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	<title>Combate ao Racismo Ambiental &#187; MST</title>
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	<description>Dedicado por Tania Pacheco ao GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas</description>
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		<title>MST realiza 1ª Oficina de Assessoria e de Comunicação Popular no Paraná</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 14:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia e Poder]]></category>
		<category><![CDATA[direito ao conhecimento e à informação]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;">A mídia corporativa controlada pela elite burguesa há muito tempo vem massacrando a classe trabalhadora por meio da distorção e manipulação da realidade. Sabendo disso, e sentindo a necessidade de ter mais pessoas qualificadas na área da comunicação, o MST realizou durante os dias 7 a 9 de maio a 1º Oficina de Assessoria de Imprensa, em Curitiba (PR).</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Geani Paula Souza, coordenadora da frente de assessoria de imprensa no estado, a oficina aconteceu pela preocupação do Setor de Comunicação em cobrir e divulgar as ações que o Movimento vem desenvolvendo, o que se torna muitas vezes difícil, já que são cerca de 24 mil famílias em áreas do MST no estado, e apenas três responsáveis pela assessoria.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sentiu-se a necessidade de fazer uma oficina para formar pessoas nessa área, para que elas possam divulgar ações nas suas regiões, e também entender a imprensa.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia foi garantir a participação de uma pessoa por regional e uma por cooperativa. “Tivemos seis jovens participando. Sabemos que um curso de apenas três dias é muito pouco, precisamos garantir a formação continuada, o acompanhamento e o envolvimento deles nas atividades do Movimento”, acrescenta Paula.<span id="more-53885"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Jaqueline Boeno D&#8217;avila que participou do curso e é integrante da equipe de comunicação do MST da região centro sul, onde está sendo desenvolvido o Jornal Terra Vermelha &#8211; distribuído para 5 mil famílias assentadas -, diz que o curso veio para somar no processo de construção da comunicação da região.</p>
<p style="text-align: justify;">“O curso veio nesse encontro de conseguir se aprofundar de conceitos teóricos, e na prática, em saber elaborar release, nota e matéria”, salienta.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunicadora acrescenta ainda que esse momento de formação serviu para entender melhor a comunicação e seus veículos. “Até então eu tinha pouco conhecimento da comunicação, não era um conhecimento profundo, agora pude entender como se utilizar dessas ferramentas. Além disso, ficou claro que precisamos ter o cuidado de como a mídia burguesa trata nossas ações .”</p>
<p style="text-align: justify;">Durante os três dias de oficina foram trabalhados tantos os aspectos técnicos da escrita quanto a parte teórica, possibilitando aos comunicadores do Movimento, uma melhor compreensão do funcionamento da mídia hegemônica e a maneira como ela retrata as lutas dos movimentos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1º Curso Estadual de Comunicação Popular<br />
</strong><br />
Dando continuidade na formação, os comunicadores participaram do 1º Curso Estadual de Comunicação Popular, entre os dias 9, 10 e 11 de maio, tendo como lema “Comunicação como direito humano e ferramenta de mobilização popular”.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade teve como objetivo fortalecer as iniciativas de comunicação popular que já existem, além de fortalecer o debate em torno da democratização da comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">A iniciativa que foi do Jornal Brasil de Fato, do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), do MST, da produtora QuemTV, entre outras organizações, teve a participação de aproximadamente 100 pessoas, entre comunicadores populares, lideranças comunitárias, estudantes, jornalistas e diretores de sindicatos e entidades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Igor Felippe, da coordenação do setor de comunicação do MST, fez parte da mesa do segundo dia, podendo contar como é feita a comunicação no Movimento. Além do Igor, também fizeram parte das mesas Vito Gianotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação (RJ), Elaine Tavares, do Instituto de Estudos Latino-Americanos e da Revista Pobres e Nojentas, Beto Almeida, da Tele Sur, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.mst.org.br/MST-realiza-1-Oficina-de-Assessoria-e-de-Comunicacao-Popular-no-Parana#.T7hc3NDHFxQ.gmail. Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>Eldorado de impunidade</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 13:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[massacre]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais sem terra]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Rio Doce (Vale)]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Passados 16 anos da chacina de 19 sem-terra no Pará, dois responsáveis cumprirão pena. E os outros? Eric Nepomuceno Na tarde de segunda-feira, 7 de maio, o coronel Mário Colares Pantoja, da Polícia Militar do Pará, foi preso. Tinha passado pela mesma experiência em novembro de 2004. Naquela ocasião, ficou detido numa sala, não cela, [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_53125" class="wp-caption alignleft" style="width: 298px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/caixoes_eldorado_dos_carajas_dida_sampaio_ae.jpg"><img class="size-full wp-image-53125" title="caixoes_eldorado_dos_carajas_dida_sampaio_ae" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/05/caixoes_eldorado_dos_carajas_dida_sampaio_ae.jpg" alt="" width="288" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">Dida Sampaio/AE</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Passados 16 anos da chacina de 19 sem-terra no Pará, dois responsáveis cumprirão pena. E os outros?</em></p>
<p style="text-align: justify;">Eric Nepomuceno</p>
<div>
<p style="text-align: justify;">Na tarde de segunda-feira, 7 de maio, o coronel Mário Colares Pantoja, da Polícia Militar do Pará, foi preso. Tinha passado pela mesma experiência em novembro de 2004. Naquela ocasião, ficou detido numa sala, não cela, de um quartel da Polícia Militar em Belém. No dia 23 de setembro de 2005, foi solto: uma decisão do ministro Cezar Peluso, do STF, assegurou a ele o direito de recorrer em liberdade. Flanou por aí até agora. Condenado a 228 anos, esgotou seus recursos, depois de 16 anos do seu crime.</p>
<p style="text-align: justify;">Também foi recolhido num quartel da mesma PM o major aposentado José Maria Pereira de Oliveira, condenado a pena mais branda: 158 anos. Outra experiência, em todo caso, uniu para sempre a história dos dois. Aconteceu num fim de tarde de abril de 1996. Convém lembrar:<span id="more-53124"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por volta das seis da tarde da quarta-feira, 17 de abril de 1996, o coronel Pantoja recostou-se sobre o para-lama de uma camionete D-20 bordô estacionada à beira de uma estrada do interior do Pará, na altura do quilômetro 96 da rodovia PA-150, um lugar conhecido como Curva do S, a uns 9 quilômetros de Eldorado do Carajás e a quase 800 da capital, Belém.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tinha 49 anos de vida, 28 de Polícia Militar, e estava exausto. Respirava pela boca, fazendo um ruído de fole. Suas mãos se sacudiam em movimentos desarticulados. Os dedos estavam brancos, de tanta pressão sobre o cabo de um revólver Taurus calibre 38, de seis tiros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Havia cheiro de pólvora e de pânico no ar, e, espalhados pelos arredores, 19 cadáveres. Pouco depois, dentro do ônibus que os levaria de volta a Marabá, o coronel virou-se para seus comandados e falou, em voz alta e clara: “Ninguém sabe nada, ninguém viu nada. Todos calados”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Durante as investigações, o coronel desmentiria ter dito isso alguma vez. Ele se esqueceu de que havia testemunhas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os mortos foram amontoados na caçamba da camionete D-20. Eram 18 cadáveres e um ferido, Inácio Pereira, de 56 anos. Derrubado por policiais no meio do tumulto de tiros, gritos, bombas e pancadas, foi pisoteado, chutado um sem-fim de vezes, e ficou no chão feito morto. Passado o tempo, ouviu como alguém dava a ordem de botar os corpos na camionete. Um desses corpos era o de seu filho Raimundo, mas Inácio não sabia. Agarrado pelos braços, foi arrastado e jogado na pilha de cadáveres na caçamba da camionete. O corpo morto do filho estava embaixo dele. Em cima, foi atirado outro homem. Inácio continuou num silêncio de pavor, e ouviu que o homem gemia e dizia coisas sem sentido. A cabeça do homem pendeu sobre o pescoço de Inácio, que não conseguia entender o que ele sussurrava entre gemidos. Então alguém aproximou-se com uma lanterna e, à queima-roupa, disparou duas vezes contra aquele homem. Inácio sentiu como o corpo se sacudia em espasmos velozes e finalmente serenava. Sentia o sangue do homem gotejar em seu corpo. Ainda não sabia que, debaixo dele, e se empapando do mesmo sangue, estava o corpo de seu filho.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Esse relato, parte do livro O Massacre &#8211; Eldorado do Carajás: uma História de Impunidade, que escrevi e a editora Planeta publicou em 2007, é a reconstrução &#8211; baseada nos autos do processo, em cerca de 54 horas de gravações, em quase 20 mil páginas que integram os dois inquéritos policiais &#8211; do que aconteceu naqueles confins do interior do Pará na tarde de 17 de abril de 1996. Foi uma matança calculada. Dos 19 mortos, 13 eram dirigentes ou coordenadores do MST. Dez levaram mais de um tiro. No total, foram 37 ferimentos de bala. Pouco menos de metade dos mortos também foi atingida por golpes de arma branca, e mostravam ferimentos extensos e mutilações.</p>
