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	<title>Combate ao Racismo Ambiental &#187; Homenagem</title>
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	<description>Dedicado ao GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas</description>
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		<title>&#8220;As Águas não têm Cor&#8221;. Nem dono! Por isso agora estão aqui, em pdf</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_41503" class="wp-caption alignright" style="width: 364px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Dona-Maria.png"><img class="size-full wp-image-41503" title="Dona Maria" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Dona-Maria.png" alt="" width="354" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Maria: guerreira de São Francisco do Paraguaçu </p></div>
<p style="text-align: justify;">Tania Pacheco</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>I Seminário Justiça Ambiental pelas Águas: Águas não têm Cor </em>foi realizado em 2008 pelo antigo Ingá (Instituto de Gestão das Águas e Clima da Bahia), quando o diretor geral era Julio Cesar de Sá da Rocha, e nosso companheiro Diosmar Filho era seu Assessor para Povos e Comunidades Tradicionais. Foi um dos mais belos eventos em termos de democracia que já presenciei, com os povos e comunidades tradicionais compondo grande parte das mesas e lotando a plateia. Chegaram de ônibus, é verdade, mas não para aplaudir. Muito ao contrário, estavam lá para cobrar: d@s palestrantes, coerência; das chamadas autoridades, as políticas públicas das quais necessitavam e que frente a frente ali exigiam, com coragem cidadã.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o Seminário havia sido preparado previamente um livreto, com textos escritos por alguns convidados e convidadas. Posteriormente, foram organizados os Anais do evento, contendo não só uma versão livre dos textos publicados, na forma em que foram apresentados e debatidos com seus autores, como &#8211; muito mais importante! &#8211; as transcrições das falas de pessoas como Dona Maria e Seu Altino, do Quilombo de São Francisco do Paraguaçu, Bahia; de Vânia Guerra, do Quilombo da Marambaia, Rio de Janeiro; de Angel Hurtado, de Cochabamba, Bolívia, sobre a Guerra da Água; de Dona Maria Querumbina, Quebradeira de Coco Babaçu de Imperatriz, Maranhão; e de Maria Tumbalálá, de Abaré, Bahia, entre outras, assim como algumas fotos.</p>
<p style="text-align: justify;">A edição de 2010 não foi impressa, mas o documento em PDF continuava no saite que havia sido do antigo Ingá, para ser baixado por qualquer pessoa. Entretanto, como a cartilha do GT Combate ao Racismo Ambiental, ele foi retirado do ar. Não pelo FBI, mas pelos novos donos do &#8220;poder&#8221;, que talvez ingenuamente se pensem também os donos das águas&#8230; Das águas que jamais terão dono!<span id="more-41463"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Seminário-Águas-BA.png"><img class="alignleft size-full wp-image-41465" title="Seminário Águas BA" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Seminário-Águas-BA.png" alt="" width="362" height="475" /></a>Não temos condição de alojar a nossa Cartilha no espaço deste Blog. Mas, felizmente, temos como receber aqui o livreto do Seminário, inclusive com a foto de Dona Maria, a quem ele foi dedicado e que, como aqui, abre a publicação, sobre o seguinte texto:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>&#8220;Esta publicação é dedicada à Dona Maria José das Dores de Jesus Correia. Mulher, negra e uma das grandes personalidades na luta pelo direito ao ambiente e pela conquista do território quilombola de São Francisco de Paraguaçu do Boqueirão, em Cachoeira (BA), Dona Maria tornou-se também um dos símbolos dos movimentos de quilombolas da Baía do Iguape e de Pescadores da Bahia. Sua luta permanece viva, assim como a sua coragem de lutar pelos direitos sociais e coletivos&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Para este Blog, é uma honra acolher essa publicação e socializá-la. E é também a nossa oportunidade de homenagear não só a ela, mas a tod@s @s companheir@s que lutam contra o Racismo Ambiental. Inclusive Diosmar, que nos enviou este material com uma nota emocionada, contando o que acontecido mas sem sequer imaginar o uso que daríamos a ele. Aí está, Companheiro: para baixar os <a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Anais-SEMINARIO-JUSTIÇA-PELAS-ÁGUAS.pdf">Anais do </a><em><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/01/Anais-SEMINARIO-JUSTIÇA-PELAS-ÁGUAS.pdf">I Seminário Justiça Ambiental pelas Águas: Águas não têm Cor</a> </em>basta clicar sobre seu nome<em>. </em>A luta continua.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista destaca legado do babalaorixá Jorge da Fé em Deus</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura e tradições]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[religiões de matriz africana]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->A segunda edição da revista Plural, idealizada pelo Instituto Geia, será lançada nesta quarta. Carla Melo, O Estado SÃO LUÍS &#8211; A trajetória de um dos mais importantes babalaorixás do Maranhão, Jorge Itaci de Oliveira, fundador da Casa de Iemanjá, na Fé em Deus, estará disponível, a partir de quarta-feira, no segundo número da revista [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>A segunda edição da revista Plural, idealizada pelo Instituto Geia, será lançada nesta quarta.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" title="BABA" src="http://imirante.globo.com/send_binary.asp?path=u:\tvimirante\imags\jorgebabalorixa.jpg&amp;Width=200&amp;Height=150&amp;Interpolation=1&amp;sharpen=0&amp;sharpenvalue=&amp;Rotate=0" alt="" width="200" height="150" />Carla Melo, <em>O Estado</em></p>
<p style="text-align: justify;">SÃO LUÍS &#8211; A trajetória de um dos mais importantes babalaorixás do  Maranhão, Jorge Itaci de Oliveira, fundador da Casa de Iemanjá, na Fé em  Deus, estará disponível, a partir de quarta-feira, no segundo número da  revista eletrônica Plural, uma produção do Instituto Geia.</p>
<p style="text-align: justify;">O  periódico, que tem aplicativo grátis para tablet, reúne informações  sobre o pai de santo que morreu em 2003. Para baixar a revista ou vê-la  pelo computador, basta acessar o site www.geia.org.br, a partir do dia  1º.</p>
<p style="text-align: justify;">A publicação reúne o conteúdo do CD/DVD Imabarabô:  Tambor de Mina no Maranhão, lançado pelo Geia em 2003. O voduno, que  morreu precocemente dias antes do lançamento do projeto audiovisual  naquele ano, deixou um forte legado para os cultos afro- maranhenses.<span id="more-41301"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Este  é o segundo número da publicação, que tem plataforma virtual e aborda  temas diversos, analisados sob o olhar de intelectuais e pesquisadores  de mais diferentes áreas. A escolha em disponibilizar o conteúdo do DVD e  do CD na revista, de acordo com o Presidente do Conselho Deliberativo  do Instituo Geia, Jorge Murad, se deu em função do esgotamento da edição  do trabalho audiovisual. “As pessoas queriam o CD/DVD, mas já não  tínhamos mais cópias. Agora, com a revista, elas podem ter acesso a  estes conteúdos e de forma fácil e gratuita”, diz Jorge Murad.</p>
