
Ingrid Campos
Na sexta-feira, inicia-se o III Encontro popular da bacia do rio São Francisco, cuja principal temática será a revitalização do rio. Será possível acompanhar as discussões pelo site http://www.saofranciscovivo.com.br/ e pelas redes sociais http://www.facebook.com/saofranciscovivo e https://twitter.com/#%21/sfvivo. Divulguem, compartilhem e façam também as suas fotos com mensagens sobre a Revitalização do rio São Francisco! Postem pela rede e enviem!
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Enviada por Ruben Siqueira.
A sociedade brasileira tem presenciado e participado de ações coletivas, principalmente na segunda metade do Século XX e início do Século XXI, expressas nas manifestações pela paz; contra a violência; contra o desemprego; por melhorias salariais; luta pela terra, dentre outras. Tais ações são designadas por um conjunto de pesquisadores e organizações da sociedade civil como Movimentos Sociais, cujos estudos foram intensificados no meio científico, principalmente, a partir do final do Século XX.
E, no intuito de colaborar com o debate científico e contribuir com avanço da luta dos Movimentos Sociais pela Educação, a UESC realizará entre os dias 20 e 23 de agosto de 2012, o I CONGRESSO NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO, com o tema Movimentos Sociais e Educação na contemporaneidade: desafios e possibilidades. O I Congresso é uma iniciativa do grupo de estudos Movimentos Sociais, Diversidade e Educação, que faz parte do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ciências Humanas (CEPECH)/DCIE. Continue lendo… 'I Congresso Nacional Movimentos Sociais e Educação: “Movimentos Sociais e Educação na contemporaneidade: desafios e possibilidades”'»
por Monike Mar, da redação
O atual modelo de desenvolvimento econômico do país foi alvo de intensas críticas de movimentos sociais nesta semana, marcada pelo Dia do Trabalhador (1º de maio). Realizado no Rio de Janeiro, o debate sobre as falsas soluções da chamada “economia verde” – também tema da Cúpula dos Povos – culminou na elaboração de um documento (PDF) que expõe a desregulação da legislação ambiental em favorecimento a grandes grupos econômicos privados.
A carta será destinada ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estatal atualmente responsável pelo financiamento de grandes empreendimentos como a rodovia Transcarioca, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e o Porto de Açu.
“Os movimentos sociais querem levantar questões que dizem respeito a toda a sociedade. Não podemos aceitar que o BNDES, como uma estatal, seja o símbolo de um modelo de desenvolvimento econômico que põe em risco a justiça social e ambiental”, ressalta Maíra Fainguelernt, pesquisadora do Instituto Mais Democracia, organização integrante do ato de mobilização. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram investimentos do BNDES'»
Após três dias de estudos e debates, 4° Encontro dos Movimentos Sociais teve seu encerramento nas ruas. Cerca de 2500 pessoas se mobilizaram em passeata pelo centro de Belo Horizonte denunciando à sociedade mineira as contradições de instituições privadas que lucram com a exploração dos trabalhadores e instituições públicas que não garantem os direitos sociais do povo mineiro. Em frente aos prédios do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais (SICEPOT), o Banco Itaú, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o Tribunal de Justiça e o Governo Estadual de Anastasia, os manifestantes realizaram atos simbólicos de contestação às politicas e posturas destas entidades.
A marcha saiu da Praça da Assembleia Legislativa em rumo ao Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo de Minas. Foram realizadas diversas manifestações pela cidade. A primeira dela aconteceu no SICEPOT, representante das empresas que executam grandes obras de infra-estrutura, como a Andrade Gutierrez e a Odebrecht.
A seguir, na Praça Sete, foi realizada uma intervenção no Banco Itaú, símbolo do capitalismo e especulação financeira.Um ato em frente à Prefeitura de BH, na avenida Afonso Pena, marcou a indignação da população de BH quanto à indiferença do prefeito Marcio Lacerda e seus aliados sobre o déficit habitacional e a grave deficiência na Educação Infantil na cidade. Continue lendo… 'Mais de 2 mil pessoas fecham o 4º Encontro dos Movimentos Sociais pelas ruas de Belo Horizonte'»
Raquel Rolnik*
Na semana passada recebi um e-mail da Clara, estudante do mestrado em desenvolvimento urbano da UFPE, sobre as mobilizações que estão acontecendo no Recife em torno de um mega-projeto imobiliário na região do cais José Estelita, que vem sendo chamado de projeto Novo Recife. Ela conta que na próxima quinta-feira, dia 22, será realizada uma audiência pública sobre o assunto, às 9h, no plenarinho da Câmara dos Vereadores e que mobilizações contra o projeto vêm ganhando força em redes sociais como o Facebook e através de um abaixo-assinado na internet. Pra quem não conhece essa história, um terreno de mais de 100 mil m², pertencente à União, foi leiloado em 2008 e arrematado por um grupo de empresas que hoje pretende construir na área torres residenciais e comerciais de luxo.
