Os números não mentem: rolo compressor midiático trabalha em favor das reformas

Por João Filho, no The Intercept Brasil

Em junho do ano passado, Otávio Frias Filho, diretor editorial e um dos herdeiros da Folha de S.Paulo, participou de uma conferência em Londres em que se discutiu o papel da mídia na crise política brasileira. Uma das convidadas era a jornalista britânica Sue Branford, que criticou a falta de pluralidade da imprensa e apontou o maciço apoio dos grandes veículos de comunicação ao processo de impeachment de Dilma. Irritado, Frias tentou desqualificá-la ao dizer que sua visão correspondia à da “militância do PT” e completou dizendo que a “mídia não manipula ninguém”. Em outro momento da conferência, defendeu a Folha ao dizer que a empresa tratou de forma igualmente crítica os governos FHC, Lula e Dilma – e que o mesmo aconteceria com Temer. (mais…)

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Informação, comunicação e democracia, por Cândido Grzybowski*

A liberdade de expressão e de informação é um direito civil e político fundamental, condição  para a ação cidadã e para construir democracias substantivas. Controlar a informação e interferir na liberdade de expressão são as primeiras medidas de qualquer regime antidemocrático. Mas onde se situa a linha entre liberdade e controle? A censura como política de poder e com agentes censores atuando é a negação por excelência da liberdade de expressão. Mas quando não aparece como tal, se mascara e pratica a simulação entre o fato e o relato, podemos considerar isto como a linha da agressão ao direito de informação? Neste segundo caso, trata-se simplesmente do direito de informar de quem é o dono do meio e de seu “privilégio” garantido pela concessão pública, que lhe dá o poder de decidir o que informar e o que censurar, o que manipular e o que destacar. A liberdade de expressão e de informação e o direito à comunicação, na prática, podem ser cerceados, manipulados e negados, com regime explicitamente autoritário ou na democracia de baixa intensidade, como temos atualmente. (mais…)

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Perfil de Mídia Comunitária: Girasol Comunicações na Babilônia e Além

Mikayla Ribeiro – RioOnWatch

Marlon Gangazumba e sua companheira chilena Natalia Urbina são cinegrafistas, fotógrafos, ativistas e instrutores de capoeira. A Girasol Comunicações nasceu em 2012 quando o casal decidiu organizar um centro de comunicação após inúmeros pedidos para filmar eventos comunitários. Eles começaram com um blog–em português e espanhol–sobre debates e eventos que ocorriam na comunidade de Marlon, a favela Jorge Turco na Zona Norte do Rio, com assuntos que vão desde capoeira, passando pela Copa do Mundo, poesia, reparações pela escravidão até, mais recentemente, mídia comunitária e ativismo local no cenário das Olimpíadas. O casal, junto com os três filhos, publicou mais de 50 vídeos no canal deles no YouTube e facilitou vários debates comunitários. Eles também mantiveram um canal de rádio durante a Copa do Mundo. (mais…)

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Papa compara consumo de notícias falsas com comer fezes

Pontífice pede aos meios de comunicação a deixar os conteúdos sem valor informativo

No El País Brasil

O papa Francisco comparou os meios de comunicação que divulgam rumores sem fundamento e escândalos falsos com as pessoas que têm uma fixação sexual com os excrementos. Jorge Mario Bergoglio acrescentou que consumir notícias falsas é como comer fezes e lamentou o aumento da “desinformação” e sua possível influência nas eleições presidenciais dos EUA. (mais…)

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Quem inventou a “Pós-verdade”?

Depois de distorcer sistematicamente os fatos, velha mídia queixa-se da enxurrada de mentiras difundidas nas redes sociais. Faz sentido: os oligopólios não toleram concorrência

Por Neil Clark* | Tradução: Vila Vudu – Outras Palavras

“Querem me dizer que esse gás sarín não existe?!”
(General Collin Powells, exibindo uma “prova” na ONU)

Os Dicionários Oxford escolheram “pós-verdade” como a palavra do ano. “Notícias falsas” e política “pós-verdade” foram declaradas culpadas pelo resultado a favor de o Reino Unido separar-se da UE, e pela vitória de Donald Trump nos EUA. (mais…)

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Os meios alternativos no Brasil

Conferência proferida no 22° Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Antes de falar dos meios alternativos – que eu prefiro tratar de independentes, comunitários  ou populares –  é preciso pontuar alguns elementos referente aos meios de comunicação que dispomos na chamada mídia corporativa ou comercial. Isso é importante para entendermos a ideia de alternativa. Seríamos nós uma alternativa a quê? (mais…)

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A televisão e a cena do mundo contemporâneo

Por Rosane Borges*, no Blog da Boitempo

 “Antes de mais nada, a televisão é cotidiana e familiar. Para muitos, ela é o princípio organizador do tempo, todo dia, toda semana, todo ano. Como os primeiros campanários católicos, ela pontua as horas do dia. Como toda liturgia, anuncia os ofícios da semana. Como toda religião, molda-se sobre o ritmo sazonal do ano. Por essa razão, ela introduz em cada lar rostos que vão ficando cada vez mais familiares à medida que os esperamos com hora marcada e que podemos ter a sensação de tê-los escolhido – se necessário, mudando de canal a todo momento. A casa se povoa assim de deuses lares, de pequenas divindades domésticas, amáveis de humor sempre igual, tranquilizadoras.[…]” – MARC AUGÉ (mais…)

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