Posts tagged: grupos de extermínio

Especial – “Motim da fome”: assim nasceu o 13º salário! E, em revide, os grupos de extermínio

Por racismoambiental, 11/12/2011 09:43

Conquista do 13º salário foi resultado de luta dos trabalhadores brasileiros no início da década de 1960. Em meio a clima de instabilidade política, empresários se mobilizaram para combater a reivindicação

Por Rubens Goyatá Campante*

“Quase meia centena de mortos, quase meio milhar de feridos, quase um bilhão de prejuízos (….). Ao lado dos que a fome levara ao desespero, os agitadores. E até mesmo ladrões, mais interessados na caixa registradora do que nos sacos de feijão. A concentração da massa popular nas ruas de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti e Nova Iguaçu teve início por volta das sete da manhã. Logo em seguida, começaram os saques. O Exército, chamado desde aquela hora, só compareceu à tarde.” Assim o jornalista Alberto Dines descreveu o chamado “O motim da fome”, os saques a estabelecimentos comerciais na Baixada Fluminense que ocorreram durante a greve geral de 5 de julho de 1962, e a reação dos comerciantes e das forças policiais que mataram e feriram centenas de pessoas.

Primeira greve geral bem-sucedida no país, o movimento tinha motivações políticas e econômicas. Dentre as últimas, a principal referia-se a um direito que, poucos sabem, só foi conquistado depois de uma série de lutas e pressões da qual a greve de 5 de julho de 1962 foi o ápice: o abono natalino, ou 13º salário, que não era, até então, uma obrigação legal. Algumas empresas, especialmente grandes estatais e multinacionais, já o pagavam a seus trabalhadores – sendo que algumas concediam menos que o salário mensal. A grande maioria dos empregadores, porém, não o fazia, até que o Congresso Nacional aprovasse, em 13 de julho de 1962, uma semana depois da greve geral, o projeto do deputado Aarão Steinbruch, criando a Lei 4.090/62, que estabeleceu a obrigatoriedade de os empregados receberem o 13º salário. As associações patronais, então, anunciaram o fim do mundo: a lei que instituíra o 13º, diziam, era demagógica, populista e irresponsável, típica de “agitadores” que queriam mergulhar o país no comunismo; não era por má vontade, insistiam, que a maioria dos trabalhadores não recebia o 13º – era por impossibilidade, ele desestabilizaria a economia, quebraria as empresas, traria desemprego. Continue lendo… 'Especial – “Motim da fome”: assim nasceu o 13º salário! E, em revide, os grupos de extermínio'»

Defensores de direitos humanos são ameaçados de morte há mais de dez anos em Goiás

Por racismoambiental, 27/09/2011 08:42

Daniella Jinkings, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Há mais de dez anos, defensores de direitos humanos de Goiás sofrem ameaças de morte por integrantes de grupos de extermínio. Mas as ameaças foram intensificadas após a Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal (PF) que desarticulou uma organização criminosa composta por policiais militares em fevereiro. Para avaliar a situação do estado e cobrar providências do governo estadual, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados fez ontem(26) uma audiência pública.

A comissão ouviu depoimentos de militantes ameaçados, como o diretor da Casa da Juventude, padre Geraldo Labarrére. Ele, que faz trabalhos com crianças e adolescentes de baixa renda, terá de deixar Goiânia após várias ameaças de morte. Segundo o padre, a raiz desse tipo de violência feita pelos grupos de extermínio é cultural. “Há a cultura de que pobres e negros não são gente. É muito difícil a polícia reagir. Ou a gente fala que não pode matar, ou então não há saída.”

