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	<title>Combate ao Racismo Ambiental &#187; Racismo</title>
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	<description>Dedicado ao GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas</description>
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		<title>Brasileiro é morto espancado em saída de casa noturna em Lisboa</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[assassinatos]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Um brasileiro de 30 anos foi espancado e morto por ao menos cinco pessoas na saída de uma casa noturna, no último domingo (29), em Lisboa, em Portugal. O caso ainda está sendo investigado pela polícia portuguesa, mas ninguém foi preso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hemerson Pereira FortKamp deixava a boate Kapital com o primo André Luiz, 26, por volta das 7h30, quando ambos foram agredidos. FortKamp foi socorrido e encaminhado para um hospital da região, mas morreu. Seu primo conseguiu fugir dos agressores e sofreu apenas ferimentos leves.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a mãe de Hemerson, Antônia Monteiro Pereira, que vive em Portugal há 12 anos, o crime foi motivado por um desentendimento ainda no interior da boate Kapital.</p>
<p style="text-align: justify;">Um jovem teria suspeitado que o brasileiro assediava uma garota ao cantar a música &#8220;Ai, se eu te pego&#8221;. Os rapazes discutiram e o agressor ameaçou Hemerson afirmando que eles se encontrariam lá fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Na saída do estabelecimento, então, Hemerson e o primo foram surpreendidos por três homens e duas mulheres. Os brasileiros correram, mas Hemerson caiu e passou a ser agredido inclusive com pedras e garrafas de vidro.<span id="more-41930"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Uma parte do grupo ainda tentou perseguir André, que foi ajudado por pessoas que passavam pelo local e conseguiu pegar um táxi.</p>
<p style="text-align: justify;">Hemerson foi socorrido e encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu. Segundo a mãe do brasileiro, ele apresentava diversos hematomas, principalmente na cabeça, quando foi reconhecido. André também recebeu atendimento médico e precisou levar pontos na testa, além de ter ferimentos nas mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">A mãe de Hemerson afirmou que acredita que o crime tenha sido motivado por preconceito. &#8220;Nós sofremos preconceito o tempo todo. Meu filho não queria mais viver aqui&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Hemerson vivia em Lisboa havia seis anos, trabalhava como eletricista e pretendia voltar para o Brasil. &#8220;Ele ligou para a minha mãe, que mora em Campo Grande, e perguntou se poderia morar lá se conseguisse arrumar um emprego e voltar para o Brasil&#8221;, afirmou Antônia.</p>
<p style="text-align: justify;">A família queria levar o corpo de Hemerson para ser enterrado ao Brasil, mas, segundo sua mãe, não foi possível devido ao preço do translado. Por conta disso, o corpo do brasileiro será velado hoje em Lisboa e deverá ser cremado amanhã. Uma missa em homenagem a ele também está marcada para as 9h30 de amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1043522-brasileiro-e-morto-espancado-em-saida-de-casa-noturna-em-lisboa.shtml</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>&#8220;Histórias Cruzadas&#8221; retrata racismo no cotidiano do sul dos EUA</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<div id="attachment_41912" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/02/c37f1aa1ff.jpg"><img class="size-full wp-image-41912" title="c37f1aa1ff" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/02/c37f1aa1ff.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O drama pretende retratar questões, como opressão e racismo de forma intimista</p></div>
<p style="text-align: justify;">Destaque entre as estreias desta sexta-feira (3), &#8220;Histórias Cruzadas&#8221; (The Help) é o segundo longa de Tate Taylor. O filme é baseado na obra literária de Kathryn Stockett e já ganhou quatro indicações ao Oscar, de Melhor Filme, Melhor Atriz para Viola Davis e Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer. O elenco feminino de peso, incluindo várias gerações, também conta com Emma Stone, Bryce Dallas Howard, Allison Janney e Sissy Spacek.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambientada no Mississipi dos anos 1960, a trama mostra três diferentes mulheres que constroem improvável amizade devido a projeto literário secreto que abala as regras da sociedade. Skeeter (Emma Stone) acabou de terminar a faculdade e sonha ser escritora e jornalista. A jovem põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das ‘famílias do sul’.<span id="more-41906"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de infringir regras e padrões da sociedade vigente, Skeeter consegue o apoio de Aibileen (Viola Davis), governanta de um amigo, que conquista a confiança de outras mulheres que têm muito para contar. São mulheres negras totalmente segregadas da sociedade, que precisam se submeter a regras trabalhistas que não se distanciam da escravidão. Ao publicar tais histórias, ela poderá garantir um emprego em Nova York, mesmo que isso signifique fazer com que todas as pessoas da cidade encarem os ‘novos tempos’.</p>
<p style="text-align: justify;">O drama pretende retratar questões, como opressão e racismo de forma intimista, impulsionada pela coragem daquelas mulheres que são duplamente a minoria discriminada no Sul dos EUA. Da aliança entre as mulheres, surge a irmandade, a coragem e a conscientização de que às vezes os limites existem para serem ultrapassados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tomates Verdes Fritos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Símbolo maior disso é a primeira empregada com a qual Skeeter conversa, Aibeleen, que arca com todo o trabalho de limpeza da casa e ainda assim não pode utilizar os mesmo talheres, pratos e banheiro que a família. Teve um filho que morreu jovem e agora cria a prole da patroa. Símbolo da dona de casa submissa ao marido é Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard). Ela desconta suas frustrações na empregada negra, cidadã de segunda classe até na legislação.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelos elementos racismo, autonomia feminina e Sul dos Estados Unidos, o filme segue a linha de &#8220;Tomates Verdes Fritos&#8221; e &#8220;A Cor Púrpura&#8221;, até pela força e intensidade das personagens femininas.</p>
<p style="text-align: justify;">(Colaborou Nathália Blanco)</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/330219/historias-cruzadas-retrata-racismo-no-cotidiano-do-sul-dos-eua/</p>
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		<title>Africanos ainda tentam entender racismo da polícia no RS</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/02/africanos-ainda-tentam-entender-racismo-da-policia-no-rs/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Samir Oliveira Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional, Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibule Aymar Sedjro, de 22 anos, pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img title="racismo" src="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/02/Por-Ramiro-Furquim-Sul21-0048-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Sagesse (esquerda) e Tibule conversaram com o Sul21 sobre a detenção a que foram submetidos | Foto: Ramiro Furquim/Sul21</p></div>
<p style="text-align: justify;">Samir Oliveira</p>
<p style="text-align: justify;">Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional,  Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibule Aymar Sedjro, de 22 anos,  pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas  praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e  aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco do que há de mais  negativo no ser humano. Palavras como racismo,  discriminação e  preconceito passariam a integrar o vocabulário e o cotidiano dos dois  jovens.</p>