Mas a história é bem mais antiga. Desde pelo menos 2003, as prefeituras do Recife e de Olinda já vinham conversando sobre o Complexo Turístico Cultural Recife e Olinda, que, entre outras intervenções, envolveria um projeto na frente marítima que articula/divide as duas cidades. O governo do Estado, por sua vez, a partir de uma das diretrizes de planejamento metropolitano formulada em 2002, contratou, via Porto Digital, a Expo-Lisboa (empresa pública portuguesa que desenvolveu e gere o projeto de expansão de Lisboa em antiga área porto-ferroviária) para pensar um projeto para a mesma área, uma região muito maior do que o cais José Estelita – toda a frente marítima entre Recife e Olinda, área que concentra muitos terrenos públicos subutilizados. Continue lendo… 'Grupos se mobilizam no Recife contra projeto imobiliário no cais José Estelita'»
Este ano, o dia 8 de março será marcado por um grande ato público na região central de Belo Horizonte. Construído pelos movimentos feministas, sindicais, sociais, estudantis e outras organizações de todo o estado de Minas Gerais, a manifestação sairá da Praça da Estação, com a concentração às 15h, com a participação de cerca de mil manifestantes.
As reivindicações giram em torno de três grandes temáticas: Violência, Educação Infantil e Nosso Corpo nos Pertence. O eixo da Violência engloba a luta contra a violência sexista e doméstica sofrida pelas mulheres, a desigualdade salarial, o assédio sexual e moral no trabalho. Também denuncia o descaso dos governos com moradia, saúde e educação, a violência do Estado contra as mulheres pobres e negras e das grandes empresas do agronegócio contra as mulheres camponesas.
A Educação Infantil é outra temática reivindicada pelas mulheres, que exigem a universalização das creches públicas e a valorização das educadoras. Em Belo Horizonte, falta vagas nas unidades públicas para 80% das crianças de zero a seis anos. No interior de Minas, a situação ainda é pior. Muitas cidades sequer possuem educação infantil pública e milhares de escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos. Continue lendo… 'Mulheres organizadas e movimentos sociais de Minas Gerais realizam ato público no Dia Internacional da Mulher'»

Alemanha: Manifestação critica defesa da agroindústria pelo governo
Andreas Behn
Umas 23 mil pessoas participaram, no dia 21 de janeiro, de uma grande marcha contra a política agrária da Alemanha e da Comunidade Europeia. Mesmo sob chuva e muito frio em Berlim, a manifestação com o lema “Basta. Agricultura Familiar em vez de Agroindústria!” conseguiu mandar um forte sinal de protesto às autoridades.
Alvo das críticas foi a Ministra de Agricultura, Ilse Aigner, que dias antes causou indignação entre muitos camponeses e consumidores. Ela disse que a fome no mundo “só pode ser combatida pela intensificação da agricultura europeia”. Argumentando com a fome de outros, ela se posicionou “contra a soberania alimentar local e a redução da produção de alimentos em base da indústria agrícola internacional”. Continue lendo… 'Alemanha: Campanha mobiliza pela agricultura ecológica e familiar'»
Intelectuais se reunirão para fundar o Instituto em Goiás Velho, no mês de abril.
Professores e estudantes das principais universidades brasileiras, junto com movimentos sociais do campo e da cidade, profissionais do Direito e assessores populares, fundarão o instituto durante o II Seminário Direito, pesquisa e Movimentos Sociais, que será realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de Goiás Velho, em Goiás. A ideia de criação do instituto começou a ser discutida no I Seminário, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Sao Paulo (USP) em 2011. Esse primeiro encontro fortaleceu a articulação dos grupos envolvidos e a concepção de que os movimentos sociais são atores fundamentais na construção, fortalecimento e aperfeiçoamento dos instrumentos e mecanismos de intervenção do Estado nos conflitos sociais.
Em 2011, a atividade foi organizada pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), por professores da USP e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e contou com a participação de inúmeros grupos de pesquisadores autônomos e outros ligados a universidades, institutos de pesquisa e ao Estado brasileiro, como grupos de assessoria jurídica universitária, escritórios de advocacia popular. Também participaram representantes da Turma especial para beneficiários da Reforma Agrária e agricultores familiares tradicionais Evandro Lins e Silva da UFG, do Observatório da Justiça Brasileira da UFMG, da procuradoria federal do INCRA, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e da Defensoria Pública do Estado do RJ.
Neste II Seminário ocorrerão três mesas de debates sobre Direito, pesquisa e Movimentos Sociais, nas quais poderão ser inscritas comunicações orais nos grupos de trabalho. Informações sobre as inscrições e para apresentações de trabalhos podem ser obtidas pelo correio eletrônico ipdmscorreio@gmail.com, ou então no endereço do blogue http://www.ipdms.blogspot.com/. Enviada por Rodrigo de Medeiros Silva.
Brasília - Cerca de 150 das quase 500 famílias retiradas pelo governo do Distrito Federal (GDF) de terreno pertencente à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), na última sexta-feira (27), são ligadas à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf). A entidade responde por 15 acampamentos e 43 assentamentos no Distrito Federal e Região do Entorno.
