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	<title>Combate ao Racismo Ambiental &#187; Incra</title>
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	<description>Dedicado por Tania Pacheco ao GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas</description>
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		<title>“Governo Dilma foi tomado por tecnocracia de segundo escalão”, diz Stédile</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 14:46:42 +0000</pubDate>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/stedile16didasampaio600b.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-49984" title="stedile16didasampaio600b" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/stedile16didasampaio600b-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, manifestações de protesto em diversas partes do País. Por meio de invasões de propriedades rurais, ocupações de edifícios públicos e interdição de rodovias, os militantes protestam contra a lentidão da reforma agrária. Na opinião do líder mais conhecido e influente do movimento, o economista João Pedro Stédile, o governo da presidente Dilma Rousseff “foi tomado por uma burocracia de segundo escalão que não entende nada de povo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista ao blog do Estadão, Stédile também classificou como “burrice política” o contingenciamento de 70% das verbas de custeio do Incra , em vigor deste o início deste mês. Ele ainda criticou o PT, aliado histórico do MST, afirmando que se transformou num partido “chapa branca”, preocupado  com cargos. “O PT deveria ter um projeto para o País”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De acordo com números oficiais, 2011 foi o pior dos últimos 16 anos em termos de reforma agrária. A que atribui isso?</strong><br />
A um conjunto de razões conjugadas. Em primeiro lugar, está em curso uma ofensiva do agronegócio. Com a crise internacional, bilhões de dólares vieram para o Brasil para a compra de terras, usinas, commodities. Com isso o preço da terra subiu. Isso significa que, para se proteger da crise, eles estão disputando terras que poderiam ser destinadas para a reforma. Em segundo lugar, o governo Dilma não compreendeu ainda a importância e a necessidade da reforma agraria como um programa social, de produção de alimentos sadios, para resolver o problema da pobreza no meio rural. Um terceiro fator é o Judiciário.<span id="more-49983"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por quê?</strong><br />
O Judiciário está impregnado pela ideologia do latifúndio da propriedade. Há 193 casos de desapropriação parados no Judiciário, esperando apenas uma assinatura. No conjunto, são mais de 900 mil hectares que já poderiam ter sido destinados para a reforma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O governo federal contingenciou quase 70% das verbas de custeio do Incra, justamente no mês de abril, quando o MST realiza sua principal jornada de lutas. Como vê esse corte?</strong><br />
Isso é, no mínimo, burrice política, para não ficar falando apenas de incompetência, se considerarmos que temos 160 mil famílias acampadas, à espera de terra. Em todas as suas falas a presidenta diz que o combate à pobreza é prioritário, que a educação é prioritária. Ao mesmo tempo que ela diz, isso, porém, os burocratas dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Planejamento contigenciam os recursos do INCRA e do Pronera – o único programa de educação no campo. O governo Dilma foi tomado por uma tecnocracia de segundo escalão, que não entende nada de povo e está paralisando todos os projetos sociais. Eles nem conseguem diferenciar que orçamento de reforma agrária e educação não pode ser considerado como custeio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acha que a decisão será revista?</strong><br />
Espero que o governo crie vergonha e altere imediatamente. O engraçado é que isso só acontece com programa para pobre. Com orçamento para empresas, para hidrelétricas, pagamento dos juros da divida interna, que é uma vergonha, nunca suspenderam. Eu também espero que a senhora presidenta crie coragem e mude essa política burra do superávit primário, que nenhum pais desenvolvido do mundo usa mais e que reserva mais de 30% de nosso orçamento para pagamento de juros aos bancos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor fala na criação de mais assentamentos. Mas a presidente diz que está mais interessada na melhoria dos assentamentos já existentes.</strong><br />
A presidenta está  sendo mal assessorada. Aliás, ela já percebeu isso e até trocou o ministro do Desenvolvimento Agrário. Melhorar os assentamentos é uma coisa, aliás é uma divida. Outra coisa é desapropriar para resolver o problema das famílias que não têm terra, que são superexploradas. Misturar as duas coisas é como dizer aos sem-teto: só vamos construir novas casas, depois que fizermos reformas nas casas que já existem!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto aos assentamentos já existentes?</strong><br />
Também estão abandonados. Faltam 180 mil casas. Apenas 10% deles têm acesso ao crédito rural. O programa de assistência técnica é uma vergonha, porque nem chega às famílias. A melhor politica para os assentamentos é fortalecer a CONAB, transformá-la numa grande empresa compradora de alimentos produzidos nos assentamentos e na agricultura familiar. Mas o orçamento para essas compras está parado, ao redor de R$ 300 milhões por ano. Se Conab tivesse um R$ 1 bilhão, teríamos um salto, pois os assentados poderiam produzir sabendo que a produção seria toda comprada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para garantir a governabilidade e o projeto político do PT, o governo tem feito cada vez mais concessões à bancada ruralista. O que acha disso?</strong><br />
Há muita diferença entre a vontade da presidenta e a natureza de seu governo, que é um governo de composição de classes, uma frente política de interesses diferentes e, às vezes, até antagônicos. Nesse quadro, as classes dominantes, por meio de seus grupos políticos, vão pautando cada vez mais o governo e transformando-o em refém de seus interesses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto ao PT?</strong><br />
Há uma diferença entre o governo Dilma e o PT. Acho que o PT deveria ser mais ofensivo, ter um projeto para o País e ser autônomo em relação ao governo. Só assim é possível atuar na sociedade, organizar os trabalhadores, mobilizando e pressionando por mudanças estruturais. O problema é que o PT virou um partido chapa-branca, que se preocupa mais com cargos e em puxar o saco do governo, deixando de cumprir seu papel de partido político.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O MST perdeu parte de sua capacidade de mobilização em decorrência do crescimento econômico e da criação de mais empregos.</strong><br />
Claro que existe mais emprego e que houve uma pequena distribuição da renda a favor dos trabalhadores sobre o total do PÌB. Mas isso não significa que os problemas estruturais da concentração da propriedade da terra e da riqueza se resolveram. O Brasil continua sendo um pais muito desigual e injusto. E no meio rural a única forma de construirmos um modelo de produção agrícola voltado para o mercado interno, com desenvolvimento econômico e social, é por meio da democratização da propriedade, do fortalecimento de agroindústrias, de cooperativas e da agricultura familiar, adotando a matriz da agroecologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto à dificuldade para mobilizar pessoas?</strong><br />
Estamos ainda num período histórico de descenso do movimento de massas e da falta de mudanças estruturais. E é isso que afeta as mobilizações no campo, e também na cidade. A ultima greve geral foi em 1988, mas nem por isso os problemas da classe trabalhadora urbana se resolveram. Em algum momento, porém, entraremos num novo período histórico de retomada das mobilizações de massa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As manifestações do dia 16 de abril destinam-se também a relembrar o massacre de trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás, em 1996. Como estão os processos para punir os responsáveis?</strong><br />