A comissão discutiu, além das providências para garantir a integridade física do religioso, a continuidade de inquéritos e processos judiciais contra policiais envolvidos em grupos de extermínio, desaparecimento forçado, ameaças e outras violações de direitos humanos. Outro ponto tratado, foi a federalização do caso e a criação da Defensoria Pública Estadual. “A federalização é um dos elementos que ajudariam e dariam maior liberdade de investigação”, disse o padre Geraldo. Continue lendo… 'Defensores de direitos humanos são ameaçados de morte há mais de dez anos em Goiás'»

Militares ameaçam religiosos em Goiás. Entrevista especial com Tomás Balduíno e Geraldo Labarrère Nascimento

Por racismoambiental, 29/06/2011 10:48

Assassinatos sem fundamento, um grande número de desaparecidos e uma infinidade de pessoas agredidas sem motivo. Todos esses abusos têm sido praticados pela polícia de Goiás. Alvo de denúncias tanto por parte da população quanto por parte da Igreja local, os militares têm não apenas defendido sua forma violenta de atuar como têm criado estratégias de ameaças que vão desde plantar informações inexistentes quanto pressionar bispos para transferirem os religiosos que têm defendido as vítimas da polícia. Sobre isso, a IHU On-Line conversou com D. Tomás Balduínoe Pe. Geraldo Nascimento. As entrevistas foram realizadas por telefone.

Dom Tomás e Pe. Geraldo nos atenderam logo depois da coletiva em que apresentaram para a imprensa um documento que reúne as denúncias e aponta para a criação, por parte dos militares, de um grupo de extermínio que tem atuado com ferocidade por Goiás. “Há um grupo chamado Ronda Tática Militar – Rotam que usa carros pretos e são treinados para exterminar. Sabemos de jovens que foram incetivados a seguir carreira militar pelos pais e, depois, as famílias tiveram que retirá-los da corporação porque se tornaram homens violentos. Esse grupo é terrível. Tem um aparato que dá muito medo”, explicou D. Tomás.

Tomás Balduíno (foto à esquerda), frei dominicano, é bispo emérito da diocese de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Geraldo Labarrère Nascimento, padre jesuíta, é diretor da Casa da Juventude de Goiânia, membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Municipal de Assistência Social. Confira a entrevista.
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Seis anos de Chacina da Baixada

Por racismoambiental, 30/03/2011 14:32
A caminhada em 2009: em nenhum dos seis anos a chacina deixou de ser lembrada. Foto: Márcia Floreto / O Globo

A caminhada em 2009: em nenhum dos seis anos a chacina deixou de ser lembrada. Foto: Márcia Floreto / O Globo

Por Thiago Ansel

Nesta quinta-feira (31), familiares e amigos das vítimas da Chacina da Baixada, juntamente com movimentos e organizações de defesa dos direitos humanos, farão uma caminhada em memória do sexto ano do massacre. O crime entrou para história como a maior chacina do estado do Rio de Janeiro. As execuções aconteceram em 2005, quando policiais militares percorreram de carro as ruas dos municípios de Nova Iguaçu e Queimados, disparando contra pedestres. Pelo caminho os policiais deixaram 29 mortos e um ferido. Entre as vítimas fatais oito crianças e sete adolescentes.

“A passeata é uma lembrança para que o que aconteceu não fique esquecido. A mídia já esqueceu, as autoridades já esqueceram. Então, além de uma homenagem às vítimas é uma forma de dizer que ainda estamos na luta e que esta luta não é só nossa. Qualquer um, qualquer pessoa de qualquer família pode ser vítima”, diz uma das organizadoras do evento, Luciene Silva. Ela é mãe de Rafael Silva Couto, morto aos 17 anos no massacre. Continue lendo… 'Seis anos de Chacina da Baixada'»

A Rota de Extermínio da Juventude Negra Brasileira

Por racismoambiental, 01/03/2011 20:08

Por: Deise Benedito.

Quem se beneficia com tantas mortes?

Há 30 anos o Movimento Negro Brasileiro, denuncia a morte de jovens negros, na década de 60 durante a ditadura militár acredito que inúmeros jovens negros, foram solenemente mortos e torturados, já sob a égide de inimigo público n.01, a própria cor da pele o identificava como um “subversivo” por estar ainda… vivo após a Abolição….

Nos anos 70, a perseguição continua sob a égide da “Segurança Nacional”. Os cabelos no Black Power, calça boca de sino,roupas coloridas, assim eram conhecidos como os “Xibabeiros, Maconheiros” como “Marginais, portadores de Tóxico”.

