Categoria: Racismo Ambiental

A mãe de Pezão, Dilmécio e os índios, por José Ribamar Bessa Freire

Por , 25/10/2014 15:35
ercyJosé Ribamar Bessa Freire – Taqui Pra Ti

Depois do último debate chocho, pergunto sem querer xingar: será que Aécio tem mãe? E Dilma tem mãe? Eles têm mãe? Viva, quero dizer. Sei lá! Só sei que quem tem mãe vivinha da silva é o Pezão, governador do Rio (PMDB vixe!) que quer se reeleger, tanto que apoia os dois candidatos a presidente. Não emprestou, porém, a nenhum dos dois sua mãe, capaz de decidir a eleição. Dona Ercy de Souza, 84 anos, mulher simples do interior, curso primário incompleto, vestida modestamente, foi a estrela da propaganda eleitoral na tv e no rádio. Falou sobre os valores com os quais criou o filho:

“Humilde, humildade, sempre pisar no chão. Humildade é tudo na vida, sempre falo para ele. Nunca deixar nada subir à cabeça porque tudo passa. Você tem que ser sempre o que você é. Meu filho, cuida das pessoas como eu cuidei de ti”.

Este depoimento, repetido à exaustão no horário eleitoral, me deixa arrepiadinho (passa a mão no meu braço, leitora, espia só os cabelinhos todos em pé). Com voz mansa, boca ligeiramente torta e o chiado do sul fluminense – humildche, humildadche – ela nos traz uma verdade para esse mundo de mentira. Eu sei, eu sei, a marquetagem é sempre falsa, mas o depoimento é uma coisa, o uso dele é outra. A  marquetagem vê em mamãe Pezona uma máquina de votos; para nós, ela tem outra dimensão, é mãe de verdade, como a da gente: fofinha, luminosa, sábia. Linda!

No primeiro turno, convencido e entusiasmado, votei em Tarcisio (PSOL) para governador. Agora, sem opção, ia anular, mas dona Ercy me convenceu a votar nela – humildche. Quem saiu de um útero desse calibre não pode ser cem por cento efedêpê, ainda mais enfrentando o trio da sujeira – Crivela (vixe), Garotinho (vixe) e Lindinho (vixe). É mais fácil fazer oposição a um vixe do que a três vixe-vixe-vixe. Crivella, além disso, ameaça os povos do terreiro e Lindinho é declaradamente contra os índios. Continue lendo… 'A mãe de Pezão, Dilmécio e os índios, por José Ribamar Bessa Freire'»

Tapajós: hidrelétricas, infraestrutura e caos

Livro Tapajós Capa

Telma Monteiro

O livro Tapajós: hidrelétricas, infraestrutura e caos.  Elementos para a governança da sustentabilidade em uma região singular já está disponível para download. Clique AQUI para baixar.

Organizado por Wilson Cabral de Souza Junior, conta com a participação de vários autores e faz uma análise acurada dos planos do governo de construir hidrelétricas na bacia hidrográfica do rio Tapajós. Continue lendo… 'Tapajós: hidrelétricas, infraestrutura e caos'»

Quilombolas têm voto garantido em povoados de Goiás

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Para muitos brasileiros, votar é apenas um detalhe em um domingo de outubro. Uma atividade que, muitas vezes, pode ser feita em questão de minutos. Os mesários das grandes cidades têm mais trabalho. Acordam cedo e vão para as seções, onde passarão o dia inteiro para, ao final da tarde, voltarem para casa. Existem lugares no Brasil, porém, onde eleitores e mesários passam por uma verdadeira saga, muitas vezes iniciada no dia anterior, para votar ou possibilitar que outros votem.

Nos municípios de Niquelândia e Cavalcante, em Goiás, os cartórios eleitorais têm muito trabalho para levar o direito ao voto aos moradores. Em Cavalcante, a cerca de 375 quilômetros de Goiânia, é tortuosa a estrada que leva mesários e urna eletrônica a uma comunidade quilombola kalunga. Os mesários precisam sair da cidade no sábado, encarar uma longa viagem por estrada de chão, para conseguir chegar a tempo. Encerrada a votação, a urna eletrônica é transportada de helicóptero para um local próximo que permita a transmissão dos dados.

Em Niquelândia, maior município do estado, com quase 10 mil quilômetros quadrados, a dificuldade é ainda maior. São quatro povoados em áreas de difícil acesso, Machadinho, Acaba Vida, Garimpinho e Buriti Alto. Desses, Buriti Alto tem o acesso mais complicado. São 243 quilômetros de distância entre o povoado e o cartório eleitoral do município. Estrada de terra, morros e riachos estão no caminho. O trajeto só pode ser feito com uma caminhonete com tração nas quatro rodas. E não pode chover, senão o riacho transborda e o carro não consegue atravessá-lo. Continue lendo… 'Quilombolas têm voto garantido em povoados de Goiás'»

Cumbre de los Pueblos en Cajamarca fortalece unidad y propuestas frente al cambio climático

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“Somos un río, no sólo gotas” es el lema de la cumbre que anticipa la gran Cumbre del 8 al 11 de diciembre

Servindi

Cumbre Pueblos – La Cumbre de los Pueblos de Cajamarca comenzó ayer en la comunidad celendina El Lirio para dar a conocer los problemas ambientales de las diversas regiones del país y proponer soluciones desde los pueblos para enfrentar el cambio climático.

