O Grupo de Trabalho contra o Racismo (GT Racismo) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lança hoje uma coleção de livros que trata da afrodescendência na literatura brasileira. A coleção “Literatura e Afrodescendência no Brasil: antologia crítica”, será apresentada ao público às 19h, na Academia Pernambucana de Letras, com a presença do professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Eduardo de Assis Duarte, responsável pela organização dos quatro volumes.
O evento conta ainda com uma palestra com o pesquisador. A obra literária é fruto de pesquisa realizada em todas as regiões do país, com vistas ao mapeamento e estudo da literatura produzida pelos afrodescendentes, desde o período colonial. Integram o projeto 61 pesquisadores, vinculados a 21 instituições de ensino superior brasileiras e seis estrangeiras. O resultado revela a face afro da literatura brasileira, num total de 100 escritores oriundos de tempos e espaços diversos. A Academia Pernambucana de Letras fica localizada na Avenida Rui Barbosa, 1596, no bairro das Graças, Recife.
Para a técnica do Núcleo de Educação da Seafro, Cristina Bernardo, o currículo deve conter aspectos da cultura local dos alunos
Fonte: Diário do Amapá (AP)
Aconteceu na manhã desta segunda-feira, 7, reunião entre as secretarias de Estado de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) e de educação (Seed). Na pauta principal a execução, no Amapá, da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira em todas as escolas brasileiras, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio e inclui o Dia da Consciência Negra no calendário escolar.
Os professores Sivaney Rubens, do Núcleo de educação Étnico-racial (Neer), e Jean Paulo Gomes, coordenador de Ensino Específico da Seed, foram recebidos pela secretária Marilda Leite, pelo chefe de Gabinete, Carlos Souza, e pelo corpo técnico da Seafro. Um dos pontos mais debatidos foi quanto ao Censo escolar, no qual muitas escolas deixaram de ser declaradas como quilombolas.
2ª. Circular - O I SILIAFRO (I Simpósio Internacional de Literatura Afrolatina) é um evento que tem por objetivo promover reflexões em torno do estudo sobre as Poéticas Afrolatinas.
Configura-se, portanto, como um importante espaço de debates, circulação e fortalecimento da produção intelectual sobre as artes na Diáspora.
O evento se organizará em torno da proposição de conferências com alguns dos principais nomes da área no Brasil e no exterior, mesas-redondas, Grupos de Trabalho, além de comunicações individuais e painéis.
PERÍODO DE INSCRIÇÕES E SUBMISSÕES DE TRABAL HOS:
a) De 01/03/2012 até 30/05/2012 – Para coordenação de Grupo Temático. – Prazo Prorrogado !
b) De 12/06/2012 até 12/07/2012 – Para comunicação em Grupo Temático.
c) De 12/06/2012 até 30/07/2012 – Para painéis, comunicações individuais e ouvintes.
d) O coordenador de GT deverá entregar os resumos aprovados até 11/06/2012.
e) A organ ização do evento divu lgará os GTs e seu s participantes em 17/08/2012. Continue lendo… 'I SILIAFRO – Seminário Internacional de Literatura Afrolatina, 24, 25 e 26/10'»
EMENTA: Este seminário servirá como um pequeno panorama de uma amostragem de obras poéticas escritas e vividas por autores afro-americanos assim ilustrando suas experiências durante a trajetória da história estadunidense desde a última era da colonização britância até a atualidade.
Também é importante reconhecer que o sucesso deste seminário não se baseará somente nos textos e nas informações fornecidas pelo professor senão também nas discussões realizadas dentro da sala de aula.
**OBSERVAÇÃO: Embora o seminário seja em português, todos os textos são em inglês.
Portanto, é recomendado que o(a) aluno(a) tenha uma proficiência de nível pelo menos intermediário-avançado na interpretação de textos na língua inglesa.
** O(a) aluno(a) receberá um certificado de participação ao final do seminário, desde que tenha, no máximo, duas faltas.**
INDEPENDENCIAS Y CONSTRUCCIÓN DE ESTADOS NACIONALES: PODER, TERRITORIALIZACIÓN Y SOCIALIZACIÓN, SIGLOS XIX-XX
La celebración del segundo centenario de las independencias de los países que hoy conforman América Latina y el Caribe es una buena ocasión para debatir las relaciones entre las independencias políticas, la construcción de los Estados y la definición de naciones, en una perspectiva amplia que abarca los dos siglos de la Edad Contemporánea, incluyendo inercias que se han arrastrado hasta inicios del siglo XXI.
