Ipea aponta elitização e masculinização em PEC da reforma da Previdência

Segundo pesquisadores, mudanças nas regras farão com que quase metade das mulheres contribuintes não consiga se aposentar, especialmente as de piores condições de trabalho

por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Estudo feito por um grupo de trabalho no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta consequências negativas, para as mulheres, da pretendida reforma da Previdência. Os pesquisadores concluem que quase metade das atuais contribuintes, em especial as de piores condições de trabalho, não conseguiram se aposentar. Eles também veem “elitização e masculinização” dos benefícios previdenciários, afirmando que a reforma prevista pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 “voltará a refletir a extrema desigualdade do mercado de trabalho”. (mais…)

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Por uma greve internacional militante no 8 de março

A ideia é mobilizar mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam num dia internacional de luta – um dia de greves, marchas e bloqueios de estradas, pontes e praças; abstenção do trabalho doméstico, de cuidados e sexual; boicote e denúncia de políticos e empresas misóginas, greves em instituições educacionais

Blog da Boitempo

Um conjunto de intelectuais e ativistas feministas sediadas nos EUA acaba de publicar um chamado para uma greve geral internacional das mulheres neste próximo 8 de março. O texto, assinado por Angela Davis Nancy Fraser, entre outras, defende que as marchas das mulheres contra Trump, realizadas no último 21 de janeiro em diversas cidades, podem marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante, mas propõe um urgente acerto de contas com o “feminismo empresarial” hegemônico e seus limites para construir em seu lugar “um feminismo para os 99%, um feminismo de base, anticapitalista; um feminismo solidário com as trabalhadoras, suas famílias e aliados em todo o mundo.” O primeiro passo neste processo seria a greve internacional convocada para este 8 de março. (mais…)

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Projeto de lei sobre infanticídio criminaliza povos indígenas e ignora real causa das mortes de crianças nas aldeias

Leia também: O falso dilema do “infanticídio indígena”: por que o PL 119/2015 não defende a vida de crianças, mulheres e idosos indígenas. (TP)

Por Maurício Angelo, no Inesc

Tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado o Projeto de Lei Complementar (PLC) 119/2015, que altera o Estatuto do Índio (Lei 6.001), criando “proteções a crianças, pessoas com deficiência e idosos de comunidades indígenas que possam ter sua integridade física e psíquica ameaçada em razão de práticas culturais”. De autoria do ex-deputado Henrique Afonso (PV-AC), este projeto é, na verdade, uma grave ameaça aos direitos dos povos indígenas, criminalizando-os e atuando como mais um ingrediente para reforçar o preconceito, o racismo e uma suposta supremacia cultural. (mais…)

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Mulheres serão as mais penalizadas na reforma trabalhista proposta por Temer. Entrevista especial com Rosa Maria Marques

Vitor Necchi – IHU On-Line

O governo Temer encaminhou uma proposta de reforma da Previdência Social para o Congresso Nacional no dia 5 de dezembro, estabelecendo, entre outros pontos, o tratamento igual entre homens e mulheres no que tange à idade mínima de 65 anos para aposentadoria. Isso desconsidera o fato de que no Brasil, de maneira geral, as mulheres seguem tendo jornada dupla, dividida entre trabalho fora de casa e afazeres domésticos. “Por isso, podemos dizer que as mulheres serão as mais penalizadas nessa reforma”, avalia a economista Rosa Maria Marques, em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line. (mais…)

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Mulheres das águas (vídeo)

Um retrato da vida e da luta das pescadoras nos manguezais do Nordeste do Brasil. O modo de vida e a sobrevivência de suas famílias estão ameaçados pela poluição de grandes indústrias e pelo turismo predatório, causadores de danos ao ecossistema. O documentário destaca o engajamento e a resistência dessas mulheres em busca da preservação e demarcação dos territórios pesqueiros, manutenção e ampliação dos seus direitos sociais, melhoria das condições de trabalho e da saúde. (mais…)

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Cárcere feminino: mecanismo de docilização de mulheres “desviantes”

Por Thais Lemos Duarte e Fernanda Machado Givisiez, no Justificando

As mulheres são basicamente esquecidas nas rotinas do universo prisional, apesar de os dados indicarem um processo de superencarceramento feminino nos últimos anos. Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), entre 2000 e 2014, o aumento da população prisional feminina foi de 567,4%, ao passo que a média do crescimento dos homens foi de 220,2%[1]. É fundamental um debate qualificado sobre o desencarceramento dessas mulheres, urgindo a criação de políticas neste sentido. Por outro lado, a proposta deste texto é realizar uma análise sobre o aprisionamento feminino no Brasil. (mais…)

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“Quando a igreja não discute gênero, ela nega direitos humanos”, diz evangélica feminista

Por Marcelle Souza, no UOL

De berço evangélico pentecostal, Valéria Vilhena se incomodou na juventude com as restrições ao corte de cabelo, ao modo de se vestir e de se comportar impostos pela igreja. “Me vi feminista muito cedo”, diz a teóloga, que é mestre em ciências da religião e doutora no programa Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Ao longo da vida, frequentou diferentes templos cristãos, percebeu outras restrições às mulheres e, sem encontrar o seu lugar, decidiu abandonar a igreja, mas não sua fé. Em 2015, fundou, ao lado de outras mulheres, o EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero), movimento para discutir temas relacionados à violência contra a mulher e à igualdade de oportunidades nas estruturas religiosas. (mais…)

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A mutilação genital feminina resiste a morrer

Embora cada vez mais países a proíbam, ativistas alertam sobre sua forte influência cultural

Por José Naranjo, da Gâmbia, em El País

“Não tenho raiva da minha mãe. Ela fez isso para me proteger, pensava que era o melhor para mim. Mas tenho raiva de homens que querem continuar dominando as mulheres. E a mutilação genital está pensada para isso, é um sistema de controle da sexualidade feminina. Eu a rejeito, gostaria de ter meu clitóris, preferia que não tivesse sido cortado.” No pátio da casa de sua família em Banjul, capital da Gâmbia, Isatou Jeng, de 29 anos, transmite firmeza e segurança. Não se esconde. Não sente vergonha. Já não tem mais medo. Como mulher que foi mutilada, mas também como ativista de gênero, enfrenta há anos uma complexa teia de discriminação, costumes, ignorância e religião que permite que a mutilação genital feminina resista a morrer. (mais…)

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