Reinaldo Azevedo. Foto: reprodução</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Colunista de Veja, Reinaldo Azevedo escreveu três artigos defendendo o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, do que chamou de ‘ataque do movimento gay’</em></p>
<p style="text-align: justify;">Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro do site da Veja, escreveu três artigos acusando o movimento gay de querer censurar Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 2 de julho de 2011, Malafaia, em seu programa na TV Band, sugeriu à Igreja Católica que baixasse o “porrete” e descesse o “pau” nas lideranças homossexuais que, segundo ele, ridicularizaram símbolos católicos na Parada Gay.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o movimento gay, as afirmações do pastor foram um incitamento à violência. Azevedo, contudo, tem argumentado que, no caso, as palavras “porrete” e “pau” foram usadas como metáfora. Enfim, o blogueiro da abril tem se esforçado para fazer valer a ideia de que o pastor não fez uma apologia de agressão física.<span id="more-49464"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em fevereiro, o MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo encaminhou à Justiça um pedido para que Malafaia retire aquelas afirmações.</p>
<p style="text-align: justify;">Azevedo, que é católico e afirma ser de direita, publicou que o sentimento antirreligião está sendo usado no combate ao preconceito contra os homossexuais. “O combate à homofobia não pode ser ‘catolicofóbico’, ‘evangelicofóbico’, ‘diferentofóbico.’”</p>
<p style="text-align: justify;">O &#8220;Verdade Gospel&#8221;, site do pastor, tem dado destaque aos artigos, chamando a defesa do jornalista de “sensacional”. Hoje (12), diz: “Novo artigo de Reinaldo Azevedo dá mais uma ‘cacetada’ nos ativistas gays”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em nota divulgada em fevereiro, Malafaia já tinha dito que “em hipótese alguma” vai pedir retratação. “Os gays manipularam a minha fala para me incriminar, e sou eu que tenho de pedir retratação? Isto deve ser uma brincadeira.”</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/04/blogueiro-da-veja-defende-silas-malafaia-dos-homossexuais.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+PragmatismoPolitico+%28Pragmatismo+Pol%C3%ADtico%29</p>
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		<title>PB &#8211; Ministério Público Federal pede retirada do ar de programa que anunciou e apresentou vídeo de menina de 13 anos sendo estuprada</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/04/pb-justica-federal-tira-do-ar-por-15-dias-o-programa-do-samuka-da-tv-correio/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 12:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[concessões públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[direitos da criança e do adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[mercantilização da vida]]></category>

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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><span style="color: #b90404;">O apresentador exibiu o estupro de uma menina de 13 anos, e as cenas do crime foram anunciadas antecipadamente e repetidas durante todo o horário do programa. Isso tem um nome, e não é absolutamente &#8220;liberdade de imprensa&#8221; ou &#8220;de opinião e expressão&#8221;. E, segundo consta, as emissoras de tevê ainda são concessões estatais, passíveis de serem punidas inclusive com a perda desse direito. A menina não foi estuprada apenas em Bayeux, nem apenas pela pessoa que praticou o ato inicial. O estupro foi repetido, de forma ainda mais violenta, pelo ser que anunciou e usou as imagens, transformando o crime e sua vítima em algo comercializável nas telas da tevê. Também participaram dele as pessoas que assistiram passivamente às imagens mercantilizadas, transformadas em massa insensível e desumanizada. Tomara que a juíza Cristina Maria Costa Garcez seja sensível a tudo isso e, no que toca à exibição do programa, se possível, dê uma pena superior aos 15 dias solicitados pelo MPF. TP.</span></p>
<p style="text-align: justify;">por Weber Luna</p>
<p style="text-align: justify;">A juíza Cristina Maria Costa Garcez, titular da 3ª Vara da Justiça Federal na Paraíba, proferiu decisão, nesta segunda-feira (9), enfrentando os pedidos de tutela antecipada em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal contra a União, a Empresa de Televisão João Pessoa LTDA (TV Correio) e Samuel de Paiva Henrique (conhecido popularmente como Samuka Duarte).</p>
<p style="text-align: justify;">Com base na Constituição Federal, no Código de Processo Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente, a magistrada analisou individualmente e indeferiu os pedidos de antecipação dos efeitos de tutela. Na decisão, ela afirmou que &#8220;quanto às preliminares processuais e de mérito apresentadas pelos promovidos, entendo que o melhor momento para apreciá-las é após a apresentação de réplica pelo autor, em respeito ao princípio do contraditório&#8221;.<span id="more-49443"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na Ação Civil Pública, o MPF pede, em sede de tutela antecipada, a suspensão do Programa Correio Verdade por um período de 15 dias; a aplicação de multa cominatória diária, em valor não inferior a R$ 20.000,00; a exibição, a título de contrapropaganda, de programa de promoção dos direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência, e o monitoramento do programa, apresentando relatórios descritivos do conteúdo quinzenalmente, em juízo.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor relata que o programa Correio Verdade, dirigido pelo réu Samuel de Paiva Henrique (Samuka Duarte), faz transmissões de conteúdo inapropriado, chegando a exibir as imagens do estupro de uma menor ocorrido na cidade de Bayeux, no dia 30 de setembro de 2011. Diz que as cenas do crime foram anunciadas e repetidas durante todo o horário de exibição (12 às 13 horas), e que não se encontraria no país inteiro exemplo mais cabal de exploração da miséria humana, da sexualidade pervertida, de desrespeito aos valores da sociedade e da família, e de atropelo da dignidade de uma criança por meio de veículo de comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">A juíza Cristina Garcez destaca que &#8220;o caso, portanto, envolve interpretação constitucional e a árdua tarefa de solucionar a colisão de direitos: de um lado, a liberdade de imprensa, como uma instituição política necessária à concretização da democracia, e do outro: a salvaguarda &#8220;de toda forma de discriminação, violência, exploração, crueldade e opressão&#8221; garantida à criança e ao adolescente, pela Constituição Federal&#8221;, argumenta a juíza, na decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outro trecho, a magistrada enfatiza que &#8220;no caso de que se cuida, as chamadas do programa Correio Verdade, dando conta do crime de estupro, seguida da veiculação das imagens do próprio crime em andamento, tendo por vítima uma menor de 13 (treze) anos, não se mostra adequada por submeter a