La construcción de los Estados liberales representó la creación de nuevas estructuras de poder político y su ejercicio a través de procesos de organización territorial y de socialización. La mundialización económica poco a poco sentó las bases de la globalización actual, de tal forma que los procesos políticos y económicos que se gestaron desde inicios del siglo XIX son sumamente relevantes para la configuración del mundo actual. Nos gustaría echar una mirada sobre lo que sucedió en América y Europa, así como en otros continentes, para comparar los procesos analizados.
Los procesos de independencia americanos tuvieron serias repercusiones en Europa y en todo el mundo, con efectos que se dejan sentir en la actualidad. No obstante, en el marco de la tendencia hacia la globalización económica, que incluye diversas formas de ejercicio del poder extra-estatales, existen nuevas formas de dependencia y de injerencia, como la intervención de compañías multinacionales y transnacionales que han penetrado de forma aguda las estructuras económicas. Las respuestas a dichos procesos ofrecen también un gran interés. Continue lendo… 'XII Colóquio Internacional de Geocrítica: 07 a 11 de maio de 2012, em Bogotá, Colômbia'»
Elaborada com base em uma pesquisa iniciada no ano passado, a lista é uma iniciativa do projeto Rota do Escravo: Resistência, Herança e Liberdade, criado em 1994 pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Com uma programação de oito filmes, o festival é uma mostra itinerante realizada anualmente em mais de dez cidades, de três continentes. O evento é organizado por uma rede internacional de pesquisa, da qual fazem parte as universidades de York e Laval, do Canadá, a École de Hautes Études em Sciences Sociales e o Centre National de la Recherche Scientifique, da França, e o Laboratório de História Oral e Imagem, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Brasil.
Um dos destaques da mostra, que tem curadoria das historiadoras Hebe Mattos e Martha Abreu, é o filme “Os Escravos de Ontem, Democracia e Etnicidade no Benin”, ganhador do prêmio do júri da edição festival realizada no ano passado no Museu do Quai Branly, em Paris. Também será lançada a caixa de DVDs “Passados Presentes”, com quatro filmes de pesquisa realizados com descendentes de escravizados das antigas áreas cafeeiras do Vale do Paraíba, no sul fluminense. Continue lendo… 'Unesco lista lugares símbolo da memória da escravidão no Brasil'»
Servindi – Las observaciones finales del Comité para la Eliminación de la Discriminación Racial de Naciones Unidas (CERD) tras el examen de los informes presentados por el Estado Mexicano y la sociedad civil advierten una alarmante situación de los pueblos indígenas, afrodescendientes e indígenas migrantes de Honduras, Guatemala y Nicaragua.Una de las primeras preocupaciones es la situación de violencia que se vive en el país con repercusiones negativas en pueblos indígenas y afrodescendientes que suelen encontrarse en mayor vulnerabilidad. Continue lendo… 'México: ONU detecta alarmante situación de indígenas, migrantes y afrodescendientes'»
Na próxima quarta-feira (21), às 18h30, serão lançados os números 41 e 42 da Afro-Ásia no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO). Os convidados receberão os exemplares da revista. As duas edições tiveram o apoio do Ministério da Cultura, Casa das Áfricas, Sephis e CNPq.
Afro-Ásia é, desde 1965, a revista semestral do CEAO da Universidade Federal da Bahia e se dedicada à divulgação de estudos relativos às populações africanas, asiáticas e seus descendentes no Brasil. Além disso, preenche destacado espaço na vida cultural brasileira pois é um dos poucos periódicos nacionais inteiramente dedicados a temas afro-brasileiros e africanos.
O quê: Lançamento da revista Afro-Ásia Quando: 21 de dezembro (quarta-feira), às 18h30 Onde: CEAO, Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho Mais informações: revista.afroasia@gmail.com
Obra em quatro volumes organizada por Eduardo de Assis Duarte e Maria Nazareth Soares Fonseca será lançada segunda-feira em BH. Série reúne biografias, estudos e antologia da literatura afrodescendente
Maria Aparecida Andrade Salgueiro*
Acaba de ser lançada, pela Editora da UFMG, Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Trabalho de fôlego, reúne em quatro volumes resultados de pesquisa liderada ao longo de mais de 10 anos pelo professor Eduardo de Assis Duarte. Fruto da colaboração de 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras e seis estrangeiras, tendo contado com o apoio de órgãos de fomento, diferentes instituições e inúmeros cidadãos e estudantes da UFMG, a obra necessariamente conduz a novas formas de pensar a literatura brasileira.
