Posts tagged: mudanças climáticas

Cheia dos rios no Amazonas e seca no Nordeste do Brasil espanta cientistas

Por , 21/05/2012 12:36

Os extremos climáticos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que enfrentam cheia e seca recordes, respectivamente, estão desafiando os cientistas. Apenas nos últimos sete anos, a Bacia Amazônica registrou as duas maiores estiagens da História, em 2005 e 2010, e as duas maiores inundações, em 2009 e em 2012.

Na última quinta, o Serviço Geológico do Brasil, conhecido como CPRM, informou que o nível do Rio Negro subiu mais dois centímetros, chegando aos 29,80 metros.

Enquanto isso, o semiárido nordestino viu muito pouca chuva cair na última estação úmida, encerrada no mês passado, e agora a maior parte de seus 25 milhões de habitantes distribuídos em 1,1 mil municípios encara a perspectiva de ter que esperar até o início do ano que vem por mais água vinda do céu.

Segundo os especialistas, as causas pontuais destes dois eventos extremos são relativamente fáceis de serem apontadas. No caso da cheia da Bacia Amazônica, ela ainda estaria ligada ao fenômeno conhecido como “La Niña”, uma redução da temperatura da superfície na faixa equatorial do Oceano Pacífico que provoca mais chuvas na região. Continue lendo… 'Cheia dos rios no Amazonas e seca no Nordeste do Brasil espanta cientistas'»

Seminário de Conjuntura do Centro de Pesquisas em Etnologia Indígena (CPEI) – “Povos indígenas e contratos de créditos de carbono”, em 23 de maio

O Seminário de Conjuntura do CPEI pretende ser a extensão, para um público mais amplo, das reuniões internas de conjuntura do Centro, dedicadas ao debate dos temas “quentes” da pauta política indigenista atual.

Nesta primeira edição do evento, o espaço será dedicado ao controverso tema dos pretendidos contratos de crédito de carbono firmados por alguns povos indígenas brasileiros com grandes empresas internacionais, fenômeno que foi objeto de recente exposição midiática.

Se por um lado tais contratos parecem focar tão apenas a venda de “créditos de carbono” oriundos de desmatamento evitado, por outro eles se apresentam, de modo geral, como abusivos, desrespeitando direitos assegurados por lei. Essas iniciativas têm caráter especulativo, uma vez que o mercado internacional de créditos de carbono advindos de ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) não está regulamentado.

A expositora deste Seminário é, além de doutoranda no IFCH-Unicamp, encarregada da Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da Funai (Brasília), e tem acompanhado ativamente o trato que o órgão indigenista oficial tem dado ao fenômeno, as notificações feitas por este às empresas contratantes, seus esforços na informação dos povos indígenas e as discussões sobre a regulamentação de REDD, no contexto das mudanças climáticas e da emergência de um mercado internacional de serviços ambientais. Continue lendo… 'Seminário de Conjuntura do Centro de Pesquisas em Etnologia Indígena (CPEI) – “Povos indígenas e contratos de créditos de carbono”, em 23 de maio'»

Norte e Nordeste de Minas enfrentam uma das piores secas da história

Por , 20/05/2012 11:52

Evangelista de Andrade caminha pelo leito da lagoa que evaporou

EM percorre municípios na região. Pelo caminho, encontra uma população acuada pela estiagem que começou cedo demais e já consumiu quase toda a reserva de água, fazendo Lavoura e gado definharem.

Luiz Ribeiro

Espinosa, Mamonas, Monte Azul e Porteirinha – O sertanejo é antes de tudo um forte. A constatação de Euclides da Cunha não deixou de ser verdade, mas nem a resistência que chamou a atenção do autor de Os sertões tem sido capaz de vencer o desânimo frente a uma das maiores secas de todos os tempos no Norte e Nordeste de Minas. No seus 78 anos, Celestina de Andrade, moradora da comunidade de Cabeceiras, na zona rural de Mamonas, calejada pelas dificuldades, jamais viu coisa igual. Estiagem houve outras. Muitas. Mas nada, nenhuma, como agora. “Antigamente, a gente perdia os mantimentos (plantações), mas o rio corria. Agora secou. Não tem mais água”, diz a aposentada. A barragem do Rio Cabeceiras está lá, no fundo da casa, para provar. Antes responsável por fornecer água para abastecimento da cidade, está vazia. Com isso, para os 6,3 mil habitantes do município, água, só a que brota dos caminhões-pipa. E ela é pouca.

