Posts tagged: Movimento Negro

Sacerdote pede saída de Luiza Bairros

Por , 15/10/2011 10:32

Afropress –  Líder da FENATRAB pede saída de Luiza Bairros

Itapecerica/SP – O jornalista, sacerdote do Candomblé de tradição Angola/Congo, presidente da Federação Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (FENATRAB) e do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), Walmir Damasceno, defendeu publicamente ontem (10/10) a substituição da ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luiza Bairros, pois considera sua gestão “ineficiente e voltada apenas para o grupinho político que a cerca”.

“Lamentavelmente, a SEPPIR não funciona e não vem contemplando o atendimento das reivindicações da população negra brasileira e está a serviço de um grupinho aqui, um grupinho ali. Ora, não foi prá isso que ela foi constituida pelo Governo do Presidente Lula, atendendo a uma reivindicação do movimento negro brasileiro”, afirmou.

O jornalista e sacerdote, que mantém as tradições do candomblé Angola-Kongo no Brasil, disse que, antes mesmo de tomar conhecimento da matéria de Afropress e do Jornal Folha de S. Paulo de que a presidente Dilma pretende trocar a ministra na reforma ministerial prevista para fevereiro do próximo ano, já cogitava enviar ao líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira, um documento expressando a posição. Continue lendo… 'Sacerdote pede saída de Luiza Bairros'»

Luiza Bairros deve sair na reforma

Por , 10/10/2011 09:36

Por: Afropress

Com avaliação de apagada, Bairros deve sair na reforma

Brasília – Pouco mais de nove meses após assumir o cargo, a socióloga Luiza Bairros (foto) deve perder o cargo na reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff fará em fevereiro do ano que vem.

O desempenho da ministra – que chegou a Esplanada na cota do governador da Bahia Jacques Wagner, do PT, e com apoio de setores do movimento negro ligado às ONG´s – é considerado fraco pelo Palácio do Planalto e sua performance à frente da pasta é vista como “apagada”.

Na reforma, a Presidente quer mudar a cota feminina no ministério e, além de Bairros, devem sair a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e a de Mulheres, Iriny Lopes. Dilma, segundo a repórter Ana Flor, da Folha de S. Paulo, não teria gostado da ação de Lopes, que recentemente pediu a retirada do ar de um comercial de lingerie, estrelado por Gisele Bundchen.

No caso da ministra da Igualdade Racial, embora com o apoio do grupo de ONGS às quais está ligada desde quando deixou de ser uma das dirigentes do Movimento Negro Unificado (MNU), ela teria se fechado no seu círculo restrito de apoiadores, cercou-se de assessores na sua maioria da Bahia, e criou atritos com setores do PT, ao tentar desconstruir as gestões dos seus antecessores – a ex-ministra Matilde Ribeiro, o deputado Edson Santos e o atual presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo. Continue lendo… 'Luiza Bairros deve sair na reforma'»

Ministros e ativistas discutem combate à discriminação racial

Por , 31/05/2011 15:27

“Há um grande preconceito contra a comunidade negra, que se esconde sob a capa da cordialidade.” A afirmação foi feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, ao abrir nesta segunda feira (30) o encontro “Comunidade Negra e a Justiça no Brasil”, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e pela organização não governamental Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).

Segundo o presidente do STJ, a comunidade negra – “escravizada e depois usada como mão de obra barata” – ainda não se libertou completamente. “Há um caminho muito longo a percorrer e o STJ, pelos seus ministros e servidores, está engajado nessa luta”, disse Pargendler.

Ele reconheceu que, nos próprios quadros do Tribunal, “a comunidade negra não está representada como na sociedade”. No Brasil, segundo o IBGE, os negros são 50,8%. “No STJ, nem chega perto disso”, afirmou, comentando que os brancos se beneficiam de “vantagens comparativas” na hora de fazer um concurso público, por conta do nível de renda mais alto, que proporciona melhores condições de ensino.  Continue lendo… 'Ministros e ativistas discutem combate à discriminação racial'»

Não dá pra esquecer!

Por , 01/05/2011 09:31
  Os deputados Domingos Dutra (PT-MA), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Manuela D·ávila (PCdoB-RS) e Luiz Alberto (PT-BA) entregando representações contra Jair Bolsonaro (PP-RJ) em 30 de março

Os deputados Domingos Dutra (PT-MA), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Manuela D·ávila (PCdoB-RS) e Luiz Alberto (PT-BA) entregando representações contra Jair Bolsonaro (PP-RJ) em 30 de março. foto: Rogério Tomaz/Agência Câmara.

