A mídia corporativa controlada pela elite burguesa há muito tempo vem massacrando a classe trabalhadora por meio da distorção e manipulação da realidade. Sabendo disso, e sentindo a necessidade de ter mais pessoas qualificadas na área da comunicação, o MST realizou durante os dias 7 a 9 de maio a 1º Oficina de Assessoria de Imprensa, em Curitiba (PR).
Segundo Geani Paula Souza, coordenadora da frente de assessoria de imprensa no estado, a oficina aconteceu pela preocupação do Setor de Comunicação em cobrir e divulgar as ações que o Movimento vem desenvolvendo, o que se torna muitas vezes difícil, já que são cerca de 24 mil famílias em áreas do MST no estado, e apenas três responsáveis pela assessoria.
“Sentiu-se a necessidade de fazer uma oficina para formar pessoas nessa área, para que elas possam divulgar ações nas suas regiões, e também entender a imprensa.”
A ideia foi garantir a participação de uma pessoa por regional e uma por cooperativa. “Tivemos seis jovens participando. Sabemos que um curso de apenas três dias é muito pouco, precisamos garantir a formação continuada, o acompanhamento e o envolvimento deles nas atividades do Movimento”, acrescenta Paula. Continue lendo… 'MST realiza 1ª Oficina de Assessoria e de Comunicação Popular no Paraná'»

Dida Sampaio/AE
Passados 16 anos da chacina de 19 sem-terra no Pará, dois responsáveis cumprirão pena. E os outros?
Eric Nepomuceno
Na tarde de segunda-feira, 7 de maio, o coronel Mário Colares Pantoja, da Polícia Militar do Pará, foi preso. Tinha passado pela mesma experiência em novembro de 2004. Naquela ocasião, ficou detido numa sala, não cela, de um quartel da Polícia Militar em Belém. No dia 23 de setembro de 2005, foi solto: uma decisão do ministro Cezar Peluso, do STF, assegurou a ele o direito de recorrer em liberdade. Flanou por aí até agora. Condenado a 228 anos, esgotou seus recursos, depois de 16 anos do seu crime.
Também foi recolhido num quartel da mesma PM o major aposentado José Maria Pereira de Oliveira, condenado a pena mais branda: 158 anos. Outra experiência, em todo caso, uniu para sempre a história dos dois. Aconteceu num fim de tarde de abril de 1996. Convém lembrar: Continue lendo… 'Eldorado de impunidade'»
Por Iris Pacheco
Os números do caderno da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lançado nesta segunda-feira (7/5), apontam para um pico nos conflitos no campo em 2011, em comparação com todos os anos desde 2003.
Os conflitos no campo passaram de 1.186 para 1.363, registrando um aumento de 15% no total em comparação a 2010. As pessoas envolvidas passaram de 559.40, em 2010, para 600.925, em 2011.
Foram 1.035 conflitos por terra, 260 conflitos trabalhistas e 68 conflitos pela água. Mais de 60 % dos conflitos tem relação com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O conflito por terra é o que apresenta um aumento expressivo. Em 2010, foram 835, passando para 1.035 em 2011. Desse número, 683 são atribuídos ao setor poder privado e 84 ao poder público. O setor privado é, portanto, o maior protagonizador dos conflitos no campo.
De acordo com o professor Carlos Walter Porto Gonçalves, coordenador do programa da pós-graduação da UFF (Universidade Federal Fluminense), “quando são os Sem Terra, populações tradicionais que protagonizam a luta, aumentam a intervenção do poder público, mas não aumenta sua ação quando aumenta a violência do poder privado”. Continue lendo… 'Conflitos por terra dão salto e violência contra trabalhadores rurais bate recorde'»
Nessa sexta-feira tanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e a Central Única dos Trabalhadores – CUT divulgaram notas em seus portais na Internet pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete as mudanças no Código Florestal. A nota do MST foi redigida por Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina Brasil e a nota da CUT pelo seu presidente Artur Henrique da Silva Santos. Eis as notas
Nota do MST
O projeto que altera o Código Florestal brasileiro, votado nesta semana na Câmara dos Deputados, representa a pauta máxima ruralista. A bancada apoiadora do agronegócio e defensora daqueles que cometeram crimes ambientais mostrou sua coesão e conseguiu aprovar um texto de forma entrelaçada, comprometendo todo o projeto.
