Ladislau Dowbor: Retomar as conquistas e controlar as finanças

“O setor financeiro desvia, da sociedade e do Estado, 1,5 trilhão de reais por ano — quase o mesmo que todo o Orçamento da União. Os rentistas, que viveram e vivem do trabalho dos outros, precisam seguir o conselho que dão aos pobres que encontram pelas ruas”

Por Ladislau Dowbor, no Outras Palavras

Há um pano de fundo na crise que vivemos que pode ser resumido no tripé ambiental, social e financeiro. O nosso triângulo das Bermudas, para os que gostam de imagens. Resumidamente é o seguinte. (mais…)

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Wallerstein: Esquerda e Direita no século XXI

As turbulências e reviravoltas políticas que vivemos irão recrudescer. A esquerda só vencerá se souber aliar os que lutam por direitos sociais às forças multiculturais. Este é, hoje, o sentido da luta de classes

Por Immanuel Wallerstein | Tradução: Simone Paz Hernández e Gabriela Leite, em Outras Palavras

O período entre 1945 e 1970 foi, ao mesmo tempo, de altíssima concentração de capital ao redor do mundo e de hegemonia geopolítica dos Estados Unidos. Na geocultura da época, liberalismo de centro estava em seu ápice, como ideologia dominante. Nunca antes o capitalismo parecia ter funcionado tão bem. Mas isto não iria durar. (mais…)

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Não podemos aceitar a barbárie como único caminho, por Cândido Grzybowski

No Ibase

Estamos tão mergulhados no nosso cotidiano de crise, com evidentes indícios de barbárie em curso, que um olhar mais holístico sobre processos e possibilidades de outro amanhã fica automaticamente descartado. Está difícil se desvencilhar de fatos e acontecimentos conjunturais potencializados pela onda política de intolerância a princípios e valores democráticos e de desmonte de direitos e políticas, tudo em nome da “ordem e progresso” do governo Temer, necessário para a restauração do capitalismo selvagem e submisso às grandes corporações globais. Num clima de liberou geral e que vença o mais forte, a violência está em toda parte, com o convívio e a solidariedade totalmente esgarçados.  Os sonhos e os projetos que dão sentido à vida em coletividade estão sendo deixados de lado devido às premências do dia a dia. Sem dúvida, é muito grave o momento do país. No entanto, em nossas trincheiras de resistência precisamos urgentemente recuperar nossa capacidade de pensar para além da onda destrutiva do momento. Claro, ainda o pior pode acontecer. Por isto, desde aqui e agora, devemos criar condições para que a barbárie não seja a única alternativa no horizonte. (mais…)

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Boaventura: procuram-se horizontes, urgente

A barbárie pós-moderna alastra-se. Como alternativa, proporemos apenas a diversidade? Talvez as epistemologias do Sul — outras maneiras de pensar, sentir e conhecer — nos sugiram uma saída

Por Boaventura de Sousa Santos, Outras Palavras

As oito pessoas mais ricas do mundo têm tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial (3,5 bilhões de pessoas). Destroem-se países (do Iraque ao Afeganistão, da Líbia à Síria, e as próximas vítimas tanto podem ser o Irã como a Coreia do Norte) em nome dos valores que deviam preservá-los e fazê-los prosperar, sejam eles os direitos humanos, a democracia ou o primado do direito internacional. Nunca se falou tanto da possibilidade de uma guerra nuclear. Os contribuintes norte-americanos pagaram milhões de dólares pela bomba não nuclear mais potente desde sempre, lançada contra túneis no Afeganistão construídos nos anos de 1980 com o próprio dinheiro deles, gerido pela CIA, para promover os radicais islâmicos em sua luta contra os ocupantes soviéticos do país, os mesmos radicais que agora são combatidos como terroristas. (mais…)

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Barragem de mineradora chinesa compromete o Rio Tundaíme no Equador

Por Fábio Zuker, na Amazônia Real

Tarapoto (Peru)A cientista social e militante Gabriela B., de Quito, no Equador, analisou o atual momento político na administração final do presidente Rafael Correa, o processo constituinte, com ampla participação indígena, e os retrocessos das ações na área ambiental. “A verdade é que o extrativismo se intensificou como nunca nesses últimos anos. A renegociação dos contratos petroleiros permitiu que o Estado aumentasse, e muito, a sua parte. Pois antes os ganhos eram insignificantes. E isso também permitiu ao Estado entrar em outras lógicas mais, digamos, “gananciosas”. Um caso que é hoje emblemático é o da comunidade indígena Shuar de Nankint, na Cordilheira do Condor. O projeto Cóndor Mirador é um dos maiores projetos de mineradoras do país, uma empreitada chinesa. A análise de impacto ambiental realizada pela empresa mostra que o Rio Tundaíme, um rio vivo e despoluído, será desviado. No leito deste rio vão colocar todos os detritos das mineradoras, uma barragem como aquela que se rompeu em Brasil [refere-se ao caso de Mariana], só que nove vezes maior”, diz a cientista equatoriana em depoimento exclusivo ao antropólogo e jornalista Fábio Zuker durante a VIII Fórum Social Panamazônico (Fospa). (mais…)

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Via Campesina da América Latina divulga nota em solidariedade aos povos indígenas, quilombolas e camponeses no Brasil

No Cimi

Delegados de mais de 80 organizações de 22 países latino-americanos, reunidos na Assembleia Continental do Cloc-Via Campesina, na Colômbia, divulgaram no encontro uma carta em solidariedade aos povos indígenas, quilombolas e camponeses que vivem no Brasil. No texto, organização afirma ser responsabilidade do governo aumento da violência no campo, contra povos indígenas, quilombolas e campesinos. (mais…)

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