Essa é outra vergonha, outra demonstração da conivência do Judiciário com o latifúndio. Foram assassinados 19 companheiros, em 1996. Demoraram seis anos para realizar o júri popular e lá, “milagrosamente”, foram absolvidos os mandantes e os 154 policiais que praticaram os crimes. Foram condenados apenas os dois comandantes, com penas de mais de 200 anos de prisão para cada um. Eles recorreram em liberdade – e assim estão até hoje. Recentemente, no dia dia 28 de março, o insuspeito ministro Gilmar Mendes, revogou as medidas cautelares e determinou que os dois esperassem na cadeia. Já se passaram 19 dias e a ordem ainda não chegou a Belém. Se fosse um pobre, teria sido preso no mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">http://blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/governo-dilma-foi-tomado-por-tecnocracia-de-segundo-escalao-diz-stedile/</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>STJ consolida jurisprudência que disciplina a reforma agrária no país</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/03/stj-consolida-jurisprudencia-que-disciplina-a-reforma-agraria-no-pais/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 21:18:42 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><div style="text-align: justify;">A reforma agrária objetiva, basicamente, a democratização do acesso à terra. Para atingir esse objetivo, o governo deve tomar medidas para uma distribuição mais igualitária da terra, desapropriando grandes imóveis e assentando famílias de lavradores ou garantindo a posse de comunidades originárias daquelas terras, como indígenas e quilombolas.&nbsp;</p>
<p>As desapropriações são conduzidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autarquia ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). As ações do Incra têm como base as diretrizes do II Programa Nacional de Reforma Agrária, implantado em 2003.</p>
<p>Além da desconcentração da estrutura fundiária, alguns dos objetivos do programa são: o combate à fome, a produção de alimentos, a geração de renda e o desenvolvimento rural sustentável. Entretanto, em 2011, pouco mais de 22 mil famílias foram assentadas – de acordo com dados do Incra –, em grande contraste com o ano de 2006, por exemplo, quando foram atendidas mais de 136 mil famílias.<span id="more-47459"></span></p>
<p>O Judiciário tem ajudado bastante no processo de desapropriação – seja ele por utilidade pública ou por interesse social. Pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) já passaram centenas de processos relativos à desapropriação para reforma agrária, o que ajudou o tribunal a consolidar sua jurisprudência relativa ao tema – inclusive com entendimentos sumulados.</p>
<p><strong>Área maior</strong></p>
<p>Durante o processo de desapropriação, peritos fazem laudos técnicos sobre a propriedade expropriada – relativos à produtividade e mesmo ao tamanho da propriedade. Em alguns desses casos, a área encontrada pelo perito difere daquela no registro do imóvel.</p>
<p>Por conta dessa situação, o Incra recorreu diversas vezes ao STJ. No Recurso Especial (REsp) 1.252.371, relatado pelo ministro Cesar Rocha, a autarquia questionou decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que determinou que o valor da indenização corresponderia à área encontrada pela perícia, e não àquela registrada.</p>
<p>O Incra já havia depositado indenização correspondente à área efetivamente registrada e declarada, embora tenha medido, em perícia, cerca de 20 hectares a mais. A indenização oferecida pelo Incra era de R$ 1.117.159,28, mas a sentença fixou indenização em R$ 1.412.186,88 (reduzindo o valor arbitrado pelo laudo pericial, R$ 1.848.731,28). O valor foi mantido pelo TRF5, sob o argumento de que “a indenização deve corresponder ao todo real, pouco importando o que o registro anuncie”.</p>
<p>O ministro Cesar Rocha destacou que, a seu ver, a indenização deve abranger a área total determinada, sem restrições ao levantamento dos valores equivalentes à diferença obtida entra a área do registro e a área real. Segundo ele, o expropriado só ficaria impossibilitado de levantar a totalidade do valor da desapropriação se houvesse dúvidas quanto à propriedade da área não registrada ou disputas pela porção de terra.</p>
<p>Porém, a jurisprudência do tribunal impõe indenização da área registrada, mantendo-se em depósito judicial o que sobrar até que o expropriado promova a retificação do registro ou que seja decidida a titularidade do domínio.</p>
<p><strong>Juros compensatórios</strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong>Os juros compensatórios são cedidos ao desapropriado para compensar o que ele deixou de ganhar com a perda antecipada do imóvel ou ressarci-lo pela perda do uso e gozo econômico do imóvel. Entretanto, sempre existem controvérsias sobre sua base de cálculo.</p>
<p>Nos embargos declaratórios no REsp 1.215.458, o Incra alegou que a base de cálculo para incidência dos juros compensatórios seria a diferença apurada entre o preço ofertado em juízo e o valor da condenação – no período de vigência da Medida Provisória 1.577, de 1997 até 2001.</p>
<p>O ministro Mauro Campbell Marques concordou com a alegação do Incra e acolheu os embargos. Segundo ele, entre 11 de junho de 1997 e 13 de setembro de 2001, os juros devem ser fixados em 6% ao ano. A partir daí, em 12% ao ano, de acordo com a súmula 618 do Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>O ministro explicou que antes da MP 1.577, a base de cálculo corresponde ao valor da indenização fixada em sentença, a partir da imissão de posse. Depois da MP, a base de cálculo corresponde ao valor ofertado pelo expropriante menos o valor fixado judicialmente. E a partir de 2001, quando a MP foi considerada inconstitucional, a base de cálculo passa a ser a diferença entre 80% do valor ofertado e o valor fixado na sentença.</p>
<p><strong>Imóvel improdutivo<br />
</strong><br />
Alguns dos imóveis desapropriados são improdutivos, ou seja, não cumprem sua função social. E muitas vezes, a administração pública se recusa a pagar os juros compensatórios. Porém, o STJ entende que os juros compensatórios incidem, sim, sobre imóveis improdutivos.</p>
<p>O ministro Castro Meira afirmou esse entendimento no julgamento do REsp 1.116.364. Para ele, “excluir os juros compensatórios do valor a ser indenizado representaria, em verdade, dupla punição”.</p>
<p>Isso por causa da frustração da expectativa de renda, pois a qualquer momento o imóvel improdutivo pode ser aproveitado e se tornar produtivo, ou pode mesmo ser vendido. O fundamento para a imposição dos juros compensatórios não é a produtividade, e sim o desapossamento.</p>
<p>No julgamento dos embargos de divergência no REsp 453.823, o ministro Teori Zavascki explica quais são os critérios que devem ser cumpridos para um imóvel ser considerado produtivo: aproveitamento racional e adequado; utilização adequada dos recurso naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; observância das disposições que regulam as relações de trabalho; exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e trabalhadores.</p>
<p>Mas ainda que o imóvel não atenda a esses critérios, os juros compensatórios são cabíveis. Segundo o ministro Zavascki, isso acontece em respeito ao princípio da justa indenização.</p>
<p>“Embora a Constituição tenha afastado a recomposição em dinheiro do patrimônio do titular do imóvel desapropriado, manteve o critério da justa indenização, que só se fará presente mediante a reparação de todos os prejuízos experimentados pelo administrado, incluindo os juros compensatórios”, explicou o ministro.</p>
<p><strong>Comunidade quilombola<br />
</strong><br />
O Incra tentou desapropriar uma fazenda localizada em terras definidas como sítio de valor histórico e patrimônio cultural do povo Kalunga. Mas a sentença extinguiu o processo, por considerar que o objetivo da desapropriação para reforma agrária é promover a expropriação de terras para o assentamento de trabalhadores. O entendimento foi mantido pelo TRF1.</p>
<p>A autarquia recorreu ao STJ – no REsp 1.046.178 – alegando que possui legitimidade para realizar a desapropriação do imóvel. O Decreto 4.887/03 regula o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que reconhece a propriedade definitiva das terras às comunidades quilombolas.</p>
<p>O decreto declara o Incra competente para a identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. O DL 3.365/41, que trata das desapropriações por utilidade pública, não prevê a desapropriação para regularização de terras para comunidades quilombolas que não ocupavam a área desapropriada.</p>
<p>O caso é, na verdade, desapropriação por interesse social, pois o imóvel não servirá à administração pública, e sim ao interesse da comunidade – o objetivo da desapropriação é a preservação do patrimônio cultural do povo Kalunga.</p>
<p>Segundo o ministro Mauro Campbell Marques – ao dar provimento ao recurso do Incra, determinando a retomada do trâmite da ação de desapropriação –, o poder público não pode desapropriar imóveis sem lhes destinar qualquer finalidade pública ou interesse social.</p>
<p>“A desapropriação de imóvel rural para fins de reforma agrária, modalidade extrema de intervenção do estado na propriedade privada, constitui mecanismo de implementação de justiça social no campo, por intermédio da justa distribuição da propriedade rural e da renda fundiária”, disse o ministro.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">Coordenadoria de Editoria e Imprensa</div>
<p style="text-align: justify;">http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=105153</p>