<p style="text-align: justify;">Além  da trajetória do pai de santo, a revista traz ainda informações e  vídeos sobre o calendário anual de festas religiosas da Casa de Iemanjá,  a exemplo do tambor de vodum, festa de Santa Bárbara, do boi de seu  Légua, de Reis e de São Sebastião, entre outras. A publicação traz ainda  um glossário contendo os termos usados nos rituais do tambor de mina.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Revista -</strong> Diferente do primeiro número, no qual a revista só podia ser acessada  no site do Geia, este terá também como ser visto por meio de um  aplicativo para tablet. “Para conseguir baixar a revista basta entrar no  site e baixar o programa”, destaca Murad.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste número a  equipe responsável pela elaboração do periódico investiu ainda mais no  formato eletrônico e trouxe para o leitor a possibilidade da  interatividade. “Além das fotos, temos vídeo que, caso seja do interesse  do leitor, ele pode acessar”, explica o webmaster Helder Maia.</p>
<p style="text-align: justify;">A  publicação é uma boa oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o  Tambor de Mina, religião praticada por Jorge Itaci de Oliveira e que é  representativa da cultura maranhense.</p>
<p style="text-align: justify;">Jorge Murad explica  que a revista é bimestral e que, como sugere o próprio nome, não tem  limitações de temas. O primeiro número foi lançado em novembro do ano  passado e reuniu artigos sobre diversas áreas de conhecimento, a exemplo  de sustentabilidade, cultura, história, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A Plural tem  o objetivo de estimular a produção e a pesquisa. “São revistas que não  tem uma data de validade, são documentos que podem ser vistos a qualquer  tempo. Além disto, os números anteriores estarão disponíveis para o  internauta”, frisa Jorge Murad.</p>
<p style="text-align: justify;">Navegando pelas páginas da  Plural, o leitor poderá compreender um pouco mais sobre os rituais do  Tambor de Mina por meio de músicas cantadas pelo babalaorixá Jorge  Itaci, bem como depoimentos de praticantes e pesquisadores desta  religião. O tambor de Mina chegou ao Maranhão por meio de escravos  provenientes da Costa da África, da região do Porto de São Jorge Del  Mina que cultuavam rituais na língua Mina Jêje (origem Fon) e Mina Nagô  (origem Yorubá).</p>
<p style="text-align: justify;">No Maranhão, é desenvolvido e  representado pela Casa das Minas, onde os cultos reverenciam os voduns e  suas famílias e Casa de Nagô, que cultuam orixás nagôs, nobres,  fidalgos, encantados e caboclos. Foram dessas casas que surgiu o ritual  do Tambor de Mina do Maranhão, caracterizado pelo toque dos abatás  acompanhados de agogôs e cabaças (águe). O ritual é uma sequência de  cânticos e coreografias direcionados às entidades espirituais  homenageadas em cada festa e em cada casa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Babalorixá</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O  envolvimento de Jorge Itaci com o culto da Mina aconteceu desde a  infância, quando teve as primeiras manifestações sobrenaturais como  transe de entidades relacionadas ao tambor, com orientação de Mãe Dudu,  sua parteira, que foi mãe de santo da Casa de Nagô por muitos anos e,  como ele, também era filha de Iemanjá.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciado no Terreiro  do Egito por Mãe Pia seguiu para fundar sua própria casa no bairro do  Calhau, orientados por antigas mineiras da Casa de Cota do Barão e do  terreiro de Vó Severa que lhe deram ajuda até a transferência para a Fé  em Deus. Depois de alguns anos de orientação de Mãe Dudu da Casa de  Nagô, teve contato com Mãe Amélia, da Casa das Minas, que lhe orientou e  confirmou no culto aos voduns.</p>
<p style="text-align: justify;">Tornou-se um dos maiores  guardiões das tradições afro-maranhenses, incentivando a difusão do  tambor de mina em todo o país, com filhos iniciados em vários estados e  muitas Casas fundadas a partir da sua.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Serviço</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>• O quê</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lançamento do segundo número da revista Plural, do Instituto Geia</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>• Quando</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>• Onde</strong></p>
<p style="text-align: justify;">www.geia.org.br</p>
<p>http://imirante.globo.com/noticias/2012/01/30/pagina297621.shtml</p>
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		<title>Uma homenagem aos advogados e advogadas populares e à sua luta (que é também a nossa)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 13:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[advocacia popular]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">O e-mail que encaminhou este vídeo tinha por título &#8220;A alegria e a dor de lutar junto aos movimentos populares&#8230;&#8221;, explicando em seguida que nele o advogado popular Toninho Ferreira dava à comunidade de Pinheirinho a notícia de que a remoção estava suspensa. Em seguida, vinha um comentário, também de um advogado popular: &#8220;Triste saber que as coisas não acabaram aí. Mas as palavras e lágrimas do advogado popular legitimam, de fato, nossa luta. Vale a pena ver&#8221;. E vale de fato!</p>
<p style="text-align: justify;">Já quase no final, alguém pergunta se a decisão é definitiva. E Toninho responde que provavelmente não, mas &#8220;cada dia que a gente vive é uma vitória. (&#8230;) E hoje tem festa na Periferia&#8221;! Pois nós temos é que agradecer a você, Toninho, e a seus companheiros e companheiras, por existirem. TP.</p>
<p><object width="560" height="315"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r79rDsNBPfA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/r79rDsNBPfA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Pedro Rios Leão e as Notícias de Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 18:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[assassinatos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades urbanas]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Tania Pacheco</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem à noite, a Revista Época publicou, entre outras informações sobre Pinheirinho, declarações do Presidente da OAB de São José dos Campos,  feitas à TV Brasil, de que teriam havido mortos na &#8220;operação&#8221;. Segundo a revista, Aristeu César Pinto Neto teria afirmado que crianças estariam entre as vítimas: <em>“O que se viu aqui é a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Ou seja, não os resolve. Nós vimos isso o dia inteiro. Há mortes, inclusive de crianças. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal [IML], e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo do dia, os desmedidos se sucederam: excetuando-se por um homem de cerca de 30 anos, que estaria fugindo com um bebê nos braços e teria sido baleado pelas costas, na coluna, ninguém mais sequer teria sido ferido durante o ataque. O pai de família estaria no hospital, em estado que variava de estável a grave, e deveria ficar paraplégico.