O texto está de tal forma que se a presidenta Dilma vetar partes dele, continua a mesma coisa. Exemplo: se vetar a distância mínima de floresta recuperada na beira de rios que ficou em 15 metros – atualmente é de 30m - o texto ainda fica sem nenhuma menção de recuperação nestas áreas. O turismo predatório em mangues também fica permitido, segundo o projeto.
Os ruralistas também aproveitaram para dificultar o processo de Reforma Agrária, com a restrição de dados governamentais para a população e até mesmo com a tentativa de anular as áreas improdutivas por desrespeito ao meio ambiente, tal como manda a constituição. Continue lendo… 'MST e CUT pedem o veto de Dilma às alterações no Código Florestal'»
A Polícia Civil divulgou o retrato falado dos suspeitos nesta quinta-feira
João Henrique do Vale
A polícia divulgou o retrato falado dos suspeitos de assassinar três líderes do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) em uma estrada no Triângulo Mineiro, em 24 de março. As características dos supostos assassinos foram passadas por outros integrantes da comunidade que acampa na Fazenda São José dos Cravos, que tiveram contato com eles. De acordo com o delegado Kleyverson Resende, da Delegacia de Homicídios de Betim, responsável pelo caso, os suspeitos chegaram a dormir no acampamento um dia antes do crime. “Eles foram lá e usaram o argumento de montar uma barraca. Mas, já estavam planejando os homicídios”, explica o delegado.
O crime aconteceu na manhã de 24 de março. Segundo a Polícia Militar (PM), Valdir Dias Ferreira, de 39 anos, Milton Santos Nunes da Silva, de 52, e Clestina Leonor Sales Nunes, de 48, saíram do acampamento no município de Prata para uma reunião de representantes de movimentos sociais em Uberlândia. No trajeto, foram interceptados por um carro cinza antes de uma ponte na MG-455. Segundo a perícia, Clestina Sales foi atingida por dois tiros na parte frontal da cabeça, Valdir Dias Ferreira levou um tiro no pescoço e outro na nuca e Milton Santos Nunes foi atingido por um tiro na região temporal direita e por outro de raspão na nuca. O único sobrevivente do assassinato é uma criança de 5 anos, neta de Milton e Clestina, que conseguiu fugir do local do crime ileso. Continue lendo… 'Suspeitos de matar sem-terras em Minas dormiram em acampamento antes do crime'»
Propriedade deve ter posto de saúde e um centro de formação profissional para servir aos assentados e à comunidade
Izabela Ventura - Do Hoje em Dia
Um centro de formação profissional, um destino de turismo ecológico e até um posto de saúde. Essa pode ser, em um futuro próximo, a estrutura de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que fica na antiga fazenda Ponte Nova, em Vianópolis, na divisa de Betim com Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A sede do lugar, construída no século 18, será restaurada com a participação dos assentados e deve retomar a aparência que tinha no período colonial em outubro deste ano.
O convênio de parceria assinado entre a Prefeitura de Betim, por meio da Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe), e a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) vai beneficiar as 64 famílias do Assentamento 2 de Julho, como ficou conhecido. Elas ocupam os 700 hectares da fazenda, localizada no km 5 da MG-050.
O local se tornou o primeiro assentamento do Brasil a ser tombado como núcleo histórico pelo Conselho Municipal de Patrimônio. Antes, na época colonial, servia para abastecimento e passagem de viajantes. A fazenda movimentava o comércio na região e é considerada o embrião do distrito de Vianópolis.
Entre seis e 12 assentados vão aprender as técnicas de restauração com arquitetos e mestres da Faop. O trabalho é delicado, já que a estrutura da sede está visivelmente frágil. Continue lendo… 'Fazenda ocupada por sem-terra será restaurada em Betim'»

Por Reynaldo Costa
Entidades e movimentos sociais de diversas áreas realizaram nesta sexta-feira (20) uma grande manifestação no município de Buriticupu, no Maranhão, denunciando a violência no campo e cobrando justiça e punição aos culpados pelo assassinato do militante camponês Raimundo Borges, popularmente conhecido como “Cabeça”, morto no dia 14 de abril, no assentamento onde morava, em Buriticupu.
