A nova onda de automação e suas consequências

Como as máquinas poderão substituir seres humanos também no setor de serviços. Os enormes riscos de desigualdade e desumanização. As saídas — entre elas, a renda universal independente de trabalho

Por Martin Khor* | Tradução: Inês Castilho – Outras Palavras

No ano passado, a Uber começou a testar carros sem motorista, com seres humanos no interior para fazer correções no caso de alguma coisa dar errado. Se os testes forem bem, a Uber irá, ao que tudo indica, substituir seu exército atual de motoristas por uma frota dos novos carros. (mais…)

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Wikileaks revela: a vigilância tornou-se banal…

Nossos celulares e TVs podem ser espionados regularmente. Programas de ciberguerra criados pela CIA são capturáveis por grupos de ódio. Assange denuncia; em poucos dias, a mídia esquece

Por Jefferson Morley, no Outras Palavras

A última bomba do Wikileaks, apelidada Vault 7, é relevante por várias razões. A coleção de 8.761 documentos e arquivos não se limita a mostrar aos cidadãos como a agência faz para espioná-los, capturando seus telefones móveis e aparelhos de TV, driblando dispositivos de antivirus e de criptografia. Ela também chama atenção para os inesperados perigos que a guerra cibernética da CIA representa para os cidadãos — inclusive norte-americanos. (mais…)

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Brincando de guerra

Nascidas em meio à ocupação americana no Iraque, as crianças que vivem em Mossul agora assistem à batalha sangrenta contra o Estado Islâmico. Nas brincadeiras de guerra, se fantasiam de soldados enquanto esperam seu destino: matar ou morrer

por Yan Boechat para a Agência Pública

Ainda faz frio nas primeiras horas de uma manhã ensolarada de fevereiro quando um grupo de meninos entre 6 e 13 anos corre entre as ruínas do que um dia foi um bairro de Mossul, no norte do Iraque. (mais…)

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RJ – Seminário: Diálogos Lusófonos Transatlânticos

O IFCS/UFRJ, reunirá Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil​: Terça, 14 de Março de 2017 das 14:30hs às 18:30hs

Produção de Conhecimento em Ciências Sociais e Formação de Massa Crítica nas Sociedades em (Re)Construção é o tema central deste Seminário que ocorrerá na próxima terça-feira, dia 14 de Março de 2017, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, no Largo de São Francisco, 1, Centro, Rio de Janeiro, das 14h30m às 18h30m, com  Miguel de Barros, do ​Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas da Guiné-Bissau, Revy Lima, ​do  Instituto de Ciências Sociais e Jurídicas​ da Universidade de Cabo Verde, Michel Misse, coordenador do Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana-NECVU do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/UFRJ​, e Evandro Vieira Ouriques, coordenador do ​Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Psicopolítica e Consciência-NETCCON da ​Escola de Comunicação/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas Epistemologia /NCE/CCMN/UFRJ. (mais…)

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Boaventura: a Europa será capaz de aprender?

Arrogância colonial cegou Velho Continente para inovações que se produziam no Sul Global. Agora, esgotados e incapazes de criar, europeus abrirão os olhos?

Por Boaventura de Sousa Santos* – Outras Palavras

Um sentimento de exaustão histórica e política assombra a Europa e o Norte Global em geral. Após cinco séculos a impor soluções ao mundo, a Europa parece incapaz de resolver os seus próprios problemas, e entrega a sua resolução às empresas multinacionais por via de tratados de livre comércio, cujo objectivo é eliminar os últimos resquícios da coesão social e da consciência ambiental obtidas depois da segunda guerra mundial. Nos EUA, Donald Trump é mais consequência que causa da desagregação de um sistema político altamente corrupto, disfuncional e anti-democrático, em que o candidato mais votado em eleições nacionais pode ser derrotado pelo candidato que obteve menos três milhões de votos dos cidadãos. Domina a convicção de que não há alternativas ao estado crítico a que se chegou. Os líderes mundiais, reunidos recentemente no Fórum Econômico de Davos, reconheceram que os 8 homens mais ricos do mundo têm tanta riqueza quanto a da metade mais pobre da população mundial, mas nem por isso lhes passou pela cabeça apoiar políticas que contribuam para redistribuir a riqueza. Pelo contrário, exortaram os desgraçados do mundo a melhorarem o seu desempenho para amanhã também serem ricos. (mais…)

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O que leva uma criança a dizer que apoia o Estado Islâmico?

Ele tem 10 anos de idade, o rosto pequeno e redondo e um olhar atento. Você sabe que ele é inteligente porque ele faz muitas perguntas. Mas, neste caso, a curiosidade o levou a ter problemas

Hoje em dia, ele prefere não repetir as palavras ditas há pouco mais de um ano na frente de seus colegas em uma escola primária no oeste de Londres. (mais…)

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Capitalismo, dinheiro e excrementos

Como Giorgio Agamben e Walter Benjamin releram as observações cristãs sobre o dinheiro. Por que a psicanálise o associa à matéria fecal, à “insuficiência de mim” e à guerra de todos contra todos

Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra Casa, em Outras Palavras

O filósofo italiano Giorgio Agamben, um dos relevantes protagonistas do pensamento crítico na virada do século XX para o XXI disse numa entrevista em 2012 que “Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro” (aqui). A afirmação de Agamben inspirou-se em outro filósofo, este um protagonista da primeira metade do século XX, um pensador fora da curva, Walter Benjamin. Em seu curto e denso “O Capitalismo como Religião”, de 1921 (aqui), Benjamin escreveu que o capitalismo é em si mesmo a religião mais implacável que já existiu, e promove um culto ininterrupto ao Dinheiro, “sem trégua nem piedade”, uma religião que não visa a reforma da pessoa, “mas seu o seu esfacelamento”.[1] (mais…)

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Trump e a nova fase do imperialismo

Apenas a ingenuidade poderia atribuir os movimentos de Trump à “ignorância”. O mundo capitalista está desmantelado e em processo de reconstrução por suas próprias lógicas internas.

Por Leonardo Leite, no blog da Boitempo

Em sua coluna de janeiro neste blog, Giovanni Alves fez uma competente análise da atual longa depressão do século XXI[1]. Apoiado na tese do marxista inglês Michael Roberts, ele mostra que a raiz da crise é a redução da lucratividade do capital ao longo dos últimos anos. Com base nessa constatação, deixa uma pergunta intrigante que inspirou a reflexão que desenvolverei neste texto: “o que irá contribuir para a saída da longa depressão do século XXI?”. (mais…)

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