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que desde domingo há alguém postando no Facebook afirmativas de que, ao contrário do que vem sendo dito e concordando com o presidente da OAB local, pessoas teriam, sim, sido mortas. Mais que isso, segundo ele esses corpos &#8211; que incluiriam crianças, uma de quatro anos e outra de meses &#8211; estariam sendo &#8220;sequestrados&#8221;, para não deixar provas, no melhor estilo da ditadura. E isso estaria continuando a acontecer mesmo depois da chamada desocupação. <span id="more-40615"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não o conheço, mas ele é amigo de gente séria. E o filme que postei há pouco, &#8220;PM ataca moradores em alojamento cedido pela própria prefeitura&#8221;, parece corroborar o que ele vem repetindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele esteve ontem no hospital, tentando conversar com David Washington Castor Furtado, que ele chama de &#8220;nossa única prova viva e rastreável&#8221;. Não conseguiu porque, como escreve, &#8220;David está sendo vigiado pelos seus próprios algozes&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">E ele vai além, afirmando: &#8220;Não se confundam; essa não é uma disputa jurídica. A lei está morta aqui. Isso é uma disputa política e depende de nós. Salvem David Washington Castor Furtado, divulgando o nome dele e cobrando explicações. Se nós esquecermos dele, ele será morto&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Até agora, confesso que estava tendendo a não escrever seu nome, mas acho que a mesma lógica que ele usou com relação a David Washington Castor Furtado deve ser utilizada em relação a ele. Por isso, divulgo seu nome já no título deste texto, também como ele cobrando explicações a todas as chamadas autoridades envolvidas nessa vergonha pública. E isso independe, inclusive, da existência de cadáveres a serem contados e enterrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Meus respeitos a Pedro Rios Leão, pela insistência, pela indignação e pelo espírito guerreiro! Se ele de fato está certo (e preferiríamos tod@s que não esteja, considerando o que isso representa), onde estão enterrados os jornalistas deste País?</p>
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		<title>14 militantes executados pelo regime militar são homenageados com memorial no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 12:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Tortura Nunca Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Natasha Pitts, Jornalista da Adital Como forma de homenagear 14 militantes presos e executados pelo regime militar brasileiro (1964-1985), o grupo Tortura Nunca Mais inaugurou no último dia 11, no cemitério Ricardo de Albuquerque, na cidade do Rio de Janeiro (Sudeste do Brasil), um memorial – o primeiro do país em homenagem a vítimas da [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div style="text-align: justify;"><img class="alignleft" title="tortura" src="http://www.adital.com.br/site/mostrafoto_cortada.asp?lrg=280&amp;alt=210&amp;img=destaques/19_memorial_capa_ok.jpg" alt="" width="280" height="210" />Natasha Pitts, <em>Jornalista da Adital </em></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Como forma de homenagear 14 militantes presos e executados pelo regime militar brasileiro (1964-1985), o grupo Tortura Nunca Mais inaugurou no último dia 11, no cemitério Ricardo de Albuquerque, na cidade do Rio de Janeiro (Sudeste do Brasil), um memorial – o primeiro do país em homenagem a vítimas da Ditadura. Com a presença de integrantes de movimentos, famílias de vítimas e pessoas que à época lutaram contra o regime, os ativistas e suas lutas foram relembrados.</p>
<p>&#8220;A criação do memorial foi uma forma simbólica de homenagear aqueles que lutaram contra o regime militar fascista. Foi uma ação muito importante, porque para as famílias das vítimas representou o cumprimento de um ritual de velar e enterrar seus entes queridos”, manifestou Victória Grabois, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais RJ.</p>
<div></div>
<p>De acordo com a ativista, a ossada dos 14 militantes foi encontrada em uma vala clandestina no cemitérioRicardo de Albuquerque junto com as ossadas de mais de dois indigentes mortos durante a Ditadura. A descoberta deste material só foi possível pela iniciativa do grupo Tortura Nunca Mais com a ajuda de pesquisadores.</p>
<p>Em maio de 1991, o Grupo começou pesquisas no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro com  apoio do então vice-governador do Estado Nilo Batista. Após pesquisas no  Instituto de Criminalística Carlos Éboli, na Santa Casa de Misericórdia e por meio de conversas com antigos coveiros, conseguiram a informação de que existia  em Ricardo de Albuquerque uma vala clandestina que não constava em  nenhum documento do cemitério.<span id="more-37212"></span></p>
<p>A partir da confirmação da existência deste local, conseguiram o apoio do Conselho Regional de Medicina e da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) e iniciaram a escavação. Foi possível a retirada de 10% das ossadas, que ficaram, por 20 anos, guardadas no Hospital Federal de Bom Sucesso, onde a EAAF fazia pesquisas e estudos para tentar identificar os 14 militantes.</p>
<p>Embora não tenha sido possível fazer a identificação por  meio do DNA, o grupo Tortura Nunca Mais decidiu trazer as ossadas de volta para o  cemitério Ricardo de Albuquerque e homenagear, com a construção de um  memorial, 14 homens e mulheres que lutaram até o fim de suas vidas.</p>
<p>Segundo Victória, a ideia do memorial já existia há bastante tempo, contudo, a burocracia e a falta de apoio e interesse dos governos municipais anteriores acabaram impedindo que essa homenagem fosse feita antes. A concretização do memorial só foi possível com o apoio do vice-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz, ex-militante egresso do movimento estudantil.</p>
<p>Os 14 homenageados para quem o memorial foi construído são: Almir Custódio de Lima, Getúlio D&#8217;Oliveira Cabral, José Bartolomeu Rodrigues de Souza, José Gomes Teixeira, José Raimundo da Costa, José Silton Pinheiro, Lourdes Maria Wanderly Pontes, Luis Guilhardini, Mário de Souza Prata, Merival Araújo, Ramires Maranhão do Vale, Ranúsia Alves Rodrigues, Vitorino Alves Moitinho e Wilton Ferreira.</p>
<p>http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&#038;lang=PT&#038;cod=63503</p>
</div>
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		<title>&#8220;Os trabalhadores foram livres e retornaram para suas trincheiras!&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[advocacia popular]]></category>
		<category><![CDATA[democratização da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><span style="color: #b90404;">No dia 9 de dezembro de 2011, cinco integrantes do MST foram presos em Canto Escuro, Município de Uruburetama, Ceará, sob a acusação de furto de telhas de uma casa abandonada (que depois se mostraria totalmente falsa e indevida). Levados para a Delegacia Regional de Itapipoca, um senhor de saúde frágil e um adolescente foram liberados ao longo do dia. Os outros três prisioneiros, entretanto, foram indiciados sob a acusação de furto qualificado, e nem a chegada de seu advogado conseguiu liberá-los, pois o delegado alegava que, sendo fim de semana, não sabia quem era ou como localizar o Juiz de plantão. Esse incidente levou inclusive quatro entidades do Ceará a entrarem com requerimento junto ao Tribunal de Justiça e à Defensoria Pública solicitando que os nomes e contatos dos juízes e defensores de plantão nos finais de semana e feriados sejam afixados nas delegacias e cadeias (mais informações </span><a href="http://racismoambiental.net.br/2011/12/ce-entidades-solicitam-divulgacao-de-nomes-e-telefones-de-juizes-e-defensores-publicos-de-plantao-em-feriados-e-fins-de-semana-para-garantir-direitos-constitucionais/"><span style="color: #b90404;">AQUI</span></a><span style="color: #b90404;">). Ontem à tarde, graças à atuação da equipe da RENAP Ceará, os três trabalhadores rurais foram liberados e puderam retornar à sua comunidade. Abaixo, a notícia, tal como foi enviada por e-mail pelo advogado popular Cláudio Filho a seus colegas e amigos, comemorando com emoção a vitória da justiça. TP.</span></p>
