O Racismo Institucional do Judiciário e os Casos Rafael Braga e Ogo Alves

Luisa Fenizola – RioOnWatch

Rafael Braga foi detido durante as manifestações de 2013 por portar um Pinho Sol, e novamente detido no início de 2016, um mês após ser liberado para cumprir a pena em liberdade, por porte de drogas, que alguns alegam inclusive que foram os próprios policiais que colocaram em sua posse. Dessa vez, foi sentenciado a 11 anos por tráfico de drogas. Ogo Alves da Silva, por sua vez, hoje já maior de idade, encontra-se detido em uma unidade do Degase desde 2015, acusado pelo esfaqueamento de um médico na Lagoa. (mais…)

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”Ele disse: ‘Você prefere maçã? Não, né?”’, relata agente que acusa advogado de injúria racial

Mulher que afirma ter recebido banana de passageiro em Confins, prestou depoimento nesta sexta-feira. Advogado negou ofensa, mas foi preso em flagrante e terá que pagar fiança de R$ 3 mil

No Estado de Minas

A agente do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que acusa um advogado de injúria racial, prestou depoimento na tarde desta sexta-feira. Ela voltou a dizer que recebeu uma banana do passageiro depois que ele se irritou com um erro no computador da companhia aérea. “Fiquei em choque”, comentou. Por sua vez, o defensor negou as acusações e disse ter entregado a fruta para a jovem por achar que ela estava com fome. De acordo com a Polícia Civil, ele foi preso em flagrante por injúria racial. Foi arbitrada fiança de R$ 3 mil. (mais…)

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Aos 20 anos, o que comemora um jovem negro?

Por Marco Aurélio Barreto Lima, no Justificando

Completar um aniversário, especialmente quando se é jovem, é um momento que costuma ser alegre, traduz as realizações do último ano e marca a esperança que se aponta para o próximo período, os sonhos a serem alcançados e o futuro que nos aguarda. Não se engane, quando digo geralmente alegre, refiro-me ao fato de que a esperança, o sonho e o futuro são palavras vagas para boa parte de nossa juventude, a quem é negado o direito de conhecer os conceitos por trás desses termos. (mais…)

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Dos tantos Rafaéis

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Hoje no Brasil existem quase 800 mil pessoas encarceradas, 150 mil cumprem prisão domiciliar e existem mais de 300 mil mandatos de prisão que não são cumpridos por falta de vagas no sistema penitenciário. O que ultrapassa o número de um milhão de almas. O Brasil tem a quarta maior população carcerária no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, Rússia e China.  Mais de 250 mil pessoas estão presas de maneira provisória, com seus processos ainda não julgados. Menos de 1% dos encarcerados respondem por crime de corrupção, esse mote que levou milhares às ruas com suas camisas amarelas.  (mais…)

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Um Rio de ódio: a cada 61 casos de injúria por preconceito, apenas um réu é condenado no estado

Por Bruno Alfano, Luã Marinatto, Pedro Zuazo e Rafael Soares, no Extra

A cada seis horas, uma vítima procura a polícia no estado para denunciar casos de intolerância. Só no ano passado, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), foram 1.511 registros de injúria qualificada por preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem e condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência — basicamente, a tipificação que abrange quase todas as formas de discriminação, exceto a homofobia. No capítulo final da série de reportagens “Um Rio de Ódio”, o EXTRA mostra que, apesar de tão frequentes nas delegacias, esses crimes se alimentam da dificuldade do poder público em punir os culpados: no mesmo período, apenas 23 réus foram responsabilizados por seus atos preconceituosos, numa média de 61 ocorrências para cada condenação. (mais…)

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O desconforto com as cotas é patente e emerge um racismo de reação

Por Angela Alonso*, na Folha

O Brasil agora gosta de se definir como multicultural. O nome antigo era “democracia racial”, mas o sentido permanece: não temos conflitos étnicos. A harmonia na diversidade é um mito nacional e, como todos os mitos, encobre e revela. Encobre a desigualdade entre os grupos étnicos e revela a dificuldade coletiva em tratar do assunto. (mais…)

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A voz de Diva para esconjurar o racismo

Até sexta-feira, diversidade da Flip era algo mais aferível por números, até que a professora falou

Por André de Oliveira, no El País

Ao levantar ofegante, já emocionada, tremendo pela coragem repentina que lhe fez erguer o dedo e pedir a fala na manhã desta sexta-feira durante uma mesa na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Diva Guimarães, 77, estava – como ela própria diz durante um almoço neste sábado – esconjurando, compartilhando e vingando-se de uma história que lhe perseguia há 72 anos. Em sua intervenção, acompanhada de aplausos e choro dos palestrantes Lázaro Ramos e Joana Gorjão Henriques, falou sobre o dia em que, aos seis anos, deixou de ser criança depois do sermão de uma freira do colégio interno em que estudava no interior do Paraná. (mais…)

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Flip: professora negra emociona Lázaro Ramos em debate sobre racismo

Ator participou de mesa na Flipinha com a jornalista portuguesa Joana Gorjão Henriques

Por Jan Niklas, em O Globo

Paraty – Numa mesa surpreendente e recheada de momentos emocionantes, o protagonismo negro deu o tom na manhã de sexta-feira da Flipinha, o braço infanto-juvenil da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O ator Lázaro Ramos e a jornalista portuguesa Joana Gorjão Henriques se reuniram, sob o tema “A pele que habito”, para tratar dos ecos do processo de colonização no Brasil, o privilégio dos brancos no país e a resistência dos povos escravizados. Ao final, um senhora da plateia foi aplaudida de pé ao ser convidada por Lázaro a contar sua história de luta no palco. Diva Guimarães, de 77 anos, comoveu o público que lotou a Tenda da Praça, espaço da Flip com 700 lugares. (mais…)

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