O fim do estado de direito, ou quando a ditadura do capital mostra a cara

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Houve um tempo em que pareceu possível acreditar que no capitalismo haveria a possibilidade de existir um “estado de direito”. Ou seja, uma organização da vida amparada em leis e direitos, valendo para todos. O tal do contrato social. E assim, os estados garantiram leis de amparo ao trabalhador, benefícios para os velhos, as viúvas, as crianças e os doentes, regras de convício social. Alguns países até conseguiram chegar a algum nível dessa proposta, mas todos do centro do sistema. Até porque quem estuda sabe que, no capitalismo, o centro só é rico justamente porque tem uma periferia empobrecida da qual ele tira tudo o que pode.  (mais…)

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Esquerda e progressismo são hoje duas coisas diferentes na América Latina. Entrevista especial com Eduardo Gudynas

Por: João Flores da Cunha | Tradução: Juan Luis Hermida – IHU On-Line

Nos últimos anos, a América Latina viu diversos de seus países serem governados por partidos progressistas e ligados à esquerda: o Partido dos Trabalhadores no Brasil, o kirchnerismo na Argentina, os bolivarianos na Bolívia, no Equador e na Venezuela, e a Frente Ampla, no Uruguai. Embora tenham suas raízes na esquerda, porém, esses governos “são um tipo de esquema político diferente da esquerda que lhes deu origem. Esquerda e progressismo são hoje, na América Latina, duas coisas diferentes”. Essa é a visão expressa pelo ambientalista e pesquisador uruguaio Eduardo Gudynas, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

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Neoliberalismo, ordem contestada, por Perry Anderson

Sistema sofre pressão inédita – da esquerda e da direita – mas resiste, apoiando-se no medo. Por que o populismo retrógrado ainda é mais forte. Como mudar o jogo

Do Le Monde Diplomatique, em Outra Palavras 

O termo “movimentos anti-sistêmicos” era comumente usado, há 25 anos1, para caracterizar forças de esquerda, em revolta contra o capitalismo. Hoje, ele não perdeu relevância no Ocidente, mas seu sentido mudou. Os movimentos de revolta que se multiplicaram na última década não se rebelam mais contra o capitalismo, mas contra o neoliberalismo – os fluxos financeiros desregulados, os serviços privatizados e a desigualdade social crescente, uma variante específica do domínio do capital adotada na Europa e América desde aos anos 1980. A ordem econômica e política resultante foi aceita indistintamente por governos de centro-direita e centro-esquerda, de acordo com o princípio central do pensamento único e do dito de Margareth Thatcher, segundo o qual “não há alternativa”. Dois tipos de movimento agora mobilizam-se contra este sistema; e a ordem estabelecida estigmatiza-os – sejam de direita ou de esquerda – como a “ameaça populista”. (mais…)

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A nova onda de automação e suas consequências

Como as máquinas poderão substituir seres humanos também no setor de serviços. Os enormes riscos de desigualdade e desumanização. As saídas — entre elas, a renda universal independente de trabalho

Por Martin Khor* | Tradução: Inês Castilho – Outras Palavras

No ano passado, a Uber começou a testar carros sem motorista, com seres humanos no interior para fazer correções no caso de alguma coisa dar errado. Se os testes forem bem, a Uber irá, ao que tudo indica, substituir seu exército atual de motoristas por uma frota dos novos carros. (mais…)

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Wikileaks revela: a vigilância tornou-se banal…

Nossos celulares e TVs podem ser espionados regularmente. Programas de ciberguerra criados pela CIA são capturáveis por grupos de ódio. Assange denuncia; em poucos dias, a mídia esquece

Por Jefferson Morley, no Outras Palavras

A última bomba do Wikileaks, apelidada Vault 7, é relevante por várias razões. A coleção de 8.761 documentos e arquivos não se limita a mostrar aos cidadãos como a agência faz para espioná-los, capturando seus telefones móveis e aparelhos de TV, driblando dispositivos de antivirus e de criptografia. Ela também chama atenção para os inesperados perigos que a guerra cibernética da CIA representa para os cidadãos — inclusive norte-americanos. (mais…)

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