Vlado, 80 anos: Ele era importantíssimo no jornalismo e na luta política, diz Laerte

Vladimir Herzog, jornalista preso, torturado e morto pela ditadura militar, completaria 80 anos nesta terça-feira (27)

Por Luciana Console, Brasil de Fato

“Quando perdemos a capacidade de nos indignar com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerar seres humanos civilizados”. A frase impactante é de autoria do jornalista Vladimir Herzog, que completaria 80 anos de vida nesta terça-feira (27) se não tivesse sido morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-CODI, no ano de 1975. Ele foi um dos nomes mais simbólicos dentre as vítimas da ditadura militar no Brasil (1964-1985). (mais…)

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A Lava Jato como purgação e maldição, por Eliane Brum

Para refundar a democracia é preciso bem mais do que combater a corrupção: é preciso produzir justiça e memória dos crimes contra a vida humana cometidos pelo Estado

No El País Brasil

Se a crise da democracia e da política é um fenômeno global, é preciso compreender o que há de particular na experiência hoje vivida pelo Brasil. Minha hipótese é de que as raízes da nossa atual crise estão no próprio processo de retomada da democracia após 21 anos de ditadura civil-militar. As raízes da nossa crise estão no apagamento dos crimes da ditadura e na impunidade dos torturadores. O Brasil retomou a democracia sem lidar com os mortos e os desaparecidos do período de exceção. Seguiu adiante sem lidar com o trauma. Um país que para retomar a democracia precisa esconder os esqueletos no armário é um país com uma democracia deformada. E uma democracia deformada está aberta a mais deformações. O que se infiltra no imaginário da população é que a vida humana vale pouco qualquer que seja o regime. E este não é um dado qualquer na atual crise. (mais…)

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Mãe de desaparecido na Guerrilha do Araguaia recebe indenização do Estado brasileiro aos 94 anos

Decisão de Corte Interamericana em 2010 determinou abertura de prazo de seis meses para que indenização pudesse ser requerida, mas família não foi notificada

MPF

Diana Maria Piló Alexandrino Temporão, de 94 anos, mãe de Pedro Alexandrino de Oliveira Filho, morto durante a repressão a forças insurgentes, em episódio conhecido como Guerrilha do Araguaia, enfim recebeu indenização pela morte de seu filho. O processo administrativo que autorizou o pagamento de indenização foi finalizado em maio e teve como relatora a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) do Ministério dos Direitos Humanos. (mais…)

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De Canudos à Providência, mais de 120 anos de memória

Por Claire Jones, no Rio On Watch

É uma velha história para alguém familiarizado com as favelas do Rio: a primeira favela denominada como tal foi fundada em 1897, quando os veteranos da Guerra de Canudos, a maioria ex-escravos, estabeleceram uma comunidade em um morro com vista para o Centro do Rio, depois que o governo não cumpriu a promessa de dar-lhes em troca terras por terem lutado. O assentamento, inicialmente chamado “Morro da Favela” –devido a uma planta resistente que cresce no sertão nordestino onde Canudos se encontra– hoje em dia é conhecido como Providência, a favela mais antiga do Rio, que este ano está comemorando 120 anos desde a sua fundação. Boa parte da história, tanto antes como depois da data de fundação, no entanto, permanece no esquecimento no Rio e no Brasil. “Morro da Favela à Providência de Canudos” uma exposição do fotógrafo Maurício Hora, em exibição no Espaço Cultural BNDES até 14 de julho, busca mudar essa percepção. (mais…)

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III Fórum Nacional de Museus Indígenas do Brasil acontece no sertão do Piauí, aldeia do povo Tabajara

III Fórum Nacional de Museus Indígenas do Brasil, no Cimi

Depois de acontecer nos estados do Ceará (Museu dos Kanindé, aldeia Sítio Fernandes, Aratuba-CE, maio de 2015) e de Pernambuco (Museu Kapinawá, aldeia Mina Grande, Buíque-PE, agosto de 2016), a terceira edição do Fórum Nacional de Museus Indígenas ocorrerá na comunidade Nazaré do povo Tabajara, no município de Lagoa de São Francisco, localizado no sertão do Piauí, o último Estado brasileiro no qual o silenciamento sobre a presença indígena foi quebrado pelas vozes dissonantes que bradaram pela resistência e continuidade de uma presença secular. (mais…)

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O maior cemitério de escravos do mundo batalha para continuar ‘dizendo o indizível’ essa Semana do Museu

No RioOnWatch

O Instituto Pretos Novos ou IPN, um museu na Região Portuária do Rio, que abriga o maior cemitério de escravos das Américas e é um dos principais locais que preservam o legado da cidade como o maior porto de escravos na história do mundo, vem lutando pela sua sobrevivência desde o início deste ano quando a Prefeitura do Rio cortou o financiamento do Instituto. Apesar deste desafio, o IPN continua recebendo visitantes e sediando programações, e esta semana está participando da Semana Internacional do Museu com cinco dias de eventos. (mais…)

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