A manifestação percorreu as principais ruas da cidade com paradas e pretexto enfrente aos órgãos públicos daquele município e se encerrou com a paralização da BR 222 por cerca de duas horas. Continue lendo… 'Manifestação cobra justiça e denuncia a violência crônica no campo do Maranhão'»
Por Fábio Reis
Na última quarta-feira (18), foi registrado mais um caso de ameaça de morte a um trabalhador Sem Terra do MST, na região Sul do Maranhão (MA). Por volta das 16h, o camponês e dirigente Lazaro Alves Ferreira, que participava da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária em Brasília, recebeu uma mensagem em seu celular com ameaças de morte a sua pessoa e à sua família.
Esta é a segunda ameaça de morte sofrida por Lazaro. O camponês está aterrorizado com as ameaças e com o descaso das autoridades locais, que não demonstram nenhum interesse em investigar quem são os mandantes dos crimes e tomar providências para acabar com a violência na região. Segundo ele, quando foi denunciar as ameaças de morte que vem sofrendo, a polícia local alegou que “não valia a pena gastar cerca de mil reais para buscar a pessoa que possivelmente me ameaçou”, revela.
Durante audiência no Ministério do Desenvolvimento Agrário, na sexta-feira (20), o trabalhador denunciou a ameaça de morte sofrida ao Ministro do Desenvolvimento Agrária (MDA), Pepe Vargas, que se comprometeu em encaminhar o caso ao Ouvidor Agrário Nacional, Gercino da Silva Filho, que deverá entrar em contato com a polícia da região e tomar as medidas cabíveis para impedir o assassinato de mais um trabalhador rural. Continue lendo… 'Mais um Sem Terra sofre ameaça de morte no Maranhão'»
Lucas Santos de Matos
Desde o dia 16 de abril, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em todo o País promovem uma série de atividades que integram a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária conhecida como “Abril Vermelho”. As mobilizações no mês de abril ocorrem todos os anos em lembrança ao confronto de policiais militares com sem terras no Pará, em 17 de abril de 1996, que resultou na morte de 21 trabalhadores rurais.
Ter viva em nossa memória cenas como as ocorridas no dia 17 de abril de 1996 é manter o alerta ligado para que a sociedade brasileira não permita que absurdos como este jamais aconteçam novamente e nem permaneçam impunes! É inadmissível que após o assassinato de 21 trabalhadores rurais e mais de 100 feridos não tenhamos nenhum condenado preso, todos estão livres.
Em Sergipe, na manhã da última quinta-feira (19/04), recebemos com extrema preocupação a notícia de que desde o dia 17/04, quando foram feitas as ocupações na Fazenda Camaçari – em Itaporanga D’ajuda – e na Fazenda São Domingos – em Carira –, as famílias vêm sofrendo todos os tipos de ameaças, tanto por parte dos pistoleiros contratados pelos fazendeiros quanto pela polícia (a mando dos fazendeiros).
As atividades do “Abril Vermelho” visam chamar a atenção de toda a sociedade e do poder público para a necessidade da Reforma Agrária no Brasil. É por isso que apoiamos a luta dos companheiros e companheiras do MST e denunciamos que ainda há muitos grupos de pistoleiros no estado de Sergipe, mantidos pelos fazendeiros e com conivência e apoio da polícia! Continue lendo… 'Nota em apoio ao MST'»
Segurança privada invade acampamento do MST. Polícia despeja e prende Sem Terra no Triângulo Mineiro
Cerca de 80 famílias Sem Terra, do MST, do Acampamento Roseli Nunes II – MST do Triângulo Mineiro – ocuparam a Fazenda Inhumas, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, dia 17/04/2012, por volta das 20 horas. Na madrugada de 18/04, por volta das 5h, um grupo de segurança privada da Empresa Máster chegou no acampamento dando tiros e semeando pânico. A Polícia florestal chegou logo após e chamou reforço. As famílias já tinham instalado as barracas de lona preta nas quais dormiram até serem despertadas por tiros dos seguranças particulares da Fazenda Inhumas. Sem mandado judicial, por volta das 8h de hoje, a Polícia Militar de Uberaba prendeu algumas das lideranças:Edvaldo Soares e Adelson Luís. E levaram em ônibus da Usina Vale do Tejuco as outras famílias para a Praça Pio XII, da Igreja São José, do Bairro Gameleira, em Uberaba, onde o padre Rogério e pessoas de boa vontade estão prestando solidariedade.
