Quem somos

CircleofLove

“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua ‘raça’, origem ou cor”.

 

  • Este Blog foi criado e é mantido por Tania Pacheco. A direção a ele dada também é de sua inteira responsabilidade.
  • A equipe é composta por Tania Pacheco, Ana Paula Cavalcanti e Daniel Levi.
  • O blog entrou no ar no final de 2009, programado por Ricardo Álvares, antropólogo amigo e companheiro de lutas. Esse primeiro tema foi usado até dezembro de 2014, quando mudamos para o atual, criado também carinhosamente por Raquel Cordeiro.
  • No início de 2011 inauguramos uma página no Twitter e, em dezembro, passamos a estar presentes também no Facebook e no YouTube. A página do YouTube já entrou no ar com mais de 500 vídeos, todos aqui postados, e continua a ser por nós alimentada.
  • O Boletim Combate Racismo Ambiental é enviado por e-mail em duas edições diárias, de segunda a sexta-feira, com os títulos das matérias postadas e links que levam diretamente a elas. Nos finais de semana e feriados nacionais, ele vem sendo enviado numa só edição vespertina, embora já tenhamos anunciado que a remessa se restringiria aos dias úteis. Estamos buscando alternativas nesse sentido.
  • Para receber o Boletim, é só enviar um comentário informando nome e o e-mail para o qual ele deve ser enviado.
  • O CECIP e o Projeto Currículo Global divulgam as mensagens de Combate Racismo Ambiental para seis escolas de São Paulo e outras 35 na Áustria, Benin, Reino Unido e República Checa, sob a coordenação de Madza Ednir.

* * *

Sobre o Boletim:

Em consequência de problemas com o Google, que passou a considerar o boletim como spam, foi aberto um grupo específico para viabilizar o envio. Todas as pessoas que assinavam a remessa no dia 06 de agosto de 2015 receberam ‘convites’ para aderir ao novo formato. Caso você não tenha visto/recebido, entre em contato, por favor.  

Comments (627)

  1. Olá Sou Acsa graduanda de Geografia pela UFPA e gostaria de receber o Boletim. Parabéns pelo trabalho.

  2. Belíssimas fotos, Maria Gomes. Agradecemos. Como entretanto temos limites para postagem de imagens no blog, nos limitamos a compartilhar nas redes sociais.

  3. Olá! Sou estudante de Antropologia.
    Atualmente pesquiso os Ciganos Calons na região Nordeste: um estudo sobre as demandas por acesso aos direitos.
    Gostaria muito de receber o boletim.

    Abraços!

  4. Olá gostaria de receber o boletim, para me informar e divulgar em forma de debates com meus alunos, obrigada.

  5. Olá pessoal,

    Acho louvável a iniciativa de vocês. Gostaria de receber o boletim. E gostaria de contribuir com movimento de vocês não apenas divulgando, mas queria saber ser teria a possibilidade de enviar um artigo para o vocês darem uma olhada, caso vocês concordarem publicarem no site de vocês.

    Att,

    Anna Borges

  6. Sou Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães, secretário Executivo do Observatório da Evangelização – PUC Minas e professor de Teologia e Cultura Religiosa. Quero parabenizá-los pelo excelente trabalho que estão desenvolvendo. Juntos no cuidado da Casa Comum e da dignidade da vida.

  7. Caríssima companheira de bom combate Tãnia Pacheco,

    Gostaria de receber o boletim do glorioso Combate ao Racismo Ambiental e lhe parabenizar pela sua dedicação e de sua equipe na construção de um mundo de paz e de solidariedade, que somente será possível com justiça.

    “Todos os seres humanos estão presos numa teia inescapável de mutualidade; entrelaçados num único tecido do destino. O que quer que afete a um diretamente, afeta a todos indiretamente. Não posso nunca ser o que deveria ser até que você seja o que deveria ser e você não pode nunca ser o que deveria ser até que eu seja o que devo ser” (Martin Luther King).

    Aproveito para agradecer sua atenção e carinho com a publicação de nosso material, pois seu apoio é para nós da Aliança RECOs e do Movimento Mulheres pela PAZ! fundamental para o sucesso das lutas emancipatórias dos povos.

    Qulbát Falastínia
    (beijos palestinos)

  8. REGISTRO OFICIAL DA COMISSÃO DE MORADORES DA COMUNIDADE INDIANA – TIJUCA
    A Comunidade Indiana Tijuca,sempre foi conhecida como Favelinha, vivendo aos pés do Morro do Borel, margeando o Rio Maracanã, suas primeiras Moradias foram em 1947, vem em pleno ano de 1979, ter sua Associação de Moradores registrada e reconhecida com CNPJ. Em meio a um Processo de Reassentamento na qual os moradores que desejavam permanecer não foram escutados pela Associação de Moradores da Comunidade Indiana Tijuca ou mesmo participaram das negociações de permanecer morando no mesmo local, em pleno ano de 2012, se levantou contra o Poder Público, criando pela primeira vez uma Comissão de Moradores, tendo como Fundador o senhor Antonio Carlos Hipólito, que em Busca de Justiça , com um grupo de pessoas , passamos a montar um Registro de tudo que acontecia, tendo sempre o apoio da Pastoral de favelas e o Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Publica do Estado do Rio de janeiro ( NUTH), afirmar em Movimentos Sociais e Imprensa Internacional (Oficial e Informal ) que não aceitaria mais ser tida como esquecida.

    A Comissão de Moradores, em junho de 2016, realizou uma ATA de Fundação pela FAFRIO, na casa da Dona Clarice Afonso ( Primeira Moradora da Comunidade indiana ) e no mês de novembro tivemos nosso Processo regularizado pelo Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ-RJ) ,sob o Número 270882 e inscrita na Receita Federal , como:
    CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS
    93.11-5-00 – Gestão de instalações de esportes
    93.12-3-00 – Clubes sociais, esportivos e similares
    93.19-1-01 – Produção e promoção de eventos esportivos
    93.29-8-99 – Outras atividades de recreação e lazer não especificadas anteriormente
    94.93-6-00 – Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte
    94.99-5-00 – Atividades associativas não especificadas anteriormente
    94.30-8-00 – Atividades de associações de defesa de direitos sociais, podendo expedir Notas e Ofícios, se apresentar de maneira Oficial, e em caso de ser solicitado documentos que comprovem sua regularização, sob o CNPJ 26.631.296/0001-32. Estamos também inscrito como Associação de Representação Civil , no Conselho de Saúde AP 2.2 da Grande Tijuca e no Forúm Carioca de Direitos Humanos.

    A Presidente Eleita para o Mandato de 2016 – 2020 da Comissão de Moradores da Comunidade Indiana, foi a Agente de Saúde Comunitária Inês Ferreira de Abreu Deodoro, que é casada, mãe de 3 filhos nascidos e criados na Indiana, esta cursando o 8º Período da Faculdade de Enfermagem ( irá se formar no final do ano de 2017 ).
    Maiores Informações sobre a Comissão de Moradores da Comunidade indiana Tijuca, no Site: http://www.indianatijuca.com e no Blog: http://comissaodaindiana.blogspot.com.br/

    Reuniões e Atos que a Comissão de Moradores da Comunidade indiana Tijuca, realizou até agora no ano de 2017:

    1- Organizada pela Comissão de Moradores da Comunidade Indiana Tijuca, para tratar da Regularização Fundiária e Projeto de Urbanização para a Comunidade Indiana Tijuca. Realizada no CIEP do Borel, no dia 27 de Janeiro de 2017 as 19:00Hs.
    Com a Presença na Mesa da Doutora Eliane da Pastoral de Favelas ( Atuando como mediadora ), presença do novo Superintendente da Grande Tijuca Henrique Junior, presença da Doutora Maria Lucia de Pontes ( Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro ), presença da Doutora Hermínia ( ITERJ ), Presença do Assessor do Vereador Reimont – Senhor Daniel Samman . Presença do Assessor do Deputado Estadual Waldeck Carneiro – Senhor Cláudio Tostes , Presença da Assessora da Vereadora Marielly Franco – Senhora Mônica Francisco , Presença do Geógrafo do Núcleo de Terras e Habitação – Senhor José Simões, Presença da Presidente da Comissão de Moradores da Comunidade Indiana Tijuca – Senhora Inês Ferreira, Presença da Presidente da Associação de Moradores da Associação de Moradores da Comunidade Indiana Tijuca – Senhora Maria do Socorro. Como convidadas Lideranças Comunitárias , tivemos a presença de Militantes da Vila Autódromo, da Comunidade Nova Palmares, da Comunidade Hípica e a Presidente da Associação de Moradores do Morro do Borel. Presença de Moradores do Morro do Borel, presença de Moradores e Comerciantes da Comunidade Indiana Tijuca.

    2- No mês de Março, participamos na organização do Forúm de regularização Fundiária – Vargem Grande, na Comunidade Novo Palmares, onde com o nosso Apoio , foi criado o Conselho de Moradores da Comunidade Novo Palmares

    3- Atualmente a Comissão de Moradores da Comunidade Indiana Tijuca, tem participado do Conselho Popular da Cidade do Rio de Janeiro, lutando pela questão da Moradia e Urbanização junto as Comunidades ameaçadas de REMOÇÃO, e nesse último dia 25 de março de 2017, atuou na Organização do ATO EM PROL DA VILA HÍPICA, que foi publicada na Página da RIOONWATCH.

  9. A pedido das pessoas agredidas, estou enviando o texto que relata agressões e desrespeito brutal aos direitos humanos ocorrido em Diamantina – MG. Pedimos publicação. No próximo dia 05/04/2017 haverá audiência aonde se tenta criminalizar as manifestantes do Grito dos Excluídos de 2015:

    Boa Tarde , encaminhando esse texto e imagens para conhecimento.
    Peço apoio e divulgação, pois diante do ocorrido passamos de vítima para Réu, a ser julgado dia 05 de abril.

    Att. Maria Mariana .

    À Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social de Minas Gerais.

    Sobre o 07 de setembro de 2015 em Diamantina/MG:

    Sou Maria Mariana Batista Cangussu e como cidadã fui participar do “Grito dos Excluídos”, manifestação pacífica que teve com a principal pauta “o terceiro aumento abusivo da passagem de ônibus em Diamantina”. Além disso, sabemos que há várias irregularidades nos procedimentos referentes ao transporte público, desde estruturais com ônibus em péssimas condições, falta de transporte nas periferias, falta de iluminação, pontos de ônibus cobertos para os usuários, e o recente aumento da passagem de R$ 2,00 para R$ 2,50 sem nenhuma melhoria, além da contratação sem licitação de nova empresa para prestar o serviço de transporte coletivo.

    Além dessa pauta, a manifestação trazia também a questão da precarização do ensino superior (pois os professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM se encontravam em greve), e a questão da redução do salário dos Vereadores. Éramos em torno de 20 manifestantes estudantes junto a outros da sociedade civil organizada, sendo que estes recolhiam assinaturas para um abaixo assinado. Nós carregávamos apenas cartazes escritos “Ditadura Nunca Mais” e apitos coloridos.

    Quando cheguei ao local onde ocorria o desfile, a manifestação popular já estava ocorrendo e as pessoas estavam organizadas do lado de fora da barra de contenção e pronunciavam palavras de ordem e cantavam. Foi quando juntei-me ao pequeno coletivo de no máximo 30 pessoas. Neste momento os estudantes já alegavam que desde que a manifestação havia se posicionado ali, um policial sem identificação e com um cassetete de madeira já estava com uma postura hostil com relação aos manifestantes.

    Com menos de 20 minutos junto aos manifestantes, fui abordada por policiais que afirmaram precisar do nome da minha mãe, meu telefone, o endereço e que eu apresentasse a minha carteira de identidade, pois seria qualificada enquanto líder da manifestação. Expliquei ao policial que não era líder, portanto precisava abordar outra pessoa para tal qualificação, explicando a ele que era só mais uma manifestante. Este policial, por nome Cássio, me abordou repetidamente prejudicando a minha participação na manifestação. Foi então que os demais manifestantes se propuseram coletivamente a serem identificados enquanto líderes, todos apresentando a carteira de identidade, explicando e afirmando que eu não era a líder do movimento.

    Nesse momento, um soldado que estava atrás da barra de contenção e sem identificação, rompeu a grade e me pegou por traz, torcendo meu braço e me empurrando em direção ao camburão. Neste ato truculento, outros policiais puxaram meu cabelo e rasgaram meu vestido, me arrastando com os seios de fora pela rua até o camburão. Nesse mesmo momento o policial que rompeu a grade, bate nos manifestantes (momento que o vídeo fica sem foco), os manifestantes gritam pedindo que haja a intervenção de uma policial feminina para me acompanhar. A estudante que entra na minha frente para consertar meu vestido e proteger meus seios a mostra, apanha do policial com um cassetete de madeira. Outros são feridos no pescoço e outro estudante no braço tentando defender o rosto de outra agressão.

    Fui levada com o vestido rasgado, descalça e sem bolsa na parte traseira do camburão (lugar abafado e apertado, quase um navio negreiro). Exigi que me levassem no médico, pois estava sentindo muita dor no braço e no ventre além da falta de ar. Durante o caminho ao hospital os policiais Cássio e Renan ridicularizavam minha situação e meus machucados. Quando chegamos ao hospital o policial Cássio não permitiu que o médico me consultasse sozinha, me intimidando e oprimindo minhas falas sobre as dores em frente ao médico, fato que fez com que o médico pedisse que esse policial se retirasse da sala.

    Durante a espera para a radiografia do braço o policial ficou dando lição de moral e desqualificando minha situação enquanto manifestante. Quando questionei sobre as infrações aos Direitos Humanos, ambos riram e afirmaram que “Essa aula ai não é importante, matamos essa lição”. Fui conduzida até a Polícia Civil onde havia outros estudantes machucados e que também tiveram entrada no hospital e queriam fazer a denúncia.

    Durante a elaboração do Boletim de Ocorrência – BO feito pelo policial Cássio, não houve a transcrição da nossa versão, afirmando que esta não era relevante e continuou fazendo chacota aos Direitos Humanos. A postura hostil só mudou quando chegou o Superintendente de Ensino e professor da Universidade. Após ter acesso ao BO notei que além das informações que foram omitidas, o policial afirmou inverdades como ao dizer que policiais mulheres participaram da ação. Ou seja, além das agressões físicas e psicológicas o policial ainda cometeu fraudes no Boletim de Ocorrência.

    Eu e outros estudantes prestamos depoimento sobre o caso para a Polícia Civil, sendo que esta ficou de solicitar o laudo médico nos hospitais e pedir ao legista que o tornasse corpo delito, pois no dia não havia médico legista na polícia civil. Até o momento desta denúncia o laudo não havia ficado pronto.

    Diante do exposto, venho solicitar que a “Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social do Estado de Minas Gerais” se posicione e se empenhe na apuração do caso de abuso de autoridade e violência cometidos pela Polícia Militar de Diamantina a partir dos fatos narrados. Assim, solicito também que seja encaminhada uma denúncia à Corregedoria de Polícia de Minas Gerais para que os policiais envolvidos nessa ação sejam punidos, nos termos da lei 4898/65 que regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade.

    Acompanha essa denúncia uma cópia do vídeo que flagrou a ação truculenta da polícia, bem como fotografias da manifestação e de algumas das lesões físicas causadas pelos policiais.

    Que se faça valer os direitos civis e políticos adquiridos por meio da nossa Constituição Federal de 1988, sendo que para tanto será necessário punir os agressores e garantir a nossa integridade física, pois estamos com receio de sofrer retaliações na cidade e na Universidade. Solicitamos também que a “Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social de Minas Gerais” apure os demais casos de abuso de autoridade e violência que nós jovens e estudantes estamos sujeitos cotidianamente.