A Polícia Militar, não só em SP como em outros estados realizaram a maior operação “pente fino”. A Rota- Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, comemorava as ações no combate a violência, com assassinatos em série, de jovens negros trabalhadores, sem passagem nenhuma pela Polícia. O jornallista Caco Barcelos, denunciou, atráves de seu livro Rota 66 a de forma indistinta de assassinar inocentes em nome da Segurança Pública. Continue lendo… 'A Rota de Extermínio da Juventude Negra Brasileira'»

Enfrentamento a grupos de extermínio é prioridade, diz ministra

Por racismoambiental, 24/02/2011 12:30

Enfrentamento a grupos de extermínio é prioridade, diz ministra

Brasília – A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou nesta quinta (24) que uma das prioridades da pasta é o enfrentamento a grupos de extermínio no país. Segundo ela, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) está acompanhando e denunciando casos de mortes encomendadas por organizações criminosas.

A ministra destacou o trabalho do CDDPH que ajudou a denunciar um esquema criminoso em Goiás, alvo de uma operaçãoda Polícia Federal na semana passada. “Temos o caso de Goiás, onde foi debelado um grupo de extermínio (do qual faziam parte policiais militares). Estamos priorizando o enfrentamento a esses grupos de extermínio.”

Em Goiânia, capital de Goiás, e no interior do Estado, 13 pessoas foram indiciadas por formação de quadrilha, corrupção, tráfico de influência e ocultação de cadáver após a investigação de pelo menos 40 homicídios. Entre os acusados há policiais militares da região, há suspeitas de que alguns dos assassinatos foram cometidos durante o horário de serviço, e que cenas crimes foram forjadas. Na semana do dia 15, 19 mandatos de prisão foram emitidos, 13 deles na capital. Continue lendo… 'Enfrentamento a grupos de extermínio é prioridade, diz ministra'»

Caso Manoel Mattos: deslocamento físico do processo para Justiça Federal do estado da Paraíba começa novo ciclo de apurações sobre grupos de extermínio na PB e PE

Por racismoambiental, 21/02/2011 06:08

Após 04 meses do julgamento do IDC n.02 no STJ o processo criminal está na 2 ª Vara da Justiça Federal do Estado da Paraíba

No último dia 14 de fevereiro de 2011, durante realização da 204ª sessão do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDHPH), os peticionários do Caso Manoel Mattos junto à Procuradoria Geral da República e amicus curiae no STJ do IDC (Incidente de Deslocamento de Competência n.02) apontaram novamente que o deslocamento físico do processo judicial da comarca de Caaporã (PB) para a Justiça Federal não havia sido realizado, mesmo com trânsito em julgado e arquivamento do caso no STJ em dezembro de 2010.

A decisão do STJ em outubro de 2010 foi amplamente festejada por familiares, amigos/as, defensores/as de direitos humanos, organizações não-governamentais e demais instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil (PE) e CDDHPH, visto que o deslocamento de competência da Justiça Estadual para Justiça Federal, em decisão inédita no Brasil, possibilita uma intervenção mais ampla, profunda e articulada da sociedade civil com as instituições, sem colocar em evidência e risco imediato aqueles que pretendem colaborar com as investigações, porém, sem o deslocamento físico do processo durante esses últimos meses, um sentimento de instabilidade para os envolvidos e real eficácia desse trâmite ficou sob suspeita.

No final da tarde de sexta-feira (18.02) as organizações tiveram a confirmação de que, no dia 15 de fevereiro de 2011, o processo judicial completou parte do primeiro ciclo da “federalização”, sendo distribuído junto à 2 ª Vara da Justiça Federal ( Vara privativa do Júri). A remessa desse processo está de acordo com o regimento interno da justiça federal e a determinação do STJ. Continue lendo… 'Caso Manoel Mattos: deslocamento físico do processo para Justiça Federal do estado da Paraíba começa novo ciclo de apurações sobre grupos de extermínio na PB e PE'»

Os dois anos da morte de Manoel Mattos

Por racismoambiental, 24/01/2011 20:21

E os próximos desafios no processo de federalização

Hoje é dia de lembrar Manoel Mattos, morto no dia 24 de janeiro de 2009, no município de Caaporã, no estado da Paraíba, próximo à divisa com Pernambuco. O advogado e defensor de direitos humanos nasceu e cresceu próximo dali, em Itambé (PE), em uma região onde grupos de extermínio agem livremente, articulados por políticos, policiais e comerciantes locais. Dedicou grande parte da sua vida à luta contra o poder destes grupos, sempre alertando autoridades e companheiros sobre os riscos que corria e sobre a necessidade de ter a proteção garantida pelo Estado.