<p style="text-align: justify;">Sagesse, da República Democrática do Congo, e Tibule, do Benin, estão  em Porto Alegre desde o início do ano passado para estudar português –  etapa obrigatória de um convênio entre o governo brasileiro e países  africanos, que em seguida deslocará os dois para a Universidade Federal  do Rio Grande, onde cursarão, respectivamente, Biologia e Oceanologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Com quase um ano de Brasil, o português flui com relativa facilidade,  ainda que com um indisfarçável sotaque francês. Deixam até escapar um  “tri” de vez em quando.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas definitivamente essa não é a melhor expressão para qualificar o  que aconteceu com os dois em solo gaúcho. Talvez ignorância e despreparo  sejam duas palavras que caibam bem à atitude da policial militar que,  na manhã de 17 de janeiro, apontou uma arma para Sagesse e Tibule dentro  de um ônibus pelo simples fato de eles serem negros.<span id="more-41889"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Eles estavam indo para o Centro encontar uma amiga e, em seguida,  iriam para a Polícia Federal renovar seus vistos para permanecerem mais  um ano no Brasil. Sentados no fundo de um Campus-Ipiranga, conversando  em francês, perceberam que a policial que estava no coletivo não parava  de encará-los.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img title="racismo" src="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/02/Por-Ramiro-Furquim-Sul21-0063-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Não sei se foi por sermos negros ou por sermos africanos&quot;, questiona Tibule | Foto: Ramiro Furquim/Sul21</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Comecei a me sentir mal. Por que ela nos olhava assim?”, questiona  Sagesse, ainda tentando entender o que aconteceu naquela manhã. Após  pedir reforços pelo telefone, a policial ordenou que o ônibus parasse  imediamente, sacou a arma, apontou para a dupla de africanos e berrou:  “Saiam do ônibus com as mãos na cabeça!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Imediatamente, todos os passageiros abaixaram a cabeça. Sagesse e  Tibule quiseram fazer o mesmo, sem entender que, para a autoridade  presente, o problema era justamente eles. “Foi então que percebi que  estava falando com a gente. Eu disse que éramos estrangeiros e perguntei  o que havíamos feito, mas ela só ficava me mandando calar a boca”,  lembra o congolense.</p>
<p style="text-align: justify;">Apavorados e sem saber o que levava uma policial a apontar uma arma  para eles em pleno ônibus, os dois desceram, sempre com as mãos na  cabeça e sob a mira do revolver, e foram recebidos por três viaturas e  uma moto da Brigada Militar. No caminho para a descida, Tibule ainda  deixou cair seu celular e, quando se abaixou para pegar, foi impedido  pela polícial, que engatilhou a arma e não permitiu que ele fizesse  qualquer movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as mãos encostadas no ônibus, sendo observados por todos que  estavam dentro do coletivo, além da multidão de curiosos que se  aglomerava, Tibule e Sagesse foram revistados por outros policiais,  enquanto a mulher permanecia com a arma apontada pra eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela perguntou porque os dois estavam conversando entre eles e olhando  para ela. Mal sabia a policial que estavam justamente se questionando  sobre as desconfiadas e contínuas olhadas dela. Fora do ônibus, ao ser  questionado pela brigadiana, Sagesse não teve dúvidas ao responder.  “Sim, estávamos conversando. Não temos mais o direito de conversar?”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como percebeu que a cada coisa que dizia, era repreendido com um  irritadiço “cala a boca!”, Sagesse decidiu não falar mais nada. E  orientou, em francês, que Tibule também ficasse quieto, temendo a ira  dos policiais. “Não fala mais, Tibule, eles podem nos levar para  qualquer lugar”, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;">Tibule, visivelmente irritado com a situação, balançava a cabeça de  um lado para outro em sinal de inconformidade. Como recompensa pela  insatisfação, recebeu uma gravata no pescoço antes de ser algemado com  Sagesse e levado para o posto da Brigada Militar na Redenção.</p>
<p style="text-align: justify;">“Pensei que talvez tivessem nos confundido com criminosos procurados.  Achei que fossem nos soltar depois da revista, pois não haviam  encontrado nada. Eu já não estava entendendo mais nada”, recorda  Sagesse.</p>
<p style="text-align: justify;">No posto policial, os dois comprovaram com documentos o que o  preconceito impedia a polícia de ver: que eram estrangeiros e que  estudavam português na Ufrgs. Foram liberados, mas se recusaram a sair.</p>
<p style="text-align: justify;">“Queríamos saber porque havíamos sido detidos. Como insistimos em  perguntar, um policial negro nos disse, apontando para a sua pele:  ‘Vocês não sabem que isso no Brasil sempre aconteceu e vai acontecer de  novo?’”. Foi assim, ouvindo da própria Brigada Militar que haviam sido  retirados do ônibus, algemados e levados a um posto policial apenas por  serem negros, que os dois africanos deixaram o local e, imediatamente,  entraram em contato com amigos para saber como agir diante do  acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“No meu país, a polícia não suspeita de uma pessoa só por ela ser branca”</strong></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img title="racismo" src="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/02/Por-Ramiro-Furquim-Sul21-0081-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">&quot;Ela só queria nos humilhar&quot;, entende Sagesse | Foto: Ramiro Furquim/Sul21</p></div>
<p style="text-align: justify;">A primeira vez que Sagesse Ilunga Kalala sentiu que estava sendo  discriminado por ser negro foi no Brasil. Foi, mais especificamente, num  supermercado na cidade gaúcha de Igrejinha. “Os seguranças ficavam  atrás de mim o tempo inteiro. Tinha muita gente lá dentro, mas só eu e  meu amigo éramos seguidos pelos seguranças como se fôssemos criminosos.  Eu não estava entendendo”, conta o congolense, que decidiu deixar o  estabelecimento sem levar nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Tibule Aymar Sedjro também sente o fardo que é ser negro num país  onde, apesar de séculos de miscigenação, o racismo ainda é uma realidade  cotidiana. “Quando um negro chega numa loja, é comum os seguranças  ficarem olhando para ver se ele vai roubar algo. Não sei por que, se  todo mundo é igual. Mas não observam os brancos da mesma forma”, lamenta  o jovem do Benin.</p>
<p style="text-align: justify;">Há quase um ano vivendo no Rio Grande do Sul, Tibule já aprendeu uma  triste lição de história nacional que não precisa de estudos para ser  comprovada. “O racismo é mais forte no Sul do que no resto do Brasil”,  explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Passadas quase três semanas após o traumático episódio da detenção  num ònibus em Porto Alegre, os dois africanos falam com tranquilidade  sobre o assunto e ainda tentam entender por que uma policial teria feito  tudo aquilo apenas por eles serem negros. No histórico de vida deles,  não há nenhuma referência cultural, social, política ou piscológica que  justifique a atitude da Brigada Militar no dia 17 de janeiro deste ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Vindos de países africanos, eles não conseguem entender como alguém  pode ser discriminado tão somente por ser negro. “No meu país a polícia  não suspeita de uma pessoa só por ela ser branca. Nunca. Só estou  vivendo racismo no Brasil”, compara.</p>