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		<title>Incra pede suspensão do funcionamento de usina em MT</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 09:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[direito de ir e vir]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Pedido será analisado pela Sema, diante de irregularidades consideradas graves Rafael Costa/ Midia News O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) solicitou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Usinas Hidrelétricas que seja solicitado, junto à Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), a suspensão da licença ambiental que autoriza o funcionamento da [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Pedido será analisado pela Sema, diante de irregularidades consideradas graves</em></p>
<p style="text-align: justify;">Rafael Costa/ Midia News</p>
<p style="text-align: justify;">O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) solicitou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Usinas Hidrelétricas que seja solicitado, junto à Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), a suspensão da licença ambiental que autoriza o funcionamento da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Bocaíuva, no município de Brasnorte (579 km a Noroeste de Cuiabá).</p>
<p style="text-align: justify;">A drástica medida se deve à resistência da Cravari Energia S/A, administradora do empreendimento, em corrigir irregularidades danosas ao meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 26 de janeiro passado, o supervisor regional substituto do Incra, Salvador Sotério de Almeida, encaminhou ofício a diretoria da empresa, solicitando manifestação por escrito para ser firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) até o dia 10 de fevereiro.<span id="more-43592"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não houve resposta, o que motivou o superintendente regional, Valdir Mendes Barranco, solicitar o pedido de suspensão da licença ambiental, amparado no artigo 19 da Resolução 237, do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), de 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">A norma prevê que o órgão ambiental competente pode suspender ou cancelar uma licença expedida quando ocorrer violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais; omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença e superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme relatório de fiscalização de 13 de junho de 2011, ficou constatado que o canteiro de obras da PCH Bocaiúva está fora da área desapropriada, ocupando um terreno pertencente ao Incra.</p>
<p style="text-align: justify;">Há ainda a construção de uma estrada de aproximadamente 1.300 metros, que está fora do perímetro da área desapropriada pela Cravari Energia S/A. Por conta disso, foi feito um aterro que promoveu o represamento de uma nascente de um afluente do Rio Cravari.</p>
<p style="text-align: justify;">A fiscalização detectou, ainda, a instalação de uma cerca ao longo do perímetro da PCH Bocaíuva, nos limites com o Projeto de Assentamento Tibagi, que impede o acesso dos assentados as margens do lago.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recomendações</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar a suspensão das atividades, o Incra recomendou várias medidas para sanar irregularidades, que não foram atendidas em momento algum.</p>
<p style="text-align: justify;">Na lista está a construção de linhas de bueiros para oferecer vazão de água e evitar o alagamento e dano ambiental em APPs (Áreas de Preservação Permanente); transferência de um canteiro de obras para dentro do perímetro da área da PCH Bocaíuva; e retirada de cerca para permitir o acesso dos assentados ao fornecimento de água para suas necessidades básicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatório</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao Midianews, o relator da CPI das Usinas Hidrelétricas, em andamento na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), informou que o pedido de suspensão da licença ambiental da PCH Bocaíuva será incluso no relatório final, que deverá ser concluído nos próximos dias.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O pedido de suspensão vai ser incluído diante das provas colhidas pelo Incra. O empreendedor se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta, o que seria mais viável. Não há outra medida que não seja essa&#8221;, comentou o deputado.</p>
<p style="text-align: justify;">Dal Bosco afirmou, também, que a Sema não tomou as providências legais para fiscalizar a área degradada da PCH, o que deverá ser feito pelos outros órgãos de fiscalização.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O Incra comprovou que a Sema fiscalizou de forma superficial. Se houve conivência ou não, deve ser investigado. Todos os autos das investigações do Parlamento serão remetidos ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal&#8221;, disse o deputado</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.topnews.com.br/noticias_ver.php?id=9608. Enviada por Ricardo Álvares.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Assentamento Zumbi dos Palmares, 7 dos 22 concessionários originais permanecem no local</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[demarcações]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->As famílias que chegaram depois pouco ou nada produzem Maria Clara Prates Manhã de quinta-feira, 9 de fevereiro. Um caminhão-tanque transportando leite deixa o assentamento de trabalhadores rurais Zumbi dos Palmares, às margens da BR-365, a 20 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A cena se repete todos os dias e passa uma falsa impressão. [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div style="text-align: justify;"><em><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/02/MG-Assentamento.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-42857" title="MG - Assentamento" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/02/MG-Assentamento.jpg" alt="" width="299" height="160" /></a>As famílias que chegaram depois pouco ou nada produzem</em></div>
<p style="text-align: justify;">Maria Clara Prates</p>
<p style="text-align: justify;">Manhã de quinta-feira, 9 de fevereiro. Um caminhão-tanque transportando leite deixa o assentamento de trabalhadores rurais Zumbi dos Palmares, às margens da BR-365, a 20 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A cena se repete todos os dias e passa uma falsa impressão. O assentamento, uma área de 492 hectares, equivalente a quatro Vaticanos, perdeu seus concessionários originais e teve o destino adulterado. Com 13 anos de existência, o Zumbi dos Palmares é um conjunto de lotes subutilizados para a agricultura e a pecuária, e abriga hoje uma confortável casa de quatro quartos com campo de futebol.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div>
<div id="abanoticia">Dos 22 trabalhadores rurais sem-terra que receberam do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o Contrato de Cessão de Uso (CCU), apenas sete permanecem no assentamento. No grupo dos que ficaram está Aparecida de Fátima Queiroz, de 58 anos, que já vivia na fazenda que se transformaria no assentamento Zumbi dos Palmares um ano antes da desapropriação do terreno pelo governo federal para reforma agrária. “Estava aqui no corte da cerca”, diz. A expressão é usada pelos trabalhadores sem-terra para se referir àqueles que estavam entre os primeiros a ocupar uma propriedade. Aparecida, hoje, é empregada doméstica da casa suntuosa com campo de futebol construída no assentamento.<span id="more-42856"></span></div>
<div></div>
</div>
<div id="abanoticia">Na divisão da área desapropriada, cada assentado recebeu terrenos com 18 a 20 hectares. Conforme o planejamento para criação do Zumbi dos Palmares, parte da propriedade foi transformada em área de proteção ambiental. No terreno que recebeu, Aparecida chegou a produzir farinha de mandioca e a criar algumas cabeças de gado. O rendimento ajudava na manutenção da família: a mãe, de 94 anos, o marido, três filhos, um genro, duas noras e 10 netos distribuídos em quatro casas construídas no lote.</div>
<div>
Para ampliar a produção de farinha, Aparecida vendeu as vacas e comprou dois fornos. Há três anos ambos furaram e a produtora rural ficou apenas com a pequena lavoura de mandioca. A queda no faturamento obrigou-a a procurar um emprego. E encontrou dentro do próprio assentamento. Aparecida passou a trabalhar como empregada doméstica de Iracilda Alves Franco, de 62, que nunca foi produtora rural. Há quatro anos, com a ajuda dos filhos que trabalham em Uberlândia e no Mato Grosso, Iracilda comprou um dos lotes do assentamento, onde construiu a casa de quatro quartos, uma grande varanda e um campo de futebol society. Iracilda paga salário de R$ 750 mensais à funcionária.</p>
