Raízes da intolerância: Escravos de um racismo disfarçado e cruel

Especial UOL

Basicamente, o racismo no Brasil começou por volta de 1530, quando os primeiros navios trouxeram africanos para a terra recém-descoberta. Mas as raízes da intolerância contra os negros no mundo vão um pouco mais para trás, mais precisamente para o século 7, quando mercadores islâmicos no norte do deserto do Saara compravam mão de obra no sul do continente. Por isso, com a resistência dos índios nativos no Brasil, os portugueses e depois os grandes latifundiários brasileiros foram à África. Pesquisas apontam entre 3,5 e 5,5 milhões de negros trazidos de Gana, Angola, Congo e Moçambique em condições sub-humanas. Trazidos, vendidos e tratados como animais, a história da Pátria Mãe-Gentil nos mostra que aqueles povos desde que puseram os pés aqui foram torturados, mortos e estupradas (as mulheres). E, agora, mais de cem anos depois da Lei Áurea, ruas, escolas, empresas e campos de futebol, nos mostram ainda um longo caminho a ser percorrido para uma igualdade. (mais…)

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“Ser mulher negra é resistir e sobreviver o tempo todo”, diz Marielle Franco

Para a vereadora, as mulheres precisam lembrar a todo tempo que estão em condição subalternizada, não só simbolicamente

Por Mariana Pitasse, no Brasil de Fato

A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) teve uma das eleições mais comemoradas dos últimos tempos na cidade.  Mulher, negra, nascida, criada no Complexo da Maré, defensora dos direitos humanos e socióloga, ela foi a quinta candidata à Câmara dos Vereadores mais votada em 2016, acumulando 46 mil eleitores. Após a posse, em janeiro deste ano, Marielle já apresenta projetos que visam fortalecer os direitos das mulheres. Um deles é o projeto de lei “Pra fazer valer o Aborto Legal”, que tem por objetivo qualificar profissionais para informar e garantir atendimento de mulheres que tem direito de abortar, em casos de anencefalia, risco de morte e estupro. Na Semana Internacional da Mulher, Marielle conversou com o Brasil de Fato sobre a necessidade de debater feminismo e algumas propostas de seu mandato. (mais…)

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Não, Direitos Humanos não são uma defesa da “bandidagem”

Por Roni Pereira, Voyager

Você provavelmente deve ter escutado a frase “direitos humanos só protegem vagabundos” (ou algo semelhante) mais de uma vez e em mais de um local. Seja na internet, na fila do banco, na fila do mercado, na escola, na universidade etc. Esse é, talvez, o senso comum mais propagado e que atravessa todas as diferenças e barreiras sociais da sociedade. O rico, o pobre, o da classe média, o negro, o branco, o heterossexual, o homossexual, a mulher, o homem, a criança etc., todo o tipo de gente já repetiu essa frase. (mais…)

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Um marco na história dos direitos das mulheres: a ação pela descriminalização do aborto e a Greve Internacional de 8 de março

Neste momento especial, eu me uno e me solidarizo com mulheres brasileiras e de todo o mundo em suas lutas. Vou parar no 8 de março.

Por Flávia Biroli, no Blog da Boitempo

Nesta semana da mulher, dois marcos históricos se apresentam juntos no Brasil. Na noite de 6 de março, foi protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pede a descriminalização do aborto até a 12a semana de gestação. Neste 8 de março, as vozes das mulheres brasileiras se unem às de mulheres de várias partes do mundo na Greve Internacional de Mulheres. (mais…)

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A emancipação social das mulheres e nós, por Cândido Grzybowski

No Ibase

Dia 8 de março, Dia Mundial das Mulheres. Parabéns a todas! Além de reverenciá-las neste dia, o que cabe a nós, homens, fazer? Decididamente, neste modelo de civilização patriarcal e machista, não fomos educados para reconhecer e respeitar a igualdade na diferença entre mulheres e homens. Estamos sendo levados a nos confrontar com um princípio fundamental assim na marra, diante da insurgência feminina. Pensando com os meus botões, não sei se existe o dia dos homens. Provavelmente, não temos um dia específico porque todos os outros 364 dias são nossos por costume ou, melhor, devido à lei pétrea do patriarcado e do machismo, que domina as estruturas sociais e nos enquadra em relações de gênero. Pior ainda para as mulheres quando tudo isto se combina com racismo, como é o caso no Brasil e na maioria das sociedades capitalistas na atualidade. (mais…)

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A família do comercial de margarina não é mais maioria no Brasil

Em vinte anos, núcleo familiar tradicional passa de 58% para 42%, segundo o Ipea; Persistência da jornada de trabalho dupla para mulheres alimenta debate sobre Previdência

Por Heloísa Mendonça, no El País Brasil

A tradicional família brasileira se reconfigurou nos últimos vinte anos e já não é aquela composta por um casal com filhos. Se, em 1995, esse modelo mais tradicional respondia por cerca de 58% das famílias, em 2015, esse percentual caiu para 42%, tendo aumentado de maneira significativa o número de lares brasileiros com somente uma pessoa e também o percentual de casais sem filhos. É o que mostra o estudo Retrato Das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O número de pessoas que vivem sozinhas passou de 7,9% para 14,5% em duas décadas. Já o de mulheres sem filhos passou de 2,4% para 3%.  (mais…)

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MPF/MG pede suspensão de concurso público do IFMG que na prática inviabiliza cotas

Motivo está no descumprimento dos percentuais legais para reserva de vagas a negros e a pessoas com deficiência

MPG MG

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), ingressou com ação civil pública contra o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), pedindo a suspensão imediata do andamento do concurso público regido pelo Edital nº 124/2016. O objetivo da ação é impedir o fracionamento indevido do número de vagas reservadas a negros e a pessoas com deficiência nos concursos públicos promovidos pela instituição. (mais…)

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Anistia Internacional lança Relatório sobre o Estado dos Direitos Humanos 2016/2017

Por Emilia Sens, na Rio On Watch

A cada ano, a Anistia Internacional divulga um relatório sobre o estado dos direitos humanos em 169 países e territórios. Em 22 de fevereiro, no Cine Odeon, na Cinelândia, no Centro do Rio, a organização marcou o lançamento do relatório com uma mesa de debates sobre direitos humanos, justiça e violência nas Américas, conduzido por mulheres negras de diferentes países. Jurema Werneck, nova diretora executiva da Anistia Internacional Brasil; Djamila Ribeiro, mestre em Filosofia Política pela UNIFESP; Vilma Reis. socióloga e ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia; Marion Gray-Hopkins, cujo filho foi assassinado pela polícia nos Estados Unidos; e Shackelia Jackson, que teve o irmão assassinado pela polícia na Jamaica, conduziram o debate de terça-feira. (mais…)

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