<p style="text-align: justify;">Tibule ainda junta as peças no tabuleiro étnico e comportamental para  tentar encontrar uma resposta. “Ainda não sei se aconteceu aquilo tudo  só por sermos negros ou por sermos africanos”, comenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois jovens ainda não contaram a seus pais sobre o ocorrido.  Sagesse não quer preocupar sua mãe, que sempre foi contra sua vinda ao  Brasil. “Desde criança eu gostava do Brasil. Na África todos sabem que é  um país maravilhoso. Minha mãe não quis me deixar vir, tinha medo do  tráfico de drogas e das favelas, mas eu dizia a ela que só mostravam  aquilo nos filmes. Eu tenho amigos que já moravam aqui e me diziam que  havia racismo, mas eu não acreditava, achava que falavam isso para me  assustar. Nunca pensei que seria verdade”, desabafa o congolense, que  ainda pensa numa maneira de contar à sua mãe que foi algemado pela  polícia apenas por ser negro.</p>
<p style="text-align: justify;">Tibule contou apenas ao seu irmão o que aconteceu e ainda tenta  encontrar paralelo para algo parecido que possa ter ocorrido em sua  terra natal. “Nunca vi a polícia apontar a arma para alguém sem nenhum  motivo no Benin”, compara. E confessa que teve medo de ser injustamente  incriminado pela Brigada Militar. “Tive medo, pensei que podiam colocar  drogas na nossa mochila, aí mudaria tudo”, considera.</p>
<p style="text-align: justify;">Atormentado com a arma engatilhada apontada em sua direção, Sagesse  não teve tempo de fazer muitas conjecturas mentais. Quase três semanas  após o episódio, ele confessa que também sentiu medo. Mas não de ser  preso. “Tive medo de morrer, porque ela estava com uma arma engatilhada  apontada para nós. Ela podia ter feito algo errado e alguém dentro do  ônibus podia ter morrido. Foi um susto muito grande, pensei que minha  vida fosse acabar naquele dia”, confessa.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, ele entende que a polícial queria humilhar os dois. Mas ainda  não entende por que. “Ela queria só nos humilhar. Todos no ônibus  estavam conversando, só nós dois que não tinhamos esse direito?”,  pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">A policial que iniciou a abordagem não teve seu nome divulgado pela  Brigada Militar, que já instaurou um Inquérito Policial Militar para  investigar o caso. Além disso, o comando da corporação se reuniur com os  dois jovens e pediu desculpas pelo ocorrido.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do episódio, Sagesse e Tibule seguem convictos em permanecer  no país. “Queremos continuar no Brasil. Mas estamos desconfiados da  polícia. Como uma polícia que deveria proteger as pessoas nos ameaça? É  complicado… Não quero que isso aconteça novamente”, lamenta.</p>
<p style="text-align: justify;">http://sul21.com.br/jornal/2012/02/africanos-ainda-tentam-entender-racismo-da-policia-no-rs/</p>
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		<title>MS &#8211; Acusado de estuprar e esquartejar indígena é preso pela polícia</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 10:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[assassinatos]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">A polícia prendeu no final da manhã de ontem (1), Carlos Bertoncino, 24 anos, acusado de <strong>estuprar, </strong><strong>matar </strong> e esquartejar a indígena Pedrina Bogarin na noite de sábado (28), na aldeida Jaguapirú, em Dourados (MS).</p>
<p style="text-align: justify;">Ele assumiu a autoria do crime e deu detalhes da ação à polícia. Ele disse que encontrou a vítima, que seguia para a igreja, em uma estrada próxima a uma plantação de soja, quando decidiu estruprá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">O suspeito relatou ainda que a vítima relutou, mas não conseguiu e foi abusada por ele que, após o estupro, golpeou a indígena até a morte. Ele disse que arrancou primeiro as pernas, depois os braços e em seguida a cabeça da vítima. Para concluir o massacre ele ainda partiu o tórax da mulher ao meio com um facão.<span id="more-41719"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Réu Confesso </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>Além deste crime, o autor confessou outros crimes no 1° Distrito Policial, enquanto prestava depoimento. Em 2006, ele assassinou e decapitou no município de Naviraí, Devir Fernandes. No ano passado foram outros dois crimes; em março, matou Rodrigo Nunes Garcia, e no mês seguinte a vítima foi Orlando Machado, também na Aldeia Jaguarpirú.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o delegado Luiz Augusto Milani, todos os homicídios foram realizados com arma branca. Carlos está preso e será autuado em flagrante por homicídio qualificado.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.correiodoestado.com.br/noticias/acusado-de-estuprar-e-esquartejar-indigena-e-preso-pela-poli_140222/</p>
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		<title>Governo alagoano pede perdão após 100 anos do &#8216;Quebra de Xangô&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 17:19:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[direito à liberdade religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância religiosa]]></category>
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		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[religiões de matriz africana]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Daiane Souza Há 100 anos, terreiros das religiões de matriz africana de Maceió foram completamente destruídos a partir de uma ordem governamental, resultando no maior massacre de babalorixás da história do Brasil. Para marcar o centenário do episódio, conhecido como Quebra de Xangô, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, fará nesta quarta-feira, 1° de [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Daiane Souza</p>
<p style="text-align: justify;">Há 100 anos, terreiros das religiões  de matriz africana de Maceió foram completamente destruídos a partir de  uma ordem governamental, resultando no maior massacre de babalorixás da  história do Brasil. Para marcar o centenário do episódio, conhecido como  <em>Quebra de Xangô</em>, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela  Filho, fará nesta quarta-feira, 1° de fevereiro, pedido de perdão  oficial às comunidades de terreiros do estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato inédito de oficialização do  perdão será registro de um momento importante para esta sociedade que  teve sua cultura transformada pelo massacre de 1° de fevereiro de 1912. O  pedido será um marco importante, não apenas para a população de  afrodescendentes de Alagoas, mas à própria história do país, ainda  carregada de preconceitos dos mais diversos, especialmente no que diz  respeito ao negro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reflexão – </strong>Em 2008, por meio de uma lei estadual, a data foi instituída <em>Dia Municipal e Estadual de Combate a Intolerância Religiosa de Matriz Africana</em>.  Em Alagoas, seguidores de religiões como a umbanda e o candomblé  promovem atividades para reflexão em torno do direito de crença e culto  previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Igualdade Racial.<span id="more-41651"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O ato de assinatura do pedido oficial de  perdão está previsto para acontecer às 17h30, quando se encerrará o  cortejo popular contra a intolerância religiosa. A concentração do  público está marcada para as 15h na Praça da Assembleia, de onde sairão  em procissão pela rua do Sol até a Praça dos Martírios, local que já foi  importante ponto de confluência de terreiros de Maceió.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Serviço</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O quê:</strong> Pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a religiosos de matriz africana<br />
<strong>Quando:</strong> 1° de fevereiro<br />
<strong>Horário:</strong> 15h<br />
<strong>Onde:</strong> Praça da Assembleia<br />
<strong>Endereço: </strong>Praça Dom Pedro II, s/n- Assembléia Legislativa de Alagoas – Maceió/ AL</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.palmares.gov.br/?p=17572</p>