<p style="text-align: justify;">As fotografias dos corpos, feitas por legistas que trabalharam sem luz no necrotério em diversos momentos e num salão cheio de policiais militares, ainda assim não deixam dúvidas quanto à violência.</p>
<p style="text-align: justify;">José Ribamar Alves de Souza, de 22 anos, por exemplo. O tiro que esfacelou seu crânio foi disparado de cima para baixo e de trás para diante. O que acertou seu abdômen foi da direita para a esquerda, também de cima para baixo. Ou seja, ele estava no chão quando foi atingido.</p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Alves da Cruz levou dois tiros, mas morreu de outra causa: uma lâmina provocou uma forte hemorragia interna, “com explosão do coração e do pulmão esquerdo”, no macabro linguajar do laudo pericial.</p>
<p style="text-align: justify;">Oziel Alves Pereira, 17 anos, levou quatro tiros. Um atravessou sua cabeça, de trás para diante. Uma testemunha conta que o major Oliveira disparou dois tiros com um revólver calibre 38, quando Oziel já estava caído, depois de ter levado um tiro na nuca.</p>
<p style="text-align: justify;">João Carneiro da Silva não morreu de tiro, morreu com o crânio esmagado. Sua mão esquerda quase foi decepada. Um soldado atacou-o com um pedaço de pau pontiagudo, atingindo-o diversas vezes na cabeça. Finalmente, cravou a ponta do pau na sua testa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse foi o resultado da ação de 155 homens de dois grupos da Polícia Militar do Pará. Parte veio de Marabá: 85 homens, comandados pelo coronel. Outra parte veio de Parauapebas, comandada pelo major. Pantoja foi o chefe máximo da operação. Partiu dele a ordem dada a Oliveira: só começar a disparar depois de ouvir a tropa de Marabá atirando.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora ambos estão presos. Mas e os outros responsáveis? Há pelo menos cinco perguntas que, ao permanecer sem resposta, comprovam a impunidade que impera neste país de absurdos:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Quem deu a ordem de desimpedir a estrada, ou seja, dissolver a manifestação de umas 2.500 pessoas &#8211; mulheres, jovens, velhos, homens, crianças &#8211; mobilizadas pelo MST foi o governador Almir Gabriel. Seu secretário de Segurança chamava-se Paulo Sette Câmara. O comandante-geral da PM do Pará era o coronel Fabiano Lopes. Por que nem o governador, nem o secretário, nem o comandante da PM foram ouvidos no processo?</p>
<p style="text-align: justify;">2) A PM do Pará, e não se trata de uma exceção no cenário brasileiro, tem fama de mal paga, mal preparada, corrupta e de atuar, em suas inúmeras horas de folga, como uma espécie de guarda pretoriana dos grandes usurpadores de terra. Será que ninguém sabia disso? Será que não continua sendo assim?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Em abril de 2000, o primeiro julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, graças às irregularidades cometidas sob os olhos do juiz Ronaldo do Valle. Na hora de marcar o segundo julgamento, 17 dos então 18 juízes das varas criminais da comarca de Belém declararam que não aceitariam presidi-lo. A exceção foi a juíza Eva do Amaral Coelho, que explicou: “Não tenho medo do MST”. Acabou afastada, depois de recursos apresentados pela acusação &#8211; os advogados dos sem-terra -, que argumentava falta de isenção. Foi finalmente nomeado o juiz Roberto Moura, que conseguiu algo inédito: numa única sessão, julgou 128 acusados. A acusação teve exatos 90 segundos para apresentar provas contra cada um deles. Dois, e apenas dois acusados, foram condenados: o coronel Pantoja e o major Oliveira. Será isso normal?</p>
<p style="text-align: justify;">4) Por que ninguém buscou a razão de os ônibus da empresa Transbrasiliana, que transportaram a tropa de Parauapebas e a de Marabá até Eldorado, onde aconteceu a matança, terem sido pagos, em dinheiro, pela Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal? O gerente da Transbrasiliana que recebeu a ordem &#8211; e o dinheiro &#8211; se chama Gumercindo de Castro. O funcionário da Vale que contratou os serviços se chama James. Como explicar que uma empresa estatal contrate uma empresa particular para transportar tropas da PM que iriam desfazer uma manifestação pública?</p>
<p style="text-align: justify;">5) Por que será que, até hoje, todos os fios soltos dessa meada, conhecidos e visíveis, não foram puxados? O coronel Pantoja obedeceu a ordens do governador Almir Gabriel. Pois bem: e o governador, os governadores, obedeceu, obedecem a quem? Afinal, quem dá as cartas e as ordens neste país de impunidades permanentes?</p>
<p style="text-align: justify;">*<em>Escritor, autor de, entre outros livros, &#8220;O Massacre&#8221; (Planeta, 2007) e &#8220;Contos de Antologia Pessoal&#8221; (Record, 2008)</em></p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,eldorado-de-impunidade,872167,0.htm</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
</div>
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		<title>Conflitos por terra dão salto e violência contra trabalhadores rurais bate recorde</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 12:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
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		<category><![CDATA[ameaças]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Por Iris Pacheco Os números do caderno da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lançado nesta segunda-feira (7/5), apontam para um pico nos conflitos no campo em 2011, em comparação com todos os anos desde 2003. Os conflitos no campo passaram de 1.186 para 1.363, registrando um aumento de 15% no total em comparação a 2010.  [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Por Iris Pacheco<br />
</em><br />
Os números do caderno da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lançado nesta segunda-feira (7/5), apontam para um pico nos conflitos no campo em 2011, em comparação com todos os anos desde 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Os conflitos no campo passaram de 1.186 para 1.363, registrando um aumento de 15% no total em comparação a 2010.  As pessoas envolvidas passaram de 559.40,  em 2010, para 600.925, em 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram 1.035 conflitos por terra, 260 conflitos trabalhistas e 68 conflitos pela água. Mais  de 60 % dos conflitos tem relação com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p style="text-align: justify;">O conflito por terra é o que apresenta um aumento expressivo. Em 2010, foram 835, passando para 1.035 em 2011. Desse número, 683 são atribuídos ao setor poder privado e 84 ao poder público. O setor privado é, portanto, o maior protagonizador dos conflitos no campo.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o professor Carlos Walter Porto Gonçalves, coordenador do programa da pós-graduação da UFF (Universidade Federal Fluminense), “quando são os Sem Terra, populações tradicionais que protagonizam a luta, aumentam a intervenção do poder público, mas não aumenta sua ação quando aumenta a violência do poder privado”.<span id="more-52349"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, as leis estabelecidas favorecem as ocupações territoriais por parte do capital, como as alterações no Código Florestal, que visam o lucro e não a ética. “A essência do novo Código é dar legalidade às práticas ilegais”, ressalta o professor.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados sobre o trabalho escravo no campo, que também são registrados pelo relatório, revelam que é uma prática em vários locais do país. Em 2011, houve um aumento de 12,7% nas ocorrências de trabalho escravo no campo, em relação a 2010. Nesta semana, deve ser votada a PEC do Trabalho Escravo, que prevê a desapropriação dessas áreas para a Reforma Agrária, na Câmara dos Deputados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência, impunidade e ameaças</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o relatório, o aumento da violência no campo está diretamente ligado ao avanço do capitalismo na agricultura. No período da votação do novo Código Florestal, ocorreram 29 assassinatos, sendo 11 haviam sofrido ameaças de morte. De 2010 para 2011 esse número aumentou consideravelmente de 125% para 178%.</p>