    Diamantina/MG, setembro de 2015.

    https://www.youtube.com/watch?v=adcG5e85dpo ( Vídeo com as imagens das agressões)

  10. Gostei! muito do que li, se eu puder receber, ficarei feliz! Lembranças a Tania Pacheco que foi minha coordenadora na Fundacen!

  11. conheci agora o trabalho de vocês e gostei muito das matérias que li.
    Gostaria de receber o boletim

  12. Boa tarde!
    Meu nome é Sofia Mendonça.
    Sou coordenadora do Projeto Xingu da Escola Paulista de Medicina/Unifesp.
    Tenho recebido várias mensagens com os links para matérias do boletim Racismo Ambiental. Em geral são muito interessantes e ajudam em nossas discussões do grupo de alunos do Projeto de extensão universitária.
    Gostaria de receber os Boletins. Parabéns pela publicação!
    Um abraço a todos
    Sofia

  13. Boa tarde,

    Gostava de receber o boletim. Gostave de vos perguntar se posso divulgar esta vossa opinião no site : https://landportal.info/pt , pelo qual sou responsável pela gestão de conteúdos.

    Procuro divulgar informação relativa a terra, agricultura e outros temas relacionados nos países da CPLP e achei o blog interessante. Agradecia resposta.

    Cumprimentos.

  14. Olá!

    Parabéns pelo excelente trabalho que vocês estão a desenvolver.

    Gostaria de receber o Boletim.

    Abraços.
    Hugo

  15. Gostaria de parabenizar a todas e todos por esta ação de comunicação social. Gostaria também de receber o boletim. Grato!
    AbSUS,
    Cezário

  16. Olá
    Sou Ricardo Haesbaert. Enfermeiro, diretor do Conselho Regional de Enfermagem do RS. Goastaria de receber notícias e o boletim.
    Agradecido

  17. Olá, moçada!
    Em tempos temerários como esses, parabéns pela iniciativa sensacional.
    Gostaria de receber o boletim de vocês e disseminar esse grandioso trabalho.

  18. Boa tarde, pessoal. Me chamo Daniel de Oliveira e gostaria de solicitar o envio dos boletins. Parabéns pelo trabalho.

  19. Gostaria de me manter informada sempre. Faço o curso de licenciatura em história e o meu TCC será sobre o Congo e as atrocidades de Leopoldo II.

  20. Ainda meio perdida, mas achei interessante a proposta do blog, compactuando com matriz de pensamento, desejo me manter informada!

    Rosangela da Silva Viana

  21. OLÁ, GOSTARIA DE PARABENIZA-LOS PELO TRABALHO. SOLICITO A GENTILEZA DE PODER RECEBER O BOLETIM.
    OBRIGADO.

  22. Bom dia, primeiramente gostaria de parabeniza-los por idealizarem este espaço tão importante e também gostaria de receber os boletins de vocês.
    Um forte abraço à equipe!
    Roméria Souza.

  23. Olá, gostaria de receber o boletim! E parabéns pelo fantástico serviço que prestam nesses anos todos. Saudações, Gabriel, Ibama-RJ

  24. A publicação está feita, aqui. Mas sugiro que você a estenda a redes sociais e a listas específicas, integradas preferencialmente por antropólogos e voltadas para a questão indígena. Se desejar, posso encaminhar o pedido.

  25. Leio regularmente as matérias veiculadas nesse site de notícias indígenas e ambientais; sempre atuais e de conteúdo.

    Tenho um projeto 99% finalizado para publicar uma enciclopédia de gentílicos ameríndios: mais de 7.000 nomes, cerca de 400 notas de rodapé, uma quase ensaios de 12 laudas sobre o sentido e uso dos nomes indígenas em todo o continente americano – do Canadá a Argentina. Cada nome ameríndio é um verbete, a maior parte com uma linha, no máximo 3 linhas; faço uma NR quando há informações mais extensas sobre a pessoa. A bibliografia desse trabalho – mais de dez anos – com mais de 200 fontes diversas, inclusive fontes diretas/pessoais.
    Tenho feito um trabalho solitário sem nenhum apoio institucional e financeiro. Não estou buscando dinheiro, mas uma parceria técnica/acadêmica seria de grande valor.
    Já publiquei dois livros: Cuba, Um Olhar Político e Poético [2013/AllPrint/SP] e Nomes Indígenas em Salvador, Bahia e Muito Mais [2016/Editora Halley/Salvador/Teresina].
    txay@uol.com.br

  26. ATT. Senhores…
    A COOPERAM, Coordena um ASSENTAMENTO denominado TERRA NOSTRA, localizado na Br 174 Km 83, Ramal ZF5, Km 08, hoje com mais de (2500) familias de pequenos Agricultores, quq a duras penas estão desenvolvendo suas atividades de PLANTIO.
    A COOPERAM em uma Parceria com o governo do Estado, Conseguio a DISPONIBILIDADE de 08 Maquinas para a realização de um trabalho de RECUPERAÇÃO de 63 Km de Ramal, o qual permitira o acesso a comunidade de Terra Nostra e a possibilidade de ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO dos trabalhadores rurais Assentados.
    No ultimo dia 19/04/16, houve uma AÇÃO de OCUPAÇÃO da área em que esta situado uma pequena vila, e a NOS foi cedido um BARRACÃO pelo Sr. EVERALDO, (preposto) do Ex. Senador Dcaly, para acomodações dos operadores, e local de RECOLHIMENTO DOS DONATIVOS, COMO: Diesel, Aleimentação, Gasolina, etc para a realização dos trabalhos pelos Cooperados. A ocupação propriamente dita, não prosperou, pois desdo inicio fomos contra, pois isso
    No dia 28/04/16, precisamente as 09 horas da manhã, CHEGOU No local aonde esta situado o ACAMPAMENTO DA COOPERAM, UMA comitiva de homens ENCAPUZADO chefiado pelo Delegado ANDRE da Delegacia do 20º DIP, mais de (50) homens fortemente armados, procurando pelos INVASORES! Não encontraram os tais, pois ELES DESISTIRAM DA INVASÃO, Mas o ODIO éra tanto do Senador que ordenou sub as ordem do seu preposto que prendecem todos os que estavam na área, inclusivel nossos operadores e membros da nossa Cooperativa.
    Pasmem, senhores….Eles, envadiram nosso acampamento, roubaram nossas coisas, estão comento os ALIMENTOS dos operadores que não poderam hoje trabalhar na estrada por falta de ALIMENTAÇÃO, pois eles estão empedindo de fazer a COMIDA, Ee utilizar nossas coisas no acampamento.
    Nossos carros que transporta a comida eles preenderam , é nesse local que as pessoas DEPOSITAM o oleo diesel para as Maquinas e Alimento para os operadores.
    Façamos por meio deste: Um apelo, não deixe acontecer em Terra Nostra, o que aconteceu com a CIDADE DAS LUZES, tambem articulada por esse mesmo grupo de Grileiros…. Estamos convidando a IMPRENSA, para NOS acompanha AMANHÃ 29 de abril as 8:30 horas para irmos em loco ver essa situação…
    Local de concentração POSTO DE GASOLINA – Santa Etelvina
    Ismael Oliveira—-99220 2808 Contacto…

  27. Parabéns pelo defesa do Bem Viver para todas as pessoas e seus mais diversos grupos, preferencialmente às “sobrantes” e desconsideradas – quando não aviltadas diretamente! Gostaria de receber o Boletim. Desde já, obrigado. Paz e Bem

  28. Muito bom o blog, parabéns pela iniciativa, matemos contato.

    Sandro Flores Ticuna
    Estudante e Ativista dos Direitos Humanos

  29. Meu nome é Rosy Rosalina Scapin. No fim dos anos 80 fiz, com Tânia Pacheco, um curso na UERJ. Foi bastante significativo para minha vida pessoal e profissional. Fiquei muito feliz de ver o rumo de seu trabalho e de suas atividades profissionais. Atualmente moro em Petropolis, estou aposentada mas gostaria e receber notícias do movimento e , na medida do possível, participar. Estou no grupo dos indignados também.

  30. Sou mestranda pesquisadora na Universidade de Lisboa acerca do tema e gostaria muito do contato com voces por email, gostaria de saber como fazer para falar com Tania Pacheco e os demais. Agradeço desde ja a ajuda.

  31. Agradecemos o reconhecimento, José Luis. Às vezes, isso pode fazer toda a diferença pra gente.

  32. O trabalho contra o racismo ambiental em nosso país é muito grande que atende o interesse da massa capitalista e o poder econômico. O trabalho de vocês contribui muito para um trabalho de conscientização e conhecimento da situação dos problemas, para todos aqueles que lutam por uma justiça social, ambiental, cultural, mais justa e digna para o bem comum de todos…

  33. Fiquei na dúvida se o comentário anterior foi enviado.
    Só para reafirmar, gostaria de receber o boletim, ok?
    Obrigado pelo empenho de vocês e forte abraço e feliz 2016!

  34. Parabéns pelo Blog. Sou professor de Filosofia no Rio Grande do Sul e assessora de educação afrodescendente na 10ª CRE/ Fronteira oeste do rgs. Gostaria de receber o Boletim. Obrigada

    Judith

  35. Parabéns pelo Blog com foco e profundidade. Sou professor de História no Rio Grande do Sul e me interesso muito pelas etnias que vem sendo marginalizadas no Brasil. Gostaria de receber o Boletim. Abraço.

  36. Estou interessada nesse movimento e vou divulgá-lo entre os trabalhadores de saúde e discentes da ETSUS. Aguardo o boletim

  37. Boa tarde! Gostaria de visitar a tribo e escola de Canguaretama. Alguém por favor pode me ajudar a entrar em contato com o cacique? o contato com eles será de grande importância na minha vida acadêmica. estudo na UFRN e tenho grandes interesses nesse contato. Obrigada. Nalva Ramos.

  38. Aguardando, doravante, receber o Boletim e continuar compartilhando. Um abraço cordial, MCM Lemos/Apelido:Carmô/São José dos Campos/SP

  39. Olá! Parabéns pela ideia, o tema e o blog. Por favor, incluam meu e-mail na lista de envio do Boletim. Obrigada!

  40. Por favor, também gostaria de passar a receber o Boletim Combate Racismo Ambiental.
    Obrigado pela atenção.

  41. a colonia território chamada de estado brasileiro é ameríndia . . devolvam a terra . . a história . . e a vida aos verdadeiros possuidores . . . e tentem recomeçar nesta base . . . entender o indio é entender a água e o óleo . . . distinto. . . não podemos comparar o ameríndio pelo espelho da qualquer outra cultura, modelo ou simulação . . . cesse o genocídio ameríndio . . . razão, verdade, justiça e vida para todos . . .

  42. olá muito prazer em conhece-los.
    Solicito atualizações e mensagens Para
    email:
    dhardt22 @gmail.com
    Grata

  43. Dina,
    no que diz respeito ao blog, o único boletim que podemos enviar é o nosso; é só você dizer que quer receber etc. Ele tem sempre matérias sobre povos indígenas. Fora isso, sugiro que você veja também o saite do Cimi.
    Tania.

  44. Por favor,
    mandem me boletins,artigos,tudo o que houver sobre a injustca contra as etnias indigenas.\estou trabalhando num projeto para ajuda-los.Aqui na Europa o assunto interessa muito e a possibilidade de ajuda de varios tipos e’ grande.
    obrigada
    dina

  45. Cassandra,
    na aba Textos e Artigos há alguns com informações a respeito. Sugiro que você dê uma olhada em “Desigualdade, injustiça ambiental e racismo: uma luta que transcende a cor”.
    Tania.

  46. Boa noite.

    O direito de resposta sempre foi respeitado por este blog.

    Sua resposta pode ser enviada para taniapac@gmail.com. O texto deve ser enviado em dois formatos: word, para a postagem, e pdf, para dirimir qualquer eventual dúvida no ato da publicação. A data pode ser o próximo domingo, dia 21, respeitando o mesmo dia da semana no qual a matéria foi publicada. O espaço para a resposta está garantido na medida do necessário, até um máximo de dez laudas, nelas incluída, se for o caso, uma foto.

    Cordialmente,

    Tania Pacheco.

  47. Boa tarde.

    Considerando que na matéria intitulada: O MPF, a CASAI-SP e mais uma quase novela vergonhosa de uma morte indígena foi citado, textualmente, o meu nome solicito a oportunidade de EXERCER O DIREITO DE RESPOSTA, no mesmo veículo e com o mesmo espaço do agravo.

    Friso que, como se sabe, o direito de resposta é ASSEGURADO pela Constituição Federal, artigo 5º, inciso V.

    Entendo – e pretendo demonstrar – que a matéria está, para dizer o mínimo, equivocada, uma vez que foram confundidos e embaralhados fatos e momentos distintos além de conter parcela inverídica e impropriedades jurídicas, que motivaram abertura de apuração do Ministério Público Federal.

    Solicito informações, com urgência, sobre A FORMA como este direito poderá ser exercido (envio da resposta por meios físicos ou eletrônico), a data da publicação e a garantia do espaço condizente com as dimensões da matéria.

    Cordialmente,

  48. Entendo que todo o poder deve emanar do povo.
    As comunidades atingidas pelos projetos GARABI e PANAMBI, estão sendo vulnerabilizados e prejudicados em suas legitimas aspirações em troca de um ” desenvolvimento ” muito discutível.
    Gostaria de receber os Boletins de Combate ao Racismo ambiental.

  49. Agradecemos, Breno. Há momentos em que um reconhecimento é fundamental.
    Seu nome já está incluído.

  50. Salve!
    Queridas pessoas, parabéns pelo trabalho!
    Desejo receber os Boletins Combate Racismo Ambiental.

    Gracias!

  51. Olá, realmente o site http://www.observatoriodafronteira.org.br esteve fora do ar, tivemos certos problemas. Mas, enfim, ele está novamente em funcionamento. Para efeito de mais informação, o site é vinculado à Comissão Pró-Indio do Acre (CPI/AC), e o mesmo trata principalmente de temas como “Indios Isolados”, “Dinamicas Transfronteiriças entre Brasil e Peru”, “Legislação indigena”, “petróleo e outros grandes empreendimentos em Terras Indígenas”. Espero que gostem e compartilhem.
    Obrigado.

  52. Olá prezados, gosto muito do conteúdo deste blog, gosto da forma com que são tratadas as diversas questões. Gostaria que vocês dessem uma olhada no site http://www.observatóriodafronteira.org.br, é um site do Acre, onde temos informações atualizadas sobre os “isolados isolados” na fronteira Brasil-Peru. Se quiserem podem compartilhar as matérias e também indicar o site.
    Desde já agradeço!

  53. Olá, descobri agora o trabalho de vocês, e fiquei muito feliz com a proposta, gostaria de receber os informativos e quem sabe um dia colaborar com algo. Agradecido.

  54. O que esta acontecendo aqui no estado de São Paulo.
    Ola a tod@s.
    Represento aqui a fala de um morador do Grajaúna, município de Iguape, SP, o senhor ONESIO DO PRADO, morador desta comunidade a mais de 80 anos e com raízes de 8 gerações neste território.
    Esta semana ele teve o desprivilegio de ouvir da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, representada pela Fundação Florestal que faz a gestão das unidades de conservação do estado de que o alojamento que foi construído a tempo atrás sofreria reforma. Este alojamento que me refiro aqui já foi construído de forma irregular, na real forma de intimidação e desrespeito ao ser humano, já que obstruiu a passagem dele e sua família de sua casa a praia, praia esta que no cotidiano do caiçara serve de manutenção de sua sobrevivência: pesca, coleta, comunicação etc. Ainda nas entrelinhas de reforma, a secretaria apresentou um projeto de ampliação deste alojamento,que dificulta toda e qualquer maneira de acesso a praia.
    Esta é mais uma ação que sustenta o racismo ambiental e social, que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, vem fazendo com as comunidades tradicionais, pois em nenhum momento existiu uma conversa de apresentação ou ajuste deste projetos (como outros), para a comunidade.
    Então precisamos que todos divulguem esta carta de repudio a estas ações, mais que isso que a sociedade manifeste sua consciência nas atrocidades de desrespeito aos direitos básicos desta nação, que em muitos momentos é disfarçada de melhorias socioambiental.

