Categoria: Racismo Ambiental

Canoada vai se despedir da Volta Grande do Xingu

Por , 01/09/2014 15:03
Cachoeira do Jeriquá, na Volta Grande do Xingu, área afetada pela construção de Belo Monte. Foto: Verena Glass

Cachoeira do Jeriquá, na Volta Grande do Xingu, área afetada pela construção de Belo Monte. Foto: Verena Glass

Canoada Bye Bye Xingu irá percorrer trecho impactado por Belo Monte e promover diálogos sobre o futuro da Amazônia. Serão mais de 100 km em canoas tradicionais guiadas por indígenas e ribeirinhos

Leticia Leite – ISA

A Volta Grande, um trecho de 100 km de um dos mais belos e importantes rios brasileiros, o Rio Xingu, será barrada para abastecer a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Para despedir-se de uma paisagem que será definitivamente transformada quando Belo Monte entrar em operação, o ISA e a Associação Indígena Miratu Yudjá Xingu (Aimyx) programaram a canoada Bye Bye Xingu. Sem fins lucrativos, a canoada é ativista e irá reunir entre os dias 7 e 11 de setembro indígenas, pescadores, ribeirinhos e ativistas de várias regiões do Brasil. Promoverá assim, um encontro de pessoas com modos de vida distintos e que acreditam na importância da valorização da diversidade socioambiental do Brasil.

Instalada em uma região da Amazônia praticamente à margem do Estado, Belo Monte tem se tornado símbolo de inadimplência socioambiental. A canoada busca chamar a atenção para os problemas que os povos e comunidades do Xingu enfrentam há mais de 30 anos, quando a possibilidade de construção de uma usina na região foi anunciada. A proposta é promover um diálogo diferente com quem se dispuser a vir para Altamira e seguir em uma viagem pela cultura local e impactos da construção da terceira maior hidrelétrica do mundo. Continue lendo… 'Canoada vai se despedir da Volta Grande do Xingu'»

Observatórios verificarão impacto da indústria extrativista sobre os mapuches

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AditalO Observatório Cidadão de Temuco (OC), no Chile, e o Observatório de Direitos Humanos e Povos Indígenas (ODHPI), de Neuquén, na Argentina, se uniram em favor dos direitos dos povos indígenas mapuche que se encontram nos dois países. Um projeto conjunto visa a recolher evidências concretas sobre os impactos das indústrias extrativistas nos direitos desses povos e, a partir daí, promover as transformações legais, políticas, institucionais e culturais que possam proteger seus direitos humanos e territoriais.

Representantes dos Observatórios se reuniram, nos dias 21 e 22 de agosto deste ano, em Temuco, para coordenar as ações principais que serão desenvolvidas no marco do projeto “Indústrias extrativistas e o Povo Mapuche: documentação, defensoria legal e empoderamento para a proteção dos direitos”. A iniciativa está sendo apoiada pelo Grupo Internacional de Trabalho sobre Assuntos Indígenas (IWGIA). Continue lendo… 'Observatórios verificarão impacto da indústria extrativista sobre os mapuches'»

Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013 reúne pesquisadores e estudantes

Ruben falando CPT

O lançamento aconteceu no Instituto de Geociências da UFBA, em Salvador.

CPT BA

Estudantes, professores e pesquisadores estiveram reunidos na sexta-feira, 29 de agosto, no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, para o lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O evento, organizado pela CPT Bahia e o Programa de Pós-Graduação em Geografia, através do Grupo de Pesquisa GEOGRAFAR – Geografia dos Assentamentos na Área Rural, da UFBA contou com apresentação do sociólogo Ruben Siqueira e da advogada Tatiana Gomes, ambos da CPT, que interpretaram os dados nacionais e locais. Tiago Rodrigues, do GEOGRAFAR, fez uma reflexão sobre reforma agrária nos últimos anos.

O encontro teve ainda a participação do Cacique Ramon, dos Tupinambás, de Olivença, que falou sobre a luta do seu povo para garantir seus direitos. “Nós estamos lutando há anos pela demarcação do nosso território e por isso temos que unir forças para atingir o nosso objetivo”, disse. Continue lendo… 'Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013 reúne pesquisadores e estudantes'»

Prefeito de Maricá suspende obras de duto do Comperj e cobra contrapartida da Petrobras

Vista aérea do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em abril de 2014 - Custudio Coimbra / Agência O Globo/02-04-2014

Vista aérea do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em abril de 2014 – Custudio Coimbra / Agência O Globo/02-04-2014

Determinação de Washington Quaquá interrompe, nesta sexta, construção de emissário até a praia de Itaipuaçu

por Gustavo Schmitt - O Globo

NITERÓI — A prefeitura de Maricá determinou na quinta-feira, dia 28, a paralisação, nas frentes de obras do município, da construção do emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O duto de 40 quilômetros de extensão vai levar efluentes de resíduos químicos, já tratados, da refinaria, em Itaboraí, à Praia de Itaipuaçu, em Maricá. A determinação para suspender as obras partiu do prefeito Washington Quaquá (PT), que cobra da Petrobras o pagamento de uma contrapartida de R$ 20 milhões para reduzir o impacto do empreendimento na região. O dinheiro, cujo repasse foi acertado em abril, por meio de um convênio, seria usado para o asfaltamento de ruas e a construção de uma escola técnica. Ele disse que, na última quarta-feira, a estatal apresentou uma contraproposta, sugerindo apenas recuperar as vias danificadas pelas intervenções.

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Usina força saída de índias de ‘Bye Bye Brasil’

Índia Maria Xipaia no portão de casa (Foto: Lucas Reis)

Índia Maria Xipaia no portão de casa (Foto: Lucas Reis)

Lucas Reis – Folha de S.Paulo

ENVIADO ESPECIAL A ALTAMIRA (PA)

A caravana mambembe interrompe a viagem pela Amazônia, em 1978, ao encontrar uma família indígena perdida, que pede carona até Altamira (PA), marco da rodovia Transamazônica.