adolescente a uma dupla vitimização, a de que foi vítima pela conduta do agente contra sua dignidade sexual, e a que lhe foi impingida pelo programa de televisão, cuja veiculação não só transbordou dos limites da rua e bairro onde residem a menor e sua família, para abarcar todo o território nacional&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao citar o Estatuto da Criança e do Adolescente, a juíza Cristina Garcez afirma que não tem dúvida de que na colisão de direitos apresentada nesta demanda, deve preponderar a preservação da dignidade da menor, considerando que os réus exerceram, de forma abusiva e danosa, a liberdade de imprensa que lhes foi outorgada pela Constituição Federal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Análise dos pedidos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">PEDIDO Nº 1:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;1. Seja determinada, imediatamente após a notificação do teor da decisão antecipatória, a suspensão do programa Correio Verdade, por um período de 15 (quinze) dias, conforme previsão contida no art. 59, alínea b, da Lei nº 4.117/62, alterada pelo Decreto-lei 236/67, notificando-se a União (Ministério das Comunicações) para as providências necessárias ao cumprimento dessa medida.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Como visto, pede o MPF a suspensão do Programa Correio Verdade por 15 (quinze) dias, sustentando haver fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, representado pela continuidade da exibição de cenas degradantes envolvendo crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">No que atine a esse pedido, em que pese reconhecer a gravidade da conduta dos réus, EMPRESA DE TELEVISÃO JOÃO PESSOA LTDA (TV CORREIO) e SAMUEL DE PAIVA HENRIQUE (&#8220;SAMUKA DUARTE&#8221;) ao expor, de forma abusiva, a menor de treze anos, durante a prática do crime de estupro de que era vítima, bem como a gravidade da repercussão social do fato, que alcançou abrangência nacional, daí a plausibilidade do direito invocado, não vislumbro o perigo da demora autorizador da concessão do pedido, cuja natureza, é bom que se diga, é eminentemente cautelar, a despeito de intitulada como antecipação da tutela. Isso por que não pode o Judiciário suspender, validamente, o programa em questão, com base em meras conjecturas. Digo isso, considerando que já decorreram quase 06 (seis) meses da data do fato (30/09/2011), sem que os réus tenham voltado a reincidir na prática abusiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Chama também a atenção o fato de que a suspensão do programa não atingiria o fim perseguido pelo Ministério Público Federal, na medida em que outros veículos de comunicação social, com abrangência estadual, no mesmo horário, estão também veiculando programas de &#8220;reportagem policial&#8221;, valendo-se do mesmo formato sensacionalista e de hiperdramatização da criminalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, observo que o fato em discussão nesta ACP motivou a instauração de procedimento administrativo pelo Ministério das Comunicações (Processo nº 53000.054419/2011), em outubro próximo passado, que culminou com a aplicação de multa à Empresa de Televisão João Pessoa Ltda., no valor de R$ 4.657,25, conforme Portaria publicada no Diário Oficial da União, 1ª Seção, no dia 30/01/2012, pág. 105, segundo pesquisa que realizei no dia 08/04/2012, no seguinte endereço eletrônico:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://do.arquivohistorico.com/br/diarios-da-uniao-dou/1-secao-dou1/2012-01-30/16460-pg.105" target="_blank">http://do.arquivohistorico.com/br/diarios-da-uniao-dou/1-secao-dou1/2012-01-30/16460-pg.105</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho que a sanção aplicada traz em si um efeito didático muito importante, por demonstrar que a Administração está atenta no acompanhamento das outorgas que conferiu, máxime quanto à verificação do atendimento das finalidades que informam esse serviço público, aplicando as sanções administrativas, quando cabíveis, após o percurso do devido processo administrativo. Isso, aliado às circunstâncias de que os réus não são reincidentes na prática abusiva ora combatida, me convencem da inexistência do perigo da demora, de sorte que, por este fundamento, indefiro o pedido de suspensão do programa.</p>
<p style="text-align: justify;">PEDIDO Nº 2:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;2. E/ou, determinar a imposição de multa cominatória diária, em valor não inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), com fundamento no art. 461, § 4º, do Código de Processo Civil, para a hipótese de exibição de qualquer cena ou imagem de violência ou crimes envolvendo menores, sejam vítimas ou menores em conflito com a lei, inclusive entrevistas, com ou sem artifícios como desenfoque ou ocultação do rosto. Caberá à ré concessionária demonstrar mensalmente o cumprimento dessa obrigação, apresentando CDS com a programação de seus programas policiais devidamente desgravados por entidade independente. O valor das multas assim arrecadadas será revertido ao fundo de que trata a Lei n. 7.347.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Indefiro o pedido, adotando como fundamentos os já expendidos, quando da análise do pedido de nº 01.</p>
<p style="text-align: justify;">PEDIDO Nº 3:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;3. Seja ordenado que a emissora ré exiba, a título de contrapropaganda, no mesmo local, espaço e horário da transmissão impugnada, programa de promoção dos direitos de crianças e adolescentes infratores e vítimas da violência, indicado pelo autor da ação, consultados os órgãos públicos de defesa da infância e juventude.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Esse pedido está prejudicado, diante da não suspensão da programação televisiva.</p>
<p style="text-align: justify;">PEDIDO DE Nº 4:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;4. Seja ordenado que o órgão da União Federal competente (a Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações) proceda ao imediato monitoramento do programa correio verdade, apresentando relatórios descritivos do conteúdo quinzenalmente ao juízo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Indefiro esse pedido, por violar o princípio da legalidade. Isso porque, conforme disposto no art. 220, § 3º, inc. II, da Constituição federal, compete à lei federal: &#8220;estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na atualidade, apenas o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 9.069/90) veicula mecanismos de proteção, através do sistema de classificação indicativa, mas estes não alcançam os programas jornalísticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Também não encontro respaldo constitucional para que o Judiciário passe a atuar como órgão regulador da liberdade de imprensa, através da análise dos relatórios quinzenais que imponha à Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, em torno dos programas exibidos pelos réus. Sem contar que o fato, a princípio, envolve ofensa ao princípio da separação das funções estatais, isso por que não cabe ao Poder Judiciário impor ao Poder Executivo como e quando deve exercer sua atividade de fiscalização e  poder de sanção administrativa, mas apenas exercer o controle posterior da conduta administrativa, seja ela comissiva ou omissiva&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Processo nº 0007809-20.2011.4.05.8200</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ascom/JFPB</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://www.informepb.