O Conselho Indigenista Missionário do Maranhão convida a tod@s para uma Audiência Pública que será realizada nesta segunda (21), às 9h, na Assembléia Legislativa, para tratar sobre os processos de demarcação de terras indígenas no estado. Com o tema e lema: “40 anos celebrando a presença solidária e comprometida no sonho da Terra livre, das águas puras e das florestas sagradas junto aos povos indígenas“, o CIMI realizará também de 22 a 24 de maio, sua XXXIII Assembléia Regional. O evento acontecerá na Casa de encontro das Ir. Capuchinhas: Rua Ruan Pereira, nº 10. Olho Dágua, MA (1ª rua a direita do SESC).
Confira a programação:
21/05 09:00 - Audiência Pública na Assembléia Legislativa – demarcação de TI Indígenas
22/05 8:00 – Celebração, apresentação e equipes de trabalho.
Com a toga que caracteriza a cerimônia, Lula recebeu o título concedido pela UFRJ, Uerj, UniRio, UFF e UFRRJ/ Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Vanessa Silva, com informações do Terra - Da Redação do Vermelho
Nesta sexta-feira (4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, de uma só vez, cinco diplomas de Doutor Honoris Causa, concedidos pelas universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro. O “eterno presidente”, como foi apresentado pela mestre de cerimônia, a atriz Camila Pitanga, acumula 12 títulos semelhantes, concedidos em reconhecimento à sua trajetória política e desenvolvimento do ensino superior em seus oito anos de gestão no Palácio do Planalto. Continue lendo… 'No Rio, Lula recebe 5 diplomas de Doutor Honoris Causa'»
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na próxima sexta-feira, 4, mais cinco títulos de Honoris Causa de universidades do Rio de Janeiro.
Na cerimônia a ser realizada no Teatro João Caetano, Lula receberá os títulos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em cerimônia no Teatro, às 10h, na Praça Tiradentes.
Desde que deixou a presidência, ele recebeu o Honoris Causa de 07 instituições. O primeiro deles, em janeiro de 2011, foi da Universidade de Viçosa (MG). Depois da Universidade Federal da Bahia, de três universidades de Pernambuco, da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, por último, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po.
Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior. Honoris Causa é uma expressão latina que significa por distinção honorífica, por motivo ou a título de honra.
“Vamos tocar na terra e sentir os lamentos das famílias expulsas para a instalação do latifúndio. É dessa terra onde mataram José Maria que sobe nosso grito de justiça e esperança, grito do povo da Chapada, do Ceará, do Brasil e do Mundo”.
O 19 de abril, Dia do Índio, deveria ser de comemoração, no entanto, a população indígena brasileira não tem muito que celebrar. Passaram-se 20 anos e as terras tradicionais ainda não foram demarcadas, falta assistência nas áreas de saúde e educação, falta respeito à cultura e à tradição indígena, as taxas de assassinatos e suicídios não são baixas. Além disso, persiste a criminalização das lideranças.
Em meio a este conjunto de problemas, Edina Pitarelli, conselheira do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Regional Norte I, aponta um motivo para celebrar. “Precisamos comemorar a relação carinhosa que os povos indígenas têm com a natureza, a Mãe Terra. Precisamos parabenizá-los por isso, pois sem eles a situação ambiental estaria mais grave”, lembra. Fora isso, Edina afirma que encontra mais motivos para lamentar, já que a situação indígena se deteriora cada dia mais e piorou bastante nos últimos anos.
“Hoje, temos que lamentar o fato de que 50% das terras indígenas ainda não foram demarcadas, o que deveria ter acontecido com todas até o ano de 1992. Temos que lamentar e repudiar a PEC 215, que quer passar do Executivo para o Congresso Nacional a responsabilidade sobre a demarcação de Terras Indígenas e que fere os direitos dos indígenas. Temos que lamentar ainda o modelo de educação que não respeita a forma própria de se organizar dos povos indígenas”, critica. Continue lendo… '19 de Abril – Dia do Índio: mais motivos para lamentar do que comemorar'»
O dia do índio não é um dia de festa! É UM DIA DE LUTA! de reafirmação de nossa identidade, da renovação de nossas forças e da renovação do nosso compromisso com a luta pelas melhorias de nosso povo.
