Posts tagged: monoculturas

Rebeldia nos sertões, por Carlos Alberto Dayrell

Por , 28/04/2012 10:40

O Golpe Militar de 31 de março de 1964 teve repercussão quase imediata no Norte de Minas. Foi como uma senha para que fazendeiros e militares desencadeassem o que ficou conhecido como o primeiro despejo de Cachoeirinha.

Romaria ao Areião, Rio Pardo de Minas.

À margem dos noticiários da época, em setembro de 1964, militares e jagunços invadiram as posses de dezenas de famílias que viviam nas planícies sanfranciscanas que ladeiam o rio Verde Grande e seu afluente, o rio Arapuim.

Em 1967, outro despejo sobre as famílias que, resistentes, haviam retomado suas posses. Desta vez, o despejo envolveu centenas de famílias em uma área muito mais ampla, acobertados pelo mesmo mandato de 1964 que tinha sido expedito por um, acreditem, Juiz de Paz.

Com barracos queimados, tulhas cheias de mantimentos destroçadas, criações mortas ou roubadas, centenas de famílias afluem para o povoado de Cachoeirinha, muitas delas sem ter para onde ir, e acampam debaixo da ponte do rio Verde Grande. Ao saber da notícia de mortes de crianças com fome, Padre José, pároco de Varzelândia, mobiliza apoio da cidade para amenizar as condições de sofrimento das famílias dos posseiros. Continue lendo… 'Rebeldia nos sertões, por Carlos Alberto Dayrell'»

Lançamento Dossie Abrasco – Impacto dos agrotóxicos na saúde

Por , 27/04/2012 16:08

Data:    Domingo, 29 de abril
Horário – 18:00 – 19:30
Local:  Capela Ecumênica, UERJ

Moderador: Luiz Augusto Facchini – Presidente, ABRASCO (Brasil)

  • Fernando Ferreira Carneiro – UnB – (DSC-NESP) e GT de Saúde e Ambiente da ABRASCO
  • Raquel Maria Rigotto – (UFC TRAMAS) e GT de Saúde e Ambiente da ABRASCO
  • Lia Augusto Giraldo – (UEP e CPqAM Fiocruz) e GT de Saúde e Ambiente da ABRASCO
  • Wanderlei Pignati (ISC e UFMT) GT de Saúde do Trabalhador da ABRASCO
  • Anelise Rizzolo (DN-FS – UNB) GT de Nutrição da ABRASCO
  • Veruska Prado (UFG) GT de Promoção da Saúde da ABRASCO

1.      Por que um Dossiê?
Nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais como trabalhadores em diversos ramos de atividades, moradores do entorno de fábricas e fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados. Tais impactos são associados ao nosso atual modelo de desenvolvimento, voltado prioritariamente para a produção de bens primários para exportação. Continue lendo… 'Lançamento Dossie Abrasco – Impacto dos agrotóxicos na saúde'»

Novo Código Florestal aumentaria em 47% o desmate até 2020, diz UNB

Por , 25/04/2012 15:04

Estudo diz que novo CF pode derrubar 17 mil km² de mata em nove anos. Pesquisadores compararam dados de devastação referentes a 2008.

Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo

Caso o novo Código Florestal for adotado pelo governo brasileiro da maneira em que está, o desmatamento no país pode aumentar 47% até 2020. A informação foi apontada em um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Brasília, em parceria com cientistas da Holanda e da Noruega.

O projeto chamado Lupes (Política de uso da terra e desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento, na tradução do inglês) se baseia no total desmatado no país em 2008. Estima-se que se a atual lei, que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais, vigorasse até 2020, seria derrubado no país 1,1 milhão de hectares de floresta (11 mil km²) a mais que em 2008.

Entretanto, caso a legislação aprovada na Câmara entre em vigor, o desmate poderá ser 1,7 milhão de hectares (17 mil km²) superior ao total registrado há três anos, ou seja, o Brasil perderia até 2020 uma área de florestas equivalente a três vezes o tamanho do Distrito Federal. Continue lendo… 'Novo Código Florestal aumentaria em 47% o desmate até 2020, diz UNB'»

Caatinga, um bioma desconhecido e a “Convivência com o Semi Árido”. Entrevista especial com Haroldo Schistek

Por , 23/04/2012 11:30

“A Caatinga ocupa 11% do território nacional e mereceria, sem dúvida, um enfoque apropriado e políticas públicas feitas exclusivamente para a área que engloba. Esta área corresponde às superfícies da Alemanha e França juntas”, constata o  idealizador do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – IRPAA, com sede em Juazeiro, BA

“A Caatinga é o bioma mais frágil que temos no Brasil. A ciência, identificando sua fauna e flora, nos mostra que não existe uma Caatinga só, mas muitas formas, criadas pela interação de seus seres vivos com o conjunto edafoclimático local. O clima é Semi Árido, com uma estação chuvosa curta e longos meses sem chuva, onde a evaporação potencial supera a precipitação praticamente em todos os meses do ano”, constata, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Haroldo Schistek.

