Nesta vinheta da TV Cúpula, o artista curdo Farouk Duru manda uma mensagem aos povos sem nação do mundo: bascos, catalães, galegos, palestinos, tâmiles e outros.
Este é um objetivo da Cúpula dos Povos: dar voz aos que comumente são negligenciados e não têm direitos.
Assista ao vídeo, editado por Célia Maracajá, da TV Cúpula.
(Roma, 10 de Mayo 2012) Esta semana, el Comité de las Naciones Unidas para la Seguridad Alimentaria se está reuniendo para una sesión especial con el fin de adoptar las recientemente concluidas Directrices sobre la Tenencia dela Tierra, las Pesquerías y los Bosques, en el contexto de la Seguridad Alimentaria Nacional. Estas nuevas directrices podrían resultar en un pequeño pero importante paso hacia la reforma de las políticas que están en la raíz de lacrisis alimentaria.
El movimiento campesino mundial La Vía Campesina recuerda a los gobiernos que las directrices se han construido sobre las bases de un acuerdo innegociable sobre los derechos humanos. Es, pues, responsabilidad de los estados apoyar la aplicación de estas directrices y respetar, proteger y cumplir los derechos de sus ciudadanas y ciudadanos.
En este sentido, La Vía Campesina exige urgentemente a todos los gobiernos que condenen la práctica de acaparamientos de tierras que actualmente está desplazando de sus tierras a millones de campesinas y campesinos por todo el mundo. Los acaparamientos de tierras estan causando violaciones masivas de los derechos humanos, a la vez que destruyendo las tierras, la sociedad, el medioambiente y la soberanía alimentaria.
Tambien en las ultimas semanas, campesinas y campesinos han sido desahuciados violentamente de sus tierras en países como Mali, Honduras y España. Cada semana somos testimonios de nuevos casos de desahucio y violencia contra las comunidades rurales debido al aumento del valor de las tierras agrícolas. Continue lendo… 'Acaparamientos de tierras: La Vía Campesina urge a los Estados a actuar'»
Inúmeros desacordos sobre a chamada “economia verde” forçaram a ONU a agregar uma semana mais de negociações sobre o documento final da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A segunda rodada de debates deveria terminar na sexta-feira (4/5), com pelo menos 90% do trabalho terminado, mas vários pontos polêmicos fizeram com que fosse acrescentado um novo debate no dia 2 de junho, conforme agências de notícias presentes em Nova York.
Após essas jornadas, só restará uma fase de negociação, marcada para o dia 13 de junho, uma semana antes do início da reunião de chefes de Estado e de governo, de 20 a 22 desse mês, no Rio de Janeiro.
O chamado “Rascunho Zero” já foi reduzido em uma centena de páginas. No entanto, as organizações da sociedade civil que participam do debate na sede da ONU têm feito públicas suas queixas devido à lógica de mercantilização da natureza que prevalece sobre o conjunto do debate. De fato, em termos gerais, os movimentos sociais, ambientalistas, indígenas, camponeses e de trabalhadores que preparam a Cúpula dos Povos como fórum paralelo ao encontro oficial há tempos já não possuem muitas expectativas sobre o que os Estados irão definir.
Em troca, por meio de cinco plenários de convergência e uma Assembleia Permanente dos Povos (APP), a Cúpula buscará que as organizações sociais sejam capazes de fazer um diagnóstico conjunto sobre as causas estruturais das crises ambiental, alimentar e climática. E, ainda mais importante, fazer uma agenda comum de lutas visando superar essas crises. Continue lendo… 'Menos do que zero'»
Será realizado, de 28 de maio a 1 de junho, o “II Seminário Mosaico Ambiental: Rumo à Rio + 20″, no IFF, Campus Centro (Auditório Miguel Ramalho), em Campos.
O Senado Federal se curvará a interesses que ferem a Constituição e os direitos do povo?
Carta aberta da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa – ANCOP
Exmos(as). Senhores(as) Senadores(as) Federais,
É com profundo sentimento de indignação que a sociedade brasileira, por meio dos Comitês Populares da Copa do Mundo e Olimpíadas, organizados nas 12 cidades-sede dos jogos, vem novamente manifestar-se contrária às atuais propostas de mudança de nossa legislação contidas no Projeto de Lei de Iniciativa da Câmara (PLC) 10/2012, a chamada Lei Geral da Copa, o qual encontra-se na iminência de ser votada por esta Casa.
