O filme ‘Olympia’ mistura documentário e fantasia para contar a história da corrupção no Rio

Sarah Cronin – RioOnWatch

Olympia é um filme chocante, que mistura documentário e ficção ao explorar a natureza da corrupção durante a preparação para os Jogos Olímpicos de 2016. Inspirado no trabalho do jornalista investigativo Lucio Vaz e por acontecimentos reais da história do Brasil, o roteirista e diretor Rodrigo Mac Niven faz uma inteligente justaposição entre o mundo ficcional e não ficcional. O filme, realizado através de uma campanha de financiamento colaborativo bem sucedida, foi finalizado em apenas seis meses. A estreia será essa quinta-feira, 15 de setembro. Parte lenda, parte documentário, parte thriller político, Olympia parece assombrosamente familiar ao Rio de Janeiro pós-Olímpico. (mais…)

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Saber viver, crônica de Cândido Grzybowski*

Portal Ibase

Os Jogos Paralímpicos são carregados de densa significação sobre o viver. Uma espécie de jogos sombra das Olimpíadas – aliás, eles nem podem usar o nome, uma marca registrada como propriedade intelectual do COI, que revela a sua contaminação pelo “negócio” dos jogos. Eles celebram a busca do viver, a demonstração de que ser atleta é, acima de tudo, uma atitude diante do que a vida nos dá. Saber viver é acreditar que o impossível pode se tornar possível usando a energia que brota de dentro da gente. Os atletas paralímpicos ampliam enormemente o sentido do viver humano. (mais…)

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A pequena ONG que mudou a forma de fazer reportagens sobre as favelas do Rio durante as Olimpíadas

“Se jornalistas não têm acesso às comunidades ou noção de suas histórias, eles começam a produzir os mesmos velhos estereótipos.”

Katia Savchuk – RioOnWatch

“Crianças maltrapilhas” fuçando o lixo. Milhões de pessoas amontoadas “em barracos em meio a esgoto e tristeza”. “Um mundo de gangues de jovens, crimes violentos e tráfico de drogas” que representa uma “zona proibida“. Essas eram algumas das descrições das favelas do Rio que apareciam nos principais meios de comunicação global enquanto a cidade se preparava para sediar os Jogos Olímpicos. (mais…)

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Depois do modelo olímpico: as favelas cariocas entre o mercado e a militarização

Por Marcos Barreira – Blog da Boitempo

1.

Desde os anos 1990, ganhou forma no Rio de Janeiro um modelo de urbanismo seletivo e superficial. Esse novo urbanismo pretende maquilar as contradições do espaço urbano enquanto os agentes da esfera política simulam uma situação de normalidade capitalista e criam a imagem da cidade como “lugar atrativo” para empresas e projetos turísticos. (mais…)

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Legados Olímpicos verdadeiros Vs. legados não cumpridos no Rio: o que nos dizem sobre o futuro das cidades?

A Diretora Executiva da Comunidades Catalisadoras e Editora do RioOnWatch, urbanista Theresa Williamson, foi convidada a participar na série openMovements do openDemocracy. A série openMovements convida importantes cientistas sociais para compartilhar os resultados de suas pesquisas e perspectivas sobre as lutas sociais contemporâneas

Theresa Williamson – RioOnWatch

A cidade altamente corporativa, que a prefeitura do Rio tentou criar, resultou na exacerbação de problemas urbanos espaciais, econômicos e das desigualdades sociais. No entanto, isso está criando condições para o Rio se tornar uma Cidade Singular. – Theresa Williamson (mais…)

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Nuzman para discurso por causa de manifestações do público e Temer recebe vaias

Marcelo Brandão – Enviado Especial da Agência Brasil

A cerimônia de abertura das Paralimpíadas teve manifestações do público. Após o discurso do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, o presidente Michel Temer recebeu vaias ao declarar a abertura oficial dos jogos. Foram ouvidos também aplausos. (mais…)

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Antes sedentários, paralímpicos contam que buscaram o esporte como reabilitação

Sabrina Craide* – Repórter da Agência Brasil

Entre os atletas que vão disputar os Jogos Paralímpicos deste ano, no Rio de Janeiro, há vários que só conheceram o esporte depois de sofrer algum acidente ou de uma doença que os deixou com sequelas. Muitas vezes, a busca pela prática esportiva começa como forma de reabilitação. (mais…)

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Com fim da festa, legado olímpico poderá ser melhor avaliado

Raquel Rolnik*

Passado o alvoroço em torno dos Jogos Olímpicos, é importante avaliar o evento, principalmente a partir da perspectiva do famoso “legado” que se prometeu deixar.

Claro que o consumo das pessoas que visitaram a cidade do Rio de Janeiro durante as competições se converterá, em alguma medida, em impostos pagos aos cofres públicos, assim como são importantes os empregos gerados pelas obras realizadas. Mas boa parte da herança deixada apenas reproduz a lógica que impera sobre nossas cidades, com investimentos que se concentram em bairros ricos ou para onde se pretende oferecer novos territórios para os setores de mais alta renda. (mais…)

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A merda é o ouro dos espertos, por Eliane Brum

Como a “Olimpíada da Superação” é usada para forjar identidade, unidade e consenso no Brasil do impeachment

No El País Brasil

A inversão é fascinante. A Olimpíada foi idealizada, em 2009, para colocar no pódio o Brasil grande. A apoteose do eterno país do futuro que finalmente chegava a um presente grandioso. Em 2016, o “sucesso” da festa busca recolocar o Brasil não apenas como o país que – ainda – tem futuro, mas como o país da “superação”. Não se trata mais, como era em 2009, de lançar a Olimpíada como a imagem que expressa “a verdade final” sobre o país. Em 2016, a Olimpíada é disputada, pelos vários atores, como a imagem capaz de tapar os buracos de um país. E devolver uma unidade, qualquer uma, ou um consenso, qualquer um, a um Brasil partido não em dois, mas em vários pedaços. (mais…)

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