<p style="text-align: justify;">Laísa Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo e cunhada de José Cláudio, ambos assassinados em maio de 2011 em Nova Ipixuna, no Pará, também está sendo ameaçada de morte. “Sentimos na pele que nossa cabeça esta a prêmio. É uma situação que se tornou pública. Governo sabe? Sabe&#8221;, diz Laísa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ela, a impunidade é o reflexo maior do sistema vigente em nosso país. &#8220;Vai fazer um ano que a Maria e o José Cláudio foram assassinados e nada o governo fez.  Seguimos em luta porque queremos viver a vida na nossa floresta. Acreditamos que a vida sustentável é economicamente viável”, comenta Laísa Sampaio.</p>
<p style="text-align: justify;">De 1985 a 2011 das 1.616 pessoas foram vítimas de assassinato no campo. Dos 1.220 casos apenas 92 foram julgados. Sendo 21 mandantes e 74 executores condenados e 7 mandantes e 51 executores absolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">A publicação anual da CPT, que foi lançada nesta segunda feira no auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, busca guardar a memória desse quadro indignante no cenário do campo brasileiro concentra dados sobre a violência contra trabalhadores e trabalhadores rurais, indígenas, extrativistas e populações tradicionais em todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;">O relatório não traz apenas novos números e sim “rostos, comunidades, pessoas, vidas ceifadas no cotidiano. O papel, as letras, as fotografias estão trazendo vidas” como retrata o secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner.  Ele ainda reforça que “quando  a CPT se preocupa em guardar num livro a memória, está ajudando o Brasil a não esquecer seu passado”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.mst.org.br/sites/default/files/conflitos_no_campos_2011_site0.pdf"><strong>Clique aqui para fazer o download do relatório</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.mst.org.br/content/conflitos-por-terra-d%C3%A3o-salto-e-viol%C3%AAncia-contra-trabalhadores-rurais-bate-recorde#.T6iDrkZHdEw.gmail</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>MST e CUT pedem o veto de Dilma às alterações no Código Florestal</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 14:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Racismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
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		<category><![CDATA[ruralistas]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Nessa sexta-feira tanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e a Central Única dos Trabalhadores – CUT divulgaram notas em seus portais na Internet pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete as mudanças no Código Florestal. A nota do MST foi redigida por Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina Brasil e a nota da CUT pelo seu presidente Artur Henrique da Silva Santos. Eis as notas Nota [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Nessa sexta-feira tanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e a Central Única dos Trabalhadores – CUT divulgaram notas em seus portais na Internet pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete as mudanças no Código Florestal. A nota do MST foi redigida por Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina Brasil e a nota da CUT pelo seu presidente Artur Henrique da Silva Santos. Eis as notas</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota do MST</strong><br />
O projeto que altera o Código Florestal brasileiro, votado nesta semana na Câmara dos Deputados, representa a pauta máxima ruralista. A bancada apoiadora do agronegócio e defensora daqueles que cometeram crimes ambientais mostrou sua coesão e conseguiu aprovar um texto de forma entrelaçada, comprometendo todo o projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto está de tal forma que se a presidenta Dilma vetar partes dele, continua a mesma coisa. Exemplo: se vetar a distância mínima de floresta recuperada na beira de rios que ficou em 15 metros – atualmente é de 30m -  o texto ainda fica sem nenhuma menção de recuperação nestas áreas. O turismo predatório em mangues também fica permitido, segundo o projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ruralistas também aproveitaram para dificultar o processo de Reforma Agrária, com a restrição de dados governamentais para a população e até mesmo com a tentativa de anular as áreas improdutivas por desrespeito ao meio ambiente, tal como manda a constituição.<span id="more-51506"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O pousio, ou seja, o descanso que se dá a terra cultivada, ficou sem qualquer restrição de tempo e de técnica. Isso acaba com o conceito de área improdutiva. O texto viabiliza as áreas que estavam paradas desde a década de 1990 com regeneração de florestas. São 40 milhões de hectares nesta situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, os ruralistas fragilizaram o Cadastro Ambiental Rural, de forma que a população não tenha acesso aos dados, escondendo todos aqueles que cometem crimes ambientais e ferindo o princípio da transparência governamental para a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A presidenta Dilma tem 15 dias para anunciar seus vetos, mas movimentos sociais e organizações ambientalistas já estão mobilizados para que a presidente derrube integralmente o projeto que saiu do Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A presidenta tem nas mãos, ainda, vasto apoio de parlamentares, organizações camponesas, sindicatos, sociedades científicas, entidades da igreja pelo veto global.</p>
<p style="text-align: justify;">O papel dos setores progressistas é fazer pressão, enfrentar ideologicamente os ruralistas e criar um clima para que a presidenta Dilma faça o veto completo desse projeto. O meio ambiente e a Reforma Agrária estão seriamente comprometidos com este texto que sai do Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eis a nota da CUT</strong><br />
Mais uma vez, a maioria dos deputados federais deixa a nação brasileira perplexa. O “novo” Código Florestal, aprovado no dia 25/04, por 274 a 184 votos, ignora a proteção ambiental, condição essencial para o desenvolvimento sustentável, com justiça social e ambiental e valorização do trabalho. A atualização do Código deveria corrigir distorções e não reincidir no equívoco de desconstruir uma das mais importantes legislações brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecemos a necessidade de atualização do Código, para que se torne uma legislação inclusiva, que estabeleça regras específicas para segmentos diferenciados da sociedade, como por exemplo, a agricultura familiar. Neste sentido, rechaçamos quaisquer iniciativas que levem ao retrocesso, ao mau uso dos recursos naturais e incentive o desmatamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 10 anos, a pressão da sociedade civil organizada e o compromisso dos governos democráticos e populares contribuíram para importantes avanços sociais e ambientais. Exemplo disso são as reduções dos desmatamentos e as metas assumidas pelo Brasil na 15ª Conferência das Partes em Copenhague, ambas conquistadas no Governo Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">No momento em que o mundo se volta para a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os parlamentares brasileiros não deixam dúvidas quanto à sua falta de compromisso para com a sociedade brasileira e o planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo texto aprovado, o “novo” Código Florestal ampliará os desmatamentos, reduzirá a proteção ambiental, aumentando os riscos a que já são submetidas as populações que vivem em condições precárias de moradia &#8211; no campo e nas cidades -, dentre outros prejuízos irreversíveis à nação brasileira. Além disto, é absolutamente injustificável para o Brasil e para o mundo a anistia àqueles que desmataram irregularmente, reincidindo em crimes ambientais, em detrimento daqueles que cumpriram a Lei.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante deste cenário, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirma seu posicionamento político contrário à aprovação do Código Florestal e solicita à Presidenta da República, Exma. Sra. Dilma Rousseff o VETO ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509007-mst-e-cut-pedem-o-veto-de-dilma-as-alteracoes-no-codigo-florestal</p>
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		<title>Suspeitos de matar sem-terras em Minas dormiram em acampamento antes do crime</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 13:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais sem terra]]></category>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>A Polícia Civil divulgou o retrato falado dos suspeitos nesta quinta-feira</em></p>
