MPF/RJ recomenda à prefeitura de Vassouras a valorização da história do povo negro na Fazenda Santa Eufrásia e no Vale do Café

Recomendação foi encaminhada à Secretaria de Turismo do Estado e do Município de Vassouras. Foram solicitadas também medidas de cumprimento da lei que trata do ensino da história da África e dos africanos, bem como da luta dos negros no Brasil

Por Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) expediu recomendação à Secretaria de Estado de Turismo no Estado do Rio de Janeiro e à Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo em Vassouras (RJ) para que disponibilizem, no prazo de 10 dias, em todas as suas fontes institucionais de comunicação, em meios físicos e/ou digitais, as informações relativas à situação das populações escravizadas na Fazenda Santa Eufrásia, mantendo-as de forma permanente em seus sites e em todos os outros relacionados à promoção do turismo na região. (mais…)

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Celebração da cultura afrobrasileira marca assinatura de TAC na fazenda em Vassouras (RJ)

Em cerimônia realizada na Fazenda Santa Eufrásia, representantes das comunidades negras lembraram dos antepassados

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) e a Fazenda Santa Eufrásia, localizada no município de Vassouras (RJ), realizaram no último sábado (6), em ato simbólico, a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece uma outra forma de turismo de memória na região de Vassouras, contemplando a contribuição do povo negro e de sua cultura. (mais…)

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Maior cemitério de escravos das Américas fechará devido ao abandono pelas autoridades do Rio

Nour El-Youssef – RioOnWatch

Em 1996, Merced Guimarães e seu marido Petrucio fizeram uma descoberta assustadora no seu novo lar durante um grande projeto de reforma: os trabalhadores, ao escavar o solo sob a sua casa no bairro da Gamboa na Região Portuária do Rio de Janeiro, desenterraram ossos humanos. Após chamar as autoridades, o que levou a uma investigação do local, foi descoberto que esta cena de crime era na realidade o local de uma sepultura coletiva, o local do até então falado, porém não-descoberto Cemitério dos Pretos Novos. Foi aqui que dezenas de milhares de africanos capturados foram enterrados entre 1791 e 1831. Com os corpos enfraquecidos durante a viagem de travessia do Atlântico, eles morreram logo que chegaram à costa do Brasil e eram descartados em valas comuns, sendo os seus restos periodicamente esmagados e queimados juntamente com o lixo. (mais…)

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O papel da imprensa na manutenção do tráfico escravista

José Tadeu Arantes –  Agência FAPESP

Em 7 de novembro de 1831, no primeiro ano do período regencial, a Assembleia Geral decretou e a Regência sancionou uma lei proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil. A lei, bastante explícita em seu texto, declarava livres todos os escravos vindos de fora do Império e impunha penas bastante duras àqueles que os haviam importado. A interpretação corrente na historiografia é a de que essa lei, precedida por um tratado com a Inglaterra que impunha prazo final para o tráfico, foi feita “para inglês ver”, isto é, para acalmar a pressão externa e deixar internamente tudo na mesma. (mais…)

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Lugares onde Portugal foi buscar escravos

Uma exposição sobre os lugares onde Portugal foi buscar negros para a exploração do Brasil

Por Alexandra Lucas Coelho, no Público/Buala

1. Ao sábado, os corpos vêm à tona. Aqueles muitos milhares que de segunda a sexta enchem os escritórios do Largo da Carioca dissipam-se até aos últimos círculos do subúrbio, a calçada brilha na chuva de Dezembro e ao longo das paredes aparecem formas embrulhadas em panos, cobertores, papelão, aproveitando a zona seca por baixo dos beirais. Contornam por exemplo o edifício-mamute da Caixa Econômica, até à entrada da Caixa Cultural, onde este Verão se pode ver uma exposição sobre os lugares onde Portugal foi buscar negros para a exploração do Brasil: Sankofa: Memória da Escravidão na África. A entrada é gratuita mas num sábado como este, quase frio além de chuvoso, conto mais corpos deitados lá fora do que em pé cá dentro. (mais…)

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Tese de mestrado mostra luta pela liberdade de mulheres escravizadas

Sumaia Villela – Correspondente da Agência Brasil

Alagoas, estado onde surgiu o quilombo mais famoso do Brasil: Quilombo dos Palmares; terra onde viveu e lutou um dos ícones da resistência à escravidão no país, Zumbi. Embora marcada pela presença masculina nas lutas de vida e morte travadas no território contra a escravidão, uma tese de mestrado de um historiador alagoano buscou revelar o outro lado da resistência negra: a de mulheres escravizadas de Maceió, que em seus cotidianos usavam as mais variadas estratégias para conquistar a liberdade e, consequentemente, abalar o sistema escravagista. (mais…)

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Avança candidatura do Cais do Valongo a patrimônio mundial

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Por ser o único ponto de desembarque do tráfico negreiro que restou preservado, o Cais do Valongo, já declarado patrimônio carioca e nacional, deve se tornar patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em setembro, uma comissão do órgão vistoriou o antigo atracadouro e a expectativa é de que em maio o Brasil saiba se são suficientes as condições apresentadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em um dossiê de 400 páginas. A decisão final será anunciada em junho de 2017. (mais…)

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Mostra usa arte contemporânea para reviver as mães negras do Brasil escravocrata

Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil

Referências na arte produzida no Brasil do século 19 ao início do século 20, as conhecidas imagens das amas de leite negras ressurgem em uma exposição inaugurada na tarde deste sábado (23) na Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, na mesma zona portuária da cidade que guarda, em locais e sítios arqueológicos, a memória da escravidão no Brasil.

A mostra Mãe Preta é resultado de um ano e meio de pesquisas feitas pelas artistas visuais Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa, a partir da reprodução de uma obra de Rugendas (1802-1858), que retrata uma mulher escravizada e seu filho de colo. (mais…)

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