<p>Eucaliptos Ao lado da casa, em cerca de 16 hectares do terreno, Iracilda plantou eucaliptos, uma cultura muito mais comum em terrenos de grandes empresas fornecedoras do setor de siderurgia do que em um assentamento de sem-terra. “Fomos aceitos pela comunidade”, diz Iracilda. A moradora do assentamento afirma ter adquirido o terreno por R$ 15 mil. “Pagamos apenas pela benfeitoria (uma pequena casa e um curral), já que o terreno é do Incra”, diz. Conforme as regras do instituto, ao ser assentado o sem-terra recebe apenas o CCU. A escritura do terreno é fornecida somente depois de 15 anos de uso da área.</p>
<p>A família de Iracilda chegou ao Zumbi dos Palmares depois de ler um anúncio no jornal. “Meus filhos viram que uma pessoa queria se desfazer da terra em um outro assentamento. Lá a negociação não deu certo. Mas achamos esse, onde construímos a casa”, conta.</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Uberlândia (STRU) culpa o Incra pela debandada de sem-terra do Zumbi dos Palmares. Afirma não haver assistência técnica nem crédito para os produtores. “Enquanto a reforma agrária não for uma política de Estado, e não de governo, nada vai mudar”, afirma o assessor do sindicato para o assunto, Django Alves da Silva.</p>
<div>
<div>Saiba mais&#8230;</div>
</div>
<p>Vigilante O lote em que a casa de Iracilda foi construída era usado por José Rosa Filho, 57, o segundo a comprar o terreno depois de o sem-terra original decidir deixar o assentamento. Ficou apenas um ano no local, em meados dos anos 2000, e vendeu a benfeitoria para a família de Iracilda depois de um problema na coluna vertebral que o impedia de continuar trabalhando na terra, diz. Hoje, mora em uma pequena casa improvisada a 10 metros da rodovia. O local faz parte da área total do Zumbi dos Palmares e, conforme o projeto inicial do governo, seria usada para construção de lojas onde seria vendida a produção do assentamento. José atualmente trabalha como vigilante noturno de máquinas das empresas responsáveis por obras na BR-365.</p>
<p>É às portas de José que o caminhão para transporte de leite acessa a estrada que liga a BR-365 ao Zumbi dos Palmares. O veículo faz uma única viagem por dia, para coletar a produção de apenas uma propriedade – uma rotina que, a julgar pela atual situação do assentamento e dos seus ocupantes, tende a prosseguir por muito mais tempo.<br />
<strong><br />
Retomada</strong></p>
<p>O superintendente do Incra/MG, Carlos Calazans, disse que o instituto já está promovendo a retomada dos lotes vendidos à revelia da lei. Segundo ele, vários proprietários já foram notificados e será intensificada a fiscalização. Levantamento do Incra indica que entre 2001 e 2011 o instituto excluiu do Programa Nacional de Reforma Agrária 2.019 beneficiários em Minas. Há, atualmente, no estado 266 assentamentos criados pelo Incra com cerca de 15 mil famílias. O instituto informa que, em 2011, das 379 famílias assentadas em Minas Gerais, 295 foram em lotes retomados.</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/02/12/interna_politica,277505/no-assentamento-zumbi-dos-palmares-7-dos-22-concessionarios-originais-permanecem-no-local.shtm</p>
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		<title>Fundação Palmares busca diálogo para garantir a territorialidade dos quilombolas da Ilha de Marambaia</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 18:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[demarcações]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Palmares]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END --><div class="wp-caption alignleft" style="width: 395px"><img title="marambaia" src="http://www.palmares.gov.br/wp-content/uploads/2012/01/interna-230112-21.jpg" alt="" width="385" height="249" /><p class="wp-caption-text">Representantes dos moradores atentos à apresentação da proposta de acordo.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Por Jacqueline Freitas</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente da Fundação Cultural  Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, esteve na semana passada em comitiva  na Ilha de Marambaia, no Rio de Janeiro, articulando a construção das  negociações para a definição da situação quilombola na região.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o apoio do Incra e da Advocacia  Geral da União (AGU),  que também integraram a comitiva, o principal  objetivo da visita foi intensificar o diálogo com a Marinha do Brasil,  no sentido de estabelecer um acordo ainda em 2012. “Como há um consenso  de que os moradores da ilha não podem ser retirados, o desafio é  construir um ambiente de inclusão e a permanência dessas famílias”,  informou Eloi Araujo.</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhado pelo diretor de Patrimônio  Cultural Afro-brasileiro, Alexandro Reis, e pelo representante regional  da FCP no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Rodrigo Nascimento, o  presidente e demais autoridades governamentais foram recepcionados pelo  comandante geral do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil,  Almirante-de-Esquadra(FN), Marco Antonio Corrêa Guimarães, que ressaltou  o interesse em um acordo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Este não é um problema sem solução, e  esta solução será emblemática. A Marinha quer não só manter o atual  status da comunidade, como também melhorá-lo”, destacou o Almirante, que  conduziu pessoalmente os visitantes por todo o percurso de ida e volta  entre as ilhas das Cobras, sede do Comando Geral do Corpo de Fuzileiros  Navais, e de Marambaia.<span id="more-40899"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Proposta</strong> – A primeira  proposta de regularização fundiária apresentada à comunidade quilombola  de Marambaia prevê a titulação de espaços coletivos e a titulação  individual para as famílias. Na sede da Arquimar – Associação da  Comunidade Remanescente de Quilombos da Ilha de Marambaia, alguns  moradores acompanharam as sugestões de acordo explicadas pelos  representantes da FCP, do Incra e da AGU.</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigindo-se aos quilombolas, o  presidente da Fundação Palmares declarou estar animado “com a construção  de um diálogo positivo para garantir o direito do território á  comunidade”. Já a procuradora regional da União da 2ª Região, Mariana  Moreira e Silva, destacou: “Estamos em busca de um consenso que garanta à  comunidade a sua permanência e à Marinha a sua missão”.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o encontro,  Dona Sônia,  moradora da Ilha de Marambaia,  fez questão de demonstrar o sentimento e  reconhecimento da comunidade em favor do diálogo que está sendo feito  para a preservação dos direitos quilombolas: “Sou filha de guerreiros e  sei o que nossos antepassados nos deixaram. Sempre acreditei que não  sairemos mesmo daqui”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas  próximas semanas, a Advocacia Geral  da União e os setores jurídicos da FCP e do Incra vão trabalhar na  elaboração da minuta do acordo. Segundo Eloi Ferreira de Araujo, uma  nova reunião com os moradores deverá acontecer até março, quando será  apresentada uma proposta que garanta que nem os quilombolas nem a  Marinha saiam prejudicados.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.palmares.gov.br/?p=17423</p>
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		<item>
		<title>Publicados no DO decretos para desapropriação de terras para reforma agrária</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 19:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[desapropriação]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais sem terra]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Yara Aquino* Brasília – O governo publicou na edição de hoje (26) do Diário Oficial da União decretos de desapropriação de terras para fins de reforma agrária. No total, são 60 fazendas em 13 estados, somando uma área de 112,8 mil hectares para assentamento de 2.739 famílias sem-terra. A avaliação para as desapropriações e assentamentos [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Yara Aquino*</p>
<p style="text-align: justify;">Brasília – O governo publicou na edição de hoje (26) do <em>Diário Oficial da União</em> decretos de desapropriação de terras para fins de reforma agrária. No  total, são 60 fazendas em 13 estados, somando uma área de 112,8 mil  hectares para assentamento de 2.739 famílias sem-terra.</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação para as desapropriações e assentamentos foi feita  conjuntamente ao longo de 2011 pelo Ministério do Desenvolvimento  Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária  (Incra).</p>