Sinteticamente, tal iniciativa é o carro-chefe de uma plataforma de ameaças a direitos e garantias arduamente conquistados pelo povo brasileiro, tais como os direitos do consumidor, o direito ao trabalho e o direito de ir e vir. O PLC 10/2012 ofende também as liberdades de imprensa, de informação e de expressão e fere o patrimônio público e cultural do país. Como amplamente denunciado, o projeto chega a prever a criação de novos crimes, apenas para garantir monopólio de mercados à FIFA e seus parceiros comerciais. Continue lendo… 'Lei Geral da Copa: O jogo dos 7 erros'»
A agroecologia, pouco mecanizada, é o futuro da agricultura, segundo economista (foto: IRRI Images/CC BY-NC-SA 2.0)
por Eduardo Sá, no Brasil de Fato
Com vasta experiência na área agroecológica no Brasil, o economista Jean Marc Von Der Weid* participou junto à sociedade civil da ECO 92 e vem acompanhando desde a década de 1980 os movimentos ambientais no Brasil.
Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).
Nesta entrevista, ele fala sobre a perspectiva de fracasso da Rio+20, as forças políticas e interesses que estão em xeque, a falsa visão ambiental da economia verde e aponta a agroecologia como solução para muitos problemas climáticos e energéticos no planeta. Segundo o estudioso e militante, a tendência é uma regionalização da cadeia produtiva alimentar e a potencialização da agricultura familiar para garantir a alimentação dos povos. Continue lendo… 'O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20'»
(Bamako, 7 Mayo 2012) La Coordinación Nacional de Organizaciones Campesinas (CNOP) de Malí y La Vía Campesina han publicado hoy un nuevo reporte sobre la movilización de movimientos sociales contra el acaparamiento de tierras. Los acaparamientos ponen en peligro la soberanía alimentaria y representan una amenaza para la agricultura familiar y para campesinos y campesinas en todo el mundo.
El documento parte de la primera conferencia internacional de campesinas, camepsinos y de pequeños agricultores y pequeñas agricultoras contra el acaparamiento de tierras, que se llevó a cabo en el centro Nyéléni en Sélingué, Malí, del 17 al 19 de Noviembre de 2011. En la reunión participaron 250 personas, principalmente hombres y mujeres del campo y de origen campesino, de 40 países, mayoritariamente africanos. Incluyó testimonios de poblaciones que han sido expulsadas de su tierra por inversionistas extranjeros que han establecido vastas extensiones de monocultivo para la exportación de alimentos o agrocombustibles. En la mayoría de los casos, la población no fue ni informada ni compensada.
Campesinos, campesinas con el apoyo de organizaciones no gubernamentales y particulares han construido una lista de las manifestaciones de este fenómeno en los distintos continentes. Se sugirieron líneas de acción conjuntas para luchar contra esta amenaza: oposición a las políticas ultra-neoliberales del Banco Mundial, el desarrollo de una alianza de campesinos y campesinas, el uso de mecanismos de derechos humanos para defender a las víctimas y el lanzamiento de una campaña por una reforma agraria real e integral. Continue lendo… 'Un nuevo reporte sobre la movilización campesina contra el acaparamiento de tierras'»
La Vía Campesina llama a todas las organizaciones campesinas del mundo y sus aliados y aliadas para organizar acciones en este mes de junio.
El avance del sistema capitalista, que alcanzó dimensiones sin precedentes en las últimas dos décadas, está resultando de la misma forma en una crisis sin precedentes. La crisis financiera, alimentaria, energética y del medio ambiente son facetas de la crisis estructural del capitalismo, que no tiene límites en su búsqueda de más beneficios. Y que, al igual que otras crisis estructurales, golpean a los pueblos del mundo y no a las élites y corporaciones.
En todos los continentes, hemos visto que incluso durante la crisis, el capitalismo no ha reducido su impulso. La compra y el acaparamiento de tierras por empresas extranjeras, el avance de la industria minera, las tecnologías transgénicas, cada vez más presentes en el campo, los agrocombustibles y los pesticidas se comercializan a gran escala. Por último, la crisis del capitalismo no significa que el sistema retroceda. Por el contrario, es precisamente entonces cuando se mueve con más intensidad hacia adelante; las empresas aprovechan la crisis para extender su dominio en los territorios que aún no han conquistado. Continue lendo… 'RíO + 20: JORNADAS INTERNACIONALES DE LUCHA: Pueblos del Mundo contra la Mercantilización de la Naturaleza'»
Rio de Janeiro – Movimentos sociais, organizações não governamentais e entidades organizadas em rede têm até hoje (5) para se inscrever na Cúpula dos Povos, evento que será realizado paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no fim de junho, na capital fluminense.