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		<title>Cresce número de denúncias de racismo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Em um ano, São Paulo viu crescer 46,8% os casos de denúncias de crimes de racismo formalizadas à polícia Plínio Delphino O número de queixas sobre discriminação por  raça, cor, etnia e procedência nacional na Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância (Decradi) aumentou 46,8% de 2010 para 2011. Para o advogado Hédio Silva Júnior, [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Em um ano, São Paulo viu crescer 46,8% os casos de denúncias de crimes de racismo formalizadas à polícia</em></p>
<p style="text-align: justify;">Plínio Delphino</p>
<p style="text-align: justify;">O número de queixas sobre discriminação por  raça, cor, etnia e procedência nacional na Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância (Decradi) aumentou 46,8% de 2010 para 2011. Para o advogado Hédio Silva Júnior, um dos mais importantes líderes do movimento negro, ex-secretário de Justiça e acadêmico da Faculdade Zumbi dos Palmares, os índices revelam coragem. “Não é a sociedade que está mais racista. São os cidadãos estão cada vez mais lutando por seus direitos. Pela igualdade”, destacou.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2010, a delegacia especializada registrou 32 casos de discriminação por cor ou origem, enquanto que no ano passado foram computadas 47 queixas nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">A delegacia detectou no crime de injúria (que ofende verbal, por escrito ou até fisicamente a honra e a dignidade de alguém) o maior número de instauração de inquéritos policial em 2010. A maioria se tratava de ofensas relacionadas a raça e etnia (46 %).<span id="more-41614"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O número de casos de discriminação racial em São Paulo é bem maior do que esse recorte da delegacia especializada. Qualquer distrito policial também pode registrar casos dessa natureza. E é no 9o Distrito Policial de Osasco, na Grande São Paulo, que está sendo apurada queixa de constrangimento ilegal contra a vendedora Clécia Maria da Silva, de 57 anos. Em fevereiro do ano passado, ela foi detida por um segurança do hipermercado Wal Mart da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. A vítima, que havia comprado pães e peças para seu fogão, pagou sua conta e quando saía foi agarrada pelo braço. “O segurança disse que eu tinha coisas a mais na sacola. Me obrigou a mostrar tudo. As pessoas ficaram olhando, como se eu tivesse roubado. Depois, ele viu que estava tudo certo e me disse que esse era o procedimento quando o suspeito fosse de cor”, revelou.</p>
<p style="text-align: justify;">Advogado de Clécia, Dojival Vieira disse que pediu ao Ministério Público que haja denúncia por injúria racial.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de o número de queixas ter aumentado, os resultados na esfera judicial não são animadores. De acordo com o Relatório do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (LAESER) &#8211; 2009/2010, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as ações por supostos crimes de racismo em tribunais de segunda instância brasileiros geralmente têm o réu como vencedor das causas. No período 2007-2008, 66,9% das ações foram vencidas pelos réus, 29,7%, pelas vítimas e 3,4% eram em branco.</p>
<p style="text-align: justify;">“A nossa lei penal é um excelente instrumento. Acredito que, se for aplicada com maior rigor, quem discrimina será menos estimulado a cometer o crime”, observou. “É preciso criar uma cultura legal. Treinar membros do  ministério público e do judiciário para lidar com esses casos”, sugeriu.</p>
<p style="text-align: justify;">A delegada Margarette Barreto, titular da Decradi, disse que há necessidade de se falar cada vez mais sobre o tema. “A questão racial precisa ser discutida. Há uma necessidade da implementação da educação para diversidade, visando a diminuição dos delitos”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/11835/Cresce+numero+de+denuncias+de+racismo</p>
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		<title>Racismo e patriotismo: modos de usar</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Daniel Oliveira Quando escrevo sobre o governo angolano e a sua corrupção desavergonhada, que tem como principais vítimas os próprios angolanos, há sempre alguém que me acusa de racismo. Quando digo que não quero a importação, para Portugal, dos modos de agir da elite económica angolana, sou xenófobo. Recentemente, houve mesmo um angolano que me chamou &#8220;racista&#8221; [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Daniel Oliveira</p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo sobre o governo angolano e a sua corrupção desavergonhada, que tem como principais vítimas os próprios angolanos, há sempre alguém que me acusa de racismo. Quando digo que não quero a importação, para Portugal, dos modos de agir da elite económica angolana, sou xenófobo. Recentemente, houve mesmo um angolano que me chamou &#8220;racista&#8221; e &#8220;descendente de negreiros&#8221;. Como é o caso, a acusação vem de quem confunde a cor da pele de alguém com a história colonial do País onde vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo sobre o criminoso comportamento do Estado de Israel para com o seu vizinho palestiniano, impedindo-o de ter um Estado próprio e tratando-o como uma raça sub-humana, não escapa: há sempre alguém que me acusa de antissemitismo e me compara com a mais reles escória que a humanidade conheceu ou com o fundamentalismo islâmico, que tem tanto a ver comigo, ateu até à medula, como qualquer fundamentalismo religioso. A acusação costuma vir de quem confunde muitos milhões de fieis de uma determinada religião com o comportamento de uns grupos minoritários e radicais.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo sobre o comportamento europeu, incluindo o português, em relação aos imigrantes (e como os europeus vão, se a crise se agudizar e muitos tiverem de partir, pagar cara a sua arrogância), passo a ser um esquerdista politicamente correto, sempre pronto a carregar o fardo do homem branco, um militante anti-ocidental e um racista ao contrário.<span id="more-41611"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo sobre o comportamento imperial dos Estados Unidos nas últimas décadas há sempre alguém que me acusa de ser anti-americano primário com saudades dos abjectos regimes do leste europeu. A acusação costuma vir de quem muda as suas exigências morais conforme a potência que está em causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando critico a falta de democracia no Irão, a ditadura cubana, os abusos do caudilhismo chavista ou a exploração dos trabalhadores na China há sempre alguém que me acusa de ser um idiota útil do imperialismo americano e, claro está, de algum tipo de racismo latente. A acusação costuma vir de quem acha que os americanos são, pela sua natureza, a origem de todos os males no planeta. E não se importa de apoiar regimes criminosos, desde que estejam do lado contrário da barricada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando escrevo sobre o comportamento irresponsável do governo alemão nesta crise europeia e a sua aparente falta de memória sobre as condições que permitiram mais de meio século de paz na Europa há sempre alguém que me acusa de chauvinismo. Geralmente, as mesmas pessoas que fazem generalizações depreciativas sobre os gregos ou os portugueses.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da dificuldade em ser, ao mesmo tempo, antissemita e anti-germanófilo, capacho dos americanos e anti-americano, politicamente correto e racista, ateu e islamista, quero ver se consigo, de uma vez por todas, pôr um ponto final nesta forma de debater.</p>
<p style="text-align: justify;">Não tenho nada contra nenhum povo, cultura ou religião. Nem a favor. Os povos são a sua história (cheia de contradições) e as suas circunstâncias. Não são homogéneos. Não há uma cultura ocidental, não há uma rua árabe, não há um sonho americano, não há um sentimento judeu, não há um racismo alemão, não há um atraso africano e por aí adiante. As sociedades são, todas elas, conflituais e contraditórias. Cabem nelas muitos povos, muitas culturas e muitos confrontos.</p>