O drama em Mamonas é apenas uma das consequências daquela que já é apontada pelos meteorologistas como uma das maiores estiagens da história do estado. A mancha de sede que ela espalha pelo mapa de Minas só faz crescer: já engoliu 96 municípios, todos em estado de emergência, a grande maioria no Norte e no Vale do Jequitinhonha. No seu rastro, a lavoura teve perda que supera 70%; quando não morre, o gado mingua com fome e sede; prefeituras escavam o solo atrás de água para a população, mas pouco encontram. Quando acham, em muitos casos o líquido que chega à superfície é salobro. Banho virou luxo, mantido graças a água de aspecto duvidoso, buscada cada vez mais longe. Continue lendo… 'Norte e Nordeste de Minas enfrentam uma das piores secas da história'»

Ou aceleramos a recuperação da natureza ou mudamos o modelo do crescimento, por Telma Monteiro

Por , 18/05/2012 06:53
O Correio da Cidadania publica o primeiro artigo da nova integrante de sua equipe de colunistas, a ativista sócio-ambiental e pesquisadora Telma Monteiro. Responsável por seu próprio blog, especializado em projetos infra-estruturais na Amazônia, a também pedagoga publica há anos artigos críticos ao modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil. Em sua estréia no Correio, Telma trata exatamente da necessidade premente de preparar o país para um novo modelo de crescimento, com vistas a frear a exploração irresponsável dos recursos naturais, oportunidade que aparentemente será jogada fora na Rio+20.

O planeta já está passando por um “choque ecológico” que obriga governos e empresas a pensar numa economia sustentável. Será preciso nivelar e compatibilizar a relação entre a economia, os ecossistemas e o uso da energia para evitar o caos ecológico. A proposta de “economia verde” que os governos pretendem discutir na Rio+20 não passa de outra maquiagem verde, desta vez mais perversa, da economia como um todo e não só de alguns produtos e serviços.

Temos que ter uma proposta de sociedade sustentável que, antes de tudo, deve estar alinhada ao bem viver da cultura tradicional, à revisão dos hábitos de consumo de energia, à eficiência energética, aos usos que se fazem da energia e à consciência do modelo de vida que queremos. Ainda dá tempo, é só querer. Continue lendo… 'Ou aceleramos a recuperação da natureza ou mudamos o modelo do crescimento, por Telma Monteiro'»

O que esperamos da Cúpula dos Povos

Por , 16/05/2012 14:52

A menos de um mês do tão esperado evento que vai reunir cerca de 15 mil pessoas por dia no Aterro do Flamengo (Rio de Janeiro), a uruguaia Rádio Mundo Real e a venezuelana Alba TV produziram três vídeos com representantes de movimentos e organizações sociais que vão participar da Cúpula dos Povos na Rio+20.

Nestes videos, você poderá acompanhar as questões socioambientais que mais preocupam tais entidades e os temas que deveriam ser abordados nas discussões durante o evento: visibilidade aos povos tradicionais brasileiros, convergência de movimentos anticapitalistas e as falsas soluções para os problemas climáticos.

Nos depoimentos, a Cúpula surge como palco de debates e troca de ideias e experiências produtivas em prol de soluções para os povos e para as minorias, além de poder dar visibilidade para tais questões junto aos governos.

Miriam Miranda, da Organização Fraternal Negra Hondurenha (em espanhol) Continue lendo… 'O que esperamos da Cúpula dos Povos'»

O Brasil dos desastres naturais

Por , 14/05/2012 11:45

Urbanização descontrolada é maior responsável por tragédias no país, revela estudo

Ana Lucia Azevedo

São bem terrenas as causas dos desastres naturais que se multiplicam no Brasil, revelam novas pesquisas. Após um 2011 de devastação na Serra na Fluminense, enchentes avassaladoras no Sul e no Sudeste e um início de 2012 com a pior seca em três décadas no Nordeste, não resta lugar para o mito de que este é um país imune aos desastres naturais. Na verdade, somos muito vulneráveis. Mas as mudanças climáticas, que alteram padrões de temperatura e chuva pelo planeta afora, não são as maiores culpadas pelo aumento de tragédias naturais no Brasil. A principal causa de perdas de vidas e bens é humana; é a urbanização galopante e mal planejada, como mostram dados apresentados ontem na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), cujo tema é Ciência para o Desenvolvimento Sustentável, num evento preparatório para a Rio+20.

Os dados fazem parte de estudo da resseguradora Swiss Re, que analisa o número e o impacto de desastres naturais em todo o mundo. Na conta dos desastres, os céus entram com a chuva que alimenta as enchentes relâmpagos, mas o que pesa e torna as pessoas realmente vulneráveis são as construções em áreas de risco evidente, como estradas, ferrovias, estádios e outras obras de vulto levadas a cabo sem considerar cursos de rios, áreas de baixada – por definição, alagadiças – e pontos sujeitos a desmoronamentos. Continue lendo… 'O Brasil dos desastres naturais'»

Mais de 4 mil pelicanos são encontrados mortos na costa peruana

Por , 13/05/2012 12:21

Governo e ambientalistas investigam a causa de morte dos animais ASSOCIATED PRESS

Nesta semana, o governo peruano anunciou que 4.450 pelicanos foram encontrados mortos na costa do país nos últimos meses. Somente cientistas e ambientalistas são autorizados a trasitar pelas praias do norte do Peru que foram fechadas para banhistas. Autoridades acreditam que as mortes tenham sido causadas pelo aumento da temperatura das águas do Pacífico causado pelo fenômeno climático El Niño. Continue lendo… 'Mais de 4 mil pelicanos são encontrados mortos na costa peruana'»

Para Amigos da Terra, Pacto Global da ONU oferece muito espaço a corporações

Por , 11/05/2012 14:44

‘Pacto Global das Nações Unidas ignora as más praticas das corporações’

Declaração da Sociedade Civil alerta rumo à Rio+20

Instituições das Nações Unidas e iniciativas tais como o Pacto Global oferecem demasiado espaço à influencia das corporações privadas. O lobby corporativo nas negociações da ONU tem conseguido bloquear soluções efetivas para problemas globais relacionados às mudanças climáticas, produção alimentar, pobreza, água e desmatamento. Ao invés disso, falsas soluções tem sido promovidas servindo aos interesses dos negócios, enquanto concentram o controle das corporações sobre as terras, recursos e a vida das pessoas.

Esta é a premissa central da declaração conjunta da sociedade civil Pondo Fim a Captura Corporativa da ONU (1)‚ iniciada por Amigos da Terra Internacional e por nove outras organizações a caminho da Conferencia Rio+20.

A declaração, que circula desde 19 de abril, é atualmente endossada por mais de 250 organizações da sociedade civil de todo o mundo.

Em resposta a esta declaração, o escritório do Pacto Global da ONU disse que tem sido sempre cuidadoso em deixar claro que ‘a ONU e a comunidade dos negócios não compartilham os mesmo objetivos centrais; meramente em algumas áreas-chave, os negócios, a sociedade civil, a ONU e os governos tem áreas comuns de interesse’ (2). Continue lendo… 'Para Amigos da Terra, Pacto Global da ONU oferece muito espaço a corporações'»

Código Florestal e os interesses dos especuladores do agribusiness. Entrevista especial com Francisco Milanez

“Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agribusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento”, diz o ambientalista

Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agribusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinala Francisco Milanez em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados comete vários equívocos ambientais que acentuarão ainda mais os efeitos das mudanças climáticas. Entre eles, destaca a redução das Áreas de Preservação Permanente – APPs. “O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção”. A diminuição das APPs também causará impactos na agricultura, porque são elas as responsáveis pela proteção e a recarga dos mananciais. Continue lendo… 'Código Florestal e os interesses dos especuladores do agribusiness. Entrevista especial com Francisco Milanez'»

Para ler e pensar: “Permissões para poluir não são commodities”

Nota: a publicação desta notícia não significa em absoluto que  este Blog concorde com as ideias nela expressas. Acreditamos no direito ao conhecimento e na importância de termos acesso a diferentes visões de mundo, inclusive para nos posicionarmos sobre eles. TP.  