    JOSÉ MARIO DE SOUZA FORTES
    Caiçara / Vice presidente da União dos Moradores as Juréia.
    e-mail: saquarita1@gmail.com

  55. Carta Pública dos Povos Indígenas do Rio Negro sobre a Saúde Indígena no Brasil
    Publicado em 07/08/2014
    Faz 15 anos da criação do subsistema de saúde indígena no SUS pela Lei n° 9.836, de 23 de Setembro de 1999, e implantado pelo modelo dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas no ano de 2000. Foi de responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde, autarquia federal, como departamento até o ano de 2010, e, em de 19 de Outubro de 2010, a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) assumiu a gestão diretamente dentro Ministério da Saúde, pelo Decreto n° 7.336. Mas a Sesai já completa cinco anos em 2014, mas não está nada bem à saúde indígena no país. Embora os recursos para saúde indígena continuassem aumentando, mas não percebemos melhoria no cuidado à saúde que é ofertado nas comunidades.
    Por isso resolvemos analisar, discutir e avaliar a situação da saúde indígena como legítimos usuários e de direito. Ninguém nos mandou fazer esta carta. Mas fica como sinal de que a saúde indígena não está nada bem, ela está doente, morrendo como serviço público e o nosso direito de acesso a este serviço está comprometida, por isso buscamos exercer o nosso direito, que segundo a Constituição da República Federativa do Brasil (de 1988), em seu art. 232, garante que “os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo”.
    O subsistema de saúde indígena foi uma vitória que se comemorava junto aos aliados após constituição de 1988 quando o Estado Nacional Brasileiro reconheceu seu caráter plurietnico e garantiu aos povos indígenas o direito de saúde. A implementação desse subsistema se tornou uma importante bandeira de luta do movimento indígena, liderado pelas associações indígenas, com apoio de profissionais de saúde; tal iniciativa representava também uma resposta do poder público frente à iniqüidade das relações interetnicas, decorrente da violência do processo colonizador. A história dos povos indígenas é marcada pelos massacres, mortes por doenças epidêmicas, expropriação de territórios e pelo não reconhecimento dos direitos nativos a autogestão política e cultural que redundaram em grande redução demográfica, elevados níveis de pobreza e situação sanitária precária, com índices de morbi-mortalidade muito acima das médias brasileiras. Foi neste contexto histórico adverso que o modelo de atenção à saúde, específico e diferenciado foi criado para prestar serviços às populações indígenas.
    Na implantação do DSEI no Rio Negro, essa iniciativa empolgava os povos indígenas, mas essa alegria durou muito pouco, pois logo após a celebração dos convênios com as entidades indígenas os novos gestores da saúde indígena passaram a dizer que a terceirização não era forma correta de prestar serviços de saúde às comunidades indígenas e que o Estado Brasileiro devia assumir sua responsabilidade. Este argumento foi o utilizado para tirar as primeiras conveniadas no Rio Negro. Este foi o discurso desde a implantação dos DSEI até ao dia de hoje, mas a terceirização continua, só retiraram as entidades indígenas dos convênios, mas os serviços estão cada vez pior e não vemos o Estado Brasileiro assumir sua responsabilidade com as comunidades. Porque será? O que faz a saúde indígena ser tão difícil de ser operacionalizada, gerenciada e gerida?
    Nas duras lutas que se seguiram após a implantação, os povos indígenas passaram reivindicar a saída de saúde indígena da FUNASA para Ministério da Saúde. Com expectativa de grande melhoria a Secretaria Especial da Saúde Indígena foi implantada; dela se disse que seria mais desburocratizada e que teria também ações de saneamento básico e ambiental das áreas indígenas, como preservação das fontes de água limpa, construção de poços ou captação à distância nas comunidades sem água potável, construção de sistema de saneamento, destinação final ao lixo e controle de poluição de nascentes. Também foi dito que os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) passariam a ser autônomos, funcionando como unidades gestoras descentralizadas, responsáveis pelo atendimento de saúde e pelo saneamento básico em cada território indígena.
    No ano de 2010, o Sr. Antônio Alves, após concluir as atividades do Grupo de Trabalho formado para criar a Sesai e encaminhá-los ao ministro da Saúde, na época o Sr. José Gomes Temporão, disse: “Muitos pólos-base de saúde estão com más condições de uso. É uma situação que precisa ser mudada”. Pois é! Passados cincos anos após a criação de SESAI – a situação não mudou, ou melhor, piorou em comparação ao que existia anteriormente.
    Qual é o problema agora? São os mesmos? Porque não foram resolvidos? O que está faltando para resolver os problemas que atrapalham e asfixiam os serviços de saúde indígena e matam os povos indígenas apesar deste direito específico à saúde? Aqui no Rio Negro não se resolveu a forma de contratação de pessoal que continua sendo feita através de convênio, prejudicando o trabalho em saúde nas comunidades.
    Cadê a responsabilidade assumida pelo Estado Brasileiro na saúde indígena? Nos serviços de terceirizados só se ouve reclamação. Tem reclamação dos profissionais por falta de cumprimento dos direitos trabalhistas, há atraso de pagamento dos profissionais, a infra-estrutura em péssimas condições, com pólos base e postos de saúde caídos e estragados, faltam meios de transporte para deslocar as equipes e os pacientes; falta combustível e materiais para o atendimento e, conseqüentemente, os serviços de saúde indígena nas comunidades praticamente não existem, porque mesmo quando as equipes se deslocam para as comunidades. Há anos os equipamentos estão sucateados, precisando de reposições e não vemos nenhuma fiscalização do governo para acompanhar e resolver esses problemas
    Para nós indígenas a sensação é que piorou de vez. Não parece que é Estado Nacional Brasileiro que está ali presente para prestação de serviço que, para nós, é o mais importante da humanidade.
    Todos os problemas citados são originados nos serviços? São causados pelos profissionais de saúde? Ou será um problema de gestão e de administração na SESAI e nos DSEI? Até hoje sempre se culpou o serviço que é prestado nas comunidades indígenas, mas observamos que o principal problema que prejudica as comunidades é a questão administrativa, nunca resolvida, continua se repetindo ano a ano. Para nós a origem do problema é a própria administração pública. Entra ano e sai ano e não vemos o gestor da saúde indígena resolver os problemas de compras públicas para o trabalho em saúde, acarretando problemas de gestão do subsistema de saúde indígena como todo.
    É certo que o modo como se fazem as formas de compras públicas nos órgãos de governo nunca foram adequadas para Amazônia; isso piora ainda mais para a realidade e especificidade indígena como todo, seja na saúde indígena, na educação escolar indígena e em outras áreas mais importantes que afetam a prestação de serviços públicos para os índios. Isso todos sabem, mas então porque não se faz a adequação necessária?
    É certo que nunca fomos considerados brasileiros, apesar de toda participação dos índios para estruturação do estado nacional brasileiro. Mas em recente constituição deste país passamos de sem direitos para detentores do direito originário. Isso é uma conquista que deveria obrigar o Estado “fazer respeitar os direitos que os índios têm”, mas o que vemos é que o governo está sendo omisso e negligente com os direitos dos povos indígenas.
    Nos últimos anos o comando do gestor do Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro foi trocado por diversas vezes. O que observamos é que esses gestores, embora desempenhassem seu papel, não conseguiram organizar devidamente os serviços administrativos e garantir o funcionamento do DSEI, tanto na sede quanto nas aldeias. Como consequência dessa conjuntura vemos o grande crescimento dos problemas de saúde, que se reflete principalmente naqueles que vivem nas comunidades. Durante todos esses anos, falta de planejamento logístico e estratégico das atividades do DSEI contribuíram para asfixia do funcionamento da Instituição. Sempre se diz que é porque o Alto Rio Negro é um lugar distante, com muitas cachoeiras e com dificultade de acesse. Só que Instituições Federais sediadas no mesmo município, como o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Exército Brasileiro, Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HgU/SGC,), Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e outros órgãos estaduais, federais e municipais conseguem desempenhar seu papel, fazer licitações e efetivar no compras públicas. Então perguntamos porque isso não funciona no DSEI? Para nós parece que a raiz do problema ESTA na SESAI e gera consequências no DSEI. Há mais ou menos 1 ano e meio o governo central da SESAI fez uma intervenção no DSEI Rio Negro, prometendo resolver os problemas do DSEI. Todo esse tempo se passou e vemos que a intervenção não elucidou a problemática do DSEI e nem resolveu os problemas administrativos que ocorrem no DSEI e que se perpetuam até hoje, sem perspectiva de mudança. Então perguntamos: Para que serviu a intervenção? Para que sair trocando gerentes do DSEI se a mudança não serviu para mudar nada?
    Desse modo, o que temos é só um discurso enfadonho dos gestores da esfera federal e as muitas promessas vazias de resolução dos problemas de saúde indígena, tanto no DSEI Rio Negro quanto no subsistema de saúde indígena como um todo. Mas fica evidente o descompromisso do Estado brasileiro, representado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS), com a saúde das populações indígenas do Alto Rio Negro. Em todo o território nacional o problema permanece sistêmico e crônico sendo muito fácil de comprovar esta situação com um mínimo de averiguação. Nós lideranças, num recente levantamento participativo dos problemas do subsistema de saúde indígena e de propostas de soluções, fizemos um conjunto de sugestões que colocamos abaixo:
    Curto Prazo (30 a 90 dias) – Solicitar nomeação do chefe do SEOFI do DSEI Rio Negro. Devido exoneração do responsável anterior o DSEI não consegue mandar fazer pagamentos, já que nenhum outro servidor foi empossado, o que está impedindo a aquisição de materiais para o DSEI.
    Curto Prazo (30 a 90 dias): Tomar outras medidas administrativas para melhorar o processo de gestão do DSEI Rio Negro, tais como: realização de auditorias independentes, para identificar problemas e propor um modelo de gestão apropriado para o DSEI Rio Negro; colocar, de modo permanente, em São Gabriel da Cachoeira por empresas de serviços terceirizados um “preposto” no DSEI-ARN para resolver os problemas funcionais dos contratados, pois a vinda periódica de representantes da empresa terceirizada não é suficiente para dar agilidade à resolução de problemas; contratação de recursos humanos via Contrato temporário da União (CTU), para reestruturar a Comissão permanente de Licitação, SELOG, SEOFI como meio – ainda que temporário – para viabilizar os processos de compras licitações e contratos pelo DSEI; reestruturar o serviço de comunicação do DSEI-ARN, dotando o distrito de serviço de internet banda larga e telefonia, adequado as demandas dos setores com suficiente capacidade, pois a ausência deles gera grave comprometimento para a gestão pública, inclusive para a gestão de compras; manutenção periódica dos serviços de comunicação, para evitar transtornos e prejuízos aos serviços, principalmente nos serviços prestados ao usuário indígena que vive nas aldeias, os quais precisam de comunicação, via radiofonia e outros, para melhor apoiar o cuidado prestado à saúde; ampliação de rede telefônica na sede do DSEI, com instalação de centrais telefônicas e ramais, pois hoje este tipo de serviço não existe, pois os telefones estão cortados; designação de fiscais dos contratos pelo Chefe Distrital nos serviços terceirizados, pois atualmente o DSEI não dispõe de fiscal de contrato.
    Médio Prazo (6 meses a 12 meses) – Criar comissão Nacional paritária entre usuários, profissionais de saúde e gestores para discutir melhor forma de contratação de recursos humanos – Concurso Público – os recursos humanos efetivos hoje são insuficientes às demandas do DSEI-ARN, requerendo assim a grande necessidade da ampliação do quadro administrativo deste; contratação de pessoal via CTU(Contrato Temporário da União), e manutenção dos profissionais no Alto Rio Negro por pelo menos 5 anos, enquanto se define uma nova forma de vínculo empregatício. O concurso deverá abranger não apenas profissionais voltados para o atendimento, mas também aqueles voltados para a administração financeira, de compras, pessoal e logística, visando corrigir os problemas citados no item anterior.
    Urgente, Urgentíssimo – (1) levantamento de materiais e insumos necessários para os programas de saúde, no prazo de 15 dias, considerando o perfil epidemiológico do DSEI; (2) levantamento de insumos e materiais demandados por setores, de acordo com as necessidades; (3) tirar dos profissionais de enfermagem a responsabilidade da compra e o controle de combustível, usados na execução das ações de saúde em campo, pois eles devem se preocupar somente com ações de saúde, devendo ser alocada esta tarefa para o setor de logistica; (4) garantir transporte de cargas e insumos realizados por uma embarcação para cada calha de rio; (5) aquisição de equipamentos de segurança adequados para o deslocamento de EMSI e marinheiro auxiliar de convés, pois hoje todos arriscam suas vidas nas atividades rotineiras de atendimento; (6) aquisição de meios de transporte suficientes para atender demanda de atendimento, remoção de pacientes e supervisão; (7) aquisição de insumo médicos de enfermagem suficiente; (8) aquisição de equipamentos mínimos de suporte a vida, pois atualmente as equipes viajam sem esses meios; (9) garantir estrutura física nas aldeias para comportar a EMSI; (10) construção e manutenção das unidades de saúde indígena nos pólos-base (modelo tipo 1 e tipo 3); (11) manutenção técnica de equipamentos e estrutura física; (12) contratação de uma empresa ou mão de obra – eletricista, bombeiro hidráulico, mecânico, carpinteiro, pedreiro para prestação destes serviços na saúde indígena, pois atualmente não há oferta desse tipo de serviço e são os profissionais de saúde que têm que cuidar disso; (13) inclusão de novas categorias de profissionais para contratação, para apoio técnico nos pólos base, tais como auxiliar administrativo; (14) garantir melhoria no meio de transporte com coberturas que não comprometa a saúde dos pacientes nos resgates; (15) garantir que o profissional médico seja membro integrante da EMSI, realizando visita às comunidades pois isso não ocorre atualmente; (16) garantir o serviço de atendimento externo da CASAI; (17) garantir aquisição de veículos para suporte da EMSI, nos Pólos Base de Iauarête, Parí-cachoeira, Cucuí e Taracuá; (18) garantir aquisição de veículo com reboque para transporte de botes de alumínio na passagem de Ipanoré-Urubuquara; (19) garantir que as viagens de remoções de urgência de pacientes sejam realizadas apenas para esses fins não para transporte de carga também como acontece até hoje; (20) garantir a aquisição de ambulâncias fluviais por calha de rio; (21) garantir fornecimento de fardamento e cartão de identificação para todos os profissionais do DSEI; (22) garantir a aquisição de veículo ambulância para a CASAI/SGC, para transporte de pacientes; (23) implantação de sistema de abastecimento de água potável em todas as comunidades indígenas;
    Barqueiros – (1) melhoria no transporte fluvial; (2) voadeiras especificas para cada ação (entrada de equipes, transporte de combustível, retorno paciente (acompanhamento técnico), resgate (dois práticos), com sinalização e identificação; (3) aquisição de EPI (Equipamento de proteção individual); Equipamento de sobreposição em área; (4) transposição de combustível em TUNUI/ARACU-CACHOEIRA, com a construção de um ponto de suporte de cargas e para bombear combustível nos pontos estratégico; (5) colocar um bote e um motor na comunidade de ARACAPÁ/WAUPÉS; (6) colocar um bote e um motor ARACU/JURUPARI no IÇANA para facilitar o transbordo das equipes e carga, sem ter que ultrapassar a cachoeira a cada viagem; (7) construção de estrutura flutuante para servir como depósito no Pólo São José II;
    Considerando a má gestão e baixa qualidade na prestação de serviços às comunidades pelo subsistema de saúde indígena, e a situação lamentável dos tempos atuais, concluímos o seguinte:
    O Controle Social que deveria ser garantia de gestão participativa na gestão Pública, institucionalizado pelos Conselhos Locais de Saúde Indígena, pelos Conselhos Distritais da Saúde Indígenas, e pelas Conferências Nacionais de Saúde Indígena, é uma farsa do Estado Brasileiro para com os povos indígenas no Brasil, pois as inúmeras ou as centenas de reivindicações e de propostas aprovadas e encaminhadas aos gestores (Ministros e Secretário do SESAI) do Subsistema do SUS jamais foram consideradas, e hoje nós nos encontramos nesta situação lamentável.
    Não adianta ficar discutindo somente a melhoria de serviços, modelo de organização de serviço e gestão genérica; não se deve esquecer de discutir o melhor modelo de gestão administrativa, de pactuação financeiro, de adequação específica e diferenciada de compras públicas que possibilite o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Atenção Básica à Saúde Indígena.
    A SESAI – Secretaria Especial da saúde Indígena/Ministério da Saúde não cumpriu a sua missão institucional de implementar um novo modelo de gestão e de atenção no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena articulado com o SUS (SasiSUS), descentralizado, com autonomia administrativa, orçamentária, financeira e responsabilidade sanitária dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, pois não tem nada de diferença em relação ao anterior quando estava na responsabilidade da FUNASA;
    O Departamento de Gestão da Saúde Indígena não cumpriu responsabilidade de garantir as condições necessárias à gestão do subsistema; não promoveu o fortalecimento da gestão dos DSEIs; não propôs claramente e profissionalmente o mecanismo de organização gerencial e operacional; não coordenou compras públicas nos distritos sanitários; além disso, o site institucional é precário e o sistema de informações em saúde não funciona, faltando transparência na gestão. Essa situação demonstra a falta de profissionalismo e de compromisso da gestão.
    O descompromisso é uma prática de negligencia e de omissão, consequentemente ocorre a má gestão do subsistema pelo gestor principal que colabora e reforça o anti-indigenismo e o preconceito racial no país, que ameaça os povos indígenas e o seus direitos.
    Onde vai parar dinheiro da Saúde Indígena todos os anos? Por quê os órgãos controladores não fazem nada? As ações até hoje para melhorar a saúde indígena não tiveram efeitos, se teve, teve efeito contrário ao esperado;
    Há violação dos direitos indígenas, legítimos e garantidos constitucionalmente, na área de saúde. Por isso devem ser investigadas todas as práticas de gestão administrativa no Subsistema e que apontam mudanças. Os povos indígenas do Rio Negro, que representam 10% do Brasil, querem saber para onde foi parar o dinheiro da saúde indígena.
    Por causa disso, os representantes indígenas, lideranças do movimento indígena do Rio Negro, usuários, profissionais e outros, vêm publicamente manifestar a indignação quanto à situação que se encontra a saúde indígena e ao mesmo tempo requerer dos órgãos a seguir mencionados, seguintes providencias:
    Ministério Público Federal – Que investigue não somente a questão política, empenhos e notas fiscais (gestão administrativa), mas principalmente a realidade e os resultados na execução das ações de saúde nas comunidades indígenas e nos pólos-base;
    Comissão Nacional de Política Indigenista – Inclua na sua pauta de discussão o estudo do melhor modelo de gestão administrativa para saúde indígena, que possibilite melhoria e não prejudique os serviços de saúde nas comunidades indígenas; que este assunto seja pauta da Conferência Nacional de Política Indigenista do ano de 2015;
    Presidente da Fundação Nacional do Índio – A FUNAI como promotora e protetora dos direitos dos povos indígena dê prioridade à saúde indígena garantindo recurso financeiro para articulação e promoção de discussão sobre melhor modelo administrativo para Saúde Indígena, incluir na pauta este assunto na Conferência Nacional de Política Indigenista.
    Ministro da Justiça – Que determine investigação polícia sobre gestão financeira e administrativa do Subsistema da Saúde Indígena.
    Ministro da Saúde/Secretário Especial da Saúde Indígena – Que prove o contrário que estamos dizendo nesta carta, não através de números, mas de resultados nas comunidades. Organizando diretrizes claras para os trabalhos das equipes; regulamentando as atribuições de cada profissional da EMSI e consolidando a categoria dos Agentes Indígenas de Saúde e Saneamento com a elevação da escolaridade e profissionalização dos mesmos; garantindo os insumos e recursos necessários; implementando efetivamente o sistema de informação e garantindo a transparência dos dados sobre a situação de saúde das populações indígenas; respeitando as diretrizes definidas pelas instâncias de controle social; entre outras ações necessárias para o pleno e adequado funcionamento dos DSEIs.
    Chefe Distrital da Saúde Indígena do Rio Negro – que contrate auditoria independente para indicar melhor forma de reorganização logística que é planejamento e a gestão de fluxos, ou seja, prever, obter e prover executando planejamento, licitação e contrato; e que faça cumprir objetivos do DSEI como gestora de unidade sanitária;
    CGU e TCU – Que fiscalize permanentemente as ações de procedimentos de empenhos, Notas fiscais formas de compras públicas e que ajude buscar soluções burocráticas mais leves e adequadas para especificidade da região e dos povos indígenas na Amazônia Brasileira.
    Ministério Público do Trabalho – que investigue as condições de trabalho nos Distritos Sanitários e a situação de precarização de vínculo dos trabalhadores da EMSI;
    A nossa intenção, interesse e objetivo são de ver o nosso direito funcionando na prática, nas comunidades indígenas, com menos pessoas morrendo, com menos doenças curáveis e previníveis e que o Estado Nacional Brasileiro e o Governo cumpram com objetivo de zelar pelo bem viver do povo Brasileiro e faça respeitar os direitos dos Povos Indígenas garantindo pleno funcionamento da Política Nacional de Atenção Básica à Saúde dos Povos Indígenas.
    Almerinda Ramos de Lima- Presidente da FOIRN
    Marivelton Rodrigues Barroso – Diretor da FOIRN
    Renato da Silva Matos – Diretor da FOIRN
    Câmara Municipal – São Gabriel da Cachoeira, 6 de agosto de 2014.

