Na próxima quarta-feira (21), às 18h30, serão lançados os números 41 e 42 da Afro-Ásia no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO). Os convidados receberão os exemplares da revista. As duas edições tiveram o apoio do Ministério da Cultura, Casa das Áfricas, Sephis e CNPq.
Afro-Ásia é, desde 1965, a revista semestral do CEAO da Universidade Federal da Bahia e se dedicada à divulgação de estudos relativos às populações africanas, asiáticas e seus descendentes no Brasil. Além disso, preenche destacado espaço na vida cultural brasileira pois é um dos poucos periódicos nacionais inteiramente dedicados a temas afro-brasileiros e africanos.
O quê: Lançamento da revista Afro-Ásia Quando: 21 de dezembro (quarta-feira), às 18h30 Onde: CEAO, Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho Mais informações: revista.afroasia@gmail.com
Obra em quatro volumes organizada por Eduardo de Assis Duarte e Maria Nazareth Soares Fonseca será lançada segunda-feira em BH. Série reúne biografias, estudos e antologia da literatura afrodescendente
Maria Aparecida Andrade Salgueiro*
Acaba de ser lançada, pela Editora da UFMG, Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Trabalho de fôlego, reúne em quatro volumes resultados de pesquisa liderada ao longo de mais de 10 anos pelo professor Eduardo de Assis Duarte. Fruto da colaboração de 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras e seis estrangeiras, tendo contado com o apoio de órgãos de fomento, diferentes instituições e inúmeros cidadãos e estudantes da UFMG, a obra necessariamente conduz a novas formas de pensar a literatura brasileira.
Lançando foco sobre 100 escritores afro-descendentes, vindos de tempos e espaços diversos, por meio de ensaios e referências biográficas e bibliográficas sobre cada um deles, dos tempos coloniais até os dias de hoje, a coletânea procura organizar a ainda dispersa reflexão acadêmica atual sobre o tema, num percurso histórico que vai de clássicos (Machado de Assis, Lima Barreto, Cruz e Sousa) a contemporâneos (Nei Lopes, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves), passando por nomes importantes “esquecidos” (Maria Firmina dos Reis, José do Nascimento Moraes). Continue lendo… 'Palavra poética, cor e história'»
Carta de Salvador, entregue hoje no Afro XXI, sintetiza propostas da sociedade civil
A criação de um fundo internacional voltado a financiar ações complementares das políticas públicas de reparação é uma das principais propostas contidas na Carta de Salvador, documento que sintetiza os debates realizados pelas entidades da sociedade civil organizada durante o Afro XXI. O texto foi entregue na noite desta sexta-feira (18) a Enrique Iglesias, que comanda a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), entidade que propôs a realização do encontro, que termina nesse sábado (19) com a reunião de chefes de Estado para aprovar a Declaração de Salvador.
Segundo Epsy Campbell, militante do movimento de mulheres negras da Costa Rica e escolhida a representante do fórum de entidades na reunião dos chefes de Estado, “esse fundo deve garantir uma resposta às necessidades, não para substituir as responsabilidades dos governos, mas para complementá-la e reforçá-la”.
Durante o discurso em que apresentou o documento, na solenidade de entrega, no auditório Xangô do Centro de Convenções da Bahia, ela ainda destacou a proposta de criação de um fórum internacional permanente da sociedade civil com a finalidade de acompanhar e cobrar dos governos a implementação de ações efetivas de combate ao racismo e ações de reparação aos afrodescendentes. Continue lendo… 'Afro XXI: Sociedade civil quer a criação de fundo internacional de reparação'»
A música e a cultura dos afrodescendentes da Bahia e de vários países da África e das Américas ganham destaque nas ruas e praças do Pelourinho durante os dias em que a cidade de Salvador recebe as delegações participantes do Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes. A programação começa no dia da abertura do evento, 16 de novembro e prossegue até o domingo seguinte, um dia após o encerramento dos debates, que envolvem representantes da sociedade civil, gestores públicos, pesquisadores e chefes de Estado, dentre eles a presidente Dilma Rousseff.