<p style="text-align: justify;">As criticas que faço ou são a governos concretos, que determinam políticas de Estados, ou a hegemonias que, em determinado momento, dominam o sentir maioritário de um povo. Não acho que o expansionismo ou o trabalho estejam inscritos no DNA dos alemães. Não acho que os judeus sejam vilões ou heróis para todo o sempre. Não acho que os povos do sul da Europa sejam vítimas das potências europeias ou incorrigíveis preguiçosos. Assim como não acho que os portugueses sejam especialmente tolerantes ou especialmente desorganizados. Resumindo: não acho que aqueles que hoje são vítimas das circunstâncias não passem a ser, se para isso tiverem oportunidade, os piores dos carrascos das desgraças alheias. E vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os debates sobre a natureza dos povos (que às vezes até se socorrem de argumentos biológicos, climáticos ou de outra qualquer patranha) ou a superioridade ou inferioridade das suas culturas não me dizem nada. Não dou para esse peditório.</p>
<p style="text-align: justify;">E é por ser profundamente antirracista que critico, sem pedir desculpas, o Estado de Israel. E é por não achar nada sobre &#8220;os americanos&#8221; que não tenho de fazer introitos idiotas sobre o seu magnifico cinema para criticar o seu comportamento imperial. E é por não gostar deste jogo de espelhos que critico a ditadura castrista sem ter de gastar dez parágrafos a falar do estúpido embargo americano. E é por assumir que sempre fui coerentemente anticolonialista, e por isso inconfundível com quinhentos anos de exploração, que não meço palavras para falar do regime cleptocrático que governa Angola. E é por ser um cidadão do Mundo que nenhum argumento em defesa de soberanias nacionais alguma vez me impedirá de criticar qualquer ofensa aos direitos humanos por parte de qualquer Estado. E é por ser europeísta que responsabilizo o governo alemão (este, com rostos e nomes) pela desgraça de um projeto que tinha de ser democrático e incluir todos os povos. Estou, isso posso garantir, cada vez mais cansado da desonestidade intelectual de tantos debates, que nos querem obrigar a ignorar as nossas convicções pelo medo de estereótipos e chantagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, estou zangado com Alemanha. Com o seu Estado e com o seu governo. E isto não muda um milímetro do que penso dos alemães: gosto muito de uns, não gosto nada de outros e a maioria deles nem conheço. Passa-se, aliás, exatamente o mesmo com os portugueses. E se nunca me faltaram críticas aos mitos lusotropicalistas, que nos vendem uma falsa tolerância histórica do colonialismo português, ou aopatrioteirismo vazio com que tantos políticos adoram pavonear-se, também desprezo esta autoflagelação nacional que uma certa elite gosta de vender para continuar a ver o povo de cabeça baixa. Talvez seja reação, mas por estes tempos sou mesmo um patriota. Como sempre, tudo depende das circunstâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">http://aeiou.expresso.pt/racismo-e-patriotismo-modos-de-usar=f702243</p>
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		<title>Cozinheira é violentamente agredida por policial e perde parte da visão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->&#8220;Tenho quatro pontos na pálpebra esquerda e dificuldade para enxergar com o olho direito. Estou afastada do trabalho e não sei se vou poder voltar. Tenho um filho de 12 anos que depende de mim para tudo&#8221;, afirma Uma cozinheira de 34 anos perdeu a visão do olho esquerdo após ter sido agredida durante show [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Tenho quatro pontos na pálpebra esquerda e dificuldade para enxergar com o olho direito. Estou afastada do trabalho e não sei se vou poder voltar. Tenho um filho de 12 anos que depende de mim para tudo&#8221;, afirma</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma cozinheira de 34 anos perdeu a visão do olho esquerdo após ter sido agredida durante show do Olodum, ocorrido no dia 22 de janeiro no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.<span id="more-41523"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ela aponta que a violência teria sido cometida por policiais militares que trabalhavam no local. &#8220;De repente, desceu uma patrulha com três policiais. Pegaram um amigo meu e, depois que a  confusão terminou, eu vi que tinha sido atingida e desmaiei, só acordei no hospital&#8221;, afirmou a vítima.</p>
<p style="text-align: justify;">A cozinheira foi inicialmente atendida no Hospital Geral do Estado (HGE), onde ficou do dia 22 a 24 de janeiro, quando foi transferida para o Hospital do Subúrbio para ser submetida a uma cirurgia.  Ela disse que foi diagnosticado rompimento de um osso da face, do globo ocular e das pálpebras, mas a visão esquerda não foi restabelecida.</p>
<p style="text-align: justify;">A vítima teve alta da unidade de saúde no dia 26 de janeiro e ainda se recupera em casa. &#8220;Estou com quatro pontos na pálpebra esquerda e com dificuldade para enxergar com o olho direito. Trabalho em um buffet, com fogão industrial, e estou afastada, não sei como vai ser, se vou poder voltar. Tenho um filho de 12 anos que depende de mim para tudo&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">A cozinheira informou que prestou queixa na 1° delegacia, localizada no bairro dos Barris, onde também realizou exame de corpo de delito na sexta-feira (27).</p>
<p style="text-align: justify;">Imagens inéditas feitas por um cinegrafista amador, que não quis ser identificado, mostram que a vítima estava com um grupo de amigos quando foi iniciada uma confusão na área do show e ocorreu a intervenção dos policiais militares. Um deles atinge o rosto da cozinheira com um cassetete. A irmã, desesperada, tenta socorrê-la, e recebe apoio de populares para retirada da vítima do local.</p>
<p style="text-align: justify;">A Polícia Militar informou que 150 agentes trabalhavam na ocasião e que uma sindicância será aberta para investigar o caso. “Vamos verificar efetivamente o policial militar que tenha cometido essa possível infração e, uma vez identificado, abriremos um processo administrativo disciplinar através de nossa Corregedoria. O policial militar, sendo realmente o acusado identificado, será punido disciplinarmente pela PM e pode chegar ser demitido da corporação”, afirma o coordenador de Planejamento de Operações do 18° Batalhão da PM, Adilson Santana.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/01/cozinheira-e-violentamente-agredida-por.html</p>
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		<title>Racismo é questão social e não um “desvio psicológico”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 14:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[criminalização]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Enviado por luisnassif Por Weden Racismo: O Brasil precisa acertar os ponteiros O artigo do The Economist sobre a frágil criminalização do racismo no Brasil já é um indício importante de que o mundo começa a desconfiar de que o país é negligente em relação a esta questão. Em outras palavras, não somente aqui dentro, [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Enviado por luisnassif</p>
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<div>Por Weden</div>
</div>
</div>
<div><strong>Racismo: O Brasil precisa acertar os ponteiros</strong></div>
<p>O artigo do <em>The Economist</em> sobre a frágil criminalização do racismo no Brasil já é um indício importante de que o mundo começa a desconfiar de que o país é negligente em relação a esta questão. Em outras palavras, não somente aqui dentro, mas também lá fora, a fantasia da democracia racial não se sustenta mais.</p>
<div>
<p>Já escrevemos sobre isso, mas não custa repassar a hipótese de que, em relação ao racismo, já vivemos três fases, e precisamos caminhar para a quarta.</p>
<p>A primeira foi a prática do racismo de Estado, durante a escravidão (e mesmo depois da Abolição), quando a discriminação e a violência eram “legitimadas em lei” (ainda que pese a redundância). Naquele momento, o tráfico e a exploração (econômica, física, sexual) de crianças e mulheres, além dos próprios homens, era vista como natural à sociedade.<span id="more-41411"></span></p>
