Categoria: Racismo Ambiental

Médico e enfermeira negaram socorro a indígena no MS, diz MPF

Por racismoambiental, 08/02/2012 18:02

Um médico e uma técnica de enfermagem transformaram-se réus no Mato Grosso do Sul, após se recusarem a atender uma atropelada por ela ser indígena. A vítima, da etnia Guarani-Kaiowá, foi vítima de acidente na BR 163, em Mundo Novo, sul do MS. Os réus podem ser condenados a até 3 anos de prisão, além de multa.

O acidente ocorreu no dia 27 de outubro de 2009. Um policial rodoviário encontrou a vítima no Km 29 da rodovia e a conduziu até o município de Mundo Novo, para receber socorros no hospital Bezerra de Menezes. Como o hospital estava sem médico de plantão, a indígena foi encaminhada para o Hospital Evangélico – na cidade, os hospitais trabalham em revezamento para tratar casos de emergência, cabendo ao segundo o atendimento naquela semana.

No entanto, a técnica de enfermagem de plantão, sob orientação do diretor clínico do hospital, recusou-se a prestar atendimento, sob a alegação de que apenas o Hospital Bezerra de Menezes tinha convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para atendimento de indígenas. Com a recusa, a vítima voltou ao hospital anterior e acabou socorrida por duas funcionárias, já que não havia médico de plantão. Continue lendo… 'Médico e enfermeira negaram socorro a indígena no MS, diz MPF'»

Ibama emite licença para ‘linhão’ do Madeira

Por: Rafael Bitencourt, Valor Econômico

O Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quarta-feira que emitiu a licença de instalação (LI) para a última fase do projeto de interligação das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, em construção no rio Madeira (RO), ao sistema nacional de transmissão de energia elétrica. O projeto, conhecido por Linhão do Madeira, é considerado estratégico, pois permitirá o compartilhamento da energia gerada nas duas usinas com as demais regiões do país.

O trecho da rede de transmissão autorizada possui 2.420 quilômetros de extensão, entre Porto Velho (RO) e Araraquara (SP). O empreendimento irá cortar 85 municípios e cinco Estados (Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo).

O Ibama informou que, durante o processo de licenciamento, foram adotadas medidas para minimizar o impacto ambiental na implementação do linhão. Entre elas, a redução em 14,3% da área de floresta a ser suprimida, resultado no corte de 531 hectares.

Além do empreendimento autorizado nesta semana, há outra extensão de linha de transmissão, com 2.380 quilômetros, que será utilizada para escoar a energia produzida pelas duas megausinas. Segundo o instituto, o projeto ainda será complementado pela rede de 606 quilômetros entre as cidades de Cuiabá, Ribeirãozinho e Rio Verde.

O Ibama informou que o investimento total para a construção de todas as linhas e subestações está estimado em R$ 7,2 bilhões.

http://amazonia.org.br/2012/02/ibama-emite-licen%C3%A7a-para-%E2%80%98linh%C3%A3o%E2%80%99-do-madeira/

MPF/PA pede novamente proteção para Júnior Guerra, ameaçado por madeireiros em Trairão

É a quarta vez que o pedido de proteção é feito

O Ministério Público Federal, através de procuradores que atuam em Santarém e Altamira, voltou a enviar ofícios com carimbo de urgente para a Polícia Federal, para o Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Pará (PEPDDH) e para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República requisitando força policial para proteger a vida de Júnior José Guerra, morador do Projeto de Assentamento Areia, em Trairão, e ameaçado de morte por denunciar madeireiros que atuam ilegalmente na região.

O PEPDDH já recusou proteção à Júnior Guerra no ano passado. “Solicitamos uma reavaliação urgente do caso com base em novas provas”, diz o novo pedido do MPF, datado de 3 de fevereiro. As novas provas apresentadas foram atas de assembléias da associação dos assentados, que mostram a participação de Júnior como liderança.

Guerra não foi incluído no programa depois do primeiro pedido do MPF – em outubro de 2011 – porque ele não foi considerado como liderança do Assentamento Areia. Para o MPF, essa conclusão é equivocada e ele deve receber a proteção do Pepddh. Enquanto isso não se resolve, no entanto, os procuradores da República que atuam no caso pediram que a Polícia Federal destaque agentes para fazer a segurança de Júnior Guerra. Continue lendo… 'MPF/PA pede novamente proteção para Júnior Guerra, ameaçado por madeireiros em Trairão'»

MP exige abrigo decente dos sem teto despejados no centro de São Paulo

São Paulo – O promotor de Habitação do Ministério Público Federal (MPF) Maurício Lopes disse à Rádio Brasil Atual que a  prefeitura de São Paulo deverá oferecer alternativa de abrigo às 230 famílias que na semana passada foram despejadas de um prédio na esquina da avenida Ipiranga com a São João, na região central de São Paulo.

