Ditadura mantinha documentos com informações sobre jornalistas do DF

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Na época da ditadura (1964-1985), órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) monitoravam de perto aqueles que eram considerados ameaça ao regime militar: comunistas e militantes de movimentos de esquerda. A SSP-DF mantinha perfis de vários jornalistas, principalmente os que tinham alguma ligação com partidos de esquerda ou sindicatos. (mais…)

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Pesquisa com geoglifos indica que Amazônia teve uso sustentável há milhares de anos

Por Peter Moon, na Agência FAPESP

O desmatamento no leste do Acre para a expansão da pecuária tem revelado, nos últimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geométricas de terra construídas por povos pré-colombianos.

Tais estruturas são chamadas de geoglifos. O fato de terem sido construídas pelo homem implica a existência de um grande povoamento na região há milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arqueóloga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de pós-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado – defendido na University of Exeter, no Reino Unido – qual teria sido o impacto ambiental das populações pré-históricas decorrente da construção dos geoglifos. (mais…)

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Os Fuzis e as Flechas: A história de sangue e resistência indígenas na ditadura

Por Rubens Valente, na Folha/Ariquemes

Antonio Cotrim Soares seria das pessoas mais improváveis a trabalhar para o governo dos militares que haviam deposto João Goulart. Em 1964, ele era um jovem estudante de Maceió envolvido com a organização das Ligas Camponesas, grupos de trabalhadores rurais que levaram o tema da reforma agrária à agenda política nacional. Embora filho de um bem situado comerciante local e sem filiação partidária, dizia ter “ideias socialistas, de esquerda” e se sentia “ligado com os caras do Partido Comunista”. Ajudava a planejar uma grande invasão “de mais de 60 fazendas” de um rico proprietário de usinas de açúcar, o deputado federal e homem de televisão Rubens Berardo Carneiro da Cunha. As Ligas infiltraram peões remunerados nas fazendas para “conversar com as pessoas e montar as bases”. Cotrim algumas vezes também serviu de motorista do líder Francisco Julião quando este apareceu em Maceió. Nada mais distante, portanto, das fardas e botas que marcharam sobre Brasília. (mais…)

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Uma entrevista com Raoni: Liberdade fica comigo, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Oito de agosto de 1980. Meio dia. Cerca de 20 peões, a mando de um fazendeiro, armados com motosserras, derrubavam árvores no Norte do Xingu. Já haviam sido advertidos que ali era área indígena. Reincidiram. Onze deles foram, então, mortos a bordunadas, numa ação unificada de noventa índios de seis nações, que teve repercussão internacional. Dias depois, Paulo Suess e eu entrevistamos para o Porantim vários líderes indígenas que negociavam em Brasília a paz com o general Nobre da Veiga, presidente da FUNAI. Entre eles, Raoni, que deu parte da entrevista num quartinho na Casa do Ceará, onde estava hospedado. Uma aula de sabedoria, de diplomacia, de solidariedade e de humor que merece ser reproduzida aqui no momento em que Raoni acaba de defender o Xingu no sambódromo do Rio. Em alguns trechos, mantivemos marcas da oralidade e do português xinguano. (mais…)

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Nilo Peçanha, o primeiro negro Presidente do Brasil (1867-1924)

Por Rogério de Moura, em Negros Geniais

Nilo Peçanha chegou à presidência do Brasil menos de 20 anos após a libertação dos escravos em 1889. A proeza de Nilo Procópio Peçanha é bem maior que seu colega Luiz Ignácio Lula da Silva, eleito em 2002 e porque não dizer do presidente americano Barak Obama. Embora muitas vezes fosse retratado como branco era mulato, sendo, inclusive, “embranquiçado” nas fotos. (mais…)

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Afinal, a floresta amazônica foi “plantada” por povos indígenas há milhares de anos

A floresta amazônica é formada por árvores que foram cultivadas por povos indígenas há milhares de anos, sendo as florestas “intocadas” e remotas o resultado das plantações pré-colombianas, segundo um estudo hoje divulgado

Sapo24

“Algumas das espécies de árvores que são hoje abundantes na floresta amazônica, como o cacau, o açaí ou a castanha do brasil, provavelmente são comuns porque foram plantadas por pessoas que viviam na região antes da chegada dos colonizadores europeus”, afirmou Nigel Pitman, do museu de Chicago, Estados Unidos, e coautor do estudo. (mais…)

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Presidente do Movimento de Direitos Humanos brasileiro é ameaçado de morte no Uruguai

No IHU On-Line

Referência mundial em direitos humanos, o gaúcho Jair Krischke foi incluído em uma lista de 13 nomes ameaçados de morte por um grupo paramilitar de extrema-direita, integrado por remanescentes da ditadura uruguaia. Entre os alvos do autodenominado Comando Barneix estão, além de Krischke, o ministro de Defensa do Uruguai, Jorge Menéndez, o promotor Jorge Díaz, um jurista francês e vários advogados conhecidos pela atuação para levar à prisão oficiais que atuaram durante o regime militar no país vizinho, entre 1973 e 1985. (mais…)

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Não há democracia onde houver desaparecidos. Entrevista especial com Suzana Lisboa

Vitor Necchi – IHU On-Line

O silêncio que segue impedindo acesso aos principais arquivos da ditadura instaurada no Brasil a partir do golpe militar de 1964 alimenta uma das maiores dívidas para com a sociedade: o destino das pessoas sequestradas e eliminadas pelas forças repressoras. Para Suzana Lisboa, “o passado foi colocado para baixo dos panos pelos governantes”. (mais…)

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Justiça do Chile condena 11 agentes da ditadura de Pinochet à prisão por desaparecimento de opositores em 1974

Os 11 agentes do serviço secreto da ditadura foram considerados culpados pelos sequestros de María Inés Alvarado Börgel e Martín Elgueta Pinto, ambos com 21 anos quando desapareceram

Opera Mundi

A Justiça chilena condenou nesta segunda-feira (27/02) 11 agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) à prisão pelos desaparecimentos de dois militantes do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária) em 1974. (mais…)

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Os ‘campos de concentração’ da seca: uma história esquecida no Brasil

Por Carola Silé, AFP/Yahoo

Quase ninguém no Brasil se lembra ou sequer conhece esta história, mas ela existiu: no começo do século XX, quando o Nordeste vivia – como nos dias de hoje – terríveis secas, as autoridades construíram “campos de concentração” para evitar que agricultores famintos do Ceará migrassem em massa para a capital.

Os registros históricos e os jornais da época descrevem as construções como acampamentos, onde milhares de famílias do semiárido eram obrigadas a viver em condições sub-humanas: amontoadas, quase sem comida, em um espaço insalubre, cercado e custodiado por guardas. (mais…)

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