<p>Tratar negros como mercadoria, ou tratar religiões afros como casos de polícia, enquadram-se nesta etapa das relações raciais brasileiras. Pode-se dizer que esta fase está superada? De um modo geral, sim, mas há ainda traumáticos resquícios de ação discriminatória do Estado em relação aos negros, principalmente (vide a violência policial contra comunidades majoritariamente negras).</p>
</div>
<p><a name="more"></a>A segunda fase, acentuada na primeira metade do século XX, foi da extinção paulatina do racismo de estado (processo que ainda se completa), mas acompanhada de um fenômeno interessante: o da negação sistemática da existência do racismo no país. Como aquela pessoa que, constrangida com a doença, prefere escondê-la dos vizinhos. A negação também era uma maneira de manter o <em>status quo</em>, visto que assumir esta patologia social seria a forma mais imediata de começar a combatê-la. Por mais que pareça surrealista (um país com passado escravagista transformar-se em democracia racial plena de um dia para outro), parte (minoritária) da opinião pública ainda vocaliza este discurso.</p>
<p>A terceira fase, já pós-60, foi o reconhecimento do racismo no Brasil. Demorou bastante e ainda hoje há quem duvide que exista (como algumas pessoas também duvidam que o homem foi à Lua). Os anos 90 foram importantíssimos, pois foi nesta década que a questão começou a ser discutida mais abertamente, e boa parte da opinião pública abdicou do silêncio constrangedor sobre a questão. Nos 30 anos precedentes (décadas de 60,70 e 80), a questão ganhou a academia, organizações sociais, mas não se expandiu até a opinião pública.</p>
<p>A quarta fase está por vir e acredito que seja o legado deste século XXI: considerado como uma patologia social (portanto, não uma patologia do indivíduo, ou do “branco”, ou do “negro”), e como crime, há forte resistência à punição dos atos de racismo. E isso tem a ver com uma terceira fase ainda resistente…</p>
<p>O Brasil entrará na quarta fase das relações raciais quando virmos o país não ter vergonha de punir, seja com prisão, seja com prestações de serviço comunitários, seja com multas e indenizações, a depender da gravidade… não ter vergonha de punir aquele (independente da cor da pele ou da origem social) que ousar cometer o crime do racismo.</p>
<p>A criminalização do racismo, letra quase-morta da lei, deve virar realidade, e deve ser vista pela sociedade como uma lei de proteção à cidadania e ao republicanismo.</p>
<p>Ao contrário do que pode pensar o senso comum, a condenação pelo crime de racismo não é uma forma de punir brancos. Há racismo também de negros contra negros, mestiços contra negros, brancos e mestiços, negros contra brancos… O racismo mutas vezes se esconde por trás de preconceitos regionais, estéticos, ou de classe e de religião.</p>
<p>E aí é a grande discussão do momento: como tratar judicialmente o crime de racismo “como crime”. Porque, até hoje, esta criminalização vem sendo “escondida” por sentenças atenuantes, como a tipificação do racismo no máximo como injúria.</p>
<p>Há obstáculos para esta plena “criminalização do racismo”. Uma delas, a prática muito comum na mídia de oferecer, de forma instantãnea, atenuantes para o crime do racismo. Não há uma denúncia de racismo que não venha acompanhada de vozes em defesa do racista. Não do racismo. Mas tentativas de justificativas do ato. O caso do restaurante paulista foi bem sintomático: razões foram procuradas até no inconsciente daqueles que ofenderam o menino.</p>
<p>O país precisa entender que o racismo é “social”, não um “desvio psicológico” de uns e outros, especificidade de uma classe ou outra, de uma etnia ou outra. Não devemos temer um “clima de acertos de conta” com a criminalização do racismo. Devemos considerá-la normal, uma prova de maturidade em nossa sociedade.</p>
<p>Diremos que, do ponto de vista jurídico, o medo da punição ao racismo coloca o país na pré-modernidade.</p>
<p>É hora de acertar os ponteiros.</p>
<p>http://revistaafricas.com.br/archives/53661</p>
<p>Enviada por Pablo Matos Camargo.</p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Ceará, 8 de março: Dia Internacional das Mulheres de &#8220;Combate ao Racismo e à Discriminação&#8221;</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/01/ceara-8-de-marco-dia-internacional-das-mulheres-de-combate-ao-racismo-e-a-discriminacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Combate ao Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Neste final de semana (27-29/01/2012), o Fórum Cearense de Mulheres/AMB realizou seu planejamento para 2012. Dentre as ações prioritárias para este ano, está a organização do<strong> 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres</strong>, numa perspectiva política, crítica e de luta. Dado o pouco tempo para organizar esta ação (devido ao carnaval), tiramos alguns encaminhamentos: escolhemos como eixo político de nossas ações neste 8 de Março o “Combate ao racismo e à discriminação”, com foco nas mulheres negras e índias, morenas, mulatas, cor de jambo, marrom-bombom e todas aquelas que enfrentam no cotidiano as discriminações e desigualdades geradas e geradoras do racismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendemos o racismo como um sistema de dominação que, aliado ao patriarcado e ao capitalismo, marca e penaliza a vida da maior parte das populações ao mesmo tempo em que institui sistemas de privilégios “naturalizados” na democracia burguesa, por sua vez marcada pela branquitude enriquecida.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, sob o mito da democracia racial, tenta-se mascarar o racismo que, entretanto, teima em se manifestar das mais diversas formas: nas <strong>atitudes individuais</strong>; no <strong>racismo institucional</strong>, presente fortemente nos serviços de saúde, na segurança pública, no poder judiciário e no sistema educacional; na reprodução cotidiana de múltiplas desigualdades, violências, interdições e iniqüidades; ou no <strong>racismo ambiental</strong>, cuja grandes expressões, a título de exemplo, são a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará; as intervenções autoritárias, higienistas e elitistas nas cidades brasileiras para  realização da COPA-2014;  a Siderúrgica do Pecém e os grandes empreendimentos turísticos e imobiliários, aqui no Ceará. Por isso (e muito mais), entendemos ser fundamental que o conjunto dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil, comprometido com a construção de “um outro mundo possível”, tome a luta contra o racismo também como elemento central de suas/nossas ações.<span id="more-41334"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Convidamos a todas(os) para virem construir conosco este 8 de Março de combate ao racismo e a discriminação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos reuniremos esta <strong>quarta-feira, dia 10/02, às 18h, na Casa Feminista</strong> <strong>Nazaré Flor</strong> (Av. Imperador, 437 – Benfica). Esperamos contar com a presença de todas(os).</p>
<p style="text-align: justify;">Saudações feministas, antirracistas e anticapitalistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Coordenação do FCM/AMB-CE<br />
Maria Ozaneide de Paulo – contato 85045153<br />
Lidia Rodrigues &#8211; 88811541<br />
Meiry Coelho &#8211; 88419392</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Cristiane Fasutino.</p>