<p style="text-align: justify;">João Henrique do Vale</p>
<p style="text-align: justify;">A polícia divulgou o retrato falado dos suspeitos de assassinar três líderes do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) em uma estrada no Triângulo Mineiro, em 24 de março. As características dos supostos assassinos foram passadas por outros integrantes da comunidade que acampa na Fazenda São José dos Cravos, que tiveram contato com eles. De acordo com o delegado Kleyverson Resende, da Delegacia de Homicídios de Betim, responsável pelo caso, os suspeitos chegaram a dormir no acampamento um dia antes do crime. “Eles foram lá e usaram o argumento de montar uma barraca. Mas, já estavam planejando os homicídios”, explica o delegado.</p>
<p style="text-align: justify;">O crime aconteceu na manhã de 24 de março. Segundo a Polícia Militar (PM), Valdir Dias Ferreira, de 39 anos, Milton Santos Nunes da Silva, de 52, e Clestina Leonor Sales Nunes, de 48, saíram do acampamento no município de Prata para uma reunião de representantes de movimentos sociais em Uberlândia. No trajeto, foram interceptados por um carro cinza antes de uma ponte na MG-455. Segundo a perícia, Clestina Sales foi atingida por dois tiros na parte frontal da cabeça, Valdir Dias Ferreira levou um tiro no pescoço e outro na nuca e Milton Santos Nunes foi atingido por um tiro na região temporal direita e por outro de raspão na nuca. O único sobrevivente do assassinato é uma criança de 5 anos, neta de Milton e Clestina, que conseguiu fugir do local do crime ileso. <span id="more-51208"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No dia anterior, os suspeitos chegaram a dormir no acampamento e conseguiram informações que ajudaram nas execuções. “Eles conversaram com as vítimas e procuraram saber se eles iriam na cidade. Na sexta-feira à noite, dormiram no acampamento e, na manhã do dia seguinte, cometeram os assassinatos. Eles não voltaram para o acampamento depois disso. Suspeitamos que eles ficaram na região”, afirma o delegado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre as linhas de investigações dos crime, o delegado prefere deixá-las em sigilo. “Na verdade são várias linhas de investigação, não descartamos nenhuma. Mas prefiro não divulgar para não atrapalhar nas investigações”, diz o delegado.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/04/26/interna_gerais,291251/suspeitos-de-matar-sem-terras-em-minas-dormiram-em-acampamento-antes-do-crime.shtml</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>Fazenda ocupada por sem-terra será restaurada em Betim</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 14:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Propriedade deve ter posto de saúde e um centro de formação profissional para servir aos assentados e à comunidade Izabela Ventura - Do Hoje em Dia Um centro de formação profissional, um destino de turismo ecológico e até um posto de saúde. Essa pode ser, em um futuro próximo, a estrutura de um assentamento do Movimento [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Propriedade deve ter posto de saúde e um centro de formação profissional para servir aos assentados e à comunidade</em></p>
<p style="text-align: justify;">Izabela Ventura - Do Hoje em Dia</p>
<p style="text-align: justify;">Um centro de formação profissional, um destino de turismo ecológico e até um posto de saúde. Essa pode ser, em um futuro próximo, a estrutura de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que fica na antiga fazenda Ponte Nova, em Vianópolis, na divisa de Betim com Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A sede do lugar, construída no século 18, será restaurada com a participação dos assentados e deve retomar a aparência que tinha no período colonial em outubro deste ano.</p>
<div>
<p style="text-align: justify;">O convênio de parceria assinado entre a Prefeitura de Betim, por meio da Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe), e a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) vai beneficiar as 64 famílias do Assentamento 2 de Julho, como ficou conhecido. Elas ocupam os 700 hectares da fazenda, localizada no km 5 da MG-050.</p>
<p style="text-align: justify;">O local se tornou o primeiro assentamento do Brasil a ser tombado como núcleo histórico pelo Conselho Municipal de Patrimônio. Antes, na época colonial, servia para abastecimento e passagem de viajantes. A fazenda movimentava o comércio na região e é considerada o embrião do distrito de Vianópolis.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre seis e 12 assentados vão aprender as técnicas de restauração com arquitetos e mestres da Faop. O trabalho é delicado, já que a estrutura da sede está visivelmente frágil.<span id="more-51088"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o presidente da Funarbe, Rodrigo Cunha, as peças de madeira resistiram ao tempo, mas 60% das paredes estão comprometidas. As portas e janelas serão restauradas e o telhado será todo refeito. “É uma verdadeira ‘obra escola’, que vai ensinar os ocupantes a se conscientizarem quanto à preservação do patrimônio da cidade”, destaca Rodrigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino definido pelos próprios moradores</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A decisão sobre o que funcionará na sede ficou a cargo dos próprios assentados, o que, ainda conforme Rodrigo Cunha, faz parte da estratégia de apropriação. “Nunca vi uma atividade desse tipo no país. A relação entre a administração pública e o MST não é conflituosa e mostra que um bem tombado pode ajudar no desenvolvimento da comunidade”, acrescenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcelo Alves Menezes, de 47 anos, ex-funcionário da fazenda, traz, na ponta da língua, a decisão dos moradores. “Nosso grande sonho é transformá-la em um centro de formação profissional em áreas como enfermagem e pedagogia”, diz. Outra possibilidade é fazer do espaço um destino de turismo ecológico e área de pesquisas veterinárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele e os “vizinhos” já fazem oficinas para aprender as técnicas de restauro. A primeira será a de pau a pique, que servirá para o restauro do salão de reuniões dos moradores, que também está previsto no projeto. É lá que eles discutem as questões que envolvem a comunidade e recebem representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que hoje é o proprietário legal das terras. Essa obra deve durar um mês e, segundo Marcelo Menezes, a ideia é que ali funcione um posto de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.hojeemdia.com.br/minas/fazenda-ocupada-por-sem-terra-sera-restaurada-em-betim-1.437497</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
</div>
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		<title>Manifestação cobra justiça e denuncia a violência crônica no campo do Maranhão</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 13:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
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<!-- AddThis Button END -->Por Reynaldo Costa Entidades e movimentos sociais de diversas áreas realizaram nesta sexta-feira (20) uma grande manifestação no município de Buriticupu, no Maranhão, denunciando a violência no campo e cobrando justiça e punição aos culpados pelo assassinato do militante camponês Raimundo Borges, popularmente conhecido como “Cabeça”, morto no dia 14 de abril, no assentamento onde [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/maranhão3_0.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-50801" title="maranhão3!_0" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/maranhão3_0.jpg" alt="" width="500" height="303" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Reynaldo Costa<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Entidades e movimentos sociais de diversas áreas realizaram nesta sexta-feira (20) uma grande manifestação no município de Buriticupu, no Maranhão, denunciando a violência no campo e cobrando justiça e punição aos culpados pelo assassinato do militante camponês Raimundo Borges, popularmente conhecido como “Cabeça”, morto no dia 14 de abril, no assentamento onde morava, em Buriticupu.</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação percorreu as principais ruas da cidade com paradas e pretexto enfrente aos órgãos públicos daquele município e se encerrou com a paralização da BR 222 por cerca de duas horas.