Mostra da UFMG que relembra ditadura militar recebe visitas até 31 de agosto

No Uai

A exposição Desconstrução do esquecimento: golpe, anistia e justiça de transição fica  aberta até o dia 31 de agosto. A mostra, que faz parte das comemorações dos 90 anos da UFMG e foi concebida no âmbito do projeto Memorial da Anistia do Brasil, está montada no Centro Cultural UFMG e aberta à visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, de 10h às 13h. (mais…)

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Proibição do tráfico de escravos no século XIX ilustra cinismo e racismo na formação social do Brasil

Por Cesar Baima, no Extra

Imposta pela Inglaterra como uma das condições para reconhecimento da independência de 1822, já sobre diversas restrições determinadas em tratados dos ingleses com Portugal quando o Brasil ainda era colônia, a proibição do tráfico negreiro da África para o país no início do século XIX pode ser vista como o início do fim da escravidão aqui. Mas até a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, que finalmente aboliu a escravatura no Brasil, último país das Américas a fazê-lo, a prática se manteve no centro da vida econômica e política brasileira. (mais…)

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Recife: Exposição “Tiririca dos Crioulos: pessoas fortes na luta”

No Blog Tiririca dos Crioulos

Essa exposição, um dos resultados desenvolvidos em âmbito da ação “Do Buraco ao Mundo”, é a culminância de processos educativos mediados com o quilombo-indígena Tiririca dos Crioulos e viabilizada pelo Programa Rumos – Itaú Cultural (2015-2016). O quilombo fica localizado no município de Carnaubeira da Penha, sertão do Estado de Pernambuco, região Nordeste do Brasil. (mais…)

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São Sepé, o Tiarajú, e o apagamento dos indígenas da memória da formação do RS

IHU On-Line

“O que fica como resquício da relação com o ancestral parece ser sempre o que fazer com a herança e de que esses destinos, enquanto aquilo que terá sido feito com a herança, são determinados pela forma como cada descendente se constrói a partir de sua fantasia em relação à sua filiação (…) Na medida em que os antepassados cometeram um genocídio, os descendentes frente a esse ato narcisisticamente insuportável, paradoxalmente o repetem através da não-conexão entre as duas fundações e da repetição do traço dos discurso colonizador. Nessa região, os imigrantes italianos e alemães não se encontram, subjetivamente, na posição de colonos, mas sim de colonizadores, reeditando em outras partes do país a conquista de terras e a luta contra índios e posseiros” (Mario Fleig e Conceição Beltrão, “Herança e Mecanismos Psíquicos”, in “Imigração e Fundações” (Artes e Ofícios, Porto Alegre, 2000) (mais…)

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TV alemã lança [importante!] filme sobre a Volkswagen e a ditadura brasileira; assista

Gabriela Beraldo – Núcleo Memória

A TV Pública alemã lançou esta semana o documentário “Cúmplices – A Volkswagen e a ditadura militar no Brasil”. O filme é baseado na história de Lúcio Bellentani, personagem central no inquérito que corre no Ministério Público Federal sobre a participação da empresa no processo repressivo do regime militar.  (mais…)

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“O parecer do Governo sobre demarcação indígena é um retrocesso de 50 anos no tempo”

Autor de livro que estudou a política do Governo em relação aos indígenas na época da ditadura militar, jornalista afirma acreditar que regra acentuará conflitos no campo

Por Talita Bedinelli, El País Brasil

Entre outubro de 2013 e setembro de 2015, o jornalista Rubens Valente, repórter da Folha de S.Paulo, debruçou-se sobre arquivos do Governo, entrevistou 80 pessoas e percorreu 14.000 quilômetros entre dez Estados brasileiros. Queria desvendar as histórias, pouco conhecidas, de como os indígenas  foram tratados na época mais obscura da história do país, a ditadura militar. O resultado está no livro “Os fuzis e as flechas: História de sangue e resistência indígena na ditadura”(Companhia das Letras, 2017). A narrativa mostra como o contato com grupos, muitos que viviam até então isolados na selva, ora praticamente dizimou etnias inteiras, ora deslocou-as para terras com as quais eles não tinham qualquer ligação cultural. Para dar lugar a rodovias, hidrelétricas ou afastá-los de grupos econômicos caros ao Governo, como os fazendeiros, muitos índios perderam suas terras para sempre e, alguns, a própria vida. (mais…)

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História da resistência indígena: 500 anos de luta – livro de Benetido Prézia

Cimi

Será lançado em agosto o livro História da resistência indígena: 500 anos de luta, de Benedito Prezia. O trabalho reúne episódios das lutas indígenas escritos para o jornal Porantim, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Benedito Prézia trabalhou no Cimi de 1983 a 1991, é mestre em Linguística Geral (USP) e doutor em Ciências Sociais (PUC-SP). Em 2001 participou da fundação do Programa Pindorama para indígenas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP), sendo seu atual coordenador.  (mais…)

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Cais do Valongo é o novo sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO

Cais do Valongo se torna 21º sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A inscrição aconteceu hoje (09/07/2017), após votação do Comitê do Patrimônio Mundial.

Unesco

Durante a sua 41ª Reunião, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu incluir, na Lista do Patrimônio Mundial, o Cais do Valongo por seu grande significado para gerações passadas, presentes e futuras no que se refere a história do tráfico atlântico e a escravização de africanos. Trata-se do segundo sítio da cidade do Rio de Janeiro a receber o reconhecimento internacional da UNESCO. Antes do Cais do Valongo, entrou para a Lista, em 2012, o Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar.

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Perus, um encontro de histórias para preservar a memória

Bairro da periferia paulistana, cenário da vala clandestina com mais de mil ossadas, abriga histórico de mobilização social. Mudanças políticas preocupam grupo responsável pelos trabalhos de análise

por Vitor Nuzzi, RBA

Em Perus, na região noroeste da cidade de São Paulo, a 30 quilômetros do coração da capital, surgiu, em 1926, a Companhia Brasileira de Cimento Portland. A Cimento Perus foi a primeira fábrica do setor no Brasil. Dali, na década de 1960, se desencadeou o movimento conhecido como greve dos sete anos (1962-1969). O episódio marcante da luta operária do século 20 entrou para a história da cidade tanto quanto o pioneirismo da fábrica para o desenvolvimento econômico local. (mais…)

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