<p style="text-align: justify;">A formatação dos 48 decretos está baseada em três critérios básicos.  O primeiro prevê que o valor das fazendas a serem desapropriadas  obedeçam a uma média histórica dentro da área onde estão situadas. O  segundo define que cada área tenha capacidade de assentar um mínimo de  15 famílias. O terceiro critério trata da localização: as áreas têm de  estar próximas de estradas e em locais de fácil ingresso de políticas  públicas para benefício das famílias assentadas. Os estados de Minas  Gerais, da Bahia, do Ceará e Maranhão estão entre os que mais concentram  imóveis rurais para desapropriação.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com informações do MDA, a partir da publicação dos  decretos, o primeiro passo é a procuradoria do Incra requerer à Justiça  Federal o ajuizamento das desapropriações.</p>
<p style="text-align: justify;">*Repórter da Agência Brasil (<em>Edição: Aécio Amado)</em></p>
<p style="text-align: justify;">http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-26/publicados-no-do-decretos-para-desapropriacao-de-terras-para-reforma-agraria</p>
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		<title>Marcados para morrer divulgam carta no Pará</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 17:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ameaças]]></category>
		<category><![CDATA[assassinatos]]></category>
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		<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Leonardo Sakamoto Dando continuidade ao assunto de dois posts atrás, trago uma carta que foi divulgada hoje pela Comissão Pastoral da Terra, como resultado de um encontro de trabalhadores rurais ameaçados de morte no Sul e Sudeste do Pará (região que pertenceria ao Estado de Carajás, vetado pelo plebiscito realizado no último domingo). Como eu [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Leonardo Sakamoto</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Dando continuidade ao assunto de dois posts atrás,  trago uma carta que foi divulgada hoje pela Comissão Pastoral da Terra,  como resultado de um encontro de trabalhadores rurais ameaçados de  morte no Sul e Sudeste do Pará (região que pertenceria ao Estado de  Carajás, vetado pelo plebiscito realizado no último domingo). Como eu  disse, a Justiça, quando se refere ao Pará, tem servido para proteger o  direito de alguns mais ricos em detrimento dos que nada têm. Mudanças  positivas têm acontecido, graças à sociedade civil, à imprensa e a  promotores, procuradores e juízes que têm a coragem de fazer o seu  trabalho, mesmo com o risco de uma bala atravessar o seu caminho. Mas  tudo isso é muito pouco diante do notório fracasso até o presente  momento.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CARTA ÀS AUTORIDADES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nós, trabalhadores e trabalhadoras rurais, ameaçados de morte e  vivendo em situação de risco nas regiões Sul e Sudeste do Pará, reunidos  em um encontro em Marabá, nos dias 09 e 10 do mês corrente, para  avaliar nossa situação, nos dirigimos às autoridades estaduais e  federais para expor nossas preocupações e apresentar nossas  reivindicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Constatamos que a situação é grave, apenas nas regiões sul e sudeste,  são mais de 40 lideranças em situação de risco em razão das ameaças e,  em 2011, já ocorreram 10 assassinatos de trabalhadores rurais nessas  regiões. As ameaças, infelizmente, em muitos casos, acabam se cumprindo  resultando no assassinato de muitos camponeses.<span id="more-36834"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A falência do Incra e da Reforma Agrária é a principal causa geradora  das ameaças, e por consequência das mortes. Processos de desapropriação  ou arrecadação de terras públicas se arrastam por décadas,  desencadeando conflitos graves e expondo os trabalhadores e suas  lideranças à ação criminosa de pistoleiros a mando de fazendeiros e  madeireiros. Em 2011, nenhuma fazenda foi desapropriada e nenhum  assentamento foi criado nas regiões sul e sudeste. São mais de 10 mil  famílias aguardando serem assentadas, enfrentando todas as formas de  violência.</p>
<p style="text-align: justify;">A inoperância do Ibama e da Polícia Federal em coibir e penalizar a  extração ilegal de madeira e a produção ilegal de carvão é um incentivo à  continuidade das ameaças e das mortes. O assassinato de José Cláudio e  Maria em Nova Ipixuna no último dia 24 de maio é um exemplo disso.</p>
<p style="text-align: justify;">A impunidade promovida pela segurança pública e pelo poder judiciário  constitui elemento incentivador para a continuidade dos crimes. As  ameaças, geralmente, não são investigadas, a investigação e  identificação dos autores dos crimes contra os trabalhadores sempre  ficam pela metade e a conclusão dos processos criminais e consequente  condenação dos responsáveis pelos crimes dificilmente acontece. Os  processos se arrastam por 5, 10 e até 20 anos e muitos deles acabam  prescrevendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Frente à situação exposta reivindicamos das autoridades:</p>
<p style="text-align: justify;">1 – Maior agilidade do Incra nos processos de arrecadação de terras  públicas e desapropriação de latifúndios improdutivos para que os  conflitos sejam mais rapidamente solucionados;<br />
2 – A investigação de todas as ameaças registradas nas Delegacias de Polícia por parte de trabalhadores e lideranças ameaçadas;<br />
3 – Investigação por parte das corregedorias de polícia e da Comissão de  Combate à Violência no Campo, das ilegalidades e arbitrariedades  cometidas por policias civis e militares nos acampamentos e  assentamentos;<br />
4 – Fiscalização por parte do Ibama da extração ilegal de madeira,  desmatamentos ilegais e produção ilegal de carvão nas áreas ocupadas e  nos assentamentos e investigação da Polícia Federal e Ministério Público  Federal dos crimes ambientais e agrários cometidos por madeireiros e  fazendeiros;<br />
5 – Fortalecimento do Programa de Defensores de Direitos Humanos, para  que este tenha condições de monitorar a situação dos ameaçados,  acompanhar a apuração das ameaças e garantir seguranças para as pessoas  em situação de risco;<br />
6 – Implantação de um posto temporário da Força Nacional no Projeto de  Assentamento Agro-extrativista em Nova Ipixuna, considerando a ofensiva  de madeireiros, grileiros e produtores de carvão ilegal e a situação de  ameaças aos familiares de José Cláudio e Maria, especialmente, Laiza  Sampaio;<br />
7 – Prorrogação da Proteção feita pela Força Nacional às lideranças e trabalhadores dos ameaçados.</p>
<p style="text-align: justify;">Marabá, 12 de dezembro de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Trabalhadores e lideranças ameaçadas de morte nas regiões Sul e Sudeste do Pará.</p>
<p style="text-align: justify;">http://blogdosakamoto.uol.com.br/</p>
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		<title>A luta continua: INCRA inicia processo de reconhecimento do território quilombola de Rio dos Macacos, mas Marinha desrespeita</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 17:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->No dia 6 de dezembro, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), enviou antropólogos ao quilombo de Rio dos Macacos a fim de dar início ao processo de demarcação do território tradicional. O objetivo é elaborar o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), documento que apresenta a história, ancestralidade, tradição e organização [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div class="wp-caption alignright" style="width: 364px"><img class=" " src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2011/11/Irm%C3%A3s.png" alt="" width="354" height="234" /><p class="wp-caption-text">Irmãs que nasceram e cresceram na Comunidade, com 110 e 84 anos.</p></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 6 de dezembro, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), enviou antropólogos ao quilombo de Rio dos Macacos a fim de dar início ao processo de demarcação do território tradicional. O objetivo é elaborar o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), documento que apresenta a história, ancestralidade, tradição e organização socioeconômica dos remanescentes de quilombos da comunidade, além de indicar os limites do território.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Joice Bonfim, advogada da AATR, a elaboração do RTID é uma etapa obrigatória no processo de regularização e titulação do território. &#8220;É a partir do relatório que se tem demarcado o território quilombola e que se pode iniciar o processo de desapropriação das terras particulares e, em seguida, da titulação das mesmas em nome da Associação da Comunidade&#8221;, explica. Apesar do INCRA ter iniciado o processo, ainda não existe previsão para que o relatório seja concluído.