  56. Carta Aberta em Defesa das Áreas Protegidas Brasileiras

    Nós, Servidores Públicos Federais da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do Pecma, vimos a público manifestar nosso repúdio diante da criação da Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Área Protegidas (Unidades de Conservação – UC e Terras Indígenas – TI). Temos clareza do papel das UC na garantia de uma vida saudável para as atuais e futuras gerações e das TI para a manutenção da cultura e da dignidade de centenas de povos, de forma que entendemos essa Frente como mais uma iniciativa perversa dentro da ofensiva que o Congresso Nacional vem direcionando às políticas ambientais e aos direitos dos brasileiros.

    Dizendo-se defensores dos pequenos agricultores injustiçados pela morosidade do atual sistema de regularização fundiária do país, os integrantes dessa Frente, na verdade, contribuem para uma política de concentração de terras e exploração ilimitada de recursos naturais. Mais um exemplo disso é a tramitação do PL 6479/2006 na Câmara dos Deputados, que propõe a diminuição da Estação Ecológica da Terra do Meio e do Parque Nacional da Serra do Pardo, no Pará, alegando a presença de 2.500 famílias em áreas onde, de fato, não moram agricultores e somente há pretensões de grilagens de grandes extensões de terras.

    Na mesma direção, fragilizando a estrutura e a capacidade dos órgãos ambientais, fundiários e de defesa dos índios, pretende-se transferir exclusivamente para o Congresso Nacional o poder de decidir sobre a criação ou não de Unidades de Conservação Federias e Terras Indígenas (PEC 215), de forma a atender o interesse econômico imediato, de curto prazo. Alertamos que, como modelo de gestão territorial, as Unidades de Conservação são políticas de Estado dedicadas à proteção do Patrimônio Nacional que não podem ser incluídas na lógica mercantilista, tampouco do Estado mínimo. As Unidades de Conservação representam o acesso do povo ao meio ambiente equilibrado conforme preconiza a Constituição Brasileira em seu artigo 225.

    As UCs promovem a manutenção da agricultura ao protegerem os corpos d’água; garantem a qualidade da água e do ar; promovem a regularidade das chuvas; proveem gratuitamente organismos polinizadores e o controle natural de pragas, com a conservação da biodiversidade; colaboram com o equilíbrio do clima, devido à preservação das florestas em pé; e outras inúmeras contribuições decorrentes dos serviços ambientais prestados pelos ambientes protegidos. A falácia de que as Unidades de Conservação não contribuem para a economia pode ser rapidamente desmentida com números. Em 88% das áreas em Unidades de Conservação é possível o desenvolvimento de atividades de turismo, produção florestal, extrativismo e agricultura de baixo impacto ambiental. O potencial de arrecadação com a visitação em Parques Nacionais no Brasil é de R$ 1,6 bilhões. A receita do ICMS Ecológico repassada aos municípios pela simples existência de Unidades de Conservação em seus territórios foi de R$ 402,7 milhões em 2009. As Reservas Extrativistas garantem não só a posse das populações extrativistas, como também permitem que essas populações possam continuar mantendo suas tradições e sendo beneficiárias das políticas sociais e de incentivo à produção, contribuindo para diminuir a marginalidade e os bolsões de miséria nas cidades grandes. Países que abriram mão de seu patrimônio natural hoje gastam cifras fabulosas para tentar recuperar seus rios e sua diversidade biológica.

    Ao contrário do que pregam os parlamentares da Frente, o direito dos pequenos agricultores se defende com reforma agrária, com incentivos à produção, com apoio aos arranjos produtivos locais. Reconhecemos o passivo de regularização fundiária em áreas de várias UCs e da necessidade de indenizar legítimos proprietários e posseiros de boa fé. Por isso conclamamos todos os parlamentares a destinarem os recursos necessários para as indenizações, reassentamentos e fortalecimentos dos órgãos ambientais e fundiários para executarem esses serviços.

    O povo brasileiro, povo este que os senhores parlamentares deveriam representar, não quer o retrocesso para beneficiar somente os latifundiários do agronegócio!

    Nós defendemos a criação e manutenção de um sistema representativo de Áreas Protegidas por ser esta a melhor estratégia para prover os serviços ambientais necessários à qualidade de vida de todos os brasileiros, inclusive os que ainda não nasceram. Defendemos ainda o respeito aos territórios indígenas e a todos os demais direitos desses brasileiros que vem sendo historicamente marginalizados.

    Fazemos essa defesa como trabalhadores, como servidores públicos, como gestores das políticas de estado de proteção ao meio ambiente, como ativistas da causa ambiental, como brasileiros e como cidadãos do mundo.
    http://assemma.org.br/fotos/Image/File/Carta%20Aberta%20dos%20Servidores%20da%20CEMA_final.pdf

  57. Gostaria de receber os boletins de vocês, sou professora de Geografia e achei muito bom o conteúdo.

  58. Estou encantada com o trabalho e gostaria de receber as notícias publicadas por vocês. Obrigada

  59. Parabéns pelo belo trabalho no Boletim de combate ao racismo Ambiental, gostaria de saber como faço para receber os informativos do Boletim. Grata

  60. Boa noite a todos,
    Venho por meio deste pedir-lhes a ajuda na divulgação do II Congresso Nacional de Africanidades e Brasilidades: Culturas e Territorialidades que acontecerá nos dias 4,5 e 6 de Agosto de 2014 , na Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes. O link do site com todas as informações é o seguinte : http://www.eventos.ufes.br/index.php/CNAB/IICNAB. Um forte Abraço a todos, desde já agrademos a colaboração.

  61. Olá Tania!! Gostaria de receber o boletim por e-mail. Lindo o trabalho de vcs!! Desde já agradeço! Abç!

  62. Olá, Tania, Ana Paula e Daniel. Gostaria de receber os informativos diários. Podem me adicionar também? Estou me especializando em Educação Ambiental e o trabalho de vocês será enriquecedor para mim. Gratidão!

  63. Olá,
    Parabéns pelo ótimo trabalho! Sou mais uma apoiadora das causas indígenas e desejo receber seu informativo para poder acompanhar mais de perto e apoiar as lutas de todas as formas que forem possíveis.
    Grata!

  64. Márcio,
    nós temos pouca condição de trabalhar com documentos. Até mesmo para organizar e extrair uma reportagem. Temos o nosso trabalho, e o tempo que podemos dedicar ao blog é diminuto. Por outro lado, tenho uma companheira de luta totalmente confiável que vive e milita aí no Paraná. Então, vou tentar estabelecer um contato entre vocês. Tentei falar com ela, mas aparentemente ela está fora do ar na internet. Então, não mande nada por enquanto. No máximo amanhã devo ter uma resposta para você.
    Para o caso de você não acessar esta resposta, vou mandar também para o seu e-mail.
    Uma boa noite de domingo,
    Tania.

  65. Olá, gostaria de fazer uma denúncia de crime Ambiental contra Mata Atlântica do Município de Pontal do Paraná, onde essa área que é de preservação ambiental foi vendida pelo IAP para o Nelson Pessuti irmão do ex-governador do Paraná Orlando Pessuti.
    Quero mandar documentos que provam esse crime.
    Aguardo resposta.
    Marcio,

  66. Olá, Tânia!
    Gostaria de receber os boletins no e-mail. Esse termo é novo para mim e necessito aprofundar a questão. O trabalho de vocês é incrível.
    Obrigada!!

  67. Seu comentário é gratificante, Inez. E seu nome já está na listagem do boletim.
    Um belo dia.
    Tania.

  68. Gostaria de receber os boletins no email informado na caixa de texto acima. Foi uma descoberta formidável. Sou professora de História. Prato cheio para discussões de temas atuais e realidades desafiantes.
    obrigada
    Inez

  69. ”Racialismos como racismo” um excelente artigo de opiniao em Afropress (http://www.afropress.com/post.asp?id=16374) de autoria da academica negra Inocencia Mata, da Faculdade de Letras de Lisboa, onde ela aborda as suas exeperiencias com o racismo no Brasil. Um artigo feito em referencia a reportagem do Publico ”Quem quer ser negro no Brasil?”, reproduzida pelo Racismo Ambiental.

  70. Muito importante estarmos unidos em prol do combate ao racismo. Sem dúvida seu Blog é um recurso bastante significativo e onde podemos expressar nossa indignação com a tratativa pouco eficiente que as nações como um todo ainda dão a essa questão.
    Parabéns.
    Gostaria de receber os boletins no e-mail informado na caixa de texto acima.
    Obrigado.

  71. Obrigada, Patrícia. Agradecemos os elogios. Mas quando for postar um comentário não esqueça o sobrenome.
    Inté.

  72. Prezada Tânia,
    Parabéns pelo boletim Combate Racismo Ambiental! É difícil ouvir as pessoas usarem o termo e fiquei muito feliz em descobri-los!
    Gostaria de receber os boletins no email: patricia.ym1@gmail.com

    Muito obrigada e continuem o ótimo trabalho!

    Até mais,
    Patricia.