Lançando foco sobre 100 escritores afro-descendentes, vindos de tempos e espaços diversos, por meio de ensaios e referências biográficas e bibliográficas sobre cada um deles, dos tempos coloniais até os dias de hoje, a coletânea procura organizar a ainda dispersa reflexão acadêmica atual sobre o tema, num percurso histórico que vai de clássicos (Machado de Assis, Lima Barreto, Cruz e Sousa) a contemporâneos (Nei Lopes, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves), passando por nomes importantes “esquecidos” (Maria Firmina dos Reis, José do Nascimento Moraes). Continue lendo… 'Palavra poética, cor e história'»
Carta de Salvador, entregue hoje no Afro XXI, sintetiza propostas da sociedade civil
A criação de um fundo internacional voltado a financiar ações complementares das políticas públicas de reparação é uma das principais propostas contidas na Carta de Salvador, documento que sintetiza os debates realizados pelas entidades da sociedade civil organizada durante o Afro XXI. O texto foi entregue na noite desta sexta-feira (18) a Enrique Iglesias, que comanda a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), entidade que propôs a realização do encontro, que termina nesse sábado (19) com a reunião de chefes de Estado para aprovar a Declaração de Salvador.
Segundo Epsy Campbell, militante do movimento de mulheres negras da Costa Rica e escolhida a representante do fórum de entidades na reunião dos chefes de Estado, “esse fundo deve garantir uma resposta às necessidades, não para substituir as responsabilidades dos governos, mas para complementá-la e reforçá-la”.
Durante o discurso em que apresentou o documento, na solenidade de entrega, no auditório Xangô do Centro de Convenções da Bahia, ela ainda destacou a proposta de criação de um fórum internacional permanente da sociedade civil com a finalidade de acompanhar e cobrar dos governos a implementação de ações efetivas de combate ao racismo e ações de reparação aos afrodescendentes. Continue lendo… 'Afro XXI: Sociedade civil quer a criação de fundo internacional de reparação'»
A música e a cultura dos afrodescendentes da Bahia e de vários países da África e das Américas ganham destaque nas ruas e praças do Pelourinho durante os dias em que a cidade de Salvador recebe as delegações participantes do Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes. A programação começa no dia da abertura do evento, 16 de novembro e prossegue até o domingo seguinte, um dia após o encerramento dos debates, que envolvem representantes da sociedade civil, gestores públicos, pesquisadores e chefes de Estado, dentre eles a presidente Dilma Rousseff.
A programação foi montada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através do Pelourinho Cultural com alguns dos principais representantes da música popular feita na Bahia com raízes africanas e conta ainda com a participação de artistas convidados para o evento e que se apresentarão nos palcos baianos. Dentre os destaques estrangeiros estão os grupos Candomble, música tradicional do Carnaval do Uruguai, e o vencedor do Grammy de 2010 de melhor música alternativa, o Choc Quib Town, com sua mistura de rap com música rural colombiana.
Mas o ponto alto da programação deve ser mesmo a noite de sábado, quando o Largo do Pelourinho receberá um time de primeira linha da música afro mundial. Estão programadas participações do senegalês Youssou N’Dour, o reggaeman Takana Zion, da Guiné, a world music de Kandia Kouyate, de Mali, a música engajada com as causas das mulheres e das crianças da Costa do Marfim de Aicha Kone, o afrobeat do nigeriano Seun Kuti, além do afropop do grupo peruano Nova Lima. Tudo isso sob o comando do Ilê Aiyê, da Orquestra HB, de São Paulo e de Aloísio Menezes. Continue lendo… 'Afro XXI terá programação cultural nas ruas do Pelourinho'»
É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25.
Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes deixou na história um dos álbuns mais importantes da música brasileira: Ao povo em forma de arte. O trabalho, com um repertório centrado na africanidade, impulsionou projetos literários. “Comecei exatamente refletindo sobre o samba e depois enveredei para outros caminhos, com ensaios, ficções. Nos meus romances, o universo do samba se entrecruza muito bem com o universo da história, da África, e eu acho isso saudável”, comenta. Continue lendo… 'Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília'»
O professor da UFRJ e um dos principais especialistas nas desigualdades raciais no Brasil, Marcelo Paixão, esteve em Washington D.C para falar sobre o tema. Confira entrevista exclusiva feita pelo Correio Nagô.
“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor”.