O dia do índio aconteceu quando um grupo de lideres indígenas de toda a América em 19 de abril de 1940, no México, realizou o primeiro congresso interamericano indigenista. Dai o presidente brasileiro na época, Getulio Vargas, em 1943, decretou o dia 19 de abril como dia do indio…
É UM DIA DE LUTA PELO NOSSO POVO e não um dia de festa nem apenas para divulgação da nossa cultura. É a reafirmação de nossas forças, de nossa luta e de nosso orgulhos de sermos POVOS ORIGINAIS DA TERRA!
Postado por Lenildo Ferreira: Discurso histórico do tribuno Raymundo Asfora, pronunciado em 03 de abril de 1962, no Ponto Cem Reis, em João Pessoa, horas após o sepultamento do líder da Liga Camponesa de Sapé, João Pedro Teixeira, morto no dia anterior em embosca ordenada por usineiros do chamado Grupo da Várzea. O discurso de Asfora, mais que uma peça emocionante de sua oratória arrebatadora, é um grito, um brado que denuncia a injustiça que ainda hoje se abate sobre esse País, assolando os mais humildes. Eis, na íntegra, o discurso:
“Um tiro franziu o azul da tarde e ensangüentou o peito de um camponês. Foi assim que João Pedro morreu. Eu o vi morto no hospital de Sapé. Peguei na alça do seu caixão e, ao lado de outros companheiros e milhares de camponeses, levei-o ao cemitério. Estava com os olhos abertos. A morte não conseguiu fechar os olhos de João Pedro. Brilhavam numa expressão misteriosa e estranha, como se tivessem sido tocados por um clarão de eternidade. Os seus olhos, os olhos de João Pedro, estavam escancarados para a tarde. E, dentro deles, eu vi – juro que eu vi – havia uma réstia verde que bem poderia ser saudade dos campos ou o fogo da esperança que não se apagara. Tinha sido avisado de que o perseguiam. Assistira, certa vez, ao lado da esposa, a uma ronda sinistra em torno do seu lar. Talvez soubesse tudo, mas aprendera, na poesia revolucionária do mundo, que é melhor morrer sabendo do que viver enganado. Continue lendo… '“Eu vi João Pedro morto. Os seus olhos ainda estavam abertos. Eles tinham visto muito”'»
Homenagem a Henfil, que soube como ninguém usar a ironia dos quadrinhos, através do Cumprido e do Baixim (dedicados irreverentemente a seus amigos frades dominicanos); da Graúna, Orelana e Zeferino (os bodes de Elomar, da fazenda às margens do Rio Gavião); e de Ubaldo, o Paranoico (baseado em outro companheiro, jornalista, que quase chega de fato à paranoia), entre outros, para lutar contra a ditadura. A música é “Carcará”, de João do Vale e José Cândido, interpretada por Chico Buarque e João do Vale. TP.
Na última quarta-feira, 28 de março, viajei para o município de Nísia Floresta, localizado a 40 km. de Natal (RN), para assistir a inauguração de um museu. Durante a visita, feita em companhia da precoce animadora cultural potiguar Ana Pereira, comentei a resposta dada pelo índio Cocama, Bernardo Romaina, do Alto Solimões (AM), quando lhe indagaram as razões de guardar uma antiga zarabatana do século XVI.
- Por que os Cocama não jogam fora esse objeto inútil, essa arma imprestável que deixaram de fabricar e nunca mais usarão?
- Para não esquecer! – respondeu de bate-pronto Bernardo Cocama, consciente do valor histórico da arma.