  73. Anne,
    Obrigada pelo elogio. Para receber o boletim você não precisa fazer mais nada: assim que acabar de te responder vou adicionar teu e-mail à lista dos assinantes. Quanto à rede, não temos nenhuma. Somos três pessoas, no blog: eu e Ana Paula e Daniel, que me ajudam. Mas são sempre bem vindas denúncias, informações, sugestões de textos etc.
    Bom final de domingo para você.
    Tania.

  74. C O M U N I C A D O
    Diante ao agravamento da situação calamitosa causadora de sofrimento, transtornos, prejuízos materiais e danos de ordem moral a significativa parcela da população de Belém, com os constantes alagamentos. Em face à incessante busca por nossos direitos ao saneamento básico e ambiental, ao ir e vir, à moradia com dignidade, à saúde pública, à melhoria da qualidade de vida e, no mínimo, à dignidade humana. Comunicamos aos Cidadãos da Bacia do Una, (constituída por 20 bairros, sendo 4 de forma parcial: Marco, Nazaré, São Brás e Umarizal e 16 de forma integral: Barreiro, Benguí, Cabanagem, Castanheira, Fátima, Mangueirão, Maracangalha, Marambaia, Miramar, Parque Verde, Pedreira, Sacramenta, Souza, Telégrafo, Una e Val-de-Cans, sendo desde a fase de execução do Projeto de Macrodrenagem, subdividida em 7 Sub-bacias), que tramita no Poder Público Judiciário do Estado do Pará, o Processo de nº 0014371-32.2008.814.0301, relativo à Ação Civil Pública Ambiental, ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Pará (3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo de Belém), onde a Prefeitura Municipal de Belém, a Companhia de Saneamento do Pará – COSANPA e o Estado do Pará, respondem desde o dia 16 de abril de 2008 ao MM. Sr. Juiz de Direito, Dr. Marco Antônio Lobo Castelo Branco, (titular da 2ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital), pela “Obrigação de Fazer” a execução das várias obras complementares de Microdrenagem que ficaram pendentes espalhadas pelas 7 Sub-bacias e a manutenção periódica do Conjunto de Obras executadas pelo Projeto de Macrodrenagem da Bacia do Una, agrupado em três grandes sistemas: Viário, Macrodrenagem (17 canais, 6 galerias e 2 comportas) e Saneamento, nos termos especificados pelos Manuais de Operação e Manutenção do Sistema de Esgoto Sanitário e Água Potável da Bacia do Una, agosto de 2001; Operação e Manutenção de Drenagem, Vias e Obras de Artes Especiais da Bacia do Una – Volume I, maio de 2002 e de Operação e Manutenção das Comportas do Una e Jacaré, com a utilização dos equipamentos, maquinários e veículos, avaliados em R$ 21.977.619,75, que foram adquiridos pelo Estado do Pará (mutuário final) com os recursos do contrato de financiamento firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID (órgão financiador), repassados no dia 02 de janeiro de 2005 ao Acervo Físico Patrimonial do Município de Belém. Valendo ressaltar, que o uso inadequado, o desvio e o paradeiro dado, por parte da Prefeitura Municipal de Belém de tais equipamentos, maquinários e veículos são hoje, objeto de investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instalada na Câmara Municipal de Belém.
    Frente dos Moradores Prejudicados da Bacia do Una.

  75. PETROBRAS FAZ PESQUISA NO ENTORNO DE TERRAS INDÍGENAS DO AMAZONAS SEM CONSULTAR A FUNAI
    Elaíze Farias26/02/201409:10
    Reserva indígena paumari pode sofrer impacto causado pela prospecção. Foto: Oiara Bonilla/Arquivo PessoalReserva indígena paumari pode sofrer impacto causado pela prospecção. Foto: Oiara Bonilla/Arquivo Pessoal
    A Petrobras iniciou há pouco mais de uma semana atividades de prospecção de gás e petróleo entre os rios Tapauá e Cuniuá, afluentes do rio Purus, município de Tapauá (a 448 quilômetros de Manaus), no sul do Amazonas. A região da pesquisa está no entorno de sete terras indígenas, sendo que em duas vivem índios isolados e semi-isolados.

    A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do qual o Brasil é signatário, garante aos povos indígenas a consulta sobre decisões e empreendimentos que causem impactos sociais e ambientais em seus territórios.

    A Coordenação Regional do Médio Purus da Fundação Nacional do Índio (Funai), cuja sede fica no município de Lábrea (a 703 quilômetros de Manaus), vizinho de Tapauá, diz que não foi consultada nem comunicada pela Petrobras antes da empresa iniciar a prospecção. O mesmo se aplica aos índios.

    O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), órgão do governo do Amazonas, confirmou ao portal Amazônia Real que concedeu licença de instalação à Petrobras para realização de prospecção de gás ou petróleo até julho de 2014.

    No início da semana passada, a chegada de mais de 15 balsas de prospecção chamou atenção de ribeirinhos e causou surpresa ao coordenador regional do Médio Purus da Funai, Armando Soares. A Coordenação administra 27 terras indígenas de seis municípios: Itamarati, Lábrea, Pauini, Canutama, Tapauá e Beruri.

    Ao tomar conhecimento, Armando Soares comunicou o caso à presidência do órgão, em Brasília. Na última sexta-feira (21), ele disse que recebeu ligações de dois funcionários da Petrobrás. Segundo o coordenador, os funcionários confirmaram a realização da prospecção e disseram que a atividade tem licenciamento do Ipaam.

    Soares, no entanto, questiona a prospecção de gás e petróleo em uma região com forte presença indígena, mesmo que a atividade não seja localizada dentro das reservas. Ele aponta a ameaça de riscos ambientais e sociais aos indígenas.

    “Estão fazendo um trabalho de perfuração para sondar existência de petróleo perto de terra indígena sem consultar a Funai e os índios. A Petrobrás comunicou apenas a prefeitura de Tapauá. A gente precisa saber o vulto do empreendimento. Os funcionários da Petrobras que me ligaram disseram que a atividade está fora de terra indígena, mas isso não tem diferença. Eles estão fazendo esse trabalho na área de influência das reservas e no mesmo rio que passa nas terras dos índios. É do rio que os índios tiram sua sobrevivência”, disse Soares ao Amazônia Real.

    Terras indígenas da Bacia do Purus e afluentes estão na área de influência da pesquisa. Foto: Armando Soares/Funai.

    Impactos nos rios

    Na área dos rios Tapauá e Cuniuá estão localizadas as Terras Indígenas dos Paumari do Manissuã, dos Paumari do Lago Paricá e dos Paumari do Cuniuá. São os paumari os indígenas diretamente afetados pela atividade, segundo Soares. Há também reservas dos índios banawa, deni, suruwahá e hi-merimã. Os dois últimos são considerados semi-isolados e isolados. Nas reservas da área de influência da prospecção vivem mais de 2 mil indígenas, segundo Soares.

    “Essas balsas vieram de Manaus e entraram no Purus. Passaram por duas terras indígenas e subiram o rio Tapauá, onde não tem aldeias. Mesmo fora das reservas, tudo que acontecer ali, vai impactar as terras indígenas. Vai passar um monte de gente na área, trabalhadores, e qual será o controle?”, relata Soares.

    Após receber as ligações dos funcionários da Petrobras, Armando Soares disse que comunicou a situação ao setor de licenciamento da Funai, em Brasília. No comunicado enviado à Funai, Armando afirmou que sugeriu que o órgão indigenista solicitasse o estudo que autorizou a realização da prospecção. Ele também sugeriu que os índios sejam não apenas comunicados, mas consultados sobre a atividade. Ainda não há informações sobre o encaminhamento dado pelo setor de licenciamento da Funai.

    Desde a tarde do dia 21, quando soube da presença de balsas na área do Purus e fez a primeira entrevista com Armando Soares, o Amazônia Real vem entrando em contato por email e por telefone repetidas vezes com a Funai para saber as providências tomadas sobre a atividade da Petrobras, mas até a publicação desta matéria a assessoria de imprensa do órgão não havia respondido as questões enviadas.

    O Amazônia Real também entrou em contato com a Petrobras no dia 21 e reiterou nos dias seguintes o pedido de informações sobre o posicionamento da empresa, mas esta não se manifestou até o momento. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também foi procurada, mas a assessoria orientou o portal a procurar a Petrobras.

    O Ipaam foi o único que se manifestou até agora. Por meio de nota, a assessoria do órgão disse que a Petrobras “tem licença de instalação expedida pelo Ipaam para acesso ao local e realização de prospecção de gás ou petróleo com validade até julho de 2014”. Segundo o Ipaam, o licenciamento para exploração não exige Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA)

    Na nota, o Ipaam diz que “a área relativa à prospecção não está em terras indígenas e nem em área de Unidades de Conservação” e diz que “até mesmo porque a Agência Nacional de Petróleo não faz concessões de blocos de exploração nesses dois casos”.

    O superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) no Amazonas, Mário Reis, também foi procurado, mas este disse à reportagem que não existe licença ou pedido por parte da Petrobras no âmbito do órgão federal para a área.

    Manejo comprometido

    A antropóloga Oiara Bonilla, que desenvolve trabalho de pesquisa junto aos paumari há vários anos, mostrou-se preocupada com a atividade de prospecção de petróleo na área próxima da terra indígena.

    Ela conta que os paumari, que tradicionalmente habitam praias e lagos, vivem essencialmente da pesca e dos recursos aquáticos. Historicamente, diz Oiara, os paumari foram explorados pelos chamados “patrões da borracha” e, mais recentemente, pelos comerciantes e “peixeiros” da região.

    “No rio Tapauá, os paumari vêm desenvolvendo um projeto de manejo sustentável do pirarucu, experiência que está em fase de consolidação e poderia ficar comprometida por um empreendimento desse porte”, informou a antropóloga.

    Os paumari falam uma língua denominada por eles de Pamoari, que pertence à família Arawá da Amazônia Ocidental. Segundo informações no site do Instituto Socioambiental (ISA), até agora não foram descobertas línguas próximas da família Arawá. Levantamento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de 2010 aponta que a população de paumari naquela data era de 1.559 pessoas.

    Repercussão

    A notícia sobre entrada de balsas de prospecção em uma área aonde há terras indígenas chegou na internet e nas redes sociais na última sexta-feira (21) por meio de Miguel Aparício, antropólogo que atua junto aos indígenas daquela região. Ele elaborou um texto e divulgou em um grupo chamado Coletivo Purus, do Facebook. O texto foi compartilhado por várias pessoas, mas até aquele momento nada se sabia sobre a natureza da atividade.

    “A notícia da entrada de 15 balsas com equipamentos de prospecção mineral na bacia dos rios Tapauá e Cuniuá chegou com contornos confusos, uma vez que até o momento nenhum órgão público local ou regional confirmou as informações com dados consistentes. Até a presente data, representantes indígenas e da sociedade civil buscam informações mais precisas a respeito da intensa movimentação no rio Tapauá nos últimos dias”, relatou Miguel, em seu texto.

    A informação chegou até a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que se manifestou sobre o assunto na última segunda-feira (24), em plenária, embora sem informações sólidas sobre o assunto.

    “Cabe a intervenção urgente para combater os crimes, preservar o meio ambiente e a vida naquela região”, disse a deputada, em plenário, dirigindo-se ao Ministério das Minas e Energia, do Meio Ambiente e da Justiça, à Secretaria dos Direitos Humanos e ao Ministério Público Federal.

    Procurada pelo Amazônia Real, a deputada declarou, por meio de sua assessoria, que as populações tradicionais, os ribeirinhos, os moradores das comunidades têm o direito legal de saberem que atividades se desenvolvem onde moram, nos rios onde pescam, na floresta de onde tiram a subsistência.

    “A consulta a essas comunidades, com o direito de veto que lhe é garantido, não pode ser ignorada ou deixada para depois. Também é dever que sejamos informados, o parlamento, os representantes eleitos. O Estado brasileiro tem a obrigação de proteger sua população e seu patrimônio. Mas é falho, especialmente no Sul do Amazonas. Isso precisa ser urgentemente corrigido. O suposto desenvolvimento não pode ser para apenas alguns, que atropelam os que têm menos representação política e econômica”, declarou Janete Capiberide, que se destaca por sua atuação na Câmara por defender os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais.

    O assunto voltou a ser mencionado nesta terça-feira (25) no Congresso Nacional, quando o senador João Capiberibe (PSB-AP) pediu ao governo federal que apure a denúncia “de que cerca de 15 balsas com equipamentos de prospecção mineral e geradores de energia teriam sido vistas na bacia do rio Tapauá e Cuniuá, afluentes do rio Purus, no sul do Amazonas”.

    Matéria publicada no site da Agência Senado informa que o senador quer que a denúncia seja apurada pelos ministérios de Minas e Energia, da Justiça e do Meio Ambiente. O senador disse que pretende que a denúncia seja investigada pela Secretaria dos Direitos Humanos e pelo Ministério Público Federal, uma vez que essas balsas estariam perto de sete terras indígenas.

  76. Olá Tânia, equipe e colaboradores,
    Vocês estão de parabéns pelo importante trabalho que realizam com esse blog. Eu gostaria de ser incluída para receber os informativos de vocês.
    Beijos
    Maria das Mercês Navarro Vasconcellos
    Servidora Pública na função de Educadora no Museu da Vida/COC/Fiocruz e na Equipe da Gerência de Educação de Jovens e Adultos da SME/RJ

  77. Porto Alegre, 21 de fevereiro de 2014.

    Dentre os colaboradores, o Carlos Alberto Dayrell!]
    Grande defensor das árvores aqui na Av.João Pessoa,
    anos 70, irmão da Dilza Dayrell.
    Abraços,

    Paulo Nührich

  78. Porto Alegre, 21 de fevereiro de 2014.

    Gostaria de receber os boletins de vocês, não sei se é editado
    diariamente, semanalmente? Por favor, incluam meu nome para
    recebe-lo. Grato!

    Paulo Nührich, ecologista, 62

  79. Postando agora só agora. Infelizmente estava sem acesso à internet, antes.
    Se tiver mais detalhes sobre este absurdo, avise, por favor.
    Meu e-mail é taniapac@gmail.com.
    Muito obrigada, Miguel.
    Tania

  80. URGENTE: ALERTA NO RIO TAPAUÁ (PURUS, AMAZONAS)

    MORADORES DO RIO PURUS INFORMAM QUE NOS ÚLTIMOS DIAS QUINZE BALSAS ENTRARAM NO RIO TAPAUÁ, NO ENTORNO DAS TERRAS INDÍGENAS PAUMARI, BANAWA, ZURUAHA, DENI E DOS ISOLADOS HI MERIMÃ.

    A notícia da entrada de 15 balsas com equipamentos de prospecção mineral na bacia dos rios Tapauá e Cuniuá chegou com contornos confusos, uma vez que até o momento nenhum órgão público local ou regional confirmou as informações com dados consistentes. Porém, fontes locais confirmaram a chegada de balsas com grupos geradores de alta capacidade, tubulações e maquinaria de mineração. “O local parece uma cidade tamanho movimento”, declararam testemunhas. Indígenas paumari presenciaram a movimentação das balsas na foz do rio Tapauá, nas proximidades da Terra Indígena Manissuã.

    Nenhum dos povos indígenas da região teve acesso a qualquer processo de informação ou consulta. Na bacia dos rios Tapauá e Cuniuá há sete terras indígenas demarcadas: Paumari do Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá, Banawa, Suruwaha, Deni e os isolados Hi Merimã, com uma população de mais de 1300 pessoas. O total das terras indígenas da bacia alcança os 2.726.000 hectares. Esta região do interflúvio Purus-Juruá concentra ainda um dos maiores índices de biodiversidade da Amazônia, com elevados indicadores no que diz respeito à flora (aqui está a maior concentração de Sapotaceae da bacia amazônica) e fauna (mais de 170 espécies de mamíferos e mais de 550 espécies de aves vivem nela).