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=7695%3Ajustica-federal-indefere-pedido-de-suspensao-de-programa-de-tv-na-paraiba-por-15-dias&amp;catid=38%3Apolitica&amp;Itemid=67</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Eduardo Fernandes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ato contra a &#8220;privatização da TV Cultura&#8221; é marcado para o dia 16/4</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 13:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação e informação]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão e de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[privatização do espaço público]]></category>

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<p style="text-align: justify;">Marcel Gomes</p>
<p style="text-align: justify;">São Paulo &#8211; Um grande protesto contra a &#8220;privatização da<em> TV Cultura</em>&#8221; tomará as imediações da emissora, na zona oeste de São Paulo, no próximo dia 16 de abril. Nessa data, o conselho curador da Fundação Padre Anchieta elegerá seu novo presidente.</p>
<p style="text-align: justify;">O advogado e jornalista Moacyr Expedito, que ocupava o cargo, renunciou semana passada, um ano antes do término de seu mandado. O conselho curador colabora com a administração da tevê, que está nas mãos do presidente da Fundação Padre Anchieta, o economista João Sayad.<span id="more-48686"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O protesto foi agendado na noite desta terça-feira (3) por profissionais de comunicação, sindicalistas, artistas e parlamentares, que participaram de um ato contra as reformas empreendidas na emissora. Entre elas, destacam-se a redução do quadro de funcionários &#8211; segundo os manifestantes, em mais de mil profissionais -, e a extinção de programas tradicionais, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte e Vitrine.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, houve a tentativa de encerramento do programa Manos e Minas, que traz manifestações culturais da periferia da cidade para a televisão. Mas, diante dos protestos, a direção da emissora recuou. Os profissionais que conduziam o programa, porém, acabaram demitidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ocupar a grade, a <em>TV Cultura</em> convidou tradicionais veículos da grande imprensa paulista para fornecerem conteúdos, entre eles <em>Folha de S. Paulo, Estadão e Veja</em>. Por enquanto, apenas a <em>Folha</em> ocupou o espaço, com um jornalístico nas noites de domingo. Segundo o próprio jornal, foi feita uma permuta: a tevê cedeu espaço em troca de espaço publicitário no jornal impresso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Indignação</strong><br />
&#8220;É a mídia privada ocupando espaço na tevê pública, um absurdo&#8221;, protestou o jornalista Renato Rovai, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e editor da revista <em>Fórum</em>. Segundo ele, por trás dessas mudanças está uma concepção da mídia privada e de governos do PSDB de &#8220;não engolirem o serviço público de comunicação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na mesma linha, o diretor da Altercom e da <strong>Carta Maior</strong>, Joaquim Ernesto Palhares, lembrou que a tevê pública do Rio Grande do Sul foi &#8220;sucateada&#8221; no governo de Yeda Crusius (2007-2011), do PSDB. &#8220;É o modelo tucano de fazer política e governar, e que ainda conta com um cinturão midiático ao seu redor&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o jornalista Pedro Pomar, também presente no ato, o desmonte da <em>TV Cultura</em> é &#8220;estratégico para os tucanos&#8221;. &#8220;É mais um capítulo da reforma do Estado que eles vêm empreendendo nos últimos 20 anos. E a emissora é um símbolo que precisa ser destruído, porque ela mostra que o que é público pode ser bom&#8221;, criticou.</p>
<p style="text-align: justify;">O ato, realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, contou com a participação de funcionários e ex-funcionários da TV Cultura. A jornalista Marilu Cabañas, demitida após 16 anos de casa, se emocionou ao fazer um relato sobre os novos rumos da programação da emissora. &#8220;Quando eu estava produzindo uma série sobre crianças desaparecidas, veio uma ordem de que não devíamos ficar falando sobre pobres nas reportagens&#8221;, contou. A série acabou exibida, por pressão de outros colegas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desmonte</strong><br />
Já o funcionário Sérgio Ipoldo Guimarães revelou que o departamento em que trabalhava, o de meteorologia, foi extinto, para dar lugar a um convênio com a empresa Somar Meteorologia. Hoje, ele ocupa um cargo na direção do Sindicato dos Radialistas, e não sabe o que fará na emissora quando retornar. &#8220;Meu desejo é me qualificar para outra função&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Para João Brant, do coletivo Intervozes, o desmonte da tevê tem o potencial de influenciar as experiências culturais das pessoas. &#8220;Eu mesmo tive minha formação musical através da rádio <em>Cultura AM</em>, que tinha uma amplitude de repertório e muito cuidado com a música brasileira&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">O enfraquecimento da <em>TV Cultura</em> gera, ainda, uma baixa na formação de quadros técnicos para o sistema público de comunicação. Segundo o professor Laurindo Leal Filho, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a academia brasileira não tem tradição na formação de pessoal para o sistema público, e esse papel era desempenhado pela <em>TV Cultura</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais ações</strong><br />
Além do ato no dia 16, os manifestantes, que também participam de entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Sindicato dos Jornalistas, entre outras, farão pressão na Assembléia Legislativa para que uma audiência pública discuta a questão. Entre os parlamentares que apóiam a proposta, participaram do ato os deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL), Simão Pedro (PT) e Leci Brandão (PCdoB).</p>
<p style="text-align: justify;">Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé, sistematizou as propostas dos participantes. Além dos protestos do dia 16 e da audiência pública na Assembléia, as entidades envolvidas circularão um manifesto contra o desmonte da tevê, colherão depoimentos de artistas e jornalistas, encaminharão um ofício solicitando que sejam ouvidas pelo conselho da Fundação Padre Anchieta, e exigirão auditoria nos contratos da emissora.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19911&amp;boletim_id=1162&amp;componente_id=18587</p>