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Invasão e ameaças</strong> – Durante a visita inicial para elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, moradores de Rio dos Macacos sofreram com ameaças e violações de direitos por parte da Marinha. Na ocasião, <span style="text-decoration: underline;">fuzileiros entraram na comunidade revistando os moradores e violando domicílios ao adentrarem arbitrariamente moradias e até mesmo banheiros externos.</span><span id="more-36532"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para justificar as ações, a Marinha afirmou que procurava uma quadrilha que estaria escondida no local. Mas, de acordo com Rosemeire dos Santos Silva, uma das lideranças da comunidade, essa foi mais uma tentativa de enfraquecer a luta e prejudicar o processo iniciado. &#8220;Logo que o Incra chegou, a Marinha cercou o nosso território com cerca de 100 homens fortemente armados, que entraram nas nossas casas para nos revistar durante a noite. Nós pensamos que eles iam sair, mas os homens permanecem acampados no meio do mato. A comunidade está em pânico, cercaram o nosso território e colocaram armas nas nossas cabeças&#8221;, afirma .</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a instituição continua a descumprir o acordo feito com o INCRA durante a audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), em novembro. &#8220;Na reunião que tivemos em Brasília, a Marinha combinou com o INCRA que ia autorizar a realização das atividades necessárias para a elaboração do território, mas isso ainda não aconteceu. Os dias estão passando, e isso vai prejudicar a produção do documento&#8221;, completa Rosemeire. Caso a Marinha não conceda a autorização, o RTID poderá ser finalizado de forma incompleta.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cedefes.org.br/?p=afro_detalhe&amp;id_afro=7605</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja mais detalhes sobre a luta dos Quilombolas de Rio dos Macacos em outras matérias publicadas neste Blog. Basta clicar nos títulos</strong>:</p>
<h4><a title="Link permanente para Agora é oficial: temos quatro meses, a contar de ontem, 4 de novembro, para titular Rio dos Macacos!" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/agora-e-oficial-temos-quatro-meses-a-contar-de-ontem-4-de-novembro-para-titular-rio-dos-macacos/">Agora é oficial: temos quatro meses, a contar de ontem, 4 de novembro, para titular Rio dos Macacos!</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para ANADEF lança Nota de Apoio à Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/anadef-lanca-nota-de-apoio-a-comunidade-quilombola-do-rio-dos-macacos/">ANADEF lança Nota de Apoio à Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para Quilombolas de Rio dos Macacos vencem mais uma batalha: expulsão é adiada!" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/quilombolas-de-rio-dos-macacos-vencem-mais-uma-batalha-expulsao-e-adiada/">Quilombolas de Rio dos Macacos vencem mais uma batalha: expulsão é adiada!</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para Quilombo Rio dos Macacos: Carta do GT Combate e das entidades e pessoas companheiras desta luta à Ministra Luiza Bairros, da Seppir, e aos Presidentes do Incra e da Fundação Palmares" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/quilombo-rio-dos-macacos-carta-do-gt-combate-e-das-entidades-e-pessoas-companheiras-desta-luta-a-ministra-luiza-bairros-da-seppir-e-aos-presidentes-do-incra-e-da-fundacao-palmares/">Quilombo Rio dos Macacos: Carta do GT Combate e das entidades e pessoas companheiras desta luta à Ministra Luiza Bairros, da Seppir, e aos Presidentes do Incra e da Fundação Palmares</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para Nota Pública de Repúdio e Solidariedade: Caso Quilombo Rio dos Macacos" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/nota-publica-de-repudio-e-solidariedade-caso-quilombo-rio-dos-macacos/">Nota Pública de Repúdio e Solidariedade: Caso Quilombo Rio dos Macacos</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para BLOG ESPECIAL: GT Combate envia carta ao Ministro da Defesa, Celso Amorim, pedindo garantias para Quilombolas de Rio dos Macacos, BA" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/gt-combate-envia-carta-ao-ministro-da-defesa-celso-amorim-pedindo-garantias-para-quilombolas-de-rio-dos-macacos-bahia/">BLOG ESPECIAL: GT Combate envia carta ao Ministro da Defesa, Celso Amorim, pedindo garantias para Quilombolas de Rio dos Macacos, BA</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para Comunidade do Rio dos Macacos, com o apoio de outras comunidades Quilombolas da região, fecha estrada da Base Naval de Aratu às 5:30h, em protesto e para evitar a expulsão anunciada pela Marinha para sexta-feira" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/11/comunidade-do-rio-dos-macacos-com-o-apoio-de-outras-comunidades-quilombolas-da-regiaofecha-estrada-da-base-naval-de-aratu-as-530h-em-protesto-e-para-evitar-a-expulsao-anunciada-pela-marinha-para-s/">Comunidade do Rio dos Macacos, com o apoio de outras comunidades Quilombolas da região, fecha estrada da Base Naval de Aratu às 5:30h, em protesto e para evitar a expulsão anunciada pela Marinha para sexta-feira</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para Nota de 7/10: Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos é reconhecida pela Fundação Palmares" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/10/nota-de-710-comunidade-quilombola-do-rio-dos-macacos-e-reconhecida-pela-fundacao-palmares/">Nota de 7/10: Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos é reconhecida pela Fundação Palmares</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para URGENTE: Afinal, qual a vocação da Marinha da Bahia? Massacrar descendentes dos sobreviventes dos navios negreiros?" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/10/urgente-afinal-qual-a-vocacao-da-marinha-da-bahia-massacrar-descendentes-dos-sobreviventes-dos-navios-negreiros/">URGENTE: Afinal, qual a vocação da Marinha da Bahia? Massacrar descendentes dos sobreviventes dos navios negreiros?</a></h4>
<h4><a title="Link permanente para BA – Comunidade Quilombola Rio dos Macacos poderá ser expulsa do seu território sexta-feira, dia 4. Vamos ajudar a impedir!" rel="bookmark" href="http://racismoambiental.net.br/2011/10/ba-comunidade-quilombola-rio-dos-macacos-podera-ser-expulsa-do-seu-territorio-sexta-feira-dia-4/">BA – Comunidade Quilombola Rio dos Macacos poderá ser expulsa do seu território sexta-feira, dia 4. Vamos ajudar a impedir!</a></h4>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Resultado de licitação do Incra de empresas para elaboração de relatórios antropológicos preocupa</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/10/resultado-de-licitacao-do-incra-de-empresas-para-elaboracao-de-relatorios-antropologicos-preocupa/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 11:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[licitação]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><span style="color: #b90404;">As dúvidas levantadas pela CPISP são mais que válidas. Com todo o respeito e o direito à dúvida, que domínio da questão quilombola e antropológico pode-se esperar de uma empresa de informática, por exemplo? Ou de outras, voltadas para consultorias relativas a água ou para a aprendizagem industrial? Será que as razões sociais em pauta não têm nenhuma relação com os trabalhos efetivamente prestados? O critério do menor preço em geral tem um custo alto. E que cai principalmente sobre as pessoas que deveriam ter seus direitos garantidos. Esperemos que isso não aconteça no caso em questão. TP.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Em agosto, o Incra surpreendeu com a decisão de abrir licitação na modalidade de pregão eletrônico por menor preço visando a contratação de &#8220;empresa especializada&#8221; para a elaboração de 158 Relatórios Antropológicos destinados a fundamentar os processos de identificação de terras quilombolas no Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.</p>
<p style="text-align: justify;">O procedimento adotado gera preocupação na medida em que a qualidade dos estudos pode estar comprometida em função das regras de menor preço e dos curtos prazos estabelecidos.<span id="more-29829"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As 10 empresas selecionadas em 29 de agosto foram: Capital Informática Soluções e Serviços; Acquatool Consultoria; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; APB Associação Positiva de Brasília; Demacamp Planejamento, Projeto e Consultoria; R. Domenech; Terra Consultoria em Engenharia e Meio Ambiente; SA Consultoria em Gestão de Processos e Qualidade; Ecodimensão Meio Ambiente e Responsabilidade Social,</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cpisp.org.br/acoes/upload/arquivos/Resultado%20Pregao%20Eletronico%20Incra.pdf">Confira o</a><a href="http://www.cpisp.org.br/acoes/upload/arquivos/Resultado%20Pregao%20Eletronico%20Incra.pdf"> resultado do pregão.</a></p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cpisp.org.br/</p>
