
Alemanha: Manifestação critica defesa da agroindústria pelo governo
Andreas Behn
Umas 23 mil pessoas participaram, no dia 21 de janeiro, de uma grande marcha contra a política agrária da Alemanha e da Comunidade Europeia. Mesmo sob chuva e muito frio em Berlim, a manifestação com o lema “Basta. Agricultura Familiar em vez de Agroindústria!” conseguiu mandar um forte sinal de protesto às autoridades.
Alvo das críticas foi a Ministra de Agricultura, Ilse Aigner, que dias antes causou indignação entre muitos camponeses e consumidores. Ela disse que a fome no mundo “só pode ser combatida pela intensificação da agricultura europeia”. Argumentando com a fome de outros, ela se posicionou “contra a soberania alimentar local e a redução da produção de alimentos em base da indústria agrícola internacional”. Continue lendo… 'Alemanha: Campanha mobiliza pela agricultura ecológica e familiar'»
Intelectuais se reunirão para fundar o Instituto em Goiás Velho, no mês de abril.
Professores e estudantes das principais universidades brasileiras, junto com movimentos sociais do campo e da cidade, profissionais do Direito e assessores populares, fundarão o instituto durante o II Seminário Direito, pesquisa e Movimentos Sociais, que será realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de Goiás Velho, em Goiás. A ideia de criação do instituto começou a ser discutida no I Seminário, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Sao Paulo (USP) em 2011. Esse primeiro encontro fortaleceu a articulação dos grupos envolvidos e a concepção de que os movimentos sociais são atores fundamentais na construção, fortalecimento e aperfeiçoamento dos instrumentos e mecanismos de intervenção do Estado nos conflitos sociais.
Em 2011, a atividade foi organizada pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), por professores da USP e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e contou com a participação de inúmeros grupos de pesquisadores autônomos e outros ligados a universidades, institutos de pesquisa e ao Estado brasileiro, como grupos de assessoria jurídica universitária, escritórios de advocacia popular. Também participaram representantes da Turma especial para beneficiários da Reforma Agrária e agricultores familiares tradicionais Evandro Lins e Silva da UFG, do Observatório da Justiça Brasileira da UFMG, da procuradoria federal do INCRA, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e da Defensoria Pública do Estado do RJ.
Neste II Seminário ocorrerão três mesas de debates sobre Direito, pesquisa e Movimentos Sociais, nas quais poderão ser inscritas comunicações orais nos grupos de trabalho. Informações sobre as inscrições e para apresentações de trabalhos podem ser obtidas pelo correio eletrônico ipdmscorreio@gmail.com, ou então no endereço do blogue http://www.ipdms.blogspot.com/. Enviada por Rodrigo de Medeiros Silva.
Brasília - Cerca de 150 das quase 500 famílias retiradas pelo governo do Distrito Federal (GDF) de terreno pertencente à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), na última sexta-feira (27), são ligadas à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf). A entidade responde por 15 acampamentos e 43 assentamentos no Distrito Federal e Região do Entorno.
Segundo o coordenador-geral da Fetraf, Francisco Miguel de Lucena, o Chiquinho, o movimento vinha procurando negociar com a SPU no Distrito Federal a possível transferência de parte da gleba de 360 hectares da Fazenda Velha para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O objetivo é que a autarquia federal possa destinar a propriedade ao programa de reforma agrária e assentar as famílias de trabalhadores rurais cadastradas. A proposta deverá ser discutida amanhã (2), durante reunião, na parte da tarde, entre representantes da SPU, do Incra, da Fetraf e de outros movimentos sociais.
“Dois dias antes da ação policial, nós havíamos nos reunido com a superintendente de Patrimônio da União no Distrito Federal [Lucia Helena de Carvalho] e nos comprometido a deixar a área a fim de dar continuidade às negociações”, disseu Chiquinho à Agência Brasil. Segundo ele, a decisão de deixar a Fazenda Velha foi tomada em função do ultimato dado pela superintendente, que se negou a negociar com a área ocupada. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram do GDF política habitacional e reforma agrária'»

Manuel Castells aposta: ao recuar, quando ação se desgastou, movimento revelou maturidade surpreendente. Assumiu novas formas. Reemergirá, quando crise exigir
Por Manuel Castells | Tradução: Daniela Frabasile
O movimento de indignados, que surgiu em 2011 na Espanha, Europa e Estados Unidos, é uma lufada de ar fresco em um mundo que cheira a podre. Expuseram nas redes sociais e em acampamentos o que muitos pensam: que os bancos e os governos criaram a crise; que as pessoas sofrem com ela; que os políticos apenas representam a si mesmos; que os meios de comunicação estão condicionados; que não existem vias para que o protesto social se traduza em verdadeiras mudanças, porque na política tudo está amarrado – e bem amarrado, para que as mesmas pessoas de sempre continuem cobrando e as mesmas pagando.