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		<title>SP &#8211; Venha se manifestar contra a privataria da Cultura!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 16:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
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		<category><![CDATA[privatização do espaço público]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Ato acontece no dia 3 de abril, terça-feira, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Entidades denunciam desmonte geral da rádio e TV Cultura, defendem retomada de programas extintos, democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, pluralismo, diversidade na programação e uma política transparente e democrática para abertura à programação independente. Redação As rádios [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/Privataria.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-48231" title="Privataria" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/Privataria.jpg" alt="" width="250" height="248" /></a>Ato acontece no dia 3 de abril, terça-feira, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Entidades denunciam desmonte geral da rádio e TV Cultura, defendem retomada de programas extintos, democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, pluralismo, diversidade na programação e uma política transparente e democrática para abertura à programação independente.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Redação</p>
<p style="text-align: justify;">As rádios e a TV Cultura de São Paulo se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunicação privados. As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, e constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis e na de musicais, como o Ensaio e o Viola, Minha Viola. As emissoras tornaram-se, apesar dos percalços, um patrimônio da população paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu caráter público. Esse e outros fatos se destacam:<span id="more-48230"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>mais de mil demissões, entre contratados e prestadores de serviço (PJs);</li>
<li>extinção de programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cultura Retrô, Login) e tentativa de extinção do Manos e Minas;</li>
<li>demissão da equipe do Entrelinhas e extinção do programa, sem garantias de que ele seja quadro fixo do Metrópolis;</li>
<li>aniquilação das equipes da Rádio Cultura e estrangulamento da equipe de jornalismo;</li>
<li>enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis;</li>
<li>entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo;</li>
<li>cancelamento de contratos de prestação de serviços (TV Justiça, Assembleia e outros);</li>
<li>doação da pinacoteca e biblioteca;</li>
<li>sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos, além do setor de transportes.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Pela sua composição e formato de indicação, o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta não tem a independência necessária para defender a Cultura das ações predatórias vindas de sua própria presidência. Mesmo que tivesse, sobre alguns desses pontos o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta sequer foi consultado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões sem compromisso com o interesse público, seriamente agravado na gestão Sayad.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse momento, é preciso afirmar seu caráter público e lutar pelos seguintes pontos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Contra o desmonte geral da rádio e TV Cultura e pela retomada dos programas.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Em defesa do pluralismo e da diversidade na programação.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Por uma política transparente e democrática para abertura à programação independente, com realização de pitchings e editais.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Pela democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">ATO CONTRA A PRIVATARIA DA CULTURA</p>
<p style="text-align: justify;">3 de abril, terça-feira, às 19h</p>
<p style="text-align: justify;">Sindicato dos Engenheiros de São Paulo</p>
<p style="text-align: justify;">Rua Genebra, 25 – Centro (ao lado da Câmara Municipal)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Gilberto Maringoni<br />
Hamilton Octavio de Souza<br />
Ivana Jinkings<br />
Joaquim Palhares – Carta Maior<br />
Laurindo Lalo Leal Filho<br />
Luiz Carlos Azenha – blog Vi o Mundo<br />
Luiz Gonzaga Belluzzo<br />
Renato Rovai – Revista Fórum e Presidente da Altercom<br />
Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador<br />
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos<br />
Emir Sader<br />
Flávio Aguiar</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Altercom &#8211; Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação<br />
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé<br />
CUT – Central Única dos Trabalhadores<br />
Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação<br />
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19836</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Seminário aponta propostas para a mídia pública</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/03/seminario-aponta-propostas-para-a-midia-publica/</link>
		<comments>http://racismoambiental.net.br/2012/03/seminario-aponta-propostas-para-a-midia-publica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 12:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[direito à comunicação e informação]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão e de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Emissoras, movimentos sociais e parlamentares lançam manifesto e alternativas para enfrentar monopólio e democratizar acesso da sociedade à TV Por Mel Bleil Gallo, no Observatório do Direito à Comunicação Após três dias de debates no Seminário de Regulação da Comunicação Pública, representantes das emissoras do campo público, movimentos sociais e parlamentares apresentaram o documento final do evento, [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Emissoras, movimentos sociais e parlamentares lançam manifesto e alternativas para enfrentar monopólio e democratizar acesso da sociedade à TV</em></p>
