Posts tagged: escravidão no brasil

Complexo do Valongo: Ossos que falam

Por racismoambiental, 18/01/2012 14:21

Discurso silencioso – Tráfico de escravos é desencavado na região portuária do Rio de Janeiro

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Ecos da escravidão

Por racismoambiental, 15/06/2011 11:41

Cynara Menezes

Nunca o fosso entre a segurança de brancos e negros foi tão grande. Enquanto o número de assassinatos de uns cai, o dos outros segue em alta.

No anúncio de tevê feito para atrair turistas pelo governo da Bahia, o menino dizia que, quando crescesse, queria ser capoeirista como o pai. Por volta das 10 da noite de 21 de novembro do ano passado, Mestre Ninha, pai de Joel da Conceição Castro, chamou os filhos para dentro de casa, no instante em que a polícia fazia uma incursão pelo bairro onde mora a família, Nordeste de Amaralina, um dos mais violentos de Salvador. Segundos depois, o garoto foi atingido por uma bala perdida e morreu. Tinha 10 anos de idade.

A história do menino que não realizou seu sonho por não ter crescido, infelizmente, não é exceção. Como ele, cerca de outras 50 mil crianças, jovens e adultos, morrem vítimas de assassinato todos os anos no País, brancos e negros. Mas negros, como Joel, morrem em proporção muito maior. E o pior: a diferença tem aumentado nos últimos anos. Em 2002, foram assassinados 46% mais negros do que brancos. Em 2008, a porcentagem atingiu 103%. Ou, em outras palavras, para cada três mortos, dois tinham a pele escura. Quem maneja os dados preliminares de 2009 diz que a situação piorou ainda mais. Continue lendo… 'Ecos da escravidão'»

Trabalho escravo desafia lei na região

Por racismoambiental, 06/06/2011 10:36

No dia 13 de maio, data do aniversário de 123 anos da abolição da escravatura no Brasil, o Ministério Público Federal em Marabá (PA) encaminhou à Justiça nada menos que 23 denúncias de trabalho escravo. A reportagem é de Daniel Bramatti e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 06-06-2011.

As irregularidades foram constatadas em fazendas no sudeste do Pará. “É um dos nossos principais desafios”, disse Tiago Modesto Rabelo, um dos dois procuradores federais responsáveis pelos 38 municípios da região.
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Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo

Por racismoambiental, 31/05/2011 11:05

A pedido da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), a ONG Repórter Brasil enumerou as mentiras mais contadas por aqueles que não querem ver o problema resolvido e contou a verdade por trás delas. Confira. Continue lendo… 'Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo'»

Ensaio polêmico sobre os escravos

Por racismoambiental, 10/06/2010 18:21
Obra que insiste no ”caráter benigno” da escravidão utilizou anúncios de jornais

Lilia Moritz Schwarcz – O Estado de S.Paulo

Fugiu Diogo, de nação Calabar, falta de cabelo no alto da cabeça e um joelho mais grosso que outro, resultado de castigos. Fugiu Benedito, crioulo, oficial de carpina, já velho e desdentado, com cabelos brancos na cabeça. Fugiu Catarina, de nação Congo, cozinheira, traz marcas de pegas e ganchos.

Os jornais brasileiros do 19 estão repletos de anúncios como esses, que noticiam fugas de escravos. Sem distinção de sexo ou idade, tais documentos representam prova substantiva de como o cativeiro foi naturalizado no Brasil, e da maneira como a violência do sistema não assustava; ao contrário, era utilizada como forma de identificação.

E não foram apenas os anúncios de fuga que escancararam a presença escrava no País. Se neles se pretendia descrever objetivamente o “cativo fujão”, de maneira a ajudar na recuperação; já nas inúmeras notícias de aluguel, venda, penhora ou seguro de escravos, a operação dava-se ao revés: tratava-se de exaltar as qualidades do “produto”. Continue lendo… 'Ensaio polêmico sobre os escravos'»

De Cazemiro@edu para Demóstenes.Torres@gov

Por racismoambiental, 10/04/2010 11:34

ELIO GASPARI

"Navio negreiro" de Johann Moritz Rugendas, 1830.
“Navio negreiro” de Johann Moritz Rugendas, 1830

Desde o século 19, o negro livre é uma encrenca para as nossas leis, eu que o diga

ILUSTRE SENADOR Demóstenes Torres,

Quem lhe escreve é Cazemiro, um Nagô atrevido. Faço-o porque li que o senhor, um senador, doutor em leis, sustenta que a escravidão brasileira foi uma instituição africana. Referindo-se aos 4 milhões de negros trazidos para o Brasil, vosmicê disse o seguinte: “Lamentavelmente, não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos, mas chegaram…”

Vou lhe contar o meu caso. Eu cheguei ao Rio de Janeiro em julho de 1821 a bordo da escuna Emília, junto com outros 354 africanos. O barco era português e o capitão, também. Fingia levar fumo para o Congo, mas foi buscar negros na Nigéria e, na volta, acabou capturado pela Marinha inglesa. Desde 1815, um tratado assinado por Portugal e Grã Bretanha proibia o tráfico de escravos pela linha do Equador.

Quando a Emília atracou no Rio, fomos identificados pelas marcas dos ferros. A minha, no peito, parecia um arabesco. Viramos “africanos livres”. Livres? Não, o negro confiscado a um traficante era privatizado e concedido a um senhor, a quem deveria servir por 14 anos. O Félix Africano, resgatado em 1835, penou 27 anos. Doutor Demóstenes, essa lei era brasileira.
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Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.