Zulu Araújo, de Brasília

A leniência com que as instituições brasileiras têm tratado, até o presente momento, o crime de racismo em nossa sociedade, é deveras preocupante. Não raro encontramos nos órgãos de imprensa ou em publicações de entidades ligadas à temática racial, denúncias graves sobre a prática do racismo exercidas por autoridades constituídas, como parlamentares, policiais (civis e militares) e até mesmo membros do poder judiciário. Não raro, também, estes crimes são tratados de maneira jocosa ou superficial na tentativa de excluir a gravidade e o potencial ofensivo deste ato criminoso para com suas vítimas.

O movimento negro, bem como diversos setores antirracistas da sociedade brasileira, tem alertado constantemente as autoridades e as instituições do País para o risco que esta leniência pode estimular. Em que pese o avanço das políticas públicas de igualdade racial no Brasil, notadamente nos últimos dez anos e talvez por isto mesmo, é visível a expansão e mobilização dos grupos racistas em nossa sociedade. E mais visível ainda as ações destes grupos ou indivíduos na prática da discriminação racial e do racismo. Recentemente, tivemos o ápice deste comportamento na entrevista dada pelo deputado Jair Bolsonaro, que do alto da sua ignorância e preconceito atingiu em cheio, não apenas a artista Preta Gil, mas todos os afrodescendentes deste país. Fatos como estes têm ocorrido numa intensidade e velocidade muito grande e nos mais variados campos da nossa sociedade. Ora nos campos de futebol, ora nas escolas, ora no mercado de trabalho. A única diferença neste caso esteve na forma covarde com que o deputado tentou escamotear a situação e fugir da responsabilidade do seu ato, ao afirmar que não havia compreendido bem a pergunta do jornalista Marcelo Tas. Continue lendo… 'Não dá pra esquecer!'»

No Brasil se pratica a modalidade de racismo mais perversa, insidiosa e letal, diz dojival vieira em entrevista

Por , 13/04/2011 19:53
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Foto: Dojival Vieira, Na sede da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP) em Atalanta. (Alberto Castro/Zwela Angola)

Por Alberto Castro, Colaborador Internacional, Zwela Angola

LONDRES, INGLATERRA (ZWELA ANGOLA) - Os brasileiros geralmente se orgulham da sua sociedade multi-cultural que abraça harmoniosamente todas as pessoas, todas as raças. Os casamentos interraciais são comuns. A sua gastronomia, música e dança constituem um legado de centenas de povos indígenas, milhares de colonos portugueses e cerca de 4.5 milhões de africanos trazidos escravos ao país durante um período de mais de 350 anos de escravatura. Isso faz com que o Brasil seja hoje a casa da maior população afrodescendente fora de África. Mas, apesar de já serem maioria também no Brasil, os afrodescendentes (negros e pardos ou mulatos de diferentes tons de pele) ainda estão muito longe da tão propalada igualdade e democracia racial.

Entre os muitos casos de racismo, diariamente praticados de forma abertamente violenta ou subtil, ganhou grande notoriedade e indignação o de Januário Santana, um humilde vigilante negro suspeito de roubar a própria viatura enquanto a estacionava. Foi, por isso, barbaramente agredido por seguranças de uma conhecida rede de supermercados em Sao Paulo.

A defesa do caso Santana foi conduzida com sucesso por Dojival Vieira, advogado, jornalista e activista contra o racismo no Brasil. Ele nos explica como opera o estruturante racismo brasileiro e fala da sua dura batalha para o combater. Reconhece alguns avanços na administração Lula na luta pela igualdade racial mas olha-os como insuficientes e espera muito mais do governo de Dilma Rousseff sobre o assunto. Eis a entrevista: Continue lendo… 'No Brasil se pratica a modalidade de racismo mais perversa, insidiosa e letal, diz dojival vieira em entrevista'»