<p style="text-align: justify;">Por Mel Bleil Gallo, no <em>Observatório do Direito à Comunicação</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após três dias de debates no Seminário de Regulação da Comunicação Pública, representantes das emissoras do campo público, movimentos sociais e parlamentares apresentaram o documento final do evento, o Manifesto por uma Regulação Democrática para a Comunicação Pública, na plenária da última sexta (23).</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as principais reivindicações estão a criação de um Conselho Nacional de Comunicação, com caráter deliberativo, participação democrática e indicação direta pela sociedade de seus membros, além da instalação imediata do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi cobrada também a regulamentação do Artigo 223 da Constituição Federal, que prevê a complementariedade entre os sistemas público, privado e estatal. O documento aponta a necessidade de garantia de independência das emissoras do campo público frente aos governos, com a criação de espaços de participação da sociedade civil em sua gestão.<span id="more-47844"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um tratamento igualitário entre as emissoras comunitárias e públicas também foi cobrado para o próximo marco regulatório. Para tanto, foi defendido o fortalecimento das rádios comunitárias, com ampliação de potência, aumento de canais por cidades, garantia de financiamento e autonomia, o fim da criminalização dos radialistas comunitários e a inclusão das TVs comunitárias no processo de regulamentação do Canal Cidadania.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação ao financiamento, foi solicitada a implantação de um fundo composto por recursos da contribuição para o fomento da radiodifusão pública e por novas fontes, como a taxação das emissoras comerciais e de aparelhos de TV. Também foi defendido que as televisões e rádios comunitárias possam receber recursos de publicidade de governo e empresas estatais e que parte do Fundo Setorial do Audiovisual, gerenciado pela Agência Nacional do Cinema, seja destinado ao fomento da produção independente em parceria com as emissoras públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">No documento, também foi cobrado um aumento da programação regional e independente em todas as emissoras públicas, com o estabelecimento de percentuais mínimos, tendo como referência as cotas definidas pela Lei 12.485/11, que estabeleceu um novo regulamento para a TV por assinatura. O apoio a um operador de rede dos canais digitais do campo público também foi reforçado no documento.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do manifesto, o seminário também aprovou algumas moções de apoio: em defesa da Classificação Indicativa; pela anistia dos radiodifusores comunitários condenados; em apoio ao Conselho Curador da EBC pela definição da política de transmissão de conteúdos religiosos; e pela manutenção do caráter público da TV Cultura de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um ano de Frentecom</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) aproveitou para celebrar o aniversário de um ano da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom), criada em abril de 2011 e desde então coordenada pela parlamentar. “O que define o caráter dessa Frente, é que além de ser um espaço democrático e plural, é espaço de reflexão e ação. Ação para transformar uma realidade que nos desafia em termos de sociais.”</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Erundina, a Frentecom deve ser protagonista na elaboração de um novo marco regulatório que respeite a comunicação como direito humano. “Mas tem que ser um protagonismo plural, coletivo, solidário e comprometido com projetos e ideias decididos democraticamente. Isso tem nos ajudado a nos reeducar e melhorar nossas posturas e atitudes frente a uma cultura lamentavelmente marcada pelo autoritarismo, abuso de poder e exclusão de grande parte das cidadãs e cidadãos desse país”, ressaltou.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir desse seminário, foi aprovada a criação de um Grupo de Trabalho para a organização do I Fórum Nacional do Campo Público de Comunicação. Além disso, as entidades do campo público se propuseram a participar da construção da Campanha pela Liberdade de Expressão e um Novo Marco Regulatório das Comunicações, puxada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).</p>
<p style="text-align: justify;">Confira a carta final do documento:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Manifesto – Por uma regulação democrática para a comunicação pública</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nós, representantes de emissoras públicas, educativas, culturais, legislativas, universitárias e comunitárias, organizações da sociedade civil e movimentos sociais, presentes no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública, promovido pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) e pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados, afirmamos nossa posição a respeito da importância da comunicação pública e da centralidade do processo de revisão do Marco Regulatório das comunicações. Nesse sentido, reiteramos:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>1. A comunicação pública é o espaço da diversidade, pluralidade e do exercício do direito à comunicação, meio de afirmação da soberania nacional e instrumento estratégico para a construção de uma cidadania participativa que se apresente como alternativa política, cultural e informativa à comunicação comercial;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>2. O campo público de comunicação deve ser entendido como aquele que engloba emissoras federais, estaduais, municipais, educativas, universitárias, legislativas e comunitárias;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>3. O Estado deve cumprir papel de indutor e executor das políticas para a comunicação pública, garantindo, inclusive, os recursos necessários à sua existência;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>4. O debate da regulação deve se pautar no fortalecimento dos meios públicos, na garantia de uma gestão democrática e transparente, com participação social, e na criação das condições para a efetiva realização da complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal, prevista no Art.223 da Constituição Federal;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>5. A regulação da comunicação pública é uma parte do necessário processo de atualização do Marco Regulatório das comunicações no Brasil, que deve garantir a máxima participação social, a isonomia entre os setores interessados e o real empenho dos poderes públicos, em especial do Executivo, na concretização dos debates.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>6.  Dando continuidade ao processo iniciado nos Fóruns Nacionais das TVs e Rádios Públicas e na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, é necessário avançar na formulação de propostas e na organização deste campo para garantir seus interesses na proposta de regulação. Para isso, apontamos para a realização do I Fórum Nacional do Campo Público de Comunicação.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Além disso, as entidades signatárias deste documento apresentam as seguintes propostas para o novo Marco Regulatório das Comunicações, como contribuição ao debate:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>1.Conceitos, outorgas, espectro e complementariedade<br />
•Regulamentação do Art.223 da Constituição Federal, que garanta a independência das emissoras do campo público frente aos governos, com a criação de espaços de participação da sociedade civil em sua gestão a partir da eleição de seus membros de forma pública e democrática;<br />
•Garantia de reserva de espectro eletromagnético para as emissoras do campo público de rádio e televisão;<br />