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		<title>Governo Alckmin é condenado por racismo</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[direito à educação de qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[direito da criança e do adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Material distribuído por professora da rede pública a alunos associava a cor negra ao demônio; indenização será de R$ 54 mil a família que se sentiu atingida Fernando Porfírio _247 - O governo paulista foi condenado por disseminar o medo e a discriminação racial dentro de sala de aula. A decisão é do Tribunal de [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Material distribuído por professora da rede pública a alunos associava a cor negra ao demônio; indenização será de R$ 54 mil a família que se sentiu atingida</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fernando Porfírio _247 -</strong> O governo paulista foi condenado por disseminar o medo e a discriminação racial dentro de sala de aula. A decisão é do Tribunal de Justiça que deu uma “dura” no poder público e condenou o Estado a pagar indenização de R$ 54 mil a uma família negra. De acordo com a corte de Justiça, a escola deve ser um ambiente de pluralidade e não de intolerância racial.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado quedou-se calado e não recorreu da decisão como é comum em processos sobre dano moral. O juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, a quem cabe efetivar a decisão judicial e garantir o pagamento da indenização, deu prazo até 5 de abril para que o Estado dê início à execução da sentença.</p>
<p style="text-align: justify;">O caso ocorreu na capital do Estado mais rico da Federação e num país que preza o Estado Democrático de Direito instituído há quase 24 anos pela Constituição Federal de 1988. Uma professora da 2ª série do ensino fundamental, de uma escola estadual pública, distribuiu material pedagógico supostamente discriminatório em relação aos negros.<span id="more-41332"></span></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a decisão, a linguagem e conteúdo usados no texto são de discriminatórias e de mau gosto. Na redação – com o título “Uma família diferente” – lê-se: Era uma vez uma família que existia lá no céu. O pai era o sol, a mãe era a lua e os filhinhos eram as estrelas. Os avós eram os cometas e o irmão mais velho era o planeta terra. Um dia apareceu um demônio que era o buraco negro. O sol e as estrelinhas pegaram o buraco negro e bateram, bateram nele. O buraco negro foi embora e a família viveu feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">O exercício de sala de aula mandava o aluno criar um novo texto e inventar uma família, além de desenhar essa “família diferente”. Um dos textos apresentados ao processo foi escrito pela aluna Bianca, de sete anos. Chamava-se “Uma Família colorida” e foi assim descrito:</p>
<p style="text-align: justify;">“Era uma vez uma família colorida. A mãe era a vermelha, o pai era o azul e os filhinhos eram o rosa. Havia um homem mau que era o preto. Um dia, o preto decidiu ir lá na casa colorida.Quando chegou lá, ele tentou roubar os rosinhas, mas aí apareceu o poderoso azul e chamou a família inteira para ajudar a bater no preto. O preto disse: &#8211; Não me batam, eu juro que nunca mais vou me atrever a colocar os pés aqui. Eu juro. E assim o azul soltou o preto e a família viveu feliz para sempre”.</p>
<p style="text-align: justify;">A indenização, que terá de sair dos cofres públicos, havia sido estabelecida na primeira instância em R$ 10,2 mil para os pais do garoto e de R$ 5,1 mil para a criança, foi reformada. Por entender que o fato era “absolutamente grave”, o Tribunal paulista aumentou o valor do dano moral para R$ 54 mil – sendo R$ 27 mil para os pais e o mesmo montante para a criança.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a 7ª Câmara de Direito Público, no caso levado ao Judiciário, o Estado paulista afrontou o princípio constitucional de repúdio ao racismo, de eliminação da discriminação racial, além de malferir os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sem qualquer juízo sobre a existência de dolo ou má-fé, custa a crer que educadores do Estado de São Paulo, a quem se encarrega da formação espiritual e ética de milhares de crianças e futuros cidadãos, tenham permitido que se fizesse circular no ambiente pedagógico, que deve ser de promoção da igualdade e da dignidade humana, material de clara natureza preconceituosa, de modo a induzir, como induziu, basta ver o texto da pequena Bianca o medo e a discriminação em relação aos negros, reforçando, ainda mais, o sentimento de exclusão em relação aos diferentes”, afirmou o relator do recurso, desembargador Magalhães Coelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o relator, a discriminação racial está latente, “invisível muitas vezes aos olhares menos críticos e sensíveis”. De acordo com o desembargador Magalhães Coelho, o racismo está, sobretudo, na imagem estereotipada do negro na literatura escolar, onde não é cidadão, não tem história, nem heróis. Para o relator, ao contrário, é mau, violento, criminoso e está sempre em situações subalternas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Não é por outra razão que o texto referido nos autos induz as crianças, inocentes que são, à reprodução do discurso e das práticas discriminatórias”, afirmou Magalhães Coelho. “Não é a toa que o céu tem o sol, a lua, as estrelas e o buraco negro, que é o vilão da narrativa, nem que há “azuis poderosos”, “rosas delicados” e “pretos” agressores e ladrões”, completou.</p>
<p style="text-align: justify;">O desembargador destacou que existe um passado no país que não é valorizado, que não está nos livros e, muito menos, se aprende nas escolas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Antes ao contrário, a pretexto de uma certa “democracia racial”, esconde-se a realidade cruel da discriminação, tão velada quanto violenta”, disse. Segundo Magalhães Coelho, na abstração dos conceitos, o negro, o preto, o judeu, o árabe, o nordestino são apenas adjetivos qualificativos da raça, cor ou região, sem qualquer conotação pejorativa.</p>
<p style="text-align: justify;">“Há na ideologia dominante, falada pelo direito e seus agentes, uma enorme dificuldade em se admitir que há no Brasil, sim, resquícios de uma sociedade escravocrata e racista, cuja raiz se encontra nos processos históricos de exploração econômica, cujas estratégias de dominação incluem a supressão da história das classes oprimidas, na qual estão a maioria esmagadora dos negros brasileiros”, reconheceu e concluiu o desembargador.</p>
<p style="text-align: justify;">http://brasil247.com.br/pt/247/poder/38786/Governo-Alckmin-%C3%A9-condenado-por-racismo.htm</p>
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		<title>AL &#8211; Amanhã, 100 anos do racismo da &#8220;Quebra de Xangô&#8221;, que destruiu os terreiros</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[religiões de matriz africana]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Alagoas lembra, amanhã,  1 de fevereiro, os cem anos do dia em que &#8211; nas vésperas do Carnaval &#8211; uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô em Maceió, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica daquele 2 de fevereiro de 1912 ficou conhecida como “O Quebra de Xangô”.</p>
<p style="text-align: justify;">O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. “Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe”, assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o “Pai Célio”, um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também denominada como Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados.<span id="more-41330"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Imprensa oposicionista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na época do Quebra, o movimento que desencadeou a postura intolerante contra a religião de matriz africana contou com o apoio da imprensa oposicionista, notadamente o Jornal de Alagoas. Nos trechos de seus artigos e matérias, termos pejorativos sempre eram direcionados ao governador por este se relacionar com os Xangôs. Na série de matérias intituladas “Bruxaria”, publicada nos dias consequentes ao episódio, a suposta relação de Euclides Malta com os Xangôs denota a mãe de santo Tia Marcelina como sua “feiticeira” protetora.