<span id="more-50800"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nas falas de protestos, muita revolta pela grave situação de violência na região. Luis Vila Nova, militante histórico da luta pela terra e compositor do conhecido poema “O risco”, que acabou virando uma música símbolo da resistência camponesa, relembrou em sua fala a importância de Raimundo Cabeça na luta pela terra, e acrescentou “Cabeça não era apenas um militante ele era e sempre será um patrimônio de nossa sociedade”. Emocionado, Vila Nova lembrou a vida simples que Cabeça levava e culpou o Estado e principalmente o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), pelo assassinato do Sem Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a caminhada, uma carroça conduzia um caixão, coberto com uma bandeira do MST no qual Cabeça militou durante anos. Em cada parada, eram colocados retalhos de tecido sobre o caixão simbolizando a morte de vários órgãos públicos, entre eles o Poder Judiciário e o Legislativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabeça foi militante das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs) e um histórico militante da luta pela terra no Maranhão. Suas lutas criaram força com a ocupação da Terra Bela, em Buriticupu, em 1987, quando liderou a ocupação ao lado de Vila Nova. Terra Bela é uma das maiores e mais resistentes ocupações do Maranhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muitos anos vinha denunciando a grilagem de terra e um esquema de compra e veda de lotes de Reforma Agrária na região. O delegado que investiga seu assassinato já adiantou que esse é um caso típico de pistolagem e possivelmente não demorará em descobrir os culpados.</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação terminou com a mensagem de que “a morte de Cabeça não vai ficar impune”. Diante disso, nos próximos dias movimentos e entidades discutirão a criação de uma audiência pública na cidade para discutir a situação da região.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.mst.org.br/Manifestacao-cobra-justica-e-denuncia-a-violencia-cronica-no-campo-do-Maranhao%20</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Edmilson Pinheiro.</p>
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		<title>Mais um Sem Terra sofre ameaça de morte no Maranhão</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 13:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Por Fábio Reis Na última quarta-feira (18), foi registrado mais um caso de ameaça de morte a um trabalhador Sem Terra do MST, na região Sul do Maranhão (MA). Por volta das 16h, o camponês e dirigente Lazaro Alves Ferreira, que participava da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária em Brasília, recebeu uma mensagem em [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Por Fábio Reis<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Na última quarta-feira (18), foi registrado mais um caso de ameaça de morte a um trabalhador Sem Terra do MST, na região Sul do Maranhão (MA). Por volta das 16h, o camponês e dirigente Lazaro Alves Ferreira, que participava da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária em Brasília, recebeu uma mensagem em seu celular com ameaças de morte a sua pessoa e à sua família.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a segunda ameaça de morte sofrida por Lazaro. O camponês está aterrorizado com as ameaças e com o descaso das autoridades locais, que não demonstram nenhum interesse em investigar quem são os mandantes dos crimes e tomar providências para acabar com a violência na região. Segundo ele, quando foi denunciar as ameaças de morte que vem sofrendo, a polícia local alegou que “não valia a pena gastar cerca de mil reais para buscar a pessoa que possivelmente me ameaçou”, revela.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante audiência no Ministério do Desenvolvimento Agrário, na sexta-feira (20), o trabalhador denunciou a ameaça de morte sofrida ao Ministro do Desenvolvimento Agrária (MDA), Pepe Vargas, que se comprometeu em encaminhar o caso ao Ouvidor Agrário Nacional, Gercino da Silva Filho, que deverá entrar em contato com a polícia da região e tomar as medidas cabíveis para impedir o assassinato de mais um trabalhador rural.    <span id="more-50791"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A onda de ameaças e violência contra trabalhadores rurais já se alastra por várias semanas na região Sul do Maranhão. No dia 14 de abril, o militante e camponês Raimundo Borges, popularmente conhecido como “Cabeça”, foi assassinado a tiros por pistoleiros, nas proximidades de sua casa, no assentamento Terra Bela, no município de Buriticupu.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sexta-feira (20), entidades e movimentos sociais de diversas áreas realizaram protestos e manifestações no município, denunciando a violência no campo e cobrando punição aos responsáveis pelo assassinato.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o momento, já foram registrados cerca de 10 casos de ameaça de morte a trabalhadores rurais na região sul do estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto<br />
</strong><br />
Os assassinatos e ameaças de morte que vêm ocorrendo na região Sul do Maranhão se deve às ocupações de terras realizadas pelos Sem Terra. As áreas que eles ocupam pertencem a união, mas foram griladas pelos fazendeiros. Segundo os trabalhadores, somente na região existem 14 fazendas suspeitas de grilagem de terra.</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.mst.org.br/node/13249</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Edmilson Pinheiro.</p>
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		<title>Nota em apoio ao MST</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Lucas Santos de Matos Desde o dia 16 de abril, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em todo o País promovem uma série de atividades que integram a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária conhecida como “Abril Vermelho”.  As mobilizações no mês de abril ocorrem todos os anos em lembrança ao confronto [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div>
<p style="text-align: justify;">Lucas Santos de Matos</p>
<p style="text-align: justify;">Desde o dia 16 de abril, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em todo o País promovem uma série de atividades que integram a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária conhecida como “Abril Vermelho”.  As mobilizações no mês de abril ocorrem todos os anos em lembrança ao confronto de policiais militares com sem terras no Pará, em 17 de abril de 1996, que resultou na morte de 21 trabalhadores rurais.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ter viva em nossa memória cenas como as ocorridas no dia 17 de abril de 1996 é manter o alerta ligado para que a sociedade brasileira não permita que absurdos como este jamais aconteçam novamente e nem permaneçam impunes! É inadmissível que após o assassinato de 21 trabalhadores rurais e mais de 100 feridos não tenhamos nenhum condenado preso, todos estão livres.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em Sergipe, na manhã da última quinta-feira (19/04), recebemos com extrema preocupação a notícia de que desde o dia 17/04, quando foram feitas as ocupações na Fazenda Camaçari – em Itaporanga D’ajuda – e na Fazenda São Domingos – em Carira –, as famílias vêm sofrendo todos os tipos de ameaças, tanto por parte dos pistoleiros contratados pelos fazendeiros quanto pela polícia (a mando dos fazendeiros).</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>As atividades do “Abril Vermelho” visam chamar a atenção de toda a sociedade e do poder público para a necessidade da Reforma Agrária no Brasil. É por isso que apoiamos a luta dos companheiros e companheiras do MST e denunciamos que ainda há muitos grupos de pistoleiros no estado de Sergipe, mantidos pelos fazendeiros e com conivência e apoio da polícia!<span id="more-50685"></span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Viva a todos e todas que ainda lutam neste país!</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Assinam esta nota:</p>
</div>
<div>
<ul>
<li>LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE;</li>
<li>CUT;</li>
<li>PSOL;</li>
<li>PSTU;</li>
<li>CONSULTA POPULAR;</li>
<li>BARRICADAS ABREM CAMINHOS;</li>
<li>MOVIMENTO NÃO PAGO;</li>
<li>ANEL;</li>
<li>FEAB;</li>
<li>ENEBIO;</li>
<li>ABEEF;</li>
<li>ENESSO;</li>
<li>FEMEH;</li>
<li>CSP-CONLUTAS;</li>
<li>PCB;</li>
<li>UJC;</li>
<li>RENAJU.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Marta Almeida Filha.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Violência policial contra trabalhadores sem terras no Triângulo Mineiro</title>
		<link>http://racismoambiental.net.br/2012/04/violencia-policial-contra-trabalhadores-sem-terras-no-triangulo-mineiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:48:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[monoculturas]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais sem terra]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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</div>
<!-- AddThis Button END -->Segurança privada invade acampamento do MST. Polícia despeja e prende Sem Terra no Triângulo Mineiro Cerca de 80 famílias Sem Terra, do MST, do Acampamento Roseli Nunes II – MST do Triângulo Mineiro &#8211; ocuparam a Fazenda Inhumas, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, dia 17/04/2012, por volta das 20 horas. Na madrugada de 18/04, por [...]]]></description>
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</div>
<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>Segurança privada invade acampamento do MST. Polícia despeja e prende Sem Terra no Triângulo Mineiro</em></p>