<div style="text-align: justify;"><em>&#8220;Os trabalhadores foram livres e retornaram para suas trincheiras!</em></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>Após MUITO trabalho; um despacho na última hora do plantão judiciário; depois de muito suor e poeira na estrada entre Fortaleza e Uruburetama; e, com muito empenho e solidariedade, conseguimos uma vitória.</em></p>
<p><em>Ainda esperando 45 minutos dentro da Cadeia Pública tentando explicar para o carcereiro, o diretor da cadeia (que chegou a ligar diretamente para o juiz) e policiais militares, como conseguimos o relaxamento da prisão em um domingo à noite!, pudemos, enfim celebrar a liberdade, no meio do acampamento, com os (agora) livres trabalhadores, suas famílias e a comunidade que sempre os apoiou. Foi uma noite linda!</em></p>
<p><em>Os trabalhadores foram livres e retornaram para suas trincheiras!<span id="more-37109"></span></em></p>
<p><em>Parabéns aos/às que, de diferentes formas, contribuíram para essa vitória.</em></p>
<p><em>Estou retornando para Uruburetama agora, para encaminhamentos no processo e trazer os companheiros livres para, no encontro estadual do MST, darem seu testemunho.</em></p>
<p><em>Essa será uma das místicas de nosso encontro e desse fim de ano!</em></p>
<p><em>Cláudio&#8221;.</em></p>
</div>
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		<title>Projeto de Thiago Tozzi, da DPE do Ceará, vence Prêmio Innovare 2011, garantindo energia grátis e vida a pacientes domiciliares &#8220;eletrodependentes&#8221;</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/12/projeto-de-thiago-tozzi-da-dpe-do-ceara-vence-premio-innovare-2011-garantindo-energia-gratis-e-vida-a-pacientes-domiciliares-eletrodependentes/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 09:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Defensoria Pública]]></category>
		<category><![CDATA[democratização da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[direito à vida]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos e Tutela Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->A iniciativa decorreu da morte de um paciente cujo fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária em função de inadimplência Uma prática da Defensoria Pública do Estado do Ceará, denominada Energia que dá vida, foi a vencedora dessa categoria no VIII Prêmio Innovare, que destacou as boas iniciativas do sistema jurídico nacional. Também foram laureados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- AddThis Button BEGIN -->
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_37094" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2011/12/Thozzi.jpg"><img class="size-full wp-image-37094  " title="Thozzi" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2011/12/Thozzi.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">O premiado Thiago Tozzi, da Defensoria Pública do Ceará, e o Ministro Ayres Britto, na festa da Premiação, no STF.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>A iniciativa decorreu da morte de um paciente cujo fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária em função de inadimplência</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma prática da Defensoria Pública do Estado do Ceará, denominada <strong>Energia que dá vida</strong>, foi a vencedora dessa categoria no VIII Prêmio Innovare, que destacou as boas iniciativas do sistema jurídico nacional. Também foram laureados projetos nas áreas de advocacia, juiz individual, ministério público e tribunal. A festa de premiação ocorreu quinta-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p style="text-align: justify;">Coordenada pelo defensor público estadual <strong>Thiago Tozzi</strong>, a iniciativa da DPE do Ceará permitiu abonar a dívida de energia elétrica de pacientes pobres “eletrodependentes”. Esses doentes realizam tratamento domiciliar e necessitam de aparelhos funcionando 24 horas para apoiar funções como a respiração. A iniciativa decorreu da morte de um paciente cujo fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária em função de inadimplência. Paralelamente, para não morrer deixando dívidas de contas de luz para a família, outros pacientes estavam desligando os aparelhos por períodos para economizar, o que encurtava suas vidas. Segundo Tozzi, &#8220;eram suicídios em parcelas. de pessoas de famílias geralmente muito pobres, que estavam acumulando dívidas de R$ 15 mil, R$ 20 mil&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Presente à cerimônia, o defensor público-geral federal, Haman Tabosa de Moraes e Córdova, destacou que a prática da DPE do Ceará “confirma a capacidade das defensorias públicas de atuarem como último instrumento de salvaguarda dos direitos fundamentais da população pobre”. Ele lembrou que a Defensoria Pública da União, instituição que dirige, foi premiada em 2010 com trabalho que também buscava a proteção do direito à vida.<span id="more-37093"></span></p>
<p style="text-align: justify;">“Assim como ocorreu com o trabalho da DPU premiado no ano passado, de ações de combate e prevenção ao escalpelamento na região amazônica, tão bem dirigido pela defensora pública federal Luciene Strada, quando se restaurou a dignidade das vítimas desse acidente, também agora o júri valorizou a atuação das defensorias na proteção à dignidade da população mais pobre”, afirmou Haman Córdova.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Homenagem</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2011/12/vídeo-Luciene-Strada.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-37097" title="vídeo Luciene Strada" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2011/12/vídeo-Luciene-Strada.jpg" alt="" width="336" height="225" /></a>Na abertura, ainda foi apresentado vídeo com homenagem à defensora pública federal Luciene Strada, vencedora do ano passado com o projeto de erradicação do escalpelamento na região amazônica. Em mensagem aos presentes, a premiada destacou a importância da iniciativa promovida pelo Instituto Innovare. “É muito bom saber que a Defensoria Pública da União pode inovar e pode ajudar a fazer um Brasil melhor”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, a Defensoria Pública da União concorreu com o projeto Rádio Inconfidência em Sintonia com o Cidadão, idealizado pelo defensor federal Vinícius Diniz Monteiro de Barros e coordenado pela jornalista Elaine Cristina Ribeiro Moraes, assessora de imprensa da DPU em Minas Gerais. O programa tem o objetivo de prestar informações de utilidade pública e aproximar a instituição dos cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro projeto inscrito pela instituição foi o DPU Itinerante, cujo coordenador, defensor público federal Alessandro Tertuliano, também esteve presente à cerimônia de premiação. O lema dessa iniciativa da Defensoria Pública da União é “ir aos mais distantes rincões do país, levando a todos os brasileiros, de forma viva e real, cidadania e justiça”. O projeto pode ser realizado isoladamente ou em parceria com outras instituições ou órgãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A premiação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A premiação é uma iniciativa do Instituto Innovare, associação sem fins lucrativos que busca identificar, premiar e disseminar práticas pioneiras bem sucedidas do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia que estejam contribuindo para a modernização, desburocratização, melhoria da qualidade e eficiência dos serviços da Justiça. Os vencedores receberam prêmio de R$ 50 mil e terão as práticas divulgadas em outras regiões do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Também foram premiados em 2011 os projetos Direito e Cidadania, na categoria Advocacia, de regularização fundiária em comunidade carente de Curitiba (PR); Empregabilidade de Deficientes Visuais, na categoria Juiz Individual; Mediação em Comunidades Carentes atendidas por Unidades de Polícia Pacificadora, na categoria Tribunal; Prohomem, na categoria Ministério Público, para a elucidação de homicídios; e o Atuação Proativa da AGU, vencedor do Prêmio Especial, que busca a recuperação de ativos de grupos criminosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os presentes à solenidades estavam o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e o presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, além do presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho. Também compuseram a mesa de trabalhos os ministros do STF Ayres Britto, Dias Toffoli, Carmen Lucia, Luiz Fux e Gilmar Mendes, além do ministro Gilson Dipp, do STJ.