Para não esquecer que um dia ela existiu e foi muito útil. Dessa forma, o último exemplar de uma zarabatana, musealizado no teto da maloca, passou a ser arma de uma outra guerra: a guerra da memória. É com esta guerra que está comprometido o Museu Nísia Floresta. Ele foi criado justamente para não esquecer a escritora e educadora Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em Papari (RN), a terra do camarão, em outubro de 1810, e falecida em Ruão, França, em abril de 1885. Continue lendo… 'Um Museu para Nísia: A lágrima de um Caeté'»
Preocupados em preservar a memória da história da Paraíba, os movimentos sociais e a Universidade Estadual da Paraíba participarão, no próximo dia 2 de abril, do evento em homenagem ao líder camponês João Pedro Teixeira, a ser realizado na região de Sapé-Mari.
No dia em que se completarão 50 anos de sua morte – vítima do latifúndio – diversas caravanas de professores, servidores e alunos de vários câmpus da Universidade se encontrarão com outras caravanas e convidados para um dia inteiro dedicado à memória da luta dos camponeses por Reforma Agrária, através do movimento das Ligas Camponesas na Paraíba.
Localizada no Sítio Barra de Antas, a casa onde viveu João Pedro Teixeira será transformada em um Memorial onde será implantado um Centro de Formação para jovens e adultos, agricultores da região.
Fundador da primeira Liga Camponesa na Paraíba, Teixeira é considerado um mártir da luta pela terra no Nordeste, sua vida dedicada à defesa dos agricultores despertou a fúria de grandes latifundiários que culminou no seu assassinato no município de Sapé, localizado na mesorregião da mata paraibana. Continue lendo… 'DESTAQUE: Evento em memória a João Pedro Teixeira 50 anos após seu assassinato'»
A Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – AATR/BA está completando 30 anos de existência no dia 21 de abril de 2012. O 1º marco deste ano de celebração será o SEMINÁRIO COMEMORATIVO DE 30 ANOS DA AATR, a realizar-se nos dias 13 e 14 de abril de 2012, no Centro de Treinamento de Líderes de Salvador (CTL), localizada na Rua Alves Ribeiro, 235 – Itapuã – Salvador – Bahia.
O evento segue a tradição dos debates promovidos pela AATR no mês de sua fundação. Neste ano comemorativo pretende desenvolver uma análise dialogada da conjuntura agrária na Bahia em seus aspectos políticos, econômicos, sociais e jurídicos, traçando possíveis cenários indicativos do lugar e papel da AATR e entidades de assessoria similares.
Como não poderia deixar de ser, haverá momentos de confraternização e celebração pelos 30 anos de luta por um direito mais igualitário e uma justiça mais democrática. Neste sentido, para o momento de mística, a AATR sugere que @s participantes levem um “presente” que simbolize a sua trajetória e/ou os seus possíveis caminhos futuros desejados. Continue lendo… 'AATR faz 30 anos defendendo trabalhador@s rurais, quilombolas e o território'»
Documento, que tem entre signatários herói da Segunda Guerra, se solidariza às vítimas de torturas na ditadura
Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo
Um grupo de militares da reserva lançou um manifesto em resposta ao documento feito pelos colegas que criticava as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres), ambas favoráveis à revogação da Lei da Anistia.
Articulado pelos capitães de mar e guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa, o documento obteve apoio de militares como o brigadeiro Rui Moreira Lima, que, aos 93 anos, tem uma história incomum. Herói da Segunda Guerra, é um dos dois únicos pilotos sobreviventes que participaram do 1.º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Na Itália, cumpriu 94 missões de combate e recebeu a Cruz de Combate (Brasil), a Croix de Guerre avec Palmes (França) e a Distinguished Flying Cross (EUA) por heroísmo.
Lima evita críticas ao presidente de seu clube – o da Aeronáutica -, o brigadeiro Carlos Almeida Batista. “Ele é um companheiro nobre e só deve ter assinado em solidariedade aos demais.” Mas diz apoiar a Comissão da Verdade. “Ela é necessária não para punir, mas para dar satisfação ao mundo e aos brasileiros sobre atos de pessoas que, pela prática da tortura, descumpriram normas e os mais altos valores militares”, diz Lima. Continue lendo… '“Manifesto de militares critica colegas que atacaram ministras”'»
“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor”.