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo as referidas reportagens, o “nefasto governo” de Euclides Malta e as ditas “casas de feitiçaria barata” encontravam-se extremamente difundidas pela cidade de Maceió e se relacionavam “na mais estreita afinidade”. De acordo com o jornal, “sabia-se que a grande força em que o “inepto oligarca” apoiava o seu governo era o Xangô e, com essa confiança no fetiche ignorante, mantinha em completa debandada todos os outros poderes orgânicos do Estado”, diz um trecho da publicação em sua edição de 4 de fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">É notável a descrição de cunho pejorativo de um suposto ritual relatado pelo Jornal de Alagoas na época:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Na casa da Tia Marcelina, a mais frequentada pelo Sr. Euclides e os seus amigos, (em culto) realizado próximo às novas eleições, Tia Marcelina teria pressentido a vitória do adversário de Euclides Malta. Ela preparou a sessão, de acordo com o chefe, e, às 8 horas mais ou menos, o Soba (espécie de chefe de tribo) entrou nessa casa, em uma das ruas mais esconsas da Levada, acompanhado de um dos seus áulicos, que bem conhecemos. Os trabalhos já haviam principiado e a negra mãe de santo, modulando sorrisos de megera, olhares esgazeados de víbora saciada, correu com a mão o reposteiro de uma saleta contígua e lá ficou o ‘Ogum-taió’ da Praça dos Martírios, guardado às vistas dos seus irmãos e do pessoal que na rua avidamente olhava as danças e os requebros da Tia Marcelina”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Tia Marcelina, segundo os historiadores, foi a fundadora do candomblé em Alagoas e a então mais famosa mãe de santo do Estado, tida como espécie de mentora espiritual do governador Euclides Malta. De acordo com os relatos, ela teria resistido à invasão de seu terreiro e recebido golpes de sabre – espécie de espada – enquanto lutava contra o ataque. A líder negra não resistiu e morreu meses depois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Viés político</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na linha de frente do movimento que provocou o Quebra de Xangô, estavam políticos locais, como Clodoaldo da Fonseca, então candidato a governador na época; Fernandes Lima, seu vice; e Manuel da Paz, o sargento militar responsável pela liderança da Liga e da devassa aos terreiros alagoanos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Foi uma perseguição ao governador Euclides Malta, que tinha ligação com os terreiros e havia recebido até o título de papa do Xangô alagoano, o Soba. O interessante é que Euclides era um fervoroso católico”, conta o historiador, médico e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), Fernando Gomes.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim das contas, a oposição conseguiu destituí-lo e, com isso, a Liga dos Republicanos Combatentes – junto com o apoio popular – fez cair sobre os terreiros toda a fúria nos centros.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Gomes, o episódio do Quebra de Xangô teve grande importância para apressar a renúncia de Euclides Malta, que aconteceu em 13 de março de 1912. “Em 12 de julho de 1912, Clodoaldo Fonseca, figura de relevo nos quadros do Exército e primo-irmão de Hermes da Fonseca, é empossado governador, juntamente com o vice José Fernandes de Barros Lima”, completa o vice-presidente do IHGAL.</p>
<p style="text-align: justify;">“Os relatos são de que a multidão induzida pela Liga entrou quebrando tudo que via pela frente, no auge do ritual, quando alguns seguidores ainda tinham o santo na cabeça. Bateram nos filhos de santo e queimaram objetos sagrados numa grande fogueira”, diz Fernando Gomes.</p>
<p style="text-align: justify;">O pesquisador Célio Rodrigues acrescenta que foi uma perseguição também aos negros em geral. “Essa Liga foi feita para dizimar as religiões de matriz africana e, por tabela, os negros, pois naquela época Maceió era habitada por muitos ex-escravos e seguramente uma das maiores cidades negras do Brasil”, defende ele.</p>
<p style="text-align: justify;">por <strong>Agência Alagoas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">http://aquiacontece.com.br/noticia/2012/01/30/motivacao-politica-e-racismo-destroem-terreiros-afros</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SP &#8211; Delegado quer investigar crime de racismo</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/01/sp-delegado-quer-investigar-crime-de-racismo/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Jornalista foi expulso de cinema por seguranças do Mooca Plaza Shopping. Polícia disse que não faria nada Thaís Nunes O delegado geral Marcos Carneiro Lima  determinou que a Polícia Civil investigue se o jornalista José Rodolfo Pereira, 26 anos, foi vítima de racismo ao ser expulso de uma sala de cinema no Mooca Plaza Shopping, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- AddThis Button BEGIN -->
<div addthis:url='http://racismoambiental.net.br/2012/01/sp-delegado-quer-investigar-crime-de-racismo/' addthis:title='SP &#8211; Delegado quer investigar crime de racismo ' class="addthis_toolbox addthis_default_style ">
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<!-- AddThis Button END --><p><em>Jornalista foi expulso de cinema por seguranças do Mooca Plaza Shopping. Polícia disse que não faria nada </em></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 306px"><img title="crime" src="http://imagens.diariosp.com.br/noticia/1327924555mooca_plaza_shopping370x211.jpg" alt="" width="296" height="169" /><p class="wp-caption-text">O jornalista José Rodolfo, 26, que foi expulso do Mooca Plaza Shopping.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Thaís Nunes</p>
<p style="text-align: justify;">O delegado geral Marcos Carneiro  Lima  determinou que a Polícia Civil investigue se o jornalista José  Rodolfo Pereira, 26 anos, foi vítima de racismo ao ser expulso de uma  sala de cinema no Mooca Plaza Shopping, Zona Leste, no sábado.</p>
<p style="text-align: justify;">José foi surpreendido por um funcionário do cinema alegando ter  recebido uma denúncia de que o jornalista estava se masturbando na  sessão. Minutos depois, o gerente voltou a procurá-lo e comunicou que  ele não poderia mais ficar ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os funcionários, a queixa foi feita por uma mulher que estava  ao lado de José. O jornalista conta que a água e a pipoca dela caíram e  ele colocou de volta no lugar. “E foi só. Nem olhei para o rosto dela”,  diz José.</p>
<p style="text-align: justify;">O shopping não permitiu que José argumentasse.  Ninguém levou em consideração o fato de a calça dele estar no lugar e  nenhuma testemunha do possível ato obsceno ter sido chamada. Também não  informaram o nome da mulher que supostamente fez a denúncia ou chamaram a  polícia para formalizar a acusação.<span id="more-41298"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O jornalista conta que a indignação foi tanta que ele preferiu ir  embora para evitar mais constrangimento. O dinheiro do ingresso foi  devolvido. Negro, o rapaz encontra na cor de sua pele a única  justificativa para o que aconteceu. “Eu nunca coloquei isso à frente de  qualquer coisa na minha vida, mas está claro que fui vítima de  preconceito. Um racismo velado”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">No caminho de casa, José foi até o 26º DP (Sacomã), onde foi  informado  que não poderia registrar o caso sem fornecer o nome dos  seguranças que o expulsaram. No 18º DP (Alto da Mooca), ele fez um  boletim de ocorrência de natureza não criminal e foi orientado a  procurar um advogado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Hédio Silva Júnior, ex-secretário estadual de Justiça,  José foi  vítima do shopping e da polícia, que não deu atenção para o caso. “Não  precisa dizer que ele foi expulso porque é negro. Isso é óbvio”, opina.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ser informado pelo DIÁRIO  sobre o ocorrido, o delegado  geral admitiu a falha da polícia e  determinou instauração de inquérito  policial. “Nossa obrigação é investigar.  Foi uma atitude lamentável”,  disse.</p>
<p style="text-align: justify;">A reportagem procurou os responsáveis pelo Mooca Plaza Shopping  durante toda a tarde de ontem e foi informada de que o expediente  administrativo funciona só de segunda a sexta.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/11601/Delegado+quer+investigar+crime+de+racismo</p>
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