A programação foi montada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através do Pelourinho Cultural com alguns dos principais representantes da música popular feita na Bahia com raízes africanas e conta ainda com a participação de artistas convidados para o evento e que se apresentarão nos palcos baianos. Dentre os destaques estrangeiros estão os grupos Candomble, música tradicional do Carnaval do Uruguai, e o vencedor do Grammy de 2010 de melhor música alternativa, o Choc Quib Town, com sua mistura de rap com música rural colombiana.
Mas o ponto alto da programação deve ser mesmo a noite de sábado, quando o Largo do Pelourinho receberá um time de primeira linha da música afro mundial. Estão programadas participações do senegalês Youssou N’Dour, o reggaeman Takana Zion, da Guiné, a world music de Kandia Kouyate, de Mali, a música engajada com as causas das mulheres e das crianças da Costa do Marfim de Aicha Kone, o afrobeat do nigeriano Seun Kuti, além do afropop do grupo peruano Nova Lima. Tudo isso sob o comando do Ilê Aiyê, da Orquestra HB, de São Paulo e de Aloísio Menezes. Continue lendo… 'Afro XXI terá programação cultural nas ruas do Pelourinho'»
É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25.
Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes deixou na história um dos álbuns mais importantes da música brasileira: Ao povo em forma de arte. O trabalho, com um repertório centrado na africanidade, impulsionou projetos literários. “Comecei exatamente refletindo sobre o samba e depois enveredei para outros caminhos, com ensaios, ficções. Nos meus romances, o universo do samba se entrecruza muito bem com o universo da história, da África, e eu acho isso saudável”, comenta. Continue lendo… 'Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília'»
O professor da UFRJ e um dos principais especialistas nas desigualdades raciais no Brasil, Marcelo Paixão, esteve em Washington D.C para falar sobre o tema. Confira entrevista exclusiva feita pelo Correio Nagô.
Nesta quarta-feira (26), começa o Ciclo de Palestras “Cultura Afro-brasileira: nosso patrimônio”, que será realizado em outubro e novembro em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.
A iniciativa é da Fundação Palmares, em comemoração ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes e ao Dia da Consciência Negra. O evento é aberto ao público e coloca em discussão temas ligados às comunidades quilombolas, ao valor histórico das religiões de matriz africana, gastronomia afro-brasileira, valorização da capoeira e o negro nos meios de comunicação.
As palestras resultarão na publicação de livros da Coleção Conheça Mais, com o objetivo de atender à demanda de material didático na área de cultura afro-brasileira, de acordo com a Lei nº 10.639/2003. As obras devem ser distribuídas nas escolas, bibliotecas e para a sociedade em geral. Confira a programação: Continue lendo… 'Palestras sobre cultura afro-brasileira'»
O Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro) convida para a defesa da tese “Afrobetizar: análise das relações étnico-raciais em cinco livros didáticos de literatura para o ensino médio”, de Fabiana de Lima Peixoto. A cerimônia de defesa acontecerá no dia 20 de outubro (quinta-feira), às 14h30, no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO).
A banca examinadora será composta pelos professores Paulo Vinicius Silva (UFRPR), Silvio Roberto Oliveira (UNEB), Ana Lucia Silva Souza (UFBA) e Maria de Fátima Ribeiro (Pós-Afro/UFBA), além da professora Florentina da Silva Souza (Pós-Afro/UFBA), orientadora da tese.
O que: Defesa de Tese de Doutorado Quando: 20 de outubro (quinta-feira), às 14h30. Onde: Auditório Milton Santos (CEAO), Pç. Inocêncio Galvão, 42 – Largo Dois de Julho, Salvador – Bahia Mais informações: (71) 3283-5508 / posafro@ufba.br
Infelizmente foi derrubada a liminar que suspendia a continuidade das obras do grupo Patrimar/Novolar em propriedade quilombola. Já esperávamos por isso, e as mobilizações não pararam. Sendo assim, como forma de dar continuidade aos nossos pacíficos protestos, iremos nesta próxima quarta-feira, dia 05 de outubro, a partir das 08:00 horas da manhã, manifestar em frente a construção localizada na avenida Silva Lobo com rua xapuri, no bairro Grajaú.
