Ecos do arianismo e da intolerância no Brasil

Claudia Izique – Agência FAPESP

Entre 1933 e 1948, centenas de milhares de judeus tentaram deixar a Alemanha e os países europeus ocupados pelo nazismo. Muitos buscaram refúgio no Brasil. E não foram bem acolhidos. “A diplomacia brasileira, nessa época, era marcada pelo racismo e inspirada no arianismo que se alastrava pela Europa e que contaminava também países do continente americano”, afirma Maria Luiza Tucci Carneiro, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) da Universidade de São Paulo (USP). (mais…)

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Inspirado em Olavo de Carvalho, Juiz rejeita denúncia por estupro sofrido por presa política

Fernanda Valente – Justificando

Com citação a Olavo de Carvalho, a Justiça Federal de Petrópolis (RJ) rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) pelo estupro da ex-presa política e única sobrevivente da Casa da Morte, Inês Etienne Romeu.  Inês foi sequestrada por agentes da ditadura militar em maio de 1971 e encaminhada ao centro de torturas montado pelo Exército em Petrópolis, a Casa da Morte, onde foi torturada e estuprada pelo militar Antônio Waneir Pinheiro de Lima, conhecido como “Camarão”. A decisão foi publicada nesta quarta feira, 8. (mais…)

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“Nenhum suicídio mais” quer dizer “não nos processem mais”. Entrevista especial com Jair Krischke

IHU On-Line

A constante atuação de Jair Krischke no Uruguai e na América Latina, investigando os casos relacionados à Operação Condor durante a ditadura uruguaia, é, na avaliação dele, a principal razão que explica a ameaça de morte que ele e outras doze pessoas receberam em meados de fevereiro. O trabalho de investigar e denunciar militares que violaram direitos humanos durante a ditadura uruguaia, diz, fez “aumentar o ódio contra a minha pessoa entre os militares”. (mais…)

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Crânios de indígenas brasileiros, controverso legado colonial alemão

Fonte: Terra

No século 19, pesquisadores promoveram caçadas por crânios de diferentes povos no Brasil para realizar estudos evolucionistas. Ao menos 28 seguem em museus na Alemanha – e forma de lidar com acervo é atualmente debatida.Durante dois anos, no início do século 19, o príncipe alemão Maximiliam zu Wied-Neuwied (1782 – 1867) se aventurou por terras brasileiras em busca de aprofundar conhecimentos etnológicos, zoológicos e botânicos. No fim de sua jornada, em fevereiro de 1818, além de amostras de animais e plantas, trouxe da expedição Joachim Kuêk, um botocudo que o acompanhou no vale do rio Doce. (mais…)

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Populações pré-colombianas podem ter domesticado a Amazônia

Maria Guimarães – Revista Pesquisa FAPESP

Um grupo de biólogos e arqueólogos defende que a Amazônia, longe de ser uma floresta virgem, foi profundamente alterada pelas populações humanas que viveram por lá ao longo dos últimos milhares de anos. “Detectamos que perto de sítios arqueológicos há uma maior concentração e diversidade de árvores usadas pelos índios”, conta a bióloga Carolina Levis, doutoranda no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e na Universidade de Wageningen, Holanda, e primeira autora de um artigo publicado na revista Science. Os resultados descrevem uma floresta modificada de forma constante por milhões de índios. (mais…)

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Ditadura mantinha documentos com informações sobre jornalistas do DF

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Na época da ditadura (1964-1985), órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) monitoravam de perto aqueles que eram considerados ameaça ao regime militar: comunistas e militantes de movimentos de esquerda. A SSP-DF mantinha perfis de vários jornalistas, principalmente os que tinham alguma ligação com partidos de esquerda ou sindicatos. (mais…)

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Afinal, a floresta amazônica foi “plantada” por povos indígenas há milhares de anos

A floresta amazônica é formada por árvores que foram cultivadas por povos indígenas há milhares de anos, sendo as florestas “intocadas” e remotas o resultado das plantações pré-colombianas, segundo um estudo hoje divulgado

Sapo24

“Algumas das espécies de árvores que são hoje abundantes na floresta amazônica, como o cacau, o açaí ou a castanha do brasil, provavelmente são comuns porque foram plantadas por pessoas que viviam na região antes da chegada dos colonizadores europeus”, afirmou Nigel Pitman, do museu de Chicago, Estados Unidos, e coautor do estudo. (mais…)

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Não há democracia onde houver desaparecidos. Entrevista especial com Suzana Lisboa

Vitor Necchi – IHU On-Line

O silêncio que segue impedindo acesso aos principais arquivos da ditadura instaurada no Brasil a partir do golpe militar de 1964 alimenta uma das maiores dívidas para com a sociedade: o destino das pessoas sequestradas e eliminadas pelas forças repressoras. Para Suzana Lisboa, “o passado foi colocado para baixo dos panos pelos governantes”. (mais…)

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