•Apoio à criação da Rede Nacional de Rádios Públicas;<br />
•Fortalecimento das rádios comunitárias, com ampliação de potência, aumento de canais por cidades, garantia de financiamento e autonomia e fim da criminalização dos radialistas comunitários;<br />
•Inclusão e garantia das TVs comunitárias no processo de regulamentação do Canal da Cidadania;<br />
•Substituição imediata da regulação atual da radiodifusão comunitária por um novo arcabouço legal que trate o setor em condições de igualdade com as demais emissoras do campo público;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>2.Gestão, participação e controle social<br />
•Instalação de mecanismos de participação social (audiências e consultas) na gestão de emissoras do campo público, resguardadas as características de cada segmento;<br />
•Instalação, nas emissoras do campo público, de Conselhos Curadores com indicação democrática de seus membros e mandatos assegurados;<br />
•Instalação imediata do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional;<br />
•Criação de um Conselho Nacional de Comunicação, com caráter deliberativo, participação democrática e indicação direta pela sociedade de seus membros;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>3.Gestão, financiamento e autonomia<br />
•Implantação de Fundo Público para financiar o campo público de comunicação, composto por recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública e por novas fontes, como a taxação das emissoras comerciais e de aparelhos de TV;<br />
•O disciplinamento do uso dos recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública não destinados à EBC;<br />
•Adoção de política de destinação de percentual dos recursos da publicidade de governo e empresas estatais para as emissoras do campo público;<br />
•Que as televisões e rádios comunitárias e universitárias possam receber recursos de publicidade de governo e empresas estatais;<br />
•Adoção de política de programa de crédito dos bancos estatais aos segmentos do campo público, com o objetivo de viabilizar infraestrutura a estas emissoras;<br />
•Que parte do Fundo Setorial do Audiovisual, gerenciado pela Ancine, seja destinado ao fomento da produção independente em parceria com as emissoras públicas de rádio e televisão;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>4.Conteúdo e diversidade<br />
•Contemplar toda a diversidade cultural, étnica e racial, geracional, regional, de gênero e de orientação sexual da sociedade brasileira na programação, gestão e produção das emissoras públicas;<br />
•Aumento da programação regional e independente em todas as emissoras públicas, com o estabelecimento de percentuais mínimos, tendo como referência os patamares definidos pela Lei 12.485/11;<br />
•Consolidar e ampliar as plataformas de intercâmbio de conteúdo entre emissoras do campo público;<br />
•Tratamento diferenciado do campo público na cobrança da CONDECINE – Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>5.Distribuição de sinal / Operador de Rede<br />
•Que a construção de um projeto de plataforma única de Operador de Rede Digital seja baseado no diálogo com os segmentos do campo público, nas esferas federal, estadual e municipal;<br />
•Garantia de recursos públicos para a implantação do Operador de Rede visando construir uma rede que assegure a digitalização das emissoras do campo público e a oferta de conteúdos da comunicação pública nas plataformas convergentes;<br />
•Garantia do carregamento dos canais do campo público pelas operadoras de SEAC;<br />
•Participação do campo público na definição do modelo de digitalização das rádios, considerando as particularidades dos diversos segmentos;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>6.Acessibilidade, interatividade e convergência<br />
•Que os serviços nas plataformas convergentes e interativas possibilitem o acesso da população a serviços públicos de governo eletrônico e privilegie a utilização com finalidades informativa, educativa, artística e cultural;<br />
•Que o governo assuma uma política pública de promoção do acesso da população aos conversores de TV Digital interativos a preços populares, como foi feito por outros países, para concluir com eficácia a transição do sistema analógico para o sistema digital;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>ENCAMINHAMENTOS<br />
•Criação do GT para organização do I Fórum Nacional do Campo Público de Comunicação;<br />
•Que o campo público participe e se envolva na Campanha pela Liberdade de Expressão e um Novo Marco Regulatório das Comunicações iniciada pelo FNDC;<br />
•Solicitar uma audiência com o Ministro das Comunicações, Presidência da Anatel, Ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Presidência da EBC, Presidência da Câmara dos Deputados e Presidência do Senado Federal;<br />
•Formar uma delegação para conhecer as experiências regulatórias de Portugal e México;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>MOÇÕES</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•Classificação Indicativa<br />
Os presentes no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública aprovam moção de apoio à política de Classificação Indicativa em prática pelo Ministério da Justiça. Avaliamos ser fundamental a manutenção das sanções previstas no Estatuto da Criança e Adolescente, que estão sendo questionadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro e pelas emissoras privadas de rádio e TV. A Classificação Indicativa é uma regulação praticada em todas as grandes democracias do mundo e não representa, de forma alguma, censura e tampouco tutela do Estado sobre a família. Assim, solicitamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal avaliem na votação do processo a necessidade de priorizar a defesa de crianças e adolescentes no nosso país. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•Lei 12.485/11<br />
As organizações reunidas no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública manifestam-se por unanimidade em defesa da Lei 12485, que trata do SEAC – Serviço de Acesso Condicionado – nova lei da TV por Assinatura. Fruto de anos de discussão da sociedade brasileira, a Lei 12.485 é a primeira iniciativa aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Poder Executivo que atende a determinações legais previstas no artigo 221, do Capítulo da Comunicação Social, da Constituição Federal. A principal conquista da lei é o dispositivo de cotas de conteúdo nacional de 3h30 por semana – metade dos quais produzida por produtora independente – de veiculação obrigatória apenas nos canais de espaço qualificado que transmitem em seu horário nobre, filmes, séries, documentários, animações. Infelizmente, a cota está sendo questionada judicialmente por empresas estrangeiras, de inegável poder econômico, que ingressaram com Ação Direta de Inconstitucionalidade, apresentada pelo Partido Democratas a pedido da operadora Sky, contra a lei. A garantia de espaço qualificado para veiculação de produtos brasileiros, ainda que inicialmente pequena, é um instrumento efetivo de diversificação dos conteúdos e de estímulo econômico à cadeia produtiva do audiovisual brasileiro. Neste sentido, apresentamos a proposta de que as emissoras do campo público de comunicação, mostrando sua vocação para a diversidade e pluralidade, também cumpram as cotas como estabelecidas na lei 12.485. Apesar de definir regras para o serviço de televisão pago e, portanto, não se aplicar ao serviço de radiodifusão aberta, os conceitos e parâmetros definidos por esta lei e pela sua regulamentação serão, sem dúvida, considerados para o debate do novo marco regulatório das comunicações. Por tudo isso, reiteramos nosso apoio a imediata a aplicação da lei 12.485. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•Programação religiosa na EBC<br />