    Já em 2002 documentos da Coordenação da União das Nações e Indígenas de Rondônia, Noroeste de Mato Grosso e Sul do Amazonas (CUNPIR) e da Organização dos Povos Indígenas do Alto Madeira (OPIAM) manifestavam suas críticas veementes contra o Projeto Avança Brasil, que planejava a construção do gasoduto que conectaria Urucu com Porto Velho. O plano previa a construção de um gasoduto de 522 km de extensão, transportando cerca de 2,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural para termelétricas que abasteceriam Porto Velho e outras cidades de Rondônia. Os manifestos do movimento indígena apontavam na época diversas inconsistências no EIA/RIMA e mostravam uma profunda inquietação em relação aos impactos do empreendimento sobre as populações indígenas Paumari, Banawa, Suruwaha, Deni e Hi Merimã.

    Até a presente data, representantes indígenas e da sociedade civil buscam informações mais precisas a respeito da intensa movimentação no rio Tapauá nos últimos dias. Não se sabe se a responsável pelo empreendimento é a Petrobrás ou alguma outra empresa de extração de petróleo e gás natural. Testemunhas da comunidade ribeirinha na foz do rio Tapauá disseram que as atividades estão iniciando a pleno ritmo no rio do Sol e no igarapé Branco, afluentes do alto rio Tapauá.

    O Brasil é signatário da Convenção 169 da OIT, que protege o direito dos povos indígenas à consulta livre, prévia e informada, antes de serem tomadas decisões que possam afetar seus bens, seus territórios e seus direitos originários.

  81. Qual a entidade que está por tráz de voces? Quem está pagando para voces incitarem as pessoas ignorantes sem conhecimento técnico a falr tanta besteira e mentiras? Desde quando os paises estarngeiros deixam brasileiros falr e ter sites dizendo para eles o que devem plantar e produzir? É só aqui no Brasil, e por quê? Por eles sabem que aqui é o maior e mais rico país do mundo e les querem pagam pelas potencias nos deixar na ignorância enquanto eles exploram nossas riquesas e levam par o estrangeiro sem pagar nada.Quantos diamantes, ouros espécies raras são levadas pelos falsos missionários, pastores e gringos daqui?Por que as palavras em inglês neste site?Aqui não tem racismo é um pais livre e maravilhoso. Por que essas ONG´S são contar o nosso desenvolvimento? não se pode construir mais nada no Brasil, pois tem uns imbecis falando contra.O que está por trás disso? Abram o olho meu povo leiam outras fontes , pensem no Brasil e no nosso progresso.

  82. Homenagem merecida. Parabéns a vocês.
    Mas fiquei triste porque fui rever o vídeo, agora, e descobri que ele não está mais disponível, e que a conta foi encerrada.
    Uma pena!
    Tania.

  83. Bom Dia!
    Só hoje consegui ver a homenagem prestada a mim e a Ana Luiza.
    Gostaria de agradecer pelo espaço e reconhecimento ao nosso trabalho.

    Forte abraço e muita força.

    Gean Ramos

  84. Olá Pessoas, Tânia, Titi e Leitores,

    Gostaria de incluir na pauta de crimes ambientais, o artigo 20 da constituição, florestas protegidas e as matas ciliares do código florestal, após 60 anos mesmo reduzindo a área de proteção, 93% deles pagam multas. Detalhes no site http://www.uaieo.com
    De acordo com a nova lei de saneamento, cada município deve adotar o melhor e mais barato dos métodos de saneamento.
    Estamos jogando agua de reuso, não potável em nossos rios, os 20% do Brasil que tratam esgotos,este é o pior dos métodos de saneamento, os 80% do Brasil que joga direto sem tratar ao invés de centralizar um saneamento ineficiente, pode adotar o saneamento sustentável ou compostável!
    já conheci vários métodos diferentes de banheiro seco sustentavel, Clivus Multrum, Bason, humanurehandbook.com, SANTOLIC, e outros.

  85. Bela noite Tania…
    Somos do Vale do Ribeira e temos um luta conjunta à Defensoria Pública do Estado de São Paulo, está cumplicidade já dura vários anos, desde 2009, desde lá nossa história já rendeu vários avanços em nossas lutas coletivas.
    Nós do Alto Vale do Ribeira, fomos escolhidos como delegados para a IV Conferência Estadual, levamos várias propostas, e a principal delas foi conquistada: “Ampliar o quadro da Defensoria, tendo um defensor público que atue especificamente em causas coletivas em cada Regional, com uso do atendimento móvel” foi aprovada no eixo Cidadania, Direitos Humanos e Meio Ambiente. Nós delegados (Maria Titi e Osvaldo) junto ao Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”, o “Coletivo das Comunidades Tradicionais de Iporanga” e a entidade Prosa na Serra, produzimos um curtíssima que mostra um pouquinho nossa experiência. O Curta está em nosso site: prosanaserra.org, no link http://prosanaserra.org/categoria/acervo/videos/
    Grata pela atenção e coisas boas e dias bons em 2014!
    Maria Titi

  86. Bela noite Tania, parabéns pelo blog…
    Somos do Vale do Ribeira e acabamos de fazer um curtíssima metragem “Vale do Ribeira, Presente – IV Conferência da Defensoria Pública do Estado de São Paulo”, foi produzido por nós delegados da IV Conferência (representantes da Regional do Vale do Ribeira (Maria Titi e Osvaldo) pelo Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”, a entidade Prosa na Serra e o Coletivo das Comunidades Tradicionais de Iporanga. Conquistamos uma das propostas encaminhadas da nossa Pré Conferencia realizada em Registro: “Ampliar o quadro da Defensoria, tendo um defensor público que atue especificamente em causas coletivas em cada Regional, com uso do atendimento móvel” foi aprovada no eixo Cidadania, Direitos Humanos e Meio Ambiente. Agora é continuarmos nossa organização para a efetivação da proposta. Bons dias em 2014 para ti!
    Maria Titi

    Nosso site http://www.prosanaserra e o link do curta metragem é http://prosanaserra.org/categoria/acervo/videos/

  87. Y adonde está el portuñol? Obrigada, Carlos.
    Usei Kadu como teu sobrenome porque mensagens sem nome e sobrenome não são liberadas.
    Un 2014 de luchas y victorias!

  88. Não há nada a agradecer. Estamos na mesma luta!
    Grande abraço solidário a ser socializado entre vocês…

  89. Muito obrigado pelo carinho e apoio a nossa luta. Gostaríamos de receber o boletim em nosso email. Um forte abraços a todos e saudações comunitárias e solidárias…

  90. Rubia,
    GT significa simplesmente o óbvio: Grupo de Trabalho. No caso do GT de Combate ao Racismo Ambiental, entretanto, ele pouco a pouco, meio que levado até pela necessidade de se posicionar ante os acontecimentos (que se tornam cada vez mais graves, diga-se de passagem), transformou-se de certa forma num ator político, desenvolvendo um papel extremamente importante para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais e urbanas. Por isso o homenageio neste blog.
    Tania.

  91. Há muito esse povo,herdeiro deste vasto continente vem sofrendo abusos e violência por parte dos latifundiários e outros interessados,para quem,esse povo é um estorvo na gula de poder e dinheiro.Abraçar a causa desse povo deserdado é tão importante quanto combater o apartheid Palestino.

  92. Gostaria de agradecer o post com informacao sobre Virginia Bicudo ( a primeira psicanalista nao medica do Brasil e primeira professora universitaria negra). Agradeco por revelar a sua origem negra e italiana. Moro nos EUA e nao vi qq info sobre a sua origem racial em qq outro site brasileiro. Ao contrario esta informacao aparece em sites produzidos nos EUA. Como negra, eu agradeco!

  93. Ola,gostaria de me juntar ao grupo e ser uma multipilcadora aqui na minha cidade,como faço??Sou formada em Geografia e as questões sociais sempre me fascinaram…aguardo via e-mail..
    abs

  94. Obrigada, Rafael. Não postamos teu nome na matéria porque ficamos na dúvida se seria conveniente. Por outro lado, tive que completar aqui teu sobrenome para poder liberar o comentário. Espero que sem problemas.

  95. caros, sou ativista em uma ong de defesa ambiental em santarem Para e gostaria de receber o boletim .
    Darcilene de Sousa

  96. Sou estudante do curso de ciências sociais, gostaria de saber como vcs, veem o papel da internet, na defesa da cultura dos povos tradicionais??

  97. Ana,
    como essa não é a nossa especialidade, tudo o que publicamos a respeito é reproduzido de outros espaços, que a priorizam.
    Usando nosso mecanismo de busca você descobrirá algumas das fontes.
    Sentimos não ajudar mais.

  98. Gostaria de saber como esta organização consegue as informações acerca das situações de tráfico de seres humanos. Estou participando de um curso da CNBB, que em 2014 vai refletir sobre Fraternidade e Tráfico Humano e esta é uma das atividades de pesquisa. Se puderem me ajudar, eu agradeço. Ana Dutra

  99. A foto é de João Medeiros, da Folhapress. O link para a publicação original está no final da matéria.

  100. Caros, sou consultor de comunicação da Anistia Internacional. estamos publicando um perfil da Valdenia Lanfranchi na nossa página e gostaríamos de utilizar a foto dela que vocês publicaram aqui. De quem são os direitos desta foto? Há como obter autorização para utiliza-la? obrigado.

  101. A Equipe do Blog,
    Parabéns pela iniciativa .Faço parte de um grupo de Covisa, que vem articulando estratégias para erradicar o trabalho infantil e o de jovens em situação de risco e que exercem atividades proibidas pela Lista TIP assim, agradeço se puderem me enviar o boletim.

  102. Diana,
    você encontrará material no próprio blog. nas abas Textos e Artigos e outras, além do mecanismo de busca.
    Bom trabalho!

  103. Parabeeeens… Assunto, nada/pouco debatido na academia… Aqui em SC vemos os haitianos, refugiados ambientais… Em processo de adaptação… Super delicado.. Agradecido.. Gostaria de receber os emails…

  104. Sou professora do Ensino Médio. filiada ao PCdoB, independente de filiação, constato que que a cada dia mais direitos são desrespeitados. O trbalho desse grupo informa e ajuda a ampliar o debate dos direitos que ha´muito tempo a sociedade almeja. Uso os boletins como subsídio para minhas aulas. Geografia. Sou negra e a luta continua. Parabéns e se possivel envie informações e boletim. abraços

  105. Gostei muito do trabalho. Desde já parabenizo pela brilhante iniciativa. Temos que somar foras e divulgar a verdadeira informação ao maior numero de pessoas possíveis. Poir isso gostaria de receber o boletim informativo de vocês. Grata pela atenção.

  106. Não temos como enviar um boletim específico sobre o Deserto Verde, Vilson. Mas se você usar o mecanismo de busca do blog com certeza encontrará muito material a respeito. Nossos boletins são com links para todas as matérias postadas no dia.

  107. PARABENS PELO TRABALHO DE VOÇES
    A CLASSE MÉDIA VEIO PRAS RUAS E NÓS ESTAMOS ORGANIZANDO A VINDA DAS FAVELAS,OS MAIS NECESSITADOS ,PARA PLEITEAR SEUS DIREITOS PÓS ABOLICIONISTAS.AFINAL A FAVELA DE HOJE É A NOVA SENZALA ,COM UPPs E TUDO,EMFIM VOÇES TEM O APOIO DE NOSSO MOVIMENTO FAVELISTA QUE NO FUTURO PODERÁ SER O PARTIDO DA FAVELA BRASILEIRA.

    ABRAFROS A TODOS

  108. ……parabens pra ti Tânia, pra tua equipe. A primeira coisa que eu leio todos os dias é Combate racismo Ambiental. Tudo que voces escrevem me interessa. Quero saber se eu posso mandar alguma das coisas que eu escrevo, principalmente no assunto meio ambiente-alimentação, pra voces. Eu fico orgilhosa de ter contacto com voces! Obrigado!!!!!!!! Nina

  109. ENCONTRO HISTÓRICO COM POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E QUEBRADORES DE COCOS
    O ENCONTRO FOI REALIZADO PELA FUNAI, MMA E REPRESENTANTES DO BANCO MUNDIAL EM IMPERATRIZ – MA

    O encontro traz os habitantes do bioma Cerrado para participarem daCONSULTA acerca do MECANISMO DE DOAÇÃO DEDICADO A POVOS INDIGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE INVESTIMENTO FLORESTAL – MDD / FIP.
    VEJA MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL O DIA.COM
    http://www.portalodia.com/municipios/dom-expedito-lopes/encontro-historico-com-povos-indigenas,-quilombolas,-quebradores-de-cocos-180370.html

  110. Caros e caras,
    Estamos envolvidos na construção de uma oficina sobre Racismo Ambiental durante a Conferência Nacional de Meio Ambiente e gostaríamos de verificar disponibilidade da participação de alguem do blog Racismo Ambiental.Obrigada

  111. já tive o privilégio de ver /ler alguns artigos desse jornal sobre lagos e amianto, sobretudo sobre as mentiras do GRUPO – SAMA/ETERNIT, com sede em goias.

    mas, gostaria de lhes repassar algumas informações – atuais, e que esse quadro, acima, pode ser mudado.

    em 02 condenações – vejam abaixo, a SAMA/ETERNIT(É UMA COISA SO) foi condenada a indenizar milhares de ex-empregados ,além de uma multa-indenização de 1 bilhão, e mais tratamento com médico, psiquiatras, etc para, repito, mais de 20 mil pessoas . ex-empregados em SP. – O grupo já sofrido uma condenação – em SP, de mais de 900 mil reais, em face de danos a 2.500 ex-empregados – vejam materias abaixo.

    além disto, o grupo é acusado – com provas , de haver praticado 02 roubos/corrupção em MINAÇU, GOIAS, local onde fica a mina.

    um deles, investigado pelo MPF – está no bojo da ação popular de minha autoria, o grupo do amianto desviou mais de 12 milhoes de reais em sonegação de imposto – CEFEM , de amianto.

    noutro, este de minha autoria ( o outro é do MPF-GO), o mesmo grupo do amianto roubou de goias mais de 50 milhoes de reais em fraude á licitação. PASMEM, O GOV. DE GOIAS -MARCONI PERILO, vendeu para o mesmo grupo, sem licitação, uma terra publica – VILA DE SAMA, avaliada em R$. 50 milhoes, pela bagatela de R$. 190 mi reais. O ATO GOVERNAMENTAL DE VENDA ESTÁ NO BOJO, REPITO, DA AÇÃO POPULAR ABAIXO.

    abaixo, envio-vos as matérias sobre a RECENTE condenação de 1 bilhão, mais tratamento para milhares de empregados, e AÇÃO POPULAR, que corre na comarca de minaçu, go, falando dos 02 roubos de mais de 60 milhoes.

    gostaria que os srs. lessem e aventassem a possibilidade de publicação e, CASO AFIRMATIVO, ME COMUNICASSEM.

    AUTORIZO ENVIAR DITO MATERIAL PARA BLOGS, SITES E OUTROS JORNAIS, TUDO DE MINHA TOTAL RESPONSABILIDADE.