<p style="text-align: justify;">Cerca de 80 famílias Sem Terra, do MST, do Acampamento Roseli Nunes II – MST do Triângulo Mineiro &#8211; ocuparam a Fazenda Inhumas, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, dia 17/04/2012, por volta das 20 horas. Na madrugada de 18/04, por volta das 5h, um grupo de segurança privada da Empresa Máster chegou no acampamento dando tiros e semeando pânico. A Polícia florestal chegou logo após e chamou reforço. As famílias já tinham instalado as barracas de lona preta nas quais dormiram até serem despertadas por tiros dos seguranças particulares da Fazenda Inhumas. Sem mandado judicial, por volta das 8h de hoje, a Polícia Militar de Uberaba prendeu algumas das lideranças:Edvaldo Soares e Adelson Luís. E levaram em ônibus da Usina Vale do Tejuco as outras famílias para a Praça Pio XII, da Igreja São José, do Bairro Gameleira, em Uberaba, onde o padre Rogério e pessoas de boa vontade estão prestando solidariedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os Sem Terra foram revistados e suas bolsas também. Por que a PM não vistoriou os seguranças privados?</p>
<div style="text-align: justify;">A PM alega que foi flagrante, mas isso é impossível de ter ocorrido, tendo em vista que as famílias já estavam com suas barracas feitas e bem organizadas fisicamente no imóvel.<span id="more-50275"></span></div>
<p style="text-align: justify;">A Polícia Militar cometeu abuso de autoridade, pois não tinha mandado judicial para despejar as 80 famílias. Conflito social não é motivo para prisão. Há indícios de “parceria” entre a Empresa de Segurança privada Máster, que atua na Fazenda Inhumas, e a polícia. Por que a PM não prendeu quem deu tiros para amedrontar os Sem Terra?</p>
<p style="text-align: justify;">A Fazenda Inhumas faz parte de uma grande fazenda que foi desmembrada em três menores. As outras duas fazendas já estão tomadas por canavial que produz cana para a Usina Vale do Tejuco, que integra o Consórcio CMAA – Companhia Mineira de Açúcar e Álcool -, que está instalando mais outras duas Usinas na região do Triângulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Minas Gerais, são mais de 10 mil famílias acampadas. O avanço, como um tsunami, do agronegócio, com monocultura de cana para saciar a fome dos motores da automovelatria. Assim, o agronegócio liderado pela classe dominante, com apoio do Estado, vai deixando um rastro de devastação ambiental e de marginalização do povo camponês que reivindica tão somente um pequeno pedaço de terra para viver com dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa luta que se trava no município de Uberaba faz parte do Abril Vermelho; integra a Jornada de lutas Nacional que cobra do Judiciário o julgamento e condenação de muitos jagunços e mandantes de massacres de Sem Terra que estão impunes, tais como o Massacre de Eldorado dos Carajás, o massacre de Felisburgo, o massacre dos Fiscais em Unaí, o massacre de três lideranças do MLST, em Uberlândia dia 24 de março último. E cobra do Governo Federal o desemperramento da Reforma agrária que está praticamente parada no início.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Nota de frei Gilvander L. Moreira, assessor da CPT/MG</p>
<p style="text-align: justify;">-</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.cedefes.org.br/?p=terra_detalhe&amp;id_afro=8370</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Leila Rezende.</p>
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		<title>Governador recebe os sem-terra que acamparam no Palácio</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 12:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[reivindicações]]></category>
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<!-- AddThis Button END -->Manifestantes acampados nos jardins do Palácio ameaçaram ocupar as dependências caso não fosse marcada reunião com governador. Cid os recebeu e atendeu várias reivindicações. Desocupação deve ser hoje Bruno Cabral Ao final do segundo dia de acampamento nos jardins do Palácio da Abolição, representantes agricultores integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram recebidos [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><div id="attachment_50071" class="wp-caption aligncenter" style="width: 448px"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/1804po2410.jpg"><img class="size-full wp-image-50071" title="1804po2410" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/1804po2410.jpg" alt="" width="438" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestantes ameaçaram ocupar o Palácio da Abolição. Hoje, devem desfazer acampamento</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Manifestantes acampados nos jardins do Palácio ameaçaram ocupar as dependências caso não fosse marcada reunião com governador. Cid os recebeu e atendeu várias reivindicações. Desocupação deve ser hoje</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bruno Cabral</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final do segundo dia de acampamento nos jardins do Palácio da Abolição, representantes agricultores integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram recebidos por Cid Gomes (PSB).<span id="more-50070"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O governador anunciou a desapropriação de quatro propriedades, no valor total de R$ 788 mil, e a liberação de R$ 489 mil para a construção de escolas nos assentamentos. Ele disse ainda que, até 15 de maio, começará a construção de conjunto habitacional no bairro José Walter, que destinará 1,1 mil moradias para trabalhadores rurais.</p>
<p style="text-align: justify;">Cid disse ainda que será assinada mais uma etapa do projeto São José, que deverá assegurar R$ 270 milhões para infraestrutura hídrica. Lembrou ainda o decreto que destinará R$ 5,25 milhões para 2,3 mil quintais produtivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Odair Magalhães, da coordenação estadual do MST, considerou positivo o resultado. “Praticamente 80% da pauta foi atendida”. Ele disse que só faltou o projeto para combater a estiagem prolongada, acerca do qual Cid se comprometeu a articular negociações com o Governo federal. Odair informou que os sem-terra devem deixar o Palácio nesta manhã.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tensão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã de ontem, manifestantes ameaçaram tomar as dependências do Palácio da Abolição, sede do governo estadual, caso não fosse marcada, até o meio-dia, reunião com Cid. Gritando palavras de ordem e batendo latas, os trabalhadores se aproximaram da entrada do prédio, alguns deles armados com foices e paus.</p>
<p style="text-align: justify;">A poucos minutos do prazo estabelecido para a ocupação, o chefe da segurança do governador, coronel Brasil, informou aos líderes do movimento que Cid Gomes os receberia às 18 horas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Crateús e Sobral</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã de ontem, outro grupo do MST bloqueou a BR-116 em Itaitinga. A reivindicação era a construção de passarela para atender a comunidade de Jabuti.</p>
<p style="text-align: justify;">Após serem informados, ainda durante a manhã, de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) havia se comprometido a iniciar as obras do equipamento em 30 dias, o grupo também se deslocou para o Palácio. (Colaborou Roberta Arrais)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por quê</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ENTENDA A NOTÍCIA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde segunda-feira, o MST promove manifestações em várias regiões do País. Os atos fazem parte da jornada anual de mobilização, em memória do massacre de Eldorado dos Carajás, que completou 16 anos ontem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saiba mais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As principais reivindicações dos manifestantes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ampliação do seguro-safra, benefício concedido durante quatro meses para amenizar os efeitos da seca sobre a produção dos agricultores. Manifestantes querem estender o seguro a mais famílias e aumentar o valor recebido, dos atuais R$ 150 para um salário mínimo (R$ 622).</p>
<p style="text-align: justify;">Construção de mais quatro escolas de ensino fundamental e médio em assentamentos do Interior do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Custeio pecuário: auxilio para a compra de insumos para animais, no período da seca, e melhoria da infraestrutura nos assentamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2012/04/18/noticiasjornalpolitica,2822845/governador-recebe-os-sem-terra-que-acamparam-no-palacio.shtml</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por Rodrigo de Medeiros Silva.</p>