Segundo ele, defensor do paradigma “Convivência com o Semi-Árido”, a “Caatinga ocupa 11% do território nacional e mereceria, sem dúvida, um enfoque apropriado e políticas públicas feitas exclusivamente para a área que engloba”.

Schistek avalia ainda que não se pode pensar o Semi Árido Brasileiro com seu bioma Caatinga de forma isolada, com propostas setoriais. “A educação escolar tradicional tem contribuído muito para espalhar uma imagem de inviabilidade econômica, feiura e morte”, diz. Continue lendo… 'Caatinga, um bioma desconhecido e a “Convivência com o Semi Árido”. Entrevista especial com Haroldo Schistek'»

Brasil: líder mundial em alimentos envenenados

Por Tatiana Achcar – Habitat

Nunca tivemos tanta comida produzida no mundo, mesmo assim um milhão de pessoas passam fome e outro milhão come menos do que necessita. A fome é um problema de economia mundial. Em 20 anos, o Brasil tomará dos Estados Unidos a liderança mundial na produção de alimentos. No entanto, 49% dos brasileiros estão acima do peso, sendo 16% obesos, segundo o Ministério da Saúde. A obesidade é um problema de saúde pública, logo, de economia nacional. Por que esse disparate entre a grande quantidade de alimento e a fome e o sobrepeso? Apesar das commodities agrícolas bombarem as bolsas de valores, o sistema alimentar mundial tem falhas, e das grossas: o modo de produção usa recursos naturais de maneira abusiva, o sistema está baseado na industrialização, que artificializa o alimento, e a distribuição é concentrada e controlada por poucos gigantes do setor. Alimentação em quantidade e qualidade adequada e saudável é um direito humano, mas virou artigo de luxo.

Em seu discurso de posse, no dia 18 de abril, a nova presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, a antropóloga Maria Emília Pacheco, criticou os agrotóxicos, os alimentos transgênicos e a livre atuação das grandes corporações, apoiada na irrestrita publicidade de alimentos, especialmente entre o público infantil, como nocivas para a segurança e soberania alimentar. “O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos”, afirmou. Continue lendo… 'Brasil: líder mundial em alimentos envenenados'»

Violência policial contra trabalhadores sem terras no Triângulo Mineiro

Por , 19/04/2012 10:48

Segurança privada invade acampamento do MST. Polícia despeja e prende Sem Terra no Triângulo Mineiro

Cerca de 80 famílias Sem Terra, do MST, do Acampamento Roseli Nunes II – MST do Triângulo Mineiro – ocuparam a Fazenda Inhumas, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, dia 17/04/2012, por volta das 20 horas. Na madrugada de 18/04, por volta das 5h, um grupo de segurança privada da Empresa Máster chegou no acampamento dando tiros e semeando pânico. A Polícia florestal chegou logo após e chamou reforço. As famílias já tinham instalado as barracas de lona preta nas quais dormiram até serem despertadas por tiros dos seguranças particulares da Fazenda Inhumas. Sem mandado judicial, por volta das 8h de hoje, a Polícia Militar de Uberaba prendeu algumas das lideranças:Edvaldo Soares e Adelson Luís. E levaram em ônibus da Usina Vale do Tejuco as outras famílias para a Praça Pio XII, da Igreja São José, do Bairro Gameleira, em Uberaba, onde o padre Rogério e pessoas de boa vontade estão prestando solidariedade.

Todos os Sem Terra foram revistados e suas bolsas também. Por que a PM não vistoriou os seguranças privados?

A PM alega que foi flagrante, mas isso é impossível de ter ocorrido, tendo em vista que as famílias já estavam com suas barracas feitas e bem organizadas fisicamente no imóvel. Continue lendo… 'Violência policial contra trabalhadores sem terras no Triângulo Mineiro'»

Fórum Amazônia Sustentável aplica advertência à Suzano

Por , 18/04/2012 11:43
O Fórum Amazônia Sustentável decidiu aplicar advertência à empresa Suzano Papel e Celulose S/A por desrespeitar a sua Carta de Compromisso

A decisão da Comissão Executiva do Fórum Amazônia Sustentável foi tomada após inúmeras tentativas de mediar um acordo entre a Suzano junto às comunidades do Baixo Parnaíba, no Maranhão. A empresa, que se comprometeu em retirar as ações judiciais permanentemente no final do ano passado, não cumpriu com seu prometido e apenas sinalizou a suspensão por seis meses no último mês de março.

Mais de 2 mil comunitários estão sendo ameaçados a perder o direito de viver em suas comunidades para que a empresa Suzano Papel e Celulose possa dar continuidade ao projeto de ampliação da monocultura do eucalipto.