“Depois que os brancos chegaram, minha aldeia se acabou”, relata o cacique.

A história se repete no interior do Pará 36 anos depois da passagem da trupe fictícia de Lorde Cigano (José Wilker) e Salomé (Betty Faria), personagens de “Bye Bye Brasil” (1979), de Cacá Diegues.

Mãe e filha, índias que participaram das filmagens, serão retiradas de onde vivem há 30 anos por causa da usina de Belo Monte. A casa de alvenaria e porta de madeira será inundada pelo reservatório da hidrelétrica.

“A gente é acostumada a ter o rio por perto desde sempre. Como vai ser agora? Para onde vão nos levar?”, lamenta Maria Antônia Xipaia Curuaia, 52, ao lado da mãe, Maria Xipaia, 87.
Sentadas na varanda de casa, elas observam o que sobrou da vista do rio Xingu, um vão no muro da frente.

“Era tão bonito aqui, não tinha nada, não tinha casa na frente, era só o rio. A gente se banhava, lavava roupa, a água era tão limpa. Agora não dá mais”, diz Maria, a mãe.

Maria tinha 50 anos, e Maria Antônia, 15, quando Cacá Diegues chegou à cidade, de 20 mil habitantes à época, para iniciar o seu novo filme. Continue lendo… 'Usina força saída de índias de ‘Bye Bye Brasil’'»

Comité de Naciones Unidas recomienda combatir el racismo y la discriminación en el Perú

Imagen: Amnistía.org.pe

Imagen: Amnistía.org.pe

También evitar y sancionar el excesivo uso la fuerza contra pueblos indígenas por parte de fuerzas del orden

Servindi – El Comité de las Naciones Unidas para la Eliminación de la Discriminación Racial (CERD) recomendó al Estado peruano adoptar una política nacional integral de lucha contra el racismo y la discriminación racial.

Esto con el fin de promover la inclusión social y reducir los altos niveles de desigualdad y pobreza que afectan a los pueblos indígenas y afroperuanos.

Esta demanda forma parte del cuerpo de recomendaciones contenida en el documento Observaciones finales sobre los informes periódicos decimoctavo a vigésimo primero de Perú difundido con fecha del 29 de agosto.

Las observaciones fueron aprobadas por el Comité en su 85° período de sesiones realizado del 11 al 29 de agosto de 2014 y se encuentran disponibles en internet (dar clic a este enlace).

En su informe, los expertos y expertas del Comité recomendaron la definición legal del concepto de discriminación racial y la tipificación en la legislación penal del delito de discriminación racial, acorde a los estándares internacionales de derechos humanos. Continue lendo… 'Comité de Naciones Unidas recomienda combatir el racismo y la discriminación en el Perú'»

Perú: Protesta denuncia abuso y contaminación de minera china Chinalco

Fotos: Iván Herrera /Servindi

Fotos: Iván Herrera /Servindi

ServindiOrganizaciones sociales protestaron frente a la embajada china en Lima contra el proyecto minero Toromocho de la empresa de origen chino Chinalco, en Morococha, Junín y en respaldo a una dirigenta enferma de cáncer presuntamente por exposición a uranio en la referida empresa.

Como se recuerda, la población de Morococha afronta un prolongado conflicto con la minera Chinalco por las condiciones en que ésta pretende desplazar el pueblo para realizar sus actividades extractivas en la ciudad.

En ese contexto y en simultáneo a una mesa de diálogo entre ambas partes que se llevaba cabo en Junín, el pasado jueves 28 de agosto, un grupo de manifestantes se movilizaron por las calles del distrito limeño de San Isidro hacia la embajada china. Continue lendo… 'Perú: Protesta denuncia abuso y contaminación de minera china Chinalco'»

Parecer do Ibama ‘segura’ licença de megaporto na BA

Por Daniel Rittner  - Valor Econômico

Um parecer técnico do Ibama jogou incertezas na reta final do processo de licenciamento do Porto Sul da Bahia, um megacomplexo portuário localizado em Ilhéus, que prevê investimentos de R$ 3 bilhões em dois grandes terminais. O parecer, assinado por nove analistas do órgão federal, conclui que só metade das condicionantes socioambientais estabelecidas na licença prévia foi efetivamente cumprida até agora e coloca em dúvida a liberação para o início das obras.

A primeira licença, atestando a viabilidade ambiental do empreendimento, foi dada no fim de 2012. Ela definiu 14 exigências que precisam ser atendidas para a obtenção da licença de instalação (LI). É esse segundo documento que permite a construção do porto para valer. O governo baiano, responsável pelo projeto, diz já ter cumprido todas as exigências. No mês passado, então, deu entrada no pedido formal de LI ao Ibama. Para os analistas da autarquia, porém, esse trabalho ficou literalmente pela metade.

O parecer, de 18 de agosto, considera que sete condicionantes foram atendidas e três não foram cumpridas. Outras quatro condicionantes teriam avançado apenas “parcialmente”. “No intuito de possibilitar manifestação conclusiva para a emissão da LI”, segundo o relatório de 130 páginas, “recomenda-se que as pendências indicadas ao longo do parecer sejam tratadas pelo empreendedor e encaminhadas ao Ibama para avaliação”. Como afirmam os próprios analistas, não se trata de posição final e muito menos irreversível, mas demonstra que a polêmica em torno do Porto Sul da Bahia ainda está bem longe de acabar. Continue lendo… 'Parecer do Ibama ‘segura’ licença de megaporto na BA'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.