Para quem viveu e militou ao lado de Manoel Mattos, hoje é um dia triste, mas é também um dia de celebração e movimento. Manoel Mattos foi assassinado, mas sua voz continua viva, ecoada naqueles que herdaram a batalha contra os grupos de extermínio que atuam entre Pernambuco e Paraíba.

A coragem de sua mãe é a maior prova disso. Dona Nair Ávila abraçou os ideais do filho e se mostrou incansável. Foi à imprensa, denunciou o poder dos grupos de extermínio e o descaso de autoridades, esteve em Brasília diversas vezes, foi recebida pelo ex-presidente e por ex-ministros. Dona Nair não se intimidou nem mesmo quando se tornou alvo das ameaças de morte que um dia foram endereçadas a seu filho. Continue lendo… 'Os dois anos da morte de Manoel Mattos'»

Clima de guerra na fazenda Rio Cristalino, no Pará. Entrevista especial com Frei Henri des Roziers

Por racismoambiental, 04/01/2011 10:12

Uma verdadeiro clima de guerra tomou conta da fazenda Rio Cristalino, localizada no Sul do Pará. Composta por um total de 140 mil hectares, ela foi criada nos anos 1980 e nos anos 1990 foi entregue à empresa Volkswagen, que a vendeu. Hoje, 600 famílias se distribuem em 60 mil hectares, que ainda não foram desapropriados pelo governo federal, aponta o Frei Henri des Roziers, sacerdote dominicano, na entrevista que concedeu por telefone à IHU On-Line. O mais grave de toda essa situação são os assassinatos de trabalhadores rurais cometidos por um grupo de extermínio de fazendeiros que tem, inclusive, uma lista de pessoas marcadas para morrer. De maio a outubro, quatro pessoas foram assassinadas, vítimas de perseguição por quererem, apenas, seu pedaço de terra para plantar e viver.

Frei Henri des Roziers é advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara, no Pará. Nascido na França, vive desde 1978 no Brasil, sempre envolvido com a causa das comunidades sem-terra e injustiçadas. Confira a entrevista. Continue lendo… 'Clima de guerra na fazenda Rio Cristalino, no Pará. Entrevista especial com Frei Henri des Roziers'»

Caso Manoel Mattos – STJ julga agora à tarde a federalização de crimes de grupos de extermínio de PE e PB

Por racismoambiental, 08/09/2010 12:12
Decisão favorável desloca a investigação e o julgamento das para a esfera federal, garantindo maior isenção

Entidades e juristas avaliam que federalização pode sinalizar a desarticulação de grupos criminosos com participação de políticos e agentes públicos


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide hoje (quarta-feira, 8 de setembro), a partid sobre o processo de federalização do assassinato do advogado Manoel Mattos e de cerca de 200 outros crimes atribuídos a grupos de extermínio na fronteira entre Pernambuco e Paraíba. Caso seja deferido, o Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) – nome técnico para a federalização – tirará o caso das autoridades locais e passará para a competência da Polícia Federal, do MPF e da Justiça Federal, garantindo maior isenção.

O IDC está previsto na Constituição desde 2004 mas, em caso de deferimento, esta seria a primeira vez que seria utilizado. Na análise de juristas, parlamentares e organizações da sociedade civil, trata-se de um julgamento histórico, que pode fazer da federalização um instrumento efetivo de responsibilização de envolvidos em crimes contra os direitos humanos, rompendo barreiras corporativas e interesses políticos e econômicos locais. Continue lendo… 'Caso Manoel Mattos – STJ julga agora à tarde a federalização de crimes de grupos de extermínio de PE e PB'»

Urgente: Campanha de Cartas pela Federalização – Manoel Mattos e grupos de extermínio de PE e PB

Por racismoambiental, 20/08/2010 12:56

No próximo dia  25 de agosto, quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará o pedido de FEDERALIZAÇÃO do assassinato do advogado MANOEL MATTOS e de cerca de 200 outros casos envolvendo GRUPOS DE EXTERMÍNIO que atuam na fronteira entre Pernambuco e Paraíba.