Infelizmente, também, apesar do fato do quilombo ser um importante referencial histórico-cultural da cidade de Belo Horizonte, não temos contado com a participação da sociedade nas manifestações e audiências que estão ocorrendo nos diversos espaços do poder público em que temos tido a oportunidade de levar este debate. Encarecidamente, solicitamos a presença daqueles que tenham a disponibilidade em comparecer neste evento, pois, sabemos quão falhos são os órgãos públicos e a justiça em nossa sociedade, necessitamos assim contar com o apoio da população, nesta tentativa de preservação do quilombo dos Luízes, que diz de nossa história e de nossa identidade. Continue lendo… 'Quilombo dos Luízes pede ajuda'»
Servindi, 2 de octubre, 2011.- Alrededor de 12 mil indígenas, agricultores y afrodescendientes provenientes de los diversos resguardos del país se reúnen en el Congreso Nacional sobre Tierras, Territorios y Soberanías en la ciudad de Cali hasta el lunes 3 por la noche.
No se trata solo del evento más importante en materia de derechos y reivindicación de los pueblos indígenas sino de la expresión viva de los sectores excluidos del país que con su diversidad de costumbres y visiones le dicen al Estado y al resto de la sociedad que también ellos son ciudadanos y merecen respeto.
El también llamado Congreso de los Pueblos, inaugurado el pasado viernes, ha puesto en marcha la discusión de siete mesas de trabajo: minería y energía, concentración de tierras, territorios urbanos, posesión del agua, economía campesina, guerra y conflicto, identidad y cultura.
Verena Glass, Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis/Repórter Brasil
Além de suscitar debates acalorados entre ambientalistas e ruralistas nos últimos dois anos, a proposta de mudanças no Código Florestal acabou também no centro da pauta das organizações e movimentos da agricultura familiar, depois que o setor foi citado insistentemente pela bancada ruralista nos argumentos pela suposta necessidade de flexibilização das leis ambientais.
Empurrada, assim, para o centro dos debates, a agricultura familiar internamente também adotou posicionamentos distintos, com parcela das organizações mais próximas ao discurso ambientalista, e outras mais aliadas às propostas de mudanças na legislação vigente.
Grosso modo, os debates sobre o Código Florestal também evidenciaram duas propostas distintas de modelo para a produção familiar: por um lado, a defesa de práticas agroecológicas, policultivos, sistemas agroflorestais e utilização sustentável e integrada dos recursos naturais, e por outro uma agricultura mais tecnificada e integrada ao mercado de commodities. Continue lendo… 'Repórter Brasil avalia as relações entre Código Florestal e Agricultura Familiar'»
27 de agosto, 2011.- La sociedad ecuatoriana, al igual que muchas otras sociedades, no ha logrado erradicar la discriminación racial. Así lo demuestra la encuesta sobre racismo y discriminación racial realizada en el 2004, donde el 65% de los encuestados admitieron que los ecuatorianos somos racistas. Los afroecuatorianos son las mayores víctimas de racismo (88%) seguidos por los indígenas (71%).(1)
El racismo es un sistema de poder que da privilegios a la población que se ha considerado como “superior” y margina de los espacios de poder a los afrodescendientes y a los indígenas. La discriminación racial constituye toda distinción, exclusión, restricción o preferencia basada en motivos de linaje u origen nacional o étnico, que tenga por objeto o por resultado anular el reconocimiento, goce o ejercicio en condiciones de igualdad, de los derechos humanos. El racismo y la discriminación racial operan de manera conjunta. Continue lendo… 'Ecuador: Discriminación racial: un mal que nos afecta a todos y todas'»
“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor”.