Posts tagged: globalização

“Deem uma chance a Karl Marx!”

Por , 21/09/2011 16:41

Consultor especial do maior banco suíço defende interpretações marxistas sobre a crise e propõe reversão completa das políticas de “austeridade”

Por George Magnus
(Tradução: Daniela Frabasile e Cauê Seigner Ameni)

Os dirigentes políticos que lutam para compreender o avalanche de pânico financeiro, os protestos e outros fatos que afligem o mundo deveriam estudar a obra de um economista morto há muito tempo: Karl Marx. Quem reconhecer que estamos frente a uma das grandes crises do capitalismo estará mais preparado para examinar seus detalhes e buscar as saídas.

O espírito de Marx, que está enterrado em um cemitério perto de onde viveu, no norte de Londres, levantou-se da tumba devido à crise financeira e à recessão econômica posterior. A profunda análise do filósofo com mais conhecimentos sobre o capitalismo tem diversos defeitos, mas a economia global de hoje apresenta muitas misteriosas semelhanças com as condições previstas por ele. Continue lendo… '“Deem uma chance a Karl Marx!”'»

Rio+20: não deixemos passar a hora!

Por , 10/09/2011 09:47

A nascente cidadania planetária, em sua diversidade de identidades e vozes dissonantes, não tem nada a esperar da Rio+20. Precisamos acreditar na nossa capacidade de instituintes e constituintes, chamados a destampar contradições e fazer avançar a história em certos momentos.

Cândido Grzybowski*

Isto é um grito de angústia e um apelo. Só a cidadania mobilizada e com propostas pode impedir um fracasso anunciado de mais uma conferência da ONU. A sustentabilidade da vida e do planeta depende de nós, cidadãs e cidadãos do mundo, que temos a Terra e suas diferentes formas de vida a compartir entre todos, hoje e com gerações futuras, respeitando a sua integridade. Devemos agir enquanto é tempo para mudar de rumo e evitar o pior em termos de destruição ambiental e impacto social do desenvolvimento atual.

Estamos a menos de um ano da conferência Rio + 20, aqui no Rio de Janeiro, em começo de junho de 2012, e quase nada acontece. Nem parece que estamos diante do desafio incontornável de reverter um processo de desenvolvimento destrutivo da base natural da vida. Os nossos governantes estão mais preocupados com a queima de capital especulativo nas bolsas e a saúde dos bancos do que com as múltiplas crises em que a humanidade afunda: climática, alimentar, das condições de vida, da política e de valores éticos. Isso porque na atual estrutura de poder mundial, controlada pelos interesses das grandes corporações econômico-financeiras, pelos países desenvolvidos e pelos “emergentes”, não existe um real interesse político em mudar o que pode pôr em risco o “negócio do desenvolvimento”. Cidadãos e cidadãs indignados se insurgem contra tudo isso em várias partes do mundo, mas ainda não se deu a liga entre eles, a articulação que junta a diversidade num grande movimento irreversível. Continue lendo… 'Rio+20: não deixemos passar a hora!'»

Mundo: Por qué importa la muerte de las lenguas indígenas

Por , 22/08/2011 16:56

 

Por María Victoria Eraso*

 

22 de agosto, 2011.- No puedes recuperarlo con una búsqueda en Google. “Tú dices digo y yo digo diego”, dice el refrán. La diferencia es sutil. Y sin embargo, en todo el mundo, de la Amazonía al Ártico, los pueblos indígenas dicen las cosas de 4.000 maneras distintas.

Tristemente, ya nadie dice “digo” en eyak, una lengua del Golfo de Alaska, ya que la última persona que la hablaba con fluidez murió en 2008. Tampoco en bo, una lengua de las islas Andamán, tras la muerte de su última hablante, Boa Sr, en 2010. Casi 55.000 años de pensamientos e ideas, la memoria colectiva de un pueblo entero, murieron con ella.