A economista Amyra El Khalili é uma das maiores especialistas brasileiras sobre o setor financeiro e foi a primeira a cunhar o termo commodities ambientais. Com mais de duas décadas de trabalho dedicadas ao mercado de futuro e de capitais, tendo sido uma das primeiras operadoras de pregão da BM&F, Amyra possui uma visão bastante crítica das ferramentas de mercado com o objetivo da conservação ambiental.

Instituto CarbonoBrasil – Sabemos que o modelo atual de capitalismo predatório não é o ideal para o desenvolvimento da humanidade, porém, infelizmente, a única coisa que move a sociedade para agir parece ser o seu bolso. Se as ferramentas de mercado, colocando um preço nos recursos naturais, não são adequadas para lidar com a exploração massiva dos ecossistemas como muitos acreditam, qual seria o melhor modelo?

Amyra El Khalili - A crítica procedente a este modelo capitalista é justamente no que está sendo precificado, ou seja, os ecossistemas e os serviços ambientais que são aqueles que a natureza nos oferece gratuitamente. De fato, quando há escassez, a consequência será a mercantilização destes ‘recursos naturais’ (como chamamos em gestão ambiental), das matérias-primas (como chamamos na indústria) ou da megadiversidade e dos ecossistemas (como chamamos no ambientalismo). Veja você que dei três nomes diferentes para a mesma coisa! E cada um desses nomes tem um entendimento diferente do que representam. Continue lendo… 'Para ler e pensar: “Permissões para poluir não são commodities”'»

Seminário “Desigualdade Ambiental e Regulação Capitalista: Da acumulação por espoliação ao ambientalismo espetáculo”

Por , 09/05/2012 10:41

Enviada por Raquel Rigotto.

A revisão de Lovelock, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

Por , 08/05/2012 15:42

[EcoDebate] James Lovelock, o cientista da teoria de Gaia, surpreende mais uma vez. Agora, fazendo uma revisão da mais pavorosa previsão sua a respeito do aquecimento global, afirma textualmente que ele “não está acontecendo na velocidade prevista”. Em outras palavras, a previsão que até o final desse século só haveria seres humanos nas regiões geladas onde hoje estão os pólos, foi refeita.

Em si, a afirmação de Lovelock é um alívio. Afinal, a extinção massiva da vida, inclusive da humana, já não aparece num horizonte tão curto em termos históricos.

Diante dessa revisão logo surgiram as hienas do status quo, afirmando que as previsões das mudanças climáticas estão sendo enterradas. Entretanto, a afirmação do cientista é que elas “estão acontecendo, mas numa velocidade mais lenta que as que ele previa”.

Portanto, não é hora de continuarmos com a emissão de CO2 na quantidade agora emitida, na derrubada das florestas, nas mudanças do Código Florestal, sob o pretexto que as mudanças climáticas são mais lentas que o previsível. Essa é a filosofia das cabeças que se recusam a encarar os fatos. Continue lendo… 'A revisão de Lovelock, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*'»

O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20

A agroecologia, pouco mecanizada, é o futuro da agricultura, segundo economista (foto: IRRI Images/CC BY-NC-SA 2.0)

por Eduardo Sá, no Brasil de Fato

Com vasta experiência na área agroecológica no Brasil, o economista Jean Marc Von Der Weid* participou junto à sociedade civil da ECO 92 e vem acompanhando desde a década de 1980 os movimentos ambientais no Brasil.

Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

Nesta entrevista, ele fala sobre a perspectiva de fracasso da Rio+20, as forças políticas e interesses que estão em xeque, a falsa visão ambiental da economia verde e aponta a agroecologia como solução para muitos problemas climáticos e energéticos no planeta. Segundo o estudioso e militante, a tendência é uma regionalização da cadeia produtiva alimentar e a potencialização da agricultura familiar para garantir a alimentação dos povos. Continue lendo… 'O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.