    DR. JULIO CAVALCANTE FORTES
    ADVOGADO
    OAB-ACRE 780
    RIO BRANCO-ACRE
    FONES -068 99669447 – 9211-0288 – 8428-6073

    ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

    http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/08/27/eternit-tera-que-pagar-tratamento-de-ex-funcionarios-expostos-a-amianto.htm

    http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT722104-1662,00.html

    http://www.midiaindependente.org/pt/red/2009/08/453230.shtml

  112. gostaria de receber o boletim em smayrinkveiga@gmail.com

    Acabamos de fechar o relatorio sobre um censo realizado pelo Nucleo de Solidariedade Tecnica – SOLTEC/UFRJ junto com a CONAQ em 40 comunidades quilombolas, 1650 domicilios em 5 estados e precisamos de apoio para a divulgação das violações de direitos que a pesquisa confirmou além de várias outras importantes informações sobre as comunidades pesquisadas.Como podemos fazer isso junto com Racismo Ambiental? Obrigada, Sandra

  113. Como sou tecnologa em gestão de cooperativas seria de grande importância receber via email o boletim, pois pretendo desenvolver um projeto de pesquisa sobre tecnologias sociais nos quilombolas.
    Grata.
    Maria da Glória Nascimento.

  114. queria parabenizar este site por sua proposta de mostrar que a preservação ambiental não pode ocorrer sem um respeito aos direitos dos povos tradicionais, e combate a pobreza.
    Essa é uma luta que não é apenas de vocês, mas que deve ser de todos.

  115. Douglas,
    você receberá o boletim a partir de segunda (exceto se houver algo extra).
    Fora isso, estou te mandando meu e-mail numa mensagem para o teu.
    Tania.

  116. Não há envio de Boletim pelo face. O que você pode fazer lá é tornar-se “amigo” de CombateRacismoAmbiental ou marcar para seguir. Aguardamos sua decisão.

  117. BOM DIA E PARABÉNS PELA INICIATIVA E TRABALHO, GOSTARIA DE RECEBER O BOLETIM E PODER PARTICIPAR.

    DIANTE DESTE MUNDO, VIVO PARA LUTAR, E LUTAREI INCESSANTE(MENTE)PELO DIREITO!!!

  118. NOVO PERIGO RONDA O QUILOMBO SACOPÃ – JURISPRUDÊNCIA DO MEDO
    PROCURA-SE UM QUILOMBOLA, ( )vivo ou/e ( *)morto culturalmente falando…

    Aos que enchem a boca sem mostrar os dentes (com o receio da venda pra um dono pior que o anterior) e fazem uma cega defesa da Lei Áurea é bom que se faça diferente nesse 13 de maio de 2013 … na lógica seguida nos escritos do respeitável Coronel Jorge da Silva em 2008, sobre o centenário da Abolição (120 anos de abolição) editado com apoio da OAB/RJ, prefaciado por Maurício Dias que ditou “ só incomoda quando dói…”- leis anteriores como as Leis do Sexagenário e do Ventre Livre , não surgiram por benevolência da Monarquia (chega de fantasia!) e sim protelaram, no mínimo, por 70 anos , o fim “legal” da escravidão… tudo orquestrado “ numa lógica perversa dos Poderes instituídos” … assim, façamos um novo grito de um ZUMBI NO JUDICIÁRIO DO RJ –aqui… num chamado URGENTE-URGENTÍSSIMO para ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS E OUTRAS LIGADAS AOS DIREITOS HUMANOS DOS ESTADOS DO BRASIL E FORA DO PAÍS:
    O QUILOMBO SACOPÃ – PRIMEIRO QUILOMBO URBANO DO ESTADO DO RJ e seus integrantes quilombolas vivos e “os falecidos ” (ironicamente) estão de novo e novamente sofrendo INVESTIGAÇÃO POLICIAL decorrente de OFICIOS da lavra da Juiza da 8ª Vara Cível do RJ que eclodiram em mais uma “pérola” do Judiciário fluminense, leia-se PROCEDIMENTO-CRIMINAL: Processo0125083-67.2013.8.19.0001 TJ/RJ – 30/04/2013 21:26:55 – Primeira instância – Distribuído em 15/04/2013
    Comarca da Capital 4º Juizado Especial Criminal
    Cartório do 4º Juizado Especial Criminal – Leblon
    Ação: Desobediência (Art. 330 – CP)
    Assunto: Desobediência (Art. 330 – CP)
    Classe: Inquérito Policial
    Acusado EVA MANOELA DA CRUZ
    Acusado MARIA LAUDELINA DA CRUZ
    Acusado LUIZ PINTO JUNIOR

    __ Vê-se que os quilombolas em seu território constitucionalmente amparado já NÃO PODIAM TOCAR MÚSICA DE QUALQUER TIPO EM QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE EM SEU SOLO SAGRADO NA ABSURDA ALEGAÇÃO DE COISA JULGADA E ASSIM NÃO CONSIDERAR A DEFESA DO TERRITÓRIO QUILOMBOLA , QUE INCLUSIVE , ANO PASSADO, SE VIU NOVAMENTE PROTEGIDA *ALÉM DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL POR LEI MUNICIPAL 5503/2012 (http://www.leismunicipais.com.br/legislacao-de-rio-de-janeiro/1411627/lei-5503-2012-rio-de-janeiro-rj.html) garantidora a mais COMO ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE CULTURAL O LOCAL, MAS, QUE NÃO ESTÁ SENDO LEVADO EM CONTA DE JEITO ALGUM POR JUDICIÁRIO ESTADUAL …

    O Quilombo Sacopã (que se localiza no metro quadrado mais caro do Estado do RJ – Lagoa – cujo vizinhos já ocuparam posição de destaque na Administração anterior do TJRJ) – e não tem sossego no que vem sendo chamado de cultura da jurisprudência do medo – caracterizado, normalmente, por um conjunto de denúncias transformadas em..processos/procedimentos…judiciais , normalmente, e assim PROIBEM AO ABSURDO JURÍDICO na vã alegação de coisa julgada prejudicando preceitos constitucionais e ferindo o espírito do Estatuto da Igualdade Racial- os seus moradores, inclusive –
    Não podendo
    REALIZAR QUAISQUER EVENTOS ENTENDIDO POR EXTENSÃO RITUAIS TRADICIONAIS (FEIJOADA À LENHA) QUE ENVOLVAM MÚSICA, EM QUALQUER HORÁRIO -COMO PROIBIDOS TAMBÉM DE REALIZAREM QUALQUER TIPO DE ATIVIDADE OU EVENTOS QUE TRAGAM RENDIMENTO PRA ÀQUELA COMUNIDADE EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA …posição hierarquicamente superior desfrutada por Condomínios autores da ação vizinhos que vieram depois do QUILOMBO – numa desproporção de valores históricos visíveis. Episódios desgastantes e vergonhosos ao longo do tempo já acenaram em virtude do processo origem judicial cível datado de 0097933-54.1989.8.19.0001 =Distribuído em 25/09/1989 – Comarca da Capital 8ª Vara Cível
    Cartório da 8ª Vara Cível
    Número do tombo: 12300
    Livro: 46
    Folha: 116
    Autor CONDOMINIO DO EDIFICIO CAMBURY E OUTROS
    Réu EVA MANOELA DA CRUZ E OUTROS e outro(s)…
    … processo esse com diversos desdobramentos que deram origem desde O PORTÃO ACORRENTADO DE UMA DAS ENTRADAS DO QUILOMBO ATÉ O SILÊNCIO ABSOLUTO DAQUELA COMUNIDADE POR ORDEM JUDICIAL – O QUE VEM SENDO CONTRARIADO EM NOME DA EXISTÊNCIA DE SER QUILOMBOLAS E INTERPRETADO ASSIM EQUIVOCADAMENTE POR DESOBEDIÊNCIA (QUANDO O CERTO SERIA SOBREVIVÊNCIA) … AGORA MAIS UMA VEZ … REINAUGURAM, EM 2013, A HIPÓTESE SUGERIDA POR OFÍCIOS JUDICIAIS DE DESOBEDIÊNCIA QUE PODERÃO LEVAR A INCÔMODAS CONSEQUÊNCIAS MAIS DANOSAS QUE CORRENTES DO PORTÃO DE ENTRADA DE UM PASSADO RECENTE DA NOSSA HISTÓRIA E DO QUILOMBO SACOPÃ PARA AS ALGEMAS QUILOMBOLAS DO BRASIL DONDE AS CHAVES AINDA SE ENCONTRAM NAS MÃOS DOS PODERES DA REPÚBLICA.
    O QUE MERECEM REPÚDIO DE ENTIDADES ALÉM DO DESAGRAVO PENSEM EM MARCAR AGENDA EXCEPCIONAL E MENCIONAREM COMO PONTO DE PAUTA UNIFICADA MAIS UM “ATENTADO” CONTRA O QUILOMBO SACOPÃ – EM NOME DO SIGNIFICADO NESSE PROPÓSITO MAIOR – AUXILIAR MATERIAL E DE MODO IMATERIAL O ESFORÇO NA LUTA QUE NÃO É DE HOJE NEM SINGULAR , MAS, QUE EXIGE UM POSICIONAMENTO DE AÇÃO POLÍTICA TAMBÉM – NÃO DESCARTANDO MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS E OFÍCIOS DIVERSOS DE SUAS ENTIDADES EM CONTRAPARTIDA E AMPLO CONHECIMENTO E PROVOCAÇÃO DE OUTRAS AUTORIDADES QUE ENTENDEREM PERTINENTES.
    # Sendo assim, algo tem que ser feito, por boníssimos, na defesa dos direitos e território quilombola – mormente na competência federal , principalmente, já que a nível Estadual – o Judiciário vem quedando inerte aos apelos defensivos de toda ordem e diversos patronos e acatam avalanche de ações na competência tanto da Dívida Ativa , Cível e Criminal em face dos moradores do Quilombo Sacopã – é hora da revolta contra isso, pra que amanhã, pois, uma criança negra quilombola “inconscientemente” venha desconsiderar essa marca de resistência cultural que o caracteriza e renegar sua própria identidade em virtude da destacada e cruel * jurisprudência do medo e tornar-se mais um adulto escravizado procurando sua alma QUILOMBOLA !
    RJ, 08 de maio de 2013 – * da verdadeira Luz.
    Att. Tito Mineiro – Advogado. Membro da Com. Ig. Racial OAB/RJ.

  119. Luane,
    verifique por gentileza seu e-mail. Enviamos uma notícia, e ela voltou com a mensagem:
    Sorry your message to luane_ca@yahoo.com.br cannot be delivered. This account has been disabled or discontinued [#102].

  120. Parabéns pelo blog pela suma importância ao acesso à informação de forma transparente para as questões socioambientais voltadas às populações tradicionais.

  121. Gostaria de receber as informações do racismo ambiental neste e-mail da Comissão Pastoral da Terra, CPT. Obrigado e até mais

  122. GOSTARIA DE DIVULGAR ESTE MANIFESTO. CONTO COM A AJUDA DE VOCÊS CASO SEJA POSSÍVEL.
    MANIFESTO PÚBLICO

    GOVERNO DE MINAS NÃO SE DISPÕE A RECONHECER ATINGIDOS PELA MINERAÇÃO EM CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO

    Nós, Atingidos pelo Projeto Minas-Rio, empreendimento minerário da Anglo American em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, vimos a público denunciar os seguintes e inaceitáveis fatos:

    1 – Desde 2008 o Governo do Estado de Minas Gerais, informado por seus próprios técnicos, está ciente da insuficiência dos estudos apresentados pela então MMX na caracterização do universo sociocultural que seria impactado pela instalação de uma mina em Conceição do Mato Dentro, para exploração de 56 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, a serem transportados por um mineroduto e exportados via Porto do Açu, no Rio de Janeiro;

    2 – Em 2008, 2009 e 2010, apesar do reconhecimento oficial da inexistência de um cadastro que contemplasse a totalidade das famílias e comunidades atingidas, o Governo do Estado de Minas Gerais concedeu a esse empreendimento, já liderado pela Anglo American, as licenças prévias e de instalação;

    3 – Em 2010, em virtude da gravíssima situação das comunidades impactadas pelas obras – sem água, isoladas, sujeitas à poeira, ao barulho, à insegurança –, o órgão licenciador definiu como condicionante a realização, por empresa de consultoria independente, do levantamento e caracterização desse universo, assim como a inclusão das famílias no cadastro de atingidos dentro de um prazo de 30 dias após a aprovação do estudo na Unidade Regional Colegiada de Política Ambiental – URC Jequitinhonha (condicionante 70 da LI fase II – PU).

    4- Após a conclusão do referido diagnóstico, ficou evidenciado que o empreendedor reduziu o cadastro de atingidos e a área de influência direta do empreendimento, quer por meio da omissão de impactos potenciais, quer pela simples desconsideração de fatores socioambientais relevantes ou, ainda, por possível incapacidade técnica. Tal circunstância, impediu a visibilidade de certos fenômenos ou processos pela equipe técnica e poderá comprometer ainda mais a implantação de medidas e programas sociais satisfatórios. Isso porque a delimitação de um cadastro de atingidos reduzido restringe a identificação e avaliação dos impactos, bem como a proposição de medidas de mitigação/compensação e de programas de monitoramento dos impactos. É sabido que ao proceder assim, os empreendedor pode reduzir os custos do projeto e, principalmente, os custos das fases posteriores à implantação do projeto, que visam à execução das medidas e programas propostos.

    5 – Após dois anos da conclusão desse diagnóstico, nós, atingidos, ainda aguardamos a sua discussão no âmbito da URC, sendo surpreendidos pela não inclusão do estudo na pauta da próxima reunião, a se realizar no dia 18 de abril, como havia sido previamente agendado nas reuniões de fevereiro e março daquela URC.

    Diante da gravidade da situação de nossas comunidades, impactadas por esse megaempreendimento; diante da arbitrariedade da decisão “superior” de não colocar em discussão um diagnóstico independente; diante, enfim, da tentativa de manterem nossa existência no limbo, vimos exortar a todos a exigir, publicamente, do Governo do Estado de Minas Gerais, que este se comporte dignamente e propicie a ocasião para o nosso reconhecimento.

    Atingidos pelo Projeto Minas-Rio em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais

  123. Olá!
    Queria divulgar dois convites para os Lançamentos do Fórum Suape – espaço socioambiental (http://forumsuape.ning.com/) em Cabo de Santo Agostinho e em Recife -PE. Teria como publicar isso neste blog? Penso que tem muita relação com a temática da justiça ambiental. Agradecida, Mercedes
    ps Não sei se era por aqui que devia escrever…
    A apresentação do Fórum é a que segue a continuação:
    Com a implantação do Complexo Industrial e Portuário de Suape, alardeado como uma oportunidade única para alavancar o crescimento econômico da região e do Estado; tem sido constatado que a luta pela terra se tornou o ingrediente principal das agressões e violências contra os moradores, existindo controvérsias jurídicas sobre a posse dos valorizados terrenos do entorno de Suape.

    A intervenção estatal naquela região através da empresa Suape tem sido caracterizada pela violência na retirada das famílias moradoras sem que indenizações justas sejam pagas, e nem novas moradias disponibilizadas, levando estes moradores a se tornarem sem teto, e famílias a viverem precariamente nas cidades localizadas em torno do Complexo.

    O meio ambiente também tem sofrido com a ocupação predatória deste território. Constata-se que onde eram mangues, mata atlântica e restingas têm dado lugar para a construção dos grandes empreendimentos. Sem dúvida para a manutenção de padrões sociais dominantes desde o período colonial os poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário) fecham os olhos para a violação dos direitos destas populações invisíveis à sociedade.

    O que se esta em jogo é um modelo de desenvolvimento concentrador, predatório e que não satisfaz as necessidades básicas das populações envolvidas.

    Daí a proposta de organização da sociedade civil em torno de um fórum permanente que terá o objetivo de discutir as questões atuais que estão sendo vivenciadas pelas populações do entorno do Complexo, e seus reflexos para as gerações futuras.