La mayoría de lenguas indígenas están desapareciendo a un ritmo mucho mayor del que pueden ser registradas. Los lingüistas del Living Tongues Institute for Endangered Languages creen que, de media, desaparece una lengua cada dos semanas.

Para el año 2100 podrían haber desaparecido más de la mitad de las 7.000 lenguas que se hablan en el planeta, de las cuales la mayoría aún no han sido registradas. Su ritmo de desaparición es mayor incluso que el de la extinción de especies. Continue lendo… 'Mundo: Por qué importa la muerte de las lenguas indígenas'»

Governados por cegos e irresponsáveis

Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a mídia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

Leonardo Boff*

Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a midia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele.  Continue lendo… 'Governados por cegos e irresponsáveis'»

La crisis secuestrada, por Paul Krugman*

Por , 20/08/2011 13:30

Les ha dejado la agitación de los mercados con una sensación de miedo? Bueno, pues debería. Está claro que la crisis económica que empezó en 2008 no ha terminado ni mucho menos.

Pero hay otra emoción que deberían sentir: ira. Porque lo que estamos viendo ahora es lo que pasa cuando la gente influyente se aprovecha de una crisis en vez de tratar de resolverla.

Durante más de un año y medio -desde que el presidente Obama decidió convertir los déficits, y no los puestos de trabajo, en el tema central de su discurso sobre el Estado de la Unión de 2010- hemos mantenido un debate público que ha estado dominado por las preocupaciones presupuestarias, mientras que prácticamente se ha hecho caso omiso del empleo. La supuestamente urgente necesidad de reducir los déficits ha dominado hasta tal punto la retórica que, el lunes, en medio de todo el pánico en las Bolsas, Obama dedicaba la mayoría de sus comentarios al déficit en vez de al peligro claro y presente de una nueva recesión.

Lo que hacía que todo esto resultase tan grotesco era el hecho de que los mercados estaban indicando, tan claramente como cualquiera podría desear, que nuestro mayor problema es el paro y no los déficits. Tengan en cuenta que los halcones del déficit llevan años advirtiendo de que los tipos de interés de la deuda soberana de EE UU se pondrían por las nubes en cualquier momento; se suponía que la amenaza del mercado de los bonos era la razón por la cual debíamos reducir drásticamente el déficit. Pero esa amenaza sigue sin materializarse. Y esta semana, justo después de una rebaja de calificación que se suponía que debía asustar a los inversores en bonos, esos tipos de interés en realidad se han hundido hasta mínimos históricos. Continue lendo… 'La crisis secuestrada, por Paul Krugman*'»

No puedes recuperarlo con una búsqueda en Google

Por , 11/08/2011 14:54

Jóvenes bosquimanos, Namibia. Mark Håkansson/Survival

Survival – “Tú dices digo y yo digo diego”, dice el refrán. La diferencia es sutil. Y sin embargo, en todo el mundo, de la Amazonia al Ártico, los pueblos indígenas dicen las cosas de 4.000 maneras distintas.

Tristemente, ya nadie dice “digo” en eyak, una lengua del Golfo de Alaska, ya que la última persona que la hablaba con fluidez murió en 2008. Tampoco en bo, una lengua de las islas Andamán, tras la muerte de su última hablante, Boa Sr, en 2010. Casi 55.000 años de pensamientos e ideas, la memoria colectiva de un pueblo entero, murieron con ella.

La mayoría de lenguas indígenas están desapareciendo a un ritmo mucho mayor del que pueden ser registradas. Los lingüistas del Living Tongues Institute for Endangered Languages creen que, de media, desaparece una lengua cada dos semanas. Para el año 2100 podrían haber desaparecido más de la mitad de las 7.000 lenguas que se hablan en el planeta, de las cuales la mayoría aún no han sido registradas. Su ritmo de desaparición es mayor incluso que el de la extinción de especies. Continue lendo… 'No puedes recuperarlo con una búsqueda en Google'»

Brixton: a história repete-se

Por , 10/08/2011 16:28

Euronews PT – O Reino Unido está a arder por causa da vaga de violência como não se via há décadas no país. Começou tudo na periferia mas agora atinge várias cidades e, apesar dos políticos acusarem os criminosos de incitar o caos, as raízes dos motins são bem conhecidas.