Formados em grande parte por agentes do estado – com participação de delegados, magistrados e políticos – estes grupos seguem atuando livremente na região. O deferimento da federalização garantirá maior imparcialidade na investigação e no julgamento das cerca de 200 mortes causadas em menos de dez anos. A competência da investigação, do julgamento e de outros processamentos judiciais seria deslocada das autoridades locais para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal.
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Testemunha do caso Manoel Mattos sofre atentado

Por racismoambiental, 11/06/2010 16:21
Na noite de quarta-feira, dia 9 de junho de 2010, Maximiano Rodrigues Alves sofreu um atentado a bala no município de Itambé, em Pernambuco. Testemunhas afirmam que um homem na garupa de uma moto efetuou quatro disparos de arma de fogo contra Maximiano, que foi atingido por um tiro de raspão na cabeça. O comerciante, de 45 anos, é testemunha no processo que investiga a execução, em janeiro de 2009, do advogado e ex-vereador Manoel Mattos, que desde a década de 1990 denunciava a ação de grupos de extermínio na fronteira entre Pernambuco e Paraíba.

É fundamental que se esclareça se existe ou não relação entre o atentado e o assassinato de Manoel Mattos. No entanto, levando-se em consideração que o trabalho investigativo e o processamento judicial do crime ficarão nas mãos das autoridades locais, as perspectivas de elucidação não são das melhores. Nos últimos dez anos, mais de 200 crimes de execução foram praticados entre PE e PB, mas, apesar das denúncias qualificadas e dos esforços da Promotora de Justiça da Comarca de Itambé (PE), Dra. Rosemary Souto Maior, os grupos de extermínio continuam articulados e grande parte dos crimes permanece sem solução.

Não por acaso. É notória a participação de policiais e a influência de magistrados e políticos nos ‘esquadrões da morte’ da região. Em 2005, a CPI dos grupos de extermínio da Câmara dos Deputados determinara a investigação de suspeitos, mas as resoluções não foram cumpridas. O relatório final fazia menção direta a nomes de delegados, de policiais, de um promotor, um juiz e até um deputado, todos acusados de participação direta ou conivência com os grupos. Continue lendo… 'Testemunha do caso Manoel Mattos sofre atentado'»

Relatório da ONU cobra federalização de crime de grupo de extermínio na Paraíba

Por racismoambiental, 02/06/2010 18:40
Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Hoje, 1º de junho, dia em que faria 42 anos, o advogado e ex-vereador Manoel Mattos, morto por integrantes de um grupo de extermínio em janeiro de 2009, na Paraíba, teve seu nome citado duas vezes no relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre execuções sumárias. O relatório menciona diretamente o caso do advogado executado pelo grupo de extermínio que atua na divisa dos estados de Pernambuco e da Paraíba. O documento critica a demora do Superior Tribunal de Justiça em apreciar o pedido de federalização do crime.

“Os esforços para combater os grupos de extermínio foram recebidos com resistência violenta. O relatório observou que existe a promessa de reformas para permitir que alguns casos que envolvem violações de direitos humanos sejam transferidos de tribunais estaduais para federais (e sejam investigados pela Polícia Federal). No entanto, a tendência geral tem sido de que os casos não sejam transferidos. Um pedido de federalização sobre o assassinato de Manoel Mattos estava ainda pendente de julgamento até a data deste relatório”, diz o documento produzido pelo relator especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais, Philip Alston.

O crime ocorreu em uma casa de veraneio da família do advogado, em Pitimbu, na Paraíba. Dois homens encapuzados invadiram a casa e atiraram várias vezes contra o político. Ele havia denunciado os crimes de execução sumária de esquadrões da morte e chegou a ficar sob proteção policial por um ano. Manoel Mattos morava em Itambé (PE). Na época do crime seus parentes denunciaram que ele sofria ameaças de morte há meses. Continue lendo… 'Relatório da ONU cobra federalização de crime de grupo de extermínio na Paraíba'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.