A prefeitura quer que os desabrigados sejam instalados em albergues, alternativa rejeitada pela maioria da comunidade alegando, entre outras razões, que a medida pode separar as famílias. O MPF quer que o Tribunal de Justiça determine que a população do local receba hospedagem social ou seja inserida em programa municipal que contemple as necessidades e garanta a manutenção das unidades familiares.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/02/mp-exige-abrigamento-dos-sem-teto-despejados-no-centro-de-sp

Perícia colhe evidências de casos de abuso sexual no Pinheirinho

Duas mulheres teriam sido forçadas a praticar sexo oral em policiais no dia da reintegração de posse. Denúncia foi feita pelo senador Eduardo Suplicy

Por: Letícia Cruz, Rede Brasil Atual

São Paulo – Duas moradoras do Campo dos Alemães, em São José dos Campos, relataram à perícia técnica, na última segunda-feira (6), a situação de abuso sexual que teriam sofrido durante a ação policial na reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, próximo ao bairro. As denúncias foram feitas na semana passada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e dão conta de violência sexual por parte de policiais da Rota desde as 23h40 de 22 de janeiro até as 4 do dia 23. Roupas íntimas e objetos foram recolhidos pela perícia.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Suplicy afirmou ter solicitado à família que preservasse a casa da forma em que estava no dia da ação policial, até que o local fosse periciado. “Eles relataram ontem, perante as autoridades, tudo o que aconteceu naquele dia em detalhes. Foram quase seis horas de apuração”, contou o senador. A denúncia foi recebida pelo senador por meio de representantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos à Pessoa Humana (Condepe), e foi enviada ao Ministério Público Estadual, que apura o caso. Pelo menos 12 policiais militares são acusados de participar das agressões. Continue lendo… 'Perícia colhe evidências de casos de abuso sexual no Pinheirinho'»

Perú: Fondo de pensiones de Suecia invierte en Yanacocha y Conga

Servindi, 8 de febrero, 2012.- Los fondos nacionales de pensiones de Suecia han invertido 465 millones de coronas en Newmont Mining, principal accionista de la mina de oro Yanacocha y del proyecto minero Conga, en Cajamarca.

La organización Solidaridad Suecia-América Latina encargó un informe a Swedwatch para que revise las inversiones que dichos fondos han realizado en empresas multinacionales Newmont, Barrick Gold y Goldcorp que extraen oro en Perú, Guatemala y Chile.

El documento deja entrever que el dinero destinado para la jubilación de los suecos es invertido en negocios y empresas “que en menor o mayor grado pueden ser vinculadas a violaciones de los derechos humanos, a actividades que destruyen el medio ambiente o a corrupción”.

Este hecho se contradice con las bien acogidas políticas del Reino de Suecia relacionadas con la conservación de la naturaleza, la protección del medio ambiente y la eficacia energética.

Newmont estuvo involucrado en amenazas de muerte dirigidas a los opositores a la mina y a cuestionamientos por las condiciones en que trabajan sus empleados. Continue lendo… 'Perú: Fondo de pensiones de Suecia invierte en Yanacocha y Conga'»

Um holocausto contra os Guarani e Kaiowá em Mato Grosso do Sul?

Por: Jorge Eremites de Oliveira*

Holocausto é o termo empregado para a perseguição e o extermínio de milhões de judeus na primeira metade do século XX, sobretudo na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Mas ainda hoje em dia, muitas pessoas mundo afora nutrem preconceito contra os judeus, inclusive sob a acusação de que teriam assassinado Jesus. No Brasil existe até o verbo “judiar”, usado no sentido de maltratar, palavra que lembra os maus tratos sofridos pelos judeus ao longo de sua história. No entanto, paradoxalmente, há décadas o governo de Israel dispensa uma política de tratamento desumano contra os palestinos, com apoio dos Estados Unidos e outros países aliados, o que é de se lamentar profundamente. Mas também é verdade que muitos judeus se opõem a este tipo de atitude do Estado Israelense e buscam alternativas de paz no Oriente Médio.