“Somos un río, no sólo gotas” es el lema de este encuentro, en el que participan más de 120 organizaciones y delegaciones del país para armar propuestas en vistas a la Cumbre de los Pueblos frente al Cambio Climático, evento paralelo a la Conferencia de las Partes COP 20 que se realizará en diciembre en Lima. Continue lendo… 'Cumbre de los Pueblos en Cajamarca fortalece unidad y propuestas frente al cambio climático'»

Esperan absolución de comuneros de Cruz de Mayo, en Ancash

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El sábado 25 se dictará sentencia contra defensores de la Laguna Parón

Servindi – El Juzgado Penal Liquidador Transitorio de Huaylas-Caraz notificó el viernes 24 de octubre a nueve miembros de la Comunidad Campesina Cruz de Mayo para dictarles sentencia por supuestos delitos relacionados con la defensa de la laguna Parón.

La notificación entregada a las 3 p.m. indica los delitos de coacción (delito prescrito), usurpación agravada y entorpecimiento al funcionamiento de servicios, por hechos acontecidos el 29 de julio de 2008. Continue lendo… 'Esperan absolución de comuneros de Cruz de Mayo, en Ancash'»

Aquífero: do Latim “aqua” + “ferre”

TV Gandarela

Qual é a nossa escolha? Permitir a mineração ou garantir o abastecimento de água para o presente e futuro da terceira maior região metropolitana do Brasil? Muito se fala sobre as serras de Minas Gerais serem riquíssimas em minério de ferro.

Mas elas são mais ricas ainda em água, porque ela está na camada geológica onde se encontra o ferro. Por isso, a Serra do Gandarela, na região metropolitana de Belo Horizonte, é um aquífero muito importante para o abastecimento da região. É a última serra ainda intacta no chamado quadrilátero ferrífero, que conta com um movimento que luta há anos pela sua preservação. Continue lendo… 'Aquífero: do Latim “aqua” + “ferre”'»

Crise da água afronta a ciência brasileira

“Um dos mais respeitados cientistas brasileiros, Aziz Ab’Saber denunciou abertamente o absurdo do novo Código Florestal ter sido aprovado há quase três anos no Congresso Nacional sem o respaldo da ciência. E previu consequências trágicas para os recursos hídricos”, escreve André Trigueiro, jornalista, em artigo publicado por Mundo Sustentável. Eis o artigo

IHU On-Line

Não foi por falta de aviso.

Além do seu incomensurável capital natural, o Brasil construiu ao longo do tempo um robusto estoque de conhecimento científico a respeito de seus biomas, ecossistemas e bacias hidrográficas.

Gente do calibre de José Lutzenberger, Augusto Ruschi e Aziz Ab’Saber (dentre tantos outros que descortinaram novos e importantes horizontes de investigação científica) revelaram que a natureza se comporta como um sofisticado sistema interligado, onde certos gêneros de intervenção, aparentemente inofensivos, podem causar gigantescos estragos.

Não fosse a genialidade e o respeito que impuseram a partir de seus trabalhos científicos, seriam massacrados pelos poderosos da época.

Não foram poucos os políticos inescrupulosos e empresários gananciosos que tentaram a todo custo “desconstruir” (para usar uma palavra da moda) suas reputações. Continue lendo… 'Crise da água afronta a ciência brasileira'»

MPF pede novamente anulação da licença da Hidrelétrica São Manoel

Região, no rio Teles Pires, escolhida para construir a UHE São Manoel   Foto: (Marcelino & Gallo, 2009)

Região, no rio Teles Pires, escolhida para construir a UHE São Manoel
Foto: (Marcelino & Gallo, 2009)

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou mais uma ação apontando irregularidades no licenciamento da Usina Hidrelétrica São Manoel, no Rio Teles Pires, na divisa entre os estados do Pará e de Mato Grosso

Sabrina Craide – Agência Brasil – EBC

O MPF pede a anulação da licença de instalação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por entender que este não exigiu o cumprimento das condicionantes para mitigar e compensar os impactos da obra sobre a população e o meio ambiente.

Esta é a sétima ação do Ministério Público contra a usina. Segundo o MPF, o Ibama só poderia conceder a licença de instalação depois que a Empresa de Energia São Manoel, responsável pela obra, comprovasse o cumprimento das condicionantes da licença prévia, fase inicial do licenciamento.

No início do mês, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), derrubou a liminar que suspendia o licenciamento da Usina Hidrelétrica São Manoel.

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.