Samuel Vida – ativista do movimento negro e jurista

Por , 09/04/2011 08:44

Por Victor Carvalho

Coluna Justiça: Dr. Samuel Vida, o senhor pode fazer uma breve consideração a respeita da sua trajetória como jurista e no Movimento Negro?
Samuel Vida:
Eu sou ativista do Movimento Negro desde meados dos anos 80 quando na adolescência eu me integrei aos movimentos sociais, tendo participado de várias entidades e atuado em vários momentos durante esse período. Atualmente eu integro uma organização negra chamada AGANJU, que é um dos nomes de Xangô, portanto uma referência a tradição de matriz africana, e ao mesmo tempo é uma sigla: Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica. Essa organização trabalha basicamente com o eixo Direito e Relações Sociais, incluindo aí também a questão das políticas públicas. Na esfera acadêmica eu integro o corpo docente da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Católica de Salvador há mais de 10 anos. Além das matérias de ensino, eu desenvolvo pesquisa na área de Direito e Relações Sociais, pesquisa de recorte jurídico realizada em vários domínios: racismo ambiental, a questão dos direitos dos quilombolas, a questão do espaço urbano e as relações raciais, além das questões tradicionais do crime de racismo e do crime de intolerância religiosa. Continue lendo… 'Samuel Vida – ativista do movimento negro e jurista'»

Por um 13 de Maio de Luta – Um convite à organização

Por , 04/04/2011 11:33

União Campo, Cidade e Floresta

Movimentos Negros e Movimentos Populares construíram nos anos de 2009 e 2010 importantes manifestações político-culturais de celebração do dia 13 de Maio como um dia luta, denúncia e resistência da população negra em São Paulo. Em 2009 a atividade reuniu centenas de pessoas no Largo da Memória, no metrô Anhangabaú. Já em 2010 a atividade aconteceu na Praça do Patriarca, também na Capital.

Ambas as atividades foram fruto do esforço destas organizações em unificar suas ações no sentido de denunciar e efetivar um combate permanente à desigualdade social e à violência do Estado que atinge toda classe trabalhadora e em especial a população negra.

Decorrência deste esforço foi a recente constituição do COMITÊ de MOBILIZAÇÃO CONTRA o GENOCÍDIO da POPULAÇÃO NEGRA, que neste ano de 2011 já organizou o Ato de 21 de Março, dia Internacional Contra o Racismo na Praça Ramos, e que encampa a Campanha Permanente Contra o Genocídio. Continue lendo… 'Por um 13 de Maio de Luta – Um convite à organização'»

MA – Morre Ivan Costa

Por , 03/04/2011 13:32

Faleceu ontem, 2 de abril, ao amanhecer o militante do Centro de Cultura Negra, Ivan Costa. O velório será no CCN. Ivan lutava contra um câncer há mais de dois anos. Será um grande perda para a luta dos quilombos e para o movimento negro. Perde também também o Akomabu, perde o culto Mina. Ao lado de Magno, de Screte, de Sílvia Cantanhede, de Gerô e da própria Célia Linhares estará agora, celebrando a memória dos que lutaram por direitos humanos. Ivan nasceu em 1962 e desde cedo integrou as fileiras dos militantes do movimento negro no Estado.

Enviada por Edmilson Pinheiro.

 

Apontamentos da conjuntura e a luta do movimento negro

Por , 25/03/2011 06:30

Edson França

Edson França*

Conjuntura Internacional:

Vivemos num período de agravamento da crise econômica, a própria crise do capitalismo, eclodida em 2008, com fortes impactos nos países centrais e foco nos EUA, consequentemente, verifica-se um relativo declínio da hegemonia econômica, política e diplomática dos EUA. Diminui a gerência do império sobre os destinos das nações subdesenvolvidas, ao mesmo tempo emerge novas potências econômicas globais capitaneadas pela China, depois Índia, Brasil, Russia e África do Sul – os denominados Bric’s.

A crise intensificou a competitividade intra-imperialista, acirrada com a presença altiva no cenário econômico global das potências emergentes, verificamos mais explicitamente esse fenômeno na guerra monetária desencadeada pelos EUA, no protecionismo mais agudo e na expansão do militarismo. Diante dessa realidade, o capital procura vorazmente preservar seu lucro e transferir a conta da crise aostrabalhadores. Reiteradamente o capitalismo prova sua incapacidade de trazer soluções que eleve a humanidade.

A exploração intensifica, o Estado é utilizado para salvar o capital financeiro e os interesses das elites locais, em todo mundo estão atacando direitos sociais e trabalhistas. As classes sociais vitimadas pela crise do capitalismo e pelo receituário neoliberal se levantam. Estão em curso grandes manifestações dos trabalhadores, estudantes e populares na França, Grécia, Espanha e Inglaterra, reivindicando manutenção de direitos. Continue lendo… 'Apontamentos da conjuntura e a luta do movimento negro'»

Dilma prestigia movimento negro…

Por , 13/03/2011 07:45

Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo

Depois de anunciar o aumento no valor do Bolsa Família e de receber sindicalistas em Brasília, a presidente Dilma Rousseff prepara-se para prestigiar organizações do movimento negro. Ela deve participar no dia 21 da entrega dos prêmios do Selo de Educação para a Igualdade Racial. Serão premiadas as 100 melhores experiências de escolas de ensino básico e secretarias municipais e estaduais de educação na área de combate ao preconceito étnico-racial. Na mesma ocasião, a presidente deve lançar oficialmente no País o Ano Internacional para Afrodescendentes, instituído no ano passado pela ONU.