    Neste sentido, buscaremos propor, realizar e interagir de forma propositiva com as iniciativas que estão sendo implementadas nas diferenças regiões do país, no que relaciona com a justiça sócio-ambiental. Os impactos nas suas diferentes formas são evidentes, e queremos levar aos diferentes setores da sociedade, que é possível outra forma de desenvolvimento que leve realmente em conta as necessidades básicas das pessoas e a preservação ambiental. Denunciaremos as mazelas que estão ocorrendo, em particular as pessoas pobres, desprovidas de meios midiaticos, invisíveis a sociedade. Mas também apontaremos as alternativas para construirmos uma nova sociedade mais justa, fraterna e solidária.

    Em Pernambuco, nos juntamos com o firme propósito de discutir em patamar distinto os rumos do desenvolvimento de nosso estado.

  124. Olá! deixo minhas informações e desejo receber os links do Boletim por email a partir de hoje. Grata pela atenção e parabens pela pagina.

  125. Olá Tania! deixo minhas informações e desejo receber os links do Boletim por email a partir de hoje. Grata pela atenção e parabens pela pagina.

  126. Desculpe, Judith, mas só agora pude ver os comentários. Mas amanhã você estará recebendo os boletins. Obrigada. Tania.

  127. Sou educadora popular/professora e membro da coordenação do Núcleo de Educação Popular “Raimundo Reis” NEP/Benguí, onde tenho atuado, promovendo ações de formação de educadores populares que atuam na defesa e promoção dos direitos humanos, como possibilidade de enfrentamento das desigualdades sociais e superação de situações de pobreza,abandono e exclusão social em contexto de comunidade.Também no bairro, desenvolvemos um projeto de educação ambiental – Passando a Limpo com a finalidade de articular e promover ações de formação junto aos estudantes do bairro e comunidade local e adjacente, nesse contexto, proporcionar estudos debates e reflexões acerca da realidade local e regional.E como professora, tenho colaborado na formação de professores indígenas do Estado do Pará pela Secretaria de Estado de Educação – SEDUC/PA, portanto, ações e experiências relevantes no processo de formação e construção de espaços de socialização e interação social. Nesse sentido gostaria de trocar experiências e receber o boletim do racismo ambiental.

  128. Olá Tânia Pacheco e colaboradores do racismo ambiental. Meu nome é Elvis Marques, sou estudante de jornalismo e trabalho na Comissão Nacional Pastoral da Terra e gostaria de receber o boletim do racismo ambiental. e-mail: elvisffmarques@gmail.com
    Obrigado e Até Mais

  129. Oi Tania,
    Tenho interesse em acompanhar o blog recebendo notícias pelo correio eletrônico.
    Agradecido e muito sucesso.

  130. Willian, eu te respondi uma vez via e-mail, inclusive (obviamente) te dando o meu, na ocasião, para você entrar em contato e fazer alguma outra pergunta que considerasse necessária. Ou também podemos marcar uma conversa via Skype. O e-mail é taniapac@gmail.com.

  131. Oi Tania sou eu william, gostaria de esclarecer que o meu trabalho é sobre o uso da internet a favor da luta do movimento quilombola em prol do reconhecimento dos direitos tradicionais, e por isso gostaria de conversra com vc que é ciberativista dos direitos dos povos tradicionais, gostaria que você me falasse sobre a importância do seu blog, as dificuldades do site e as ações que você propõe em seu blog no dia a dia, a gente pode conversar por skype.

  132. Seu nome já está na listagem de envio do Boletim, Paulo, e agradecemos pela matéria, que será postada. Tania.

  133. William,
    Você não recebeu minha resposta? Meu e-mail foi no Cc. Você é que sabe se precisa de mais informações.
    Abraço.

  134. Oi Tania sou eu William, vc poderia me ajudar apenas dando a sua opinião sobre o uso da internet para a luta dos povos tradicionais, simplesmente falando o que motivou vc a se tornar uma ciberativista, dos direitos dos povos tradicionais, se você quiser posso não mencionar seu nome na pesquisa por questão de sigilo.

  135. Não sei bem como te responder, William. O Blog está à disposição, e se você quiser receber os Boletins é só falar. Fora isso, não sei bem como mais você poderia participar… Você diz enviando informações, textos? Seria isso? Desculpe se não entendi…

  136. Sou estudante de ciências sociais da Universidade Federal do Pará e gostaria de saber de vc Tania Pacheco, sobre a importância do uso da internet, na luta pelos direitos dos povos tradicionais como os quilombolas, e também a luta como racismo ambiental? se vocês me permitirem queria acompanhar diariamente as atividades de vocês diariamente participando do site.

  137. Olá, William,
    Os boletins você receberá já a partir desta tarde. Agora, falar sobre a importância do blog na luta é algo que realmente não nos sentimos à vontade para fazer. São os quilombolas, povos indígenas, populações tradicionais e comunidades urbanas que podem/devem dizer como sentem isso, certo?
    Abraço e boa sorte!

  138. Sou estudante do curso de ciências sociais da universidade federal do Pará e estou pesquisando sobre o papel da internet na divulgação dos direitos dos quilombolas, e gostaria de conversar com a gestão do site para saber qual a importância deste site, para a luta dos direitos dos grupos étnicos, particularmente os quilombolas, e queria poder acompanhar diariamente as atividades de vocês.Gostaria também de receber os boletins de vocês.

  139. Olá, gostaria de receber o boletim eletrônico diário, Boletim Combate ao Racismo Ambiental.

    Obrigada.

  140. http://www.facebook.com/ProtegendoELutandoPeloMeioAmbiente

    Será possível que não há nenhuma autoridade do meio ambiente que possa fazer alguma coisa???

    Não acredito em coincidências. Na última sexta-feira uma pessoa me confidenciou que o fazendeiro famoso por suas ameaças à Comunidade Quilombola de Pimentel, contratou um rapaz para derrubar algumas das árvores que restaram da área a qual estava devastando. A intenção era ir tirando as árvores aos poucos. Essas árvores seriam usadas como madeira pra vendou ou qualquer coisa do tipo.

    Afinal cadê: o IEF, a Polícia Florestal etc. O que foi resolvido do desmatamento feito pelo mesmo e visualizado por todas as autoridades ligadas a questão e tantas outras????

    Sabemos que a é época é suscetível a incêndios, mas não acredito ser coincidência pelo fato de ele já ter avisado que continuaria com os crimes ambientais.

    Alguma coisa tem que funcionar neste país!!! Tenho certeza que nenhum salário das autoridades ligadas ao meio ambiente foi queimado ou desmatado.

    è um desabafo de quem está cansada de ver injustiças e orgãos e autoridades agirem de forma contrária às suas funções.

  141. Por favor, pode retirar o nosso e-mail da lista, lemos o blog sempre e estamos com dificuldades de gerenciar os e-mails, obrigado.

  142. Boa noite ,é com imenso prazer que venho solicitar a gentileza de me enviar o semanario(boletim),incluam meu email

  143. Marcos André,
    suponho que você já tenha recebido o primeiro boletim, a esta altura. É um prazer tê-lo na nossa lista. E com certeza irei visitar com calma a página do Círculo Palmarino, que já acessei uma vez, muito apressadamente, antes de viajar para o FST, como convidada de vocês e do Instituto Búzios. Mas, como disse, foi algo muito rápido, sem tempo para te fato conhecê-la. Agradeço igualmente a abertura do espaço. Sinta-se igualmente à vontade para enviar notícias etc.
    Um abraço,
    Tania.

  144. Parabéns pela iniciativa, gostaria de receber o boletim de Racismo Ambiental, gostaria também de convida-la a conhecer nossa página na Internet, que esta a sua disposição para divulgar e promover ideias e sua página.
    Saudações palmarinas.
    Marco Andre
    Coordenador Nacional do Setorial de Negras e Negros do Psol
    Coordenador Nacional do Circulo Palmarino
    Membro do Setorial Nacional Ecossocialista do Psol

  145. Obrigada, Eduardo. Repasso seus elogios a Ana Paula e Daniel, companheir@s de equipe. E a partir desta tarde você já receberá o Boletim. Tudo de bom.

  146. Cumpre destacar o importantíssimo trabalho realizado em prol de um direito igualitário e efetivo. Ressalva ao brilhante engajamento da Tania Pacheco que dedica boa parte de seu tempo realizando postagens informativas no blog. Gostaria muito de fazer parte deste círculo de pessoas que diariamente é presentiado com informações de alto nível social. Parabéns!

  147. Nós é que agradecemos a você a participação e a força. Quando tiver notícias e textos na sua área de pesquisa, que também é nossa, envie por favor. Ah, o David na verdade é Daniel (Levi). E o nome todo da Ana, por uma questão de justiça e igualdade, é Ana Paula Cavalcanti. Forte abraço para você também, Mirtes. Tania.

  148. Gostaria de parabenizar e agradecer pelas excelentes materias divulgadas aqui no Blog, tenho acompanhado o grande esforço para nos manterem informados sempre, recebo os boletim e tenho como causa e área de pesquisa o Direito e a luta pelo territórios quilombolas, indigenas e dos povos tradicionais. Os boletins diários tem me ajudado muito. Obrigada Tânia Pacheco, Ana e David. Forte Abraço, Mirtes Santos

  149. Renata,
    só agora pude ver os comentários. Vi o depoimento. É bom, mas já passou muito tempo, e o gancho se perdeu. Mas obrigada por ter enviado a sugestão.
    E obrigada, também, pelo apoio. Estamos juntos nessa luta contra o preconceito religioso (não gosto de usar a palavra intolerância porque pode dar a ideia de que deve haver “tolerância”. E o que tem que haver é respeito).
    Abraços para vocês também,
    Tania.

  150. Olá Tania, bom dia!
    Tenho outra sugestão de matéria relacionada a intolerância religiosa, dessa vez a TV envolvida, é a Rede Bandeirantes, alias, ela é reinscidente nesse assunto.

    http://religioesafroentrevistas.wordpress.com/2012/05/31/sacerdote-de-candomble-responde-a-intolerancia-de-datena/

    O Oluandeji gostou muito do seu blog e como blogueiros que somos nos sentimos valorizados com a sua menção ao nosso Blog, principalmente debatendo e acrescentando o que o Oluandeji disse.

    Estamos abertos para o que precisar, conto conosco.

    Abraços,

    Renata e Oluandeji

  151. Renata,
    cheguei de viagem, dei uma rápida olhada nos comentário e, vendo seu link no segundo, fui dar uma olhada. Resultado: fiquei tão revoltada que larguei tudo e, sem mesmo te responder ou ver meus e-mails, escrevi a matéria que acabo de postar. Talvez você já a tenha visto mas, como a devo a você, registro o link em primeira mão: http://racismoambiental.net.br/2012/05/brasil-uganda-e-nigeria-a-verdadeira-face-da-selvageria/.
    Muito obrigada,
    Tania.

  152. Seu nome será inscrito com prazer, Maria de Lourdes. Muito obrigada e um grande abraço para você também. Tania.

  153. Prezada Professora Tânia
    Tenho acompanhado o seu trabalho a sua luta neste campo de conhecimento.Gostaria de receber o Boletim Diário
    Parabéns e um grande abraço
    Maria de Lourdes

  154. Comapañeros de lucha, pedirles que nos compartan el boletin e informacion de su pagina, puesto que nos interesa mucho, a esta pagina, gracias.. y saludos desde Bolivia

  155. Acabei de te dar o ok como amigo no Fb (que confesso raramente acho tempo para ver) e estou ouvindo a entrevista da diretora da escola no SOPA, depois de ter elogiado o filminho sobre as nuvens ao som do Vivaldi. Coincidência! A partir de amanhã você receberá o boletim. E será um prazer enviá-lo. Paz procê também e inté!

  156. Olá Tânia!! Gostaria de receber o boletim por email.
    Acompanho vocês desde o início do blog.
    Que a paz esteja contigo, sempre.
    Inté…

  157. Os boletins serão enviados, Luiz. O endereço do Twitter está nesta mesma aba: Relatórios e Rede Sociais. Obrigada.

  158. Seu nome já está incluído na lista de assinantes do Boletim. Obrigada. Quanto ao caso, não temos acesso a tv, mas se quiser escrever um relato e enviá-lo…

  159. Ola gostaria de receber os emails e boletins on line, luto contra a intolerancia e tenho um caso para relatar digno de denuncia via tv, um jovem de 22 aos que foi vitima de intolerancia religiosa, é o unico umbandista da cidade; uma grande igreja tentou prejudicá-lo.

  160. Prezada organização do site Racismo Ambiental.

    Gostaria de receber o boletim on lime no meu email.

    Atenciosamente.
    Daniel Costa

  161. Obrigada a você, Daniela. Como deve ter visto, foi devidamente postada, e a informação, repassada a quem de direito.

  162. É critico que as observações do Padre Vieira tenha atravessado séculos e em nossos dias aconteçam com mais desenvoltura, já que os recursos publicos, de lá para cá haja aumentado bastante.

    Jorge Farias, Belem PA Amazonia

  163. Com prazer, Felipe. Mas lembrando que o próximo Boletim será na manhã de segunda. Não fazemos no fim de semana e feriados.

  164. Você já receberá a partir desta tarde, Vinicius. E sinta-se à vontade para divulgá-los. Nós só agradecemos.

  165. Obrigada, Valetim, pela dica. Já postamos sobre, mas, como você está indicando, suponho que sejam dados novos. Gosto muito do Coletivo Catarse, mas infelizmente não tenho tido tempo para visitá-lo, ultimamente.

  166. Também me interesso muito pela temática, pois lido com ela diariamente. Agradeço a inclusão de meu nome na lista.

  167. o racismo,uma praga.
    O racismo ambiental se torna mais pesado,pois negar aos povos indigenas,os quilombolas e outros que ajudaram a erguer as colunas economica do no pais,destruir nossas reservas ambientais,E uma afronta para nosso povo.

  168. Conheço o Blog sim, obrigada pela indicação e embora esteja estudando o caso Belo Monte, tenho interesse em todas as formas de racismo ambiental e desmandos herdados dessa nossa história política.

  169. Você receberá a partir de amanhã, Jane. Sobre Belo Monte especificamente, suponho que conheça o blog da Telma Monteiro, amiga e companheira de luta, para o qual temos inclusive um link direto. Bom domingo e obrigada pelo apoio.

  170. Boa noite, faço um estudo sobre as populações que serão afetadas pela construção da UHE Belo Monte, estive em Altamira recentemente pra conhecer a situação, viajei pela transamazonica e presenciei e fotografei que as condicionantes não forão cumpridas, que existe um PBA emergencial sendo instalado as pressas e gostaria de receber os boletins sobre a movimentação.
    Parabéns pelo trabalho.

  171. Muito boa a iniciativa, percebemos dessa forma que nos organizando faremos a diferença!!! Quero receber as informações. Abraços.

  172. Quanto tempo, Ricardo! Vou incluir de imediato. Mas lembre que você terá então que habilitar meu e-mail no grupo.
    Obrigada pelo elogio, mas não deixe de colaborar também, enviando notícias, textos etc. Abraço procê também. Tania.

  173. Soy de Argentina, del Equipo de Psicología Política de la Universidad Nacional de Córdoba. Estoy interesada en recibir el boletín. Muchas gracias.

  174. Bom dia, gostaria de receber, se possível, o boletim informativo de vocês via email.

    Obrigada. Luciana Paula

  175. precisamos cada vez mais obter informações que nos empodere sobre o tema proposto, portanto gostaria de constar na lista dos (as) que receberão o boletim via e-mail. obrigada.

  176. Seu nome será acrescentado de imediato, Laura. O próximo Boletim sai segunda de manhã, com o resumo do fim de semana. Obrigada por se juntar a nós.

  177. Seu e-mail já está sendo inscrito na lista de assinantes, Elaine. Obrigada pelo apoio e colaboração. Tania.

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