A Cúpula dos Povos é uma iniciativa de representantes da sociedade civil do mundo inteiro, destinada a reivindicar aos dirigentes mundiais justiça social e ambiental. Entre os dias 15 e 23 de junho, esse encontro paralelo contará com palestras e debates sobre os temas que serão abordados na Rio+20, além de atividades e da apresentação de sugestões aos chefes de Estado presentes à conferência. Os eixos que orientam o movimento são: causas estruturais das crises e injustiças sociais e ambientais, falsas soluções e novas formas de acumulação do capital sobre os povos e territórios; soluções reais e novos paradigmas dos povos; agendas, campanhas e mobilizações que unificam o processo da luta anticapitalista após a Rio +20. Continue lendo… 'Movimentos sociais têm até hoje para se inscrever na Cúpula dos Povos'»
O atual modelo de desenvolvimento econômico do país foi alvo de intensas críticas de movimentos sociais nesta semana, marcada pelo Dia do Trabalhador (1º de maio). Realizado no Rio de Janeiro, o debate sobre as falsas soluções da chamada “economia verde” – também tema da Cúpula dos Povos – culminou na elaboração de um documento (PDF) que expõe a desregulação da legislação ambiental em favorecimento a grandes grupos econômicos privados.
A carta será destinada ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estatal atualmente responsável pelo financiamento de grandes empreendimentos como a rodovia Transcarioca, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e o Porto de Açu.
“Os movimentos sociais querem levantar questões que dizem respeito a toda a sociedade. Não podemos aceitar que o BNDES, como uma estatal, seja o símbolo de um modelo de desenvolvimento econômico que põe em risco a justiça social e ambiental”, ressalta Maíra Fainguelernt, pesquisadora do Instituto Mais Democracia, organização integrante do ato de mobilização. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram investimentos do BNDES'»
Em 1992, impulsionados, sobretudo, pelas discussões que eclodiam no Brasil a partir da ECO-92, grupos organizados e movimentos sociais do Mato Grosso juntaram-se em uma articulação permanente. O objetivo era pôr em debate o modelo de desenvolvimento dominante e criar vozes dissonantes que reverberassem pelo encontro das Nações Unidas. O Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad) dava os seus primeiros passos. Aos poucos, mais de 20 organizações representantes da sociedade civil somaram suas lutas e contribuições ao grupo.
Duas décadas depois, o Brasil é sede novamente da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – agora chamada de Rio +20. E, da mesma maneira, portanto, é necessário não apenas resgatar a trajetória histórico-política do Formad, mas também pensar sobre os desafios de sua luta e construir propostas que interfiram nas decisões tomadas no Rio de Janeiro pelos chefes de estado e pela ONU, garantindo os direitos dos povos e grupos atingidos pelos impactos dessa forma de desenvolvimento.
Troca e sistematização de experiências
Foi para isso que se propôs a “Assembleia Formad 20 anos”. Entre 2 e 4 de abril, mais de 20 organizações matogrossenses socializaram problemáticas e ações de luta regionais. Para além de uma comemoração dos 20 anos de Fórum, a principal intenção do encontro era articular as diferentes entidades e movimentos do Mato Grosso para a composição de um banco de experiências com todas as informações obtidas sobre situações de injustiça ambiental. No segundo dia de encontro, foi desenvolvida uma oficina de mapeamento e coleta de dados sobre os impactos sócio-ambientais na produção de agrocombustíveis. Divididos em grupos, os participantes propuseram metodologias e construíram indicadores acerca desses impactos, sempre pensando de maneira crítica em relação aos próprios indicadores. Continue lendo… 'Fórum Matogrossense completa 20 anos'»
Moedas incrustadas no tronco de uma árvore: o dinheiro se impõe à natureza (foto: Pete Aylward/CC BY-NC-SA 2.0)
por Frei Betto
Às vésperas da Rio+20, é imprescindível denunciar a nova ofensiva do capitalismo neoliberal: a mercantilização da natureza. Já existe o mercado de carbono, estabelecido pelo Protocolo de Kyoto (1997). Ele determina que países desenvolvidos, principais poluidores, reduzam as emissões de gases de efeito estufa em 5,2%.
Reduzir o volume de veneno vomitado por aqueles países na atmosfera implica subtrair lucros. Assim, inventou-se o crédito de carbono. Uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono. O país rico ou suas empresas, ao ultrapassar o limite de poluição permitida, compra o crédito do país pobre ou de suas empresas que ainda não atingiram seus respectivos limites de emissão de CO2 e, assim, fica autorizado a emitir gases de efeito estufa. O valor dessa permissão deve ser inferior à multa que o país ricos pagaria, caso ultrapassasse seu limite de emissão de CO2.
Surge agora nova proposta: a venda de serviços ambientais. Leia-se: apropriação e mercantilização das florestas tropicais, florestas plantadas (semeadas pelo ser humano) e ecossistemas. Devido à crise financeira que afeta os países desenvolvidos, o capital busca novas fontes de lucro. Ao capital industrial (produção) e ao capital financeiro (especulação), soma-se agora o capital natural (apropriação da natureza), também conhecido por ‘economia verde’. Continue lendo… 'Vende-se a natureza'»
“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor”.