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		<title>“Governo Dilma foi tomado por tecnocracia de segundo escalão”, diz Stédile</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 14:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[demarcações]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[território]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhador@s rurais]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, manifestações de protesto em diversas partes do País. Por meio de invasões de propriedades rurais, ocupações de edifícios públicos e interdição de rodovias, os militantes protestam contra a lentidão da reforma agrária. Na opinião do líder mais conhecido e influente do movimento, o economista João Pedro Stédile, o governo da presidente Dilma Rousseff “foi [...]]]></description>
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><a href="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/stedile16didasampaio600b.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-49984" title="stedile16didasampaio600b" src="http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/04/stedile16didasampaio600b-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, manifestações de protesto em diversas partes do País. Por meio de invasões de propriedades rurais, ocupações de edifícios públicos e interdição de rodovias, os militantes protestam contra a lentidão da reforma agrária. Na opinião do líder mais conhecido e influente do movimento, o economista João Pedro Stédile, o governo da presidente Dilma Rousseff “foi tomado por uma burocracia de segundo escalão que não entende nada de povo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista ao blog do Estadão, Stédile também classificou como “burrice política” o contingenciamento de 70% das verbas de custeio do Incra , em vigor deste o início deste mês. Ele ainda criticou o PT, aliado histórico do MST, afirmando que se transformou num partido “chapa branca”, preocupado  com cargos. “O PT deveria ter um projeto para o País”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De acordo com números oficiais, 2011 foi o pior dos últimos 16 anos em termos de reforma agrária. A que atribui isso?</strong><br />
A um conjunto de razões conjugadas. Em primeiro lugar, está em curso uma ofensiva do agronegócio. Com a crise internacional, bilhões de dólares vieram para o Brasil para a compra de terras, usinas, commodities. Com isso o preço da terra subiu. Isso significa que, para se proteger da crise, eles estão disputando terras que poderiam ser destinadas para a reforma. Em segundo lugar, o governo Dilma não compreendeu ainda a importância e a necessidade da reforma agraria como um programa social, de produção de alimentos sadios, para resolver o problema da pobreza no meio rural. Um terceiro fator é o Judiciário.<span id="more-49983"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por quê?</strong><br />
O Judiciário está impregnado pela ideologia do latifúndio da propriedade. Há 193 casos de desapropriação parados no Judiciário, esperando apenas uma assinatura. No conjunto, são mais de 900 mil hectares que já poderiam ter sido destinados para a reforma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O governo federal contingenciou quase 70% das verbas de custeio do Incra, justamente no mês de abril, quando o MST realiza sua principal jornada de lutas. Como vê esse corte?</strong><br />
Isso é, no mínimo, burrice política, para não ficar falando apenas de incompetência, se considerarmos que temos 160 mil famílias acampadas, à espera de terra. Em todas as suas falas a presidenta diz que o combate à pobreza é prioritário, que a educação é prioritária. Ao mesmo tempo que ela diz, isso, porém, os burocratas dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Planejamento contigenciam os recursos do INCRA e do Pronera – o único programa de educação no campo. O governo Dilma foi tomado por uma tecnocracia de segundo escalão, que não entende nada de povo e está paralisando todos os projetos sociais. Eles nem conseguem diferenciar que orçamento de reforma agrária e educação não pode ser considerado como custeio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acha que a decisão será revista?</strong><br />
Espero que o governo crie vergonha e altere imediatamente. O engraçado é que isso só acontece com programa para pobre. Com orçamento para empresas, para hidrelétricas, pagamento dos juros da divida interna, que é uma vergonha, nunca suspenderam. Eu também espero que a senhora presidenta crie coragem e mude essa política burra do superávit primário, que nenhum pais desenvolvido do mundo usa mais e que reserva mais de 30% de nosso orçamento para pagamento de juros aos bancos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor fala na criação de mais assentamentos. Mas a presidente diz que está mais interessada na melhoria dos assentamentos já existentes.</strong><br />
A presidenta está  sendo mal assessorada. Aliás, ela já percebeu isso e até trocou o ministro do Desenvolvimento Agrário. Melhorar os assentamentos é uma coisa, aliás é uma divida. Outra coisa é desapropriar para resolver o problema das famílias que não têm terra, que são superexploradas. Misturar as duas coisas é como dizer aos sem-teto: só vamos construir novas casas, depois que fizermos reformas nas casas que já existem!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto aos assentamentos já existentes?</strong><br />
Também estão abandonados. Faltam 180 mil casas. Apenas 10% deles têm acesso ao crédito rural. O programa de assistência técnica é uma vergonha, porque nem chega às famílias. A melhor politica para os assentamentos é fortalecer a CONAB, transformá-la numa grande empresa compradora de alimentos produzidos nos assentamentos e na agricultura familiar. Mas o orçamento para essas compras está parado, ao redor de R$ 300 milhões por ano. Se Conab tivesse um R$ 1 bilhão, teríamos um salto, pois os assentados poderiam produzir sabendo que a produção seria toda comprada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para garantir a governabilidade e o projeto político do PT, o governo tem feito cada vez mais concessões à bancada ruralista. O que acha disso?</strong><br />
Há muita diferença entre a vontade da presidenta e a natureza de seu governo, que é um governo de composição de classes, uma frente política de interesses diferentes e, às vezes, até antagônicos. Nesse quadro, as classes dominantes, por meio de seus grupos políticos, vão pautando cada vez mais o governo e transformando-o em refém de seus interesses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto ao PT?</strong><br />
Há uma diferença entre o governo Dilma e o PT. Acho que o PT deveria ser mais ofensivo, ter um projeto para o País e ser autônomo em relação ao governo. Só assim é possível atuar na sociedade, organizar os trabalhadores, mobilizando e pressionando por mudanças estruturais. O problema é que o PT virou um partido chapa-branca, que se preocupa mais com cargos e em puxar o saco do governo, deixando de cumprir seu papel de partido político.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O MST perdeu parte de sua capacidade de mobilização em decorrência do crescimento econômico e da criação de mais empregos.</strong><br />
Claro que existe mais emprego e que houve uma pequena distribuição da renda a favor dos trabalhadores sobre o total do PÌB. Mas isso não significa que os problemas estruturais da concentração da propriedade da terra e da riqueza se resolveram. O Brasil continua sendo um pais muito desigual e injusto. E no meio rural a única forma de construirmos um modelo de produção agrícola voltado para o mercado interno, com desenvolvimento econômico e social, é por meio da democratização da propriedade, do fortalecimento de agroindústrias, de cooperativas e da agricultura familiar, adotando a matriz da agroecologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto à dificuldade para mobilizar pessoas?</strong><br />
Estamos ainda num período histórico de descenso do movimento de massas e da falta de mudanças estruturais. E é isso que afeta as mobilizações no campo, e também na cidade. A ultima greve geral foi em 1988, mas nem por isso os problemas da classe trabalhadora urbana se resolveram. Em algum momento, porém, entraremos num novo período histórico de retomada das mobilizações de massa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As manifestações do dia 16 de abril destinam-se também a relembrar o massacre de trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás, em 1996. Como estão os processos para punir os responsáveis?</strong><br />
