CPT leva ao ministro da Justiça dados sobre Conflitos e Violência no Campo

Além dos relatórios, a CPT entrega ao ministro a lista completa com os nomes dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e seus apoiadores, assassinados entre os anos de 1985 e 2009. Nesses 25 anos, foram 1.163 ocorrências de assassinato, com 1.546 trabalhadores assassinados. Dessas ocorrências, somente 85 foram a julgamento, com a condenação de 20 mandantes e 71 executores. Desses mandantes, apenas Vitalmiro Bastos de Moura, acusado do caso Dorothy Stang, está preso.
Entregou também documento com a relação de agentes da CPT que estão sofrendo ameaças de morte ou perseguição, nos primeiros meses deste ano, por sua atuação junto ao povo do campo.
Outra questão que será discutida na audiência será a participação da Policia Federal nas ações de Combate ao Trabalho Escravo. Algumas fiscalizações não têm acontecido porque, segundo a Policia Federal, falta efetivo.
Números dramáticos
Os 25 anos de registros efetuados pela CPT revelam números dramáticos do caráter extremamente conflituoso e violento do modelo agrário-agrícola em desenvolvimento no Brasil (1985-2009) e expõem a face oculta do tão decantado agronegócio:
- 2.709 famílias, em média, anualmente expulsas de suas terras!
- 63 pessoas, em média, anualmente assassinadas no campo brasileiro na luta por um pedaço de terra!
- 13.815 famílias, em média, anualmente despejadas pelo Poder Judiciário e cumpridas pelo poder Executivo por meio de suas polícias!
- 422 pessoas, em média, anualmente presas por lutar pela terra!
- 765 conflitos, em média, anualmente diretamente relacionados à luta pela terra!
- 92.290 famílias, em média, anualmente envolvidas em conflitos por terra!
- 97 ocorrências, em média, anualmente de trabalho escravo!
- 6.520 trabalhadores, em média, anualmente, submetidos a condições análogas às de trabalho escravo. Continue lendo… 'CPT leva ao ministro da Justiça dados sobre Conflitos e Violência no Campo'»
Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde