POR GABRIELA SARAIVA
Durante o último final de semana, a sede da Comissão Pastoral da Terra (CPT), localizada na Rua do Sol, próximo ao Sindicato dos Bancários, foi arrombada. O local foi revirado pelos criminosos, entretanto, nada foi levado.
De acordo com o coordenador da CPT, padre Inaldo Serejo, ele chegou ao local, por volta das 9h30 de ontem, na companhia do padre Clemir Batista e os dois constataram que o estabelecimento havia sido invadido. Na ocasião, os bandidos arrombaram a porta dos fundos do imóvel onde funciona a CPT e reviraram tudo, deixando documentos espalhados pelas salas.
Segundo o padre Clemir Batista, na sede havia vários objetos de valor e de fácil acesso, mas que não foram levados. Entre eles, estavam dois data- show, um notebook, um computador e uma impressora, além de talões de cheques. Ao ser constatado o arrombamento, os coordenadores da CPT acionaram uma viatura da Polícia Militar, que passava próximo ao local, para verificar a situação. Continue lendo… 'MA – Sede da CPT é arrombada durante o final de semana'»
Dois padres e 17 quilombolas que haviam iniciado uma greve de fome na quinta-feira (9) em São Luís (MA) decidiram encerrar os protestos na noite desta sexta-feira (10).
Eles ocupam a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na capital maranhense há dez dias, junto de outros representantes de 40 comunidades quilombolas. O prédio deve ser desocupado ainda hoje.
Com a invasão e a greve de fome, os manifestantes tentavam chamar a atenção do governo para episódios violentos envolvendo líderes quilombolas em disputas de terras no Estado.
“Só esperamos o delegado chegar com um documento que nos garanta proteção policial para ir embora. A ocupação e a greve de fome acabaram”, disse o padre Inaldo Serejo, que fez greve de fome durante um dia e coordenou as manifestações. Continue lendo… 'Padres e quilombolas encerram greve de fome no MA'»
As autoridades brasileiras devem investigar os atos de violência e intimidação executados por pistoleiros contra trabalhadores rurais no norte do país, disse hoje a Anistia Internacional, diante das constantes ameaças sofridas por duas comunidades da região.
Na noite de 6 de junho, tiros foram disparados contra um assentamento e um acampamento onde vivem aproximadamente 40 famílias no município de Palmeirante, estado do Tocantins. Essa foi a última de uma série de ameaças que teve início em outubro.
Fazendeiros e pequenos agricultores locais estão envolvidos em um prolongado conflito agrário que tem se intensificado com a utilização de pistoleiros para intimidar os trabalhadores rurais. Continue lendo… 'Pistoleiros ameaçam comunidades rurais no Brasil'»
Ex-assentado do Projeto Jequitibá, Sérgio Britto afirmou que, junto com Adelino Ramos, já fez várias denúncias sobre as ameaças

- Coordenador da CPT, Sérgio Britto (ao microfone), durante audiência realizada em Extrema, em Rondônia (Alfredo Fernandes /Agecom)
O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de Extrema, distrito de Porto Velho, capital de Rondônia, Sérgio Britto, 50 anos, pode ser o próximo da lista dos líderes “marcados para morrer”.
Levantamento da CPT Nacional revela que 889 pessoas foram vítimas de ameaças de morte na região Norte entre os anos de 2000 e 2010.
Desse número, 215 foram assassinadas e 203, vítimas de tentativa de assassinato nos Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Em todo o País, 1.855 pessoas foram ameaçadas em uma década.
“Sabem o que dizem para mim? Você será o próximo a morrer. Mas, eu não tenho medo da morte. Se esta é a minha cruz, eu vou carregar (sic), como o companheiro Dinho carregou a dele. Cada um de nós tem uma cruz; quem quiser que assuma; quem não quiser que se acovarde porque covarde eu não sou. A gente vai continuar nessa luta, denunciando o que acontece por aqui”. Continue lendo… 'Líder da CPT em Rondônia diz a comitiva de senadores que é o “próximo a morrer”'»
Diante de uma violência que assume proporções sérias e graves com o registro de assassinatos e outras tentativas de extermínios e a indignação pela impunidade aos criminosos, quilombolas de vários municípios maranhenses decidiram acampar em frente ao Tribunal de Justiça do Estado. O protesto é marcado por cartazes e ao som do tambor de crioula como o grito de um basta de violência no meio rural. Continue lendo… 'MA: Bispos defendem manifestação Quilombola'»
A aprovação do novo Código Florestal pela Câmara dos Deputados e a demora no processo de reforma agrária estão incentivando os conflitos no campo, segundo representantes de trabalhadores rurais do Norte do país. Dia 3/6, eles se reuniram com organizações sociais, em São Paulo, para discutir o texto aprovado pelos deputados – já enviado ao Senado – e o recrudescimento da violência na região, que provocou pelo menos seis assassinatos nas duas últimas semanas.