“A Suzano ingressou com ações judiciais contra as comunidades que resistiram de forma pacífica na preservação do seu território, caracterizando-as como invasoras. Por meio do legítimo processo de resistência, as áreas defendidas pelas comunidades ainda encontram-se preservadas, mas correm sérios riscos de se extinguir. A conversão do Cerrado já está sendo feita”, ressaltou Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), instituição que faz parte da Comissão Executiva do Fórum. Continue lendo… 'Fórum Amazônia Sustentável aplica advertência à Suzano'»

Justiça proíbe Monsanto de cobrar royalties por venda de soja transgênica

Por , 17/04/2012 09:36

Felipe Amorim

A Justiça do Rio Grande do Sul determinou a suspensão, em caráter liminar, da cobrança de royalties sobre a comercialização da soja transgênica produzida no Brasil. O juiz Giovanni Conti entendeu que a semente produzida pela Monsanto não pode ser enquadrada na Lei de Proteção à Propriedade Intelectual, estabelecendo a imediata interrupção da cobrança de taxas, sob pena de multa diária no valor de R$ 1 milhão.

Em nota divulgada à imprensa, a Monsanto afirma que apresentou embargo da decisão da 15ª Vara Cível de Porto Alegre. Com o recurso, a empresa alega que suspendeu todos os efeitos da sentença e que continua a cobrar pelo uso do seu produto.

Por outro lado, o juiz Giovanni Conti disse ao Última Instância que “não há nenhuma hipótese da possibilidade de suspender a sentença”. Ele explicou que o prazo para que as partes recorram vence hoje (17/4) e que, portanto, ainda não recebeu os autos com os novos procedimentos.

De acordo com o juiz, o mecanismo jurídico do embargo busca esclarecer eventuais pontos de “omissão, obscuridade ou contradição” que não tenham sido compreendidos por alguma das partes na sentença. Caso receba na próxima quarta, amanhã (18/4), em seu gabinete os autos com os eventuais embargos, Conti afirmou que há a possibilidade de reforma de elementos da decisão, sem a alteração do mérito analisado. Continue lendo… 'Justiça proíbe Monsanto de cobrar royalties por venda de soja transgênica'»

Atenção Chapadinha: Relatório de Impacto Ambiental da fábrica da Suzano é sinistro!

Por , 16/04/2012 11:35

Gato Maracajá: espécie ameaçada que, segundo o estudo, vive na região

O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da fábrica de pellets a ser instalada no município de Chapadinha-MA, encomendado pela Suzano Energia Renovável, já está disponível na internet.

O estudo é extenso e, dentre outras questões, reitera os motivos da escolha de nossa cidade (logística, aspectos socioambientais, técnicos e operacionais) desmentindo, pela enésima vez, a versão divulgada pelos pseudo-jornalistas locais, de que a prefeitura teria tido papel crucial no processo. Continue lendo… 'Atenção Chapadinha: Relatório de Impacto Ambiental da fábrica da Suzano é sinistro!'»

Índios e quilombolas de MT fazem semana de luto contra PEC 215 a partir de amanhã, 16

Por , 15/04/2012 14:51

Keka Werneck, do Centro Burnier Fé e Justiça

“Semana de luto! Nenhuma festa, façam silêncio…” Mais de 150 índios estão saindo de suas aldeias em direção à Cuiabá para o Encontro dos Povos Indígenas do Mato Grosso, que  começa amanhã, segunda-feira, dia 16, às 8 horas, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Faz tempo que Mato Grosso não vê uma grande mobilização indígena assim. Para marcar o mês de abril e especialmente o 19 de abril, Dia do Índio, os povos querem rechaçar publicamente o Projeto de Emenda Constitucional PEC 215, que versa sobre terras indígenas.

As etnias entendem que há um ataque constante às reservas dentro do Congresso Nacional promovido pelas bancadas ruralista e industrial. A PEC 215 seria talvez a mais ofensiva das mais de 15 peças que tramitam no Congresso, sempre no sentido de reduzir os limites das reservas, em nome do chamado progresso, do agronegócio, das monoculturas e da pecuária. Em nome também da industrialização que exige energia elétrica, que impõe a construção crescente de usinas hidrelétricas nos fluentes rios amazônicos e de outras regiões de Mato Grosso.

A PEC 215 versa também sobre terras quilombolas e é por isso que mais de 150 remanescentes de escravos também vão sair de suas comunidades para juntar nessa luta.