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu discurso, o ministro Cardozo disse que o Prêmio Innovare “alimenta nos operadores do direito a utopia de um sistema judicial perfeito”. Para ele, talvez a utopia não seja alcançada, “mas estamos lutando por ela e é isso que vale”. Seu antecessor, Márcio Thomaz Bastos, lembrou que o Brasil não vive crise normativa. “Não existe falta de leis, o que falta é fazermos as instituições funcionarem melhor”, defendeu.</p>
<p style="text-align: justify;">No encerramento, o ministro Peluso disse que a premiação destacou aqueles que, “com espírito público e criatividade, encontraram nos espaços das leis soluções de práticas capazes de aprimorar nosso sistema”. A desembargadora Marilene Alves, coordenadora do projeto vencedor na categoria Tribunal, que recebeu seu prêmio das mãos de Peluso, dedicou a vitória à juíza Patrícia Acioly, assassinada em agosto passado, no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Comunicação Social DPGU</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://www.dpu.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6910:premio-innovare-2011-seleciona-projeto-da-dpe-do-ceara&amp;catid=79:noticias&amp;Itemid=220</p>
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		<title>15 de dezembro: Niemeyer desafia as linhas do tempo e completa 104 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 22:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->O homem que desafia as linhas retas e o tempo. Oscar Niemeyer completa 104 anos nesta quinta-feira (15). O famoso arquiteto brasileiro produziu mais de 600 obras no mundo inteiro, entre elas Brasília. Para marcar a data, Niemeyer apresentará os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em uma [...]]]></description>
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<em>O homem que desafia as linhas retas e o tempo. Oscar Niemeyer completa 104 anos nesta quinta-feira (15). O famoso arquiteto brasileiro produziu mais de 600 obras no mundo inteiro, entre elas Brasília. Para marcar a data, Niemeyer apresentará os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em uma nova edição da revista que edita.<span id="more-36876"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como sempre a comemoração será limitada a seus amigos mais íntimos, em casa, mas, para não deixar o dia passar em branco, Niemeyer fez coincidir o aniversário com o lançamento da 11ª edição da (revista) Nosso Caminho&#8221;, disse Luiz Otavio Barreto Leite, um de seus colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify;">A revista, outra iniciativa de Niemeyer para continuar ativo e expor suas ideias, destacará nesta edição os planos da sede da Universidade Latino-Americana, que está sendo construída em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A revista incluirá um texto inédito sobre o Haiti do (escritor uruguaio) Eduardo Galeano e uma extensa homenagem a Vinícius de Moraes, mas no que Niemeyer mais trabalhou foi na apresentação de suas ideias para a Universidade Latino-Americana e dos diferentes detalhes da obra&#8221;, antecipou seu colaborador.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Leite, &#8220;se trata de um projeto pelo qual Niemeyer tem muito apreço&#8221; e com o qual quer desenvolver uma velha aspiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual governante Dilma Rousseff.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto para a universidade, que ocupará 40 hectares na sede de Itaipu, a hidrelétrica compartilhada por Brasil e Paraguai, inclui seis edifícios, alguns já em construção, destinados à reitoria, biblioteca, anfiteatro, restaurante, laboratórios e salas de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Governo Federal, a universidade terá capacidade para dez mil estudantes, metade brasileiros e metade de outros países latino-americanos, e oferecerá cursos nas áreas de ciências e humanidades, tanto em espanhol como em português.</p>
<p style="text-align: justify;">A revista <em>Nosso Caminho</em> também apresentará em sua nova edição outros dois projetos desenvolvidos pelo arquiteto nos últimos meses. O primeiro é uma residência particular na Inglaterra que Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, quer transformar em um modelo da arquitetura moderna.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro é o Teatro Musical Rio&#8217;s, um enorme espaço destinado a shows e musicais, situado no Aterro do Flamengo, que ainda precisa do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura do Rio para sair do papel.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A dedicação às diferentes obras que lhe encomendaram, à revista, a seus encontros com amigos para falar de filosofia e a outras atividades é uma forma de mostrar que quer seguir ativo e que não pensa em se aposentar&#8221;, comentou o colaborador de Niemeyer.</p>
<p style="text-align: justify;">Há exatamente um ano, quando completou 103 anos, o arquiteto de Brasília surpreendeu ao apresentar a letra de um samba que compôs com o enfermeiro Caio Almeida e o músico Edu Krieger. A composição foi a forma que encontrou para se distrair durante o período em que esteve internado em um hospital pelos problemas de saúde que sofreu no ano passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ocasião do 104º aniversário do artista, o recém criado Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) do Rio de Janeiro realizará sua primeira reunião em homenagem a Niemeyer, um dos impulsores do órgão. Com a nova entidade, estruturada não apenas no Rio, mas em todas as unidades da Federação, os 120 mil arquitetos e urbanistas do país deixam de ser vinculados aos conselhos regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas) e passam a ter o seu próprio órgão fiscalizador do exercício profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">A principal atribuição do CAU, que somente no estado do Rio de Janeiro reúne cerca de 20 mil arquitetos e urbanistas, será a de acompanhar, fiscalizar e normatizar o exercício profissional. Fora do âmbito estritamente legal, Sidney Menezes vê outro importante papel para o órgão.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra homenagem a Niemeyer acontecerá no Parque Dona Lindu, projetado por Niemeyer no Recife, onde será inaugurada nesta quinta-feira uma exposição retrospectiva de sua obra que incluirá esculturas, maquetes e desenhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o 103º aniversário do arquiteto esteve marcado pela inauguração de um dos edifícios que desenhou para o Centro Cultural Oscar Niemeyer em Avilês, na Espanha, o 104º o estará por mudanças na administração do espaço e a possível retirada do nome do brasileiro do complexo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Governo do Principado de Astúrias anunciou no meio de uma polêmica que na quinta-feira assumirá a gestão do Centro, até agora administrado pela Fundação Oscar Niemeyer, e por isso o local terá que mudar de nome.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=171110&amp;id_secao=11</em></p>