Por isso, durante meses, dezenas de milhares de pessoas participaram de assembleias e manifestações e por isso a maioria dos cidadãos (até 73%, na Espanha) compartilha de suas críticas. E tudo isso de forma pacífica, exceto a violência resultante de ações policiais excessivas, que levaram os responsáveis a julgamento. O movimento teve a maturidade de levantar os acampamentos quando sentiu que as ocupações já não repercutiam e que só os ativistas participavam das assembleias diárias. Continue lendo… 'Até onde irão os “Indignados”?'»
Luana Lourenço*
Enviada Especial
Porto Alegre (RS) – Depois de ocupar espaços simbólicos do modelo capitalista, os ativistas do movimento global Ocuppy querem agora espalhar ideias e articular outras manifestações democráticas. Representante do Ocuppy Londres, o ativista Sam Halvorsen, que faz parte do grupo que está ocupando uma área próxima à Catedral de St. Paul há mais de 100 dias, disse hoje (25) durante o Fórum Social Temático (FST), que o grupo agora quer se juntar a outros fóruns.
“Temos que fortalecer vínculos, fortalecer esse processo democrático global. Se o sistema político em que vivemos não é capaz de reduzir as desigualdades, teremos que fazê-lo nós mesmos, o que é um desafio enorme”, disse Halvorsen.
O movimento Ocuppy ficou famoso depois da versão norte-americana, quando ativistas ocuparam uma praça na região de Wall Street, coração financeiro da cidade. Em Londres, o acampamento que reúne cerca de 200 manifestantes começou com uma convocação pela rede social Facebook e já é uma das ocupações mais longevas ligadas ao movimento global do Ocuppy. Continue lendo… 'Ativistas do movimento Ocuppy querem articular novas manifestações e fortalecer processo democrático global'»

"Buzinaço". Manifestação orquestrada pelo "Veta, Lacerda" surgiu na internet e ganhou as ruas de BH. LÉO FONTES - 5.1.2012
Veto do prefeito virou um dos temas mais comentados na internet ontem
Larissa Arantes e Carolina Jardim
Assim que foi divulgada a decisão do prefeito Marcio Lacerda pelo veto ao projeto de lei que prevê o aumento salarial de 61,8% para os vereadores da capital, por volta das 12h30, o assunto virou um dos temas mais comentados na internet pelos belo-horizontinos, especialmente pelos que se mobilizaram e saíram às ruas para protestar contra o reajuste. Continue lendo… 'Cidadãos que foram às ruas comemoram a “vitória do povo”'»

Da Página da Cúpula dos Povos
Organizações da sociedade civil – algumas participantes do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 – realizarão um seminário, nos dias 23 e 24 de janeiro, em Porto Alegre (RS). A ideia é unir organizações e movimentos sociais críticos da economia verde proposta na agenda oficial da Rio+20, para contribuir com a construção da resistência às teses dominantes para o fortalecimento das alternativas que emergem das práticas baseadas no olhar feminista, agroecológico, da economia solidária e de outras práticas baseadas na não-mercantilização dos bens comuns.
Como o Fórum Social Temático acontece de 24 a 29 de janeiro na mesma cidade, esse seminário deverá preparar os ânimos para as discussões que seguirão até o final do mês sobre a Rio+20 e sobre a Cúpula dos Povos. Continue lendo… 'Rumo à Rio+20: por uma outra economia'»
Sindicalistas, estudantes e sem-terra preparam-se para um ano de batalhas contra ameaças e por conquistas. Ampliação dos investimentos estatais em educação, resistência à lei da terceirização, redução da jornada de trabalho, reajuste salarial para funcionários públicos e retomada da reforma agrária estão entre os principais itens da pauta
Najla Passos
BRASÍLIA – O ano mal começou e os principais movimentos sociais brasileiros já antevêem a necessidade de grandes mobilizações populares. Seja para resistir ao que consideram ameaças, seja para lutar por novas conquistas, sindicalistas, estudantes e sem-terra preparam-se para sair às ruas.
Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical do país, a primeira grande batalha será contra a votação de uma lei da terceirização com mecanismos que, na prática, estimulam aquele expediente.
O projeto do deputado-empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) recebeu parecer favorável do relator, Roberto Santiago (PSD-SP), que é sindicalista, e é uma das prioridades do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em 2012. Continue lendo… '2012 vai exigir pressão e mobilização, dizem movimentos sociais'»

Da Página da Cúpula dos Povos
Entre 15 e 23 de junho deste ano, ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. A sociedade civil global, organizações, coletivos e movimentos sociais ocuparão o Aterro para propor uma nova forma de se viver no planeta, em solidariedade, contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns.
A Cúpula dos Povos ocorrerá de forma paralela à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A reunião oficial marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial, a chamada “economia verde” e a institucionalidade global, é considerada pelos organizadores da Cúpula como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas.
Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Trata-se de um processo de acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e globais, que tem como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica. Continue lendo… 'Movimentos sociais promovem Cúpula dos Povos no Rio, paralelamente à Rio+20'»
Protesto por moradia reúne cerca de 500 pessoas em escritório localizado na avenida Paulista; ato é pacífico, segundo a Polícia Militar
SÃO PAULO – Cerca de 500 pessoas protestam por moradia na Avenida Paulista, nesta quinta-feira, 8. Parte dos manifestantes ocupou o prédio do Banco do Brasil, onde fica o escritório da Presidência da República. De acordo com as primeiras informações, o protesto seria organizado por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). Eles ocupam o primeiro, segundo e terceiro andares do edifício.
A Polícia Militar está no local e informou que as equipes estão em negociação com os manifestantes. O ato é pacífico até o momento. Por volta das 12h30, o grupo ocupava duas faixas da direita da avenida, no sentido Paraíso. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda que o motorista evite a região. Como o grupo iniciou o protesto no sentido Consolação, a Avenida Paulista registrava 1,5 km de retenção, da Praça Oswaldo Cruz até a Rua Itapeva. Não há reflexos no sentido Paraíso.
A assessoria da Presidência da República não comentou o ato.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sem-teto-e-mst-ocupam-predio-da-presidencia-em-sao-paulo,808336,0.htm
Fábio Nassif
Cerca de 3 mil pessoas, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros sem-terra de Campinas e trabalhadores da Flaskô – fábrica ocupada há mais de 8 anos – realizaram um ato nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista em São Paulo. A avenida, que completa 120 anos hoje, foi tomada completamente do MASP até o escritório da Presidência da República em São Paulo.
Na chegada ao prédio da Presidência, os manifestantes ocuparam os três andares do edifício até serem recebidos pela chefia de gabinete. O objetivo da ação era conseguir uma reunião com representantes do governo federal para pedir uma política nacional de desapropriações que facilite as reformas agrária e urbana.
Os representantes dos movimentos saíram com a promessa de uma reunião com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no próximo dia 19, em São Paulo. Guilherme Boulos, do MTST, afirmou que hoje os programas habitacionais ficam reféns da especulação imobiliária e “se o governo federal tivesse uma política nacional de desapropriação de terra, o programa Minha Casa Minha Vida poderia ser mais efetivo para atender a população de baixa renda”.
Além das desapropriações, os movimentos pedem o fim das remoções que estão sendo realizadas amplamente, algumas delas para construção das obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas. No próximo final de semana, por exemplo, está marcado um despejo de cerca de duas mil famílias na ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Continue lendo… 'Sem teto, sem terra e trabalhadores fazem ato em São Paulo'»
Da Agência Brasil
Brasília – Começa amanhã (10) e vai até segunda-feira (12), em Brasília, o 1º Seminário Nacional de Atingidos por Eventos Climáticos Extremos provocados pelo aquecimento do planeta. O encontro é uma iniciativa do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, formado por entidades da sociedade civil, movimentos sociais e pastorais ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O objetivo é permitir o intercâmbio de iniciativas de enfrentamento das situações de desastre socioambiental entre pessoas e comunidades atingidas; aprofundar a consciência crítica em relação às causas dos eventos climáticos extremos; elaborar e apresentar ao governo federal reivindicações e propostas para uma política pública que garanta os direitos dos atingidos.
As mudanças climáticas têm intensificado a ocorrência de fenômenos naturais extremos como enchentes, deslizamentos e desmoronamentos, granizos, furacões extratropicais, vendavais, tornados, secas. Segundo a CNBB, quem mais sofre as consequências desses eventos são famílias pobres que vão para as cidades e não têm condições de adquirir terrenos em áreas urbanas seguras.
Edição: Graça Adjuto
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-09/seminario-discute-situacao-de-pessoas-atingidas-por-fenomenos-climaticos-extremos
Bruno Bocchini, Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A 17ª edição do Gritos dos Excluídos, programada para ocorrer de hoje (1º) a 7 de setembro, terá como tema a defesa da vida humana e da natureza. Com o lema “Pela Vida Grita Terra… Por Direitos, Todos Nós”, movimentos sociais e pastorais sociais promovem em todo o país manifestações contra as drogas, pela a reforma política, e contra a corrupção, entre outros assuntos. Na cidade de Aparecida, no Dia da Independência (7), ocorrerá a maior manifestação, que será feita junto com a Romaria dos Trabalhadores.
“O formato do grito é aberto, não vai se reger apenas pela pauta principal. Vamos pulverizar as atividades”, disse Ari Alberti, coordenador nacional do Grito dos Excluídos. Nesta edição, os organizadores pretendem também levar as atividades do evento para a periferia das cidades. “Na periferia é possível construir o ato junto com as pessoas, que se sentem atraídas e se sentem protagonistas das atividades. O grito ajuda a levar formação e informação para essas pessoas”, completou. Continue lendo… 'Grito dos Excluídos defenderá este ano vida humana e a natureza'»