Segundo o coordenador-geral da Fetraf, Francisco Miguel de Lucena, o Chiquinho, o movimento vinha procurando negociar com a SPU no Distrito Federal a possível transferência de parte da gleba de 360 hectares da Fazenda Velha para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O objetivo é que a autarquia federal possa destinar a propriedade ao programa de reforma agrária e assentar as famílias de trabalhadores rurais cadastradas. A proposta deverá ser discutida amanhã (2), durante reunião, na parte da tarde, entre representantes da SPU, do Incra, da Fetraf e de outros movimentos sociais.
“Dois dias antes da ação policial, nós havíamos nos reunido com a superintendente de Patrimônio da União no Distrito Federal [Lucia Helena de Carvalho] e nos comprometido a deixar a área a fim de dar continuidade às negociações”, disseu Chiquinho à Agência Brasil. Segundo ele, a decisão de deixar a Fazenda Velha foi tomada em função do ultimato dado pela superintendente, que se negou a negociar com a área ocupada. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram do GDF política habitacional e reforma agrária'»

Manuel Castells aposta: ao recuar, quando ação se desgastou, movimento revelou maturidade surpreendente. Assumiu novas formas. Reemergirá, quando crise exigir
Por Manuel Castells | Tradução: Daniela Frabasile
O movimento de indignados, que surgiu em 2011 na Espanha, Europa e Estados Unidos, é uma lufada de ar fresco em um mundo que cheira a podre. Expuseram nas redes sociais e em acampamentos o que muitos pensam: que os bancos e os governos criaram a crise; que as pessoas sofrem com ela; que os políticos apenas representam a si mesmos; que os meios de comunicação estão condicionados; que não existem vias para que o protesto social se traduza em verdadeiras mudanças, porque na política tudo está amarrado – e bem amarrado, para que as mesmas pessoas de sempre continuem cobrando e as mesmas pagando.
Por isso, durante meses, dezenas de milhares de pessoas participaram de assembleias e manifestações e por isso a maioria dos cidadãos (até 73%, na Espanha) compartilha de suas críticas. E tudo isso de forma pacífica, exceto a violência resultante de ações policiais excessivas, que levaram os responsáveis a julgamento. O movimento teve a maturidade de levantar os acampamentos quando sentiu que as ocupações já não repercutiam e que só os ativistas participavam das assembleias diárias. Continue lendo… 'Até onde irão os “Indignados”?'»
Luana Lourenço*
Enviada Especial
Porto Alegre (RS) – Depois de ocupar espaços simbólicos do modelo capitalista, os ativistas do movimento global Ocuppy querem agora espalhar ideias e articular outras manifestações democráticas. Representante do Ocuppy Londres, o ativista Sam Halvorsen, que faz parte do grupo que está ocupando uma área próxima à Catedral de St. Paul há mais de 100 dias, disse hoje (25) durante o Fórum Social Temático (FST), que o grupo agora quer se juntar a outros fóruns.
“Temos que fortalecer vínculos, fortalecer esse processo democrático global. Se o sistema político em que vivemos não é capaz de reduzir as desigualdades, teremos que fazê-lo nós mesmos, o que é um desafio enorme”, disse Halvorsen.
O movimento Ocuppy ficou famoso depois da versão norte-americana, quando ativistas ocuparam uma praça na região de Wall Street, coração financeiro da cidade. Em Londres, o acampamento que reúne cerca de 200 manifestantes começou com uma convocação pela rede social Facebook e já é uma das ocupações mais longevas ligadas ao movimento global do Ocuppy. Continue lendo… 'Ativistas do movimento Ocuppy querem articular novas manifestações e fortalecer processo democrático global'»

"Buzinaço". Manifestação orquestrada pelo "Veta, Lacerda" surgiu na internet e ganhou as ruas de BH. LÉO FONTES - 5.1.2012
Veto do prefeito virou um dos temas mais comentados na internet ontem
Larissa Arantes e Carolina Jardim
Assim que foi divulgada a decisão do prefeito Marcio Lacerda pelo veto ao projeto de lei que prevê o aumento salarial de 61,8% para os vereadores da capital, por volta das 12h30, o assunto virou um dos temas mais comentados na internet pelos belo-horizontinos, especialmente pelos que se mobilizaram e saíram às ruas para protestar contra o reajuste. Continue lendo… 'Cidadãos que foram às ruas comemoram a “vitória do povo”'»

Da Página da Cúpula dos Povos
Organizações da sociedade civil – algumas participantes do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 – realizarão um seminário, nos dias 23 e 24 de janeiro, em Porto Alegre (RS). A ideia é unir organizações e movimentos sociais críticos da economia verde proposta na agenda oficial da Rio+20, para contribuir com a construção da resistência às teses dominantes para o fortalecimento das alternativas que emergem das práticas baseadas no olhar feminista, agroecológico, da economia solidária e de outras práticas baseadas na não-mercantilização dos bens comuns.
Como o Fórum Social Temático acontece de 24 a 29 de janeiro na mesma cidade, esse seminário deverá preparar os ânimos para as discussões que seguirão até o final do mês sobre a Rio+20 e sobre a Cúpula dos Povos. Continue lendo… 'Rumo à Rio+20: por uma outra economia'»