Mas por mais absurdo que possa parecer, no Brasil há quem avalie – não sem dados para isso – que em Mato Grosso do Sul está em franco andamento uma política genocida de promover uma espécie holocausto contra os Guarani e Kaiowá, muitos dos quais vivem em reservas indígenas superlotadas que lembram campos de concentração. Nesses espaços a dignidade da pessoa humana é desrespeitada de várias formas. Há, ainda, comunidades estabelecidas em acampamentos às margens de rodovias em condições igualmente indignas, muitas vezes sem acesso à água potável, alimentação decente, educação formal e saúde de qualidade.

Ali muitas delas esperam por decisões do Estado Brasileiro sobre áreas de reivindicam como terras tradicionalmente ocupadas por comunidades indígenas. Somam-se a isso os muitos assassinatos de lideranças indígenas, registrados ano após ano. Continue lendo… 'Um holocausto contra os Guarani e Kaiowá em Mato Grosso do Sul?'»

Incra toma posse de imóvel no Quilombo do Cafundó (SP)

A Superintendência Regional do Incra em São Paulo (Incra/SP) recebeu formalmente a posse da Fazenda Eureka, área com 122 hectares que integra o quilombo do Cafundó, em Salto de Pirapora (SP). A regularização dessas terras em prol da Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó é um marco para as famílias do local, por trazer segurança jurídica e a perspectiva de desenvolvimento após décadas de lutas pelo reconhecimento de seus direitos. A posse, ocorrida na última semana, foi comemorada na Vila do Cafundó com músicas que reafirmavam o passado de resistência e as esperanças de um futuro diferente para as novas gerações.

A Fazenda Eureka, primeira gleba do quilombo do Cafundó a ser desapropriada, tem área que representa mais da metade do território ocupado pela comunidade. O imóvel foi avaliado em R$ 1.248.536,28 e a ação ajuizada em 4 de novembro de 2011, na 3ª. Vara Federal de Sorocaba, que proferiu decisão favorável ao Incra em 15 de dezembro de 2011.

O superintendente do Incra/SP, José Giacomo Baccarin, enfatizou a importância da regularização. “A comunidade do Cafundó passará a ter direitos aos recursos gerados pela exploração mineral ou pelo aluguel de uma torre retransmissora instalada na área recebida durante a vigência dos contratos”, esclareceu, informando que caberá à Associação a decisão sobre renovações ou novas formas de explorar as terras. Continue lendo… 'Incra toma posse de imóvel no Quilombo do Cafundó (SP)'»

Pinheirinho: Mulheres denunciam estupros por policiais da ROTA

Moradores de São José dos Campos, no interior de São Paulo, na região do Pinheirinho, desocupado pela Polícia numa operação de barbárie completa, registraram documento no Ministério Público com novos relatos de abusos: mulheres foram estupradas por policiais.

Se as câmeras que possibilitam divulgar e denunciar toda a brutalidade e violência de sua ação não intimida os policiais, imagine o que não são capazes de fazer às escondidas.

O jovem conhecido nacionalmente pelo seqüestro do ônibus 174 sabe. Diante das câmeras a ação da polícia no centro da capital fluminense também foi um fiasco e resultou na morte de uma passageira. Sandro Barbosa, o seqüestrador, foi preso e levado no camburão pela polícia. Apesar de ter sido colocado no carro sem nenhum ferimento, o jovem que sobreviveu à chacina da Candelária, não sobrevivei à ação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Rio de Janeiro. Continue lendo… 'Pinheirinho: Mulheres denunciam estupros por policiais da ROTA'»

Algumas palavras do povo Guarani Kaiowá no MS

Os últimos 8 anos foram duros para o povo Guarani Kaiowá. Foi neste período que mais de 260 indígenas foram mortos. E quando o ritmo de demarcação das terras diminuiu. Os índios da aldeia Laranjeira Nhanderú, localizada no município de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, foram despejados três vezes de suas terras por ordem da Justiça e ficaram um ano e sete meses na beira da estrada. Por vezes, pistoleiros precedem a chegada da Polícia Federal e da Funai, tocando fogo na aldeia.