Nos anos 80, Londres também esteve a ferro e fogo, nos mesmos bairros, em que a revolta recomeçou agora. Bairros que, historicamente, são mais desfavorecidos e multiétnicos.

“Não é crise. É que não te quero mais”

Por , 08/08/2011 12:19

Diante das novas turbulências financeiras, é preciso propor grandes mudanças — entre elas, a reinvenção da democracia

Por Manuel CastellsLa Vangardia | Tradução Cauê Seigner Ameni

Quando milhares de [jovens] indignados, [que ocuparam as praças da Espanha], tiram de foco a “crise” e atacam diretamente o sistema que produz tantos desarranjos, estão sustentando algo importante. Querem dizer que é preciso ir à raiz dos problemas, olhar para suas causas. Porque se elas persistirem, continuarão produzindo as mesmas consequências.

Mas de que sistema falamos? Muitos diriam capitalismo, mais é algo pouco útil: há muitos capitalismos. Precisamos analisar o que vivemos como crise para entender que não se trata de uma patologia do sistema,mas do resultado deste capitalismo. Além disso, a critica se estende à gestão política. E surge no contexto de uma Europa desequilibrada por um sistema financeiro destrutivo que provoca a crise do euro e suscita a desunião europeia. Continue lendo… '“Não é crise. É que não te quero mais”'»

Desenvolvimento? Grandes empreendimentos, muitos danos

Por , 06/08/2011 22:04

Modelo que vigora no mundo globalizado expõe sistema produtivo predador, ignora direitos e gera exclusão

Por Adriano de Lavor e Katia Machado, na revista Radis nº 108 – Agosto de 2011

Quando são retratadas pela mídia ou defendidas por seus proponentes, as grandes obras — rodovias, ferrovias, portos, hidrelétricas e represas — que se sustentam no modelo de desenvolvimento em vigor no país apresentam-se desvinculadas de impactos socioambientais e à saúde que podem causar. Do mesmo modo, pouco são levados em consideração alertas e recomendações de pesquisadores, assim como protestos articulados pelos movimentos sociais.

O projeto de transposição do rio São Francisco, do Ministério da Integração Nacional expressa esse modo de lidar com os empreendimentos de grande porte. Apontado como solução para os problemas de abastecimento de água no Semiárido brasileiro, o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional prevê a construção de dois canais, com 700 quilômetros de extensão, que irrigarão o Nordeste.

Desde o início das obras, em 2007, o projeto recebe críticas em relação a seu alto custo — o orçamento atual é de R$ 4,5 bilhões —, sua reduzida abrangência — 5% do território e 0,3% da população serão beneficiados com a obra — e, sobretudo, pelos interesses econômicos envolvidos. Pesquisadores e representantes de movimentos sociais alegam que a transposição afeta intensamente o ecossistema e só beneficia grandes latifundiários nordestinos. Continue lendo… 'Desenvolvimento? Grandes empreendimentos, muitos danos'»

Os porquês da fome, artigo de Esther Vivas(*)

Por , 02/08/2011 11:12

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), quando no planeta habitam 7 bilhões. Comida, existe. Então, por que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?

A emergência alimentar que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África voltou colocar na atualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos fatores que a explicam.

A situação de fome no Chifre da África não é novidade. Somália vive uma situação de insegurança alimentar ha 20 anos. E, periódicamente, os meios de comunicação removem nossos confortáveis sofás e nos recordam o impacto dramático da fome no mundo. Em 1984, quase um milhão de pessoas mortas na Etiopía; em 1992, 300 mil somalenses faleceram por causa da fome; em 2005, quase cinco milhões de pessoas a beira da morte no Malaui, só para citar alguns casos. Continue lendo… 'Os porquês da fome, artigo de Esther Vivas(*)'»

Discusiones sobre el declive de Estados Unidos

Por , 31/07/2011 11:13

Claudio Katz (especial para ARGENPRESS.info)

Resumen – Los diagnósticos de declinación estadounidense destacan la regresión monetaria e industrial y el endeudamiento externo del país. Pero analizan la economía norteamericana con los mismos parámetros de cualquier otro país, olvidando el papel primordial de la primera potencia en la reproducción del capital global. Esa centralidad se verifica en la primacía de las finanzas estadounidenses.