“A mudança no Código Florestal está incentivando o retorno dessa violência (no campo), mas o principal fator é a concentração de terra nas mãos de poucos, em detrimento da maioria”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC), Dercy Teles de Carvalho Cunha. Em 1988, o líder seringueiro Chico Mendes foi executado no município acriano. Continue lendo… 'Aprovação do novo Código Florestal e falta de reforma agrária incentivam violência no campo, segundo trabalhadores rurais'»
Em reunião com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, a Comissão Pastoral da Terra entregou uma lista com os nomes dos ameaçados de morte em conflitos agrários no país. 42 já foram mortos
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, recebeu nesta terça-feira (31) uma lista contendo 1.855 nomes de pessoas ameaçadas de morte em conflitos agrários nos últimos dez anos. Durante reunião com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), ela debateu a situação dos ambientalistas e camponeses que vivem principalmente na Região Norte do país. Continue lendo… 'CPT entrega lista com 1.855 ameaçados de morte'»
A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do Ibama e do Incra que disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova Ipixuna (PA). O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio. Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças. Continue lendo… 'Nota Pública da CPT: O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas'»
A alteração do Código Florestal e a perspectiva de anistia a desmatadores são fatores que causam tensão e, por esse motivo, podem ser considerados “pano de fundo” do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, mortos na semana passada no assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no interior do Pará. Dois dias depois, o agricultorEremilton Pereira dos Santos foi encontrado morto no mesmo local. A reportagem é de Juliana Maya e Gilberto Costa e publicada pela Agência Brasil, 31-05-2011.
Continue lendo… 'Insegurança jurídica por causa do novo Código Florestal é pano de fundo de assassinatos no Pará'»
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) irá participar nessa terça-feira, 31 de maio, de audiência com a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, para discutir a violência no campo e os assassinatos de 4 pessoas na região Norte na última semana. A notícia é da Comissão Pastoral da Terra – CPT, 30-05-2010.
A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República convidou representantes da CPT para uma audiência que se realizará nessa terça em Brasília, para discutir as ameaças de morte contra lutadores e lutadoras da terra e sobre a violência no campo e os assassinatos da última semana.
Em cinco dias foram 4 trabalhadores e trabalhadoras, defensores dos direitos dos camponeses e da floresta, os que tombaram diante do poder e da impunidade persistente nos rincões do Brasil. O casal de ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, vinham recebendo ameaças desde 2001, segundo registros da CPT. Denúncias foram feitas aos governos estadual e federal, e mesmo assim a morte desses dois lutadores se concretizou. Continue lendo… 'CPT se reúne com o governo para discutir violência no campo'»
A alteração do Código Florestal e a perspectiva de anistia a desmatadores são fatores que causam tensão e, por esse motivo, podem ser considerados “pano de fundo” do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, mortos na semana passada no assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no interior do Pará. Dois dias depois, o agricultor Eremilton Pereira dos Santos foi encontrado morto no mesmo local.
A opinião é do advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Batista Gonçalves Afonso, que está na região para acompanhar as investigações. “Não é a causa principal, [mas] esse momento de indefinição sobre a legislação e de pressão do setor ruralista, cria tensão e gera insegurança”, avalia Afonso, que acrescenta que as alterações propostas no Código Florestal são propícias “para disseminar clima de violência”.
“Nesse contexto de alteração do Código Florestal, onde o setor [ruralista] procura mais espaço e mais liberdade para expandir os seus empreendimentos em direção à Amazônia, a situação torna-se mais tensa”, acrescenta o advogado. Continue lendo… 'CPT: Insegurança jurídica por causa do novo Código Florestal é pano de fundo de assassinatos no Pará'»
Daqui a pouco a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica, que acompanha as tensões do campo desde a década de 1970, emitirá uma nota sobre as execuções de camponeses no Pará.
Com o assassinato de ontem de Eremilton Pereira dos Santos, no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado, são três os casos no Pará e quatro na Amazônia, com a morte de Rondônia, Adelino Ramos, que foi sepultado hoje.
Tudo ocorre na semana de aprovação de forma atabalhoada da reforma do Código Florestal, processo marcado pela grande pressão dos ruralistas, que desde a década de 1980 vence tudo que pleiteia no Congresso Nacional. Continue lendo… 'Execução de camponeses\as: até quando? por Rogério Almeida'»
O Estado tem responsabilidade sobre o assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ocorrido em 24/5, no Pará. A afirmação é do representante da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dirceu Fumagalli.
Segundo ele, o nome do casal estava na relação de pessoas ameaçadas de morte entregue, em 2009, ao Ministério da Justiça. “Tanto a CPT regional [do Pará] quanto a CPT nacional já tinham feito essa denúncia. De fato teve essa ocorrência. Todo assassinato por si só é algo abominável, mas esse, na atual conjuntura, é emblemático.”
Para Fumagali, a morte dos extrativistas explicita como a questão das florestas está sendo tratada no país. “Os madeireiros cumprem um papel sujo, eles avançam pelas florestas, até para limpar as áreas para entregar para os pecuaristas. Há uma sintonia de interesses que não são os da floresta, muito menos daqueles que tentam conviver na floresta.” Continue lendo… 'Estado tem responsabilidade por assassinato de casal de extrativistas no Pará, diz Comissão Pastoral da Terra'»