‘Rolé dos Favelados’ Conduz à Uma Visão de Dentro da Zona Portuária do Rio

Suzanne Chatelier – RioOnWatch

Recentemente, foi realizada uma nova edição do singular tour Rolé dos Favelados, dessa vez questionando a revitalização da Zona Portuária que antecedeu as Olimpíadas de 2016. A ideia por trás do Rolé dos Favelados é a de vivenciar uma visão crítica do Rio de Janeiro em tours conduzidos por guias e ativistas de favelas. Até agora, os tours já aconteceram no Morro da Providência, Santa Marta e Vila Autódromo. Cada um deles foi conduzido por um ativista comunitário diferente e tinha por objetivo combater a estigmatização das favelas do Rio. (mais…)

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Bem Viver, elemento para o Pós-Capitalismo?

Muitos repetem, mas poucos conhecem de fato, o conceito andino de Sumak Kawsay. Ele pode ter enorme impacto tanto na vida cotidiana quanto para uma nova economia

Por Débora Nunes – Outras Palavras

A expressão indígena andina Sumak Kawsayque significa Viver Plenamente, tornou-se mundialmente conhecida como “Bem Viver” e expressa uma alternativa ao catastrófico desenvolvimento atual. Ao invés de aumento do PIB, da riqueza individual, do consumo, do sucesso a qualquer preço e da vida em velocidade estonteante, o Bem Viver busca simplesmente estar bem consigo, com os outros e com a Natureza. Talvez seja fácil de dizer e difícil de realizar, particularmente quando se está inteiramente inserido no sistema vigente, sem ver saídas. Mas isso não é uma invenção teórica, é uma prática milenar de vida comunitária e está sendo vivida hoje por milhões de pessoas. (mais…)

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Reflexões de uma antropóloga e mãe: ‘O que aprendi com índios sobre educação infantil’

“Eu e o Martim fomos para a beira do rio, de onde havia saído uma canoa com crianças bem pequenas – quatro, cinco, seis anos – lá para o fundo. (Mas) começou uma ventania muito grande, o rio começou a ondular. De repente, vimos a canoa virar no meio do rio. Não tinha um adulto, ninguém. Subi correndo para avisar os adultos. Quando voltei, já tinha saído uma outra canoa, com outra turma (de crianças), resgatado as outras. Elas nadaram, viraram a canoa e voltaram para a beira. Estava tudo bem. Você vê que domínio sobre esse ambiente? É demais. Foi na aldeia Deia Tuba-Tuba, do povo Yudjá. São conhecidos como exímios navegadores.” (mais…)

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Identidade indígena não é fantasia

Por Raial Orotu Puri, no Crônicas Indigenistas

Este mês começou para mim com uma cena um tanto quanto pitoresca, que gostaria de utilizar de base reflexiva para este texto. Bem, outro dia, uma conhecida me interpelou para perguntar se eu tinha alguma roupa, enfeite de cabeça para emprestar ao filho dela, que iria realizar uma apresentação na escola. Perguntou-me em especial se eu não teria um cocar tipo o que ela vira na cabeça de um dos txai Huni Kuin que ela vira em minha companhia no dia anterior. Ela explicou-me que havia procurado em lojas de fantasia, mas lá só tinha para crianças pequenas, e, portanto, não caberiam no filho, já que é um adolescente. (mais…)

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Carta dos Munduruku alerta sobre ameaças e exige audiência sobre São Manoel

“Nós do movimento Munduruku iperegayu e associações Da,uk, Aro reunimos nos dias 06 a 07 de Setembro na aldeia fazenda Tapajós para debater as ameaças contra nós mundurucu.  Soubemos que o IBAMA, se tornou outro órgão golpista e autorizou a empresa São Manoel a Funcionar, mesmo depois que estivemos em julho ocupando o canteiro pra exigir direitos. (mais…)

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Oficina de rádio contribui com construção da memória de comunidade rural de Alagoas

Asa Brasil

O pagode de aterro, o coco de roda e a festa de pastorinhas são algumas das manifestações culturais mapeadas na comunidade Lagoa da Areia dos Marianos, no município de Estrela de Alagoas, por jovens da localidade que participaram da oficina de rádio do Programa Cisternas nas Escolas. O evento que aconteceu entre os dias 29 e 31 de agosto na escola municipal João Mariano Filho despertou o interesse dos/as participantes em retratar e resgatar a memória do povoado. (mais…)

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Pesquisadores descobrem 6 sítios arqueológicos em território indígena em MT

Expedição durou 4 dias e contou com a participação de caciques da etnia Apiaká. Foram encontradas cerâmicas de ancestrais da etnia Apiaká e cavernas com pinturas rupestres.

No G1 MT

Seis sítios arqueológicos foram descobertos no município de Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá, durante uma expedição realizada por pesquisadores no mês passado. A viagem foi organizada pelo Instituto Ecuman e pelo Museu Vale do Arinos após índios da aldeia indígena Matrinxã e moradores informarem sobre a existência de cavernas com gravuras rupestres naquela região. (mais…)

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A ‘maternidade’ do açaí e outros saberes de ribeirinhos que foram absorvidos pela pesquisa de ponta

Quando o pesquisador Aldicir Scariot foi escalado para coordenar um projeto com comunidades extrativistas do norte de Minas Gerais, ele resolveu mapear todas as áreas que pertenciam às famílias para estudar como aprimorar a produção local sem que fosse preciso desmatar áreas vizinhas. (mais…)

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Como uma imagem reacendeu um debate histórico sobre índios e religião (batismo xavante em MT)

Por Vinicius Lemos, d

Uma fotografia compartilhada pelo pastor evangélico Isac Santos, no Facebook, reacendeu uma discussão que perdura por séculos. Na publicação, feita em 22 de agosto, o religioso aparece acompanhado de diversos xavantes no município de Água Boa, em Mato Grosso, e comemora o fato de ter batizado 38 integrantes da aldeia, entre eles o cacique do grupo. (mais…)

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Povo Paumari realiza sua primeira narrativa digital ilustrada

Por Oiara Bonilla, da UFF, para Combate Racismo Ambiental

Na semana passada, o Museu do Índio acolheu pela primeira vez dois jovens estudantes Paumari para um novo tipo de oficina sobre línguas indígenas: a Oficina de Desenho Digital nas línguas Desano e Paumari. A iniciativa surgiu do encontro entre projetos de dois povos amazônicos: o projeto de animação em língua Desano (coordenado pelo Prof. Wilson Silva, linguista do Rochester Institute of Technology (RIT) dos Estados Unidos), que já vem produzindo desenhos e animações digitais em língua desano, e o projeto do Campeonato da Língua Paumari concebido e realizado por este povo desde 2014, com apoio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e da Federação das Organizações e das Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) e cujo objetivo final é a transformação das histórias vencedoras em animações gráficas faladas em Paumari, na ótica de revalorizar a língua nativa. O Campeonato da Língua Paumari faz parte de um conjunto de iniciativas destinadas a revitalizar a língua e das quais também faz parte o Programa Sou Bilíngue Intercultural, programa de aulas de língua Apurinã e Paumari ministradas para a população indígena da cidade de Lábrea (AM). (mais…)

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