Todos os Sem Terra foram revistados e suas bolsas também. Por que a PM não vistoriou os seguranças privados?

Manifestantes ameaçaram ocupar o Palácio da Abolição. Hoje, devem desfazer acampamento
Manifestantes acampados nos jardins do Palácio ameaçaram ocupar as dependências caso não fosse marcada reunião com governador. Cid os recebeu e atendeu várias reivindicações. Desocupação deve ser hoje
Bruno Cabral
Ao final do segundo dia de acampamento nos jardins do Palácio da Abolição, representantes agricultores integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram recebidos por Cid Gomes (PSB). Continue lendo… 'Governador recebe os sem-terra que acamparam no Palácio'»
O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, manifestações de protesto em diversas partes do País. Por meio de invasões de propriedades rurais, ocupações de edifícios públicos e interdição de rodovias, os militantes protestam contra a lentidão da reforma agrária. Na opinião do líder mais conhecido e influente do movimento, o economista João Pedro Stédile, o governo da presidente Dilma Rousseff “foi tomado por uma burocracia de segundo escalão que não entende nada de povo”.
Em entrevista ao blog do Estadão, Stédile também classificou como “burrice política” o contingenciamento de 70% das verbas de custeio do Incra , em vigor deste o início deste mês. Ele ainda criticou o PT, aliado histórico do MST, afirmando que se transformou num partido “chapa branca”, preocupado com cargos. “O PT deveria ter um projeto para o País”, afirmou.
De acordo com números oficiais, 2011 foi o pior dos últimos 16 anos em termos de reforma agrária. A que atribui isso?
A um conjunto de razões conjugadas. Em primeiro lugar, está em curso uma ofensiva do agronegócio. Com a crise internacional, bilhões de dólares vieram para o Brasil para a compra de terras, usinas, commodities. Com isso o preço da terra subiu. Isso significa que, para se proteger da crise, eles estão disputando terras que poderiam ser destinadas para a reforma. Em segundo lugar, o governo Dilma não compreendeu ainda a importância e a necessidade da reforma agraria como um programa social, de produção de alimentos sadios, para resolver o problema da pobreza no meio rural. Um terceiro fator é o Judiciário. Continue lendo… '“Governo Dilma foi tomado por tecnocracia de segundo escalão”, diz Stédile'»
‘Abril Vermelho’ também cobra punição dos culpados pelas mortes em Eldorado dos Carajás
(Com Tiago Décimo, Ângela Lacerda, Evandro Fadel e Vanildo Mendes)
SÃO PAULO – O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, uma série de protestos pela Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, também conhecida por “Abril Vermelho”, para cobrar o assentamento de mais famílias sem terra e a punição dos responsáveis pela morte de 21 trabalhadores rurais assassinados em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.
Integrantes do movimento organizaram ações em 15 Estados, que somam 38 ocupações de terra, cinco ocupações de sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e quatro protestos em prédios públicos, além da ocupação de estradas e criação de acampamentos nas cidades, segundo o MST. Confira abaixo um resumo dos protestos.
Ceará. Cerca de 1,5 mil integrantes ocuparam o Palácio da Abolição, em Fortaleza, sede do governo estadual. Crianças e jovens que participaram da ação aproveitaram para tomar banho em uma piscina localizada na área externa do prédio, no bairro Meireles. O ato reivindica ações do governo para amenizar os efeitos da seca que atinge vários municípios, além do assentamento imediato das 2.000 famílias acampadas no Estado. Continue lendo… 'MST realiza protestos em 15 Estados para pressionar por reforma agrária'»