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		<title>ES &#8211; Incra publica portaria sobre território quilombola em Ibiraçu</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/07/es-incra-publica-portaria-sobre-territorio-quilombola-em-ibiracu/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 19:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[demarcações]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Flavia Bernardes O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou, nessa sexta (15), a portaria n°284, reconhecendo a área de São Pedro, em Ibiraçu, como área remanescente de quilombolas. Aguardada desde 2005, quando começaram os estudos na região, a área reconhecida possui 314,07 hectares e abriga 26 famílias remanescentes de quilombo. O primeiro [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">Flavia Bernardes</p>
<p style="text-align: justify;">O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou, nessa sexta (15), a portaria n°284, reconhecendo a área de São Pedro, em Ibiraçu, como área remanescente de quilombolas. Aguardada desde 2005, quando começaram os estudos na região, a área reconhecida possui 314,07 hectares e abriga 26 famílias remanescentes de quilombo.</p>
<div style="text-align: justify;">O primeiro território quilombola do sul do Espírito Santo foi reconhecido: é o de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, com 1.095,74 hectares. Nele, moram 102 famílias, com 423 pessoas.&nbsp;</p>
<p>Para o reconhecimento, o Incra realiza estudos socioeconômicos, culturais, antropológicos, fundiários, cartográficos e ambientais, e elabora um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Território em questão. Neste contexto, a comunidade caracterizada como grupo étnico remanescente de quilombo é caracterizada por abrigar famílias dotadas de trajetória própria, critérios de pertencimento e exclusão social, relações territoriais específicas e com presunção de ancestralidade negra relacionada à pressão histórica sofrida.<span id="more-22911"></span></p>
<p>Em todo o Espírito Santo existem cerca de cem comunidades quilombolas. Além de Monte Alegre, Ibiraçu e Santa Leopoldina, boa parte das famílias quilombolas se concentra no território reconhecido como Sapê do Norte, entre os municípios de Conceição da Barra e São Mateus.</p>
<p>Ainda na década de 70, pelo menos 12 mil famílias de quilombolas habitavam o norte do Estado. Atualmente resistem entre os eucaliptais, canaviais e pastos cerca de 1,2 mil famílias.</p>
<p>Segundo a lei, os quilombolas têm direito à propriedade da terra por determinação do artigo 68 da Constituição Federal. O direito à auto-identificação das comunidades quilombolas é reconhecido pelo Decreto 4.887/03. E, também, pela recém instituída Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), fixada pelo Decreto Nº. 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Também garante o direito à auto-identificação das comunidades quilombolas a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário pelo Decreto Legislativo no 143, de 20 de junho de 2002, e promulgada pelo Decreto 5.051, de 19 de abril de 2004.</p>
<p><strong>Terras devolutas</strong></p>
<p>Foram publicadas no Diário Oficial do Espírito Santo duas leis autorizando o Poder Executivo capixaba a doar áreas de terras devolutas ao Incra em assentamentos a serem instalados no Espírito Santo. Com o ato, será possível destinar ao Programa Nacional de Reforma Agrária mais 315 hectares, em benefício de cerca de 30 famílias de trabalhadores rurais.</p>
<p>A Lei nº 9.671 diz respeito à doação de 153 hectares de área de imóvel rural localizado nas regiões do Córrego São Domingos, no município de Brejetuba, e do Córrego do Oliveira (em Afonso Cláudio). Já a Lei nº 9.673 refere-se à doação de 162 hectares da propriedade rural localizada na região do Córrego dos Monos, município de Afonso Cláudio. Essas áreas serão destinadas ao assentamento de trabalhadores rurais e integradas a outros imóveis rurais cujos processos de desapropriação tramitam na superintendência regional do Incra/ES.</p>
<p>Desde a formulação de parceria com o governo estadual, em 2008, seis áreas de terras devolutas (cerca de 800 hectares) já foram doadas para fins de reforma agrária. O que possibilitará a inclusão social de aproximadamente 90 famílias no processo produtivo do meio rural capixaba. O Espírito Santo conta atualmente com 87 assentamentos e 4.394 famílias instaladas em uma área de mais de 47,5 mil hectares.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=14392</p>
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		<title>Negado pedido que questionava desapropriação de fazenda na Paraíba para fins sociais?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 16:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->Por votação unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta quarta-feira (11), o Mandado de Segurança (MS) 26192, em que Paulo Roberto Jacques Coutinho Filho questionava ato do Presidente da República que desapropriou, por interesse social, a Fazendinha Tambauzinho, com 124,5 hectares, situada no Município de Santa Rita, na Paraíba. Os demais ministros [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><img class="alignright" src="http://oabac.tempsite.ws/portal/images/stories/fotos_noticias/stf1.jpg" alt="stf1" width="320" height="214" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por votação unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta quarta-feira (11), o Mandado de Segurança (MS) 26192, em que Paulo Roberto Jacques Coutinho Filho questionava ato do Presidente da República que desapropriou, por interesse social, a Fazendinha Tambauzinho, com 124,5 hectares, situada no Município de Santa Rita, na Paraíba.</p>
<p style="text-align: justify;">Os demais ministros acompanharam voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, segundo o qual, na desapropriação por interesse social, não é necessária a prévia intimação nem a realização dos procedimentos administrativos que são obrigatórios quando da desapropriação para fins de reforma agrária.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro relator lembrou que a desapropriação para fins de reforma agrária é uma sanção pelo fato de a propriedade não cumprir sua função social, não apresentando a devida produtividade. Neste caso, a indenização ocorre mediante cessão de Títulos da Dívida Agrária (TDAs), resgatáveis ao longo de anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Já no caso da Fazendinha Tambauzinho, não se trata de sanção, mesmo porque a fazenda é produtiva (produz 14 mil toneladas de cana-de-açúcar por ano). A União interveio para evitar um grave conflito social, efetuando o depósito da indenização em dinheiro. A área foi destinada ao estabelecimento e à manutenção de colônias ou cooperativas de povoamento e trabalho agrícola, nos termos do artigo 2º, inciso III, da Lei nº 4.132/62 que, por sua vez, tem como fundamento o artigo 5º, inciso XXIV, da Constituição Federal.<span id="more-18664"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, a União entendeu que a fazenda atenderia melhor sua finalidade social, abrigando 32 famílias de ex-inquilinos do proprietário, para evitar um conflito com potencial de graves consequências.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alegações</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O proprietário do imóvel alegou que o decreto presidencial ofenderia decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJ-PB), que declarou a inconstitucionalidade de decreto do governo da Paraíba que havia desapropriado o mesmo imóvel, por entender que o ato pretendia uma disfarçada reforma agrária e não teria, nesse sentido, cumprido os pressupostos legais para ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Alegava, também, desvio de finalidade, porquanto o real objetivo do decreto presidencial seria a reforma agrária. Sustentava, ainda, falta de identidade da área desapropriada com a área onde residem 32 famílias de ex-inquilinos do dono da fazenda, que até já teriam recusado transferir-se para a área desapropriada, visto serem pescadores e residirem ao lado de um rio, no ponto em que ele desemboca no mar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda conforme o proprietário, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que desapropriou a área, seria incompetente para isso, pois suas funções se restringiriam à reforma agrária. Por fim, alegou falta de vistoria prévia do imóvel, com o que não teria sido dada ao dono da terra o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Decisão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O relator, com endosso dos demais ministros presentes, rechaçou todos esses argumentos. Quanto à decisão do TJ-PB, observou que ela apenas declarou a incompetência do governo paraibano de desapropriar a área para fins de reforma agrária, porque essa competência é da União, que a exerceu licitamente, em fase posterior, por intermédio do INCRA.</p>
