Reflexões sobre a (in)segurança pública carioca

Em artigo, Rachel Barros, educadora da FASE no RJ, diz que é preciso criar um discurso que não seja apenas combativo e de denúncia, mas que dispute a compreensão e a crença da população em relação à violência urbana instaurada na cidade

Rachel Barros¹, na Fase

Por que aceitamos, sem protestos que comovam toda a sociedade, o assassinato de enorme parcela da população? Por que legitimamos práticas de extermínio com símbolos de uma política de segurança eficaz? Essas são algumas das questões que nos faz refletir sobre os dias de barbárie que estamos vivendo. (mais…)

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“Não leva meus bagulho não, por favor, eu não tenho nada”

Por Marcos Hermanson

Ontem a temperatura mínima na cidade de São Paulo foi 16 graus.

Não foi um sono difícil, entretanto. Tenho em casa colchão, cobertores e um fogão que me esquenta a barriga antes de deitar. Tenho paredes à minha volta que impedem o vento gelado de me castigar durante a noite. Tenho o suficiente para garantir a sobrevivência de um ser humano com o mínimo de dignidade. (mais…)

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Vídeo-manifesto pela liberdade de Rafael Braga viraliza nas redes; assista

Da Revista Fórum

Não para de crescer, nas redes e nas ruas, a campanha pela liberdade de Rafael Braga, jovem negro do Rio de Janeiro que foi o único preso das manifestações de junho de 2013. Na época, Braga foi detido portando uma garrafa de desinfetante Pinho Sol, que foi interpretado como material para fabricar explosivos. Ele respondeu ao processo em liberdade com uma tornozeleira eletrônica e, em janeiro de 2016, foi detido novamente depois de ser abordado por um policial enquanto ia comprar pão. (mais…)

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MPF/RJ celebra acordo que afasta a encenação da “escravidão” para turistas em fazenda e estabelece reparações

Na Fazenda Santa Eufrásia, em Vassouras (RJ), pessoas negras se vestiam de escravas e serviam os turistas, enquanto a proprietária se vestia de “sinhá”

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro celebrarão, no próximo dia 6 de maio, na Fazenda Santa Eufrásia, no município de Vassouras (RJ), o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para assegurar a não realização da encenação sobre a “escravidão” para turistas, bem como para estabelecer medidas reparatórias. No local, pessoas negras vestidas como escravas serviam os turistas que visitavam o local e eram recebidos pela proprietária Elizabeth Dolson, que se vestia com roupas de época, representando uma sinhá. O MPFjá havia recomendado em janeiro a não realização da encenação, que já não vinha sendo feita pela proprietária. (mais…)

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Cara gente branca, é melhor você ler esse texto…

Por Junno Sena, no Pizza de Ontem

Caro nerd branco, imagine apenas poder brincar de ser o Lanterna Verde ou o marciano, pois todas as suas outras referências de herói são diferentes de você. Caro rapaz branco do ônibus, pense em como deve ser envergonhante ser revistado por um policial por que ele achou que você está carregando algo. Cara garota branca, você realmente acha que pegarem no seu cabelo e chamá-lo de “bonitinho”, é legal? Enfim, cara gente branca, não tem como entenderem. (mais…)

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Rafael Braga é símbolo da máquina racista que é o sistema penal

Por Sinara Gumieri, no Justificando

Em 2013, milhares de pessoas foram às ruas em protesto no Brasil. Muitas eram militantes experientes, mas a surpresa estava na multidão que bradava publicamente pela primeira vez. Questionaram o preço de passagens de transportes coletivos, a má qualidade de serviços públicos, os enormes investimentos em megaeventos esportivos internacionais, a corrupção política. À medida em que a repressão às manifestações com balas de borracha, gás lacrimogêneo e pancadaria teve de ser mostrada em veículos de notícias – já que a violência atingia inclusive jornalistas –, o tema da violência policial e da criminalização dos protestos tornou-se também uma pauta de reivindicação, ainda que tímida. Movimentos negros advertiram: o que escandalizava na repressão às ruas ocupadas era cotidiano em favelas devastadas pela guerra às drogas. Nossa indignação não deveria ser tão seletiva. (mais…)

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O colonialismo e o mito do Portugal não-racista

Por Miguel Fernandes Duarte, Comunidade Cultura e Arte

Existe uma narrativa recorrentemente propagada pela sociedade portuguesa de que, neste país, antigo império colonialista, não existe racismo. Segundo este mito, esta é inclusive uma das razões pelas quais a extrema direita tem pouca expressão em Portugal, já que fomos, não só, um dos primeiros países a abolir a escravatura, como praticávamos, aliás, um tipo de colonialismo onde nos misturávamos com os nativos e onde incentivávamos a integração. Seria essa a herança da nossa portugalidade. (mais…)

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Condenação de Rafael Braga gera revolta

No Justificando

Rafael Braga, único preso das manifestações de junho em razão do porte de pinho sol, foi condenado pelo juiz Ricardo Coronha Pinheiro a 11 anos e três meses de prisão, além do pagamento de R$ 1.687. Rafael foi supostamente flagrado na posse de 0,6g de maconha, 9,3g de cocaína e um rojão. Ele nega todas as acusações e afirma que o material foi plantado pelos policiais responsáveis pelo flagrante. Já os depoimentos dos policiais foram a única base para condenação. Leia a sentença na íntegra (mais…)

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Professor da UFMS xinga índios, revolta internautas e acaba excluindo página. “Não servem pra nada”, disse

Por Clayton Neves, Anny Malagolini e Diego Alves, no Midiamax

No mês em que é comemorado o Dia do Índio, a repercussão de comentários preconceituosos de um professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) nas redes sociais provocou revolta entre internautas e dentro da comunidade indígena do Estado. No Facebook, o educador Rodrigo Mitsuo Kishi afirmou que índios são “vagabundos”. “Índio não serve pra nada mesmo, atraso da nação”, publicou. (mais…)

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EUA: El racismo como política migratoria del gobierno estadounidense

El migrante es visto como un transgresor de la ley al mismo tiempo que se omite deliberadamente su condición de trabajador explotado, sin seguridad social y vulnerado en sus derechos 

Por Guillermo Castillo Ramírez, da ALAI, no Servindi

Mucho del discurso de la política migratoria es maniqueo y perverso. Se basa en estereotipos discriminatorios y tendenciosos, donde el migrante es visto como un transgresor de la ley, mientras, deliberadamente, se omite que es un trabajador explotado, carente de prestaciones, seguridad social y sin derechos, y que, sobre todo, incrementa la riqueza de los empleadores y las empresas… (mais…)

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