‘Enquanto não houver igualdade para o negro, a democracia racial será um mito’

Durante lançamento de uma reedição de textos do pensador brasileiro Florestan Fernandes, pesquisadores e ativistas do movimento negro reafirmaram a importância e atualidade de sua obra

por Redação RBA

São Paulo – “Florestan Fernandes pensou na abolição da escravidão inconclusa. Ele questionava, criticava. Sua obra nos convida a pensar o mito da democracia racial”, afirma Weber Lopes, doutorando que estuda o movimento negro na Universidade Federal do ABC (UFABC). O acadêmico esteve presente no debate de lançamento da reedição do livro Significado do Protesto Negro, de Florestan Fernandes, sociólogo e político brasileiro falecido em 1995. A presente edição conta com adições à original, de 1989, e é organizada e publicada por uma parceria entre Fundação Perseu Abramo (FPA) e Editora Expressão Popular. (mais…)

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Banho de cândida’ e pregador para afinar o nariz: quando o racismo está dentro de casa

Estudo mostra como racismo se manifesta em famílias com membros de diferentes raças

Por Juliana Carpanez, no Jornal Floripa

O que acontece quando existe racismo dentro de casa? De que maneira ele se manifesta? Como casamentos inter-raciais podem gerar crianças que são segregadas, no próprio ambiente doméstico, por causa de sua cor? Por que muitas pessoas brancas negam a raça negra de seus cônjuges –por elas escolhidas– e até de seus filhos? Algumas respostas para estas perguntas aparecem em um estudo da doutora em psicologia social Lia Schucman, que pesquisa as relações raciais no Brasil. (mais…)

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Por cotas étnicas na USP, estudantes e ativistas fazem nova Virada Cultural

Festival “Por que a USP não tem cotas?” espera grande presença de público – negro, periférico e alunos – para subverter a histórica exclusão social dentro da universidade

Por Felipe Mascari, da RBA

A Universidade de São Paulo (USP) é a única instituição de ensino superior estadual que não possui cotas étnicas em seu vestibular. Segundo dados da Fuvest, em 2016 apenas 3,2% dos aprovados se declaravam negros e 0,2%, indígenas. Para reivindicar a inclusão dessas populações naquela que é considerada a mais importante universidade brasileira, é realizada hoje (20) e amanhã a 2ª Virada Cultural “Por que a USP não tem cotas?”. (mais…)

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Aos negros, o final da fila: um panorama da desigualdade na capital gaúcha

Por Rebeca Kuhn, no Sul21

Dona Marlene Alexandre da Silva, 68 anos, aposentada, ainda não encontrou a tranquilidade da terceira idade. Moradora da Vila Cruzeiro, mulher negra e mãe de sete filhos, ela questiona as oportunidades dadas à ela e a sua família. De sete adultos, cinco estão desempregados. A procura por trabalho é diária, a frustração e o desespero, também. O que fazer quando suas condições sociais, sua escolaridade e seu futuro estão ligados a sua cor de pele? (mais…)

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O racismo na capital do país: a face cruel de um crime covarde

Pesquisa inédita do Ministério Público do DF e Territórios detalha a discriminação e a injúria raciais no DF e como agem os agressores

Por Kelly Almeida e Juliana Cavalcante, no Metrópoles

Elizabete era criança quando percebeu que as mães das amiguinhas e até as próprias crianças não a deixavam brincar com o grupo. Achava que o motivo era porque, menina, ela gostava de ficar na rua. Só descobriu que havia algo errado quando uma das amigas – loira, querida pelos colegas – avisou que só brincaria se Elizabete estivesse junto. Essa era a única forma de sua presença não ser ignorada: era a única negra na turminha de garotas. Em quase 30 anos, a brasiliense conviveu e enfrentou cenas de racismo e discriminação ao menos por outras três vezes; a última, há cerca um ano. (mais…)

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Em ‘Hotel Laide’, a Cracolândia narrada de dentro

Por Helô D’Angelo,

“Aqui não é a Disneylândia. Aqui é a Cracolândia”. É com a frase de um morador local que a diretora Debora Diniz escolheu abrir o documentário Hotel Laide. Lançado às vésperas da operação policial que varreu o local de forma violenta, o filme é um registro da Cracolândia da perspectiva de quem viveu ali: “O documentário cria identificação e nos faz perceber que nós somos parecidos inclusive com os moradores da Cracolândia”, diz a diretora. (mais…)

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ENSP promove seminário sobre gênero, sexualidade e direitos humanos nos dias 12 e 13/6

No Informe ENSP

Para discutir questões que abrangem debates de gênero e sexualidade, além de buscar traçar, de modo conjunto, um panorama da luta pela garantia de direitos humanos, o curso de especialização Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos – organizado pelo Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da ENSP/Fiocruz – promove o 5º Seminário sobre Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos. Com o tema Diálogos entre a Academia e os Movimentos Sociais, o evento será realizado nos dias 12 e 13 de junho no salão internacional da Escola e contará com professores, pesquisadores, militantes de movimentos sociais e outros atores sociais envolvidos com a temática. (mais…)

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Brasil tem “projeto genocida de extermínio de corpos negros”, diz pesquisadora

Atlas da Violência revelou que, de cada 10 pessoas assassinadas no Brasil, 7 são negras

Por Norma Odara, Brasil de Fato

Os negros possuem 23,5% mais chances de serem assassinados do que brasileiros de outras raças. De cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. “É um projeto genocida de extermínio de corpos negros”, avalia a advogada e pesquisadora de gênero, raça e classe Dina Alves, ao comentar os dados divulgados na última segunda-feira (5) pelo estudo “Atlas da Violência 2017”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (mais…)

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