Essa é outra vergonha, outra demonstração da conivência do Judiciário com o latifúndio. Foram assassinados 19 companheiros, em 1996. Demoraram seis anos para realizar o júri popular e lá, “milagrosamente”, foram absolvidos os mandantes e os 154 policiais que praticaram os crimes. Foram condenados apenas os dois comandantes, com penas de mais de 200 anos de prisão para cada um. Eles recorreram em liberdade – e assim estão até hoje. Recentemente, no dia dia 28 de março, o insuspeito ministro Gilmar Mendes, revogou as medidas cautelares e determinou que os dois esperassem na cadeia. Já se passaram 19 dias e a ordem ainda não chegou a Belém. Se fosse um pobre, teria sido preso no mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">http://blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/governo-dilma-foi-tomado-por-tecnocracia-de-segundo-escalao-diz-stedile/</p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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		<title>MST realiza protestos em 15 Estados para pressionar por reforma agrária</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 14:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>racismoambiental</dc:creator>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<!-- AddThis Button END -->&#8216;Abril Vermelho&#8217; também cobra punição dos culpados pelas mortes em Eldorado dos Carajás (Com Tiago Décimo, Ângela Lacerda, Evandro Fadel e Vanildo Mendes) SÃO PAULO &#8211; O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, uma série de protestos pela Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, também conhecida por &#8220;Abril Vermelho&#8221;, para cobrar [...]]]></description>
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<div addthis:url='http://racismoambiental.net.br/2012/04/mst-realiza-protestos-em-15-estados-para-pressionar-por-reforma-agraria/' addthis:title='MST realiza protestos em 15 Estados para pressionar por reforma agrária ' class="addthis_toolbox addthis_default_style ">
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<!-- AddThis Button END --><p style="text-align: justify;"><em>&#8216;Abril Vermelho&#8217; também cobra punição dos culpados pelas mortes em Eldorado dos Carajás</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Com Tiago Décimo, Ângela Lacerda, Evandro Fadel e Vanildo Mendes)</em></p>
<p style="text-align: justify;">SÃO PAULO &#8211; O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, uma série de protestos pela Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, também conhecida por &#8220;Abril Vermelho&#8221;, para cobrar o assentamento de mais famílias sem terra e a punição dos responsáveis pela morte de 21 trabalhadores rurais assassinados em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.</p>
<p style="text-align: justify;">Integrantes do movimento organizaram ações em 15 Estados, que somam 38 ocupações de terra, cinco ocupações de sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e quatro protestos em prédios públicos, além da ocupação de estradas e criação de acampamentos nas cidades, segundo o MST. Confira abaixo um resumo dos protestos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ceará. </strong>Cerca de 1,5 mil integrantes ocuparam o Palácio da Abolição, em Fortaleza, sede do governo estadual. Crianças e jovens que participaram da ação aproveitaram para tomar banho em uma piscina localizada na área externa do prédio, no bairro Meireles.  O ato reivindica ações do governo para amenizar os efeitos da seca que atinge vários municípios, além do assentamento imediato das 2.000 famílias acampadas no Estado.<span id="more-49980"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bahia. </strong>Cerca de 3 mil integrantes de quatro associações de sem-terra também montaram acampamento na manhã desta segunda-feira na frente da sede do Incra, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. Manifestantes do MST, da Pastoral Rural, do Movimento dos Trabalhadores Assentados e Acampados da Bahia e do Movimento dos Trabalhadores Desempregados chegaram em ônibus e montaram barracas, com grande quantidade de mantimentos, no local. Os grupos sem-terra prometem, ainda, interditar parte das rodovias baianas na terça-feira, 17, por 21 minutos, para lembrar a passagem dos 16 anos do episódio em Eldorado dos Carajás. No Estado, os sem-terra cobram aceleração dos projetos de reforma agrária e  medidas contra a estiagem que atinge o semiárido baiano. De acordo com o governo baiano, 200 municípios decretaram situação de emergência por causa da seca, a pior dos últimos 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pernambuco. </strong>Integrantes do<strong> </strong>MST ocuparam mais cinco propriedades, totalizando seis no Estado neste Abril Vermelho. De acordo com a coordenação regional, além da fazenda Serra Grande, no município de Gravatá, no agreste, ocorrida no sábado, 14, as ocupações ocorreram, até a madrugada desta segunda-feira, em fazendas do sertão e do agreste &#8211; Garrote Bravo, em Ibimirim, Fruit Vita, em Petrolina, Cedro, em Ipubi e Amargoso, em Bom Conselho, e Condado, em São Bento do Uma. O movimento alega que as áreas são improdutivas. De acordo com um dos seus dirigentes, Florisvaldo Alves, dos 1,3 mil hectares da fazenda Fruit Vita, a fazenda ocupa apenas 200 hectares para produção de manga irrigada para exportação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraná. </strong>Pelo menos 500 integrantes do MST ocuparam parte das ruas de Curitiba na manhã desta segunda-feira, em marcha de aproximadamente três quilômetros ao prédio da Superintendência do Incra, onde entregaram uma pauta de reivindicações. Os militantes pretendem ficar na capital paranaense até sexta-feira, período em que terão reuniões com várias entidades e secretarias estaduais. Os principais pedidos ainda são por terras e melhorias nos assentamentos. As reivindicações não são novas e têm sido apresentadas todos os anos durante a Jornada de Lutas e Negociações que os sem-terra realizam no mês de abril. &#8220;Não houve muito avanço&#8221;, lamentou a porta-voz do movimento no Paraná, Salete Mariani. Os sem-terra pedem mais agilidade do Incra para o assentamento de seis mil famílias acampadas no Estado, além de assistência técnica e investimentos nos setores de educação, cultura, saúde e habitação.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A ideia é mobilizar o nosso povo para fazer as cobranças&#8221;, reforçou Salete. &#8220;A reforma agrária tem que avançar.&#8221; Entre os pedidos a serem apresentados ao governo estadual e ao Ministério da Educação está o de construção de 16 colégios de ensino médio. &#8220;A demanda que temos fundamenta o pedido&#8221;, disse um dos líderes do movimento Roberto Baggio. Atualmente, há 14 colégios atendendo os sem-terra. &#8220;São mais de 30 mil jovens&#8221;, acentuou Baggio. Durante a semana, os sem-terra ficarão abrigados no Ginásio do Tarumã, cedido pelo governo do Estado. Eles devem fazer novas manifestações pelas ruas da cidade. Para a manhã de terça-feira, está previsto o fechamento de algumas rodovias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mato Grosso. </strong>Cerca de 700 integrantes do MST bloquearam a Rodovia federal BR-163, em Sorriso, Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os manifestantes interditaram a rodovia na altura do km 761 para reivindicar promessas não cumpridas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), segundo a PRF. Apenas veículos de emergência, como ambulâncias, estão sendo liberados e passando pelo bloqueio, informa a PRF.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Brasília. </strong>Cerca de 10 ônibus saídos de vários Estados são esperados em Brasília para reforçar a ocupação que o MST realiza no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e outras áreas da Esplanada dos Ministérios, como parte das ações do &#8220;Abril Vermelho&#8221;. A intenção do movimento é colocar na Esplanada cerca de 2 mil manifestantes de 11 Estados. Cerca de 1.500 pessoas já estão nesta segunda-feira em Brasília. Eles ocupam oito dos nove andares no Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde uma bandeira do MST pode ser vista. Segundo a coordenação do movimento, não há previsão de término da ocupação. No prédio funcionam também a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e o Ministério do Esporte. O prédio está interditado pelo MST e não há expediente. O MDA ainda não se manifestou e está formando uma comissão negociadora para a desocupação do prédio de forma pacífica. Mas o movimento disse que não vai se retirar enquanto o governo não der uma resposta concreta às reivindicações.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Daqui só saímos quando o governo sinalizar o atendimento da nossa pauta. Diálogo e promessas nós já temos. Queremos ações concretas&#8221;, disse José Ricardo Basílio da Silva, da coordenação nacional do MST. Ele informou que o governo Dilma está sendo &#8220;um desastre&#8221; na área de reforma agrária e disse que o programa Brasil sem Miséria é &#8220;uma falácia&#8221;. &#8220;Não se combate a miséria sem resolver a questão fundiária&#8221; afirmou o dirigente, acrescentando que o desempenho do governo em 2011 foi o pior dos últimos 16 anos em termos de assentamento. Segundo Silva, 180 mil famílias estão acampadas em todo o País, aguardando terras para trabalhar. Algumas há mais de 10 anos. O MST reclama principalmente do contigenciamento de 70% dos recursos de custeio do Incra, o que teria prejudicado substancialmente as metas de assentamento de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mst-realiza-protestos-em-15-estados-para-pressionar-por-reforma-agraria,861810,0.htm</em></p>
<p style="text-align: justify;">Enviada por José Carlos.</p>
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