<p style="text-align: justify;">Observou, também, que há diversas finalidades da desapropriação para fins sociais, não só a reforma agrária. A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha observou, ao acompanhar o voto do relator, que “a desapropriação para fins de reforma agrária é de interesse social, mas nem toda desapropriação para fins sociais ocorre para fins de reforma agrária”.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à falta de identidade da área desapropriada com o interesse das famílias, o relator observou que, na desapropriação com fins sociais, a União pode escolher o local que julgar mais apropriado para esta finalidade. E, no presente caso, considerou a área desapropriada mais consentânea com o objetivo de evitar um conflito violento entre os ex-inquilinos da fazenda e seu proprietário.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à necessidade de vistoria prévia, o relator, e também outros ministros, observaram que ela é necessária quando se trata de desapropriação-sanção, para se averiguar se a propriedade cumpre suas funções sociais em termos de produção. Neste caso, o proprietário pode acompanhar a vistoria, até assessorado por especialistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, segundo ele, não é o caso da Fazendinha Tambauzinho, que é produtiva, mas que foi desapropriada para fins sociais, não especificamente para fins de reforma agrária. Neste caso, o decreto desapropriatório pode ocorrer antes de uma vistoria e da negociação em torno do valor do imóvel, pago em espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">http://oabac.tempsite.ws/portal/noticias/noticias-nacionais/3735-negado-pedido-que-questionava-desapropriacao-de-fazenda-na-paraiba-para-fins-sociais</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Governo e sem-terra ensaiam diálogo, apesar de divergências</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2011/05/governo-e-sem-terra-ensaiam-dialogo-apesar-de-divergencias/</link>
		<comments>http://racismoambiental.net.br/2011/05/governo-e-sem-terra-ensaiam-dialogo-apesar-de-divergencias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 May 2011 12:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[direito à vida digna]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>

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</div>
<!-- AddThis Button END -->&#160; O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) reclama do processo de reforma agrária noEstado nos últimos quatro anos. Na última semana, integrantes do movimento montaram acampamento na praça da Assembleia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, para protestar. Segundo o MST, nenhuma família foi assentada no Estado nos últimos anos. O Instituto Nacional de Colonização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- AddThis Button BEGIN -->
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<!-- AddThis Button END --><div class="wp-caption alignleft" style="width: 254px"><img src="http://www.otempo.com.br/capa/scripts/diminuator.php?arquivo=/otempo/fotos/20110502/foto_01052011203759.jpg&amp;w=244" alt="" width="244" height="138" /><p class="wp-caption-text">Diálogos. Na última quinta-feira, representantes do MST se reuniram com Anastasia e secretários de Estado na Cidade Administrativa</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) reclama do processo de reforma agrária noEstado nos últimos quatro anos. Na última semana, integrantes do movimento montaram acampamento na praça da Assembleia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, para protestar. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o MST, nenhuma família foi assentada no Estado nos últimos anos. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contesta a afirmação e alega que, em quatro anos, criou 49 novos assentamentos com capacidade para 2.353 famílias. Os sem terra afirmam ainda que o governo de Minas não colabora com a reforma agrária no Estado, apesar de ter mantido, desde 2003, uma secretaria extraordinária para tratar especificamente do assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É difícil a gente dizer o que aconteceu de concreto nos últimos quatro anos. Em Minas, temos uma dificuldade muito grande em torno das políticas sociais&#8221;, disse a integrante da coordenação nacional do MST em Minas, Marili Zacarias.<br />
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Apesar de a obrigação de propiciar a reforma agrária por meio da desapropriação de terras ser do Incra, o MST quer que o governo do Estado também participe do processo. Estados como São Paulo, Paraná e Sergipe promovem esse tipo de ação. &#8220;Nós temos quatro grandes áreas no Estado em intenso conflito, onde estamos acampados há mais de dez anos e já se esgotaram as soluções jurídicas. Estamos pedindo ao Estado que desaproprie essas áreas com o argumento de conflito e interesse social&#8221;, afirma Marili.</p>
<p style="text-align: justify;">Encontro. Na última quinta-feira, um grupo de representantes do movimento se reuniu com o governador Antonio Anastasia e com secretários de Estado para discutir o assunto. E saíram com uma sinalização positiva. &#8220;Eles nos pediram para analisar essas quatro áreas e nós temos condições de fazer isso. Queremos ajudar, mas não podemos tirar a responsabilidade do governo federal, que já acumula a maior parte dos impostos nessa área. Não nos cabe ficar assumindo responsabilidades do Incra sem que nos sejam repassados os recursos&#8221;, afirmou o secretário de Regularização Fundiária do Estado, Manoel Costa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, o governo mineiro prometeu auxílio nas questões relativas à infraestrutura dos assentamentos. &#8220;Até hoje, nos sentíamos de fora das políticas sociais do governo. Em relação à infraestrutura, o governo se colocou à disposição, no sentido de equipar e criar condições mais dignas para os nossos assentamentos&#8221;, destacou Marili. O governo também estuda permutar terrenos com empresas para colaborar nos assentamentos das famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro passo, em uma ação inédita, na última semana, a Secretaria de Regularização Fundiária de Minas Gerais doou um terreno na Fazenda de Vereda Funda, no município de Rio Pardo de Minas, no Norte do Estado, para fins de assentamentos de trabalhadores rurais. O terreno, de cerca de 5.000 hectares, é avaliado em R$ 1,83 milhão.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.otempo.com.br/noticias/eleicoes2010/ultimas/?IdNoticia=170013,OTE&amp;busca=Governo%20e%20sem-terra%20ensaiam%20di%E1logo%2C%20apesar%20de%20diverg%EAncias&amp;pagina=1</p>
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		<title>Arrozeiros ameaçam voltar para reserva indígena por falta de terra</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 19:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->&#8220;Volta da Raposa&#8221;.  Este é o nome do movimento que está sendo criado por produtores de arroz retirados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em 2009, após decisão do Supremo Tribunal Federal favorável aos índios da região, em Roraima.  A informação é do pecuarista Ailton Cabral, em entrevista ao jornal Folha de Boa Vista. [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">&#8220;Volta da Raposa&#8221;.  Este é o nome do movimento que está sendo criado por produtores de arroz retirados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em 2009, após decisão do Supremo Tribunal Federal favorável aos índios da região, em Roraima.  A informação é do pecuarista Ailton Cabral, em entrevista ao jornal Folha de Boa Vista.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Vamos juntar todo mundo e voltar para a Raposa.  Não temos mais o que fazer.  Com a expulsão do Truaru, nós vamos voltar.  Essa terra tinha sido destinada aos desintrusados da Raposa e agora querem nos tirar de lá&#8221;, afirmou.  Cerca de 70 famílias de agricultores retirados de Raposa Serra do Sol disputam terras em Truaru, a 85 km de Boa Vista, com um projeto de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).<br />
<span id="more-17934"></span><br />
Segundo ele, até hoje o Termo de Compromisso firmado com a Justiça Federal não foi cumprido.  &#8221;Faz dois anos que fomos expulsos da Raposa com um termo de compromisso firmado com a Justiça e que não foi cumprido&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Cabral, o governo federal já repassou terras para reassentar os produtores de arroz para o Estado, mas o governo de Roraima até o momento não se posicionou sobre o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=383178</p>
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