Populações do campo precisam lidar com os perigos dos projetos de mineração

Por Maria Júlia Gomes Andrade, no Brasil de Fato

O conceito de soberania alimentar foi profundamente desenvolvido pelos movimentos que compõem a Via Campesina, composta por dezenas de organizações em todo mundo e que articula as lutas, saberes e modo de produção camponeses, as populações tradicionais e os conflitos no campo. Diferente do termo “segurança alimentar”, que está mais ligado à disponibilidade e acesso aos alimentos, a soberania alimentar é entendida como um direito e bem essencial dos povos. Soberania é alimentação suficiente, com variedade, livre de venenos e que garanta uma nutrição equilibrada. Está inserida numa proposta maior de projeto de nação. Implica, necessariamente, em uma soberania territorial e uma soberania hídrica, para citar dois eixos fundamentais. E são estes dois eixos que se confrontam diretamente com os grandes projetos mineradores. (mais…)

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Eucalipto: o deserto verde que ameaça a vida dos povos tradicionais do campo

A situação no estado do Maranhão se destaca pela quantidade de conflitos gerados pela expansão da empresa Suzano Papel e Celulose, que chegou na região em 2008

Por Leonardo Fernandes, da Página do MST 

A expressão usada para denominar a monocultura de eucalipto não poderia ser mais adequada: deserto verde. Isso porque entre os mais variados e agravados impactos socioambientais dessa prática, está o rápido desaparecimento de fontes de água nas regiões de plantio. Brasil afora, o MST vem travando grandes batalhas contra a ação predatória das empresas de celulose, responsáveis pela monocultura. (mais…)

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População se mobiliza contra privatização de águas minerais

Cidades do sul de Minas, famosas por suas águas terapêuticas, podem ser alvo de exploração de empresas

Por Rafaella Dotta, Brasil de Fato

A ONG Nova Cambuquira, da cidade de Cambuquira, sul de Minas, está organizando um abaixo-assinado contra a exploração e venda das águas minerais da região. A ONG se posiciona contra uma consulta pública aberta pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e que pretende buscar empresários interessados em usar as águas de forma comercial.  (mais…)

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As commodities ambientais e a métrica do carbono

Por Amyra El Khalili, na Aliança RECOs

De acordo com o Ministério da Agricultura,  em 2013 o agronegócio brasileiro atingiu a cifra recorde de 99,9 bilhões de dólares em exportações. Soja, milho, cana ou carne ganham os mercados externos na forma de commodities: padronizadas, certificadas e atendendo a determinados critérios e valores regulados internacionalmente. (mais…)

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Um século de secas: o que mudou nas políticas no Semiárido brasileiro?

Por Catarina Buriti  e Humberto Barbosa, no Irpaa

Em 1930, Rachel de Queiroz estreava na literatura brasileira com o romance “O Quinze”. Uma contundente crítica social, a obra abordava a severa seca ocorrida no Nordeste do Brasil, mais precisamente no município de Quixadá (CE), em 1915. Apresentava as consequências devastadoras do silencioso desastre sobre pequenos produtores rurais, como migração, fome, sede, morte, falta de trabalho, entre outras. O romance também relatou o drama de personagens nos tenebrosos campos de concentração, espaços construídos pelo governo nos arredores das grandes cidades, incluindo da capital Fortaleza, para alojar “retirantes” ou “flagelados” que fugiam da seca e impedir que perturbassem os espaços urbanos. (mais…)

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CE – População faz manifestação exigindo redução de vazão do Açude de Orós

Por Rikáryo Mourão, do Instituto Elo Amigo, na ASA Brasil

Na manhã desta terça-feira, 07/02, aconteceu nas margens do Açude de Orós uma manifestação que envolveu mais de 500 populares, estudantes, professores, autoridades locais, membros de sindicatos, das igrejas e de movimentos sociais da região Centro Sul, para pedir rapidez na redução da vazão deste reservatório de água. (mais…)

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MPF/SE consegue liminar que obriga fornecimento de água potável a comunidade atingida por salinização do São Francisco

Justiça também determinou multa de R$5 mil a cada caminhão-pipa não enviado para abastecer as famílias quilombolas em Brejão dos Negros

MPF/SE

A Justiça Federal determinou o início do fornecimento de água potável para a comunidade quilombola Brejão dos Negros – povoados Resina, Saramém, Carapitanga e Batateiras – no município de Brejo Grande (SE). A decisão atende a pedido de urgência do Ministério Público Federal em Sergipe e vai beneficiar mais de duas mil pessoas que integram a comunidade quilombola. (mais…)

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