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		<title>Juíza assassinada no Rio é homenageada com Prêmio Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 01:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Luciana Lima, Repórter da Agência Brasil Brasília &#8211; A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (9) da cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos, no Palácio do Planalto. É a 17ª edição do prêmio que busca homenagear pessoas que se destacaram, de alguma forma, no combate às violações dos direitos humanos. Nesta edição, a juíza Patrícia Acioli, [...]]]></description>
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<div style="text-align: justify;">Luciana Lima, <em>Repórter da Agência Brasil</em></div>
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<p style="text-align: justify;">Brasília &#8211; A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (9) da cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos, no Palácio do Planalto. É a 17ª edição do prêmio que busca homenagear pessoas que se destacaram, de alguma forma, no combate às violações dos direitos humanos. Nesta edição, a juíza Patrícia Acioli, do Rio de Janeiro, recebe homenagem póstuma na categoria enfrentamento à violência. A filha e a irmã da juíza receberam o prêmio.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela foi assassinada em agosto deste ano pelo crime organizado no Rio. A juíza era titular da comarca de São Gonçalo, região metropolitana da capital, e combatia milícias que atuam na região.</p>
<p style="text-align: justify;">A cerimônia antecede o Dia Internacional dos Direitos Humanos, que será comemorado amanhã (10), aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de Patrícia Acioli, também serão premiados Geralda Magela da Fonseca, conhecida como Irmã Geraldinha, freira da Congregação Romana de São Domingos, uma das fundadoras da Pastoral da Criança.<span id="more-36123"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Educação em Direitos Humanos, a premiada é Rita Gomes do Nascimento, indígena do grupo Potyguara de Crateús, no Ceará. Na década de 80, ela iniciou a militância nas pastorais da Criança, da Juventude, da Saúde, Indígena e dos movimentos de organização de bairros. Atualmente, é conselheira da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Sua atuação se concentra na educação indígena quilombola.</p>
<p style="text-align: justify;">O prêmio também destaca a questãoo da mídia e homenageia a Agência da Boa Notícia Guajuviras, de Canoas, no Rio Grande do Sul. Essa agência foi criada por meio de um convênio com o Ministério da Justiça,  executado pela prefeitura de Canoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Centros de Referência em Direitos Humanos, o premiado é o Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i, situado em Campo Grande (MS).</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Enfrentamento à Pobreza,o agraciado é João Batista Frota, conhecido como Padre João. Ele é criador do Centro de Profissionalização Padre Ibiapina (Ceprohpi), trabalha na preparação da população mais carente para o mercado de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">O agraciado na categoria Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua é Anderson Lopes Miranda, líder do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR). Ele morou na rua até os 41 anos. Atualmente, percorre o país organizando as bases do movimento, na luta pelo fim do assistencialismo e pela reivindicação por políticas públicas efetivas de moradia e dignidade às pessoas que vivem nas ruas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Segurança Pública, o premiado é o ex-secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Brisolla Balestreri. Ele trabalhou no Ministério da Justiça durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, era titular da pasta.</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Enfrentamento à Tortura, o prêmio este ano é do Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba (Flamas), maior polo manicomial do país, com aproximadamente 2.800 leitos psiquiátricos. O fórum promove atividades que envolvem a discussão e a proposta de mudança no modelo de atenção à saúde mental na região.</p>
<p style="text-align: justify;">O Instituto Vladimir Herzog é o premiado na categoria Direito à Memória e à Verdade. Já a premiada na categoria Diversidade Religiosa é a ativista Flávia da Silva Pinto, que se dedica a mutirões de orientação para a legalização jurídica dos terreiros. Na categoria Igualdade Racial, a premiada é Creuza Maria Oliveira, presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas.</p>
<p style="text-align: justify;">A professora Berenice Bento é a contemplada na categoria Igualdade de Gênero. Ela é professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Diversidade Sexual, Gêneros e Direitos Humanos (Tirésias/UFRN).</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, é o homenageado na categoria Garantia dos Direitos da População LGBT (lésbicas, <em>gays</em>, bissexuais, transgêneros e transexuais), pelo seu relatório aprovado  neste ano reconhecendo a união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. O prêmio também homenageia a Defensoria Pública do Estado do Pará pelo programa Balcão de Direitos, que percorre o estado levando atendimento jurídico à população mais carente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Erradicação do Trabalho Escravo, o premiado é Antonio José Ferreira Lima Filho, que atua no Maranhão no atendimento às vítimas de trabalho escravo, acompanhando ações judiciais contra os escravistas contemporâneos, na busca pela reparação do dano moral individual.</p>
<p style="text-align: justify;">O prêmio na categoria Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente é para Wanderlino Nogueira Neto, procurador de Justiça aposentado do Ministério Público da Bahia e ativista pelos direitos humanos de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A assistente Social Maria Luíza Teixeira é a homenageada na categoria Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa. Ela planejou, entre 2008 e 2010, o projeto Transporte Urbano e População Idosa: Construindo Nova Relação, que contribui para a sensibilização de motoristas e cobradores com relação à violência cometida contra o idoso usuário do transporte coletivo urbano, explicando, informando e debatendo o Estatuto do Idoso. Atualmente, desenvolve o projeto em todas as empresas de ônibus de Natal (RN).</p>
<p style="text-align: justify;">Na categoria Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o prêmio foi para a organização não governamental (ONG) Escola de Gente, que desenvolve ações para colocar a comunicação a serviço da inclusão de grupos em situação vulnerável, especialmente pessoas com deficiência e vivendo em situação de pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunidade indígena Kaingang Fán Nh?n, do Rio Grande do Sul, foi a homenageada na categoria Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas. Situada no Bairro Lomba do Pinheiro, espaço urbano de Porto Alegre, a comunidade é constituída por 25 famílias, totalizando cerca de 150 pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro homenageado é o professor Antonio Augusto Cançado Trindade, que contribuiu para a formulação da política de direitos humanos no Brasil, ainda no período da redemocratização do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Edição: Graça Adjuto</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-09/juiza-assassinada-no-rio-e-homenageada-com-premio-direitos-humanos</p>
