Uma miração – e o que ela tem a ver com a Defensoria Pública Estadual e as/os indígenas

Por Cláudia Aguirre*, no Crônicas Indigenistas

Num sábado à noite recebi o honroso convite para participar de uma rodada de Uni[1] em Mâncio Lima, com a presença de indígenas de várias etnias que estão no centro urbano daquela cidade pelos mais variados motivos – trabalho, tratamento de saúde, estudos, estar de passagem entre um local e outro, e assim por diante. Trata-se de um momento em que elas/es se reúnem pra fortalecer essa irmandade por meio da vivência de suas raízes que o compartilhar do Uni representa. Experiências como esta – que sempre se dão num clima de uma alegria muito sagrada – são uma das muitas provas de que índio/índia na cidade não deixa de ser índio/índia, não: ele/ela carrega consigo a energia de seu povo e de sua terra. (mais…)

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Sobre arte, artesanato indígena e visões racistas de estética

Por: Raial Orotu Puri – Crônicas Indigenistas

A partir do dia 31 de março de 2017 passa a ser obrigatório a todos os comerciantes e agentes de leilão que negociam antiguidades, obras de arte, manuscritos e livros antigos ou raros o cadastramento em uma plataforma virtual, o CNART. A partir dessa data, aqueles que não seguirem procederem ao cadastramento ou não informarem aos órgãos competentes transações consideradas suspeitas estarão passíveis de multas. A fiscalização do setor estará a cargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Trata-se, em realidade, da regulamentação de uma nova-velha atribuição do Iphan, visto que esta atribuição já se encontrava prevista desde a criação desse órgão em 1937. (mais…)

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Disciplina tem sábios indígenas e afrodescendentes como ministrantes das aulas

Cadeira pode ser cursada como extracurricular e tem a proposta de valorizar o conhecimento em seus diversos aspectos, como mítico, sensorial e poético

UFRGS

Um desafio para o tradicional ensino em sala de aula é a proposta da disciplina “Encontro de Saberes”. Sábios indígenas e afrodescendentes é que são os protagonistas da cadeira oferecida de forma interdisciplinar para os alunos de graduação. Os mestres e as mestras indígenas e afrodescendentes compartilham suas experiências com espiritualidade, cultura tradicional, gênero e memória na configuração popular brasileira, nos seguintes módulos: Plantas e Espírito; Artes Aplicadas; e Sociedades e Cosmovisões. (mais…)

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A luta pela descolonização continua

Em Londres, alunos universitários questionaram o estudo de filósofos brancos como Kant e a ausência de autores africanos ou asiáticos nos currículos. O movimento pela descolonização das mentalidades cresce, dizem. Um debate “velho em África” que a Europa “não tem acompanhado”. E em Portugal?

Por Joana Gorjão Henriques, no Público

Não há estudante português da área de Humanidades que não tenha lido Immanuel Kant (1724-1804). Saberá que o filósofo alemão foi dos primeiros a elaborarem uma teoria sobre a existência de raças e a defender a superioridade europeia? E que o intelectual que defendeu a ideia da igualdade e dignidade humana escreveu passagens explicitamente racistas em relação aos negros, pondo em causa a sua capacidade para produzir conhecimento? (mais…)

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“Por que a gente não pode mudar e continuar sendo índio?”, questiona campanha

Por Lilian Campelo, no Brasil de Fato

“Nós somos os Baniwa, moramos no Alto Rio Negro na Amazônia. Andamos pelados, vivemos isolados, não conectados. Estamos sempre de cocar. Comemos com a mão. Cortamos o cabelo sempre igual. Não temos pátria nem religião, e o nosso único esporte é caçar, ou pelo menos era assim em 1500. E se tudo mudou, e você continua sendo homem branco, por que a gente não pode mudar e continuar sendo índio?” (mais…)

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FOIRN dialoga com a SEPROR/AM sobre ordenamento de pesca no Rio Negro e Sistema Tradicional

Foirn

Ordenamento pesqueiro nos municípios de  Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, foi a pauta da reunião realizada no dia 07/03, na sede da Fundação Estadual do Índio – FEI em Manaus, entre o Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso Baré e Hamilton Casara – Secretário de Estado da Produção Rural  com a presença do Raimundo Sobrinho – Presidente da FEI. (mais…)

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Pesquisa com geoglifos indica que Amazônia teve uso sustentável há milhares de anos

Por Peter Moon, na Agência FAPESP

O desmatamento no leste do Acre para a expansão da pecuária tem revelado, nos últimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geométricas de terra construídas por povos pré-colombianos.

Tais estruturas são chamadas de geoglifos. O fato de terem sido construídas pelo homem implica a existência de um grande povoamento na região há milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arqueóloga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de pós-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado – defendido na University of Exeter, no Reino Unido – qual teria sido o impacto ambiental das populações pré-históricas decorrente da construção dos geoglifos. (mais…)

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