Os presentes no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública aprovam moção de apoio ao Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação na definição da política de veiculação de conteúdo religioso nas emissoras públicas federais. Em um Estado republicano e laico é fundamental o respeito à livre liberdade de crença e descrença de toda a população, não sendo constitucional o privilégio a alguma religião específica. Assim, avaliamos que a religião deve ser tratada na comunicação pública como fenômeno cultural da sociedade brasileira, não devendo ter espaços para proselitismo de nenhum campo. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•TV Cultura<br />
As organizações presentes no Seminário Internacional Regulação da Comunicação Pública se manifestam em defesa da Rádio e da TV Cultura de São Paulo, que se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunicação privados e que se constituem em um patrimônio da população paulista. Contudo, nos últimos anos, a TV e as Rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu caráter público. Programas estão sendo extintos, o quadro funcional está sendo dilapidado, com mais de mil demissões, e recentemente a Fundação Padre Anchieta entregou, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo. Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões sem compromisso com o interesse público. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•Anistia aos radiodifusores comunitários<br />
Os presentes no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública aprovam moção de apoio a anistia dos radiodifusores comunitários criminalizados pelo Estado brasileiro pelo seu livre exercício da liberdade de expressão e do direito à comunicação. É inadmissível a forma com que a Anatel e o Ministério das Comunicações tratam as rádios comunitárias no país, que atenta contra os direitos humanos consolidados pela Constituição Federal e por tratados internacionais. A repressão às rádios comunitárias utiliza dispositivos legais da época da ditadura militar, que não deveriam estar em uso nos dias atuais. Que o novo Marco Regulatório descriminalize os radiodifusores comunitários e permita a ampliação do acesso, do alcance, do número de canais disponíveis, do financiamento e da autonomia destas emissoras. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>•Radialistas<br />
Nós, representantes dos radialistas do serviço público, através dos seus Sindicatos, Federações e Conselheiros representantes, exigimos o cumprimento e aplicação da Lei 6.615 e o Decreto 84.134/79, que regula a profissão do radialista e regulamenta todas as empresas de radiodifusão, bem como protege a organização dos trabalhadores frente às suas entidades representativas. Exigimos também que esses profissionais de rádios e televisões educativas e públicas sejam valorizados em suas carreiras, em frente de trabalho e tenham remuneração justa. APROVADA POR UNANIMIDADE.</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://ponto.outraspalavras.net/2012/03/28/seminario-aponta-propostas-para-midia-publica/</p>
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		<title>Utopia além do mercado &#8211; Entrevista com Muniz Sodré</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/03/utopia-alem-do-mercado-entrevista-com-muniz-sodre/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 19:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[crítica ao capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura e tradições]]></category>
		<category><![CDATA[Direito ao Conhecimento]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Para teórico da comunicação, conservadorismo da mídia e desvalorização dos saberes e da cultura de periferia caracterizam um cenário social marcado pela mercantilização e estímulo ao consumo Márcia Maria Cruz Aos 70 anos, Muniz Sodré é um dos mais importantes e influentes pensadores brasileiros da atualidade. Entre outras dimensões, sua obra e militância intelectual trazem [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Para teórico da comunicação, conservadorismo da mídia e desvalorização dos saberes e da cultura de periferia caracterizam um cenário social marcado pela mercantilização e estímulo ao consumo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Márcia Maria Cruz</p>
<p style="text-align: justify;">Aos 70 anos, Muniz Sodré é um dos mais importantes e influentes pensadores brasileiros da atualidade. Entre outras dimensões, sua obra e militância intelectual trazem para o cenário contemporâneo um entendimento da comunicação e da cultura para além do viés mercadológico. Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional de 2005 a 2011. Tem cerca de 30 livros publicados nas áreas de comunicação, antropologia, política e cultura. Amante da capoeira – foi aluno do grande mestre Bimba, sobre quem escreveu um livro –, o baiano de São Gonçalo dos Campos também se dedicou à escrita ficcional e publicou cinco livros de contos e novelas. Comentarista do Observatório da Imprensa, Sodré vem a Belo Horizonte para participar do projeto Conexão Ciência e Cultura, evento promovido pela PUC Minas, no dia 29. Aproveita para lançar o livro&#8221; Reiventando a educação – Diversidade, desconolização e rede&#8221;, pela Editora Vozes. Em entrevista ao Pensar, Muniz Sodré fala sobre educação, tecnologia e comunicação. “Acho necessário resgatar o pensamento comunicacional do conservadorismo neoliberal, que deposita a força utópica do homem no mercado e na máquina”, propõe Sodré. E completa: ‘‘Não se trata de demanda acadêmica, mas política’’.