Esse cenário foi visto pela Expedição Marcos Verón, que visitou algumas aldeias no sul do estado e pretende editar um documentário e produzir um relatório com as violações cometidas aos indígenas. A Carta Maior estava lá. Continue lendo… 'Algumas palavras do povo Guarani Kaiowá no MS'»

Descaso com nascentes e rios ameaça o Pantanal

Estudo inédito englobando Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina aponta áreas que precisam de mais atenção para garantir a sobrevivência da maior planície alagável do planeta, de populações e de economias ?

A conservação da Bacia do rio Paraguai[1] e a sobrevivência do Pantanal estão ameaçadas, principalmente pela degradação de nascentes e barramento de rios que fluem de áreas de planalto (Cerrado) para a planície pantaneira.

Por isso, a inédita Análise de Risco Ecológico da Bacia do Rio Paraguai[2] é lançada junto ao Dia Mundial das Áreas Úmidas (2 de fevereiro), evidenciando que metade da bacia pantaneira está sob alto e médio risco ambiental, e que 14% dela necessitam ser protegidos com urgência, por sua grande capacidade de fornecer água e manter os ciclos de cheias e vazantes que dão vida ao Pantanal.

O estudo contou com mais de 30 especialistas dos quatro países e exigiu três anos de esforços, evidenciando também que essas áreas estão majoritariamente em porções elevadas nas bordas da bacia e são as maiores fornecedoras de água à planície, área que ainda apresenta boas condições ecológicas. “Conhecendo a “saúde” do Pantanal podemos nos antecipar a problemas futuros, como o das mudanças climáticas, mas a saúde pantaneira está ameaçada por ações em curso, no presente”, ressaltou Glauco Kimura, coordenador interino do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil.

As principais ameaças à Bacia do rio Paraguai são o desmatamento e o manejo inadequado de terras para agropecuária, causadores de erosões e sedimentação de rios, por exemplo. Barramentos hidrelétricos estão alterando o regime hídrico natural do Pantanal. O crescimento urbano e populacional é seguido por mais obras de infraestrutura, como rodovias, barragens, portos e hidrovias, colocando em risco o frágil equilíbrio ambiental pantaneiro. Continue lendo… 'Descaso com nascentes e rios ameaça o Pantanal'»

Governo Federal não utiliza verbas destinadas aos povos indígenas

Informação é do programa Siga Brasil, do Governo Federal, que afirma que a União não aplica totalmente dinheiro público voltado para os índios

No ano passado, 48,3% das verbas disponíveis - em torno de R$ 232 milhões -, não foram utilizadas (Arquivo A Crítica)

O Governo Federal aplicou, em 2011, apenas metade dos recursos destinados à melhoria da qualidade de vida dos indígenas, segundo dados do programa Siga Brasil, do Portal do Senado Federal, que disponibiliza informações sobre execução orçamentária.

De acordo com o Siga Brasil, 48,3% das verbas disponíveis para execução da política indigenista, no ano passado, não foram utilizadas, o equivalente a cerca de R$ 232 milhões. O tema foi discutido nessa terça-feira (7), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), por ocasião do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, instituída pela Lei n° 11.696 no dia 12 de Junho de 2008.

“Das ações implantadas para a promoção e melhoria de vida do índio, nenhuma delas utilizou todos os recursos disponíveis. Após mais de um ano de Governo, a situação dos povos indígenas continua muito ruim”, destacou o deputado estadual Sidney Leite (DEM), na manhã dessa terça. Continue lendo… 'Governo Federal não utiliza verbas destinadas aos povos indígenas'»

MS – Promulgada lei que cria Fundo Estadual de Terras Indígenas

O governo de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (08) lei que autoriza o executivo a criar o Fundo Estadual de Terras Indígenas (Fepati).

Conforme a redação da lei, o decreto permite a utilização dos recursos para três finalidades: aquisição de terras para a comunidade indígena, indenização das áreas atingidas pela demarcação de terras e aquisição de áreas destinadas ao assentamento de propriedades rurais.

Os recursos do fundo serão obtidos através de convênios com a União, contribuições de entidades ou empresas interessadas, juros e rendimentos bancários de aplicações financeiras, doações ou outros recursos obtidos.

As empresas que contribuírem ao Fepati poderão deduzir deduzir do saldo devedor do ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e de Comunicação).

Ainda de acordo com a lei, para a implementação da norma, o governos vai transferir até R$ 500 mil ao Fetepi, até o fim do atual exercício financeiro.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/promulgada-lei-que-cria-fundo-estadual-de-terras-indigenas_140854/

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.