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		<title>Jurema Werneck: Menin@s eu (não) vi!</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/11/jurema-werneck-menins-eu-nao-vi/</link>
		<comments>http://racismoambiental.net.br/2011/11/jurema-werneck-menins-eu-nao-vi/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 16:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[SEPPIR]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->por Jurema Werneck para o Portal Geledés Era a abertura do Encontro Iberoamericano do Ano Internacional dos Afrodescendentes realizando-se em Salvador, Bahia. No grande auditório, mais de duas mil pessoas, negr@s principalmente, mas também branc@s e indígenas. Todas e todos ativistas e autoridades diplomáticas e governamentais de países iberoamericanos reunidos para mais um dos momentos [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em>por Jurema Werneck para o Portal Geledés</em></p>
<p style="text-align: justify;">Era a abertura do Encontro Iberoamericano do Ano Internacional dos Afrodescendentes realizando-se em Salvador, Bahia. No grande auditório, mais de duas mil pessoas, negr@s principalmente, mas também branc@s e indígenas. Todas e todos ativistas e autoridades diplomáticas e governamentais de países iberoamericanos reunidos para mais um dos momentos que marcaram o Ano Internacional e, principalmente, os dez anos dos acordos mundiais contra o racismo, xenofobia e intolerâncias correlatas firmados na África do Sul, na cidade de Durban, em 2001. Em Salvador, brasileiros e brasileiras eram a maioria, lideranças das mais diversas organizações e correntes do Movimento Negro, de todas as tendências, de todas as perspectivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta cerimônia de abertura e diante Secretário Geral Enrique Iglesias, do Embaixador e ex-ministro da cultura do Brasil Juca Ferreira, do governador da Bahia Jaques Wagner, e de outras autoridades nacionais e internacionais, a Ministra Luiza Bairros foi aplaudida de pé durante longos minutos por todas e todos. Eram mais de duas mil pessoas ovacionando a dirigente da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial antes mesmo que ela pronunciasse seu discurso. Uma recepção calorosa que dizia muito: era o reconhecimento de seus esforços frente à Seppir. Era também, e fundamentalmente, um forte recado, expresso em alto e bom som, para que a presidenta Dilma e algumas vozes descontentes da base do governo ouvissem: o Movimento negro brasileiro e seus aliados nos países ibero-americanos não estão dispostos a abrir mão da Seppir e tampouco de sua dirigente.<span id="more-34373"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Foi um momento emocionante, reconfortante, um momento que reafirmou a convergência do pluralíssimo Movimento negro brasileiro – mulheres, homens, juventude, religiosos de matriz africana e cristãos, LGBT, rurais, quilombolas, trabalhadoras domésticas e tantas correntes mais – em torno da conquista que a Seppir representa e que a Ministra Luiza Bairros lidera e simboliza (ela mesma uma ativista de longa data neste Movimento).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, curiosamente, não vimos nenhuma repercussão deste momento na grande mídia. Também não vimos repercussão à altura da emoção vivida na noite daquele mesmo dia, na Câmara Municipal da Cidade de Salvador, onde a Ministra Luiza Bairros foi ovacionada pela segunda vez, num outro auditório repleto de gentes de várias partes do mundo, ativistas do Brasil, de vários países ibero-americanos e da África, quando recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí a grande surpresa de ver, no dia seguinte, em jornal de ampla circulação nacional, notícia anunciando um suposto descontentamento do Movimento negro com a Seppir, e uma suposta reivindicação dirigida à presidenta de que substituísse a ministra Luiza Bairros.</p>
<p style="text-align: justify;">Esqueceram de combinar conosco que estávamos em Salvador, integrantes e dirigentes das mais variadas correntes e organizações nacionais do Movimento negro, que estávamos lá aplaudindo e comemorando, debatendo e reivindicando, mas ao lado da Seppir e de sua chefe.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/11989-jurema-werneck-menins-eu-nao-vi</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Diosmar Filho.</p>
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		<title>Uma homenagem final neste 20 de novembro</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 00:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Para fechar este 20 de novembro de 2011, uma homenagem final, a partir de uma foto postada por Jefferson Pinheiro no Coletivo Catarse. A legenda também é dele. Acho desnecessário dizer qualquer coisa a mais. Na luta! TP. Morro Alto: para Manoel a terra que lhe pertence Mãos do quilombola Manoel, de Morro Alto, quarta, [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Para fechar este 20 de novembro de 2011, uma homenagem final, a partir de uma foto postada por Jefferson Pinheiro no Coletivo Catarse. A legenda também é dele. Acho desnecessário dizer qualquer coisa a mais. Na luta! TP.</span></p>
<h3 style="text-align: center;">Morro Alto: para Manoel a terra que lhe pertence</h3>
<p style="text-align: center;"><img class=" " style="background-color: #f3f3f3;" title="Morro Alto: para Manoel a terra que lhe pertence" src="http://4.bp.blogspot.com/-cCgRDqTAZOQ/TsZPX40YO5I/AAAAAAAABVg/Rgr5qIsa7bs/s1600/maos.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px;">
<dd class="wp-caption-dd">Mãos do quilombola Manoel, de Morro Alto, quarta, na audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Senado. Esta é para quem pensa que quilombola não trabalha com a terra.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">http://coletivocatarse.blogspot.com/</p>
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		<title>O Quilombo dos Palmares</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 12:36:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à luta]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Por: Ivan Alves Filho* Entre o final do século XVI e o início do século XVIII, o estado de Alagoas atual serviu de palco para uma verdadeira epopeia, encarnada pelos combatentes do Quilombo dos Palmares. Ao questionar toda uma estrutura que poderíamos denominar de igualitária, a qual prevalece até meados do século XVI, o colonialismo [...]]]></description>
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<p>Por: Ivan Alves Filho*</p>