A presença de Dilma está sendo anunciada pela Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que organiza o evento. A escolha do dia 21 de março se deve ao fato de a data marcar, no calendário da ONU, o Dia Internacional para a Eliminação da Desigualdade Racial. Também se comemora nesse dia a criação da Seppir, que está completando oito anos. Continue lendo… 'Dilma prestigia movimento negro…'»

Movimento negro reconhece avanços, mas diz que expectativa com governo Lula era maior

Por , 28/12/2010 10:40

Os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxeram avanços para a questão racial, na opinião do movimento negro, mas alguns resultados poderiam ser melhores tendo em vista as expectativas geradas com a chegada do primeiro trabalhador à Presidência da República.

“De fato existia uma expectativa da população negra com a eleição do Lula”, afirma Vanda Pinedo, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU) ao manifestar frustração com a recente aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e com o desempenho da titulação de terras quilombolas. “O estatuto traz o que traz a Constituição. Nós precisamos de desdobramento para que, de fato, a política aconteça”, assinala.

Ela cita, entre os exemplos de políticas que deveriam receber mais incentivo, a titulação de terras quilombolas. “Uma das maiores políticas que poderia ser desenvolvida no governo Lula é a questão da terra, porque terra é dignidade, poder, visibilidade, autonomia, renda, cultura e respeito aos ancestrais. A terra tem todo esse conteúdo para o povo negro do Brasil”, afirma. Segundo dados da Presidência da República, 126 comunidades ganharam o título de suas terras desde 2003, menos de 10% das 1.527 certificadas pela Fundação Palmares como áreas quilombolas. Continue lendo… 'Movimento negro reconhece avanços, mas diz que expectativa com governo Lula era maior'»

30 anos de MNU-Movimento Negro Unificado

Por , 27/12/2010 16:47
por Reginaldo Bispo

No rol das muitas comemorações de datas históricas em 2008, destacam-se os 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil em março; os 120 anos da abolição da escravatura, em maio; e um fato histórico contemporâneo: OS 30 ANOS DA CRIAÇÃO DO MNU, em julho próximo.

NOS 120 ANOS DA ABOLIÇÃO: 30 ANOS DE MNU-MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO

No rol das muitas comemorações de datas históricas em 2008, destacam-se  os 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil em março; os 120 anos da abolição da escravatura, em maio; e um fato histórico contemporâneo: OS 30 ANOS DA CRIAÇÃO DO MNU, em julho próximo. Continue lendo… '30 anos de MNU-Movimento Negro Unificado'»

Sou negro!

Por , 22/11/2010 17:48
Que viva Zumbi e que viva a idéia poderosa da afirmação de Guerreiro Ramos: Sou negro, sou povo brasileiro!

Elaine Tavares

O cinema já imortalizou esta cena. Zumbi dos Palmares, resistindo até o último momento, no alto da Serra da Barriga, comandando mais de 50 mil almas, preferindo a morte digna que a rendição. Não sem razão que esta passou a ser a principal figura do panteão de heróis do povo negro. E haveria de ter muitos e tantos, sem nome ou rosto, que enfrentaram a escravidão nestas terras tropicais, trazidos, como bichos, nos navios negreiros ingleses, sustentando a economia daquele país que viria a ser um império.

Pois foi com os braços de homens e mulheres negros que os lordes garantiram a revolução industrial e a consolidação do sistema capitalista. Só o braço escravo, já bem contou Eric Williams, daria conta da colonização baseada na monocultura extensiva. Mas essa gente valente, que foi sequestrada de suas terras, nunca se rendeu. A liberdade era seu horizonte e tão logo escapavam das correntes criavam quilombos, comunidades livres, solidárias, auto-gestionadas. A maior delas: Palmares. E é em honra a esse povo, com Zubi à frente, que no dia 20 de novembro, se celebra o Dia da Consciência Negra. Continue lendo… 'Sou negro!'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.