<span id="more-47373"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em seu novo livro, Reiventando a educação, o senhor trata das mudanças advindas com as novas tecnologias. O que elas apontam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apresento uma visão comunicacional da educação. O livro tem prefácio do meu amigo Leonardo Boff. É um livro um tanto questionador. Critico o não saber usar das tecnologias. Critico também a economia da educação, que vem sendo ditada por organismos internacionais. Essa forma de organização é aceita pelo Ministério da Educação de forma acrítica. É um modelo de educação neoliberal e privatista. Critico também a ausência nesse modelo espaço para a diversidade cultural e para o sensível. Prego o conceito de ecologia dos saberes, ou seja, a importância dos diversos saberes, até mesmo o saber do analfabeto. Todas as formas de saber têm que dar a mão. É importante uma reformulação na pedagogia tradicional. O modelo de educação está globalizado, o que não atende à especificidade de cada país. Esse modelo foi aplicado com rigor no Chile e foi um fracasso, resultando em revoltas estudantis. Não sou da área, mas os modelos educacionais são do século 19. Não mudou nada. No entanto, não basta ter laptop nem tablet nas salas. A questão da educação é o professor. Tecnologias vão ser incorporadas se houver revalorização da função dos docentes. O professor que está no centro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor desenvolve ao longo de sua obra uma teoria da comunicação e advoga que o campo assuma o status de ciência. Que contribuição os pesquisadores dessa área campo podem dar à sociedade?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As ciências sociais nasceram no século 19,  a partir da filosofia. Preexistiam a elas questões essenciais relativas à condição humana, que assumiram formas históricas mais atuais ou “modernas” depois da Revolução Francesa. Considere-se a sociologia, por exemplo. As ideias que a caracterizaram nos três últimos terços do século 19 (que foi o período de seu desenvolvimento) voltavam-se ao mesmo tempo para a crise da formação social e para um fundo de natureza ética que advinha da sociedade tradicional e da tradição filosófica. A grandeza das ciências sociais tem a ver com as respostas ao mesmo tempo objetivas e éticas que ensaiaram para o conflito entre tradição e modernidade. A comunicação, entretanto, nasce da sociologia (e não da filosofia), de uma sociologia funcionalista que, no caso norte-americano (mass communication research) se põe majoritariamente a serviço do mercado e, agora, da financeirização do mundo. A reivindicação de um pensamento científico para o campo não é um cuidado formal ou meramente acadêmico, mas basicamente político, no sentido de que é preciso refletir sistematicamente sobre um campo em que é difícil distinguir a prática do consumo da prática do conhecimento. Acho necessário resgatar o pensamento comunicacional do conservadorismo neoliberal, que deposita a força utópica do homem no mercado e na máquina.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor considera que o processo de midiatização é maior no Brasil do que em outros países cuja cultura televisiva não seja tão constitutiva da cultura local quanto a nossa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Midiatização é a articulação das instituições sociais com as organizações de mídia. Este é hoje um processo mundial, com diferentes de graus de intensidade, a depender da organização capitalista do mercado. Os Estados Unidos me parecem ser o paradigma mundial da midiatização. Mas também não me parece haver dúvidas quanto à intensificação desse processo no Brasil desde o início da década de 70, junto com o alargamento do consumo e o espraiamento social de seus ritos. Os focos de produção cultural mais ativos no Brasil das últimas quatro décadas estão direta ou indiretamente ligados à indústria de bens culturais e à televisão. A internet com suas ditas “redes sociais” veio incrementar a midiatização num grau de intensidade inédito na América Latina. Há uma nova “humanidade eletrônica” em formação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Presença cada vez maior na programação brasileira, comediantes stand up rapidamente conquistaram admiradores atacando o politicamente correto. Como o senhor vê o movimento de defesa do politicamente incorreto, como se essa produção fosse a expressão de um pensamento livre e perspicaz?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em princípio é paradoxal que o alargamento técnico da esfera pública por efeito da midiatização tenha feito emergir um neoconservadorismo das formas de expressão. Coisas que eram livremente ditas há 40 anos são hoje motivo para ações de danos morais. Não à toa, essas ações tornaram-se moda na esfera judicial. O “politicamente correto” é a “mimosa pudica” da linguagem, um tipo de restrição que, a pretexto de “policiar” o debate, favorece os fracos de espírito. Natural, portanto, que apareçam as válvulas de escape sociais, a exemplo dessa tal stand up comedy. Mas também é algo restrito à sala de teatro. Será preciso, quem sabe, derrubar (metaforicamente) as paredes e fazer a sociedade como um todo redescobrir o riso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong>O senhor é um dos pesquisadores mais proeminentes no campo da comunicação, mas não se afastou da prática da capoeira. Sua produção acadêmica absorve essa experiência? </strong><br />
A capoeira é a mais original das artes brasileiras do corpo, porque é um jogo cultural total: luta, dança, canto, toques, percussão e história paralela de uma etnia que resiste à persistência das formas escravagistas. A capoeira tem feito mais pela cultura brasileira no exterior do que os adidos culturais das embaixadas. Assisti na Europa, em vários países, a rapazes e moças cantando chulas da capoeira em bom português, sem que tivessem domínio da língua. Aqui no Brasil, homens, mulheres, crianças e até mesmo deficientes físicos praticam o jogo, a &#8220;brincadeira&#8221; como se dizia antigamente na Bahia. É forte o conteúdo educativo da capoeira. Mestre Bimba, que foi meu mestre em minha adolescência em Salvador, é um dos maiores ícones dessa arte. Corpo de mandinga (Editora Manati) é o nome do livro que escrevi sobre ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong>Com a ascensão da classe C e a pressão consumista, as emissoras de TV criaram programas como o Esquenta, de Regina Casé, voltado para a cultura da periferia. Essas representações contribuem para reduzir o fosso entre classes no Brasil?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mercado sempre tentou ocultar ideologicamente (portanto imaginariamente) o fosso econômico entre as classes sociais por meio da gestão culturalista dos conflitos, em que o consumo é o trunfo principal. As chamadas classes A, B, C etc. são &#8220;ideologemas&#8221; (na prática, truques ideológicos) de publicitários e estrategistas de consumo com vistas à captação daqueles frações de classe social que escapam da miséria absoluta. No governo Lula foi real o incremento da renda em determinados setores das classes subalternas e o escancaramento do crédito alargou o consumo. Mas alargou também o endividamento. A força cultural da periferia é outra coisa: não está diretamente ligada a esse propalado aumento do consumo. Mas é certamente o que há de mais interessante na cultura urbana da atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Comunicação, educação e vida social</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dia 29, às 9h, no Teatro João Paulo II, PUC Minas, prédio 30, câmpus Coração Eucarístico. Entrada franca</p>
<p style="text-align: justify;">http://impresso.em.com.br/app/noticia/toda-semana/pensar/2012/03/24/interna_pensar,29463/utopia-alem-do-mercado.shtml</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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