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Argentina: Rede de Médicos combate expansão de agrotóxicos e divulga informações que governos e empresas encobrem

Por , 12/04/2012 16:12
Natasha Pitts, Jornalista da Adital

Os povos fumigados da Argentina estão vendo dia após dia sua saúde se degradar pela intensa utilização de agrotóxicos nos cultivos, sobretudo de soja transgênica. Para ajudar a denunciar esta situação, profissionais da área de saúde, que moram em áreas afetadas, se reuniram e fundaram a Rede Universitária de Ambiente e Saúde – Médicos de Povos Fumigados. Estes pesquisadores estão voltados para o estudo e recolhimento de dados sobre os impactos da atual forma de produção agroindustrial na vida das pessoas e acompanham a luta contra os agrotóxicos. Além disso, trabalham para difundir as informações que governos e empresas como Monsanto escondem sobre a toxidade de venenos como o glifosato e o endosulfano.

Em nota, os Médicos de Povos Fumigados apontam que as populações afetadas denunciam há mais de dez anos a utilização indiscriminada de venenos que causam graves problemas à saúde. As comunidades pedem que se restrinjam as fumigações em áreas povoadas, se proíba imediatamente as fumigações aéreas e se coloque em debate o sistema de produção agrário da Argentina. Apesar disso, os governos não atendem as reivindicações e estimulam a produção com uso de agrotóxicos.

O fato é que os lucros são altos e por isso os monocultivos regados a venenos se espalham pelas terras cultiváveis e, inclusive, invadem terras de povos originários e campesinos. Desde 1990 o uso de agrotóxicos cresce. Neste período, se usavam cerca de 30 milhões de litros, hoje se utiliza mais de 340 milhões de litros. Em documento, os Médicos de Povos Fumigados explicam que no hectare onde se usava dois ou três litros de glifosato, atualmente se aplica oito ou 12 litros. Continue lendo… 'Argentina: Rede de Médicos combate expansão de agrotóxicos e divulga informações que governos e empresas encobrem'»

AVINA y Ashoka – Denuncian las consecuencias de la actividad de fundaciones supuestamente filantrópicas

AVINA y Ashoka son dos fundaciones vinculadas al gran capital que promueven un modelo de agricultura industrial y basado en los transgénicos, además de la privatización de los bienes comunes como el agua o los bosques. Sin olvidar su fuerte conexión con la mortífera industria del amianto.

por Agroecología

Con motivo de la creciente tendencia a la privatización de la ayuda exterior y las alianzas del sector empresarial con los gobiernos (public-private partnership), Ecologistas en Acción quiere desenmascarar públicamente a algunas de las fundaciones que con excusa de la “cooperación internacional” y otras estrategias como la Responsabilidad Social Coorporativa, en realidad actúan para legitimar formas de producción tremendamente negativas en lo social y ambiental, como puedan ser algunos programas agrarios que perjudican enormemente a la agricultura campesina y aumentan la inseguridad alimentaria, proyectos de privatización del agua, explotaciones madereras a gran escala, y un largo etcétera.

Una de las más destacadas es la fundación AVINA, que fue fundada por el magnate del amianto, Stephan Schmidheiny, cuya fortuna se amasó con el negocio del mineral letal a costa de la salud y de la vida de cientos de miles de personas en todo el planeta. De hecho, el 13 de febrero de 2012 fue condenado en Turín –junto al belga Louis de Cartier, otro de los magnates del asbesto– a 16 años de prisión y a resarcimientos por más de 200 millones de euros. Los delitos por los que se les ha condenado son los de “desastre ambiental doloso permanente y omisión dolosa de medidas de protección en el trabajo”. De hecho, la fabricación del amianto en el mundo es la mayor tragedia industrial de la historia, por lo que Ecologistas en Acción quiere dejar claro su inequívoco apoyo a las víctimas de este material. Continue lendo… 'AVINA y Ashoka – Denuncian las consecuencias de la actividad de fundaciones supuestamente filantrópicas'»

De quem é a terra na Bolívia?

Por , 10/04/2012 10:21

O delicado problema de conflitos fundiários e de territórios, que por tantos anos foi ignorado, começa a ser discutido no país

Por Lídia Amorim, na Revista Forum

Todos os dias, antes que o sol saia no horizonte, Octavio Yauquirena se levanta para trabalhar. A divisão de trabalho na comunidade onde vive se dá de acordo com o que o coletivo decide, distribuindo-se tarefas como caçar, pescar, cuidar das árvores de cacau silvestre, plantar, colher, limpar terreno. Octavio é indígena guarayo, e vive na comunidade de Urubichá. A poucos quilômetros dali está o que antes era a fazenda de Laguna Coração e agora é uma comunidade campesina. No local, vive Ceferino Cuentas. Quando a fazenda foi expropriada, ele veio com sua família de La Paz, e hoje tem seu pequeno pedaço de terra onde planta produtos orgânicos em sistemas diversificados. E, ao lado do grupo de camponeses, separados apenas por uma pequena estrada de chão, está uma grande propriedade de soja. Continue lendo… 'De quem é a terra na Bolívia?'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.