El dólar ha perdido su reinado mundial, pero ninguna otra divisas se perfila como reemplazante y en las situaciones de crisis es el refugio más apetecido. El endeudamiento norteamericano es sostenido por varias potencias exportadoras. Para comprender el rol de una economía imperial hay que superar la perspectiva nacional comparativa.

El retroceso de la industria norteamericana está compensado por la localización externa de las firmas. Esta combinación es omitida por la teoría de la declinación, que también soslaya el liderazgo tecnológico de Estados Unidos. La primera potencia lucra con el neoliberalismo y se ha recompuesto en cada disipación de las crisis capitalistas.

Professora da UnB alerta para necessidade de uma política alimentar no país

Por , 29/07/2011 13:50

Alegando falta de tempo e facilidades financeiras, brasileiros enchem os pratos de comidas com muita caloria e pouco teor nutritivo, segundo o IBGE. Especialistas alertam que o hábito pode virar um problema de saúde pública

Luciana (D) sai frequentemente com as amigas Talitha, Renata e Fernanda (sentido horário) para comer fast food (Monique Renne/CB/ DA PRESS)

Luciana (D) sai frequentemente com as amigas Talitha, Renata e Fernanda (sentido horário) para comer fast food

Os quase 40 milhões de brasileiros que passaram a integrar a classe média, nos últimos anos, não estão se alimentando bem. A renda vem aumentando com o consumo de alimentos com alto teor calórico e baixo valor nutritivo. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a população está abandonando componentes de uma dieta saudável, como arroz, feijão e verduras, e os substituindo por pizzas, salgados, doces e refrigerantes.

Segundo especialistas, o aumento da renda é seguido pela globalização, que facilita o acesso a refeições rápidas e pouco nutritivas. Para a nutricionista Joana D’Arc Pereira Mura, autora do livro Tratado de alimentação, nutrição & dietoterapia, a multiplicação das redes de fast food alterou a relação das pessoas com a alimentação. O Brasil estaria caminhando, segundo ela, em direção a um cenário visto em países onde a obesidade é um problema generalizado de saúde pública. Continue lendo… 'Professora da UnB alerta para necessidade de uma política alimentar no país'»

Um acordo climático global para substituir o Protocolo de Kyoto ainda é possível, diz negociador

Por , 28/07/2011 17:46

Diplomata da Nova Zelândia acredita em acordo para substituir Protocolo de Kyoto

Um acordo climático global para substituir o Protocolo de Kyoto ainda é possível, mas não será alcançado neste ano, disse na quarta-feira o principal negociador neozelandês para essa questão.

Inevitavelmente, portanto, haverá uma lacuna depois que expirar a primeira etapa de Kyoto, em 2012, disse o ministro para Negociações da Mudança Climática, Tim Groser, em entrevista ao final de dois dias de discussões envolvendo 35 países em Auckland. Reportagem da Reuters.

Divergências entre países ricos e pobres sobre como controlar as emissões de gases do efeito estufa geram um impasse na substituição do Protocolo de Kyoto, o atual tratado climático da ONU, que obriga cerca de 40 países industrializados a reduzirem suas emissões até 2012.

Há vários anos a ONU promove discussões para tentar prorrogar Kyoto a partir de 2013 ou definir um novo acordo que estipule metas de redução das emissões para grandes nações poluidoras hoje isentas de obrigações, especialmente China, Índia e EUA. Continue lendo… 'Um acordo climático global para substituir o Protocolo de Kyoto ainda é possível, diz negociador'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.