<p style="text-align: justify;">Entre o final do século XVI e o início do século XVIII, o estado de Alagoas atual serviu de palco para uma verdadeira epopeia, encarnada pelos combatentes do Quilombo dos Palmares. Ao questionar toda uma estrutura que poderíamos denominar de igualitária, a qual prevalece até meados do século XVI, o colonialismo português abre a via para a sociedade de classes no Brasil: no lugar das roças indígenas, o latifúndio; no lugar dos homens livres, os escravos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Quilombo representa para os escravos negros, índios, mestiços e brancos pobres &#8211; para os que não tinham, enfim, vez nem voz na sociedade colonial &#8211; acima de tudo uma alternativa de vida. De uma vida sem perseguições nem espoliações. Contrastando com a penúria generalizada na Colônia, praticamente mergulhada na monocultura do açúcar, existia em Palmares um aparelho produtivo capaz de satisfazer não apenas as necessidades materiais dos membros da comunidade, como também gerar um excedente, negociado junto aos vilarejos coloniais vizinhos.<span id="more-34152"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Essa primeira tentativa concreta de superação da realidade colonial foi finalmente esmagada pelas forças portuguesas e pelas tropas arregimentadas pelos senhores de engenho e escravos de várias capitanias. Não obstante isso, a compreensão do que se passou nas florestas que se estendiam do cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, até o norte do curso inferior do rio São Francisco, em Alagoas, se revela de extrema importância: o Quilombo dos Palmares logrou construir uma comunidade conduzida com autonomia pelos ex-escravos e homens livres que ali nasceram.</p>
<p style="text-align: justify;">Convém examinar, além das formas de organização material do Quilombo (trabalho livre, propriedade comunitária da terra), a complexa questão do território efetivamente controlado pelos quilombolas. Um território frequentemente invadido, depredado. Trata-se, na realidade, de uma sociedade acossada. Nesse contexto, as forças produtivas não têm como se expandir além das atividades de subsistência e se encontram, de fato, bloqueadas. Em Palmares, vigora uma forma social de produção algo coletivizada, cuja especificidade maior consiste em ser transitório e em servir de refúgio para os perseguidos e espoliados da sociedade oficial. A segurança e a sobrevivência, a guerra e o medo &#8211; eis os verdadeiros motores da comunidade palmarina.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="color: #888888;">* Ivan Alves Filho publicou, pela Fundação Astrojildo Pereira</strong><span style="color: #888888;">, Memorial dos Palmares.</span></p>
<p style="text-align: justify;">http://blogln.ning.com/profiles/blogs/o-quilombo-dos-palmares</p>
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		<title>Herói, Nzumbi</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/11/heroi-nzumbi/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 10:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[memória]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Mário Maestri* Em 20 de novembro de 1695, em um ermo perdido das matas alagoanas, no sul da capitania de Pernambuco, Nzumbi dos Palmares caía lutando, vítima da delação de um seu homem, capturado e torturado.  Seu corpo foi mutilado e seu sexo, arrancado e enfiado em sua boca. A cabeça do guerreiro, decepada, foi [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" title="Herói, Nzumbi. 15975.jpeg" src="http://pravda-team.ru/port/image/article/9/7/5/15975.jpeg" alt="Herói, Nzumbi. 15975.jpeg" width="200" height="150" /> Mário Maestri*</p>
<p style="text-align: justify;">Em 20 de novembro de 1695, em um ermo perdido das matas alagoanas, no sul da capitania de Pernambuco, Nzumbi dos Palmares caía lutando, vítima da delação de um seu homem, capturado e torturado.  Seu corpo foi mutilado e seu sexo, arrancado e enfiado em sua boca. A cabeça do guerreiro, decepada, foi exposta, em Recife, em um chuço, até apodrecer, para que os humildes lembrassem sempre a sorte dos que desafiam os donos da riqueza e do poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Nzumbi<em> </em>foi o último grande chefe político-militar da confederação dos Palmares, nascida da federação dos quilombos da região, que unificaram suas forças diante dos incessantes ataques escravistas. A confederação teria reunido, em diversas aldeias semi-autônomas,  após o fim da ocupação holandesa do Nordeste, em 1654, uns seis mil habitantes, população significativa para a época.</p>
<p style="text-align: justify;">Nzumbi chefiou a confederação após a defecção de Nganga Nzumba, que, em novembro de 1578, em Recife, rompeu a unidade quilombola e aceitou a anistia oferecida apenas para os nascidos nos quilombos, em troca do abandono dos Palmares e da vil entrega dos ex-cativos ali refugiados.<span id="more-34131"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para Nzumbi, não havia cotas na liberdade, ela era para todos! Acreditando nas palavras dos poderosos e na liberdade concedida para apenas alguns, Ganga Zumba abandonou as alturas dos Palmares para estabelecer-se nos baixios de Cucuá, a 32 quilômetros de Serinhaém, onde muito logo, com seus seguidores, conheceu a morte e a reescravização.</p>
<p style="text-align: justify;">A confederação palmarina foi república de produtores livres, incrustada no seio de despótica sociedade escravista, formada por cativos fugidos da iníqua escravidão do nordeste açucareiro, ou nascido nos Palmares. Por longas décadas, significou para milhares de africanos, mas também para crioulos, nativos, mestiços e alguns homens livres, a possibilidade de materialização do sonho de viver do próprio trabalho, plantando, caçando, pescando, escambando, em liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos ataques derradeiros aos Palmares, as armas de fogo, a artilharia e a capacidade lusitana de deslocar e abastecer rapidamente suas tropas, registravam o maior nível de desenvolvimento das forças produtivas materiais do escravismo, no contexto de relações sociais de produção desumanizadoras. As tropas que combatiam o reduto libertário eram a avançada, nas matas palmarinas, do ainda poderoso império português, parte da divisão mundial do trabalho da época. Palmares escaparia da destruição final apenas se espraiasse a rebelião aos trabalhadores dos engenhos, roças e aglomeração do Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">O quilombo do Macaco, a derradeira tentativa de resistência estática palmarina, quando a confederação vergava, foi destruído, em fevereiro de 1694, por poderoso exército colonial artilhado, formado por brancos, mamelucos, nativos e negros.</p>
<p style="text-align: justify;">O último reduto palmarino, fortemente defendido por fossos, trincheiras e paliçada, encontrava-se nos cimos de uma altaneira serra.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">A serra da Barriga e regiões circunvizinhas, na Zona da Mata alagoana, então cobertas por densas matas, constituem ainda hoje paragem de singular beleza. O visitante que se aproxima da região, vindo do litoral, maravilha-se com o espetáculo natural. O maciço montanhoso surge abruptamente no horizonte, como fortaleza natural expugnável, dominando as terras baixas que o cercam, cobertas por imenso mar verde dos canaviais flutuando ao lufar do vento.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem conhece a saga palmarina, com um pouco de imaginação, ouve os tambores africanos chamando às armas os guerreiros, anunciando o aproximar das malditas tropas negreiras. Se refinar mais o ouvido, sentirá a reverberação dos <em>tam-tans</em> lançados do fundo da história, lembrando às multidões que labutam, hoje, longuíssimas horas ao dia, não raro até a morte por exaustão, por alguns punhados de reais, nos verdes canaviais que cercam a serra devassada, que a luta ainda continua, apesar da já longínqua morte do general negro de homens livres.</p>
<p style="text-align: justify;">* Mario Maestri, 63, é professor do curso e do PPG em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net.</p>
<p style="text-align: justify;">http://port.pravda.ru/news/sociedade/20-11-2011/32488-nzumbi_geroi-0/</p>
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